Capitulo X

PoV de Bella

Corremos atraves dos corredores com varias celas à sua volta, ratazanas passavam nos nossos pés à medida que corriamos. Vários humanos estavam ali presos há espera dos seus "julgamentos", à espera que algum vampiro tivesse sede. Encontramos também varios vampiros presos que nos observavam com curiosidade.

- Nunca vi uma coisa destas. – Disse quando Emmett abriu o grande portão de ferro e me deixou passar. – O que fazem ali aqueles vampiros?

- Talvez sejam loucos, que tentaram mostrar-se. Sabes que a loucura por vezes apudera-se dos vampiros por causa dos tantos anos que já viveram.

- Nós não somos assim! – Disse a Jasper

Ele acenou com a cabeça.

- Nós somos uma familia, Bella. Nós vivemos em harmonia e temos amor. Eles não têm nada só sede de sangue.

- Percebo. – Disse

- Vamos, vamos! – Disse Emmett correndo à nossa frente. - Acho que encontrei o cheiro de Victoria.

Inspirei o ar.

- Não! É parecido com o dela. Mas não é o dela. Será uma armadilha?

- Vamos ver. – Disse Jasper, seguindo o rasto de sangue. Emmett e eu olhamos um para o outro e depois corremos atrás dele. O corredor estava vazio, mas mal chegamos ao local de onde vinha o cheiro, a porta estava guardada por dois guardas.

- Quem são vocês? – Perguntou mostrando os seus dentes bem afiados.

- O vosso pior pesadelo! – Disse Jasper saltando para o seu pescoço, o outro atirou-se a Emmett e eu ajudei-o. Tinhamos de ser rapidos antes que aparecesse mais algum. Eramos só três para estarmos a enfrentar a guarda inteira deles, isso era suicidio.

Jasper arrancou a cabeça ao guarda com que estava a lutar e Emmett ao nosso.

- Como os vamos queimar? – Perguntei

- Não vamos. Não temos nada aqui. – Disse Jasper

- Mas assim eles juntam-se. – Disse Emmett, acenei a cabeça a concordar com ele.

- Levaremos as cabeças deles. – Disse fazendo um sorriso malefico. Retirou uma corda do seu bolso e atou os cabelos das duas cabeças de vampiros, os seus olhos ainda reviravam de um lado para o outro, as suas bocas abertas numa expressão de terror. Posso dizer que aquilo dava-me nauseas? Quando terminou pôs as cabeças penduradas no seu cinto e tapou-as com a capa. – Mal virmos uma lareira mandamos as cabeças para o fogo.

- Sim. E agora? – Disse apontando para a porta.

- Abre.

Abri a porta e entramos os três o mais devagar possivel, o mais silenciosamente possivel. E tavamos a ter um bom resultado já que não ouvia os passos de Jasper e de Emmett atrás de mim, só as suas mãos nas minhas costas. O quarto tinha as luzes apagadas, mas nada impedia um vampiro ver no escuro. Aquilo mais parecia um quarto de criança. Com um berço no topo de um altar, e varios brinquedos. Aproximei-me do berço.

- Bella cuidado. – Sussurrou Jasper.

- Calma, não está aqui mais ninguem. Só o cheiro dele é forte, os outros já estão a passar.

- Mas não sabes do que se trata. – Disse Emmett

- É uma criança! – Disse olhando para o berço, um pequeno rapaz estava deitado com os seus grandes olhos vermelhos, os seus cabelos eram de uma cor bastante conhecida, os de Victoria. E as suas feições, meu Deus, parecia que estava a olhar para um James em miniatura. – É o filho de Victoria.

- O quê? – Disseram os meus irmãos aproximando-se do berço. O rapaz olhou para eles e depois abriu a sua boca num enorme sorriso, balaçando os braços pequenos para que fosse pegado ao colo.

Olhei para os meus dois irmãos.

- Não Bella, tira esse ar materno, deixa-o estar. – Disse Emmett – Vamos procurar a mãe dele e Edward.

- Não o podemos deixar aqui. – Fiz beicinho olhando para Jasper.

- Ele vai-nos atrasar e os vampiros vão sentir o seu cheiro de um lado para o outro no castelo. – Disse o meu irmão loiro mordendo o lábio.

- Tenho uma solução. – Disse sorrindo, só uma mulher tinha estas ideias. Tirei um pequeno frasco de perfume e pôs no meu pescoço e roupas, fazendo o mesmo com Emmett e com Jasper, que fizeram umas caretas e depois com bastante cuidado pôs no corpo da criança. – Assim temos os cheiros iguais, vai baralha-los durante uns minutos. – Sorri felicissima da minha ideia, depois debruçei-me sobre o berço e peguei na criança ao colo que me abraçou imediatamente. – A tua mãe vai gostar de te ver. – Disse-lhe

- Mamã! – Disse com a sua voz fininha felicissima.

