Olá! Sei que demorei horrores para postar esse capítulo, mas é que meu note morreu! Ele ficou uma semana e meia sem funcionar, mas aí meu abençoado Titio arrumou ele .. E então minha querida mamãe pediu para eu esperar ela deixar a review, e como pedido de mãe a gente não recusa... Bom, apesar da demora, esse capítulo tah bem recheado!
Espero que gostem! Nos vemos lá embaixo!
XI - ConfusãoDepois de tirar Lily da festa e subir com ela para o salão comunal, James a abraçara docemente, sem ser repelido, e deixara que ela chorasse e reclamasse e blasfemasse o quanto fosse preciso. Acariciava os cabelos ruivos da garota em seu colo... sua garota, que chorava por causa de outro. Simplesmente parecia crueldade demais...
-Eu realmente gostava dele—soou a voz abafada de Lily, de encontro à camisa dele.
-Eu sinto muito...
-Não imaginei que isso fosse acontecer. Nunca! Ele parecia ser um garoto legal... Boas notas, gentil, agradável, sempre me bajulando... Não imaginava que ele só quisesse...—Ela engoliu em seco.—Ele realmente mexia comigo... Se não fosse você...
-Eu não fiz nada demais. Estava no lugar certo apenas.
-Não seja modesto agora, Potter.
-Por favor. Pelo menos hoje, você pode me chamar de James?
-James... Você tem um nome bonito—Ela se sentou, secando as lágrimas com um pouco de violência.
-Obrigado—Ele estendeu a mão e limpou o rosto dela com suavidade, numa carícia despida de segundas intenções.
-Eu é que agradeço... Não sei o que teria acontecido se não fosse por você, James.
-Não foi nada—Ele realmente parecia sem graça, o rosto voltado para baixo, as faces meio coradas. Lily levantou a mão e segurou o queixo dele, fazendo-o erguer o rosto para ela. Ela correu os dedos com leveza pela lateral do rosto dele, que estava arroxeada, se demorando no lábio cortado.
-Me desculpe. Se eu tivesse sido menos boba com relação ao John, você não estaria nesse estado. Está doendo?
-Tem coisas que doem bem mais no momento...
Lily olhou diretamente nos olhos dele, sentindo um frio no estômago.
-O que?—ousou perguntar.
-Você nem imagina?—Ele levantou uma sobrancelha. Como a ruiva não respondeu, ele simplesmente deu uma risada amarga e continuou-Eu sei que pode soar um pouco egoísta no momento. Mas é realmente doloroso estar sentado aqui, com você em meus braços. É algo que eu sempre quis que acontecesse... Mas não desse jeito... Nas minhas fantasias você não chorava por causa de outro.
Lily levantou-se de súbito, sentindo-se culpada demais, incomodada demais com a franqueza do maroto.
-Eu vou dormir, Potter. James.—Ela abaixou-se e tocou os lábios na fronte dele, em seguida saiu, o vestido de seda farfalhando no silêncio. Então, ao pé da escada ela parou, olhando para o garoto que encarava o fogo com olhos baços.
-Hum... James? Você subiu no meu conceito... E muito.
Então ela se virou e subiu correndo os degraus, parando apenas do lado de dentro do dormitório, o coração batendo esmagadoramente contra as suas costelas. O modo como James fora gentil com ela, e a deixara desabafar e chorar, o modo como ele a tratara, mesmo depois de todas as patadas que ela dera nele a deixavam confusa. Ele era só o babaca Potter, o cara que encanara que ira ficar com ela e a perturbava desde então. Ele era só o Potter... E de repente, ele estava lá para ela, para ajuda-la e deixa-la desabafar e falar de outro, por mais que, segundo ele, isso doesse. Nada disso fazia sentido na mente de Lily. Lentamente ela tirou os brincos, o vestido, tomou um banho escaldante e se deitou em sua cama, fechando as cortinas, imersa em seus pensamentos. Ignorou quando Lyra chegou, perguntando por ela, aparentemente querendo conversar. Continuou calada, quando Sam voltou, muito tempo depois, nas pontas dos pés. Ficou encarando o dossel da cama por muito tempo, antes de finalmente cair em um sono perturbado envolvendo James Potter e inúmeras situações ridículas.
Já James chegou no dormitório louco para comentar com quem estivesse lá o fato de que ele subira no conceito da ruiva. E ali ele encontrou um Remus Lupin olhando sem foco para um livro aberto em seu colo.
-Moony? Você ta aí, cara?
-To...—O maroto esboçou um sorriso.
-O que houve?
-Nada... Terminei com a Patricia hoje.
-Hoje? No meio do baile?
-Sim. Nós brigamos.
-Porque?
-Ela começou a questionar quando eu disse que me ausentaria semana que vem. Resolveu que queria saber, e eu a entendo, porque é que eu sumia todo mês. Enfim, quando eu dei as evasivas de sempre, ela meio que surtou. Disse que não sabia como ia confiar em mim se eu ficava escondendo tudo dela. Se eu não conversava com ela sobre os meus problemas, disse que não estávamos sendo um casal de verdade. Então eu disse "você tem razão Patricia, eu não sou totalmente honesto com você" e bla bla bla... E eu disse que isso realmente não era certo... E quando eu ia falar algo pra ela... Me faltou a coragem. E eu terminei. Tenho certeza de que ela não entenderia também. No final, foi melhor assim.
-Remus...
-Não adianta, James. Acho que quando for a mulher certa... quando eu estiver certo de que é isso que eu quero, eu vou contar e ela vai me aceitar. Até lá, é melhor eu parar de fingir que sou normal e posso ter relacionamentos.
