Timothy não demonstrava nenhuma emoção, seu rosto estava vazio... suas pupilas e íris não existiam, ou foram passear no parque, deixando o olho do rapaz totalmente branco. O cabelo, que sempre lhe dava um ar cômico ou até mesmo delicado, com aqueles cachinhos, estava dando-lhe um ar sombrio.

Michelle tentou suplicar-lhe a vida, mas só o que saiu foi um assobio triste e desesperado. O jovem Wilcock agora levantava Mich, e ela sentiu seus pés desgrudarem do piso gélido do convés, sendo substituído pela parede fria que grudava em suas costas. Estava tomando um tom arroxeado, e sentiu que não iria viver por muito tempo.

Não, isso não pode acontecer!, pensou, enlouquecida. Levantou as duas pernas, e as encostou rapidamente no tórax de Tim. Empurrou-o com toda a força que lhe restava, e ele voou para o mastro, batendo a cabeça. Apagou.

Shelly desesperou-se. Eu o matei?, pois apesar de tudo ele era sua melhor amiga. Amigo, quero dizer. Encostou dois de seus dedos e constatou que ele vivia. Mas, como? James que era o assassino. Não Tim.

Começou a correr para a cabine de Jack, sem perder tempo avistando o mar, desta vez. Pena que esbarrou em uma pança, que era enorme por sinal.

- Cretino! – Soluçou Michelle. – O que você fez?

- Nada. A pergunta é o que Timothy fez. – Sorriu, presunçoso. Falava sem sotaque.

- Seu nome não é Delacour, não?

- Meu nome é James, James Moscovitz, prazer.

- Não posso dizer igualmente. – Mich empunhou a espada.

- Jura? – Idem relativo a James.

Michelle atacou James, que se defendeu com a espada de tal forma que elas fizessem estupendo barulho. Shelly ataca novamente, desta vez por baixo; James dá um salto incrível, que faz sua barriga pular junto. Mich tenta por cima, acertar de vez aquela cabeça; James abaixa. Ele tinha bons reflexos, mas não a habilidade da srta. Bonny. Ela ricocheteou a espada do inimigo com tal força que a espada deu um vôo. Para o mar.

O que ela não sabia era que o falso francês tinha uma pistola.

- Oh, nem darei tempo de vida suficiente a você para descobrir tudo... – Alegrou-se Moscovitz. Mas a alegria durou pouco. Por trás, veio uma garrafa de rum pela metade, acertada em cheio na cabeça do diabo. Apagou também.

- Ah, pobre rum, que desperdiço agora... – Jack sorri. Michelle não sabia como agradecer o desperdício de rum causado por Jack. Ela o abraça fortemente.

- Obrigada! – Seus olhos encheram d'água. Droga, odeio chorar com alguém me vendo.

- De nada. Mas, se bem que eu queria um melhor agradecimento. – Os braços ficaram mais folgados, e o capitão olhou bem a moça adiante dele. Bela. Michelle não sabia do que ele estava falando, até que a cabeça dele não recua, pelo contrário, segue em frente. A boca dele também, consequentemente. E os dois lábios se tocam, num beijo suave.

O que Sparrow não sabia era que esta foi a primeira experiência de beijo na vida de Bonny. E ela achou maravilhoso, embora não seja com o cara certo, nem tampouco um grande beijo. Mas o homem pretendia ir mais adiante.

- Não, você já teve seu agradecimento. – Mich distanciou-se de Jack.

- Que assim seja. – Encostou as mãos uma na outra, agradecendo; não se sabe se foi a Michelle ou se foi a uma força maior.

- James era o assassino, eu descobri.

- Percebi isto há alguns segundos.

- Mas Tim que me atacou. – Apontou para o ser que estava apagado, encostado no mastro do Pérola.

- Isso eu não tinha percebido.

- James não é francês, e seu nome é Moscovitz.

- Não percebi isto também.

Outra coisa que o mesmo não percebeu é que James recupera-se rápido. Tão rápido, a tempo de puxar a espada do cinto de Jack, e empunhá-la. Michelle joga sua espada para Sparrow.

- Ora, ora, ora, quem era o assassino então? – Jack fitava os olhos do gorducho.

- Timothy. – Respondeu, com simplicidade.

- Creio que não. – Ambos começaram a luta, com as espadas tilintando.

- Pode acreditar, se você acredita em vodu. – A luta continuava, com Jack na defensiva, enquanto James atacava.

