Estarei em Todo o Mundo ao Seu Lado
Capítulo 11
Hiro ligou a ignição da moto e saiu rápido. Seu olhar fixo, suas mãos segurando com força, sombrancelhas contraídas. Seus cabelos ricocheteavam ao vento com força, tamanha era a velocidade que ele impunha ao veículo – se demorasse demais, Yuki partiria sem ouvir a verdade sobre amor. Porque diabos ele não sabia como era amar Shuichi? Ele, que... o amava. Ele que morava com Shuichi a tempos...
K depositou Shuichi na cama do cantor no hotel, aliviado. Ele não tinha nenhum ferimento grave, e o sangue em sua fronte não era dele, devia ser de outro homem. K estava sério. Se não tivesse chegado a tempo... Yuki-san, Shuichi-kun... Ele não entendia nada. Porque Yuki o levara num lugar daqueles? Por um momento pensou que poderia ter sido só uma coincidência, mas... Tudo estava tão confuso! Resolveu contentar-se com o fato de que Shuichi estava vivo e bem. Nesse momento, Shuichi abriu um olho.
"Yuki..." falou numa voz exaltada, porém fraca, tentando levantar-se, o que lhe provocou dor.
"Estar tudo bem, Shuichi. Yuki-san está bem. Now você precisa de rest. Deite-se, Shuichi... Stop! Shu..."
Shuichi tentava se levantar e debater-se, mas K o segurava com cuidado.
"Eu quero saber onde o Yuki tá! K, eu preciso..."
"Yuki is all right, estar se recuperando um pouco. Daqui a algumas horas you poder vê-lo." Mentiu K. Ele sabia que se disesse que nem sabia onde Yuki estava Shuichi provavelmente teria um ataque de nervos e sairia correndo atrás do escritor. O garoto forçava seu corpo, tantando levantar-se, lutando contra os braços de K, que o seguravam com firmeza – seu desespero era sobre-humano, como seu sentimento por Eiri.
Shuichi chorava incontrolavelmente... Lembrou do que tinha acontecido com um pouco de mais clareza. Tiros, escada, dor... Tudo vinha à sua mente como um sonho distante. Era isso então? Yuki à sua frente, com uma arma, ele próprio sendo segurado com força... Sentia dor. Então se lembrou com um pouco mais de clareza... Yuki o empurrara na parede enquanto atirava em um homem. Nesse instante, ele rolou um lance de escada, desequilibrado... Um homem o agarrou, tampando sua boca e levando-o para fora da casa à força... O homem segurou-o contra a parede de frente e prensou as pernas de Shuichi com as suas... as mãos. Shuichi lembrou-se de deslizar uma mão com dificuldade diante da dor que sentia devido à pressão que o homem colocava em suas pernas e virilha... Rápido... Tirou uma arma de dentro do coldre no cinto do outro... Lembrou de pensar: "Yuki. Eu não posso morrer... Eu prometi a ele que nunca mais deixaria nada de mal acontecer a ele... Yuki, esteja vivo... Eu preciso de você! Eu NÃO POSSO MORRER! YUKI!"... O homem percebeu o movimento de Shindou e agarrou seu pulso, mas ele já havia disparado. O tiro pegou o homem no braço, devido à força que impelira ao tentar retirar a arma da mão de Shuichi. Grito... Foi agarrado pelo outro cara, que tinha sangue vertendo de uma orelha que havia sido arrancada por um tiro de Yuki. Foi então imobilizado... Yuki. Yuki... E então percebeu que tinha sangue por todo o corpo.
"K..." Shuichi falou com uma voz de choro desesperado. Aquele sangue...
"Calma Shuichi... Isso não ser seu!" K segurava-o com força, tentando fazer o garoto se acalmar.
"Eu preciso tirar isso daqui, K..."
K ativou dentro de si o modo 'forte' para conseguir lidar com a situação com frieza. Era difícil ficar frio e estável vendo Shuichi num estado tão deplorável e desesperado... Era muito agoniante...
"Go tomar um banho, Shuichi. Assim pode tirar tudo isso... Qualquer coisa me ligue. Eu ir cuidar de umas coisas. Don't leave this room, não importar o que aconteça. Vai ficar tudo bem..." e fechou a porta do quarto, deixando Shuichi sozinho a fim do garoto poder tomar banho em paz. Encostou-se na parede e escorregou até o chão, colocando o rosto entre as mãos.
Hiro, onde você está? Shuichi... Será que Yuki vai entender o que aconteceu? ('Hiro, where are you? Shuichi... Will Yuki figure out what happened?' foi o que realmente disse. Falar inglês era mais natural qando estava sozinho.)
Shuichi ligou o chuveiro sem ao menos tirar as vestes. Ele queria tirar aquele sangue o mais rápido possível... Olhou para cima e viu a água caindo dos pequenos furos no disco de alumínio. A única luz era a que vinha da pequena janela no alto da parede. Fechou os olhos. Não... Se fechasse os olhos lembraria daquilo... Então abriu-os novamente para fitar a água, que caía em seu corpo e rosto, misturando-se às suas lágrimas e ao sangue, para formar no chão uma fumaça vermelha que se retorcia em meio à água limpa que caía em pingos grossos...
