Capítulo 10 – Não Me Encaixo

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Naruto e seus personagens não me pertencem... mas amo coloca-los em situações embaraçosas. xP

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Essa fic e todas que serão interligadas a ela são a minha homenagem à escritora que adoçou minha vida com suas histórias, a saudosa Penny Jordan.

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Agradecimento especial para a Arê-chan que me ajudou diversas vezes e de diversas formas. Esse capítulo sem ela não seria nada, muitas cenas foram conselhos dela e ideias que tive com dois presentes que ela me deu. Além disso, ela betou esse capítulo. Agradeço imensamente toda ajuda e carinho que me dedicou. *-*

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Quando Sasuke colocar música, é essa: watch?v=ApFkYKJXeV8

Retirada do youtube: SLOW SEXY August Alsina / Chris Brown Type RnB Beat 2016 - Lights Off (ShawtyChrisBeatz) FREE DL!

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Mikoto não se contentara em mudar seu guarda-roupa, os sapatos e o cuidado com a beleza – segundo ela – também eram peças fundamentais para o estilo. Depois de horas experimentando pares, se seguiu horas em um salão de beleza para cuidarem de seu corpo de cima a baixo.

Sentiu-se como uma boneca de pano a mercê das vontades de Mikoto. Negar-se não adiantava. A Uchiha sempre achava um argumento para quebrar sua resistência. O único que conseguiu, recusando com firmeza, foi não cortarem seu cabelo. Por mais que Mikoto e o cabelereiro dissessem que ficaria linda com os fios acima dos ombros, a mera ideia de Sasuke cancelar as aulas, por achar que ela queria ser Sakura, a fez resistir bravamente à insistência da mãe dele. Quando finalmente Mikoto cansou de molda-la, recebeu permissão para voltar ao apartamento de Sasuke.

Durante o caminho Mikoto fez diversas ligações – o que Hinata reprovava em silêncio, pois seu pai sempre dizia que isso distraia o motorista – limitando-se a ouvir as conversas em viva-voz. Porém, quando Mikoto comandou empregados da mansão a ir ao apartamento de Sasuke, empacotar e levar todas as roupas e sapatos de Hinata para o bazar de um orfanato, não conseguiu ficar em silêncio.

— Pensei que eu poderia escolher quais seriam levadas — reclamou, mesmo não querendo soar mal agradecida.

— Foi o combinado, filha.

— Eu sei, mas... — apertou os lábios, incerta do que dizer.

Falar que algumas daquelas peças tinham sido feitas por sua mãe pareceria infantil. Ela morrera a mais de oito anos, e mesmo quando viva jamais reclamava quando uma das filhas – normalmente Hanabi – não gostava ou se desfazia do que costurava.

— Era o que estava na sua lista: mudar completamente de visual. — recordou Mikoto. — Se deixasse as antigas, acabaria usando-as em vez das novas, e não é isso que queremos.

Não, não era. Ela queria ser uma nova mulher, queria estilo, uma nova atitude e ter Naruto, de preferência antes da data do casamento. Conformada, aceitou a ajuda de três homens, que Mikoto chamara para empacotar suas roupas antigas, para levar suas novas vestimentas para o apartamento, lançando um olhar rápido para as caixas pousadas no chão do quarto, prontas para serem fechadas e levadas.

Até mesmo a roupa que usava teve de ser levada; após troca-las por uma saia lápis azul marinho e uma camisa de seda creme com mangas longas e laço na gola, por cima um tailleur preto que se ajustava a suas curvas. Teria cuidado dobrado para não sujá-las, mas, no geral, adorara o modelo. Era diferente das roupas que costumava usar no trabalho, mas passavam a seriedade que o cargo exigia e a deixava bonita. Nos pés sapatilhas pretas, pois mesmo que quisesse, os saltos eram inviáveis no dia-a-dia.

Ainda naquela tarde, passou na academia para entregar os documentos e fazer os exames que pediam no consultório deles. Teria os resultados e sua carteirinha no dia seguinte; isso é, se conseguisse voltar...

Observar através das portas de vidro, que separavam a recepção dos equipamentos, os corpos malhados e esbeltos das mulheres do prédio tinham baixado para zero sua vontade de ir à academia. Com exceção dos seios, seu corpo com quadril grande, pernas grossas e gordurinhas não aguentaria tamanha exposição.

Quando a noite chegou, carregada de inseguranças já nem sabia se iria adiante com o plano de malhação. E foi o que disse para Sasuke quando jantaram juntos e ele fez perguntas sobre isso.

— Não sei se é uma boa ideia — disse remexendo os restos de comida em seu prato. — Você mesmo disse que estou bem assim.

Sentando ao seu lado, Sasuke estreitou os olhos.

— Alguém te importunou? Fale-me quem e tomarei providências.

— Não, nem passei da recepção...

— E o que te fez mudar de opinião?

— Nada...

Sasuke respirou fundo.

— Eu sei que mente. — Estendeu a mão para segurar a dela, fazendo carinho com o polegar ao orientar: — Falar o que te incomoda faz parte da confiança trocada.

— Tenho medo das comparações... dos olhares das outras mulheres...

Desprendeu sua mão, para esfregar o braço, incomodada e envergonhada com sua debilidade.

— Está com medo das mulheres? — A confusão tomou a face e a voz do Uchiha.

— Não vi nenhuma acima do peso como eu. — comentou de cabeça baixa, a franja ocultando seus olhos. — Todas são magras... algumas são até musculosas... e... Não me encaixo ali...

— Comparações tolas não levam a lugar algum.

— Para você é fácil já que tem um corpo perfeito.

Hinata corou com sua própria ousadia, vendo com surpresa que seu desabafo não incomodou Sasuke.

— Digo e repito: não tem nada errado com seu corpo. O único motivo para você se ver assim e essa estupidez de se comparar a Sakura — comentou irritado, oferecendo em seguida: — Se preferir, irei com você amanhã cedo.

— Não quero incomodar.

— E não vai. É só acordar no meu horário.

— Minha carteirinha só fica pronta amanhã.

— Nos pegamos e te indico um instrutor de confiança.

O olhando agradecida, Hinata se perguntou rapidamente se poderia abraça-lo. Sasuke lhe dissera que devia ser espontânea e agir como sua amante. Um abraço era o esperado.

— Obrigada. — Inclinou-se para abraça-lo rapidamente. — Você está sendo um grande amigo.

