CAPITULO X

Os dias viraram semanas, e as semanas, meses. O tempo passava tão rápido que Lily às vezes achava que o bebê nasceria antes que estivesse preparada.

Ainda desatava a chorar e sentia medo quando estava muito cansada, e partilhava sua angústia com James, que vinha com a lista das tarefas já cumpridas e a convencia de que estava tudo sob controle.

Enxugava as lágrimas em outro lenço de James, permitia que ele lhe aplacasse os medos e, então, voltava a sorrir.

Seus pais telefonaram da Grécia assim que leram a carta. Deram total apoio, expressaram excitação com a perspectiva de se tornarem avós e ofereceram-se para voltar para casa imediatamente, para estar com ela naqueles últimos meses de gravidez.

Lily assegurou-lhes que não era necessário. Sentia-se bem, gorda, mas bem, e estava cercada pela família Potter, todos sendo maravilhosos com ela.

Na carta, informara que não pretendia se casar com o pai do bebê. Durante a conversa telefônica, seus pais não perguntaram, nem Lily se prontificou a fornecer o nome do homem.

James e Jack pintaram o segundo quarto no apartamento de Lily no tom verde-claro que ela escolhera. O berçário recebeu móveis para bebê do estoque dos Potter.

O clã organizou também um chá de bebê, outra tradição dos Potter, e Lily arrumou as roupinhas minúsculas nas gavetas da cômoda, só para tirar tudo de novo e tocar em cada pecinha delicada mais uma vez.

James chamou Lily para ajudar na decoração do escritório que ele alugara para sede de sua nova empresa, a Potter Consultoria em Sistemas.

Ela o arrastou de loja em loja até encontrar os móveis perfeitos para a área de recepção, e também determinou que ele adotasse uma mesa imponente, adequada a um empresário empreendedor.

James viajou para o norte da Califórnia e lá permaneceu por uma semana em reuniões com distribuidores de equipamentos e sistemas do famoso Vale do Silício. Fechou acordo com uma empresa capaz de fornecer o equipamento de que precisaria.

Em Ventura ocupava-se entrevistando analistas para formar sua equipe de colaboradores. Lily analisou e comparou pacotes de seguros médicos de grupo antes de apresentar aquele que considerava o melhor para James e seus funcionários.

James e Lily compareceram a um jantar de Ação de Graças simples na casa de Jilian e Alvo. Foi um dia divertido, e o barulho, declarou Robertino Potter, atingiu níveis máximos.

A ampla casa ficou lotada de adultos e crianças. A televisão estava ligada nos jogos de futebol, e o público masculino, bem-alimentado, gritava e torcia. Crianças de todos os tamanhos, formas e temperamentos espalhavam-se pelos cômodos.

Exceto por Nelly Potter com seu olhar perspicaz, ninguém se comportou diferente em relação à Lily, nem reparou que ela e James chegaram juntos à comemoração. Afinal, ponderou Lily, já haviam comparecido a muitos eventos familiares juntos.

Os dias voavam. As noites, não.

Durante as horas silenciosas na escuridão, Lily flagrava-se relembrando o momento de amor maravilhoso que partilhara com James. Ora consumia-se de desejo, ora amargava o frio da solidão na cama.

À luz do dia, afastava a melancolia, atribuía a recaída aos hormônios da gravidez e ia trabalhar despreocupada na agência de turismo.

Marcara consulta com Jane para a primeira semana de dezembro. Após o exame, instalou-se na cadeira diante da mesa da médica e suspirou.

— Jane, faltam dois meses e temo explodir a qualquer instante. Estou imensa! Nem me lembro mais como era quando eu parecia estar escondendo uma bola de basquete. — Pousou as mãos na barriga. — Parece um dirigível que se perdeu a caminho do estádio.

Jane escreveu uma data em sua ficha. Então, fechou o prontuário, cruzou as mãos sobre ele e franziu o cenho.

— Sua pressão está alta novamente, Lílian. Tem certeza de que não está exagerando no sal na sua dieta?

— Juro que não — afirmou Lily, e ergueu a mão. — Tudo parece tão ruim e… eu não sabia como o sal acrescenta sabor à comida, até não usá-lo mais. Argh!

— Bem, os feriados estão chegando e isso significa todo tipo de tentação culinária — alertou a médica. — Concentre-se no "não". Nada de sal… nadinha. Isso significa nada de assados. Também não estou gostando do inchaço nas suas pernas e tornozelos. Você precisa diminuir o ritmo, parar de fazer tanta coisa, passar mais tempo relaxando com as pernas erguidas. Lily arregalou os olhos.

