N/A: Oi! =]
Optei por colocar a versão traduzida da música nesse capitulo. Pra ficar mais fácil de vocês absorverem o que ela significa.
Devo contar que foi essa música que originou tudo isso. Foi ouvindo ela que eu montei toda essa história na minha cabeça e depois resolvi dividi-la com vocês. Only One - Yellowcard. Se nunca ouviram, ouçam! o.o
Espero que gostem. ;)
Acordei com uma cara péssima no dia seguinte. Resolvi que não queria ver meu pai. Se eu pudesse, escolheria não vê-lo nunca mais. Me arrumei e fui direto para o colégio. Tive medo de encontrar Rachel durante toda manhã, sabia que eu desmoronaria se visse qualquer resquício de sofrimento nela. Contudo a única vez que a vi, foi de longe, ela se encontrava de costas, conversando com Kurt. Fiquei feliz pelo fato dela ter encontrado alguém para se apoiar.
Evitei encontrar Santana também, não precisava de mais censuras. Mercedes até tentou falar comigo, mas descobri que eu realmente não queria conversar com ninguém. Não naquele momento.
Passei todo o período de aula, imaginando qual música eu cantaria. Eu não podia cantar a que escolhi originalmente, não por ter vergonha de falar sobre meus sentimentos na frente do Glee Club. Kurt sabia, ele contava tudo pra Mercedes, que contaria pra Tina, que não esconde nada do Artie... Logo todos ficariam sabendo. Não era vergonha, o fato era que a música não estava de acordo com minhas ações.
Foi durante o intervalo que ouvi um garoto cantarolando a música que dizia exatamente o que eu sentia. Aquele sentimento de querer ficar com ela, de gostar dela, mas mesmo assim, dizer adeus. Sabia que sem ensaio não ficaria nada agradável. Mas eu precisava que ela soubesse daquilo.
Cheguei cinco minutos atrasada na sala do coral, pois precisei pesquisar a partitura da música. Rachel se encontrava ao lado de Kurt. O garoto me olhava com raiva, enquanto tinha os braços ao redor dela que se limitava a fitar apenas o chão. Droga! Impossível descrever o quanto o sofrimento dela me atingia.
Tive a impressão que todos ali sabiam o que tinha acontecido. Todos me olhavam de maneira diferente, eu diria que com pena. O mais estranho era o olhar que Santana me lançava, não tinha raiva, era algo como compaixão, arrependimento.
Sentei ao lado de Mercedes, que logo me estendeu a mão:
- Quinn, você está bem? Precisa de alguma coisa?
- Todo mundo sabe, não é?
- Sim, Britt deixou escapar durante o almoço. E o Kurt explicou a situação. Mas não se preocupe, só nós sabemos.
- Eu sou uma covarde - Eu lutava pra evitar as lágrima.
Ela me abraçou. E eu fiquei com a cabeça apoiada em seu ombro durante quase todas as apresentações. Acabei ficando por último. Senti como se todos tivessem prendido a respiração quando eu me levantei.
- Eu queria que vocês pudessem ver tudo que eu vi nessa garota. Eu queria que vocês enxergassem o quão grande é seu coração. Que vocês percebessem as qualidades que vão além do talento com a música e a habilidade de falar mais de 500 palavras por minutos.
Eu dei um sorriso triste. Quase todos fizeram o mesmo. Mas Rachel continua a fitar o chão, sendo amparada por um nada amigável Kurt. Apenas Mrs Shue parecia não estar entendendo nada do que estava acontecendo.
- Também queria que vocês pudessem ver a grandeza desse sentimento que ela fez surgir em mim.
Eu suspirei e completei, já com lágrimas escorrendo pela minha face.
- Mas eu definitivamente não queria que vocês vissem o que estão vendo agora: O tamanho da minha covardia.
Vi a mão de Rachel apertar mais forte a do Kurt. Ela provavelmente estava se segurando pra não chorar.
- Eu só posso dizer que sinto muito, Rachel.
Fiz um sinal para que a música começasse.
Cantei com os olhos fechados, me esforçando ao máximo para que as lágrimas não me escapassem.
"Quebrada, esta coisa frágil esta agora
E eu não posso, eu não posso pegar os pedaços
Eu joguei as minhas palavras por aí
Mas eu não posso, eu não posso lhe dar uma razão"
Rachel ainda não me olhava, não precisava. Eu podia sentir a dor nos seus olhos, mesmo sem olha-los.
"E eu me sinto tão destruída
E eu desisto
Eu só quero lhe dizer, pra que você saiba"
No refrão, talvez eu não estivesse no tom certo, mas eu nunca havia cantado um canção com tanto sentimento.
"Aqui vou eu, grito com meus pulmões e tento alcançar você
Você é a única para mim
E desisto, mas não tem ninguém que me entende como você
Você é a única, a única para mim"
Agora eu já chorava, sem me importar com todos os olhares de pena sobre mim.
"Cometi meus erros, te decepcionei
E eu não posso, eu não posso esperar por muito tempo
Joguei toda minha vida pelo chão
E eu não posso, não posso me levantar quando você já se foi
E alguma coisa está acabando
E eu sinto que quero desistir
Eu não vou embora até que você saiba
Aqui vou eu, grito com meus pulmões e tento alcançar você
Você é a única para mim
E desisto, mas não tem ninguém que me entende como você
Você é a única, a única para mim"
Eu fiquei na frente dela. E senti que meu coração podia explodir de dor, quando ela levantou seu rosto, revelando os olhos vermelhos e úmidos pelas lágrimas. Eu praticamente falei as palavras...
