Título: O caçador e seu amor

Autor: Fabianadat

Co-autoria: Topaz Autumn Sprout

Betagem: Uma doida corrigindo a outra

Pares: Harry & Draco

Classificação: NC-17

Gênero: Romance/Drama/M-preg

Disclaimer: Os personagens e situações pertencem à JK Rowling, esta fic não infringe direitos autorais nem gera lucro.

****** A fic é SLASH/Lemon, ou seja, trata do relacionamento entre dois homens, e vai rolar pegação explícita. Se não é tua praia, NÃO LEIA!

11. NOSSOS MOMENTOS II

Ele acordou com o barulho da tempestade.

As persianas do quarto estavam abertas e as cortinas também, o moreno gostava da luz do luar banhando o quarto enquanto eles se amavam ou simplesmente dormiam.

Mas esta noite a natureza estava em revolta e a lua que antes brilhava iluminando pela janela tinha cedido lugar a uma tempestade furiosa.

De pé diante da janela envolto no fino robe de seda verde escuro, admirava os raios que ziguezagueavam do lado de fora recortando o céu e deixando entrever as negras nuvens de onde despencava a forte chuva.

Tão absorto estava em sua contemplação que não percebeu a figura de pé atrás dele, um raio mais forte iluminou os olhos verdes que faiscaram analisando o loiro.

O trovão ribombou fazendo o caixilho da janela estremecer levemente. Realmente a natureza estava de mau-humor aquela noite.

- Assustado com a tempestade?

A voz aveludada tão perto de sua orelha quase fez um gemido escapar de seus lábios. Como alguém podia ter uma voz tão sensual a ponto de despertar seu desejo somente por dizer algumas palavras? Isso não era certo, por Merlin que não era.

Sem pensar duas vezes inclinou o corpo para trás, e suas costas encontraram o peito descoberto do moreno, levando as mãos para trás descobriu que ele estava nu. O contato de seus dedos com aquela pele quente, arrepiou os cabelos de sua nuca.

A mão forte deslizou pela frente de seu robe, que com destreza foi aberto, revelando sua nudez. Quando os dedos bronzeados traçaram um desenho abstrato em seu ventre, o loiro mordeu o lábio tentando conter inutilmente o som de prazer que escapou.

Sua nuca foi mordiscada e a outra mão desceu por entre seus pêlos pubianos, e seu corpo num movimento involuntário esfregou-se de encontro ao membro do moreno atrás de si, sendo recompensado com um gemido que o fez eriçar-se ainda mais.

Fazer amor de madrugada de forma inesperada era uma das coisas que ele mais admirava em Harry.

Perdera a conta das vezes que acordou sendo mamando depravadamente ou até mesmo sendo possuído de forma lenta, até que ele despertava e descobria que não estava sonhando.

A mão mais perto de seu membro o agarrou puxando a pele sutilmente, deixando a glande rosada exposta, um movimento de vai-e-vem foi iniciado juntamente com um ataque ao seu pescoço sensível, a língua quente deixava um rastro úmido, seu pênis rapidamente se tornava ereto e ele podia sentir que o moreno também estava ficando excitado.

Suas mãos abandonaram a pele de Harry e foram espalmadas de encontro ao vidro frio da janela, os raios que riscavam o céu escuro lá fora iluminavam o acosse do loiro pelo moreno, um dedo correu pela glande exposta espalhando o lubrificante natural expelido, as estocadas da mão ainda eram lentas, lentas de mais para seu gosto. Estava sendo claramente "torturado".

Seu corpo queimava de excitação, seus músculos contraiam e relaxavam buscando extrair o máximo de prazer daquela situação. O pênis que o cutucava sobre o tecido do robe já demonstrava estar completamente teso, e ter essa certeza fez sua pupilas dilatarem ao saber o que viria a seguir. Sua testa se juntou as suas mãos no vidro. No pescoço podia sentir a respiração calma daquele que tão diligentemente o masturbava.

