Capítulo 11
Pedido de desculpas
O grito estridente de Ana-Lucia ecoou por toda a casa. James cobriu os ouvidos e levantou-se do sofá depressa cobrindo seu corpo nu com uma almofada. Ana colocou a mão nos próprios lábios tentando conter a si mesma.
- Por que está gritando? O que tá acontecendo?- inquiriu James, muito confuso.
Ana-Lucia respirava alto, o peito subindo e descendo.
- Ana!- ele chamou de repente parecendo muito preocupado com ela.
Ela finalmente acalmou-se o bastante para conseguir levantar-se do sofá e cobrir-se com o robe de seda preto.
- Meu amor...- ele tentou se aproximar dela, mas Ana-Lucia levantou sua mão num gesto que dizia claramente que ela queria ele ficasse bem longe dela. – Amor, o que foi? Eu não entendo!- James exclamou. – Eu machuquei você?
Ana comecou a chorar e balbuciou:
- Fica...longe de mim! Eu nao sei mais...quem é você!
Ela deu as costas à ele e subiu as escadas para o andar de cima correndo. James passou as mãos pelos próprios cabelos tentando ententer o que acabara de acontecer. A última coisa que ele se lembrava era de estar sentado no porão, bebendo cerveja e trabalhando em seu laptop. Não tinha a mínima ideia de como chegara à sala e fizera amor com a esposa no sofá. Não conseguia se lembrar. Mas pelo grito dela, o encontro deles não tinha sido nada agradável.
- Mas que merda!- James xingou, preocupado. – Preciso dar uma parada na cerveja. O que está acontecendo comigo?- indagou a si mesmo.
Ele procurou por suas roupas espalhadas pelo chão e vestiu-se. Pensou em voltar ao porão e trabalhar mais um pouco, mas por fim decidiu colocar um casaco, sair e procurar o cachorro novamente. Isso faria as crianças felizes e aliviaria a tensão na casa. Ana-Lucia obviamente precisava de um tempo, e quem sabe na manhã seguinte quando ela estivesse mais calma eles poderiam conversar?
Pensando nisso, James caminhou até a porta e deixou a casa carregando uma lanterna e se embrenhando bosque adentro. Ana-Lucia o observou da janela do quarto e engoliu em seco. Ainda não tinha entendido o que tinha acontecido. Tinha certeza que tinha visto outro homem com ela na sala. Outro homem com quem fizera sexo ao invés de James. Olhou para os filhos ainda adormecidos na cama, felizmente eles não tinham acordado com o grito dela.
Sem poder conseguir dormir, Ana sentou-se em uma poltrona perto da cama segurando sua arma consigo. Se algo acontecesse ela estaria pronta para proteger seus filhos, mesmo que tivesse que protegê -los do próprio pai.
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Quando o despertador tocou na manhã seguinte acordando Ana-Lucia, ela se mexeu preguiçosa na cama. Sentia-se muito cansada depois de todos aqueles acontecimentos inexplicáveis. Mas sabia que precisava ser forte por seus filhos. Ela tinha que fazê -los sentir o mínimo de normalidade em suas vidas naqueles tempos difíceis.
Ela levantou-se da cama, alongou-se e foi até a janela do quarto. Abriu as cortinas e parte das persianas. O dia estava nublado de novo.
- Que novidade!- ela exclamou. Estava começando a realmente detestar aquele lugar.
Ana acordou os filhos e mandou-os para o banho. O bebê acordou pouco depois. Ela o alimentou e em seguida se preparou para levar as crianças à escola. Não estava com humor para cozinhar, por isso decidiu que pararia em um drive-through em Marietta e compraria o café da manhã a caminho da escola.
- Não demorem a se arrumar crianças.- ela chamou do corredor em frente a porta de seu quarto. – Quero sair mais cedo pra gente tomar café na rua.
