Estava em casa, fazendo os meus trabalhos de casa de Biologia, quando ouvi o telefone a tocar. Ouvi a voz de Helen atendendo.
"Hum... quem é?" ela perguntou.
Provavelmente depois de a pessoa no outro lado da linha telefônica responderem, ela disse "Sim... eu já a chamo, espere um bocado" Ouvi os seus passos a subir as escadas e se aproximando do meu quarto, bateu na porta e entrou "Temperance, está um rapaz chamado Booth ao telefone para você" O meu coração bateu fortemente, dei o meu número de casa a Booth para quando ele precisasse de me ligar, se fosse uma emergência, por isso comecei a preocupar-me.
Agradeci a Helen e desci rapidamente, correndo até ao telefone.
"Sim, Booth?" eu respondi, quase gritando de preocupação.
"Bones! Acha que não fez mal eu ligar para aqui? É que não conseguia esperar por amanhã para lhe contar" Não conseguia perceber se ele estava feliz ou triste.
"Me diga logo o que se está a passar?"
"Então foi assim" Parecia que ele se estava sentando do outro lado da linha, como se me fosse contar uma história enorme, conseguia-o imaginar a fazer isso "Eu estava na escola, tinha uma aula extra de matemática, e a diretora da escola estava procurando você, e me perguntou a mim se eu sabia se você estava na escola e eu disse que estava em casa, mas que ela podia me dar o recado a mim que eu contava para você e depois de pedir muito ela me levou para o escritório dela e me contou. Lembra-se quando me contou que os pais de Martin eram muito severos com ele, e que lhe... lhe batiam?" consegui perceber a dificuldade dele a falar neste assunto, de certeza que lhe fazia lembrar a dia infância e a agressividade de seu pai, mas continuou logo a falar "Bem, a diretora me disse que ele se mudou. Que a semana passada os vizinhos dele ouviram os gritos vindos da casa e decidiram chamar a polícia, que chegaram ligo de seguida, entrando a meio de uma cena em que Martin estava a ser vítima de agressão. Levaram logo Martin para a segurança social. E há três dias atrás, uma senhora reformada de 54 anos quis tê-lo como sei foster child; Estudaram o passado da senhora e ela vive com o seu marido que trabalha em casa. Logo não hesitaram em manda-lo para lá! Por isso é que não o temos visto na escola durante esta semana! Ainda bem que ele está bem e num lugar melhor agora não acha Bones?" Eu conseguia perceber que ele estava sorrindo. E depois de assimilar tudo na minha cabeça e de analisar todos os factos sorri também. Era tudo tão inesperado, Martin era meu amigo. Era tão pequeno e inocente mas ao mesmo tempo tão mas tão maduro.
"ISSO É ÓPTIMO!" Eu dei um salto de entusiasmo! Estava tão contente por Martin! Depois lembrei-me de algo "Booth?"
"Sim?" ele perguntou, e eu quase que apostava que ele sabia o que eu iria falar agora.
"Onde ele está agora, está na mesma aqui em Washington?"
"Bones... Me desculpa... Ele está em erm... São Francisco" São Francisco? Isso era do outro lado do país! Será possível eu poder vê-lo de novo?
Eu tentei dizer algo, mas não consegui, eu estava realmente muito contente por Martin finalmente ter o que merecia, uma vida feliz com pessoas que realmente se importavam com o seu bem-estar, mas, ao mesmo tempo sentia-me triste por não poder vê-lo todos os dias, por não poder vê-lo nunca mais, não podia ir até São Francisco! E Helen e John nunca me levariam lá se eu lhes pedisse, nem Pandora deixaria isso acontecer.
"Bones, você está bem?" Ouvi Booth perguntar, uns minutos após o silêncio.
"Sim, sim estou bem. O mais importante é que ele está em boas mãos."
"Não parece assim muito convincente, mas eu vou acreditar" Ouvi-o suspirar. "Vem ter a minha casa na segunda para irmos para a escola?"
"Sim, claro"
"Ok, boa noite Bones, me liga se precisar de alguma coisa"
"Ok. Boa noite Booth... E obrigada"
Quase que imaginava ele sorrindo, e isso me fez sorrir também. Passado uns minutos sem ninguém desligar, eu resolvi terminar a chamada, ele estava gastando dinheiro em me ligar.
Subi para o meu quarto e fechei a porta. Sentei-me na minha cama e tirei da minha mochila um caderno e comecei a escrever. Comecei a escrever muito depois de meus pais me abandonarem... Fazia-me sentir melhor, como que tirar um pequeno peso dos meus ombros. Não era um diário, mas escrevia os meus pensamentos e escrevia coisas que nem conseguia admitir a mim mesma, então admitia aquele pedaço de papel.