Com carinho teve o robe afastado dos ombros, o vidro no local onde suas mãos estavam coladas encontrava-se embaçado devido ao calor emanado, e quando o tecido frio escorregou por seus braços elas voltaram à mesma posição, ele estava entregue. Sua respiração criava um efeito esfumaçado na janela, mas mesmo assim podia ver a tempestade lá fora e os raios se refletiam em seus olhos cinza um tanto obscurecidos pela paixão.

A mão o bombeava com um pouco mais de força agora, mas mesmo assim não era o suficiente, ele queria mais, precisava de mais.

Escutou o moreno convocar o pequeno vidro de óleo que estava sobre o criado mudo ao lado da cama dos dois, e aspirou o doce aroma de baunilha e neroli quando a tampa foi aberta.

Suas pernas foram afastadas e sentiu quando um dedo desceu deslizando por entre suas nádegas até o tocar gentilmente no ânus, o dedo circulando gentilmente numa caricia que fez sua garganta arranhar a deixar escapar um gemido, suas pernas estremeceram de leve, as mãos se fecharam em punho e os olhos cerraram-se para a vista lá fora.

O maldito estava brincando sadicamente com ele.

Quando tentou se virar e acabar com aquela palhaçada foi prensado de encontro a janela e um dedo mergulhou por sua entrada até ele sentir o nós dos outros baterem de encontro à sua carne impedindo que fosse mais fundo, o movimento circular procurava relaxar o anel de músculos. Seu corpo todo reagia a caricia, sons desconexos escapavam de sua boca, sua pele de encontro ao vidro frio arrepiava-se, seu ventre tremia em pequenos espasmos e suas pernas ameaçam falhar.

Um segundo dedo se juntou ao primeiro e logo um terceiro, todo seu corpo pedia mais, sua mente gritava aos brados que ele implorasse por isso, sua garganta deixava sair sons de inconfundível prazer. Dois dedos o abandonaram e o remanescente procurou um ponto que fez Draco gritar e se contorcer mesmo prensado contra o vidro da janela. Seu membro latejava ansiando por ser tocado. Lá fora um raio riscou o céu e seu brilho foi tamanho que mesmo sob as pálpebras cerradas suas pupilas captaram a intensidade da luz criada pelo fenômeno da natureza.

- Quer mais? – Maldição, aquela voz ainda o mataria.

Negou-se a responder.

- Tem certeza que não quer?

Ficou em silencio, sentindo o dedo entrar e sair de dentro de si, mais sem tocar novamente sua próstata.

Uma das mãos grandes enredou-se por seus cabelos e puxou sua cabeça para trás, no vidro embaçado algumas gotas traçavam um caminho criado pela gravidade rumo ao piso.

O dedo foi retirado e o membro do moreno esfregou-se tentadoramente em suas nádegas até achar o caminho e encostar a cabeça cutucando provocativamente sua entrada que piscou ansiosa pela intrusão.

- Uma pena que você não esteja a fim.

Um beijo foi depositado em sua bochecha e o corpo atrás de si afastou-se alguns centímetros. Engolindo o orgulho ele respondeu:

- Eu quero mais... Eu quero tudo – agregou derrotado – por favor.

Uma risada baixa e profunda tão sua conhecida fez uma corrente de sensações o percorrerem de cima a baixo, e sem nenhum aviso foi penetrado até sentir os pêlos macios e negros que rodeavam o pênis que sua boca tanto ansiava em chupar tocarem suas nádegas com certa violência.

- É assim que você quer?

Uma estocada tão forte quanto a primeira se seguiu, a puxada em seus cabelos doía, mas nada comparado ao prazer de ser penetrado com certa violência, sua entrada pegava fogo devido ao ataque tão súbito, uma dor misturada com prazer percorreu suas terminações nervosas, e a cada estocada mais e mais violenta se sentia completo e preenchido.

- Mais, mais,... por favor,... mais...

Seu membro foi envolvido e bombeado com destreza, acompanhado o ritmo da penetração. Ele empinou mais o quadril para facilitar a força e a profundidade de cada estocada, suas mãos espalmadas no vidro da janela tinham os dedos levemente crispados.

Estava completamente dominado e adorando.