— Não sou seu amigo, sou seu amante, lembra? — dizendo isso segurou seu queixo e se inclinou para beija-la, provocando, seduzindo. Presa a sensualidade dos lábios de Sasuke, Hinata correspondia desinibida. Suspirou extasiada quando os beijos deslizaram na lateral de seu rosto até alcançar sua orelha para sussurrar com voz sedutora: — Desejo possuir seu corpo sobre essa mesa. Banquetear-me dele, mordiscar cada centímetro. Fazê-la perceber o quanto ele é perfeito contra o meu, em sincronia com o meu.

Ele ergueu o rosto, fazendo Hinata estremecer com seu olhar incendiário e sorriso malévolo. Zonza e corada com as imagens formadas em sua mente diante das palavras do Uchiha, Hinata levantou, juntando com mãos trêmulas os pratos vazios. Sasuke a imitou, recolhendo a louça do jantar.

— Deixe, eu faço — pediu colocando a mão sobre a dele a fim de para-lo.

— Com a minha ajuda será mais rápido — disse, continuando o ajuda-la. — Precisamos começar logo as aulas.

Desviando o rosto afogueado, Hinata concordou. Ficaram em silêncio por um tempo, levando a louça para a cozinha e colocando-a na lava-louça. Sasuke ligou o aparelho assim que o último prato foi levado. Colocando um avental, Hinata voltou para limpar a mesa da sala de jantar.

— Comprou algo interessante? — Sasuke perguntou encostado no batente. — Além dessa roupa?

Olhando-o rapidamente, e levando em consideração o olhar dele quando chegou, Hinata sabia que a nova roupa não o impressionara. Queria que tivesse, não porque a opinião dele importasse para algo – afinal ele deixara claro não se importar com vestimentas e sim com a falta delas –, mas porque esse era um item que – em sua opinião e na de Mikoto – fazia a diferença em uma mulher.

— Sim... Quer ver?

— Porque não? — Ele deu de ombros.

A Hyuuga terminou o que fazia, guardou o avental e, com Sasuke seguindo-a, foi para seu quarto. Estava nervosa, não por mostrar suas novas roupas, mas pela presença dele e a eminente aula daquela noite. Teria mais beijos? Ele faria algo como sugerira há pouco?

Nunca imaginara mordidas atraentes, mas algo na voz dele tornara a ideia tentadora. Sua pele estava arrepiada, como acontecia na infância ao aproximava o braço da tevê, seu coração batia acelerado e suas mãos suavam de tal modo que mais de uma vez a esfregou na roupa disfarçadamente.

Ansiando e temendo o que viria, mostrou as roupas acomodadas no guarda roupa e os novos sapatos, enquanto falava do acordo feito com Mikoto e o tempo gasto no salão de beleza.

— Minha mãe gosta muito de você — ele comentou observando as roupas enfileiradas. De repente se virou para ela, levando uma mão até o rosto delicado, acariciando com o polegar seu queixo, os olhos fixos em seus lábios enquanto se inclinava.

— Também ganhei um presente da filha da dona da loja — lembrou afastando-se do toque e do corpo de Sasuke, necessitando fugir para não entrar em colapso. — Nem vi o que era na hora, mas ela disse que é pra usar sozinha ou acompanhada. — Pegou a caixa prateada em cima da cômoda, abriu e retirou seu conteúdo, um patinho cor-de-rosa com plumas em volta do pescoço e um cristal no bico. — Que fofo!

Sasuke o pegou e examinou por um segundo antes de, para surpresa de Hinata, rir.

— Você é inocente demais.

Hinata o encarou espantada.

— O que fiz?

— Isso é um vibrador.

Hinata abriu a boca, depois a fechou, olhando o objeto inocente e bonitinho na mão de Sasuke.

— Mas... como... Quer dizer, não parece... — Corou. — Porque ela me daria um... um...

— Vibrador? Talvez ela queira te animar. — Devolveu o objeto.

— Não quero isso. — Tentou devolver, mas Sasuke apertou o objeto em suas mãos.

— Como sabe se não experimentou?

— Não vou experimentar nada. — Empurrou para Sasuke, precisando se desfazer daquilo, mas Sasuke se negou a pegar, mantendo o objeto nas mãos de Hinata.

— Deveria, faz parte do quatro. — informou, o que fez Hinata apertar a peça com força. — Podemos trabalhar nisso essa noite. — Ela arregalou os olhos, a boca escancarada se mexeu, abrindo e fechando, mas nenhum som saia para recusar a proposta. — Não vou tirar sua virgindade se é o que te assusta. Já se tocou?

— To-to-tocar...?!

— É, dar prazer a você mesma.

— Isso é... pecado e nojento...

Sasuke encostou-se a cômoda, os braços cruzados em frente ao corpo e os olhos fixos nos de Hinata.

— Faço isso desde a adolescência, nunca considerei pecado ou nojento. — Ele a observou corar e desviar os olhos para os pés.

— É diferente, você é... — Apertou os lábios.

— Sou? — Diante do silêncio, Sasuke se afastou em direção a porta. — Tomarei um banho, quer vir junto?

— Não... — murmurou sem erguer o rosto.

— Nos vemos no meu quarto. Espero que tenha comprado uma camisola melhor que a de ontem — disse, acrescentando para pavor de Hinata: — Não que vá precisar de uma.

Sozinha, Hinata apertou as mãos com nervosismo. O que ele queria dizer com não precisar?

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Realmente foi uma péssima ideia deixar que outros escolhessem suas roupas íntimas. Certo, não saberia o que escolher. Rendas, transparências e suas vertentes não eram suas prioridades. Gostava de longos, feitos com algodão macio, que cobriam cada parte de seu corpo, como sua mãe gostava. Todas as suas novas camisolas eram curtas, de alças finas e delicadas, lacinhos, rendas, transparências, os tecidos eram macios, mas finos demais. Graças aos céus, tivera o bom senso de indicar que jamais usaria calcinha fio-dental, caso contrário nesse momento estaria mais envergonhada e desconfortável.

Por fim escolheu a que mais cobria... Pelo menos os seios volumosos e a parte de baixo, já que tinha uma faixa de renda na parte da barriga. O robe longo ajudaria, embora também fosse transparente.

Entrou no quarto, a única segurança as pantufas que se negara a entregar com a desculpa que não tinha chinelos para a noite. Encontrou Sasuke junto ao aparelho de som, já de banho tomado, com os pés descalços e só de cueca.