— Diminuir o ritmo? Agora? Ia começar minhas compras de Natal.

— É para isso que servem os catálogos, e pode também comprar na Internet. Liy, estou falando a sério. Na volta do trabalho, relaxe. Nada de beliscar comidas nem de compras no shopping. Está me ouvindo?

— Estou. — Lily alarmou-se. — Jane, você não está sorrindo, nem um pouco. Algo errado? Comigo? Com o bebê?

— Estou um pouco preocupada — revelou a médica, recostando-se na cadeira. — O bebê já começou a se virar e cair um pouco, mas é muito cedo ainda. Não quero que faça nada que provoque um trabalho de parto prematuro. Vamos realizar exames semanais a partir de agora. Você provavelmente completa a gestação em fevereiro, mas não vamos nos arriscar.

— Está me assustando, Jane.

— Lamento que tenha de ouvir isso. Se eu não gostar do que vir em algum momento, vou ordenar repouso absoluto. Não é necessário ainda, mas não se surpreenda se eu lhe disser para trabalhar apenas meio período. Prefiro ser cautelosa, Lily, a ter o bebê chegando antes da hora.

— Sim. Sim, claro, eu entendo.

— James não está mais viajando tanto… Ele é seu vizinho e pode ajudá-la. Certo?

— Ele anda se dedicando bastante à nova empresa — comentou Lily. — Trabalha na divulgação, entra em contato com clientes em potencial, entrevista candidatos para trabalhar com ele…

— Espere! — protestou Jane. — James Potter também vai ser pai e tem responsabilidades a assumir. Quer que eu converse com ele e explique que ele precisa fazer pequenas tarefas, como preparar o jantar?

— Não, vou contar a James exatamente o que me disse — prometeu Lily. — Ele quer e ama este bebê tanto quanto eu, Jane. Vai me dar apoio… a nós, eu sei que sim. Afinal, ele é meu… — Calou-se, a mão na barriga.

— Já sei. — Jane meneou a cabeça. — James é seu melhor amigo. — Fez uma pausa. — Sabia que as trigêmeas de Jilian e Alvo perguntaram por que não foram convidadas para o casamento de tia Lily e tio James?

— Que casamento? — indagou Lily, confusa. — Não houve nenhum casamento.

— As meninas estão convencidas de que houve e estão magoadas por não terem comparecido. Jéssica disse que tem certeza de que houve um casamento, porque tia Lily e tio James trocam sorrisos com os olhos brilhantes, como seus pais fazem. As meninas disseram isso após vê-los no dia de Ação de Graças.

— Ôh… — Lily alisou o vestido sobre a barriga. — Bem, as crianças não são mesmo uns amores? Claro, interpretaram mal o que viram, mas é compreensível. As trigêmeas só têm seis anos. O que elas sabem sobre o amor, sobre estar apaixonadas e… coisas assim?

— Mais exatamente — observou Jane, inclinando-se para a frente. — O que você sabe sobre o assunto?

— Bem, admito que não sou nenhuma especialista. Mas com certeza sei a diferença entre amar alguém como amigo e estar apaixonada pela pessoa que é a alma gêmea, a cara-metade… Sim, eu sei, sem dúvida. Esses dois tipos de amor nem estão no mesmo lugar, no mesmo plano, no mesmo… Você entendeu.

— Hum… Na hora do exame, comentou que estava preocupada com James, porque ele anda trabalhando demais na montagem da empresa.

— Isso é verdade — confirmou Lily. — Ele trabalha até tarde, não se alimenta direito e… está com olheiras e parece exausto. Está contente, entretanto, muito excitado com essa nova aventura, e isso vale muito, mas gostaria que ele se cuidasse mais.

— E tem certeza de que James vai se reorganizar quando lhe contar que pedi a você que diminua o ritmo?

— Sei que ele vai, porque ele adora este bebê — afirmou Lily, afagando o ventre.

— Lílian! — desabafou Jane, erguendo as mãos. — Já lhe ocorreu que James a ama, que está apaixonado por você e não apenas concentrado na criança que está carregando? E já lhe ocorreu que você também o ama e simplesmente não percebeu?

— Não, não é assim entre mim e James — garantiu Lily, tranqüila. — E não sou só eu que penso assim. James e eu já discutimos bastante o assunto. Ser amigos não é o bastante para suportar um casamento e não estamos apaixonados um pelo outro. — Deu de ombros.