Como sempre sua próstata respondeu a tanto estimulo recebido, e miríades de sensações que o percorriam faziam seus olhos cegos aos relâmpagos e a chuva que caiam do lado de fora, mesmo com os olhos abertos. Seu rosto estava vermelho pelo calor abrasador que o percorria, os gemidos que moreno dava ao tomá-lo com tal brutalidade o enlouqueciam, mesmo sendo o passivo daquele ato também tinha domínio sobre seu leão.

Começou a arremeter ritmicamente contra o membro que o empalava, conseguindo com isso arrancar um urro de prazer de Harry, a pegada em seu cabelo se tornou mais forte, o barulho do entrechoque dos corpos, os gemidos e gritos dos dois reverberavam pelas paredes do quarto se juntando a sinfonia dos trovões que acompanhavam os raios do lado de fora.

Draco sentiu que ia gozar, seu ventre se contraia cada vez mais fortemente, seus olhos percebiam o negror do orgasmo se aproximando.

- Vou gozar... – era para sair num tom de voz controlado, mais o que se ouviu foram palavras gritadas no auge do prazer.

- Então vem, goza, goza pra mim...

Na espiral de prazer o loiro pensou: - Por todos os demônios do inferno! Ninguém devia ter uma voz tão sensual e erótica, era uma perdição, era a sua perdição pessoal.

Sua mente rodopiou num negrume interminável, seu corpo foi sacudido por tremores orgásticos, sua respiração vinha aos haustos... E em meio a este turbilhão ele sentiu sua entrada estrangular o pênis que ainda entrava e saia dele. Não demorou muito um grito ecoou pelo quarto quando o corpo do moreno seguiu os seus passos e se entregou prazer intenso do orgasmo. Draco sentiu ser preenchido pelo sêmen do seu amante e por fim escorrer por suas pernas.

Os dois estavam acabados, suas pernas falharam, mas um braço forte o segurou e puxou até estar aconchegado ao corpo suado atrás de si. Ficaram nesta posição até suas respirações se acalmarem. Do lado de fora, como que invejando a prazer sentido pelos dois, a tempestade havia dobrado de intensidade, despejando toda sua fúria sobre a mansão ancestral.

Saciado, Draco acompanhava o espetáculo de raios e trovões recostado em Harry que o abraçava, a cabeça loira aninhada no ombro confortavelmente, os dedos pálidos corriam os braços que o circulavam numa caricia suave.

O sono foi rondando seus pensamentos como um animal a espreita, a espera de uma oportunidade de um ataque perfeito. Quando foi levantado no colo e depositado na cama, não ofereceu resistência, a única coisa que fez foi se aconchegar o máximo possível a aquele corpo que tão bem se encaixava no seu e antes de se entregar completamente ao sono, um pensamento vagueou por sua mente: "adoro tempestades".

oooOOOooo

Estava tudo muito bem, estava tudo bom demais, Harry ficou admirado ao se dar conta que já estavam juntos há dezoito dias. Perfeitamente isolados dos bisbilhoteiros, numa quase lua-de-mel na luxuosa Mansão de Wilthshire.

Malfoy estava se revelando um amante ávido e cada vez que se amavam, ele demonstrava adorar suas atenções, sempre sedento para ser tomado. Mas Harry queria algo mais, queria ser tomado por Draco, e mentalmente arquitetava um plano para realizar seu desejo naquela noite.

Depois pensar bastante e acertar o curso de ação, ele deu um enorme sorriso e um beijo estalado no loiro que lia concentrado usando seu colo como travesseiro, completamente alheio às suas maquinações.

Depois do jantar, arranjou uma desculpa razoável para tomar banho sozinho e dirigiu-se ao quarto de hóspedes, onde ele teoricamente estava hospedado.

Repassando o que havia lido e tirando do bolso dois frasquinhos, foi para o banheiro da suíte. Ele sabia o que fazer, tinha quase certeza que Draco ficaria chocado e meio perdido com sua proposta, mas já havia tomado sua decisão.