'Booth. Ele me faz sentir bem por mais irracional que isso possa parecer. Há provas de que temos 206 ossos no corpo, há provas de que só numa mão temos 27 ossos, mas não há provas científicas que provem que o meu sentimento de bem-estar em relação ao Booth sejam racionais, porque não são, pois mão há provas' Isto foi o que escrevi hoje.
Metade do caderno estava escrito, mas eu recusava-me a admitir de que eu era uma pessoa com muitos sentimentos pois não queria mostrar-me ser uma rapariga sensível.
Quando estava a folhear o meu caderno a porta abriu-se de rompante.
Pandora.
"O que você quer agora?" Eu perguntei, revirando os olhos.
"Você e Booth são namorados agora?" Ela perguntou, cruzando os braços e lançando-me um olhar reprovador.
"Não, embora isso não tem nada a ver com você, não tem nada a ver com a minha vida!"
"Orquestra você está a fazer. Trabalhos de casa a um Domingo à noite?" Ela riu-se e aproximou-se de mim tirando-me o caderno das mãos, eu levantei-me zangada e fui atrás dela.
"Óh meu deus isto ė o seu diário Temperance?" As gargalhadas dela ecoavam na minha cabeça fazendo-me quase perder o controlo; eu tirei-lhe o caderno das mãos e meti-o na minha mochila.
Ela saiu do meu quarto antes que eu pudesse dizer alguma coisa. Eu fechei a porta e pus a mochila de baixo da minha cama para que ela não pegasse no caderno de novo. De seguida enfiei-me na cama e tentei adormecer e pensar que amanhã ia estar tudo bem pois ia ter com Booth antes de ir para a escola.
No dia seguinte acordei com o meu despertador. 7:00h. Lavei a cara e os dentes e peguei na minha mochila que ainda e estava de baixo da cama. Abri-a só para me certificar de que o caderno ainda estava lá. Quando não vi o caderno lá uma onda de raiva e ansiedade me inundou o corpo.
Desci as escadas chateada e procurei por Pandora na cozinha, mas estava lá apenas Helen.
"Desculpe, viu a Pandora." Perguntei-lhe, tentando guardar para mim a raiva que me consumia no momento.
"Saiu cedo, já deve estar na escola há pelo menos 20 minutos."
Não lhe respondi apenas saí quase correndo da cozinha e corri pela porta fora, em direção à escola. A casa de Booth ficava a meio do caminho e ele estava à porta quando me viu passar.
"Hey, Bones, que se passa? Espere por mim! Porque está tão zangada? Hey!" Não consegui parar de correr, e senti que ele vinha correndo atrás de mim, e passados nem 2 minutos ele já se encontrava ao meu lado, e parou à minha frente, agarrando nos meus ombros. "Bones, que se está passando?"
"Booth me deixe ir rápido para a escola. Pandora tem uma coisa que é minha e não sei o que ela vai fazer com ela." Eu falei depressa, respirando rápido e pesadamente, por causa da corrida.
"O que a Pandora tem que ė seu?" Eu não lhe queria dizer, mas sempre que escondia algo para Booth ele acabava por saber, sempre, então aprendi a dizer-lhe logo o que se passava, sem lutar contra mim própria para não o fazer.
"Um caderno" eu disse por fim.
"Um caderno?" Ele levantou um sobrancelha, confuso. "E o que tinha esse caderno?"
"Coisas que eu sinto... Desde que aconteceu aquilo com os meus pais" disse-o tão baixo que tinha quase a certeza que ele não ouviu. Mas ele pôs um braço em volta de meus ombros, fazendo todos os meus órgãos contrair e a minha pele estremecer.
"Bones, vai ficar tudo bem... Vamos ver o que ela vai fazer com isso. Mas tem que ter calma" tudo soava melhor quando Booth o dizia, mas quando era algo que Pandora fazia de certeza que não era bom, era mau, muito mau.
Andamos mais uns 5 minutos até chegarmos a escola, e quando entramos, toda a gente parou. O silêncio predominava. Os olhos todos postos em mim. E quando eu olhei à minha volta, as paredes estavam cheias de papéis; papéis colados nos cacifos, nas paredes e nas janelas. Aproximei-me devagar de uma das paredes para ler o que eu já sabia. Uma das folhas do meu caderno estava colada mesmo em cima do meu cacifo, e por baixo estava escrito a marcador 'VIRGEM IDIOTA'.
