Disclaimer: Edward e Bella assim como os outros personagens, pertencem à Stephenie Meyer e sua saga Twilight, mas O Poder da Resistência, com todos os seus dramas, conflitos e flashbacks pertencem a mim. Por favor, não copiem, plágio é crime!


Oi flores, tudo bem com vocês?

finalmente mais um capítulo saindo do forno! Um dos capítulos mais tensos até agora, sem dúvida. Mas, daqui para a frente, todos serão assim, até chegarmos ao final, no capítulo 13. Sim, a fic está na reta final! :( Mas eu prometo que teremos muitas emoções até lá!

Como sempre, as imagens, tanto da roupa da Bella, quanto do restaurante estão no blog www(*)pensamentossemnexo(*)blogspot(*)com e sugiro que ouçam a música, ela ajuda demais a entrar no clima! E as traduções das frases em alemão estão no final do capítulo. Eu sei que pode ser chato ter que ficar descendo para procurar a tradução, mas o diálogo em alemão realmente é importante para todo o clima da fic! :)

Por fim, claro não poderia deixar de agradecer à minha beta querida, Paula Maria, pelas correções que sempre ajudam a tornar o capítulo ainda melhor!

Mas, pra variar, isso está enorme. Vou deixar vocês com o capítulo. A gente volta a se falar lá embaixo. Boa leitura!


Trilha: Tears and Rain – James Blunt

www(*)4shared(*)com/audio/zp0k5shO/Copy_of_James_Blunt_-_Tears_an(*)html

POV Rose

"Onde você vai vestida desse jeito, baby? Volta para a cama, vem!"

"Não posso, Emmett. Eu tenho um compromisso importante."

"Posso saber do que se trata, para a minha mulher estar saindo tão... apetitosa assim?"

"NÃO!"

"Calma, Rose! Não precisa gritar. Agora me diz, baby, o que você está aprontando?"

"Nada, Emm. Não existe nada para você se preocupar."

"Eu te conheço, ursinha. Essa sua reação não é normal. Você está agitada. Você nem mesmo parecia estar aqui durante o sexo."

"Impressão sua, Ursão! Agora eu tenho que ir. A gente se fala amanhã." – eu disse, deixando um selinho rápido em sua boca.

"O que?" – ele disse arregalando os olhos. "Você não volta para dormir aqui?"

"Hoje não, baby. Mas prometo que compensarei essa falta amanhã."

Eu não podia negar que estava nervosa, que precisava falar sobre aquilo com mais alguém, mas Emmett não poderia saber a verdade de jeito nenhum, pelo menos não enquanto não estivesse tudo acabado. Eu não podia correr esse risco.

O relógio do carro marcava oito horas. Estava na hora da Major Von Dorff entrar em ação.


POV Bella

Eu dei uma última olhada no espelho, checando meu visual e aprovando a imagem à minha frente. Sexy, sem ser vulgar! Exatamente o que eu precisava para continuar levando meu plano adiante. Eu não podia mostrar para Mike que já sabia de toda a verdade. Pelo menos, não antes da hora! Seria difícil, minha vontade era de esganá-lo na primeira oportunidade, mas não podia ser assim. Ele tinha que sofrer da mesma forma como fizera com Edward. Aquele bastardo ia sofrer, ou eu não me chamo Isabella Marie Swan!

Quando eu cheguei ao Lasserre, a hostess me levou até um canto reservado, me informando que o Tenente Newton já estava à minha espera. Assim que meus olhos caíram sobre Mike, sorrindo para mim, senti a bile invadindo minha boca e precisei fechar meus olhos rapidamente para evitar passar mal. Minhas pernas pareciam pesar uma tonelada cada uma enquanto eu preenchia a curta distância que nos separava.

"Isabella... Como vai? Você está deslumbrante!" – ele disse depositando um beijo em minha mão. – "Confesso que sua ligação me deixou muito feliz. Já estava achando que iria embora de Paris sem vê-la uma vez mais. Mas agora viajarei mais feliz amanhã" – e dizendo isso ele me abriu um sorriso, que nunca me pareceu tão falso.