Eu preciso pega-lo! Mesmo que isso me arruine Faíscas de luz no palco em meu sonho de desespero
Para este palco que eu sonhei
Antes dos meus olhos
A melodia de aflição se ilumina
Eu levantei um sorriso trágico para o céu tomado por um ato rubro
Asas brancas puras agitam-se para o céu, prenunciando o futuro
Eu levantei um sorriso trágico para o céu tomado por um ato rubro
...longe de qualquer luz ou calor. Yuki apareceu em sua mente, fazendo-o sentir a pulsação de seu coração acelerar. Chorou com mais força. Yu. Ki...
Yuki fechou a porta da cozinha atrás de si com um movimento leve. Tirando o cabelo dos olhos, andou lentamente até o quarto, o que o fez lembrar da noite que passara com Shuichi ali. Tão perfeito... Seu sorriso tão sincero, seu olhar tão puro, sua pele tão suave, Shuichi era tão... tão... Era impossível não se apaixonar completamente, impossível não amá-lo com todas as forças...
Mas era impossível viver ao seu lado. Afinal, a única coisa que Yuki sabia agora era que ele próprio era um perigo para o garoto e só o faria sofrer. Se odiava tanto... por não poder faze-lo feliz... Afinal, o que ele tinha feito? O passado é passado, não dá para apagá-lo. O que está feito está feito, e o que está destruído está destruído. Não há nada que faça isso mudar, e isso estará lá para sempre. Foram esses os pensamentos do Yuki com a cabeça encostada na parede do quarto e com as mãos contraídas contra a parede, que então rumou para a sala e sentou-se lá ao lado de suas malas já feitas.
E foi então que Hiro irrompeu da porta com um estrondo, dando um sorriso e dizendo para si mesmo, ofegante:
"Cheguei a tempo"
Eiri arregalou os olhos e ficou parado ali, sentado no chão abaixo da janela do cômodo de onde vinha a única luz a iluminar o local escurecido pela noite.
"Você pretende ir assim e deixar as coisas como estão?" Hiro indagou, contendo sua raiva. Yuki nada disse, apenas olhou para o outro lado, acendendo um cigarro para depois encarar Hiroshi durante um tempo que lhe pareceram horas. O guitarrista já ia perdendo a paciência quando Eiri falou seu olhar frio e estanque:
"Você quer que seu amigo morra, Nakano-kun?" No momento seguinte, Hiro estava de frente para Yuki, olhando-o de cima com uma mão ameaçadora em seu pescoço. O escritor, apesar de ser muito mais forte, não reagiu.
"VOCÊ QUER VÊ-LO SOFRER, NÃO É? É ISSO QUE VOCÊ QUER!" Nesse momento Hiro foi empurrado com força para o lado com uma facilidade incrível. Yuki então se levantou, ficando de costas para o guitarrista caído no chão.
"Eu destruí o Shuichi. Você não consegue ver isso? Você ainda não o viu, não é... Eu não suporto mais vê-lo quebrar-se diante de meus olhos. E como se isso não fosse o bastante, a causa disso sou eu. Você não ia querer ficar por perto, Nakano-kun. Você também, videntemente, não consegue vê-lo sofrer. Você deveria entender..."
Hiro se levantou de um salto e prostrou-se de frente para Yuki, que por sua vez soltou fumaça displicentemente por entre os lábios entreabertos, fitando o outro com uma expressão séria. O guitarrista olhou fixamente nos olhos do homem a sua frente através da fumaça e disse:
"Você não pode aágar o passado, mas pode viver para construir algo por cima. Morrer, desaparecer... é fácil demais. Viver e seguir sabendo de tudo o que você fez vai doer para sempre. Mas se você quer mesmo ver o sorriso de Shuichi... Viva odiando-se e usando isso para conseguir construir uma vida com ele e somente para ele. Viva tantando merecê-lo, nem que seja só um pouco. Momentos antes de morrer, pergunte a Shuichi se você conseguiu merecê-lo, e ao ver as luzes de seu passado vindo te visitar no momento antes da morte... você terá a prova de que o amou. Se o deixá-lo agora... Estará jogando fora... o sorriso de Shuichi. Viver por ele sabendo de tudo o que você fez pode doer para sempre, mas não vai doer mais que não vê-lo sorrir, acredite."
Yuki cerrou os olhos, a conhecida veia em sua têmpora pulsava com força. Hiroshi Nakano... Yuki nunca pensou que o ruivo fosse dizer-lhe o que não conseguia perceber pela segunda vez. Mas foi exatamente o que ele havia feito agora.