Pela primeira vez, Hinata prestou atenção em todos os detalhes de Sasuke, as costas largas, os braços fortes, as pernas musculosas sem excesso e a bunda redonda coberta pela boxer preta. Sentindo o corpo, em especial o rosto, ferver, assumiu que Sasuke era atraente em cada detalhe, pelo menos na parte de trás. Uma música suave ecoou pelo quarto, iluminado somente pelo abajur do lado esquerdo da cama.

Pigarreou, atraindo a atenção dele, que indecifrável a olhou de cima a baixo. Sem graça, desviou os olhos para seus pés e esfregou uma mão no braço.

— Está frio... não quer colocar... um pijama?

— Costumo dormir nu, abri uma exceção por você.

— Oh... — Olhou para o lado, o que foi péssimo uma vez que caiu na cama, desviou para o som. — A... aula... precisa de música? É assim que você... seduz... as suas amigas?

— Quem entra aqui já está seduzida — Ele corrigiu, respondendo em seguida sua pergunta. — A música ajuda a relaxar, criar o clima para o que preparei. — Ele se aproximou e lhe entregou um prendedor. — Preciso que faça um coque — Hinata pegou e com mãos trêmulas fez o seu melhor para atender a ordem. Ao fim Sasuke segurou seus braços, o toque das mãos masculinas descarregando uma corrente fria e elétrica pelas veias da Hyuuga, fazendo-a tremer. — Não tenha medo.

— Não tenho... é só... você está sem pijama e... isso é loucura...

— Essa noite será sobre você. — As mãos dele subiram para seu ombro, pescoço, até encaixar em seu queixo e ergue-lo.

— Eu...? — engoliu em seco sentindo o corpo quente com o toque dele em seus lábios.

— Seu corpo é tentador e percebera isso hoje. — Hinata franziu o cenho em dúvida. Mas logo entrou em pânico quando Sasuke desfez o laço do robe e depois empurrou o tecido, expondo seu corpo na camisola curta. Ouviu-o respirar fundo. — Amar e se entregar totalmente a você mesma, antes de fazer isso com outra pessoa, é um ensinamento importante, o maior de todos em minha opinião.

Desceu as mãos para segurar as dela e a puxou em direção à cama. A soltou para subir na cama, sentando no lado direito, as costas rentes ao encosto da cama. Parada ao lado da cama, Hinata o observou colocar o travesseiro entre as pernas e segurou a mão que ele lhe estendeu, tremendo da cabeça aos pés ao se acomodar em seu colo, só com o travesseiro entre eles.

— Se preferir, pode fechar os olhos, relaxar e deixar sua imaginação fluir — ele sugeriu.

Relaxar ficou fora de cogitação para Hinata quando Sasuke afastou as alças de sua camisola, deslizando o pano para baixo, até sua cintura. Automaticamente cobriu os seios com os braços, a vergonha assumindo a forma de calor por seu rosto e colo. Agradecia a pouca luz e Sasuke estar nas suas costas, não podendo ver seu rosto e seu corpo desnudo. Envergonhada e ligeiramente assustada, observou Sasuke pegar um frasco sobre o criado mudo, abri-lo, derramar o líquido escuro na palma da mão, esfregar uma mão na outra e, com movimentos suaves, deslizar o líquido morno e com cheiro cítrico pelos seus ombros, costas e braços, afastando delicadamente cada um deles dos seios que cobriam.

Expirou profundamente para se tranquilizar ao perceber que ele fazia uma massagem. Não era algo que ela precisasse aprender, de fato ela fizera uma nele meses atrás. Embora, dessa vez, fora o travesseiro no colo dele, não havia nada que impedisse suas peles de se tocarem de cima a baixo. Não havia uma só parte de Hinata que não tivesse consciência do corpo masculino junto ao seu. Os pelos das pernas dele faziam cocegas nas suas e, quando ele se inclinava para percorrer o óleo em seus braços e mãos, seu tronco ficava em contato direto com as costas de Hinata, que apertava os lábios contendo a respiração, e o que quer que desejasse passar por eles.

— Quero que liberte seu corpo, exponha cada sensação sem receio, sem julgamento — ele sussurrou junto à orelha da Hyuuga quando suas mãos deslizaram para encontrar as dela, o hálito mentolado e fresco fazendo sua nuca se arrepiar. Para ele era fácil, resmungou consigo mesma enquanto deixava-o jogar o óleo em suas mãos, as esfregava uma na outra e encaixava os dedos entre os delas, de forma que suas mãos ficassem unidas como palmas de dez dedos de tamanhos desiguais. — Se entregue, minha adorada.

O termo carinhoso fez o coração de Hinata acelerar. Estava prestes a virar e questionar o apelido carinhoso, lembra-lo que sempre considerara isso uma bobagem, quando os seus dedos e os dele tocaram seus seios.

— Sa-Sa... — Tentou remover as mãos, mas Sasuke, com as suas por cima, não permitiu. — Eu... eu... — o olhou suplicante.

— Você é linda corada, ainda mais agora que sei até onde o rubor se estende. — Seguiu o olhar dele, vendo o rubor que chegava ao seu colo e também os polegares e indicadores que apertavam seus mamilos, lhe arrancando, a contragosto, um gemido. — Queria lambe-los, deslizar minha língua em cada um deles, circular cada mamilo e chupa-lo bem devagar. — Hinata arfou, sentindo nas mãos sua pele quente, enquanto sua mente atrevida imaginava Sasuke fazendo o que sussurrava em seu ouvido com voz de veludo. — Me acompanhe, amor, deixe-se envolver.

Sasuke sabia as palavras certas para enfeitiçar, concluiu Hinata movendo os dedos como ele fazia, deixando o óleo escorrer ao redor dos seios, apertando os mamilos como ele fazia.

— Isso, prove-se. — comandou, acariciando a lateral do pescoço da Hyuuga com a ponta do nariz.

Hinata soltou um gemido estrangulado, o corpo todo arrepiado e um calor se espalhando no baixo ventre por causa da combinação da caricia em seu pescoço com a que sua mão, com o auxilio das de Sasuke, faziam em seus seios intumescidos e sensíveis.