-Você é a pessoa mais fatalista que eu conheço. Fato.
-Você acha que Patricia entenderia?
-Eu não sei...
-Acha ou não?
-Não.
-E aí, eu arrisco, conto para ela, ela surta e eu faço o que? "Obliviate"! Plim, tudo volta a ser como antes?—Ele deu uma risada amarga—Claro que não. Eu gostava dela, mas ter a minha condição impõe certas limitações.
-Você é quem sabe, Moony. Você é quem sabe.
-E você, porque acabou o baile tão cedo? E que merda é essa na sua cara?
-Eu resgatei a Lily e subi no conceito dela!
-Que?
James contou toda história para Remus, e quando terminou, Remus parecia indignado.
-Como assim aquele idiota a agarrou? Quando nós vamos linchar esse desgraçado?
-Eu cuidei dele hoje. Dei um chute tão forte nas bolas do imbecil que ele não vai sentir tesão por um bom tempo.
-Acho que devíamos completar o serviço e impedi-lo de sentir tesão para sempre...
-Uma boa ideia. Bem tentadora na realidade...—Falou James entrando sob as cobertas—Amanhã podemos bolar um plano junto com os outros.
-Bom dia!
-Filha da puta!—falou Lily, sentando-se rapidamente em sua cama, o coração batendo acelerado de susto. Ela abriu o cortinado da cama e encarou Sam, já arrumada, ao lado da cortina da janela, agora escancarada deixando entrar a luz pálida do sol.—Que horas são?
-Meio dia e quinze. Sugiro que desçamos para almoçar...
-Porque você não morre?—resmungou a ruiva, mas começando a se levantar.—Merlin, a Lyra continua dormindo!
Sam abriu o cortinado da cama da loirinha, que estava encolhida em meio às suas volumosas cobertas.
-Lyra! Hora de almoçaar!—Chamou Sam, cutucando o ombro da amiga.
Lyra simplesmente grunhiu e se encolheu mais. Sam a chacoalhou de leve, mas ela continuou ali, dormindo pesadamente.
-Como ela consegue?—perguntou Lily, agora vindo se juntar a Sam nos esforços para acordar Lyra.
-Esse é um dos grandes mistérios da humanidade. Lyra!—Sam puxou as cobertas, fazendo Lyra gemer e se encolher mais do que elas achavam humanamente possível.—Vamos, mocinha, hora de levantar! Agora!
-Devolve minha coberta, Sam...—Ela grunhiu.
-Não! Levante agora ou você vai perder o almoço.
-Sim mamãe—resmungou Lyra ironicamente, sentando-se e esfregando os olhos. Então a noite anterior voltou a sua mente e ela se sentiu gelar. Como ela iria agir diante de todos agora? Pior ainda... Como agir diante de Sirius?—Podem descer, acho que vou ficar aqui...
-Nada disso.
-Sam...
-Deixa ela—falou Lily.
-Eu não, eu quero que ela me explique o que aconteceu ontem!
-Como assim?—perguntou Lily.
-Assim, ela e o Sirius.
-Ah não... Você viu!
-Vi sim... Aliás, quem eu não vi foi você, Lils. Onde estava?
-Sendo regatada de um namorado tarado pelo James. Mas como assim? Você viu o que dela e do Sirius?
-Como assim digo eu!—cortou Lyra—Como assim? Que historia é essa de tarado e do "maldito Potter" agora ser o James?
Lily narrou às amigas o que havia acontecido na noite anterior, deixando-as perplexas.
-Isso não faz sentido... Por que? Que cara idiota!
-Deveríamos colocar veneno na comida dele—falou Sam.
-É! Sirius falou que conhece um elfo que gosta de ganhar uns galeões. Poderíamos suborna-lo!
-Deixem isso pra lá—falou Lily—Eu não quero mais saber dessa história. Não vou delatar o imbecil nem nada. Só quero manter distância dele, o máximo possível.
-Você não pode fazer isso! Tem que contar à professora McGonagall o que houve!—Exasperou-se Lyra.
-Se é tão importante para você, conte você mesma, Ly. Mas eu não quero ter que ficar perto dele mais nem para isso. E além do mais, James deve ter castrado o imbecil com aquele chute.
-James—Repetiu Sam.—Parece que só eu tive um baile normal!
-O meu baile foi normal—falou Lyra, tentando também convencer a si mesma.
-Não foi. Você beijou o Sirius, seu melhor amigo. Isso não é normal—falou Sam.
-Ah certo. Então foi só isso que eu perdi...—falou Lily.—Você beijou o Sirius. Não sei porque, mas não estou surpresa com a informação.
-Deve ser porque todo mundo já sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Quero dizer, é só olhar pra eles que da pra perceber o romance oculto do casal.
-Deem um tempo vocês duas.
-E agora?
-E agora o que, Lils?
-Como vai ficar! É um rolo, um namoro, é um nada, foi só um momento?
-Um namoro é que não é. Por favor, me deixem em paz! Quando eu descobrir o que foi aquilo e o que vai ser, eu juro que conto, mas por enquanto, me deixem em paz. Não quero descer pra almoçar.
-Eu não vou trazer comida pra você aqui—falou Sam.
-Nem eu. Se quiser comer vai ter que descer com a gente, e encarar a vida!
-Não posso crer nisso—falou a loirinha, se levantando e começando a se vestir.
As três almoçaram, rapidamente, e para o alívio de Lily e Lyra, os marotos pareciam não ter acordado ainda, pois não tinham sido vistos. Depois elas foram dar uma volta nos jardins, parando no estádio de quadribol, sentando-se nas arquibancadas vazias para conversar.