"Obrigada, Mike. Eu realmente estava sentindo sua falta também. Mas pena que você terá que viajar. Eu estava pensando que poderíamos passar algum tempo de qualidade juntos." – disse enquanto apertava sua mão por sobre a mesa.

O homem loiro à minha frente me encarou por um breve momento, como se procurasse alguma coisa, e então voltou a sorrir dessa vez um riso vitorioso, como se saboreasse alguma vitória particular.

"Minha linda Bella... a noite está apenas começando. E nós podemos aproveitar ao máximo nosso tempo até a hora de minha partida."

Eu senti um arrepio passando pelo meu corpo ao ouvir o "minha linda Bella" saindo de sua boca, mas tentei disfarçar. Eu não podia parecer desconfortável, pelo bem do meu plano.

"Prontos para pedir?"

Felizmente nosso garçom apareceu, anotando nossos pedidos e trazendo o vinho que Mike havia solicitado antes da minha chegada.

"Eu queria propor um brinde" – Mike disse, erguendo sua taça. "A nós dois, ao futuro e... ao Edward. Porque sabe, Bella, eu não sei se você acredita nessas coisas, mas eu acho, de verdade, que foi o Edward quem fez com que eu te achasse aquele dia e que nos uníssemos para nos consolarmos. Eu tenho certeza que onde quer que ele esteja, ele está feliz por nós dois. Saúde!"

Eu levei alguns instantes para que as paredes do restaurante parassem de girar ao meu redor e eu pudesse enfim levantar minha taça, ainda atordoada com tudo o que ele havia dito. Eu não tinha condições nenhumas de falar, então apenas ergui minha taça e bebi todo o vinho quase em um único gole. Como uma única pessoa podia ser assim tão fingida, tão repugnante? Porque era isso que ele era, um maldito, um nojento que se divertia torturando e assistindo o sofrimento dos outros. Meu Deus, o que ele ganhava com todo esse joguinho?

"Então, Mike... eu estava pensando... você nunca me disse como você e Edward se conheceram e o quão amigos eram realmente."

Ele desviou o olhar, como se não esperasse aquela pergunta tão direta, mas infelizmente a chegada de nossa comida desviou a atenção do assunto e ele ganhou algum tempo para pensar antes de me responder.

"Bem, eu..."

"Desculpa, Mike, tudo bem se você não quiser falar sobre isso. Nós podemos mudar de assunto."

"Não, tudo bem. Eu só não esperava que você fosse querer trazer esse assunto à tona. Sei como falar no Edward te machuca."

"Sim, mas já se passou tanto tempo... É hora de tocar a vida pra frente, você não acha? Eu tenho certeza de que ele não iria querer me ver sofrendo por aí."

"Com certeza, Bella. Então... Nós nos conhecemos na escola, na época em que Edward e sua família moravam ainda na Alemanha. Ele foi acusado um dia por uma das alunas de ter roubado um broche durante o recreio, e eu acabei o livrando da punição, dizendo que ele tinha estado o tempo todo comigo. Era mentira. Eu sabia que tinha sido ele, mas sabia que ele não havia feito aquilo por mal. A família dele passava algumas necessidades e aquele broche, se vendido, poderia garantir a refeição de pelo menos uma semana inteira."

"Os Masen passavam dificuldade na Alemanha?" – perguntei incredulamente.

"Muitas. Eles só ficaram bem de vida alguns anos depois e, segundo as más línguas do colégio, às custas de muitos roubos por parte do pai do Edward. Mas eu nunca acreditei nisso. Acho que as pessoas tinham inveja porque eles eram uma família realmente feliz e que se amava muito, apesar de qualquer dificuldade. Bem, depois daquele dia, Edward se sentiu como se tivesse uma dívida comigo e nos tornamos inseparáveis até que a família resolveu voltar para a França."

