Olá pessoal!
Eis que surge mais um capítulo dessa história. Muitas especulações foram feitas a respeito do que estaria preocupando nossa heroina, vejamos se alguém acertou. Ela está preocupada com o resultado da conversa séria que terá com Sesshoumaru e aqui veremos do que se trata.
Boa leitura!
O dia amanhecia na cidade de Tóquio e embora não tivesse nada de importante para fazer naquele dia, a bela Kawasagi Rin estava acordada e sentada em uma das poltronas da luxuosa suíte em que estava hospedada contemplava o nascer do sol.
A jovem dormira muito pouco naquela noite, pensava no que aconteceria após a conversa que teria mais tarde com Sesshoumaru. Ela estava apreensiva e insegura, características que pouco tinha a ver com ela, mas diante do que poderia estar por vir, era exatamente assim que ela se sentia, apreensiva e insegura.
O estado melancólico de Rin não durou muito tempo, ela decidiu que de nada adiantava ficar pensando no que poderia acontecer. Saiu do quarto e encontrou Ayame sentada na grande mesa onde o café da manhã já estava servido.
- Bom dia Ayame.
- Bom dia Rin-chan. Conseguiu dormir melhor?
- Não muito. Antes do amanhecer eu já estava acordada, não conseguia parar de pensar, mas decidi que isso de nada adianta. Eu vou me ocupar com alguma coisa até mais tarde quando vou conversar com ele.
- Isso mesmo. Há tantas coisas que você pode fazer.
- Pois é. Eu pensei em ir até a academia do hotel me exercitar um pouco, eu andei abusando do meu alimento favorito.
Ayame sorriu para a amiga, sabendo que ela se referia ao sorvete no qual Rin era irremediavelmente viciada.
- Eu dou o maior apoio.
- Você também acha que eu engordei? – Rin perguntou examinando a própria silhueta.
- Ah sim! Você está enorme Rin-chan. – A outra falou ironicamente. – Por Deus Rin, você não engorda nem se fizer muito esforço, não está no seu DNA o gene da gordura. Já eu não posso dizer o mesmo, se não ficar de olho...
- Ainda bem, senão teria que viver em abstinência de sorvete. – A Top Model falou se sentando a mesa e se servindo de suco. – Eu vou fazer isso então, depois subo e peço uma massagem na recepção do hotel.
- Ai, uma massagem é tudo de bom.
- É verdade.
Rin fez o que se propusera naquela manhã. Assim que terminou de tomar café colocou uma roupa apropriada para exercícios físicos prendeu os cabelos com um elástico e colocou um boné branco saindo logo depois da suíte e descendo até a academia do hotel.
Na academia, com a ajuda de um instrutor que sorriu alegremente ao vê-la e reconhecê-la ela fez exercícios de esteira, ergométrica entre outros e depois participou da aula de yoga, atividade da qual virara adepta enquanto morava nos EUA.
Três horas mais tarde, a mulher estava de volta a sua suíte e retirava as roupas para tomar um banho. Ela entrou no Box desfrutando da água morna que atingia seu rosto e molhou os cabelos, lavando-os logo depois com um xampu de cheiro muito agradável.
- Rin-chan, a massagista já está aqui. – Ayame a chamou do lado de fora do banheiro.
- Já estou indo.
Rin desligou a ducha e se vestiu com o felpudo roupão na cor branca que tinha o brasão do hotel bordado próximo ao peito. Ela caminhou até o quarto secando os cabelos e cumprimentou a jovem que estava ali, uniformizada e com uma maleta em mãos.
- Ohayou! – Ela disse educadamente.
- Ohayou senhorita Kasawagi!
- Estou precisando muitíssimo dos seus serviços. Eu pedi alguém com mãos de fada, você se enquadra nesse perfil? – Indagou olhando a jovem nos olhos.
- É como sou conhecida, mãos de fada. – A jovem respondeu espontaneamente, o que fez Rin e Ayame sorrirem.
- Ótimo! Como se chama, mãos de fada?
- Shina, senhorita. Me chamo Shina.
- Pois então Shina, vamos ver como suas mãos trabalham.
Rin caminhou até o local onde a mesa havia sido montada, próxima a porta da sacada e deitou-se nela após retirar o roupão. Antes que seu corpo fosse exposto, Shina ofereceu um lençol com o qual ela cobriu a parte inferior o corpo e se deitou de bruços sobre a mesa relaxando os músculos.
Shina começou a sessão de massagem e Ayame voltou para a mesa dentro do quarto, onde havia vários papéis, telefones e agendas. Ela estava organizando as coisas para os próximos compromissos de sua chefe.
Rin desfrutava do relaxamento que a massagem proporcionava, mas vez ou outra os músculos ficavam tensos ao pensar no belo homem de olhos dourados. A massagista percebeu alguns pontos de tensão na musculatura e pôs-se a explorar mais esses pontos.
Minutos depois Ayame apareceu ali e disse a Rin algo sobre o apartamento em Nova Iorque, que ela não pôde compreender bem tão distraída estava com os próprios pensamentos.