Ali Lyra contou em detalhes como havia sido sua noite, e Sam fez o mesmo. Lily permaneceu reservada, evitando pensar no ocorrido. Quando a conversa vagou para as mais recentes fofocas, que incluíam o término de Remus e Patricia, e o vexame dos amassos de Peter e Faith, Lily olhou ao longe e viu Sirius, andando sozinho na direção delas. Ela deu um meio sorriso e cutucou Sam, indicando o maroto que vinha. Lyra também olhou e sentiu-se gelar.
-Bom, acho que é a nossa deixa—falou Sam.
-Não, por favor, meninas!
-Sinto muito!—falou Lily seguindo Sam. Elas se afastaram, cumprimentando Sirius ao passar por ele. O maroto tinha um sorriso hesitante nos lábios. Sentou-se ao lado de Lyra, com as mãos nos bolsos e encarou o ar a sua frente.
-Oi.
-Oi—respondeu a menina, também enfiando as mãos nos bolsos, agora que elas estavam subitamente geladas.
-Sobre ontem...—Ele começou.
-Só... Aconteceu. Não foi nada demais não é mesmo?
-Não. Nada demais... Mas foi muito bom não é?
-Foi, claro. Foi ótimo.—Ela olhou para o outro lado, fechando os olhos com força.
-É eu também achei. Mas isso não muda nada nossa amizade, não é?
-Não mesmo!
-É... Então ta.—Sirius olhou para o nada.
-E foi bom.—Ela repetiu.
-É foi... Ah não sei, acho que não teria problema se você quisesse... Sei lá...
-Repetir a dose...—ela completou tomando coragem—Assim, tipo ontem, sem compromisso...
-É... Tipo amigos que se beijam às vezes...—falou Sirius olhando para ela.
-Tipo isso...—Ela devolveu o olhar com firmeza.
-Acho que não teria problema.—Ele finalizou.
-É acho que não.
Eles voltaram a encarar o vazio a frente, em silêncio. Lyra recostou-se no ombro do maroto, sentindo-se subitamente mais calma. Seu amigo ainda estava ali por ela.
-Você também estava com medo dessa conversa?
-Estava—Ela admitiu rindo.
Ele riu também, e qualquer resquício de nervosismo que existia ali desapareceu. Sirius segurou a mão dela e beijou a palma, delicadamente.
-É bom saber que nós não vamos brigar e nos odiar por uma semana por causa de ontem.—Falou ele com um suspiro aliviado.
-Não. E eu nunca te odiei. Só fingi te odiar.
-Eu também. É impossível te odiar, baixinha.
-Continue me chamado assim e eu passo a te odiar—ela ameaçou, e os dois riram juntos. Sirius a abraçou e beijou a testa dela, e eles ficaram ali, conversando sobre o baile pelo resto da tarde.
Na segunda feira, tudo parecia ter voltado ao normal. Os marotos não se conformavam de Lily não querer delatar o ex-namorado pelo incidente, mas a ruiva se mantinha resoluta em sua decisão de não voltar a falar com John nem mesmo para isso. Infelizmente, o garoto não tinha a mesma ideia. Ele se aproximou da ruiva, chamando-a quando eles saíam da aula de poções para ir almoçar. Ela ia com as garotas à frente, os marotos logo atrás delas.
-Lily!—ele chamou, fazendo a garota fechar os olhos com força—Posso saber o que você e o Potter ficaram fazendo depois do baile?
-Cala a boca, seu retardado—James se adiantou, parando ao lado da Lily—O que ela faz ou deixa de fazer não é mais da sua conta.
-E é da sua? Desde quando? Escuta aqui, se você continuar dando em cima da minha namorada, vai ter que se ver comigo.
-Sua namorada?—Sam interrompeu—Você a agarrou à força e ainda acha que ela é sua namorada? Por Merlin, você não pode ser tão retardado assim!
Lily parecia encolhida no meio dos amigos, como se quisesse fugir dali passando despercebida.
-Lily, vamos conversar... Vem comigo—ele estendeu a mão.
-Não—a ruiva respondeu com uma voz miúda.
-Você escutou, Brown. Agora vai embora.
-Esse Potter é um merda mesmo. Partiu pra cima de mim no braço, como um trouxa... E agora quer influenciar a minha namorada... Nem teve a decência de me enfrentar com uma varinha...
-Te venço num duelo a hora que eu quiser, Brown.
Brown sacou a varinha, mas James foi mais rápido, desarmando-o.
-Se liga, Brown. E se você chegar perto da Lily de novo, eu juro que eu acabo com você.
James amparou Lily pelos ombros e virou-se para sair com ela. Enquanto estava de costas saindo, tudo aconteceu rápido demais para que eles pudessem entender. Lyra soltou um gritinho, eles ouviram um ruído de algo sendo esmagado, e quando se viraram, Sam estava sobre o peito de Brown, sentada socando-o. Um dos amigos do garoto sacou a varinha para arrancá-la dali, mas Sirius simplesmente empurrou o garoto, desviando o feitiço. Lily tampou a boca com as mãos, horrorizada demais para qualquer coisa. Sirius e o garoto agora estavam no chão, brigando numa fúria de socos e chutes. Uma garota aproximou-se e tentou tirar Sam de cima de Brown, gritando com ela e agarrando-a pelos ombros. Lyra enterrou as unhas nos ombros da garota e a puxou para longe da amiga.
-Meu Merlin, o que eu faço...—murmurou ela ainda puxando a garota. James tentava separar Sirius e o amigo de Brown, e Sam continuava a socar o garoto inabalavelmente, até que ele reagiu e conseguiu tirá-la de cima de si, dando-lhe um soco nas costelas. James urrou de raiva e se jogou em cima dele, todo feito de fúria.