"A escolha é sua, Yuki-sensei. Agora preciso vê-lo, se me dá licença." Com isso Hiro saiu, deixando Yuki parado na sala. quando entrou no elevador ouviu o baque dos joelhos de Yuki no chão e um grito abafado e rouco. Encostou-se na parede do cubículo para em seguida suspirar e tirar os cabelos de seu belo rosto com as mãos finas. Ele era, como K sabia, o único que tinha o claro conhecimento de como fazer Shuichi sorrir, de como amá-lo não importando de que maneira.
Yuki levantou-se com certa dificuldade. Suas pernas tremiam de maneira a fazê-lo cambalear... Tremia dos pés à cabeça. Como pôde cogitar... Estava fazendo tudo errado hoje. Mas como Hiro dissera... A única maneira de tantar fazer Shuichi feliz era tentar contruir algo novo. Yuki se odiava por ser egoísta ao ponto de querer fugir de se problema ao invés de enfrentá-lo. Na verdade, sempre fizera isso, e havia sido justamente isso que o fizera ficar tão traumatizado. Só que agora ele tinha Shuichi.
Shuichi - aquele garoto sincero que ele amaria para sempre, aquele garoto que mudara sua vida no momento em que segurara a porta do elevador antes que esta se fechasse e discorrera com um monte de perguntas, provocando uma vontade imensurável de calá-lo... com um beijo.
Maldição!, praguejou Yuki, enquanto apertava freneticamente o botão da garagem. Precisava chegar logo até Shuichi, precisava de Shuichi!
Hiro fitava o quarto escuro ao seu redor iluminado apenas por luzes de cartazes luminosos que vinham lá de fora pela janela do hotel. Estava sentado na cama encostado na parede e em sua diagonal à esquerda, do outro lado do quarto, K estava sentado displicentemente em cima de uma mesa em frente à janela. Os dois seguravam pequenos copos de sakê, a única coisa que fez Hiro relaxar um pouco. K fitou o rapaz e sentiu uma pontada de dor - ele entendia a raiva que o guitarrista estava sentindo, mas mesmo assim doía demais vê-lo neste estado. Deixando o copo na mesa, levantou-se. Hiro não se movia, seu cabelo agunçado corindo-lhe o rosto. K deruçou-se sore ele, colocando uma mão em seu ombro e a outra na parede ao lado da cabeça de Hiro. Normalmente, o ruivo reagiria de maneira encabulada e empurraria o empresário com cuidado, mas não esboçou movimento algum. K então apertou seu ombro e fitou os olhos incobertos pelas cortina de cabelos dos dois:
"Você fazer tudo o que pôde, Hiroshi-kun! O que more queria fazer? Acabar com o Yuki-san? Shuichi não ficar feliz com isso. Se Yuki-san não see reality, e continuar lutando contra problems que não existir mais, o problem é dele... Mas você avisar. Você dizer everything pra ele entender. Se ele não fazer nada... Well, se não fazer nada, não amar Shuichi. And so é melhor Shuichi-kun saber logo e não se meter em confusão por causa de alguém que não love ele."
Hiro então esboçou pela primeira vez uma reação ao retribuir o olhar de K. Então, falou numa voz aixa e levemente rouca:
"Só estou com raiva pois Shuichi não fez nada de errado - não reclamou, não chorou, não grito com Yki... Ele não fez nada!"
"And é por isso que Yuki-san voltar e acertar as coisas com Shuichi. Yuki-san colocar um ponto final em se amar Shuichi incondicionalmente as Shuichi amar ele. Yuki-san ter que amar Shuichi por escolha própria."
Hiro ergueu uma sombrancelha e riu. K, sentimental? Não podia ser. Que surpresa! E então viu K sorrir levemente.
"See, Hiroshi? você sorrir! Agora tenho certeza de que vai ficar tudo all right. Seu sorriso me fazer sentir certeza de tudo, seu baka. Please, don't stop! Hiro... kun."
Quão irônico isso podia ser? Hiroshi sorrindo, K acabara de matar dois homens, Shuichi estava destruído... Mas por mais irônico que tudo isso fosse, K não conseguia não sentir aquela sensação boa. Será que estava ficando loco? Aquele sorriso tão sincero de Hiro o deixara louco, com certeza.
Esse cap saiu meio pequeno e eu não esclareci muito as coisas, mas eu precisava dar um jeito para que o Yuki não fizesse mais uma besteira abismal. Eu ouvi, além de um pouco de .Gackt., muito .Malice Mizer. e Moi dix Mois enquanto transcrevia do caderno e mudava as coisas que e queria mudar neste cap. É tão sério e melancólico! O Mana realmente se superou em termos de melancolia Preciso de uma boa dose de malancolia para escrever essas partes um pouco mais deprimentes e complicadas embora eu já seja uma pessoa mto melancólica por natureza. Prometo qe no próx cap eu esclareço várias coisas, prometo... É que senão esse cap. ia ficar grande demais e demorar muito para saor, então resolvi dividir o cap. que seria um só porque percebi que ia demorar demais e ia ficar meio confuso demais pra ler.
Vlw pelo apoio e continuem lendo, por favor! Prometo que estou e vou dar o melhor de mim