'Baixo, imundo... Ele ainda tentava fazer com que o Edward saísse como o vilão da história! O quão ingênua ele achava que eu era?'

"Deve ter sido muito difícil para você vê-lo sendo morto." – eu disse, voltando a apertar sua mão e oferecendo um sorriso que eu esperava que parecesse consolador.

"Não mais do que foi para você receber a notícia, minha querida. E Deus sabe como eu não queria ter sido a pessoa a transmiti-la." – ele disse pulando para a cadeira ao lado da minha, me assustando ligeiramente, e passando os braços ao redor do meu corpo. "Mas nós vamos superar essa perda, Bella. Nós dois, juntos, vamos superá-la."

"Eu tenho certeza que sim." – disse, tentando soar o mais convincente possível. "Eu só acho estranho o Edward nunca ter me falado de você. Eu não consigo entender o porquê disso."

"Veja só, minha querida, ele não queria que você soubesse do passado dele. Ele devia se envergonhar daquele passado e talvez pensasse que você não iria aceitá-lo se soubesse da verdade. Talvez ele tivesse medo que se nos conhecêssemos esses assuntos viessem à tona de alguma forma. Mas nós dois ainda nos escrevíamos de vez em quando. Se quiser, da próxima vez que vier a Paris posso tentar trazer alguma dessas cartas."

"Sim, eu adoraria. Mas agora, por que não..."

"Guten Nacht. Was macht Sie hier? Und wer ist dieses Mädchen mit ihr? Sie schaut nicht Deutsch."1

Mike se colocou de pé rapidamente, em postura de sentido, diante da mulher loira, com cara de poucos amigos, vestida em uma espécie de farda feminina, cheia de medalhas no peito, ao lado da plaquinha onde se lia Major Von Dorff. Ele realmente parecia acuado diante da figura. E eu sou obrigada a confessar, se não conhecesse Rosalie, certamente também ficaria.

"Gu... Guten Nacht, Frau Major. Dies ist Isabella Swan. Sie ist Journalistin von Radio France und ein Bekannter von mir. Wir waren beim Abendessen. Möchten Sie zu uns?" 2

"Natürlich nicht! Wer ist Ihrer Meinung nach zu denken, dass ich, ein Major, würde mit Ihnen als kleiner Leutnant sitzen?"3

"Leider Dame. Natürlich nicht. Aber was macht Sie hier?"4

"Ich schulde Befriedigungen Leutnant. Sie sind, wer sollte ich erklären, was hier Abendessen in Paris mit einem Französisch Journalist. Sollten Sie nicht in Auschwitz sein?"5

"Ja wohl Major. Aber ich habe auf Isabella etwas Misstrauen, und ich bin nach Paris gekommen, um sie zu erforschen."6

Eu continuava sentada, fingindo não estar entendendo absolutamente nada da conversa e mantendo a farsa de que eu não entendia uma palavra de alemão. Mike já havia me perguntado isso uma vez e achei melhor fingir que não sabia a língua. Mas apesar de não ser fluente eu sabia um pouco, já que Edward fizera questão de me ensinar. Ele dizia que como jornalista, poderia ser importante saber falar ou pelo menos compreender várias línguas. E, como sempre, ele estava certo. Rose, por sua vez, estava perfeita. Eu teria que perguntar a ela depois onde aprendera a falar tão bem a língua. Mike estava caindo como um patinho em nossa armadilha.

"Sie untersuchen eine Person ohne Wissen seiner Vorgesetzten, Leutnant?"7

"Ja wohl Major"8

"Und Sie etwas gefunden?"9

"Sie war Braut von einem schmutzigen Juden, Häftling in Auschwitz, und ich mißtraue, dass sie Teil des Widerstandes ist"10

Rosalie – ou melhor, Major Von Dorff – me encarou de cima a baixo por alguns segundos antes de voltar seu olhar novamente para Mike, ainda em pé à sua frente, e gritar como uma perfeita oficial alemã.

"Kommen Sie mit mir, sofort! Und bringen das Mädchen"11

"Ja wohl Major."

