Disclaimer:Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence a Arlynn Presser , a mim só pertence a adaptação.


Capitulo 11 – Beco sem saída

— Você não acha coincidência demais que dois irmãos desloquem seus tornozelos no espaço de uma semana? — me perguntou Emmett enquanto caminhávamos pela frente da mansão dos Cullen. — Edward está até pior do que eu. Não vou nem sequer perder nenhum jogo do nosso time de rúgbi. Mas ele com certeza vai perder a maratona de Chicago e a corrida de dez quilômetros pela campanha contra o câncer em Forks. E é capaz até de ter arruinado suas chances de participar do campeonato estadual.

— Que pena — repliquei friamente.

Imaginei Edward preso na cama a semana inteira. Será que Tanya estaria lá para atender a todas as necessidades dele? Provavelmente sim, tão logo soubesse o que tinha acontecido.

— E já que estamos falando desse assunto — continuou Emmett —, o que afinal ele estava fazendo no telhado do caramanchão da sua casa?

Respirei fundo.

Eu dispusera de algum tempo para preparar a resposta a essa questão, pois tinha certeza de que Emmett a acabaria fazendo assim que passassem o nervosismo e a correria de levar Edward ao pronto-socorro, assim que a família Cullen o houvesse acomodado confortavelmente em seu quarto, e assim que Emmett tivesse me perguntado se eu gostaria de dar uma voltinha com ele lá fora. Mal fazia dois minutos que estávamos sozinhos na rua e ele já saltara direto para a temida pergunta.

— A mesma coisa que você fazia assistindo tevê com Kate Haupt — contra-ataquei, embora já não me sentisse tão interessada na resposta dele quanto pensei que me sentiria.

Na verdade eu só pretendia ganhar tempo. Na última vez em que vira Emmett, perguntara a mim mesma se ainda estaria ou não apaixonada por ele. Será que agora eu ainda tinha alguma dúvida?

— Mas a Kate é só uma amiga! — disse Emmett na maior tranqüilidade. — Você não está com ciúmes, está?

— E você beija todas as suas amigas daquele jeito? — perguntei com uma cínica doçura. — Mas que bom amigo você é!

— Então vocês dois estavam me espionando da sua janela — Emmett riu. — Eu sabia! Só beijei a Kate pra deixar você com ciúmes. Pra reanimar um pouco o nosso relacionamento. Nos últimos dias você não tem parecido muito... sei lá... ansiosa por me ver. Achei que talvez estivesse se entediando comigo.

Ele passeou seus dedos pelas minhas costas.

— Ou talvez você estivesse ficando entediado comigo — retruquei.

— Ah, Bella... — suspirou ele, se voltando para me encarar. — Eu jamais me entediaria com você. Nem depois de várias vidas juntos.

Emmett soou tão sincero que até desejei conseguir acreditar nele. Desejei que ele me beijasse e que todas as minhas aflições e dúvidas se evaporassem como que por encanto ao toque de seus lábios nos meus. Mas eu sabia que isso não poderia mais acontecer.

Nunca mais.

Não depois de Edward ter aberto os meus olhos.

— Eu não devia ter tentado fazer você ficar com ciúmes — ele se desculpou.

— Não estou com ciúmes — repliquei com sinceridade.

E realmente não estava. Nem um pouquinho. Uma maravilhosa sensação de leveza me invadiu quando me senti livre de todo e qualquer ciúme, finalmente livre da minha obsessão por Emmett.

Estava terminado. Definitivamente terminado.

E eu me sentia cem por cento aliviada.

Percebi que na verdade nunca estivera apaixonada por Emmett. Me apaixonara apenas pelo mito Emmett Cullen, pelo que ele representava. Estivera apaixonada pela idéia de ter um cara lindo, sofisticado, charmoso, inteligente e cobiçado por todas as garotas da cidade interessado em mim. Acima de tudo, me apaixonara pela idéia de estar apaixonada.

Mas o Emmett Cullen real não era capaz de se envolver profundamente com ninguém. Edward tentara me mostra isso. E apesar de continuar brigada com ele, eu não podia deixar de admitir que Edward tinha razão.

— Bom, então já que você não está com ciúmes, por que não me demonstra isso? Como dizem por aí, os gestos falam mais alto do que as palavras — sussurrou Emmett enquanto enlaçava minha cintura.