Ele guiou uma de suas mãos para sua barriga, percorrendo-a devagar, parando acima de seu sexo latejante, para logo voltar na trilha de caricias suave. Repetiu a tortura duas vezes antes de descer a mão ainda mais. Com o corpo tremente na expectativa do que viria, Hinata sentiu seu sexo umedecer ansiando pelo toque que os seios e barriga recebiam. Chiou um lamento quando a mão dele passou direto para suas coxas, moveu as pernas, friccionando uma na outra, e puxou a mão para cima. Novamente Sasuke as controlou, apertando sua coxa antes de deslizar a palma de Hinata por entre as pernas, massageando com toques intensos a pele próxima ao sexo, enquanto continuava a torturar seus seios com a outra mão.

— Seu corpo deseja mais, Hina — Sasuke disse roçando a boca por seu pescoço, até chegar à junção com o ombro e depositar um beijo molhado em sua clavícula.

Um líquido quente escorreu por entre suas pernas e seus hormônios borbulhavam. Hinata não sabia explicar o que levava seu corpo a vibrar como cordas de um violino toda vez que Sasuke sussurrava em seu ouvido, ou deslizava o nariz e os lábios pela extensão de seu pescoço, porém reconhecia gostar de cada sensação nova. Era torturante e prazeroso ao mesmo tempo, queria repelir as sensações, mas também mergulhar nelas. Contorceu o corpo, movendo-se de encontro às mãos em sua coxa, querendo aplacar as palpitações em seu sexo e o calor e impulsos que se estendiam daquele ponto por cada centímetro de sua pele.

— Sas... Sa...

Fechou as pernas, movendo-as uma contra a outra em agonia, desejando acabar com o formigamento e palpitações, mas nada fazia efeito. Tombou a cabeça para trás, olhando suplicante para o Uchiha, não conseguindo verbalizar uma só palavra, só arfar. Ele a encarou com o brilho de malícia nos olhos negros e aproximou um dedo de seu sexo.

— O que você quer? Mostre-me, Hina.

Corada como nunca e com o corpo arrepiado e sufocando de desejo, instintivamente Hinata levou as mãos unidas ao sexo coberto pela calcinha de renda, sentindo as pontadas naquele lugar aumentar de ansiedade.

— Deliciosamente molhada — ele gemeu contra seu pescoço, mordendo de leve a pele enquanto pressionava um dedo no sexo da Hyuuga, lhe arrancando um soluço de prazer e agonia.

Ele ergueu as mãos e Hinata soltou um lamento, mas logo gemeu de prazer quando ele as infiltrou em sua calcinha, escorregando os dedos sobre os pelos púbicos de encontro aos lábios inchados do sexo feminino. Usando os dedos, ele conduzia os delas pela carne tenra e úmida, alternando movimentos leves com intensos, acariciando cada parte de seu sexo de cima a baixo, levando-a ao limite da razão cada vez que desenhava círculos em um ponto que arrancava gemidos altos da Hyuuga.

— Assim, linda, solte-se, me dê tudo que tem guardado — pediu com a voz desejosa e sedutora, lambendo sua nuca e ombro. — Se entregue.

E foi o que Hinata fez, jogando a cabeça sobre o ombro do Uchiha, dando total acesso ao seu pescoço para os lábios quentes, fechando os olhos para deixar seu corpo aproveitar ao máximo as caricias fortes, leves, arrepiantes, doloridas e muito prazerosas que percorriam seus seios, barriga, coxa e sexo. Desperta para o mundo novo que Sasuke a guiava, deixando-se afundar no turbilhão de sensações que estava por vir.

— Não se contenha meu amor.

E Hinata não se conteve. O grito de prazer saiu por seus lábios sem resistência junto com o gozo úmido que envolveu seus dedos. Arfante, sonolenta e satisfeita, adormeceu.

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De banho tomado, Sasuke voltou para o quarto e parou junto à cama para observar o corpo adormecido sobre ela. O desejo se alastrou por seu corpo como fogo, o mesmo desejo que o percorrera quando acompanhou Hinata na descoberta do seu prazer.

Definitivamente, era insano. Jamais deveria ter proposto as aulas, principalmente aquela aula. Tocar Hinata fora maravilhoso. Quando soltara suas mãos das dela, para que ela alcançasse o clímax por conta própria não conseguira se afastar por completo, acariciando a pele de seu ventre e suas coxas com a ânsia que seu membro queria dar ao sexo úmido e convidativo da Hyuuga.

Quase gozara como um adolescente contra o travesseiro, que utilizara para não espanta-la caso tivesse uma ereção, quando ela gritara de prazer em seu ouvido. Tivera de cuidar dessa excitação toda embaixo de água fria e com o incentivo de suas mãos, embora em sua mente fossem as mãos de Hinata e sua boquinha movendo-se para cima e para baixo de seu pênis. Só de lembrar o membro se erguia novamente no pijama que usava para impor limites ao seu corpo. Não que o pano inútil da cueca e da calça aplacasse sua imaginação quando abraçava Hinata, ou sumissem com o desejo que se instalava em seu membro.

Recordar o motivo dela em sua cama também não diminuía sua excitação, lamentou após erguer o cobertor e percorrer com os olhos os seios volumosos, a barriga macia, a camisola amassada em volta dos quadris e as coxas grossas. Seu corpo formigava com as lembranças de cada uma daquelas partes contra si, da maciez, do cheiro, dos gemidos suaves, da respiração apressada e do gritinho deliciado.

Ele a queria. Desejava aquelas pernas roliças em sua cintura, as mãos pequenas percorrendo seu corpo em êxtase, os lábios carnudos contra os seus, queria penetra-la forte e fundo até que gritasse seu nome, pedindo mais e mais. Porém, sexo casual com Hinata era impossível. Estava estampado em sua face e atitudes que só se entregaria por amor, que desejava romantismo, palavras bonitas ao pé do ouvido, suavidade e carinho.

Adotara tal postura para conduzi-la desde que aceitara ensina-la a seduzir, mas não abusaria dessa confiança. Podia sussurrar palavras de amor, toca-la com carinho, leva-la ao limite da paixão até conseguir possui-la por completo, mas quando o fogo cessasse ela veria que estava com o homem errado, se arrependeria e o odiaria por ludibria-la.

Fechou os olhos com força, aspirou fundo e deitou, ficando de costas para a Hyuuga. Estava ali para ajuda-la a reconquistar quem ela escolhera amar. Podia abominar o resultado final, achar que merecia alguém melhor, um homem que lhe desse confiança em si mesma, que a ouvisse, que não fosse um completo imbecil. Porém, não impor suas vontades e respeitar as dela era e sempre seria a prioridade. Ensinaria tudo que ela precisava para seduzir alguém e depois, quando ela alcançasse seu objetivo ou cansasse de tentar, aguentaria as consequências da farsa que orquestrava.