Senti um nó na minha garganta, como que se quisesse gritar mas não conseguia pois sentia que todas aquelas pessoas tinham as mãos em volta do meu pescoço. Por uns momentos o meu corpo parou, os meus joelhos enfraqueceram e sentia que se fizesse algum movimento que iria cair.
Uns segundos depois, que pareceram horas, eu comecei a correr; corro pelo meio de todas as pessoas, passando por Booth, dando-lhe um olhar rápido; corri porta fora da escola, corri até não conseguir mais.
Quando parei apercebi-me de lágrimas escorriam pela minha cara abaixo e acumulavam-se debaixo do meu queixo. Apercebi-me também, quando a minha respiração acalmou, de que estava no sítio onde conheci Booth. Não sei porque o meu corpo decidiu correr nesta direção, o meu cérebro não conseguia responder a estas perguntas. E sentia-me fraca, sentia-me fraca por não ter coragem de enfrentar todas aquelas pessoas e apenas fugir, sentia-me fraca pelas lágrimas que escorriam pelas minhas bochechas abaixo e sentia-me fraca por estar exatamente no mesmo sítio que estive quando vi Booth pela primeira vez; no meio da estrada à espera que viesse algum condutor distraído. Mas não, a estrada estava deserta, a rua estava deserta, não estava ninguém.
Comecei a ouvir passos, alguém a correr, e uma respiração ofegante. Olhei para trás. A direção do som.
Booth.
Ele era demasiado bom comigo e eu não merecia tanto.
"Bones, o que estava fazer aqui? No meio da estrada, outra vez?" Ele pegou em mim por baixo dos braços me levantando.
"Como sabia que eu estava aqui?" Eu perguntei, foi a única coisa que me saiu da boca.
"Não sabia. Apenas vim para aqui, na esperança de te encontrar"
Ele olhava para os meus olhos profundamente. Apenas me apercebi agora, agora que olhava para o reflexo dos meus olhos no dele, de que ainda estava a chorar, então parei de imediato, limpado as lágrimas com a manga da camisola.
Sentamos-nos os dois num banco no passeio da estrada. E estivemos pelo menos 10 minutos em silêncio, apenas olhando para o horizonte.
"Vamos a São Francisco" Booth afirmou quebrando o confortável silêncio.
"O quê?" Eu perguntei, confusa.
"Sim, vamos hoje a São Francisco, visitar o Martin, quer você queira quer não queira" Ele levantou-se num salto e me estendeu a mão dele. Eu queria dizer que me conseguia levantar sozinha e que não precisava da ajuda dele, mas em vez disso deixei de lutar contra o meu cérebro e aceitei a mão dele, levantando-me.
"Mas como quer ir a São Francisco? É muito longe, e nenhum de nós tem carro!"
"Não me importo que seja longe. E vamos de comboio, no mais rápido que houver" ele parecia tão entusiasmado com o assunto.
"Eu não tenho dinheiro Booth. E não vou aceitar o seu."
"Bones, você se lembra quando eu salvar sua vida, mesmo aqui?"
"Sim"
"Está na altura de você me pagar esse favor, visto que eu salvei sua vida, você me deve uma. E esta é a minha altura. E eu só lhe peço que me deixe levar você a São Francisco"
"Ok" eu disse depois uns minutos. Não poderia negar nada àqueles olhinhos, olhinhos de cachorrinho abandonado. Lindos.
"Vamos só a minha casa pegar algum dinheiro e avisar o meu avô, acho que ele não se vai importar. E depois passamos por sua casa para deixar um bilhete a Helen e John" Ele estava tão determinado e o brilho nos seus olhos fazia os meus brilhar de certeza.
Eu apenas afirmei com a cabeça e segui ao lado dele.
Quando chegamos a casa dele, ele me pediu para ficar à espera na entrada da casa enquanto ele ia falar com o avô dele.
BOOTH's POV (POV- Point of View)
Entrei em casa e pedi a Bones para esperar na entrada enquanto ia falar com Pops, o meu avô.
"Booth, é você? Não devia de estar na escola?" Ouvi Pops dizer na sala.
"Sim... Tenho que lhe pedir uma coisa..." Disse, me aproximando dele devagar e me sentando a seu lado no sofá em frente à TV.
"Diga menino"
"Você lembra de eu falar sobre a Bones?"
"Claro que me lembro! Você fala sobre ela a todo o tempo" Senti-me a ficar menos confortável com o que ele disse.
"Não falo sempre..." cocei o cabelo na minha nuca "Continuando... hoje os meninos que a tratam mal fizeram uma coisa terrível que ultrapassou todos os limites" contei-lhe tudo, todos os pormenores, sem deixar nada de fora, e contei para ele também o que aconteceu quando lhe salvei a vida quando a conheci. E por fim falei-lhe sobre Martin e sobre a viagem a São Francisco.