Ela voltou para dentro do quarto e em seguida ouviu o grito de Michelle. Saiu correndo para o quarto da menina temendo que mais alguma coisa estranha tivesse acontecido. Mas ao invés de encontrá-la gritando de medo ou susto, encontrou a menina pulando de felicidade. Michelle tinha acabado de abrir a porta de seu closet e encontrou Vincent lá dentro, alegre, abanando o rabo.
- Vincent, você voltou!- disse a menina abraçando o cachorro.
Jordan também viera correndo quando ouviu o grito da irmã e assim que chegou no quarto ficou surpreso ao ver Vincent e correu para abraçar o cachorro também.
- Vincent, como você veio parar aqui? Onde esteve esse tempo todo?- indagou Ana se aproximando deles e acariciando a cabeça do animal.
- Ele veio de Nárnia!- disse Michelle, empolgada.
- Só pode ter sido de Nárnia.- falou Ana-Lucia desconfianda, mas naquele momento as crianças pareciam ter esquecido todo e qualquer problema que eles estivessem enfrentando naquela casa de tão felizes que estavam por encontrarem o mascote da família novamente. – Ok, crianças que bom que o Vincent está em casa, mas ainda precisamos ir para a escola.
- Certo, mamãe.- concordou Jordan voltando para o quarto dele.
- Mãe, aonde esta a minha legging cor de rosa?- indagou Michelle vasculhando sua gaveta de meias enquanto Vincent sentava-se calmamente ao lado dela.
- Está aí na gaveta, mas não bagunce tudo, filha.- disse Ana deixando o quarto de Michelle para ir buscar Liam em seu quarto.
Mas quando ela chegou lá, o bebê não estava no berço. Ao invés dele encontrou um buquê de rosas vermelhas e brancas em cima de sua cama com um cartão preso ao plástico decorativo.
- São suas favoritas.- ela ouviu a voz de James atr ás de si. – Eu sei que não é o bastante para me desculpar pelas bobagens que eu fiz, mas por favor querida me perdoe.
Ana-Lucia voltou-se para ele. James segurava o bebê deles nos braços. Estava bem vestido de calça jeans escura e camisa de botões vermelha. Sua expressão era serena. O bebê em seu colo também estava tranquilo.
Ela segurou as rosas, cheirou-as e em seguida olhou profundamente nos olhos do marido tentando encontrar algum vestígio de seu comportamento sombrio, mas tudo o que ela viu dessa vez foi amor e compreensão. Aparentemente, seu querido James estava de volta. Mas ela ainda se sentia insegura em confiar nele.
- Obrigada pelas rosas.- ela respondeu, pondo-as de lado. – É
um começo! Agora me dê aqui o Liam.
Ana ergueu os braços e James entregou o bebê para ela.
- Vou levar as crianças para a escola.
- Eu posso levá -las hoje.- disse James.
- Não, eu vou levá -las.- insistiu Ana. -Preciso ir à cidade. Além do mais, você provavelmente deve ter muito trabalho.
- Me deixe então ficar com o Liam.
- Não precisa, James.- respondeu Ana. – Eu cuido das crianças hoje. Não se preocupe com nada. Vamos crianças!- ela chamou do corredor e os dois apareceram prontos para ir.
- Ei, não vao dar um abraço no pai?- perguntou James olhando para os filhos.
Michelle correu a abraçar o pai, mas Jordan ficou no mesmo lugar, olhando para ele com desconfiança.
- Não vamos voltar para o almoço.- informou Ana. As crianças então a seguiram.
James ficou para trás com o olhar triste e comentou consigo mesmo:
- Preciso fazer mais do que comprar rosas e encontrar o cachorro para me desculpar com a minha família.
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Assim que Ana-Lucia e os filhos se acomodaram no carro e partiram, Jordan perguntou a mãe: - Mamãe, onde será que o Vincent esteve todos esses dias?
- Não sei, meu filho.- respondeu ela.
- Eu acho que aquele homem estava com ele.- disse Jordan parecendo assustado. – A senhora acha que ele ainda está na floresta?