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Hinata sonhava com borboletas azuis, pequenos seres voadores que tocavam seu rosto com as asas suaves, acariciando sua pele devagar. Piscando para se acostumar com a luz, abriu os olhos sonolentos, percebendo que Sasuke percorria seu rosto com os dedos.

— Combinamos de ir à academia juntos, lembra?

Assentiu, enquanto a noite anterior a atingia, deixando-a sem graça e sem fala. Quando ele se afastou, Hinata se ergueu, puxando rapidamente o lençol ao notar que seus seios estavam descobertos.

Sasuke notou, retornou e, ficando por cima da jovem corada, a beijou no pescoço.

— Não precisa ter vergonha de mim — murmurou acariciando as mãos que apertavam o lençol. — Percorreria seu corpo todo com beijos se permitisse e tivéssemos tempo. — Para surpresa de Hinata, e uma pontada de decepção, Sasuke se levantou. — Mas só pratico exercícios por uma hora antes de me aprontar para o trabalho. Vista alguma coisa confortável em dez minutos. Te espero na sala.

Ele saiu e Hinata piscou confusa com a rapidez que ele ia do Sasuke sedutor para o frio Uchiha.

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Com a carteirinha na mão e uma folha de regras da academia na outra, Hinata atravessou a porta de vidro com Sasuke ao seu lado, tão insegura quanto no dia anterior.

Reparou que diversas pessoas, homens e mulheres, olharam na direção deles sem disfarçar a curiosidade. Moveu-se de modo a ficar parcialmente oculta atrás de Sasuke.

Perguntava-se se a roupa não estava completamente adequada. Seus cabelos estavam presos no topo da cabeça num rabo de cavalo, e apenas a franja de fora. Usava um tênis de corrida que havia ganhado de Mikoto, uma calça leggin preta e um top da mesma cor. Mas justamente por ter tanta vergonha do corpo, implorou para que Sasuke lhe emprestasse uma camiseta. O Uchiha selecionou uma camiseta branca gola V que, apesar de ter ficado grande no corpo da morena, deixava-a mais interessante de ser descoberta.

De fato, Sasuke se arrependeu de sua atitude no instante seguinte, temendo não controlar a tentação. Mas agora era tarde demais, pois sabia que Hinata não abriria mão de se cobrir.

— Fique aqui enquanto procuro o instrutor para te apresentar — ele pediu ao parar perto do bebedor.

A morena assentiu, embora preferisse acompanha-lo a ficar sozinha naquele ambiente novo e hostil aos seus olhos.

Sasuke se afastou e Hinata encostou-se a parede, as mãos suadas de nervosismo apertando-se com aflição, a cabeça baixa para evitar os olhos que sentia estarem sobre si.

— Olá, belezinha! — cumprimentaram. Hinata ergueu a cabeça e olhou surpresa e temerosa para o homem a sua frente. — Sou Zaku Abumi, e você é...?

— Hi-Hinata Hyuuga.

— Prazer em conhecê-la, Hinata. A vi entrar com Sasuke Uchiha. Vocês estão juntos?

— S-sou governanta dele.

— Interessante. — Ele sorriu de um jeito incomodo e se aproximou mais, de modo que Hinata se espremeu contra a parede. — Então, não tem namorado?

Lembrando-se dos conselhos de Sasuke ergueu a mão com a aliança do noivado cancelado entre os dois, estrategicamente na altura dos olhos escuros dele.

— Eu... te-tenho noivo...

— Homem sortudo... E tolo, por deixa-la sozinha — disse, impondo ainda mais sua presença sobre Hinata. — Quer ajuda com os exercícios? Tenho praticado muito e posso ajuda-la. — Para provar ele mostrou os músculos de seus braços.

— Ela já tem a mim, Zaku. — Hinata sorriu aliviada para Sasuke quando afastou Zaku e envolveu sua cintura em um abraço. — Não precisa desses seus bracinhos inúteis, quando tem os meus.

Zaku a encarou com os olhos arregalados de surpresa.

— Esse é o seu noivo? Pensei que fosse apenas a empregada dele.

Hinata tentou se explicar, mas Sasuke apertou o abraço.

— Vamos, Hina, tenho pessoas mais importantes para te apresentar — dizendo isso ele a levou para longe de Zaku.

— Obrigada! — murmurou, assim que se afastaram do outro homem.

— Eu disse que você é linda demais para ficar solta aqui.

O olhou em dúvida, mas Sasuke estava com a atenção à frente, em que dois homens o esperavam.

O primeiro que Sasuke apresentou era pouca coisa maior que o Uchiha, pele clara, cabelo castanho preso em um coque e olhos cobertos por estreitos óculos escuros. Vestia uma camiseta cinza, calça moletom grafite e tênis.

— Esse é Shino Aburame, o melhor instrutor daqui. Conversei com ele para acompanha-la e não deixar que exagere.

— É um prazer. — Sério, Shino a cumprimentou com a cabeça, sua voz grave tinha um tom exato que um professor deve ter.

— Esse é Kiba Inuzuka. — Sasuke continuou — Ele dá aulas de kingboxing.

Kiba era menor que Sasuke, bronzeado, cabelo castanho escuro bagunçado, olhos negros e estranhas tatuagens vermelhas cobrindo suas bochechas. Usava calça moletom skinny preta, regata cinza e tênis.

— Muito prazer, Hinata! — Kiba se aproximou mais e pegou sua mão em cumprimento. — Quem diria que Sasuke ficaria noivo? Embora compreenda sua decisão e dou-lhes os parabéns. — ele disse sustentando um sorriso luminoso como os de Naruto, só que com caninos proeminentes.

Por um instante, Hinata não entendeu as palavras de Kiba. Porém, ao se lembrar de Zaku e suas investidas infames, ela entendeu que Sasuke realmente pretendia que eles se passassem por noivos durante seu período na academia. Como ninguém a conhecia e nem sabia de seu passado, aquilo não pareceu ser tão arriscado, embora fizesse as borboletinhas azuis, com que tinha sonhado mais cedo, aparecerem em seu estômago novamente.

— Obrigado! — Sasuke se adiantou diante do silêncio de Hinata. — Hina, pratico kingboxing todo sábado de manhã, quero que venha comigo e tente algumas aulas.

Concordou, embora não se imaginasse praticando nenhum esporte agressivo.