-O que está acontecendo aqui?—perguntou a professora McGonagall aparecendo no corredor e se assustando com o caos que ali se instalara. Todos pararam subitamente e a encararam, menos James, que continuou a socar Brown.
-Sr. Potter, saia de cima do Sr. Brown imediatamente!
James deu um ultimo soco antes de se levantar e dizer:
-A culpa é dele professora, ele estava pedindo por isso.
-Na minha sala, agora! Potter, Black, Bellacqua, Urashima, Brown, Parkinson e Sewaybricker!
-Tem pedacinhos daquela gorda nojenta embaixo das minhas unhas!—Falou Lyra se lamentando enquanto todos seguiam a professora pelos corredores.
A professora conduziu-os até sua sala, conjurando cadeiras desconfortáveis para todos os presentes assim que chegaram. Ela sentou-se em sua própria cadeira, atrás da escrivaninha e encarou os sete de forma severa por trás dos óculos quadrados:
-Sr. Brown, Sr. Sewaybricker, e Srta. Parkinson... Sr. Potter, Sr. Black, Srta. Urashima e Srta. Bellaqua. Acho bom os senhores se explicarem.
Um falatório intenso começou imediatamente.
-Um de cada vez!—fez se ouvir Minerva McGonagal.
-Bem professora—começou Brown, fazendo cara de santo.—Tudo começou naquele baile. A senhora deve saber que eu estou namorando a Lily...
-Estava Brown, estava, porque depois do que você fez, eu duvido que ela volte a olhar na sua cara!
-Ora Potter, só porque eu fiz com a Lily tudo o que você sonha em fazer você se encheu de ciúmes e me agrediu!
-Cala a boca, seu retardado! Você agarrou a Lily, você foi ridículo, você é um idiota que não consegue manter o pinto dentro das calças!
-Srta. Bellacqua!—repreendeu a professora.
-Queria ver você jogado no meio de um bando de necessitados que não veem mulher há anos... Com certeza eles iram adorar sua pele macia e seus cachinhos!—Sam finalizou com uma risada maligna.
-Eu não fiz nada demais! Eu estava lá com a minha namorada, numa boa, fazendo o que eu tenho direito como namorado dela, porque, afinal, ela é minha namorada, e o Potter me agrediu!
-Cala essa merda dessa sua boca!—irritou-se James—eu só te agredi...
-Você me agrediu porque você tem ciúmes da Lily, e porque você morre de inveja de mim, que sou o namorado dela.
-Ele só te agrediu porque você agarrou a Lily!—falou Lyra com impaciência.
-Eu estou namorando com ela, eu posso agarra-la, ou você pensa que eu não vi vocês dois se agarrando no baile?
-Eu não agarrei minha ninguém à força, Brown.—replicou Sirius com uma sobrancelha levantada.
A professora acompanhava a discussão como se acompanhasse uma partida de Tênis;
-Sabe o que eu acho mais engraçado?—falou Sam entre falsas gargalhadas—você ainda achar que está namorando a Lily depois do que você fez!
Ela ficou rindo dele, que olhou para a professora e disse com a voz mais dissimulada do mundo:
-Bem professora, a senhora já conhece os fatos, agora só lhe resta julgar... em quem a senhora acreditará, porque, está óbvio que Potter e seus amiguinhos estão inventando, para se salvarem de mais algumas detenções. Então, em quem a senhora vai acreditar, em mim, ou nos dois marotos e suas amiguinhas?
A professora parecia um pouco confusa, encarando os alunos à sua frente, quando a porta se abriu subitamente, deixando entrar uma Lily esbaforida.
-A culpa não é do James!—ela falou ofegante, encarando a professora, que parecia ainda mais perplexa do que antes.
-Como é, Srta. Evans?
-James... Potter. Ele é inocente... dessa vez. Eu posso explicar...—A professora conjurou uma outra cadeira para que Lily se sentasse, mas ela ignorou e continuou de pé—John me agarrou a força no baile. Estávamos sozinhos, e ele me agarrou, passou a mão em mim, e não me deu atenção quando eu pedi para parar. Não sei onde ele teria chegado se o Potter não tivesse aparecido. Ele tirou esse crápula de cima de mim. Por isso os hematomas—ela deu um sorrisinho para James—E hoje, Brown o provocou, e o desafiou para um duelo. Depois de desarmado, ele atacou James pelas costas, e a confusão começou. Eu vi tudo.
-Bom... Se é assim... Potter, Black, Bellacqua, Urashima, Sewaybricker e Parkinson levarão detenções, pela briga no corredor. Quanto a você, Sr. Brown, sua punição, obviamente, será mais pesada. Discutiremos isso depois que todos saírem. Obrigada pelo seu depoimento, Srta. Evans. Não haverá nenhuma detenção para a Srta. Obviamente, você é a vítima da situação aqui. Podem sair.
Todos se levantaram e se dirigiram para a porta. Lily continuou parada no mesmo lugar, encarando Brown com ódio no olhar.
-Com a sua licença, professora...—Ela se aproximou e parou diante de Brown, mais alta que ele pois estava em pé e o garoto sentado. Ele levantou os olhos para encará-la.
-Lily, eu...
-Cale a boca...—Ela fechou a mão, e com uma ímpeto impressionante, o punho dela fez contato com o nariz do garoto, que caiu para trás com cadeira e tudo.
-Bom professora... Acho que algumas detenções é um preço justo a se pagar por um momento como esse!
Os queixos dos presentes estavam caídos. Na verdade, "despencados" seria o termo mais correto.