- Isto vai-nos dar problemas. – Resmungou Emmett enquanto caminhavamos para sair do quarto.

- Pensa positivo, Emm. Uma vez na vida. – Pedi-lhe, aconchegando a capa ao corpo do menino, este deitou a sua cabeça no meu ombro e pôs o dedo na boca.

PoV de Edward

- Edward não vale a pena ires contra a porta, ela não se vai abrir. Este quarto tem todas as protecções para que um vampiro não fuja. – Dizia Victoria sentada a um canto daquele quarto, enquanto eu tentava com todas as minhas forças arrombar aquela porta enorme.

Suspirei.

- Tem de haver alguma forma de sairmos daqui.

- Sim, mas qual? – Perguntou encarando-me com os seus olhos vermelhos vivos. Olhei para a janela, o sol nascia no horizonte anunciando mais um dia.

- Só espero que esteja tudo bem com eles. – Disse mordendo o lábio e sentando-me ao lado da ruiva que pousou a sua cabeça no meu ombro. Tinha passado a noite toda a soluçar pelo seu filho e só agora tinha conseguido acalmar-se, tinha de escolher bem as conversas para que ela não se lembra-se que Marcus não iria deixá-la ver o seu filho. Os pensamentos de Victoria cada vez estavam mais confusos o que fazia com que eu nem os conseguisse ler, mas até agradecia um pouco isso, assim ela tinha um pouco de privacidade.

- A culpa é minha Edward, se eu soubesse que isto ia ser assim nem te tinha ido buscar. Vocês foram tão bons para mim mesmo depois de eu ter feito mal à vossa familia. Eu acreditei no que o Marcus me disse, eu só pensava em Patrick. Só o queria sentir nos meus braços, seguro. – Disse ela tristemente

- Ninguém iria imaginar que isto fosse assim, Victoria. Nós vamos todos dar a volta por cima. Daqui a pouco Emmett, Jasper e Bella aparecem por aquela porta. Carlisle e Esme chegam cá e Alice e Rosalie chegam com mais amigos. Esta luta vai ser a nossa vitoria. Estou certo disso. – Tentei dar-lhe o meu melhor sorriso, para que ela tirasse pontos positivos daquilo que tinha acabado de dizer – Quem é a rapariga que estava com o teu filho?

Ela respirou fundo e rosnou.

- Solene.

- Eu pensava que vocês eram companheiras.

- Eu também, até que ela percebeu o quanto é bom ser mãe. O quanto isso nos completa! Ela quer ele para ela!

- Isso é horrivel Victoria.

- Sim, o meu mundo está todo contra mim... – Disse escondendo a sua cara com as mãos, peguei nos seus braços e obriguei-a a olhar para mim.

- Encontras-te um novo mundo na nossa familia. Quando sairmos daqui, voltas connosco. – Sorri-lhe o que fez ela dar-me o seu melhor sorriso. – Assim é que eu te quero.

- Obrigada, Edward. – Disse-me – Bella tem sorte de ter encontrado alguem como tu.

Suspirei.

- Não foi sempre assim. Eu... bem, tentei atacá-la quando vi no que ela me tinha tornado.

Ela abriu a boca de espanto.

- Mas depois percebi que era o melhor. Que ela só fez o que fez para me salvar. – Suspirei – Aqui estou eu agora, bem comigo mesmo.

- É assim que tem de ser. O que fazemos agora? – Perguntou acenando com a cabeça para a porta.

- Esperamos.

PoV de Carlisle

O sol já estava no céu quando saimos do hotel. Demos uma valente grojeta ao empregado e saimos os dois pela porta da frente, entrando num carro que tinhamos alugado a caminho do castelo. Já não via os meus companheiros de longa data a imenso tempo. Aro era o mais calmo de todos com o seu poder de tocar no corpo da pessoa e ler a sua mente, as suas memorias. Marcus tanto dava para um lado como para o outro, ficava do lado de quem tinha poder. E Caius, o pior dos três, querendo sempre mais e mais poder.

Podia dizer que Aro era o meu favorito dos três?

Esme ia sentada ao meu lado observando a paisagem calada, sabia que simplesmente estava preocupada com os miudos.