- Não tenho certeza.- disse Ana. – Mas não se preocupe que hoje mesmo eu vou procurar ajuda.
- A senhora vai chamar a polícia?
- Se for preciso.- ela respondeu. – Tudo vai ficar bem. Eu vou continuar cuidando de vocês.
- E o papai? Ele estava diferente hoje de manhã. Parecia mais calmo.
- Sim, ele parecia estar melhor.
- Então o papai não vai mai ficar zangado com a gente, mamãe?- perguntou Michelle.
- Não, querida. Como eu disse o papai parece muito melhor.
Nesse momento, Ana-Lucia viu que Michelle carregava o coelhinho de pelúcia sujo outra vez. Franzindo o cenho, ela indagou a filha:
- Michelle onde foi que voce achou esse coelho? Eu pensei ter dito pra voce ontem que iríamos comprar um novo hoje.
- Ele estava lá na minha cama hoje de manhã, mamãe.- respondeu Michelle com doçura.- Acho que sentiu saudades de mim.
Ana-Lucia não conseguia entender como aquele coelho de pelúcia tinha conseguido sair do lixo aonde ela o tinha jogado e ido parar de volta no quarto de Michelle. Mas hoje mesmo ela compraria um bichinho novo para a filha e destruiria o maldito coelho.
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Kate girou a chave na fechadura de seu escritório e entrou depressa. O telefone em sua mesa tocava sem parar. Ela trazia alguns livros nos braços e a bolsa pendurada no ombro direito. Deixou cair os livros na mesa e equilibrando a bolsa de volta no ombro, ela atendeu o telefone:
- Departamento Arqueológico, Dra. Kate Shepard falando.
Nenhuma resposta do outro lado da linha. Kate insistiu: - Alô? Quem está falando?
Um zumbido estranho tomou conta da ligação. Kate franziu o cenho.
- Desculpe, não consigo lhe ouvir. Tem algo errado com o telefone. Por favor, ligue de novo.
Ela pousou o fone no gancho e tirou a bolsa do ombro. O telefone tocou novamente. Kate pegou o telefone outra vez e repetiu suas palavras anteriores: - Departamento Arqueológico, dra. Kate Shepard falando. Novamente o zumbido. Nesse momento, o telefone celular dela tocou na bolsa. Kate pousou o telefone convencional de volta no gancho e abriu a bolsa depressa para atender o aparelho. Mas assim que ela desligara o outro telefone, esse voltara a tocar. Suspirando, ela atendeu os dois aparelhos ao mesmo tempo usando ambas as orelhas.
- Por favor aguarde.- ela disse no aparelho convencional. -Alô?- ela falou ao celular.
- Oi, sardenta. Como você está?- a voz de James soou alegre do outro lado da linha.
- James?- disse Kate, um pouco surpresa com a ligação. – Eu estou bem e você? Como estão as coisas em casa?
- Tá tudo bem em casa. Mas eu liguei na verdade pra me desculpar.
- Ok, espera só um segundo.- ela pediu, retomando o telefone convencional . -Obrigada por aguardar. Aqui é a Dra. Kate Shepard falando.
- Vagabunda!- disse uma voz masculina sussurrada do outro lado da linha.
- O quê!- Kate exclamou, assustada. O zumbido voltou. Ela bateu o telefone no gancho.
- Kate?- chamou James no celular.
- Estou aqui. Desculpe- disse ela. – O telefone na minha sala tava tocando, mas acho que era um trote. Só pode ser. Então, você estava dizendo que queria se desculpar...
- Oh sim, sim!- disse ele. – Queria me desculpar por tudo que aconteceu no último fim de semana, o acidente na piscina, o meu comportamento estranho. Eu estava estressado com algumas coisas no trabalho e...
- Tudo bem, James.- falou Kate. – A Ana tá bem?
- Ela está bem, mas anda meio zangada comigo e com razão. Estamos tendo uns problemas na casa como a Ana deve ter te contado, mas eu tô procurando resolver.