Mike se abaixou ao meu lado, pegando minha mão antes de olhar novamente para Rose, parada às suas costas.

"Bella, essa é a Major Von Dorff. Ela quer que nós a acompanhemos."

"Oh, aconteceu alguma coisa?" – perguntei, fingindo estar nervosa. "Eu te coloquei em algum apuro, sem querer?"

"Não, não, ela só quer conversar com a gente. Em particular."

"Okay, então."

Por trás de Mike, Rose sorria para mim enquanto eu me levantava e ela começava a caminhar à nossa frente, rumo à saída do restaurante. Assim que saímos do Lasserre, eu pude ver o carro que Rose havia conseguido para desempenhar ainda melhor o seu papel.

"Eu vou seguindo vocês no meu carro?" – perguntei, parecendo confusa.

"Leutnant? Worauf warten Sie noch in diesem Auto zusammen mit diesem dort?"12- a voz de Rosalie reverberou pela escuridão da rua.

Mostrando todo seu nervosismo, Mike começou a me empurrar em direção ao carro, parecendo extremamente apressado. "Não, Bella, vamos no carro da Major. Depois damos um jeito de buscarmos os nossos veículos, não se preocupe."

Quando Rosalie deu a partida no automóvel, cantando pneus pelas ruas de Paris, eu finalmente respirei aliviada. A primeira parte do plano tinha sido um sucesso.

"Ich weiß nicht, dass welcher war ihr Pläne-Leutnant, aber ich nehme jetzt von darauf an und wenn dieser Isabella Teil des Widerstandes ist, sie wird sprechen!"13

"Ja wohl Major"!

Assim que chegamos na casa de Rosalie, ela e Mike abriram as portas e ele me puxou para o lado de fora do carro. Era visível a mudança de postura dele em relação a mim. Ele verdadeiramente se portava como um soldado nazista agora e, mais do que isso, um soldado morrendo de medo da sua superiora.

"Ande, Isabella, ande! Não podemos deixar a Major Von Dorff ainda mais irritada. Tenho certeza que você não gostará disso" – ele disse intensificando o aperto em meu braço e quase me fazendo tropeçar no gramado da frente da casa.

Assim que eu entrei na sala Rose me puxou, me colocando sentada em uma cadeira e deslizando seu revólver calibre 38 para debaixo da minha coxa.

"Tem certeza que quer continuar com isso, Bella?" – ela sussurrou enquanto passava uma corda ao meu redor, fingindo me amarrar.

Eu apenas acenei com a cabeça e, após um breve sorriso, ela suspirou antes de se levantar, voltando para junto de Newton, que continuava parado no local onde ela o havia deixado, como se tivesse medo até mesmo de se mover e acabar punido.

"Muito bem, Tenente, a partir de agora vou falar em francês, apesar de não gostar disso. Afinal, seria uma indelicadeza com nossa "convidada", ela não poder entender o que discutimos."

"Ja wohl Major"!

"Sabe, Tenente, nós não podemos deixar que eles saibam disso – essa escória que quer acabar com o nosso domínio em prol desses judeus imundos –, mas a verdade é que a Resistência tem nos dado muito trabalho nos últimos tempos. Por mais que consigamos prender e matar alguns deles, eles parecem baratas que quanto mais você mata, mais se proliferam." – Rosalie começou a dizer, em um tom professoral, como se estivesse ensinando uma criança.

"Deixe eles sonharem que podem nos derrotar" – Mike respondeu, dando uma risada forçada.

"O fato é, Tenente, que eu recebi um telefonema muito interessante na semana passada. Se tratava de uma denúncia. A pessoa do outro lado da linha, que não quis se identificar, me informou que você vinha se encontrando com uma pessoa da Resistência regularmente em Paris, fazendo um jogo duplo. Passando informações importantes para esses traidores". – Rose disse, parando a centímetros de Mike Newton, que parecia lívido de pânico. – "Agora me diga, Tenente, em quem eu acredito? Nesta minha fonte ou em você, que me diz se encontrar com essa aí como forma de investigação, sem qualquer informação aos seus superiores?"