"Aqui vou eu, tão desonestamente
Deixo um bilhete, pra você minha única
E eu sei que você pode ver através de mim
Então me deixe ir e você encontrará alguém"
Eu terminei a canção me ajoelhando a sua frente.
"Aqui vou eu, grito com meus pulmões e tento alcançar você
Você é a única para mim
E desisto, mas não tem ninguém, ninguém como você
Você é a única, a única para mim
A única pra mim
A única pra mim
A única pra mim
Você é a única, a única pra mim"
Quando a melodia acabou, eu ainda estava de joelhos a sua frente, chorava compulsivamente, com a cabeça baixa, enquanto murmurava repetidas vezes.
- Sinto muito.
Ela se levantou, secou as lágrimas e disse. Não com raiva, mas com mágoa.
- Se você sentisse muito não me abandonaria.
E saiu correndo, ao melhor estilo Rachel.
Só então eu percebi que todos me olhavam sem saber o que fazer.
Kurt se levantava, talvez para ir atrás dela depois de me dizer:
- Você vai descobrir que fez a escolha errada, Quinn.
Não havia mais raiva no olhar dele, e sim pena, o que era mil vezes pior.
Mercedes me ajudou a levantar e me sentar na cadeira onde Rachel ocupou.
- Quinn...
- Eu só preciso ficar sozinha...
Foi então que Mrs Shue que assistia a tudo perplexo, se levantou e deu a aula por encerrada. Todos foram saindo, lançando um último olhar de pena sobre mim.
Então eu percebi que Santana havia permanecido em seu lugar. Quando todos já haviam saido ela se levantou e fechou a porta, ficou me olhando com as mãos cruzadas a sua frente como se quisesse falar algumas coisa.
Um raiva repentina nasceu dentro do meu peito.
- Está feliz agora? Era isso que você queria?
- Eu sinto muito Q.
- Sente muito? - Eu ri em deboche.
- Eu fiquei sabendo o que seu pai fez.
Eu permaneci em silêncio.
- Não aceitei isso.
- Como?- Olhei confusa.
- Não aceite isso. Não priorize os outros. Priorize que você sente.
Aquela não parecia a Santana que eu conhecia, ela falava calmamente. E percebi que ela segurava o choro.
- Por que isso agora? Ontem mesmo você disse que era contra qualquer relacionamento meu com Rachel. Agora você sabe o que eu sinto. O que eu sinto por ela. Você esta me dizendo pra priorizar isso?
- Sim. - Ela olhava o chão.
- Por que?
- Brit.
- Brit?
- Ela me disse que... - Ela sorriu - Ela disse que você olha pra Rachel, do mesmo jeito que eu olho pra ela.
Eu sorri. Eu sempre achei que Brittany nutria sentimentos por ela, mas que não eram correspondidos. Pelo jeito, eu estava muito enganada.
- Você gosta dela?
- Sim.
- Vocês estão juntas?
- Depois que ela me disse isso, eu me dei conta do quanto eu a amo. Em breve todos vão saber... Então, seria legal mais um casal gay... Você sabe.
- Eu não sei se consigo.
- Hey - Ela se levantou. Ainda era a Santana afinal - Onde esta a Quinn que suporta tudo? Céus você aguenta Sue Sylvester como treinadora. Assumir Manhands como namorada não é nada perto disso!
- Não fale assim dela - Eu disse sorrindo.
- Sinceramente? Eu não sei o que você viu nela. Ela pode ser gostosa, mas tem uma personalidade que...
- Sant. Eu também não sei o que a Brit viu em você.
- Certeza? Acho que você já provou hem?
- Oh, cale-se, eu nem lembro daquilo.
- Tudo bem, Q. Não vou mais questionar o por que da Rachel. Só digo uma coisa, busque a sua felicidade e não a dos outros.
- E meus pais? E se eles me expulsarem outra vez?
- Tenho um quarto de hospedes lá em casa.
- Sério?
- Sim! Na verdade, eu planejo em breve obter meu próprio apartamento, você sabe, trabalhar, pagar aluguel, mas ser livre. Seria legal ter alguém pra dividir as despesas.
- Isso seria maravilhoso.
- Morar comigo? Sim, uma honra.
Nós gargalhamos.
- Obrigada, S. Mesmo... - Eu abri os braços - Vem cá, me dá um abraço.
Ela me abraçou, se afastando em seguida, e me empurrando em direção a porta.
- Okey, chega dessa melação, vamos lá. Vá atrás da sua garota.
N/A:
Esse era o capitulo que estava mais ansiosa para escrever. Espero que tenha consegui transmitir o que eu queria.
Ahhhh, eu queria tanto que a Rachel tivesse um amigo de verdade na série. Por isso coloquei o Kurt nessa função.. .
Ao que tudo indica, teremos só mais um capitulo :(
Quem sabe rola um epílogo? hohoho
Será que dá pra perceber que Além da Quinn/Dianna Rachel/Lea eu também amo a Santana/Naya? *-*
E pooooooooor faaaaaavor! Se vocês gostaram, me digam! Eu preciso saber, se ficou bom, especialmente esse capitulo.