- Querida, eles estão bem. – Dei-lhe o meu sorriso, eu conhecia os meus rapazes e as minhas miudas, eram fortes, talvez mais fortes de qualquer outro vampiro, pois para alem de pensarem com a cabeça, tambem pensavam com o coração.

- Tenho medo que isto seja um plano de Victoria para nos apanhar, Carlisle. – Mordeu o seu belo labio – Ela já fez mal à nossa familia antes disto... – Extremeceu.

- Edward disse que ela estava a falar a verdade, Esme. O nosso filho não se engana nisso. Calma, vai tudo correr bem.

- Espero que sim. – Deu-me a sua mão e eu apertei-a para que ela sentisse coragem. Esme sempre temia que alguma coisa acontecesse aos seus filhos. Eu também, mas sabia que por enquanto não havia nada a temer.

***

Depois de meia hora de viagem chegamos à entrada do castelo. Saimos e caminhámos os dois de mãos dadas até ao portão onde estavam dois guardas. Eles quase nunca faziam turnos, já que nunca ficavam cansados e com sono, só os faziam quando precisavam de caçar.

- Quem são?

- Grandes amigos. Sou o Carlisle Cullen e esta é a minha mulher Esme Cullen. – Disse. Os vampiros olharam um para o outro e olharam de novo para nós curiosos.

- Esperem aqui venho já.

Acenei com a cabeça e o guarda entrou no castelo, o outro ficou a observar-nos com atenção à espera de algum passo em falso para atacar ou para chamar mais guardas.

Passado um tempo o outro saiu do castelo com uma rapariga bastante elegantes. Com longos cabelos cor de mogno brilhantes e com umas pernas incrivelmente longas. Os olhos dela faziam pensar que usava lentes de estilo azul por cima dos seus olhos vermelhos, dando um olhar violeta belissimo. Usava um vestido completamente colado ao seu corpo de vinil e umas botas de salto até ao joelho.

- Heidi. – Disse eu fazendo-lhe uma venia.

- Carlisle, há quanto tempo... – Disse ela sorrindo

- Como vão as coisas?

- Sempre na mesma, muitas visitas guiadas ao nosso castelo. – Disse soltando uma pequena gargalhada enquanto a sua lingua passava pelos seus dentes. Mas depois o seu olhar foi puxado para onde a minha mulher estava ao meu lado. Esme apertou-me mais a mão, senti-a completamente nervosa, nunca tinha-a posto naquele mundo, e se não fosse por uma grande causa nem a punha.

- Heidi, está é a minha mulher, Esme Cullen. – Disse apresentando, Esme sorriu e estendeu-lhe a mão, a rapariga sorriu e apertou-a.

- O que te traz por aqui? – Perguntou virando os seus olhos violetas novamente para mim.

- Vim ver os meus companheiros.

- Hum, só Marcus é que está presente. Acompanha-me. – Disse caminhando para dentro do castelo. Esme e eu caminhamos atrás dela calmamente.

- Onde se encontram Aro e Caius? – Perguntei com cuidado, apesar da enorme curiosidade que nascia dentro de mim.

- Estão de viagem. Pelo menos é o que se diz por ai. Sabes que prefiro não me meter nos assuntos deles, Marcus cada vez está mais arrogante. Sou uma simples caçadora para os Volturi, não me quero meter nesses assuntos antes que fique sem cabeça. – Deu uma gargalhada nervosa.

- Percebo. – Disse trocando um olhar com Esme. Fizemos o resto do caminho em silencio.

***

- Chegámos – Anunciou Heidi, parando em frente de duas grandes portas de madeira com dois guardas em cada ponta. Aos anos ou talvez seculos que eu não entrava naquele castelo, desde que tinha conhecido Esme. Com um gesto de Heidi, os guardas abriram a porta e nós entramos atras da belissima rapariga, caminhando até meio da sala, cheia de guardas. Reconheci pelo menos, Felix, Demitri, Jane e Alec a um canto. – Meu senhor... – Disse ela fazendo uma venia.

No alto de um altar estava um trono feito em ouro. Como Heidi tinha dito naquela sala só se encontrava Marcus, um vampiro de pele muito palida que quase era translucida, similar a casca da cebola, com os seus cabelos longos e bastantes pretos e os seus olhos de um vermelho cheio de poder.

- Heidi, minha querida, muito obrigada por fazeres companhia aos nossos belos visitantes.

- Sempre às suas ordens, meu senhor. – Disse ela fazendo novamente uma venia.