- Vodu? Que criatividade, colega. – A situação inverteu: James da defensiva e Jack atacando-o.

- Sei disso...

- Moscovitz, de onde ouvi esse nome? – Jack quase arranca a cabeça de James.

- Lawrence Moscovitz.

- Oh, é mesmo! Larry! Companheiro de Barbossa! – Desta vez, Jack quase arranca os membros de James. – É filho dele?

- Sou filho dele, e estou aqui a mando dele. – Agora James passa para o ataque (que não é lá muito bom).

- A mando dele, por quê? Seus pés estão posicionados erradamente. – Jack defende seu rosto.

- Aqui, se você não sabe, está a Água da Vida. – Jack congelou. Olhou para Moscovitz, assustado. James aproveitou o choque para atacar, mas deu tempo de Jack recobrar a consciência.

- Você está brincando?

- Estou com cara de quem está brincando? – Não estava mesmo. Sparrow manda um golpe, que finalmente acerta James, que tinha seu reflexo muito bom. O ombro dele sangrava.

- E eu achando que era um caso sobrenatural ou sei lá o quê. – O capitão acerta agora o outro ombro.

- O lobo é o lobo do homem, Sparrow. Ou seja, o lobo-do-mar é o lobo do lobo-do-mar. – Sorri, mesmo machucado.

- Nunca gostei de Sócrates.

- Não é Sócrates, imbecil. É Thomas Hobbes! – James ataca, mas não atinge Sparrow. Como sempre.

- Que seja.

- Estou aqui há séculos e nenhum sinal da Água da Vida! Timothy matou Thomas e aquele papagaio estúpido. Eu quase matei Jake, aquele garoto hipócrita...

- Interessante. – Finalmente a espada de Jack encosta na garganta de James.

- Não tem coragem de me matar, Sparrow? – Debocha o falso francês.

- Você não seria o primeiro. É que é uma morte muito rápida e quase indolor para você.

Michelle, que estava calada e entretida na luta, finalmente fala:

- Dizem que a pior morte que há é morrer queimado, já que o fogo vai consumindo camada a camada da pele... A segunda morte pior que há é morrer afogado, já que você vai perdendo o fôlego aos poucos, sentindo a água entrar nos pulmões...

- Já que aqui não tem fogo, vai água mesmo. – Retruca Jack. Ele joga o homem ao mar. Escuta-se um grito de terror e logo após um barulho de peso mergulhando na água.

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Jack e Michelle passaram a noite toda procurando a Água da Vida, se de fato ela estivesse ali. Não acharam nada de diferente. Amanhece. Michelle concorda que está na hora de comer, e depois dar um bom descanso, por ter sido uma noite e tanto.

Na hora do café da manhã, já estava lá Jake, Elizabeth, William, Gibbs, Peter. Tim ainda estava apagado. Gibbs levou o sumiço de Jack e Michelle para o lado negativo, por isso, começou a rir quando viu os dois atordoados, voltando do canto mais escuro e mais isolado do Pérola Negra.

- Como foi a noite, Jack? Michelle? – Gibbs riu ainda mais quando Jack respondeu: "Cansativa". Jake não estava gostando nada da conversa.

- Oh, procurar a Água da Vida aqui não é fácil. – Diz, engolindo a raiva, Michelle. Todos cospem o rum de suas bocas, em sincronia. Depois olham para o casal, esperando explicação. Tudo é esclarecido.

Tim estava acordado, finalmente, e seus olhos encheram de lágrimas ao escutar a história. Ele que matou Thomas? Gutenberg? Correu para a cabine e fechou a porta com tudo, soluçando. Michelle escutou a batida, e ficou preocupada com Wilcock. Do quarto ouvia-se um gemido incompreensível aos ouvidos humanos e de impossível escrita.

- Tim?! – Berrou Mich do lado de fora.

- Eu. – Uma voz "molhada" respondeu.

- O que você está fazendo, Tim?!

- O que parece que estou fazendo, Shelly? Entupindo-me de chocolate para afogar minhas mágoas!

- Mas você disse que engorda.

- Mas esse é o objetivo! Eu fui muito mau, Shelly. E preciso me redimir. Por isso, vou comer chocolate até virar uma coisa feia e gorda! - Se isto fosse um desenho animado, um anime, sei lá, apareceria Michelle com uma gota enorme na cabeça.