- Rin-chan, você ouviu o que eu disse?
- Hã?
- Sobre o apartamento?
- Ah, faça o que você achar melhor Ayame.
- A massagem está boa mesmo, hein?
- Só estaria melhor se fossem outras mãos percorrendo o meu corpo. – Rin disse sorrindo, o que fez as outras duas mulheres também sorrirem.
Mais tarde naquele dia Sesshoumaru ligou para Rin antes de sair do hospital. Eles combinaram que se encontrariam na casa dele. Rin disse que ele não precisaria ir buscá-la no hotel, ela iria de táxi para manter-se incógnita, não queria que ninguém soubesse que ela sequer tivesse deixado o hotel.
No apartamento de Sesshoumaru o médico estava no quarto terminando de se arrumar. Ele havia chegado cedo do hospital, a tempo de descansar um pouco e deixar tudo preparado para a chegada de Rin. O jantar estava pronto, o vinho estava na temperatura adequada e a iluminação do ambiente perfeita.
Sesshoumaru deixava o quarto vestindo uma calça social de lã fria preta com sapatos da mesma cor e uma blusa leve de linha na cor cinza, quando ouviu a campainha tocar. O homem caminhou até a porta e a abriu já sabendo quem estava ali, já que não esperava por mais ninguém.
- Konbanwa! – Ela falou sorrindo ao fitá-lo de cima a baixo. Elegante e lindo como sempre.
- Konbanwa! – Sesshoumaru respondeu correspondendo ao olhar analítico dela.
Rin estava vestida com um casaco longo de couro marrom escuro, os sapatos eram de salto alto, também marrons com bicos finos e eram afivelados aos tornozelos. Ela usava uma meia-calça própria para o inverno confeccionada em lã tabaco que eram muito bonitas e eficientes para proteger do frio.
Após entrar no apartamento sendo guiada pela mão por Sesshoumaru, ela abriu o casaco revelando o vestido verde musgo que usava. Era um modelo curto para os padrões do inverno, mas sem decotes e possuía um ar romântico que fora ainda mais acentuado pelo delicado enfeite em formato de flor que fora aplicado nele próximo ao colo. Ela estava linda como de costume, foi o que o médico pensou ao vê-la.
Antes de dizer qualquer coisa Rin o abraçou fortemente, o que de certa forma surpreendeu o médico. Ele correspondeu ao abraço com a mesma intensidade e questionou:
- O que foi Rin?
- Saudade. – Ela respondeu ainda braçada a ele.
Sesshoumaru sorriu levemente e deslizou as mãos pelas costas dela de forma carinhosa.
- Também senti saudades meu anjo. Acho que estou ficando mal acostumado.
- Então somos dois. – Rin desfez o abraço e o fitou por alguns instantes antes de colar seus lábios aos dele em um beijo intenso e apaixonado.
- O jantar está pronto, está com fome? – Ele perguntou quando finalizaram o beijo.
- Estou.
- Então vamos jantar.
Sesshoumaru colocou a mesa com a ajuda de Rin e os dois não deixaram de trocar carinhos e olhares durante o processo. O vinho foi servido e degustado pelo dois que apreciavam muito aquela bebida.
- Humm.. Isso está uma delícia. Mal posso acreditar que você cozinhe tão bem.
Sesshoumaru permaneceu calado apenas a observando enquanto desfrutava da própria refeição.
- Por que você cozinha? Quero dizer, você é um homem que tem família, bem criado e certamente sempre teve empregados.
- Necessidade. – Ele respondeu simplesmente.
- Como assim?
- Um dia eu conto essa história a você.
- Um dia?
- Sim. Ela é longa e não muito agradável, então é melhor deixarmos pra lá.
A mulher continuou o fitando com curiosidade enquanto levava a taça de vinho mais uma vez a boca.
- Sabe que me deixou curiosa, não sabe?
- Sei. – Respondeu rindo.
O casal terminou o jantar enquanto conversavam trivialidades e quando terminaram, após levarem toda a louça para a cozinha e tratarem dela voltaram para a sala.
Mais tarde, ao sentarem no sofá, uma música tranqüila ecoava pelo ambiente e Rin buscou aconchego nos braços dele, que a envolveu carinhosamente e eles se beijaram durante longos minutos.
- Como foi seu dia hoje? – Sesshoumaru perguntou enquanto Rin mantinha a cabeça deitada sobre seu peito.
- Ah! Essa minha vida dura! – ao ouvir isso Sesshoumaru imediatamente sorriu. – Eu fiz exercícios durante a manhã, fiz yoga, depois uma sessão de massagem...
- Vida dura com certeza.
Os dois riram com a brincadeira e Rin ergueu o rosto para olhá-lo. Logo os lábios se encontraram mais uma vez e os gemidos baixos de Rin podiam ser ouvidos quando Sesshoumaru mordia levemente os lábios dela.
