Passei muito tempo sem postar né? Tuuudo beem, perdão, é que eu tava meio desmotivada... Vejam bem, só recebi uma review depois do cap anterior, então aí vocês já tiram... Mas eu sempre termino o que eu começo, seja qual promessa for, até mesmo uma fanfic, seja para uma multidão de leitores, seja pro eco. E se o eco tiver me ouvindo, ele pode esperar que eu vou terminar essa fic ainda esse ano.
Então vai lá.
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Capítulo 11 – Atrevida, eu? Imagina!
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- Peraí que eu te conheço... Yukito! – Disse Sakura ao abrir um enorme sorriso.
- Sakura! Que coincidência!
Nesse momento, Sakura ficou em dúvida se tinha de abraçá-lo ou não. A questão é que eles não tinham tanta intimidade para fazer aquilo, mas... Mas é que... Qualquer um que passasse ali diria que eram bons - e velhos - amigos.
- E... eu não acredito! O que você faz por aquiiiii?! (¬¬ acho que ele ta tomando banho, Sakura)
- Bem... – Yukito demorou a formular a resposta – eu... eu só tava na China por alguns meses, mas eu moro é aqui mesmo, e to trabalhando aqui na Joy desde que cheguei... e você? – Indagou o rapaz.
- Ah... – Olhou de relance para sua amiga – Eu to aqui... me DIVERTINDO.. – fez questão de ressaltar a última palavra, mas de uma forma cômica.
Yukito franziu a testa, fazendo sinal de que não tinha entendido, mas mantendo o sorriso.
- Quem é? Sua amiga?
- Prima também. Tomoyo. Ela me arrastou pra cá... É que esses tempos eu não andava bem, aí ela deu um sermão lá em casa, por aí você tira. – Sakura disse, mas sempre mantendo o lindo sorriso sempre no rosto.
Tomoyo logo virou o rosto, fazendo com que Eriol também o fizesse.
- Ah, Tomoyo, esse aqui é o Yukito, eu o conheci em Hong Kong, da vez que eu fui com o Sh... – Sakura quase demonstrou recaída - ...aoran ... a trabalho, só que a gente nunca mais se viu, e... olha q-que coincidência! – Tentou forçar um sorriso – Ele ta trabalhando aqui!!
- Ei Saki! Pshhh! Fala baixo, se não o gerente escuta! – Yukito soltou uma leve gargalhada olhando para trás – Prazer, Tomoyo...?
- Daidouji. – Tomoyo fez-se bem receptiva, já estava com cara de quem bolava algo.
- E esse aqui... – Sakura não queria nem um pouco que Eriol o conhecesse, mas seria mal-educação da parte dela se ela não o apresentasse. – Esse aqui é Hiiragizawa Eriol, você já deve ter ouvido falar dele, ele é meu chefe e...
- Ele não veio com a gente. – Disse Tomoyo, em puro tom provocador.
- Mas o que me parece é que hoje é o dia das coincidências, não é mesmo? – Retrucou Eriol – Garçom, traga-nos uma garrafa do seu melhor champagne e 3 taças! Traga mais uma para você que hoje é por minha conta!
A partir de agora falaremos sobre o nosso querido Yukito.
Rapaz trabalhador, nasceu há 21 anos na adorável capital nipônica. Semprei muito simples, afinal, fora criado em uma família bem humilde. Sempre sonhara em ser um grande artista plástico, embora não fosse muito conhecido. Então de uns tempos para cá vivera de "bicos". Um lá, outro cá, assim que se virava.
Fora para Hong Kong várias vezes. Na segunda vez conheceu um grande amigo, que desde então faz questão de recebe-lo todas as vezes que o visitasse. Yukito, por sua vez, contou com a ajuda daquele para conseguir alguns dos 'bicos' em HK.
Da última vez, conseguiu um emprego temporário na loja se deu amigo, que ficava numa galeria. Daí por diante o leitor saberá ligar os fatos.
- Foi aí que eu vim parar aqui!! – disse em altas gargalhadas – Eu que sou uma idiota mesmo... quem disse que ficar em casa é melhor? Chorando por aquele idiota? Shaoran Li – Disse com tom de desgosto - ...o maior idiota da face da Terra! – e antes de pedir mais uma dose.