— Bem, o voto da família Potter é outro. — Jane cruzou os braços. — E ninguém tem dúvida de que James é o pai do bebê. Oh, não se preocupe. Ninguém vai atormentá-la com isso, mas a família está convicta de que você e James estão apaixonados um pelo outro, mas são… bem, não há outra palavra… idiotas demais para enxergar um palmo diante do nariz.

— Ora, isso foi rude — avaliou Lily, indignada. — Chamar a mim e James de idiotas. Não foi mesmo gentil. Não estou surpresa, acho que todos tenham deduzido que James é o pai do bebê, embora não tenham comentado nada, mas vocês não entendem o conceito de amizade sem paixão, porque não conhecem esse espaço emocional que eu e James ocupamos.

— O grupo todo? — desdenhou Jane. — Uma família inteira que se importa com vocês está enganada?

— Isso mesmo — afirmou Lily. — Estão enganados. Certo. — Levantou-se. — Preciso ir. Vou almoçar com James para contar como foi a consulta e tenho certeza de que você tem outras pacientes. Até, Jane.

— Marque outra consulta para a semana que vem, Lily — instruiu a médica. — Cuidado com o sal, erga os pés o máximo de tempo possível, e…

— Sim, sim, já guardei tudo — jurou Lily, sorrindo. — Vamos, garotinho — mimou, acariciando a barriga. — Vamos almoçar com papai.

James sentou-se à pequena mesa circular no terraço do restaurante, à espera de Lily.

O dia de dezembro estava fresco, e seu primeiro impulso fora pedir uma mesa na área interna, mais aquecida. Mas então perguntara à anfitriã se havia espaço no terraço, ao sol, recordando que Lily sempre preferia o ar livre.

Satisfeito com a localização daquela mesa, pediu uma soda. Estava adiantado, sabia, mas aproveitaria o tempo extra para aplacar o mau humor.

Cutucou o gelo no copo com o canudo e viu o cubo submergir no líquido, voltando a aflorar. Repetiu o processo e franziu o cenho quando o cubo emergiu mais uma vez.

Cubo idiota, pensou. Continuaria se esforçando para emergir, vez após outra, embora estivesse derretendo, cada vez menor. Não desistiria. Então, finalmente deixaria de existir, simplesmente desapareceria como se nunca tivesse estado lá. Todo aquele esforço, todo aquele trabalho, para nada.

Puxou o canudo e o deixou na mesa. Também girou o pescoço, na esperança de relaxar os músculos.

Sentia-se como o cubo de gelo, percebeu, melancólico. Desgastava-se trabalhando muito em uma atividade física e mentalmente desgastante, empenhado em fazer sua empresa decolar. Esforçava-se para emergir, assim como o cubo de gelo.

Mas um nó constante no estômago indicava que havia algo errado, algo estranho nesse seu novo empreendimento, que não o deixava se entusiasmar, ao contrário, provocava-lhe ansiedade quanto aos desafios que viriam.

Suspirou, envolveu o copo com as mãos e fitou o cubo de gelo e o refrigerante.

Se derretesse e simplesmente desaparecesse, teria importância?

Bem, sim, com certeza. Pertencia a um clã imenso que o amava, seria pai de um garotinho em dois meses, tinha Lily, sua melhor amiga, parte integral de sua vida e vice-versa, contratara pessoas que agora contavam com ele para o sustento e o desenvolvimento da carreira.

Segurou o copo com mais força.

Mas não bastava.

Tudo parecia pouco diante das esperanças e sonhos que nutrira para sua vida.

Aí estava a origem de seu descontentamento, a causa do aperto no estômago que parecia se agravar a cada dia.

Buscava a aliança de ouro e faltava pouco para alcançá-la, pouco mesmo, mas simplesmente não podia pegá-la e tomar posse.

Maravilha, pensou, meneando a cabeça desgostoso. Passara de cubo de gelo a garoto em um desfile carnavalesco em busca do ouro.

Mas não era uma criança. Era um homem. Era James Potter, que desejava com todas as forças se apaixonar, ter uma companheira na vida, uma alma gêmea com quem partilhar os bons e maus tempos.

Queria um lar cheio de amor e alegria, cheio de crianças felizes brincando.

Queria uma esposa, que se aninharia junto dele na cama à noite após terem feito amor e dormiria sobre seu travesseiro, para despertarem unidos no alvorecer.