Depois de ralhar um pouco com Lily e lhe dar uma detenção, a professora os mandou para a ala hospitalar, para que Madame Pomfrey desse um jeito nos hematomas.
-Lily, você não precisava ter feito aquilo! Levou uma detenção!—falou James—Eu já tinha batido nele o suficiente por você!
-Sabe... Seu eu pudesse voltar no tempo, eu faria de novo. E de novo e de novo e de novo. Aquela foi a melhor sensação da minha vida—exclamou a ruiva.
-Foi muito legal assistir aquilo—falou Sam—Quero dizer, você amassou o nariz dele!
-É, mas ainda tem pedacinhos de gorda embaixo das minhas unhas—falou Lyra com pesar, arrancando gargalhadas de todos.
Madame Pomfrey consertara o rosto de James e o lábio de Sirius, cortado por uma cotovelada em meio à confusão. Sam tinha as mãos esfoladas e doloridas dos repetidos socos que dera em Brown, mas simplesmente não conseguia parar de pular, animada demais para parar, até que Madame Pomfrey ralhou com ela e ela se sentou. Após aplicar um unguento nas mãos da garota, ela se ocupou em olhar as costelas dela, onde Brown a havia socado. Nesse instante, Brown entrou na ala hospitalar, parecendo tremendamente mal-humorado.
-Lily...
-É Evans para você.
-Certo... Evans. Me desculpe.—ele falou—Eu queria dizer que se você quiser voltar comigo, eu estou disposto a esquecer aquele soco e...
-Esquecer o soco?—Lily de uma gargalhada—Esse soco eu vou me lembrar para o resto da minha vida! Foi a melhor coisa que eu já fiz! Para ser sincera, eu estou mais disposta e esquecer que namorei com você um dia, isso sim!
Sam levantou a sobrancelha para ele, como se dissesse "bem feito". Logo os cinco deixaram a ala hospitalar rindo. Lily se sentia muito mais leve agora.
-Vamos matar o resto da aula de história da magia?—sugeriu Lily. Todos a olharam como se dissessem "que bicho a mordeu".
-Agora você falou minha língua, ruiva. Eu topo—falou Sirius.
-Eu também—Sam acrescentou de pronto, com Lyra assentindo.
-Hogsmeade então?—perguntou James com um sorriso.
-Pode ser...—Lily deu ombros.
Os cinco se dirigiram para a estátua da bruxa de um olho só, a mesma em que os garotos haviam escondido bebidas no dia da festa pós jogo.
-Quietas vocês—murmurou Sirius, enquanto James sussurrava algo para a estátua—Isso é segredo de estado hein?
-Damas primeiro—James acenou para o túnel escuro. Lily empinou o queixo e entrou primeiro. Estava adorando ser rebelde por uma tarde. Sam foi logo em seguida, e então Lyra, seguida de Sirius e James.
-Será que algum de vocês pode ir na frente—falou Lily com a voz receosa—E se eu me perder?
James deu uma risadinha.
-Não tem como se perder—mas mesmo assim ele se espremeu, passando pelos amigos e indo a frente da ruiva, que o seguia com a varinha acesa. Ao chegarem ao final do túnel, James se virou e disse:
-Não façam escândalo...
Ele abriu um alçapão e içou o corpo para fora, virando-se para ajudar a ruiva.
-Onde estamos?—perguntou Lily piscando na penumbra.
-No porão da Dedosdemel. Alcaçuz?—Ele ofereceu. Lily tentou não se boquiabrir, não parecer surpresa demais, como se aquilo fosse normal e ela fizesse todos os dias. Ela acabou por olhar admirada em volta e aceitar uma varinha de alcaçuz que James lhe oferecia.
-Isso, cavalheiro—Zombou Sam—Ajude a princesa em apuros e esqueça de nós.—Ela terminou de içar seu corpo para cima, e James voltou rindo para ajudar Lyra, mas que veio na realidade foi Sirius.
-Sai fora, cabeção. A Ly ajudo eu.
Ele saiu e se voltou para puxar a loirinha para cima.
-Bem, vamos indo discretamente para fora.
-Mas estamos todos com o uniforme, todos saberão que estamos matando aula!—Exasperou-se Lily.
James levantou uma sobrancelha e Sirius respondeu:
-Lily, eles estão mais do que acostumado com alunos vagando em horário de aula por aqui.
-Se você diz...
Eles saíram discretamente para o salão da loja, James comprou um saco enorme de drageados de conhaque, e eles saíram comendo pelas ruas.
-Vamos tomar alguma coisa?—sugeriu Lyra—está meio frio, eu adoraria tomar algo que me esquentasse...
-Podíamos tomar um chá ou...
-Eu estava pensando em algo mais forte, se é que me entende—falou Lyra.
-Nunca nos venderiam nada alcoólico no Três Vassouras!
-Lily, meu bem, você é tão ingênua... Nem parece que anda com a gente.—Falou Sam.—Vamos ao Cabeça de Javali.
Os cinco se dirigiram ao pub. Lily parecia ser um misto de excitação e apreensão.
-Evans, pare de dar pulinhos excitados ou o velho Abe te põe pra fora do bar—repreendeu Sirius enquanto eles adentravam no velho Pub.
-E ae Abe?—Sirius apertou a mão do velho e James fez o mesmo.
-Essa é Lily Evans, Abe... Ela é nova aqui—falou James, sentando-se em uma das mesas, acompanhado pelos amigos.
-O que vão querer—perguntou o velho parecendo mal humorado.
-Meninas, é com vocês...
-Deixa a Lils escolher... Ela é a novata—falou Lyra, encarando a amiga.