Nossos lábios se tocaram, e minha decisão de terminar o namoro com Emmett se confirmou ainda com mais força. Não senti nada.

Como diria Alice: zero, niente, rien. Emmett se afastou e me olhou desconfiado.

— Sabe, Bella — começou ele —, eu já saí com um pouco mais do que duas ou três garotas. E desmanchei com a maioria delas. Portanto pode-se dizer que sou um expert em adeus. Este beijo teve um terrível gosto de adeus. O que está acontecendo?

Bem... — hesitei, olhando para o chão e torcendo para conseguir dizer da melhor maneira possível o que tinha a dizer. — Por toda a minha vida fui alucinada por você, Emmett. Era uma verdadeira obsessão. Mas agora, não sei por quê, não me sinto mais assim.

Ele me pareceu estar refletindo sobre o que acabara de ouvir, sobre como essa virada no curso dos acontecimentos iria afetar sua vida, sobre se as pessoas ficariam ou não sabendo que fora eu quem rompera com ele. Conhecendo Emmett como o conhecia, não ficaria surpresa em descobrir que ele próprio iniciara um boato de que me dera um pé-na-bunda. Seria típico de Emmett, o Emmett Cullen real, egocêntrico, arrogante, insensível, inseguro...

Tão inseguro que precisava ser constantemente reassegurado por mim e por todos à sua volta de que era o maior. Essa era a razão pela qual Emmett necessitava uma frota de garotas aos seus pés: uma só não era o bastante para fazê-lo acreditar em si próprio.

A não ser, talvez, uma garota muito especial. Alguma que tivesse muito mais paciência do que eu.

— Sabe, Emmett, a Kate Haupt é uma menina realmente legal. Talvez você devesse começar a sair com ela.

Ele concordou com um gesto de cabeça.

— Tem razão. Ela é legal mesmo, e bonita também. Eu nunca tinha reparado nela por que nós meio que crescemos juntos. Mais ou menos como você e eu, acho.

— Dê uma ligada pra ela...

— Talvez eu ligue sim. E... nós dois, podemos continuar sendo bons amigos? — ele perguntou, me estendendo a mão.

— Claro que sim! — respondi num tom caloroso, pegando a mão dele.

— De todo jeito, isto não tem nada a ver com o Edward, tem? — Eu tivera esperanças de que ele não me fizesse aquela pergunta.

— Não — menti —, não tem nada a ver com o Edward.

— Ótimo. Então vamos subir e animar o garoto um pouco. Devo essa a ele.

Eu não queria ir. A última pessoa que desejava ver na minha frente era exatamente Edward Cullen. Me sentia tão idiota. Eu achara que Edward gostava de mim, talvez mais do que como amiga, e a única coisa que ele pretendera o tempo todo fora evitar que mais uma garota caísse nas garras de seu irmão. Ele estivera apenas tentando me proteger de Emmett, como teria protegido qualquer outra menina. Eu não era alguém especial para ele. Edward não me via da mesma maneira que agora eu sabia que o via: como algo mais do que um amigo.

Muito mais.

— Vamos — incitou Emmett, pegando na minha mão. Apenas uma semana antes eu teria sentido uma onda de prazer percorrendo o meu corpo ao toque da mão de Emmett. Agora sentia apenas um forte puxão.

Mas eu não ia explicar nada daquilo a Emmett. Não valia a pena. Emmett não era capaz de enxergar os sentimentos de ninguém além dos seus próprios.

— Tudo bem — concordei relutante enquanto o seguia até o andar de cima.

Vestido com um abrigo de moletom azul e deitado em sua cama com a perna enfaixada apoiada numa pequena pilha de almofadas macias, Edward me pareceu tão miserável quanto um animal ferido e enjaulado. Parecia estar triste, entediado, sofrendo. Lutei com todas as minhas forças contra o impulso de correr para cima dele e abraçá-lo.

Além do mais, ele não ia querer que eu o abraçasse. Edward estava obcecado com a idéia de me salvar de mim mesma.

— Oi — disse ele num tom cauteloso, me olhando direto nos olhos.

— Oi — cumprimentei, me sentando na cesta de roupas perto da porta.