- Não Saki, acho que você já bebeu o bastante por hoje – Respondeu o amigo.
- Ah Yukito, peraí, agora que eu comecei a me divertir... – Franziu a testa. – E além do mais seu turno já acabou e você não tem como me impedir!
Naquele momento Sakura olhou para um ponto qualquer da casa noturna e sua feição fechada foi suavizando-se cada vez mais, enquanto Yukito apenas a observava. Por alguns segundos, fixou seus olhos nos dele. Seus pensamentos não estavam nem um pouco organizados.
Olharam-se sem constrangimento, por incrível que pareça. Apenas Yukito, que ainda conseguiu disfarçar um pouco de desconforto, afinal, sempre fora tímido com mulheres.
- " Ela está bêbada. Eu não vou me aproveitar dela. Mas ela ta pedindo! Olha isso, ela ta se aproximando! Idiota, ela nem vai lembrar de você amanhã. Ok, o que eu faço agora?!"
- S-Sakura... Eu... Não queria f-fazer iss... – Mas foi incapaz de concluir a frase, ele já conseguia sentir a respiração dela, então apenas cerrou os olhos um pouco antes de assistir as duas esmeraldas se fechando. Sentiu os lábios dela, suaves, macios. O gosto do álcool totalmente perceptível. Maravilhoso.
Quem os via de longe jurava que eram apenas mais um casal apaixonado.
Puro engano.
Yukito prendia-se, afinal, mesmo querendo cada vez mais aquele toque, e mesmo que Sakura buscasse cada vez mais seus lábios, sabia que não eram os lábios dele que ela procurava, eram os dele.
Fato.
Sakura não conseguia tomar conta dos sentidos, estava em total embriaguez. Imaginava-se ali, naquele momento, com Li.
- Saki... – Então Yukito recuou. - ...você não tem condições de ficar aqui nem mais um segundo... – ela não hesitou mais, apesar de ainda tentar fixar seus olhos nos dele – Onde você mora? – Procurou as chaves do carro.
- Qual é Yukito? Você não manda em mim! – Disse Sakura, desvencilhando-se dele. Logo depois seguiu até a pista de dança, onde tocava música eletrônica, e começou uma dança um tanto "provocativa", chamando a atenção de todos. – Você não me pega! – Dando altas gargalhadas.
- Sakura!! – Disse um Yukito nervoso. – Isso não combina com você! Olha como você tá! Eu vou te deixar aqui sozinha, é isso que você quer?
Sakura fez cara de quem não dava a mínima. Então Yukito não pensou duas vezes: teve de carregá-la, atravessando o salão, fazendo todos observarem.
- Você pediu isso, Sakura.
- Me solta, Yukito! – Dando socos leves em suas costas.
- Não adianta, a senhorita vai pra casa.
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Os leitores devem estar se perguntando por onde andam Eriol e Tomoyo.
Pois bem, teremos de voltar um pouquinho no tempo.
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- Ok, gente, vocês me esperam um pouquinho enquanto eu vou ali atrás tirar esse meu avental? – Perguntou Yukito – É que meu serviço acabou por hoje... já são 2 da manhã e... Não que a festa acabe por aqui mas é que...
- Vaai looogo, Yukito, a gente te espera! – Interrompeu Sakura
- Quanto a mim, - disse Eriol depois de pagar a conta – vou nessa.
Silêncio se fez.
- Ok, Hiiragisawa. – Tomoyo começou o jogo novamente com uma risadinha provocativa. – Você não ta esperando que eu vá pedir qu...
- NÃO, - disse num tom mais alto a primeira palavra – eu não to esperando que você peça pra eu ficar mais. Eu simplesmente já vou indo, vim sozinho e vou sozinho. – Deu uma risada cínica por final.
- Pois já vai tarde – Retrucou Tomoyo, antes de focar seu olhar na taça de Cuba Libre que tinha nas mãos e tomá-lo.
- Pois foi um prazer conhecê-la melhor – Disse Eriol, levantando-se e esperando a mão de Tomoyo, para que fosse beijá-la.