Então durante o banho ele misturou algumas gotas de óleo de rosas com o gel de camomila (1) e se preparou para receber o amante, relaxando e alargando seu esfíncter com a ajuda da mistura deslizante e perfumada.

Ele sabia que os banhos do loiro duravam uma eternidade, assim teria tempo de criar o clima apropriado para fazer seu pedido.

Vestindo um pijama de seda verde que ressaltava a cor de seus olhos, ele foi para os aposentos do senhor da mansão, ansioso para colocar suas idéias em prática.

Ao entrar no enorme quarto viu claridade debaixo da porta do banheiro, arregaçou as mangas e sacando a varinha pôs-se a trabalhar:

Cerrou as cortinas das janelas, conjurou vários candelabros de prata que ostentavam belas velas verdes e prateadas que derramavam uma luz suave no ambiente e transfigurou as cores da decoração, tornando tudo em tons de verde e prata, incluindo as cortinas da cama de colunas e os lençóis.

Com um NOX ele apagou o lustre do quarto, que ficou suavemente iluminado pela luz dos candelabros, tornando o ambiente aconchegante e com uma atmosfera sedutora.

Deitando-se na cama ele colocou a varinha, os óculos e o frasco de óleo de rosas na mesa de cabeceira e tentou relaxar enquanto esperava.

Uns dez minutos depois a porta do banheiro se abriu e Draco estacou, correndo os olhos pelo aposento, surpreso com o mar verde e prata da nova decoração e pensava enquanto dirigia-se até a cama:

- O que Harry inventou desta vez?

O moreno adorava surpreende-lo, fosse com uma sobremesa especial, beijos roubados ou uma diferente posição na hora do amor, eram sempre bem-vindas.

Com um meio sorriso no rosto e cheio de curiosidade, ele ficou embasbacado com a visão que o aguardava.

Na cama que agora estava coberta por lençóis que mais pareciam prata líquida, e trajando um pijama de seda verde, Harry estava confortavelmente instalado, fitando as cortinas que recobriam o dossel.

Draco subiu na cama e engatinhou sobre as cobertas sedosas, sendo acolhido nos braços do moreno que beijou seu rosto e enredou os dedos nas madeixas loiras dando um suspiro deliciado.

Mas a curiosidade levou a melhor e antes de pensar ele já estava perguntando:

- O quê você está aprontando desta vez Potter?

O moreno deu um sorriso e chegou mais perto do outro falando baixo:

- Hoje você vai me tomar, eu quero pertencer a você.

O coração de Draco deu um salto no peito e seu pulso disparou. Fitando os olhos verdes que espelhavam calma e determinação e que estavam brilhantes de desejo, ele falou num tom que espelhava seu nervosismo e surpresa:

- Eu... Eu não posso fazer isto... Nem sei como...

- Sabe sim. Quantas vezes já nos amamos? Use seus instintos, eu te ajudo. E segundo os entendidos, quem já foi passivo é um ativo melhor, pois já conhece as necessidades do outro papel.

Os olhos de Draco estavam enormes e suas bochechas vermelhas com as coisas que o moreno falava.

Realmente ele sabia muito bem as necessidades e sensações de ser tomado, do que ele gostava, qual ângulo lhe dava mais prazer. Mas esta era a opinião e particularidades dele! Como ele poderia saber como seria para o outro? Ele saberia preparar o moreno sem causar desconforto? Penetrar sem machucar? E como seria estar dentro dele?

Por Circe! Ele iria ser o primeiro homem de Harry!

A respiração rápida e o olhar desnorteado expressavam ansiedade, o crescer do desejo e medo. Lendo a expressão facial do loiro com facilidade, Harry notou as emoções conflitantes e acarinhando o outro falava num tom de voz calmo:

- Você não vai me machucar! Vem pra mim, eu te quero tanto!

- Eu não sei Harry...

- Tudo bem Draco, então vem cá e me beija!

Bem, pensava o loiro, isto ele sabia fazer e muito bem. Harry ficava excitado só com os beijos dele, e batalhas de língua eram deliciosas.