- Que bom.
- Eu liguei também porque queria te contar sobre uns ossos que nosso cachorro achou no jardim. A Ana mencionou alguma coisa com você?
- Sim, ela me disse. Vocês já ligaram pra polícia? Sabe como é, se encontraram ossos humanos no jardim precisavam avisar a polícia.
- Eu pensei nisso, mas nem sei se os ossos são mesmo humanos. Eles parecem realmente velhos e de repente eu pensei que você poderia estar interessada em dar uma olhada neles.
Kate pensou um pouco e respondeu:
- Seria realmente interessante, mas acho que a polícia deve ser acionada primeiro.
- Entendo.
- Olha James, eu vou te falar. A Ana tem estado mesmo muito chateada com você e também assustada. Ela não gostou nada de ver você carregando aquele rifle na casa perto das crianças. Eu conheço você e sei que nem é um bom atirador.
- Kate, eu comprei aquele rifle pra proteger a minha família porque eu sabia que iriamos nos mudar para um local isolado.- ele explicou-se.
- Eu sei, mas eu acho que você deveria entregá -lo pra polícia quando ligar para eles para comunicá -los sobre os ossos.- ela fez uma pausa e então disse: - Faz o seguinte, liga pra polícia, pede pra eles virem e enquanto isso eu vou falar aqui com o meu departamento e tentar me comunicar com o departamento de história de Atlanta. De repente eu posso ir dar uma olhada nesses ossos juntamente com algum historiador da capital se a polícia liberar. O que você acha?
- Acho ótimo. Devo dizer que estou muito curioso sobre a história toda dessa casa. A Ana acha que a casa tem a ver com todos os problemas que estamos tendo desde que nos mudamos para cá. Mas eu pessoalmente acho que tudo não passa de coincidência e que o fato desta casa ser tão antiga está impressionando-a.
- Fora o fato dos crimes cometidos na residência.- disse Kate em tom acusador. – Os quais Ana não sabia até ela mesma ter ido pesquisar na biblioteca local. Eu também fiz umas pesquisas, James, sinceramente como historiadora estou inclinada ao ceticismo, mas a história dessa casa é mesmo muito sinistra e eu não entendo por que você escondeu essas informações da Ana.
James suspirou do outro lado da linha.
- Eu já devia saber que se eu ligasse pra você ira pegar uma bronca.
Kate riu levemente.
- Ei James, eu conheço você. Sei que ama a sua família mais do que tudo. Portanto faça a coisa certa que a Ana-Lucia vai te perdoar. Eu tenho certeza.
- Muito obrigado pelas doces palavras. Por que nao me casei com você?
- Porque eu te dei um pé na bunda.- ela respondeu, rindo. – E porque eu não sei falar palavras sexies em espanhol no seu ouvido.
James riu de volta.
- Eu amo, você sabe disso né?
- Eu sei.
- Certo. Eu vou ligar para a polícia, resolver essas coisas e eu estava pensando que nesse próximo fim de semana talvez Ana, eu e as crianças possamos passar o fim de semana em LA.
- É uma ótima ideia.- disse Kate.
- Ela vem falando direto em voltar para LA, quem sabe um fim de semana de volta é o que nós precisamos.
- Concordo.
- Valeu sardenta. Mande lembranças ao Jack. Espero que ele esteja se sentindo melhor A gente se fala depois. Um abraço.
- Cuide-se, James.- disse ela desligando o celular.
Mas assim que ela encerrou sua conversa com James, o telefone de sua mesa voltou a tocar. Kate atendeu.
- Vagabunda!- soou a mesma voz masculina que ligara anteriormente.
- Vai pro inferno!- Kate gritou aborrecida batendo o telefone de volta no gancho.
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Ana-Lucia trazia Liam em sua cadeirinha quando parou diante da imponente igreja católica em Marietta. O prédio todo constr ído de tijolos vermelhos era muito antigo, datava do final do século XVIII. A igreja possuía duas torres longas com janelas de vitrais coloridos decorados com motivos religiosos como a ressurreição de Jesus Cristo e a ascenção de Maria.