-Não sei... Eu gosto muito de vinho... Me parece adequado pra uma tarde friorenta e chuvosa como essa.
-Vinho então Abe... Manda logo uma garrafa—falou James.
'Abe' logo colocou uma garrafa poeirenta em cima da mesa e cinco copos ensebados. Sirius serviu os cinco, e todos ergueram os copos, esperando um brinde.
-À... uma tarde incomum...
Os copos bateram e todos beberam longos goles antes de se encararem novamente e caírem na risada.
Lily se sentia muito estranha ali. Era algo que ela sabia que as amigas faziam às vezes. Simplesmente sentar e beber com os marotos, mas ela nunca se dispusera a fazer. Ela nem ao menos se dispunha a falar com eles direito, à exceção de Remus, que nem sequer estava presente. Cada vez mais, a ruiva descobria que Potter não era o imbecil que ela imaginava. Era demais para uma pobre cabecinha. De babaca supremo ao cara que a salva e consola, e sabe conversar e ser engraçado e agradável... E tem aqueles olhos castanhos que a olham sempre com admiração, como se constantemente esperassem a aprovação dela... E tinha aquela mão maldita que fazia de tudo para tocá-la a todo instante...
Ela desviou os olhos do maroto, que sorria para ela. A segunda garrafa estava vazia, a terceira pela metade. Sam e James riam de alguma piada agora. Sirius se sacudia em sua risada de cachorro. Lyra estava encostada ao peito do maroto, parecendo absorta demais em pensamentos para rir da piada. Sirius a envolvia com o braço, e ela tinha os olhos fechados. Lily deu um chute na perna de Sam por baixo da mesa, e indicou a loirinha com a cabeça. Sam apenas assentiu para ela, com um sorrisinho debochado nos lábios. James parecia também ter percebido, e olhava para ela com uma expressão enigmática. Sirius agora olhava para a amiga encostada em seu peito, e Lily viu algo ali que nunca antes vira. Havia ternura no olhar do maroto.
-Bom... Acho melhor nós voltarmos—falou Sam olhando o relógio na parede—ou vamos perder o jantar.
-Vamos então—Lily pôs-se de pé e James a acompanhou. Com um suspiro pesaroso, Lyra se afastou de Sirius e levantou-se também.
Ao chegarem ao salão comunal, as garotas fizeram menção de subir para o dormitório para se arrumar, mas James puxou o braço de Lily.
-Posso falar com você?
-P... Pode...
Lyra e Sam subiram para o dormitório, e Sirius saiu a procura de Remus. Ao se verem sozinhos, James encarou Lily com seriedade.
-Você está bem?
-Sim... Eu estou... ótima, por incrível que pareça. Hoje foi muito divertido.
-Que bom que gostou... Lily, você se lembra que me disse que eu subi no seu conceito?
-Claro que me lembro.
-Bom, já que eu... não sou aparentemente tão babaca, e você até tem se divertido comigo e... eu queria saber se... Se você quer sair comigo um dia desses... nem que seja como amigos e... Eu não vou fazer nada que você não queira, você sabe disso... E eu só quero uma chance e...
-James...
-E você não vai se arrepender, eu conheço uns lugares realmente legais e...
-James!
-Sim?
-Eu vou pensar, está bem?
-Pensar? Bem, isso definitivamente está bem melhor do que os gritos habituais. Por mim está ótimo!
-Certo então. Eu te aviso.
Quando Lily entrou no quarto, encontrou as amigas descaradamente esperando-a, para saber o que tinha se passado.
-E?—indagou Sam.
-E o que?
-O que aconteceu?—perguntou Lyra.
-Ele me convidou para sair... E eu disse que iria pensar.
Lyra e Sam deram pulinhos de felicidade.
-Eu sempre disse que o James era legal. Você vai ver só!
-Sam, eu ainda não dei minha resposta. Eu posso simplesmente não sair. É simplesmente muita informação pra minha cabeça. Preciso me acostumar com tudo isso.
-Bla Bla Bla...—Falou Lyra—Deixa de ser tonta, não tem nem o que pensar. Além de tudo ele é lindo! O que mais você poderia querer?
-Falando em querendo—cortou Lily—parece que alguém estava querendo algo hoje à tarde...
-Não sei do que você está falando—cortou a loirinha.
-Mas eu sei—falou Sam. —Encostadinha junto, olhinhos fechados, parecia que nada mais no mundo existia pra você. Só o Sirius.
-Eu só estava com sono!
-Ahaaam... A gente viu o seu sono—falou Lily.
-Ah gente... Vocês tem que entender... É difícil resistir! Ele é tão lindo e cheiroso e meu Merlin como beija bem! E nós fizemos aquele acordo de amigos e quando quisermos repetir a dose e... O fato é que eu quero repetir.
-Então repita, ué... Só tome cuidado para não se apaixonar por um cafajeste.
-Eu não vou me apaixonar pelo Sirius. Quero dizer, eu jamais seria tão estúpida...
-Hum...
Na noite seguinte o time todo desceu para o campo de quadribol, para o primeiro treino do ano. James deu as orientações e logo sete vassouras subiam em direção a um céu sombrio e carregado de nuvens escuras. Com dez minutos de treino começou uma garoa fina e incômoda. As poucas pessoas nas arquibancadas resolveram que era melhor voltar para o calor aconchegante do salão comunal. James continuou pressionando o time, ao passo que só pararam quando a chuva estava pesada demais para que se enxergasse alguma coisa no campo.
-Certo pessoal, por hoje chega...