Os beijos cresciam de intensidade, alimentando o fogo do desejo e deixando Draco mais desinibido, que começou a espalhar beijos pela mandíbula, descer pelo pescoço dando mordidas e chupões, fazendo Harry gemer e tremer.

O fato de estar causando aquele efeito no moreno fez o nível de confiança de Draco aumentar assim como sua ousadia.

As mãos pálidas acariciavam a pele quente e destramente abriram os botões da blusa do pijama que foi parar no chão, enquanto a boca se ocupava dos mamilos eriçados, provocando, abocanhando e sensibilizando.

Escorregando pelo tórax, a boca desceu beijando os músculos bem demarcados enquanto mãos ansiosas soltaram o laço da cintura da calça do pijama, puxando a peça para baixo, causando um pequeno sobressalto ao sentir a pele quente do sexo de Harry roçar em sua mão, pois ele não usava cuecas.

O moreno percebeu a reação, e o puxou para seu peito, o encorajando a continuar. Os mamilos de Harry já estavam sensíveis, só esperando pelo toque que os faria incendiar. Quando um deles foi abocanhado de forma firme, ele não conseguiu segurar o gemido forte que brotou de sua garganta, aquilo era prazeroso demais!

Draco passou os dedos finos pela lateral do corpo sob o seu e sentiu os leves tremores provocados.

- Deuses! Era tão bom saber que podia fazer Harry ficar daquele jeito! - Continuando a exploração, foi deixando um rastro úmido com a língua, mordiscando aqui e ali, não deu muita atenção ao umbigo, quando chegou ao baixo ventre sentiu o membro pulsando de encontro ao seu pescoço, se ajeitou melhor na cama e olhou pra cima: os olhos de esmeralda estavam fixos nele, aguardando com expectativa.

Draco beijou a faixa de pele logo acima dos pelos pubianos e as esmeraldas foram escondidas pelas pálpebras que se fecharam, mas o loiro falou:

- Eu quero que você olhe para mim. – E os olhos verdes lentamente se abriram, escurecidos pelo desejo.

Com os olhos travados nos de Harry, Draco conduziu o falo para sua boca, passou a ponta da língua pelo pequeno orifício da glande e sentiu o gosto de seu amante. Seus pensamentos giravam num turbilhão e ele se deliciava com o calor e o sabor do moreno.

Evocando um conhecimento que não sabia possuir, sugou aquela cabeça e começou a fazer um rítmico movimento de vai vem com a mão no pênis, escutou o grito rouco e viu a cabeça do moreno tombar pra trás, fechando novamente os olhos e agarrando com força o tecido das cobertas, arqueando as costas de tesão. Cada som desconexo que escutava o deixava eufórico, ele estava provocando aquilo, dando prazer. E a visão de Harry se contorcendo lhe dava uma enorme satisfação, lhe aquecia o coração, fazia emoções que ele nem conhecia virem à tona.

Resolveu ir fundo e engoliu o máximo que pode do falo, ele era grande, nunca tinha reparado nisto tão de perto como agora.

Sentiu mãos agarrando seu o cabelo, e entrelaçou os dedos nos do moreno, continuando o movimento de vai e vem só com a boca, o membro ficou ainda mais rígido, numa indicação de que ele iria gozar.

O corpo se contraiu e arqueou, espasmos percorreram Harry de cima a baixo, seu ventre deu uma ultima contraída e ele gritou, com Draco recebendo todo seu gozo na garganta e parecendo satisfeito com isto.

Os tremores foram diminuindo, e ele se viu encarando os olhos cinzentos, que foram momentaneamente escondidos pelos cílios claros quando o loiro abaixou a cabeça e deu uma última sugada na glande agora hiper-sensível, arrancando um gemido e um olhar de surpresa do moreno.

Draco soltou as mãos dele e deslizando pelas cobertas foi de encontro à boca de seu amante, dando a Harry uma prova de seu próprio sabor. O beijo que começou doce ficou sensual e as coisas foram esquentando rapidamente, as unhas de Draco traçavam teias no ventre de Harry, que agarrou o outro com ferocidade, e foi retribuído na mesma moeda, cortando a pele em volta do umbigo com as unhas bem tratadas.