Tomoyo apenas o olhou com uma sobrancelha arqueada e muito, mais muito cinismo.
- Ta esperando o quê? – Olhou para cima, pois ele já estava de pé. Mas depois de alguns segundos, cedeu.
Virou o rosto para o lado, fez cara de nojo e levantou a mão. Sakura apenas deu uma risada. Como sua prima conseguia esconder o nervosismo! Sakura, que conhecia muito bem Tomoyo, bem sabia que bem no fundo, Tomoyo ainda ficava intimidada com Eriol. Ele mexia com ela.
Definitivamente.
E Eriol apenas ria de tudo.
Então ele deu um beijo suave, mas não muito demorado na mão direita de Tomoyo. E ela gostou, sim, do toque, ao ponto de voltar o olhar seriamente para ele. Mas lembrou-se novamente do perigo que estava correndo, por isso esperou que voltasse à tona para fechar seu joguinho com chave de ouro.
E assim que ele largou sua mão, fez questão de provocar mais um pouco.
- Garçooom! – Gritou.
- Pois não?
- Preciso de um guardanapo urgente. – Salientou a última palavra.
- Aqui, senhorita. – Prontamente um dos rapazes do balcão veio para servir a cliente.
Logo Yukito voltou, sorriu para Sakura e os dois prestaram atenção no showzinho de Tomoyo e Eriol.
Tomoyo esticou o braço esquerdo para pegar o objeto e depois limpou a mão direita – com gosto. Logo após, com muito nojo, segurou o guardanapo e chamou novamente o barman para lhe dizer mais algumas palavras. Eriol começou a desfazer o sorriso.
- Jogue isto fora. – Segurava o objeto apenas com dois dedos na extremidade. – E separe em outro local, pois está altamente contaminado. – Silabou a última palavra.
E Hiiragisawa enfureceu-se.
Apenas ficou encarando-a, achando tudo aquilo um absurdo.
Resolveu explodir.
- Garota... – Então foi aproximando-se do rosto moldado de Tomoyo. E ela, mesmo ainda o encarando, estremeceu, porque sentiu, sim, uma pontada de medo – Você... – Eriol falhou, afinal estava ficando estressado com aquilo. - ...Você ainda não faz idéia de quem sou eu, não é?
- Ah, eu faço sim. – Tomou coragem, então – Você só é mais um desses idiotas que juram que conseguem dominar os outros com um simples gesto. – encarou-o - Você só é um sobrenome, querido. Dos muitos que conhecem você, poucos sabem seu nome! - Disse tudo em um só impulso, antes de empurrar Eriol, que caiu sentado.
Ela estava confiante, mas ainda sentia um pouco de medo, afinal, aquilo tudo era uma aventura.
E isso enfureceu ainda mais Eriol. Como essa garota se atrevia a falar e fazer aquilo tudo pra ele?
- Desculpa pelo empurrão, tá? – Tomoyo levantou as duas sobrancelhas rapidamente e tomou um gole do drinque.
Eriol levantou-se encarando Tomoyo seriamente, abriu a porta da boate e empurrou-a com muita força. Saiu na chuva mesmo e entrou no carro. Acelerou e foi embora. Tudo isso sem dar nenhum "Tchau".
Tomoyo, Sakura e Yukito apenas ficaram observando pelo vidro.
- Sem comentários, ok? Eu me estressei com esse idiota. – Bufou Tomoyo.
- Woooooooow, Tomoyo! – Hesitou Sakura – Eu nunca te vi assim! – Olhou para Yukito, dando altas gargalhadas.
- Aff, vou embora também, esse babaca acabou com a minha noite. – Pegou a bolsa e tomou o último gole. – Boa noite pra vocês. Sakura, segura a chave. – Disse a morena, antes de jogar a chave para a prima, que a pegou no ar.
- Boa noite, vai pela sombra, ta? – Disse Sakura risonha, já um pouquinho afetada pelo álcool.
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Ps.: Não consegui falar com o meu revisor, então eu agora (pra completar) to sozinha no mundo mesmo.
Ps 2.: Deixa pra lá.
XOXO, PaulaM.