Com a orientação de Shino, e sem sair de perto de Sasuke, passou os minutos seguintes recebendo instruções de exercícios, fazendo exatamente o que era indicado. Quando Sasuke a chamou para ir embora, estava suada e cansada, mas determinada a fazer o mesmo todos os dias dali em diante.

— Viu como seus temores sobre a academia eram infundados? — Sasuke lhe deu um sorriso de canto ao entrarem no elevador do prédio.

— Bem, já é um começo... — Hinata meneou a cabeça positivamente, com um leve rubor — Pretendo me esforçar nas aulas... Embora tenha receio de fazer alguma coisa sozinha e ser abordada novamente por Zaku Abumi.

— Não precisa se preocupar com Zaku. — Sasuke garantiu, com a expressão bem séria. — Kiba e Shino são caras legais, estarão sempre ao seu lado e vão afastar os abutres.

— Você disse para afastar todos os homens. Até deixou que eles pensassem que somos noivos.

— E eles acreditaram. Não vão te fazer mal. — E então, Sasuke se aproximou ainda mais, prensando-a contra o espelho do elevador — Ninguém toca no que é meu. E isso, você pode contar como uma aula: homens que se importam cuidam do que pertencem a eles, assim como esperam que suas parceiras se apoiem neles quando necessário.

Dizendo isso, o Uchiha tornou os últimos momentos da subida muito mais interessantes do que ela poderia imaginar.

~*S2*~

Na sala de Gaara, Sasuke conversava sobre um possível novo cliente, quando Sakura entrou afoita na sala, sem bater ou se anunciar.

— Senhor, Temari e o ex-marido estão discutindo no setor de criação.

Gaara levantou de imediato e seguiu apressado para o elevador, só se dando conta de não estar sozinho, quando Sasuke selecionou o décimo andar antes que ele o fizesse. A subida rápida e a preocupação com a irmã, evitou que questionasse o sócio.

Quando chegaram ao andar, foram recebidos por olhares ansiosos, preocupados e chocados com o que acontecia na sala de Temari. Ao contrario do nono andar, em que ficavam as áreas de planejamento, presidência e diretória, com exceção das salas de vídeo e som, as divisões do setor de criação eram feitas com paredes de vidro, por isso a discussão da Sabaku com o ex era assistida por todos. Não dava para ouvir o que diziam, mas pelo que viam não parecia agradável. Hidan estava com um sorriso repulsivo, dizendo algo que colocara uma máscara de ódio e lágrimas no rosto de Temari.

Seguindo Gaara até o escritório de Temari, Sasuke sentiu o sangue em ebulição, subindo por suas veias como fogo, entupindo seus ouvidos e tingido de vermelho tudo a sua frente. Apertou os punhos, enquanto imagens de Hinata no lugar de Temari, sendo acuada por aquele verme, ocupavam sua mente. Entrou no escritório atrás do sócio e encostou o corpo na porta após fecha-la, precisando manter distância de Hidan para não cometer uma loucura. Limitou-se a discar o número da segurança do prédio.

— O que faz aqui? — Gaara perguntou se colocando entre Hidan e Temari.

— Seu pai me mandou — respondeu, fazendo Temari grunhir ao acrescentar sorrindo: — Ele quer que Temari volte para casa e cumpra seu dever de esposa.

— Não sou esposa de ninguém — Temari esbravejou com raiva e amargura.

— Perante Deus você é minha esposa, querida.

— Por muito tempo permiti que você e meu pai conduzissem minha vida, mas isso acabou! — disse secando o rosto com a maior dignidade que conseguiu, cansada de discutir e ser o centro das atenções.

— Seu irmão colocou ideias loucas em sua cabecinha vazia. — Ele a encarou ameaçador. — Tolerei sua fuga e o estúpido pedido de divórcio, mas você é minha, sempre será.

— Pertenço única e exclusivamente a mim mesma — ela revidou zangada, segurando a vontade de lançar algo no ex-marido.

Hidan gargalhou.

— É tão estúpida!

Gaara se adiantou furioso.

— É melhor que saia agora...

— Ou o que? Vai me bater?

— Ele não — disse Sasuke tocando o ombro de Hidan, fazendo com que virasse. — Eu vou.

O golpe rápido e fortalecido pela raiva acertou o maxilar de Hidan, que caiu desorientado no chão, levando junto alguns objetos da escrivaninha de Temari. Sasuke se abaixou e agarrou o colarinho da camisa de Hidan, sussurrando irado:

— Se acha poderoso por maltratar, amedrontar e ameaçar mulheres? Encontro mais utilidade num monte de merda do que em você. — Empurrou Hidan de volta para o chão e se levantou. — Os seguranças estão a caminho e te ajudarão a encontrar a saída. Da próxima vez que o vir na Yoshiaki, não será só a sua cara asquerosa que socarei! — ameaçou com desprezo.

Dois seguranças entraram na sala e ergueram Hidan do chão.

— Você vai pagar por isso, filho da puta! — Hidan esbravejou encarando Sasuke com raiva enquanto era escoltado para fora.

— O que foi isso? — Gaara perguntou olhando de Temari para Sasuke, pois queria explicação de ambos.

Sasuke deu de ombros, não desejando explicar-se, nem mesmo considerava necessário fazê-lo. Hidan merecia aquele soco há anos.

— Agradeço a demonstração de força bruta, Uchiha, mas foi insensatez — Temari avisou, apoiando as mãos na mesa em suas costas. — Hidan é vingativo e nesse momento planeja formas de retaliação.

— Não tenho medo.

— Deveria — disse com cansaço, esfregando a testa com o polegar e o indicado. — Hidan tem meios de prejudicar cada um de nós.

— O que Hidan queria? — Gaara questionou. — E porque permitiu que entrasse aqui?

— Perdemos a conta Zieder e duas outras avisaram que pensam em não seguir conosco. Sabe o que elas possuem em comum? — Sorriu com tristeza. — Hidan. Por isso aceitei falar com ele.

— O que ele fez?

— Papai precisa de um herdeiro na empresa. Kankuro não serve, você se nega e eu sou mulher. Porém, de acordo com Hidan, papai o aceitaria na presidência, se ele me convencer a voltar... — Soltou um riso engasgado e sofrido. — Ele propôs um acordo: volto "mansinha" e ele não afunda a Yoshiaki.

— Você não voltará para aquele monstro! — Gaara bradou, apontando o dedo em riste para a irmã

— Óbvio que não — Temari esclareceu. — Pensei que me desligar da Yoshiaki fosse o melhor no momento. Ou seria antes de Sasuke bater no Hidan.