Harry não se importou, àquela noite ele tinha um objetivo, e virando-se de bruços ele fitava o loiro num pedido mudo.

Notando que Draco ficou instantaneamente tenso, perdendo o ritmo e com um brilho de pânico nos olhos, o moreno virou-se novamente na cama e o tomou nos braços, falando num tom de voz muito calmo:

- Você não vai me machucar, eu me preparei durante o banho para te receber, mas iremos fazer isso de um modo diferente então. – O loiro ficou sem graça pelo fato de Harry ter visto medo em seus olhos, mas havia gratidão também, pois não seria forçado a fazer algo contra sua vontade.

Para retomar o clima de paixão, o moreno alcançou um dos mamilos rosados e o circulou com a língua, que foi descendo até o umbigo depositando castos beijos, a respiração do loiro estava ficando arquejante diante do que ele achava que ia acontecer e o moreno pensava:

- Ledo engano meu belo! Meu objetivo não mudou nem um milímetro.

E sendo um homem decido, com uma "séria" missão a cumprir depositou vários beijos na glande que sempre o encantou com sua coloração rosada, sentindo quando um líquido escorreu pelo orifício, passou a língua só para saborear, e fitou o outro que estava com os olhos anuviados de prazer, levemente confuso com a mudança de rumo dos acontecimentos.

Sem dar chance para eventuais indagações, ele virou rapidamente o loiro de bruços e convocou um óleo saborizado (2) da gaveta de Draco. Abrindo o frasco lambuzou o dedo indicador e deixou algumas gotas escorrerem por entre as nádegas brancas, e colocou Draco para posição que ele mais gostava, de quatro. O dedo entrou com facilidade, vencendo a leve resistência de maneira rápida, a respiração acelerou e ele automaticamente abriu mais as pernas.

Harry estava sendo deliberadamente perverso, deixando o loiro acreditar que seria tomado, quando o objetivo era exatamente o oposto.

Logo ele já rebolava com entusiasmo no dedo que o estava penetrando, foi inserido um segundo dedo e o moreno mordiscava a carne branca e firme, passando a língua na fenda entre as nádegas e sentindo o sabor de hortelã do óleo que facilitava a audaciosa carícia. Com os dedos se movimentando numa cadência constante, Harry passou a língua próxima de seu ponto fraco, ele gritou, o moreno sorriu, e retirando os dedos o penetrou com a língua.

Draco gritou mais alto ainda de prazer e surpresa, era a primeira vez que seu moreno fazia isto, e era uma sensação enlouquecedora, enviando tremores e faíscas de prazer por todo seu corpo, numa intensidade e velocidade absurdas, fazendo sua entrada piscar loucamente, implorando para ser possuída. Estava sendo literalmente "comido" e implorando por mais. Entre aquelas paredes não havia orgulho nem superioridade, só desejo e prazer.

Aproveitando o estado de entrega absoluta de seu amante, o moreno o virou fazendo com que ficasse apoiado nos travesseiros e alcançando o frasco de óleo na mesa de cabeceira, verteu uma generosa quantidade sobre o pênis de Draco que estava duro como rocha e colocando uma perna de cada lado dos quadris do loiro, Harry foi se abaixando, usando uma das mãos como apoio no peito de Draco e a outra guiando o membro untado para sua entrada.

Draco seguia os movimentos do outro num torpor sensual, incerto do que iria acontecer. Mas quando Harry agarrou seu pênis e foi descendo o corpo, a realidade se infiltrou em seu cérebro.

Harry não perdeu tempo, ele queria que acontecesse e não deu chance para o loiro mudar de posição. Fechou os olhos e travou os lábios, concentrando-se em relaxar e não gemer de dor enquanto se empalava até o fundo.

Ele sentiu com se estivesse sendo rasgado por um ferro em brasa, mas não queria que a primeira experiência de Draco como ativo o fizesse sentir culpado de causar dor ao parceiro.