As pesadas portas de madeira de carvalho estavam abertas. Ana segurou com cuidado a cadeirinha do filho e subiu os degraus de mármore que levavam à entrada da igreja. Não havia luzes acesas dentro do prédio porque a luz natural que adentrava os vitrais era suficiente para iluminar o ambiente. O altar no fundo do longo corredor de tapete vermelho bordado com fios de ouro brilhava devido à um grande vitral que revestia a parede central da igreja. A imagem de Jesus Cristo pregado na cruz recebia todo o foco da atenção dos poucos fiéis que rezavam de joelhos em frente aos bancos de madeira. Algumas velas estavam acesas no altar e uma moça jovem e loira de cabelos cacheados carregando um bebê tam ém muito loiro escarranchado em seu quadril rezava diante do altar.
No canto direito da igreja, em cima de um pequeno palco, um rapaz tambem jovem de baixa estatura afinava um violão sentado em um banquinho de madeira. Ana caminhou alguns passos pelo corredor e então sentou-se no longo banco de correr diante do altar, pondo a cadeirinha do bebê ao seu lado. Ela ficou fitando a imagem de Jesus Cristo por um longo momento, pensando nos estranhos acontecimentos em sua casa nova e nas dificuldades que andava tendo em seu casamento. Não conseguia entender por que aquilo tudo estava acontecendo. Eram ão felizes em Los Angeles, por que não podiam ser felizes naquele lugar? Tinha mesmo algo a ver com a casa?
Ela estava tao distraída que não percebeu quando a moça loira com o bebê se aproximou e sentou ao lado dela.
- Oi!- disse a garota.
- Oi.- respondeu Ana-Lucia.
- O seu bebê é uma gracinha.- ela disse fitando Liam.
- Obrigada.- respondeu Ana voltando sua atenção para o bebê dela. – O seu bebê também é lindo. Quantos meses ele tem?
- Ele acabou de completar oito meses.- ela respondeu. – Eu sou a Claire.
- Muito prazer, Claire. Eu sou Ana-Lucia.
- O prazer é todo meu, Ana-Lucia. Esse é o Aaron.
- Oi, Aaron!- disse Ana com a voz doce tocando a mãozinha do bebê. – O nome do meu filho é Liam. Acabou de completar seis meses.
- Ele parece com você.- comentou Claire. – Você mora em Marietta?
- Não, eu moro no distrito Dharma, 30 quilômetros daqui.
- Ah sim, eu sei onde fica. É bonito lá!
- Bonito e sombrio.- comentou Ana. – Acabei de mudar de Los Angeles com a minha família e acho que estava muito acostumada com o sol constante.
- Os pântanos podem ser sombrios mesmo, principalmente se você não estiver acostumada. Olha, Ana-Lucia...
- Pode me chamar de Ana.
- Ana, eu me aproximei de você porque notei que você está triste hoje.
- Como sabe que eu estou triste?- indagou Ana. – Acho que estar na igreja não significa necessariamente...
- Olha, pode parecer estranho mas eu sou sensitiva.
- Sensitiva?
- Sim, eu consigo sentir a energia das pessoas sem nem mesmo olhar pra elas. E quando você entrou na igreja eu senti que você estava muito aflita. Por isso me aproximei. Você precisa de ajuda?
Sim ,ela precisava de ajuda e muita. Mas não sabia como expressar isso em palavras. Mesmo assim ela tentou.
- Bom, você me disse que é sensitiva...- ela pausou. – Eu acho que a minha casa nova é mal assombrada. Que tal isso? Mais estranho do que você ser sensitiva?
Claire sorriu.
- Talvez eu possa te ajudar. Eu e o meu noivo, Charlie.- ela apontou para o rapaz que tocava violão. – Somos investigadores paranormais.
Continua...