E então Rose ergueu uma sobrancelha, encarando Mike com uma cara que realmente poderia fazer alguém sentir dó do sujeito parado à nossa frente. Alguém que não fosse ela e nem muito menos eu, é claro!

"Das ist eine Absurdität!"14

"Em francês, tenente! Eu quero que essa aí seja capaz de entender cada palavra do que conversamos." – Rose esbravejou, dando um tapa na cara de Newton.

"Ja wohl Major!" – Rose ergueu novamente a sobrancelha, e mais que depressa Mike se corrigiu - "Quer dizer, sim, senhora."

"Vejo que você aprende rápido, tenente. E então? Eu estou esperando; o que o senhor tem para me dizer sobre a denúncia que recebi?"

Meu coração, se possível, parecia bater ainda mais forte do que nunca. Chegara a hora. Se tudo corresse como tínhamos imaginado, aquele desgraçado começaria a confessar seus planos sórdidos nesse exato momento, e eu só esperava ser capaz de ouvir tudo o que ele teria para contar antes de pegar aquela arma e estourar seus miolos.

"Conheci Isabella em julho de 1942, durante aquela mega operação para prender os judeus que poluíam a França. Eu tinha sido designado para ir de casa em casa após as prisões para passar um pente fino, ver se encontrava algo que pudesse nos ser útil. Eu tinha acabado de chegar a uma das últimas casas daquela noite quando vi três pessoas saindo de dentro dela."

Mike parou de repente, encarando a mim e Rosalie demoradamente. E por alguns instantes eu temi por nossas vidas. Como havíamos deixado aquilo passar? Ele a havia visto naquela noite. E se ele a reconhecesse? Mas finalmente ele voltou às suas lembranças, e eu pude soltar o ar que nem tinha percebido que estivera prendendo.

"Uma dessas pessoas era Isabella, e ela foi bastante atrevida naquela noite. Mas ainda assim eu a deixei ir embora. Uns dois meses depois eu voltei até a casa. Fazia parte das minhas obrigações vistoriar as casas de tempos em tempos para ver se não haviam se transformado em células da Resistência, ou se não haviam pessoas escondidas no local. E qual não foi minha surpresa ao me deparar novamente com Isabella na casa? Eu não estava disposto a deixar aquilo passar mais uma vez e ia fazer o que era certo, levá-la presa para averiguação, mas então ela me deu a informação mais valiosa de todas: o nome de seu amado noivinho; Edward Masen. E eu vi ali, no quarto daquela casa, a chance perfeita que eu esperava a anos de me vingar daquele bastardo, filho de uma puta. Eu tinha descoberto, naquele mesmo dia, que Edward estava preso em Auschwitz e já tinha me satisfeito bastante dando uma boa surra de chicote nele, mas eu sabia que nenhuma dor física seria tão dolorosa quanto a dor de ver sua noivinha ser machucada por mim e não poder fazer nada!

Quem mandou ele escolher salvar aquela vagabunda da Lauren na escola? Se ele não tivesse se metido onde não era chamado, não teria ganhado meu ódio eterno. E talvez, só talvez, eu não desse a mínima para essa putinha aqui" – ele disse me dando alguns tapinhas no rosto.

"Eu destruí Isabella dizendo que aquele bastardo estava morto, e me fiz de amigo preocupado disposto a ajudá-la e consolá-la na sua dor. E realmente fiquei surpreso quando ela me ligou querendo marcar um encontro. Só Deus sabe o quanto foi difícil manter essa postura, falar bem do Edward, fingir que ele era meu melhor amigo e que eu sentia sua morte, quando tudo o que eu mais queria era realmente vê-lo morto, de preferência pelas minhas mãos.

Nós marcamos o jantar e eu tomei algumas providências para garantir que alguém tiraria uma foto nossa. E é claro que eu fiz com que essa foto chegasse às mãos do 'pobre noivinho encarcerado' com direito a uma linda dedicatória. 'Tão gostosinha e tão ingênua... Pena que justo ela, você não poderá salvar, Cullen...' ou algo assim...