Lentamente a dor e a sensação de ardência foram cedendo e dando lugar a outras sensações, como o pulsar do membro reverberando dentro de seu corpo, as pequenas contrações e os contornos dele. Mais confortável, ele começou a subir e descer naquele mastro, bem devagar.

Escutando o gemido estrangulado de Draco , abriu os olhos e o encarou diretamente, a expressão de surpresa ainda estava estampada em seu rosto, mas o desejo estava minando sua resistência fazendo os olhos prateados escurecerem de paixão.

Harry era quente, muito apertado, e estar dentro dele despertava seu lado possessivo e uma pontinha de orgulho. Ele, Draco Malfoy estava possuindo Harry, seu moreno lindo e poderoso, que estava literalmente em suas mãos.

A onda de luxúria os varreu num crescendo, e logo eles entraram em sintonia, Draco o estava ajudando nos movimentos de subir e descer, os dois gemendo e sussurrando, sem perceber Harry chamava pelo loiro, pedindo mais, com mais força.

O moreno era mais pesado, mas a paixão dava forças a Draco que empinava o quadril entrando mais fundo, levantado o corpo da cama, imprimindo um passo rápido e desesperado naquela dança, deixando Harry no limite, que tomou uma das mãos do loiro e a fechou em torno de sua ereção.

Entendendo a deixa, ele começou a masturbar o moreno cuja cabeça pendeu para trás e os olhos se fecharam, desfrutando da carícia daquela mão de dedos ágeis que o estava levando ao limiar do orgasmo.

As estocadas de Draco roçando sua próstata mais os movimentos da mão dele em seu sexo eram um estímulo irresistível, fazendo todo seu corpo se retesar, um rugido de prazer brotar de sua garganta e expelir seu jato leitoso pelo ventre do loiro, que ancorou as mãos nos quadris de Harry com uma pegada forte e se arqueando de forma quase impossível na cama, preencheu o corpo do moreno com sua semente.

Um tanto sem fôlego e sorrindo de forma sensual, Draco passou os dedos por sua barriga e os levou a boca, lambendo com gosto, como se estivesse provando uma fina iguaria, fitando os olhos verdes que o encaravam em êxtase.

Com um último gemido, o moreno esgotado escorregou para o lado e abraçou Draco, ambos estavam trêmulos, cansados, mas satisfeitos. Quando conseguiu falar novamente, Harry foi direto:

- Não foi tão difícil assim, não é? E eu disse que você não iria me machucar.

- Potter você é realmente doido!

- Depois de tudo que fizemos juntos, exijo ser chamado pelo primeiro nome!

Sem conseguir ficar sério, Draco sorriu para o moreno impossível e falou:

- Certo Harry, você é doido.

- Talvez... - Disse o moreno sorrindo, que num gesto preguiçoso limpou a barriga de Draco com o lençol e enredou-se nas pernas do loiro suspirando satisfeito.

Naquele momento, a cama que estava levitando a alguns centímetros do chão voltou à posição original, mas nenhum dos dois notou o fato.

Harry morto de sono resmungou mentalmente sobre a claridade do quarto:

- Mas que raio de velas fortes! Parece até dia claro! Quero que fique escuro.

O feitiço foi mental, sem palavras nem voleio de varinha, mas a claridade do quarto que nada tinha haver com as velas se extinguiu instantaneamente, assim como as velas que também se apagaram e o quarto ficou numa acolhedora escuridão, perfeita para o sono.

Aconchegado no corpo de Draco, Harry dormiu com um sorriso feliz nos lábios.

OooOOooO

Nerdices da Topaz:

(1) Óleo de Rosa Damascena (já diluído no carreador): cicatrizante e regenerador da pele, anti-oxidante e afrodisíaco.

Gel de camomila: antiinflamatório, anti-bacteriano, sedativo e cicatrizante, e o gel em si é lubrificante.

(2) Óleo para massagem comestível encontrado em diversos sabores.

Normalmente comprado para "aquilo" mesmo. Fala sério gente! Se fosse óleo de hortelã verdadeiro iria arder um bocado! Pensa em creme dental, já pensou? Pois é!