— Está defendendo aquele merda? — Sasuke inqueriu, estreitando os olhos.

— Agradeci, não agradeci? Eu mesma arrebentaria a cara do desgraçado e jogaria seu corpo podre na primeira lixeira que eu visse. — Cruzando os braços, acrescentou: — Se não tivesse tanto a perder.

— Acredita que ele pode mesmo nos "afundar"? — Sasuke perguntou descrente.

— Estive casada com aquele verme por oito anos, oito malditos anos — recordou com acidez. — Garanto, ele é capaz disso e muito mais para conseguir o que quer.

— Ele pode tentar... — o Uchiha o desafiou, preparado para lutar.

~*S2*~

Retornando a sala de Gaara, após convencerem Temari a continuar na empresa, Sasuke não se arrependia do que fizera, ao contrario, a satisfação de golpear Hidan era maior que a preocupação com uma possível vingança. Porém, Gaara era de outra opinião.

— Porque fez aquilo? Não me interprete mal, gostei que socou o sujeito, mas nunca o vi tomar partido em uma briga que não o envolve diretamente.

— Apesar de Temari encher minha paciência com sua arrogância, ela faz parte da equipe. — explicou, ocupando o lugar que ocupava antes do alerta de Sakura.

Gaara o encarou com desconfiança, mas não se estendeu na dúvida.

— Bem, agora temos o problema dos clientes desistentes e da possível influencia de Hidan nos nossos negócios... — disse o ruivo, encostando o quadril em sua escrivaninha e remexendo os papéis na mesa, o nervosismo não permitiria que relaxasse em sua poltrona. Temari e ele tinham muito a perder com a possível retaliação de Hidan.

— Conversarei pessoalmente com os clientes. — Sasuke decidiu consciente que a preocupação do sócio tinha fundamento. — Descobrirei o que Hidan fez para manchar o relacionamento deles conosco. Com isso poderemos tomar medidas para que outras contas não sigam o mesmo rumo.

— Não acredito que Rasa deixe a presidência para Hidan. O velho planeja algo maior para foder com nossas vidas. Descobrirei o que é agora mesmo. — Pegou seu terno no encosto da poltrona, mas então parou e soltou um palavrão. — Tenho uma reunião às 19 horas com Bernard Zanba.

— Vou em seu lugar — Sasuke ofereceu. — Resolver a situação com Hidan e Rasa é prioridade.

Agradecido, Gaara colocou o terno.

— A reunião é na casa do cliente. Sakura pode te passar o endereço. — Pegou uma pasta com o logo da Yoshiaki sobre sua mesa e a entregou para Sasuke, antes de recolher suas coisas. — Nesta pasta estão as pesquisas que o cliente solicitou, junto com os custos e gráficos das analises do setor de criação. Diga que tive um mal estar e como ele é um cliente importante pedi para que você, o presidente, me substituísse. Isso vai aplacar qualquer ressentimento. Ah, e seja gentil com a Jasmine... — ele gritou atravessando a porta.

Depois que o sócio saiu apressado da sala, Sasuke olhou para a pasta em suas mãos perguntando-se porque Gaara marcara uma reunião na casa do cliente. Afinal, quem era Jasmine e porque precisava ser avisado para ser gentil? Era sério e reservado, as vezes, indelicado quando queria se livrar de alguém, mas sabia encantar facilmente as mulheres.

~*S2*~

Hinata colocou o fone no gancho e ficou parada em frente ao telefone da sala, os lábios comprimidos. A notícia de que Sasuke jantaria fora estava causando-lhe mal estar e desassossego. O que esperava? Que Sasuke segurasse sua libido por alguns dias?

Pelo menos ele não levaria a nova vítima para casa, consolou-se. Achava desagradável dar a última refeição antes do abate. E a maioria nem comia mesmo, fazendo de tudo para manter seus corpos magros. Pobres mulheres, mal sabiam que Sasuke só se importava com o que tinham entre as pernas magrelas.

Corou ao recordar a noite anterior, as mãos unidas acariciando seu corpo. Logo esfriou ao pensar que nessa noite ele estaria fazendo isso, e muito mais, em outra mulher. Não que se importasse, só lamentava que, provavelmente, não haveria aula por causa da sede por sexo do Uchiha.

Chateada, continuou suas tarefas, fazendo um jantar simples para ela. Quando passou das 20 horas, tomou banho, colocou um baby-doll ao acaso e se deitou em sua cama. Não dormiria na suíte enquanto ele estava em um encontro. E se por acaso ele levasse a mulher para o apartamento, como ficaria em ser flagrada na cama dele? Preferia evitar a humilhação.

Não sabia por quanto tempo dormira, mas acordou com alguém chamando seu nome. Sentou na cama, as mãos esfregando os olhos, adaptando-se a luz vindo da porta aberta.

— Combinamos que você dormiria comigo... — queixou-se Sasuke, sentado ao seu lado.

Reparou nos cabelos despenteados e as roupas emaranhadas do Uchiha, e também no cheiro forte e adocicado que emanava, foi o que bastou para respondeu com sincero desprezo.

— Temi que seu encontro acabasse com sua "amiga" pernoitando aqui.

— Tive uma reunião, não um encontro. E foi com um cliente homem — explicou visivelmente cansado. O que para Hinata era um sinal claro que gastara todas as suas energias rolando na cama de uma mulher iludida pela lábia sedutora e a cara de galã.

— Um homem que usa um perfume feminino? Perfume que está impregnado em você! — alertou irritada. — Não precisa mentir. Com quem você... dorme, não é da minha conta. Só que temos pouco mais de uma semana para fazer Naruto rever o casamento, esperava mais dedicação de você, afinal, estou me entregando totalmente às aulas. Até deixei você... — Calou corando ao relembrar o que tinha deixado ele fazer e percebendo que falara demais. Estava sendo mal educada com Sasuke por nada. — Desculpe-me! Só estou estressada com tudo que aconteceu e ansiosa para reconquistar o Naruto. Queria que num passe de mágica tudo se resolvesse.

Sério, ele a encarou fixamente.

— Esse perfume é da Jasmine. Ela passou a noite toda no meu colo.

Contendo a vontade de chama-lo de mentiroso e libertino, Hinata forçou um sorriso.

— Jasmine... belo nome... — disse, imediatamente se censurando por sua estupidez. Que diferença fazia a sua opinião de um nome na lista infinita de mulheres do Uchiha?