- Tiiim, alôu, eu te desculpo!

- Melhores amigAs não atacam umas as outras e por isso eu não mereço esse corpinho lindo que Deus me deu...

- Mas tá tudo bem, criatura. Não precisa se sacrificar.

- Não! Eu não mereço esse corpinho de deus grego e... – Parou para pensar melhor – Pensando bem, já que você já me perdoou só esses chocolates que eu já comi já basta, não é? Mas não abrirei a porta. Acho que engordei cem quilos e estou parecendo uma vaca.

- Eu vou arrombar a porta! – Nem precisou, Tim abriu a porta da cabine de ambos. Como sua pele era clara, seu rosto estava vermelho como um tomate, de tanto chorar. Sua boca estava manchada de marrom, provavelmente o chocolate. Michelle o abraçou.

- Que comovente. – Resmungou Peter. Michelle largou Tim e deu, bem, uma bicuda onde o Sol não bate em Peter (vocês sabem onde é que eu falo). Nossa.

- Por que me odeia tanto, eim, Slater? Eu não fiz nada! – Ela brigou. Ele respondeu com um gemido de dor e depois um resmungo:

- Por que você tem essa fixação em não me deixar ter filhos?

- Michelle, calma. – Essa voz vinha de Jake. Logo, ela se acalmou. – Vou contar a história de como descobri tudo, hm? – Todos sentaram-se no chão e Jake começou a contar tudo. – Eu, no dia que caímos na ilha das Shön, escutei uma conversa de Thomas com James, o que eu sabia inicialmente era que Tom ia reclamar com Jim por ter levado a abelha que o picou para o navio, mas ele escutou o que não devia...

"Delacour, quero dizer, Moscovitz, estava bêbado e falou demais. Tom escutou tudo, ele tinha falado sobre achar a Água da Vida aqui, a mando de Lawrence Moscovitz, sei lá quem diabos é isso, e ele ficou nervoso ao Tom escutar."

"Bem, aí ele fez algo (que agora eu sei que é vodu) para que Tim matasse Tom – Tim soluçou – e... ele morreu. Deve ter comemorado, e tal. Sabia que o Tim não estava normal, eu vi mais ou menos quando ele saiu da cabine, eu estava olhando para lá, e... ah, esquece. Sim, onde eu estava? Hm, quando ele saiu da cabine. É, ele estava com o olho completamente branco e o rosto sem demonstrar emoção, como se ele estivesse morto... e eu não quis ver até o final."

"Depois Jim percebeu que Gutenberg tinha escutado junto com Tom, e mandou Tim matá-lo também – Outro soluço de Tim, e um tapa na mão dele dado por Mich, por ter pegado um chocolate."

"Ele descobriu que eu sabia de tudo, e tentou me matar duas vezes, o próprio James. Sabia que se eu contasse para todo mundo, eu ia escafeder. Então, coloquei uma dica na Bíblia que – Suspiro –... meu pai me deu. E fim."

- Eu sabia que era o Delacour! Bem, Moscovitz! – Triunfante falou Elizabeth. – Ele um dia falou "perfeitamente, amó el míos! Que corrrpo!" referindo-se a Michelle, lembram-se? – Como Michelle poderia esquecer... – Sim, isso não é francês! Eu sei lá que língua é essa, talvez seja espanhol, mas eu sei que não é francês. Eu sei falar perfeitamente, é uma língua importantíssima e... – Blá blá blá blá blá.

Todos passaram a tarde conversando. Começou a chover pedras de gelo dura como as nádegas de uma estátua pelas dezesseis horas, e todos correram para suas cabines. Menos Michelle e Jake. Talvez eles fossem indestrutíveis, ou regenerassem-se rápido.

- Arrasa, tigresa! – Apoiou Tim antes de partir do granizo. Michelle foi até o jovem Turner e cutucou as costas dele, para que o mesmo virasse-se para frente da garota. Funcionou, pelo menos.

- Er, oi. – Jake falou, com costumeira sem-graça diante de Mich.

- Oi. – Mich percebeu que ela tinha que dar o primeiro passo. Saco. – Eu quero te falar um treco importante.

- O quê? – Ai meu Deusinho do céu. Boa sorte, Michelle.