Desejei poder partir para Paris naquele exato segundo. Eu poderia terminar o colegial lá. Então, depois de quatro brilhantes, porém solitários anos na Sorborme arranjaria um apartamento barato em Montparnasse e construiria uma bela carreira de jornalista. No meu tempo livre escreveria histórias de amor e traição com desfechos trágicos. E, mais importante, nunca mais em minha vida teria de ver Edward Cullen.

— Viemos perguntar se você gostaria que trouxéssemos alguma coisa pra tornar o seu confinamento um pouco mais suportável — explicou Emmett.

— Obrigado — disse Edward com um tom de voz inexpressivo e sem parar de me olhar.

Desviei o rosto, perguntando a mim mesma se Tanya estaria vindo para lhe fazer companhia.

— E então, qual vai ser a sua encomenda de vídeos? — perguntou Emmett. — E não se esqueça das guloseimas. Quer alguma coisa em especial?

— Pensei que você tivesse de ficar deitado até receber a alta do médico amanhã — observou Edward.

— Estou de pé desde que ouvi você gritar que nem um elefante ferido lá no quintal — replicou Emmett. — Se lembra de quem carregou você até o carro e do estacionamento do pronto-socorro até a sala de atendimento? Se lembra de quem subiu você pela escada até o seu quarto? Além do mais, esta família não dá conta de dois filhos machucados ao mesmo tempo.

— Bom, então já que você está definitivamente de pé e andando, podia levar Bella à peça da escola — propôs Edward sério, virando seu rosto na direção da janela. — Se vocês correrem, ainda pegam o finzinho.

— Acho que Bella e eu não vamos mais juntos a lugar nenhum. Mas talvez eu dê uma ligada pra Kate.

— O quê! — exclamou Edward chocado, sentando-se de um salto na cama. — Kate o quê?

— Kate Haupt — respondeu Emmett na maior tranqüilidade. — Bella e eu terminamos.

Edward me olhou ainda mais sério.

— Bella, você se importaria de esperar lá fora por alguns minutos? — perguntou. — Tenho umas coisinhas para conversar com o Emmett.

— Hã... tudo bem, acho que não me importo — respondi meio sem jeito, encolhendo os ombros.

Saí do quarto. Mas antes mesmo de que eu tivesse tempo de fechar a porta, Edward começou a gritar.

— Você terminou com Bella? Você é mesmo um panaca! Ela é superlegal, inteligente, linda, e os sentimentos que ela tem por você são de longe muito mais profundos do que os que qualquer outra garota já teve antes! — berrou Edward, furioso.

Apertei a orelha contra a porta. Para uma casa tão luxuosa, tanto as portas quanto as paredes eram sem dúvida bastante finas.

— Puxa, mano, que honra, nunca imaginei que você se importasse tanto com a minha vida — replicou Emmett calmamente. — Fico lisonjeado. E provavelmente você tem razão quanto às qualidades de Bella. Mas a decisão não foi minha. Foi ela que terminou comigo.

Silêncio.

— Hã?... — disse Edward depois de um segundo.

— Exatamente o que você ouviu. Foi Bella quem terminou o nosso namoro. Mas, olha lá, hein, não quero que você espalhe isso por aí. Poderia prejudicar a minha reputação.

Sacudi a cabeça com desgosto. Típico de Emmett. Justamente nesse ponto, achando que já fora o suficiente, empurrei a porta e entrei de volta no quarto. Edward me olhou.

— Isso é verdade?

— Isso o quê? — perguntei inocentemente.

— Sem essa, Bella, sei muito bem que você estava ouvindo atrás da porta — disse Edward.

— É, é verdade — respondi, reforçando com um gesto de cabeça.

— Então — interveio Emmett, dando um tapinha no ombro de Edward —, agora que tudo está esclarecido, por que você não me passa logo a sua lista de vídeos? Estou pronto pra ir.

— Quero o primeiro do Indiana Jones e o 2001Uma odisséia no espaço— respondeu Edward com uma voz inexpressiva. — E quero o maior saco de batatas fritas que você encontrar, biscoitos de chocolate e uma garrafa grande de soda limonada.

— Seu desejo será cumprido, mano — disse Emmett. — Bella, dê uma olhada nele por mim enquanto vou à locadora. Ele parece mais ter despencado de um avião que de um telhado de três metros de altura.

Emmett saiu do quarto.

— Você realmente terminou com ele? — perguntou Edward quando teve certeza de que seu irmão já acabara de descer a escada para o andar de baixo.