"Seu filho da puta desgraçado! Você vai me pagar." – eu gritei, tendo que me segurar para não apertar o gatilho da arma sob mim.

"Cale-se!" – Rose gritou, me encarando. "Continue, tenente."

"Foi tão lindo ver o desespero de Edward ao ver a foto de sua Bella rindo ao meu lado...! Ele parecia tão destruído quanto essa aí no dia em que eu disse que o noivinho dela estava morto! Eu só estava esperando ter certeza que Isabella fazia realmente parte da Resistência para finalmente matá-la e ter o prazer de dar a notícia para o Edward, para vê-lo me implorar para que o matasse também. E eu faria, com todo prazer... lenta e dolorosamente."

Eu já tinha ouvido tudo o que queria. Esse bastardo ia ver quem iria morrer lenta e dolorosamente, e era agora!


POV Rose

Eu estava estarrecida com tudo o que aquele desgraçado tinha nos contado, sem nunca tirar o sorrisinho cínico da cara. Pelo jeito, ele esperava ganhar os parabéns da Major Von Dorff.

"Wen glauben Sie, dass es ist, Leutnant? Seine Pflicht war, zu ihren Vorgesetzten zu informieren und nicht zu gehen, dass uns eine persönliche Rache in Risiko setzte. Bekamen Sie zu denken, dass sowie Sie es benutzte sie, sie konnte vielleicht die Gleichen mit Ihnen machen?15" – esbravejei, me segurando para não rir da cara de susto do Tenente Newton. Eu podia ver o medo em seus olhos. Ele não passava de um covarde, apesar de tudo.

Pela minha visão lateral eu vi Bella se mexendo, se preparando para pegar a arma que eu tinha colocado sobre a cadeira antes de fingir amarrá-la. Sinceramente, não sei como ela agüentou ouvir tanto. Eu teria metido uma bala no meio da testa desse infeliz há muito tempo. Eu só podia imaginar a dor que ela estava sentindo. Mas então, tudo desmoronou muito rápido.

"Rose, Rose abre a porta pelo amor de Deus. A Bella sumiu, eu to com medo que ela tenha cometido alguma loucura! Abre essa porta, Rosalie!" – a voz de Alice me atingiu ao mesmo tempo em que minha porta era quase colocada abaixo com suas batidas.

Eu e Bella nos encaramos aflitas ao mesmo tempo em que eu praticamente podia ouvir o clic na mente do homem à nossa frente.

Mike nos encarava com ódio. Muito ódio.

"Quer dizer que tudo não passava de uma farsa?" – ele perguntou rindo, com escárnio. "Vocês realmente acharam que podiam me pegar?" – e, apontando sua arma em minha direção, ordenou: "Abra a porta e deixe nossa mais nova visitante entrar. E não ouse qualquer gracinha, ou eu não hesitarei em apertar o gatilho!"

Assim que eu abri a porta Alice invadiu o cômodo, tagarelando sobre o sumiço de Bella e só então ela a viu, ainda sentada, sob a mira da arma de Mike.

"O que... o que está acontecendo?" – ela perguntou, encarando a cena com os olhos arregalados.

"Bem vinda à nossa festinha particular." – Mike disse, sorrindo para Alice. "Sabe, Isabella, eu preciso te agradecer... imagina só como eu vou ser condecorado, ganhar status depois de matar três membros da Resistência de uma vez só? Eu nunca me esquecerei desse seu presente e, para mostrar como eu sou generoso, vou deixar você por último. Você vai assistir a morte das suas duas amigas aqui e depois eu vou te fuder até você esquecer o seu nome. E sabe o que é melhor? Eu vou ter o prazer de ver a cara do Edward enquanto eu estiver narrando cada gemido, cada grito seu; e ele lá, sem poder te salvar! E então, qual das duas você quer que eu mande para o inferno primeiro? A loira boazuda ou a baixinha espevitada?"