"Seeley... Não sei, você tem escola esta semana e não consegue ir lá e vir num dia.." Ele olhou para baixo e de seguida na minha direção.
"Pops... está é a última semana de aulas e praticamente que é semana livre não vai fazer mal se eu faltar um dia ou dois, por favor!"
"Bem... se quer mesmo fazer isso por essa garota a Bones, acho que o posso autorizar, mas primeiro quero conhecer a menina." Abri de repente os olhos e o abracei com força.
"OBRIGADO POPS VOCÊ É O MAIOR E VOU JÁ CHAMAE A BONES VOCÊ VAI ADORA-LA" apercebi-me de que estava a gritar agora e parecia um miúdo de 8 anos que acabou de convencer o pai a comprar-lhe o brinquedo que viu na loja.
Levantei-me do sofá e fui chamar Bones à entrada.
"Bones, o Pops quer conhecê-la"
"Pops?"
"Sim, é o meu avô"
Ela sorriu e eu sorri-lhe de volta e ela seguiu-me até à sala.
"Pops, está é a Bones"
"Não é Bones... O meu nome é Temperance, Brennan" Ela sorriu e estendeu-lhe a mão.
"Ora essa me dê um abraço" O Pops levantou-se e abraçou Bones logo de seguida. "Bem vou dar a Booth o suficiente para a viagem e por favor me liguem pelo menos de 3 em 3 horas."
"Com certeza Posp" Peguei no dinheiro que Pops me deu dando-lhe um sorriso a agradecer e ele abanou a cabeça compreensivo. Corri para o andar de cima para ir buscar uma mala pequena com alguma roupa e higiene e passados 5 minutos desci logo, não querendo fazer Bones esperar.
Depois de termos passado em casa de Bones e ela ter pegado nas coisas que precisava e deixado um bilhete para Helen e John, fomos para a estação dos comboios, e estávamos esperando o comboio para São Francisco, o mais rápido que encontramos, mas a viagem ainda assim demorava 5h horas.
"Booth?" Bones perguntou quebrando o silêncio. "Você sabe onde Martin mora por acaso?"
"Não, mas liguei para a diretora da escola a explicar-lhe a situação e ela disse que me iria mandar uma mensagem com a morada"
"Você pensa sempre em tudo já reparou? Qualquer dia ainda vai pertencer ao FBI ou à CIA" Ela riu-se e o seu riso fez o meu sorriso florir em meu rosto.
Uns minutos depois o nosso comboio chegou e nos entramos, pousado as malas ao nosso lado e tentado encontrar os assentos mais confortáveis para a nossa longa viagem.
"Bones" eu chamei-a baixinho, pensando que ela estava dormindo.
"Sim?" ela respondeu virando-se para mim, a sua cara a 5 centímetros da minha.
"Como você está?"
"Eu estou bem porquê?"
"Depois do que se passou hoje de manhã..." eu disse, cuidadosamente, não tendo a certeza se relembrar-lhe do que aconteceu fosse a melhor ideia.
"Foi muito mau..." Ela falava baixinho e eu sabia que para ela era muito difícil expressar os seus sentimentos "Eu senti-me humilhada, aquele caderno tinha as coisas que eu não conseguia expressar a ninguém. Sobre meus pais, sobre as pessoas que me odeiam, sobre o tempo que passei antes de vir para a casa de Helen e John... sobre você" A última coisa que ela disse foi tão baixo que tive que me aproximar mais para perceber o que ela disse e depois de refletir sorri para mim.
Sentia o ar dela a respirar nos meus lábios.
"Não se preocupe com eles, eu próprio certifico-me que nunca nada como isso irá acontecer outra vez."
"Obrigada Booth" ela virou-se de novo, afastando a sua cara, e eu baixei a cabeça.
Acabei por adormecer também a seu lado.
Fomos acordados por uma empregada do comboio, avisando-nos que faltavam 5 minutos para chegarmos.
Quando o comboio parou e nos saímos perguntei a um homem se sabia qual era o hotel que ficava mais perto da morada de Martin.
Seguimos as instruções dele e fomos ter a um pequeno hotel nos subúrbios de São Francisco.
Eu e Bones ficamos no mesmo quarto, mas não tenho a certeza de como ela iria reagir a isso.
"Bones, ficamos no quarto 447, vamos?"
"Os dois?" ela perguntou apontando para ela e depositara mim.
"Sim, mas não se preocupe que certifiquei-me de que tem duas camas diferentes"
"Oh, não tem mal Booth" Ela sorriu e me seguiu até ao quarto.