- Bem, as coisas que eu mais gosto na vida tem três letras, se você for perder o tempo de sua vida como eu para perceber. Eu amo rum, a melhor bebida de todos os tempos; o mar, sem ele eu seria... sei não; uva, uma fruta maravilhosa; Tim, meu melhor amigo e... há uma coisa que tem quatro letras, em vez de três. É Jake. –Enrubesceu. E uma pedra de proporções enormes caiu na sua cabeça. Jake massageou-a. E tentou compreender o que havia escutado. Será mesmo isso?

- Hm, como colega? – Tapado.

- Na verdade, um pouco mais que um colega.

- Como amigo? – Tapado.

- Não, sua anta! Eu te...! – Jake arregalou os olhos. Ahá! Agora, finalmente, ele entendeu. Ele respondeu de um modo comum, para um apaixonado. Ele tocou os lábios, em seguida meteu a língua, na boca de Mich. E ali estavam eles, completamente apaixonados, beijando-se no meio do granizo, que magicamente tornou-se uma chuva, colando a roupa no corpo daquele casal de amantes que estavam abraçados.

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Na cabine dos Turner, estavam lá Elizabeth e William, conversando educadamente sobre o ocorrido. Ambos sentiam orgulho pelo filho. Estavam falando de como ele era corajoso.

-... ele é um exemplo para esta embarcação. – O pai estava transbordando de orgulho. – Você não tem idéia do como eu gosto do nosso garoto.

- Lógico que eu tenho, Will. – Will estremecia ao ouvir a voz delicada de Elizabeth falando seu nome. Era algo tão... bom.

- Mas eu acho que ele não gosta de mim. – Liz ia protestar, mas ele continuou: - Ele olha para mim de um jeito como se eu estivesse a roubando dele, ou como se eu não se importasse com vocês dois. Ele ainda não deixa que nós nos beijemos. É muito... – É muito estranho, era o que ele ia dizer. Mas não terminou, Lizzie estava a milímetros de seu rosto, pronta para beijá-lo, finalmente. Mas a porta abriu, e mostrou um casal de mãos dadas, rindo muito, com a roupa e os cabelos pingando água da chuva.

Jake percebeu como estava sendo cruel ao não deixar os pais beijarem-se. Era algo tão bom! Mas desta vez ele abriu a porta quando os pais estavam quase lá por coincidência. Ficou sem-graça, e Michelle deu um grande sorriso de felicidade com um "oi" acompanhando. Jake recuperou a voz:

- Ahn, mãe, pai, Jack quer falar com vocês.

Eles obedeceram, e foram para a chuva. Nenhum dos dois importou-se com o caso de estar pegando chuva, e pelo contrário de muita gente, relembraram de um lindo dia. O dia que se casaram, no meio de uma batalha, com Barbossa fazendo a cerimônia. Que hilário colocar Barbossa de padre, pensando bem.

Lá estava Jack, no meio da chuva, morrendo de alegria. Não entendiam por que tanta felicidade. Ah, coitados, iam entender logo. Começaram a raciocinar quando viram uma garrafa extra grande aos pés de Jack, contendo um líquido meio azulado, meio esverdeado e meio rosado. A "garrafinha" tinha o tamanho de, vejamos, para exemplificar... ah! De um garrafão d'água.

- Drink up, me 'earties, yo ho! Lizzie! William! Faltavam somente vocês para a nossa festinha! – Realmente. Todos da tripulação ali estavam. Menos o papagaio do Sr. Cotton. Oh, ele chegou. – Sabe o que é isso? Sabe?

- Não. – Falaram em uníssono Will e Liz. Apesar de saber o que está ali. Eles queriam dar um gostinho de alegria a Jack, não custa nada falar que não sabem que ali é a Água da Vida.

- É A ÁGUA DA VIDA! Não é uma belezinha? Eu estava esperando somente por vocês dois para ver o Jack aqui rejuvenescer e ficar imortal, sem nunca envelhecer! – Ele pegou uma garrafa de rum vazia e encheu até a ponta com a água multicolorida. Bebeu tudo em praticamente um gole. É a prática.

E repente, Jack começou a ficar diferente. Suas microscópicas rugas sumiam. Seu cabelo mudava (pouquíssimo). A pele ficava mais macia. E ele ficou com uma carinha de jovenzinho de vinte e poucos anos. Ele tocou no rosto, espantado.