Isabella olhava para mim e para Alice, sob a mira da arma de Mike, com os olhos arregalados. Era claro como o dia que ele não estava blefando. Qualquer movimento em falso e tudo estaria perdido. Eu só conseguia pensar em Emmett e o que ele faria quando descobrisse o que havíamos feito, o risco em que nos metemos.

"Vamos, Isabella, minha paciência está se esgotando. A loira ou a morena?" – ele perguntou uma vez mais, se aproximando de Bella e passando o cano da arma em seu pescoço.

Alice me encarava e eu podia ver que a baixinha estava planejando alguma coisa. Aproveitando a distração de Mike, que ainda se "deliciava" acariciando o corpo de Bella com o revólver, ela tomou um impulso e se jogou sobre as costas do Tenente, apertando seu pescoço, tentando fazê-lo largar a arma.

Os dois rolaram no chão e num piscar de olhos Mike estava sobre Alice, a arma engatilhada em sua cabeça.

Eu fechei os olhos, horrorizada.

E então um tiro ecoou no ambiente.


1 Boa noite. O que faz aqui e quem é esta menina com você? Ela não parece alemã.

2 Boa noite, Major. Esta é Isabella Swan. Ela é jornalista da rádio França e uma conhecida minha. Nós estávamos jantando. A senhora gostaria de se juntar a nós?

3 É claro que não! Quem você pensa que é para achar que eu, uma Major, iria me sentar com um reles Tenente como você?

4 Desculpe senhora. É claro que não. Mas o que a senhora faz aqui?

5 Eu não lhe devo satisfações tenente. O senhor é quem deve me explicar o que faz aqui em Paris jantando com uma jornalista francesa. O senhor não deveria estar em Auschwitz?

6 Sim Senhora. Mas eu tenho algumas desconfianças sobre Isabella e tenho vindo a Paris para investigá-la.

7 Você está investigando uma pessoa sem o conhecimento dos seus superiores, tenente?

8 Sim, senhora.

9 E descobriu alguma coisa?

10 Ela era noiva de um judeu imundo, preso em Auschwitz, e eu desconfio que ela faz parte da Resistência.

11 Venha comigo,imediatamente! E traga a moça.

12 Tenente? Você está esperando o quê para entrar nesse carro junto com essa aí?

13 Eu não sei quais eram os seus planos tenente, mas eu assumo a partir de agora e se essa Isabella faz parte da Resistência, ela vai falar!

14 Isso é um absurdo!

15 Quem você pensa que é, tenente? A sua obrigação era informar aos seus superiores e não deixar que uma vingança pessoal nos colocasse em risco. Você chegou a pensar que assim como você a estava usando, ela talvez pudesse estar fazendo o mesmo com você?


Olha eu aqui de novo *chega sorrateiramente* oi amores!

Okay, eu sei que tenso acabar um capítulo assim, mas sinceramente, não tinha outra forma ushauhsuahsuahsuhausa. Mas prometo que o capítulo 10 não demora muito e nele teremos POV do Edward. Quem quer? Mas, para isso, que tal uma troca? Vocês querem capítulo e eu quero reviews! Combinado? :D

Falando em reviews, só a Sayuri não teve a sua respondida pelo site, então flor! Pois é... quais os seus palpites para o que vem pela frente? E a vingança, o que achou? Eu não podia também colocar a Bella torturando o Mike fisicamente e tal, porque não é da natureza dela, entende? E além disso, ela não poderia se igualar a ele de jeito nenhum! Espero que tenha gostado. Bjussssssssss

Bem, antes de encerrar, eu comecei um novo projeto aqui que é o Welcome to my life e que se trata de uma série de o/s do cotidiano da Bella e do Edward, desde a infância e a primeira já está no ar e eu só posso dizer que o Edward todo galante com apenas 3 anos de idade virou o meu mais novo xodó. Espero vocês por lá também! Bjusssssssss amores e até o próximo!