Depois de pousarmos as coisas decidimos ir a casa de Martin.
BONES's POV
Estávamos em frente a casa do Martin, e era suposto eu bater na porta, mas hesitei.
"Bones você está bem?" Booth perguntou, sempre muito preocupado.
"Sim" eu respondi, sorrindo-lhe.
Decidi bater e passado uns segundos uma senhora de cabelo branco e uns óculos em forma de meia lua abriu a porta, sorrindo-me.
"Em que posso ajudar meninos?"
Eu não consegui falar então Booth aproximou-se.
"Nós somos amigos do Martin, e recebemos informações de que ele estava a morar aqui agora." Booth respondeu.
"Ah... Martin! Tens visitas!"
"quem é?" ouvi a voz do pequeno Martin e não pude evitar o sorriso.
"Como se chamam?" perguntou a senhora.
"Booth e Bones" Eu disse sorrindo.
"Eu sou a Mary Jane" ela estendeu-nos a mão para nos cumprimentar. "Booth e Bones! Conheces Martin?"
Ouviu-se uma corrida e gritinhos de alegria, era Martin.
"BOOTH! BONES! COMO VIERAM PARA AQUI! OH MEU DEUS!" Martin correu até nós e abraçou-nos aos dois, fazendo a Mary Jane rir.
Explicamos tudo a Marin e ele nos contou como gostava de viver aqui mas que tinha também saudades nossas. Mas que viver aqui o fazia feliz.
As horas foram passando e começou a ficar tarde por isso eu e Booth decidimos ir andando para o hotel.
"Temos que ir Martin mas vamos ver se conseguimos passar aqui antes de irmos embora amanhã" Eu disse lhe dando um ultimo abraço e Booth fez o mesmo.
"Obrigada, vocês são os maiores" Marin agradeceu, acompanhando-nos até a porta, e fechando-a atrás de nós.
"Fico tão feliz por a ver assim feliz Bones" Booth comentou quando estávamos a andar de volta para o hotel.
"Oh Booth... Obrigada, por tudo o que fez por mim, não sei como poderei agradecer-lhe. Espero poder fazê-lo algum dia" Eu disse, com toda a sinceridade.
Chegamos ao hotel e subimos para o nosso quarto. As nossas camas eram separadas por uma porta. Era como se fosse um pequeno apartamento.
"Bem, vou dormir Booth. Temos uma viagem muito longa amanhã e você devia de fazer o mesmo" Disse, abrindo a porta que dava para a minha cama, olhando para ele.
Ele aproximou-se mas não disse nada.
Eu aproximei-me mais, sabendo o que iria acontecer.
As nossas caras estavam a 2 centímetros de distancia. Eu conseguia sentir o seu respirar contra os meus lábios. E os meus olhos estavam fixos nos dele. Os meus olhos azuis refletiam nos seus olhos castanhos escuros, intensos. O meu olhar desviou-se dos seus olhos para a sua boca. E como que se fosse um sinal, ele aproximou-se e anulou a distância que havia entre as nossas bocas. Fechando os seus lábios contra os meus. Os seus lábios macios e tão saborosos. Quase que como uma relação telepática, abrimos os dois a boca, dando entrada para as nossas línguas explorarem as bocas um do outro; travando uma batalha que nenhum de nos poderia ganhar; As minhas mães subiram até ao seu pescoço e as dele desceram até à minha cintura movimentando-se de cima para baixo das minhas costas, e eu brincando com o seu cabelo.
Quando precisamos de nos afastar para recuperar o ar, encontramos a cabeça um no outro, eu depois abri os olhos e deparei-me com os seus olhos fechados.
Sem abrir os olhos ele abraçou-me, e eu abracei-onde volta, enterrando a minha cabeça no sei ombro e apertando-o com força. Ter os braços dele fortes em volta de mim fazia-me sentir a pessoa mais segura do mundo.
Não conseguia pensar racionalmente neste momento, nem queria.
Não sei como fomos parar à cama dele, e com as mesmas roupas que usamos naquele dia, deitamos-nos. Ele abraçou-me por trás e eu tinha a cabeça encostada em seu peito.
Uns minutos depois, com ele a brincar com o meu cabelo, ele finalmente falou.
"Eu amo você Bones"
Ele talvez pensava que eu estava dormindo pois pareceu surpreendido quando eu me virei para o encarar.
"Eu também amo você Booth" sussurrei, tentado não fazer contacto com os olhos.
Ele me puxou para mais perto dele, para que conseguisse até ouvir pensei coração a bater, e assim ficamos a noite toda. Dormindo abraçados, a melhor sensação do mundo.