Queria isso tudo.

Mas não tinha.

Esvaziou o copo e pousou-o na mesa.

Tão perto, pensou ele. As peças estavam todas lá, espalhadas, mas, ao tentar montá-las, simplesmente não encaixavam. Quase, mas não o bastante. Não importava o quanto forçasse, simplesmente não era possível encaixá-las, porque havia uma leve diferença no corte.

Sim, ia ser pai, e a perspectiva era aterradora, excitante e maravilhosa. Mas não estaria no quarto ao lado, pronto para acudir se o bebê chorasse à noite.

Não, estaria no apartamento vizinho… sozinho… alheio às necessidades do filho.

Não moraria em uma casa grande e ensolarada. Estava condenado a passar a existência em um conjunto de cômodos, com uma parede sólida separando-o do filho e sua mamãe.

Lily. Sua melhor amiga, sua camarada, sua parceira, que empregara tempo e energia para ajudá-lo a colocar o novo escritório em ordem, tão animada com o empreendimento que seus olhos brilhavam sempre que lhe expunha os planos.

Lily. Amava-a. Mas, como ela mesma observara meses antes, não estava apaixonado por ela, nem ela estava apaixonada por ele.

Uma palavra tão simples, mas que fazia toda a diferença entre realidade e suas esperanças e sonhos para o futuro… perto, colado, mas não o bastante, era o cubo de gelo esforçando-se para emergir sem saber por quê.

Potter, pensou ele, contenha-se. Supere. Siga em frente. As cartas foram distribuídas, sabia o que tinha nas mãos e o que não tinha.

E, de algum modo, por sua causa, e também por Lily e pelo bebê, tinha de fazer a jogada certa, tinha de encontrar um modo de superar aquela situação complicada e encontrar a felicidade que o sustentaria durante os anos seguintes. De algum modo.

Ergueu o olhar e viu Lily no outro lado do terraço, à sua procura. Levantou-se e acenou, notando o sorriso em seu rosto ao acenar de volta e contornar as mesas para se juntar a ele.

Céus, como era linda! Era a mulher personificada, a essência da feminilidade. Lily girava o corpo, a barriga anunciando ao mundo que carregava um milagre lá dentro. Um bebê. O bebê dele. O garotinho deles.

A luz do sol no terraço derramava-se sobre ela como uma cascata dourada, refletindo-se nos cabelos ruivo natural e na pele rosada. Ela mantinha a mão delicada sobre o ventre, protetora. Usava um vestido verde com pregas sob o busto. Linda.

E estava tão contente em vê-la.

Apressou-se para encontrá-la, querendo, precisando diminuir a distância entre eles. Estava ciente de que, a cada passo, o aperto no estômago diminuía, o bem-estar arrancando-lhe um sorriso espontâneo.

— Oi! — saudou Lily. — Espero que não esteja esperando há muito. O trânsito estava horrível. Acho que a correria de Natal já começou.

James tomou-lhe o rosto.

— Lírio… — Pigarreou, presa de emoções estranhas. — Eu só quero lhe dizer que… que você é a mulher mais linda que já vi. Você é real, Lílian. Sei que acha que está gorda e desajeitada e… mas não está. Você é única.

— Obrigada, James — sussurrou ela. — Oh, sim, nem sei como agradecer, porque me sinto um balão, uma baleia, uma… estou bonita?

James beijou-a na testa.

— Você é bonita — afirmou. — Venha se sentar. Peguei uma mesa ao sol, mas, se sentir frio, avise e nos mudamos para dentro.

— Oh, não, está gostoso aqui fora. — Caminharam até a mesa. James ajudou-a com a cadeira e então instalou-se diante dela. — O sol está ótimo. Você me conhece tão bem, James. Sabia que eu preferiria almoçar fora, se possível, e esta mesa é perfeita. É como se o sol brilhasse para nós.

— É — concordou ele. — Mandei o sol brilhar.

— Oh, está bem — desdenhou ela, risonha.

— Quer um aperitivo de trivialidade, minha querida? — ofereceu James.

— Sim, sim, sim — respondeu ela. — Andamos tão ocupados que faz séculos que não partilhamos uma trivialidade. Mas primeiro quero dizer que está arrasador de terno e gravata, senhor. Que compromisso teve para se vestir como adulto?

James riu.

— Como adulto? Bom, consultei um gerente de banco para pleitear uma linha de crédito. Assim, poderei encomendar os computadores e softwares necessários.