- Vai buscar algo para bebermos, minha querida. – Com um aceno de cabeça, Heidi saiu da sala e as portas fecharam-se. Marcus caminhou na nossa direcção, o seu dom de perceber o relacionamento das pessoas, fez com que uma grande curiosidade nascesse no seu olhar. Marcus tinha perdido a sua parceira numa batalha, fazendo com que durante seculos ele fosse um zombie ou mesmo um fantasma atras de Aro e Caius. Mas agora eu sentia o poder que emanava do seu corpo. – Carlisle, meu velho amigo. – Disse abraçando-me, eu fiz o mesmo. Depois olhou para Esme – Minha senhora – Disse pegando na sua mão e levando-a até aos seus labios, beijando-a. Esme deu um sorriso fraco e fez uma pequena venia.

- Marcus, meu amigo, como vão as coisas aqui? – Perguntei.

- Pode-se dizer que os tempos agora estão calmos, muito calmos. – Sorriu

- Onde estão Aro e Caius?!

O vampiro observou-me.

PoV de Alice

Estava sentada num canto, tentando ver algo que me pudesse explicar porque é que não falar com Jasper. Será que lhe tinha acontecido alguma coisa? A ele e aos outros? Um arrepio percorreu-me a espinha, o medo de perder Jasper apuderou-se de mim. Sentia os olhos dos vampiros que estavam comigo postos em mim. Sentia Rosalie nervosa a andar de um lado para o outro, enquanto o seu telefone dava sinal mas Emmett não atendia.

- Vá lá meu "monkey man", atende... – Sussurrava com uma voz cheia de medo por algo pior.

Indireitei as costas. Em um segundo alguem me agarrava o braço.

- Viste alguma coisa? Diz-me maninha! – Era a voz de pânico de Rose.

- Não, não consigo ver nada. – Disse, abrindo os meus olhos.

- E agora? – Perguntou Marie, a companheira antiga de Jasper.

- Vamos para o castelo. Viemos a Italia para alguma coisa. – Disse Tanya levantando-se.

- Não estaremos a reagir impulsivamente? – Perguntou Eleazar passando com os seus dedos carinhosamente na mão da sua mulher, Carmem.

- Impulsivamente? Nós não conseguimos falar com ninguem. – Disse Rosalie levantando-se.

- Ela tem razão. Já tentamos de tudo e nem Alice consegue vê-los no futuro. – Disse Irina, levantando-se.

- Bem já que estamos todos de acordo, vamos. – Disse Peter.

Levantamo-nos todos e saimos do nosso esconderijo, começando a correr em direcção ao castelo que ficava bem no alto. Dei a minha mão a Rosalie para lhe transmitir força, apesar de estar com tanto medo dos perder com ela. Mas tinhamos de ser ambas fortes. Todos tinhamos de ser fortes. Tentei telefonar mais uma vez para Jasper... nada.

Pelo caminho iamos fazendo grupos de ataque, tinhamos de estar preparados para tudo o que viria, iamos vendo varios sitios por onde podiamos entrar no castelo sem sermos vistos. Eleazar, conhecia um sitio onde poderiamos tirar as capas da guarda, assim puderiamos misturar-nos com eles, sem sermos apanhados.

PoV de Carlisle

- Foram numa pequena viagem. – Disse Marcus na sua voz mais calma possivel.

Abriram a porta e Heidi entrou com três raparigas jovens, os seus corações batiam velozmente, e as suas expressões eram de terror.

- Aqui está meu senhor. – Disse ela. Marcus sorriu e pegou no braço da rapariga loira que olhou para as outras em pânico e depois para mim. Esme extremeceu ao ver as raparigas em perigo e ao perceber do que se iria passar ali.

- Muito bem, minha querida. – Disse sorrindo para Heidi – Carlisle, Senhora Cullen, façam favor. – Disse num gesto delicado

- Marcus, nós não bebemos sangue de humano.

- Estamos bem assim, obrigada. – Falou Esme pela primeira vez sem tirar os olhos das expressões da raparigas. Apertei-lhe a mão e ela suspiro.

- Entendo. – Disse Marcus. Puxando a sua rapariga e perfurando o seu pescoço com os seus dentes. Esme fechou os olhos para não ver aquele teatro e encostou a cabeça no meu peito. A rapariga que estava a ser mordida gritava de dor e as outras duas encolheram-se. Quando terminou, largou a rapariga, a amiga apressou-se a agarra-la, antes que esta caisse no chão, estava praticamente a morrer. Talvez, ate se transforma-se numa vampira... talvez. Se lá fora não dessem cabo dela. – Heidi, podes levá-las. E alimenta-te. – Disse Marcus, fazendo um gesto para ela sair.