— Foi — respondi mais uma vez, me sentando na beirada de sua cama.

— Olha, Bella, se estraguei a sua chance de ser feliz com o Emmett, sinto muito, eu...

— Não foi isso o que você disse pouco antes de cair do meu telhado — relembrei, interrompendo-o.

— Eu apenas não queria que você se machucasse e... e parece que acabei fazendo justamente o contrário.

— Não foi por sua causa, Edward — comecei, com uma voz suave. — Você tinha razão. Não teria dado certo entre mim e Emmett. Finalmente percebi que não o amo. Eu amava a imagem que tinha dele, do cara mais bonito e mais charmoso do mundo. Mas graças a você descobri que Emmett não é o tipo de cara que quero como companheiro. Quero alguém que vá dançar comigo, não se exibir para os amigos. Alguém que converse comigo por horas, não que fique horas assistindo televisão. Alguém que tenha sentimentos profundos por mim, pelos outros e pela vida, não alguém que viva sempre na superfície.

— E você conhece alguém assim? — perguntou ele, quase num sussurro.

Fiquei sem saber o que dizer. Queria gritar "você, seu bobão!", mas depois de tudo o que Edward me dissera antes de eu praticamente empurrá-lo pela janela, eu tinha ficado ressabiada. Não ia confessar a ele os meus verdadeiros sentimentos depois de ele ter dito de maneira indireta, porém bastante clara, que não estava interessado em mim, que teria feito exatamente a mesma coisa por qualquer outra garota que estivesse saindo com seu irmão. E, além de tudo, havia Tanya Denali.

— Não, Edward — menti, com as lágrimas já começando a marejar nos meus olhos. — Não conheço ninguém assim.


N/A: Agora que já está na reta final (ultimo capitulo essa semana!), as coisas vão se esclarecendo. Já dava pra ver que a Bella não amava o Emmett, só a imagem de homem perfeito dele, e esses dois se enrolam viu, vamos ver como vai ser quando eles ficare juntos *suspira*

Quero manda um beijão pra ManuelaSusin, DaysCullenB.S , ferpbiagi e a Lih ( você viu que ele não morreu neah?rsrs), obrigada pelas reviews flores *-*

ATENÇÃO: Eu tenho que escolher uma fic pra ficar no lugar desta, e dessa vez vocês escolhem *-*

Coração Dividido

Bella Swan é uma típica garota da cidade grande. Adora pizza, cinema, televisão e tem uma incrível turma de amigos com quem se diverte o tempo todo. Sonha em fazer uma boa faculdade e curte seu novo namorado perfeito . Tudo vai bem até que seus pais decidem mudar de vida. Cansados da agitação de Nova York, eles resolvem cuidar de um sítio no estado de Wyoming, no Velho Oeste americano. De uma hora para outra o mundo de Bella desaba. Não há mais namorado, televisão, cinema ou pizza. Em vez disso, ela tem de aprender como tirar leite da vaca, alimentar galinhas, cortar lenha, dirigir um trator... Seria um pesadelo, se o belo e vigoroso Edward Cullen, vizinho e colega de escola, não se dispusesse a ajudá-la.
E logo Bella se vê diante de um dilema. A quem ama de verdade? Edward, o atraente cowboy daquela cidadezinha perdida do interior, ou o fascinante namorado, que a quer de volta a Nova York?

e...

Brincando com fogo

Empresário bem-sucedido, Edward adora as mulheres... o modo como se movem, falam, cheiram... e outras coisas. Ele adoraria passar horas mais do que agradáveis com Bella e fazer sexo selvagem com ela, mas sua irmã declarou que a rica designer de interiores estava fora de seu alcance, e até mesmo o fez jurar que fecharia os olhos para aquela jovem inexperiente que já tivera seu coração partido por homens exatamente iguais a ele. Mas Bella determina-se a ter um escaldante fim de semana de intenso prazer sob os lençóis com Edward, e não aceitará de maneira alguma um "não" como resposta. Edward lhe propõe uma aposta: quarenta e oito horas de infindável sedução e quem fizer o outro sucumbir primeiro ao jogo de sedução será vencedor... Mas ganhará o quê?

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Deu pra ver que são fics bem distintas entre si. Garotas, façam suas escolhas e votem: a decisão é de vocês.

Bjcas,

Days3.