— E?

James estalou os dedos.

— Fácil. Assinei os papéis e está praticamente tudo certo.

— Oh, James, isso é maravilhoso! — Lily apoiou o queixo nas mãos. — É tão excitante. Nesse ritmo, seu bebê Potter Consultoria em Sistemas nascerá antes do meu bebê.

James franziu o cenho.

— Ambos são nossos, Lírio. A nova empresa, Baby Potter… ambos são nossos. Sabe disso, não?

— Sim, está bem, James — concordou Lily. — Não queria preocupar você nem… Está se sentindo bem? Parece tão cansado. Acho que está se esforçando demais.

— Estou bem — assegurou ele. — Está preocupada comigo? Vamos nos concentrar em você e no pãozinho que leva aí.

— Você é tão importante quanto eu, James — declarou Lily. — É tão importante quanto o bebê. Estamos todos juntos nisso, como sabe.

Juntos, pensou James. Não, não o bastante. Perto, quase, mas não juntos.

— Bom, de volta à trivialidade. Senhora, sabia que o primeiro banheiro a aparecer na televisão foi no seriado Leave it to Beaver?

— Está brincando? — indagou a garçonete, aproximando-se da mesa. — Eu adorava aquele seriado quando era criança. Deixava minha mãe maluca, porque dizia que ela devia cozinhar de vestido e colar de pérolas, como a mãe de Beaver. Primeiro banheiro na televisão, é? Incrível. Então! O que vão querer? Opa. Nem estão com os cardápios. Volto já.

A mulher afastou-se apressada. Lily respirou fundo.

— Tenho de pedir algo totalmente sem sal — lembrou-se. — Jane está um pouco preocupada com minha pressão, com o inchaço nos pés e…

Interrompeu-se e tentou disfarçar a notícia:

— Oh, James, não posso nem fazer compras de Natal, porque Jane disse que tenho de ficar com os pés erguidos e fazer as compras por catálogo. Talvez, mais tarde, recomende que trabalhe só meio período, mas ainda não é certo e… quando chego em casa, não devo cozinhar, nem fazer limpeza, nem lavar roupa. Devo ficar sentada com os pés erguidos e… estava lidando bem com tudo isso até chegar aqui, mas agora estou desabando… Oh, céus, James, estou tão assustada com a possibilidade de algo acontecer ao nosso bebê!

Ele tomou as mãos de Lily e inclinou-se em sua direção.

— Ouça — pediu, com o coração disparado. — Vai ficar tudo bem. Vamos seguir as instruções de Jane, fazer exatamente como ela disse. Estou arrasado por ver você tão aflita, tão assustada, Lírio. Mas não está sozinha. Estou aqui com você e sempre estarei. Vamos superar tudo isso, você vai ver. Vamos superar… juntos.

— Eu sei. — Lily sorriu fraco. — Sim… juntos. Vai ficar tudo bem… desde que estejamos juntos.

Continua...


Oláá, garotas :DD

Espero que tenham aproveitado bem o NATAL de vocês, com muita calma e moderação rsrsrsrs Obrigada pelos desejos de FELIZ NATAL! Espero realmente que o NATAL de todas vocês tenham sido tão MARAVILHOSO como foi o meu, ao lado das pessoas que amo! 3

Estamos chegando na reta final de uma história muito fofa e linda e agradeço a todos que acompanharam.

A última atualização de MEU AMIGO, MEU AMOR será no Domingo 30.12.2012 / NÃO PERCAM!

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:

JhuHoran, Ninha Souma, Joana Patricia, Delly Black Fenix, Kait weasley e a amiga, Iasmin, Evellyn Rodrigues, Muuuuuuito obrigada por acompanhar a fic e sempre comentar, é muito bom saber o que estão achando de cada capítulo... Infelizmente tem sempre uma coisinha que agrada a uns e desagrada a outros, mas tudo beem, é a vida como ela é , isso acontece também comigo quando estou lendo rsrsrsrsrs Mas vamos combinar né? A Lily não seria a Lily se não fosse tão confusa com relação ao James! Eles são muito complicados e ao mesmo tempo são pra mim o casal maaais adorável, mais fofo, maaais tudo de bom! AMO eles e principalmente, AMO James Potter ;D Afinal, QUEREMOS TODAS JAMES POTTER!

É isso ai, não percam o último capítulo domingo!

Se cuidem, Beijinhos ;**

Aguardo retorno de vocês :D

MaryGheizon.