James pousou levemente e colocou a vassoura sobre o ombro, andando desolado em direção aos vestiários. Sam acompanhou-o mais que depressa, tiritando de frio. Lyra torcia os cabelos ensopados quando Sirius pousou derrapando ao lado dela, enchendo as vestes dela de lama.
-Porque você sempre faz isso?—ela perguntou encarando-o.
-Força do hábito... é engraçado ver como você fica vermelha.
Ela chutou um punhado de lama nele, rindo um pouco.
-Vai se ferrar!
-Ou talvez eu esteja só tentando começar uma guerra de lama que dure o suficiente para ficarmos sozinhos no vestiário de novo—Ele chutou mais lama nela.
Ela sorriu com uma certa malícia, como se avaliasse a ideia.
-Parece uma boa técnica—respondeu ela chutando mais lama nele, ao que ele devolveu um punhado, fazendo com que ela corresse abaixada na direção dele, colidindo violentamente e derrubando-o no chão.
Uma violenta guerra de lama se sucedeu então. Lyra sentada sobre Sirius segurava punhados de lama e esfregava no rosto do maroto, enquanto ria gostosamente. Sirius inverteu e tombou-a no chão, sujando todo o cabelo loiro. A guerra prosseguiu ferozmente, até que Sirius aproximou-se do ouvido dela e sussurrou:
-Será que já estamos sozinhos?
Ela deu um sorriso maroto.
-Eu não sei...
Sirius esticou o pescoço e pôde ver ao longe os vultos que subiam os gramados em direção ao castelo, e ao invés de responder, simplesmente a beijou com força, sugando o lábio inferior e provocando um gemidinho de satisfação.
Ele se levantou e a puxou para cima, beijando-a ainda mais. Aos tropeços eles chegaram ao vestiário, quase sem se separar. Lyra sentia o estômago fervilhar, ao mesmo tempo que os dedos das mãos e dos pés formigavam intensamente.
Sirius empurrou-a vestiário adentro, até que as costas dela bateram contra a porta de um dos chuveiros. Sirius abriu a porta e os dois entraram, deixando a porta voltar e bater de qualquer jeito. Já não se importavam que alguém aparecesse... Ele abriu o chuveiro, deixando a água quente cair sobre os corpos gelados entrelaçados, bocas uma de encontro a outra... Lyra ria de prazer enquanto mordiscava o lábio dele. Ele agarrou-lhe as vestes, despindo um ombro claro e vislumbrando o bojo de renda cobrindo os seios fartos... Lyra se agarrava nele, a cabeça para trás, permitindo livre acesso dos beijos dele ao seu pescoço e colo. Sirius puxava-a para junto de si, mais e mais alheio ao universo a cada suspiro e gemido mal contido que ela dava.
-Sirius...—murmurou ela.
-Hum?—respondeu o maroto correndo a língua no limiar entre a peça rendada e a pele alva do seio.
-Mais devagar, por favor...
Como se de repente percebesse o que estava acontecendo, Sirius se afastou dela.
-Certo—murmurou sem graça, evitando olhar a pele que ele havia acabado de expor.—Acho melhor pararmos, ou... Você entendeu. Não preciso me explicar para você, não é?
-Claro, Sirius...
-Eu vou deixar você tomar banho... E vou tomar um banho também... É isso.
-Você que sabe...
-Não confio em mim quando estou com você.
E com essa frase enigmática ele saiu, deixando-a ali, meio despida, aparvalhada, se sentindo meio idiota... Porque mesmo ela tinha pedido pra parar?
Ela tomou um banho longo, evitando pensar o ocorrido.
-Nós só estávamos repetindo a dose... Como dissemos que faríamos—murmurava ela para si mesma enquanto se vestia—não foi nada demais... Somos duas pessoas bem resolvidas com vontade de dar uns amassos. Só. Isso. É...
Ela deixou a parte feminina do vestiário, para encontrar Sirius esperando-a, já vestido.
-Vamos?
-Vamos, sim.—Ela aceitou o braço que ele lhe oferecia, e juntos eles subiram as encostas lamacentas em direção ao castelo.
-Eu não quis... Passar dos limites, sabe?
-Tudo bem, Sirius. Nós dois estávamos passando dos limites juntos. Não é sua culpa, nem nada do tipo.
-Certo. É que... Merlin, essa situação não é estranha?
Ela riu pelo nariz.
-É... Mas parece que vamos ficar experts em agir com normalidade daqui a um tempo, não é?
-Por isso que eu adoro você—Ele lhe deu um beijo na bochecha.
-Bom, Lily me disse que iria a biblioteca. Preciso do dever de transfiguração dela... Então, te vejo mais tarde, certo?
-Certo...
Ela deu o costumeiro beijo no nariz do maroto e tomou o rumo da biblioteca, deixando Sirius vagando sozinho absorto em pensamentos.
Janeiro terminou com uma velocidade assustadora. James ainda aguardava a resposta de Lily ao seu último convite para sair, mas a ruiva simplesmente se limitava a ser mais gentil com ele, sem jamais tocar no assunto. Ele por sua vez, com medo de importunar a garota, também não tocava no assunto, embora se roesse toda noite antes de dormir, pensando se deveria ou não lembrar a ruiva de seu convite.
Quanto a Lyra e Sirius em sua relação estranha, eles não mais se agarraram, embora a quantidade de "falsas" provocações entre eles estivesse, segundo Sam, atingindo um nível insuportável.
E o segundo jogo de quadribol da temporada, contra a corvinal foi marcado para o domingo, dia 15 de fevereiro, logo depois do dia dos namorados. James, em toda sua sede de capitão, marcou um treino para o sábado...
-Eu não vou à esse treino—anunciou Sam, logo que o maroto comunicou ao time quando seria o ultimo treino antes do jogo.