Heidi fez uma venia e saiu com as duas raparigas q apoiavam a terceira.

Esme acalmou-se e mostrou-se uma mulher forte novamente.

- Bem, Aro e Caius foram fazer uma viagem.

- Voltam quando? – Perguntei

- Demoraram... Secalhar nem voltam. Só se souberem onde é as portas do inferno.

- Como assim?

- Morreram. Matei-os, estava farto de receber as suas ordens. Sabes como Caius era, só queria o poder e Aro, Aro tornou-se um pouco obsessivo com o querer ler sempre a minha mente.

- Matas-te-os? – Perguntei, era impossivel e a guarda?

- Sim, foi simplesmente facil. Foi só dar a guarda deles um pouco mais do que aquilo que eles davam. Eles andavam chateados com as ordens de Aro e Caius. Morreram muitos vampiros à procura dos tais lobisomens que eles falam. – Marcus encolheu os ombros.

- Lobisomens? – Perguntou Esme. Ele olhou-a.

- Sim... Andam ai bastantes rumores que os lobisomens andam a querer atacar-nos. – Gargalhou – Como se fosse possivel ganharem aos vampiros. Durante milenios nunca conseguiram, mas agora descobrimos como é que os podemos apanhar. – Sorriu

- Como? – Perguntei.

- Crianças imortais. Eles estão famintos por elas, dão-lhes muito mais força e são capazes de acabar com grupos de dez vampiros só com o sangue de uma criança destas. Ainda não consegui descobrir como eles fazem isto...

- E já têm alguma criança assim? – Perguntou Esme, sabia perfeitamente onde ela tentava chegar.

- Meu Senhor! – Dizia uma rapariga entrando a correr no salão.

- Solene! Como te atreves?! – Rosnou Marcus precipitando-se para ela e agarrando-a pelo pescoço e levantando-a uns centimetros do chão.

- Meu Senhor! Patrick desapareceu! A criança desapareceu! – Gritou a rapariga. Os olhos de Marcus abriram-se de espanto e largou a vampira que caiu no chão agarrada ao seu pescoço aos soluços.

- Os prisioneiros? – Perguntou Marcus, olhando para mim e para Esme.

- Fugiram. – Sussurrou a rapariga ainda sentada no chão.

Marcus rosnou

- Carlisle, meu companheiro, peço imensa desculpa mas neste momento o dever chama-me. – Disse Marcus

- Vai com Dracula, meu amigo. – Disse despedindo-me dele.

Marcus acenou com a cabeça e depois fez um gesto, saindo da sala com todos os seus guardas atras. Felix pegou em Solene e levou-a tambem.

Esme olhou para mim.

- O que fazemos agora?

- Procuramos eles. Vamos ajudá-los. – Peguei na mão de Esme e corremos para fora daquela sala, à medida que corriamos peguei no telemovel e digitei o numero.

"Carlisle, meu Deus, estava tão preocupada...", Dizia a voz de Alice.

- Onde estão? – Perguntei

"Ao pé das celas. Não conseguimos falar com Edward nem com Emmett, Jasper e Bella."

- Eles estão bem. – Tranquilizei – Vê-mos ai.

"Ok. Rapido, Marcus já descobriu que tem intrusos."

- Sim, eu sei. – Disse suspirando e desligando a chamada. Há medida que corria com Esme ao meu lado para ao pé dos calaboços, a ponto de podermos atacar todos ao mesmo tempo. Esperava que os outros conseguissem aguentar até chegarmos lá.


Olááá :D

Eu sei que neste capitulo houve muitos POV's mas era importante para o facto de estarem todos separados e para saberem o que se passava em cada grupo. No proximo capitulo não vai haver tantos.

E Marcus ja descobriu que se passa ali alguma coisa =O

Sera que o grupo de Alice chega a tempo de evitar o pior?

O que terá acontecido a Jasper, Bella e Emmett para não atenderem o telemovel? Sera que estao em apuros? Sera que encontraram Victoria e Edward?

Estará tudo no proximo capitulo =) Espero que tenham gostado deste.

Respostas às review's:

Sol Swan Cullen - Novo capitulo. A loirinha era a Solene =O e parece que traiu Victoria. Mas a razao da traição sera mesmo aquela que Victoria acha que é? Logo saberemos =P Espero que gostes deste capitulo.

Dada Cullen - Novo capitulo. Sim victoria mete pena aqui mesmo. =P Espero que gostes.

Mary P. Candles Maine - Ainda bem que cada vez estas a gostar mais desta fic =) Espero que gostes tambem deste capitulo =D

Catarina Cullen