- Ah, meu Deus. Não sei se fico alegre por ser agora o Imortal Capitão Sparrow, ou se fico triste por ter a cara de um frangote. – Todos começaram a rir e a tomar da Água da Vida e ficar com a cara de bebê. Com exceção óbvia de Will e seus tentáculos, por já ser imortal.

Lizzie novamente com carinha de vinte e poucos anos. Ela deduziu que tivesse exatamente vinte e cinco, pois estava no dedo do pé com uma cicatriz que tinha somente quando tinha esta idade. Jack deduziu o mesmo, pelo mesmo motivo: uma cicatriz. Só que a dele era no peitoral, e não no dedinho mindinho do pé.

- Quem aceita ruuuum? Para comemorar? – Alegrou-se Jack.

- Eu, capitão! – Gibbs sorriu, já estava bêbado, mas iria embebedar-se mais.

- Capitão, não. Imortal Capitão Sparrow. Fica mais respeitoso, hm? – Michelle sorriu. Apesar de não estar apaixonada pelo pirata (ela amava Jake, claro), ela tinha um enorme carinho por ele.

Liz chegou perto de Will, e apoiou a cabeça no seu tórax. Abraçaram-se, e começaram a fitar um ao outro. Jake afastou-se do par e sorriu, eles mereciam ser felizes; ele já estava bastante. Foi beber junto aos outros.

A sra. Turner olhou bem para seu amor. Subiu na pontinha dos pés o beijou, de leve. Ele correspondeu, com este beijo de ar triste e comovente, acompanhado da chuva; lembraria seu casamento, com a pequena diferença de Will, que estava sem tentáculos na época. Ao acabar do beijo, algo estranho aconteceu: os tentáculos de Will estavam menores e menos melequentos.

- Foi o beijo, como nos contos de fada? – Sorri Elizabeth.

- Talvez. Que tal comprovar?

William a tomou nos braços, apertando o corpo dela junto ao seu. Os lábios tocaram-se ferozmente, ligando-se num beijo bem quente. Liz o abraçou, e Will juntava-os segurando o pescoço da esposa, as línguas em sincronia. Ao terminar do beijo, os dois caíram na gargalhada: Will não tinha mudado nada, ainda estava com estilo moluscão.

- Mas, o que será que me fez mudar? – Indagou o capitão Turner.

- Água da Vida? – Falou Liz num tom incerto. Beijou Will num outro beijão. – Não, com certeza não é o beijo. – William beija o pescoço da dama, pega uma garrafa qualquer de rum vazia e a enche no garrafão de Água da Vida. Bebe rapidamente o líquido rosado-azulado-esverdeado. Acontece algo raríssimo de ser presenciado: os tentáculos encolhem, até sumir; o tom da pele do capitão Turner muda, a pata vira uma mão e a outra mão perde o grude. Incrível. O capitão Turner está de volta. Sem o estilo de animal marinho.

Todos olham William espantados. Tim esbugalha tanto os olhos que eles pareciam que iam voar para fora das órbitas, e grita animadíssimo:

- Que homem lindo! – Ri, com as mãos tapando parcialmente a boca, e ele mexe loucamente a cabeça de um lado para o outro – Tão lindo como o capitão! Mas o capitão tem uma beleza de gostosão. Esse é a beleza de metido a bonzinho. AH! ELE É IDÊNTICO AO JAKE! Não é Shelly? – Shelly não respondeu. Estava hipnotizada por ver rosto tão semelhante ao de seu Jakezinho.

- Hm, faz sentido. Eu, quando tinha vinte e cinco anos não tinha tentáculos, não é? – Sorri. A nova jovem embarcação concorda, com a cabeça. Não imaginavam Will assim.

O papagaio do Sr. Cotton anima-se. Bate as asas, mexe-se de todo jeito. Depois fala daquele jeito de papagaio:

- Terra à vista! Terra à vista!

Povooo!

Gostaram do cap.? Esse foi o que eu mais gostei de todos! Nhá! Assassino é morto, descobre tudo sobre o assassinato, casal Michelle e Jake se une, Will fica normal. Óun beleza! ;D
Dora deve ter ficado feliz com o Will de cara lisinha!

PRÓXIMO CAP. ENCERRA MISTÉRIO NO CARIBE! Ah, esse gostinho de despedida fica bem exaltado nesse aqui ;/
Até o próximo!
Agradecimento, como sempre: Roxane (como sempre); Mah; Dora; TG; Ivone. As mais queridas (as únicas que lêem essa fanfic –')

Bjks ;