-Como assim?—James questionou, parecendo aturdido.—Você não pode faltar ao treino... O treino antes do jogo é o mais importante!
-James... Eu tenho um namorado, e quero aproveitar o MEU dia dos namorados em Hogsmeade, passeando, tomando sorvete, ganhando chocolate e deixando Amos pagar tudo para mim. Nem pensar que vou treinar no sábado...
-Mas Sam...
-Não!
-Realmente, você pegou pesado com esse treino em pleno dia dos namorados, Prongs.—sentenciou Sirius olhando por cima do pergaminho em que ele escrevia desleixadamente seu dever de poções.
-Eu não peguei pesado... nós sempre temos um ultimo dia de treino antes do jogo, pra acertar as estratégias e tudo mais. A diferença é que o campo estava reservado na sexta, e quinta feira é muito antes do jogo!
-Faça o treino com quem estiver disposto, James. Eu não vou.—terminou a garota com rebeldia. Lyra e Lily a olhavam com os olhos meio arregalados. Sam nunca perdia um treino por nada, e era a maior adepta dos treinos suicidas de James Potter, depois dele mesmo, é claro.
-Simples então. Você não treina, você não joga.—Ameaçou James.
Sam riu com desdém.
-Vai lá, capitão, jogue sem a sua melhor artilheira... Vamos ver o que acontece com seu precioso time!
-Ei!—Protestou Sirius, mas nem mesmo seu ego gigantesco permitia que ele contestasse a informação da garota. Sam era, de longe, a melhor artilheira, com pretensões a jogar profissionalmente.
-Podemos jogar sem você.
-Não, não podem. Quem você vai por no meu lugar? Tibbs? Fenwick? Por Merlin James, tudo bem que é a Lufa-Lufa, mas não vamos avacalhar, não é mesmo?
-James, seja razoável... Podemos fazer o treino na quinta feira. Não vamos esquecer as jogadas... É dia dos namorados!—defendeu Lyra, sentindo a tensão crescer entre os amigos.
-Por Merlin, homem, não é porque você não tem com quem sair no dia dos namorados que vai ferrar com o passeio do time todo!—Falou Sirius arrancando risadas.
James lançou um olhar significativo para Lily, que imediatamente corou e passou a encarar determinadamente seu livro de poções.
-Vamos lá James!—falou Frank, que estava abraçado com Alice numa poltrona ali perto, observando o desenrolar da cena—não seja tão radical!
-É—concordou Alice—Todos merecem ficar tranquilos, seja para passear com o namorado, seja para se entupir de chocolate!—Com essa última colocação, todos, até mesmo James caíram na gargalhada, e a tensão se desfez.
-Certo... Vou reservar o campo para quinta feira.
-Obrigada, capitão...
-Só para constar... você iria mesmo faltar no treino?—ele perguntou encarando a amiga.
-Você levaria o time a campo sem mim?
Os dois sorriram um para o outro, e James saiu procurar a professora McGonagal para marcar o fadado treino pré jogo.
-Eu juro que cansei dessa merda—falou Sirius largando a pena.—vou até as cozinhas, alguém me acompanha? Lyra?
-Ah... Eu também não aguento mais...
-Alguém mais? Wormy?
-Vou encontrar com Faith daqui a quinze minutos—justificou ele.
-Firme e forte, hein?—brincou Sam.
-Assim como você e Amos...—Ele completou.
-Alguém mais vem?—questionou Lyra.
Ninguém se manifestou, então ela juntou o material em cima da mesa e saiu com Sirius pelos corredores.
Andavam e silêncio pela escola vazia, quando de repente, Sirius a puxou para si, trazendo-a para o interior de uma sala vazia. O garoto a prensou na parede e a encarou. Lyra sentiu as pernas bambearem ligeiramente, mas levantou a cabeça e o encarou com firmeza.
-E aí Black... Acho que não foi só pra me encarar que você me trouxe para cá, não é?
Sirius riu brevemente antes de colar a boca a dela. A língua dele invadiu a boca, roçando na dela, arrancando um suspiro. Merlin, como ele sentia falta daquilo! O modo como ela reagia a ele, o cheiro da pele dela o sabor daquela boca, tudo nela era... diferente.
Ela se afastou ligeiramente dele, passando a beijar o pescoço do maroto. Arrancou uma risadinha quando mordiscou o lóbulo da orelha dele. Ele correu as mãos pelo corpo dela, deixando uma trilha de arrepios por onde elas passavam, parando para segurá-la pelos quadris e trazê-la para mais perto, apertando de leve as nádegas enquanto atacava novamente a boca dela com beijos.
-Você—murmurou ela entre um beijo é outro—É um atrevido mesmo... hã?
-E você bem que gosta...
-E convencido...
-Uhuum—Ele beijou o pescoço dela fazendo-a ofegar.—Sabe, loirinha... Essa amizade colorida foi a melhor ideia que já tivemos!
-Deve ter sido mesmo...—Ela respondeu, embora não estivesse tão certa. Sirius mexia demais com ela. Não devia ser muito sensato fazer esse tipo de coisa com um garoto como ele.
-E o segredo torna tudo mais divertido! Você não tem contado para ninguém sobre isso, tem?
-Claro que não.
Ele riu e a beijou novamente.
OiEEE!
Gostaram? Amaram? Odiaram? Querem bater minha cabeça na parede?
Okay, digam tudo isso numa REVIEW!
Obrigada a Deny Weasley e a minha linda Mummys Luci E. Potter que comentaram!
Imagem da Lyra no meu Perfil!
Semana que vem tem mais!
Beijooos!