— Jasmine é a cadela propaganda do cliente.

— Não seja grosseiro!

— Não estou sendo. — Abriu a pasta, que estava pousada aos seus pés, e retirou uma foto. — Essa é Jasmine... Uma pequena, mimada e insuportável Lulu da Pomerânia.

— Que gracinha! Parece um bichinho de pelúcia! — exclamou ao ver a foto da cachorrinha de pelagem branca.

— Acha isso porque não foi o seu rosto que ela lambeu. É nojento! — resmungou entredentes. — Me encheu de pelos e esse cheiro horroroso por insistir em ficar no meu colo. E não podia me desfazer daquele monstro peludo para não desagradar o dono dela.

— É culpa do fascínio que você causa no sexo feminino — riu, percebendo os pelos brancos nas calças e terno de Sasuke, comprovando que falava a verdade.

— Prefiro causar esse efeito na minha espécie — retrucou observando o sorriso da Hyuuga. — Olhe, por mais que tenhamos um prazo tão curto, não estou com humor para ensinar nada — declarou ácido. — Quero um banho quente e dormir. Vamos?!

Contendo sua alegria, causada por Sasuke não desistir das aulas, obviamente, Hinata levantou e se adiantou para a porta, seguindo para a suíte. Ouvindo um grunhido as suas costas, se virou para encarar Sasuke, corando ao notar que ele tinha os olhos fixos em sua bunda coberta por uma calcinha de renda e exposta pelo baby-doll transparente.

— Pensando bem... Temos tempo para uma aula rápida.

Ficou parada enquanto ele se aproximava, ansiosa para o que ele pretendia. Quando ele se inclinou para beija-la, ergueu os braços para envolver seu pescoço.

— Envolva suas pernas ao meu redor... — ele comandou entre beijos, fazendo Hinata soltar um gemido de surpresa ao espalmar as mãos em suas nádegas para iça-la. Automaticamente cruzou as pernas nos quadris dele.

— So-sou... pe-pesada... — comentou encarando-o com olhos assustados e as bochechas rubras.

— Você é deliciosa, Hina! — ele corrigiu, pressionando as costas de Hinata contra a parede do quarto. — Beije-me como fiz ontem, enquanto te ensino a ter um orgasmo de um cômodo ao outro. — pediu com o olhar sedento, os dedos ultrapassando o tecido fino da calcinha.

Fazendo o que ele pedira, entregou-se aos braços fortes, sedenta pelos toques e beijos dele, aceitando facilmente suas palavras carinhosas, porque, embora não fosse uma mulher iludida pelos encantos dele, quando a beijava e tocava, ela acreditava que era a mulher deliciosa que ele descrevia.

~*S2*~

N/A – Me digam, com a crua verdade, o que acharam das aulas desse capítulo. Excessivo, maçante, na medida? Digam se mantenho o tom ou modifico nas próximas aulas (algumas já escritas). Tenho muitas dúvidas quando se trata de cenas calientes, então cada sugestão, crítica ou elogio vai ser super bem vindo. Espero do fundo do coração que o capítulo tenha compensado a espera.

Obrigada a todos que me enviaram reviews e mensagens, amei ler e responder cada um deles. :*

Respostas para os reviews não logados

Skullkat: Obrigada! Espero que tenha melhorado como aconteceu comigo e que esse capítulo também compense a espera e te anime. Mikoto é uma graça, uma mãezona para a Hinata, para o Sasuke também embora ele a ache intrometida, rs. Acho que a Hinata não aprovaria a Sakura seguir o conselho do Sasuke, rs. O Sasuke não se importa com roupas... mas camisola é outra coisa. Safadenho. xD Torço para que o capítulo compense a espera. Big beijos.

natty: Olá! Professor Sasuke quer aulas naturais, espontâneas pra não assustar a aluna, embora o gênio dele e a opinião sincera sobre o romance da Hina com o Naruto seja a parte mais difícil de lidar para ela. Tem pouca perspectiva masculina, um traço que peguei emprestado da Penny Jordan. A ideia, acho, é que os leitores imaginem o que se passa nessa mente insondável. Fora que realmente não sei escrever sobre o ponto de vista dele, às vezes sai algo, mas é pouco. Sasuke tem muitas facetas, aos poucos a Hina vai perceber que ele não é só o cara insuportável, tem um coração ali e uma sedução maior ainda. Ela só parou de se cobrir toda, mas deve ter alguma peça sexy igual às camisolas novas, não que o Sasuke se importe com o que ela veste... é bem o contrario. Sakura é um amor de pessoa e gosta da Hinata... coitado do Naruto, rs. Sim, Sasuke é muito esperto e tem um pouco de Mikoto nele, são muito parecidos. Espero que curta esse capítulo como os anteriores. Big beijos.

hime23: Oi hime! Obrigada! Estou bem melhor e fico feliz que gostou das lições anteriores, espero que curta as novas também. Sasuke é tentador, embora meu preferido seja o Itachi, dou uma chance ao mais novo. xD

Raquel: Acho que ele pensou que ela desistiria se esclarecesse, mas Hinata é persistente... por Naruto, rs. Ela meio que tá se lembrando a todo momento disso para colocar uma barreira entre ela e o mundo novo que está a sua frente. Continua com muito medo dela mesma e do que pode fazer, mais do que das outras pessoas, talvez por estar de fato aproveitando cada nova lição. xD

Mel itaik: Espero que goste desse também. Beijos.

Anie: Espero mesmo que seja impossível não me amar. xD Agradeço a preferência, sério, saber que a minha fic importa é uma grande honra. Não sou de desistir, caso ocorra será por força maior, mas contemos com a Graça Divina para que nada desse tipo ocorra. Eu que agradeço pelo incentivo, esse comentário alegrou minha vida. Ela é movida por você e todos que comentam e torcem para que continue, sem vocês eu e a fic não somos nada. Torço para nunca decepciona-la e que esse capítulo tenha compensado a espera. Big beijos.

Anninha: Obrigada! Me alegra que essa fic seja sua preferida, espero que esse capítulo - e os próximos - corresponda as suas expectativas e compense a espera. Beijos.

Leurela: Espero que goste desse também. Beijos.

Nana: Obrigada! Fico feliz que gostou, espero que esse também te agrade. Beijos.

Guest: Acho que o Sasuke está empenhado em explicar que o corpo dela é melhor que o de uma modelo. xD

Big beijos,

L. Moon