- Hmmm... Sesshy pare. – Ela disse com a voz rouca, o que fez o homem imediatamente interromper a ação e olhar para ela. – Eu preciso conversar com você.
Sesshoumaru voltou a recostar-se no sofá.
- O que está havendo Rin? – Indagou sério.
Rin respirou fundo e quando ia começar a falar o som do celular dele pôde ser ouvido.
- Kuso! – O médico praguejou, mas não pensou nem por um momento em não atender a chamada, sabia que poderia ser do hospital.
Sesshoumaru se levantou e foi até a mesa onde o aparelho estava depositado. Ele permaneceu lá durante todo o período de duração da chamada, só retornando uns dois minutos depois e encontrou Rin de pé o fitando.
O médico jogou o aparelho em cima do sofá e ainda olhando seriamente para a mulher disse:
- Pode falar agora. O que você tem pra me dizer? – O tom ríspido usado por ele surpreendeu a mulher, mas ela manteve-se firme.
- Você sabe que o jantar do qual participei ontem era com clientes, não é? Eles voaram até aqui alegando estarem preocupados com a minha recuperação, mas na verdade queriam se certificar de que eu estaria apta a fazer o meu trabalho e a cumprir com meu contrato.
Sesshoumaru permaneceu de pé atento ao que a mulher dizia, a expressão dele era impassível, mas ele estava ansioso pelo que viria. Onde Rin estava querendo chegar?
- Enfim, eles vieram até aqui para me lembrar, como se eu precisasse disso, de que eu tenho que voltar ao trabalho. Eu tenho que voltar para os EUA.
A notícia atingiu Sesshoumaru como um raio, ele sabia que isso iria acontecer cedo ou tarde, mas fazia um esforço diário para não pensar nisso e viver cada momento com ela, sem pensar no que viria amanhã. Era evidente que Rin iria embora em algum momento, a vida dela não era no Japão, era do outro lado do mundo e ele sabia disso.
- Meu vôo sai amanhã para Nova Iorque. – Ela disse chorosa e ele permaneceu calado por um tempo grande demais na opinião de Rin. – Diga alguma coisa Sesshoumaru.
- Dizer o que? Nós dois sabíamos que isso aconteceria cedo ou tarde. Teria acontecido antes se não fosse pelo acidente que você sofreu. – Ele disse calmamente.
- Eu sei. Não fosse por aquele acidente, eu teria ido embora e nós provavelmente não teríamos outra chance como a que tivemos. Eu não queria ter que ir agora, não quero me afastar de você.
- Você não tem escolha, tem que cumprir seus contratos. – A calma com que Sesshoumaru falava só fazia com que Rin se sentisse mais nervosa.
- E como é que vai ser? O que vai acontecer com a gente agora?
- Me diz você. – uma lágrima solitária escapou pelo olho castanho da mulher e escorreu pela face de porcelana. - É você quem está indo embora Rin, não eu.
Rin fazia um esforço tremendo para conter o choro e a dor que tentava subjugá-la. Ela levou uma das delicadas mãos a face, secando a lágrima traidora que entregava o quanto ela estava desesperada com a possibilidade de perdê-lo. Sesshoumaru sentiu-se mal por isso, seu maldito instinto defensivo o estava fazendo se comportar como um cretino novamente.
- Você tem que ir... – ele continuou, mas amenizou o discurso. – isso é inevitável. Eu vou ficar aqui, vou continuar com a minha vida, com meu trabalho. Eu não vou a lugar algum Rin, vou estar aqui quando você voltar, se você voltar.
As palavras dele fizeram com que Rin voltasse a encará-lo.
- Se eu voltar? Você ainda tem dúvidas quanto a isso? Eu amo você Sesshoumaru, você não entende? Eu amo você.
Sesshoumaru caminhou em direção a mulher e a abraçou fortemente ficando assim por um longo tempo confortando a ela e a si próprio.
- Eu vou esperar. – Ele sussurrou. – Vou esperar por você minha Rin.
A mulher buscou os lábios dele de forma quase desesperada, o gosto das lágrimas penetrando a boca de ambos, as mãos percorrendo o corpo um do outro buscando por calor.
- Prometa que não vai me esquecer. – ele pediu segurando o rosto dela fazendo-a encará-lo. - prometa que voltará para este Sesshoumaru.
Rin sorriu e o beijou mais uma vez.
- Eu vou voltar Sesshy, não importa o que aconteça. Eu nunca mais vou perder você.
continua...
Oh vida difícil essa da Rin, hein? rsrs
Isso é para quem pode não para quem quer.
Bom. Acho que algumas pessoas acertaram ao dizer que o que estava atormentando a Rin era a obrigação de ter que retomar sua carreira e ir embora do Japão. Será que esse relacionamento irá suportar o tempo e a distância? Sesshoumaru é extremamente ciumento e averso à vida de celebridade da mulher, mas será que o amor dele o fará passar por cima de tudo isso?
Vejamos nos próximos capítulos.
Espero reviews com sugestões, críticas e etc.
Beijos!
