A grande noite chegou, Grissom se olhou no espelho mais de uma vez, Albert havia lhe emprestado um terno. A festa seria ali mesmo no salão do hotel, o que facilitava as coisas.
Ele desceu pro salão, estava tudo bem arrumado, a festa não era grande, apenas o pessoal do laboratório, da polícia e alguns políticos. Ali seria o palco para uma grande exibição. Não estava se importando, sabia o motivo de estar ali, era por ela, só por ela.
Avistou um grupo conhecido em uma mesa próxima, Albert fez sinal pra ele se aproximar.
- O senhor veio senhor Grissom – Kim parecia surpresa em vê-lo ali.
GG: Estou me despedindo de Los Angeles – eles conversaram por um tempo, Grissom aproveitou pra agradecer a hospitalidade, até os convidou pra conhecer Las Vegas. De repente sua atenção foi roubada por uma mulher que entrava no salão. Ela usava um vestido preto até o joelho, colado ao corpo, mostrando suas belas curvas, seus cabelos estavam presos em um coque. A visão ficou ainda mais perfeita quando ela sorriu pra ele. Grissom saiu da mesa sem mesmo dar explicações, foi ao encontro dela.
SS: Oi.
GG: Você está linda – foi à primeira coisa que saiu, ele falou quase que hipnotizado.
SS: Você também.
GG: Quer beber alguma coisa? – ela acenou com a cabeça e os dois seguiram para o bar, ele pediu dois copos de uísque.
SS: Hum! é forte – ela disse fazendo uma careta depois de tomar um gole.
GG: Quer pedir outra coisa?
SS: Não, está bom – eles conversaram um pouco, ele não cansava de olhar pra ela, momentos depois uma pista de dança começou a se formar.
GG: Quer dançar comigo? – ela fica um pouco surpresa com o pedido, nunca viu seu ex- chefe dançar.
SS: Seria uma honra – eles seguem pro meio do salão, ele a puxa para perto fazendo o corpo de ambos estremecerem, ela se aconchega em seu peito colocando a cabeça em seu ombro, ele podia sentir a respiração dela em seu pescoço, ficou extasiado com seu perfume.
Eles se movimentavam lentamente de um lado para o outro, bem calmamente, como se quisessem congelar o tempo. Em uma mesa próxima Sara avistou seus colegas do laboratório, podia ver os risinhos e comentários, sorriu pra eles.
Ela fecha os olhos apenas sentindo o momento mais que especial, até serem interrompidos por uma voz no microfone, indicando que o discurso começaria.
GG: Eu não estou a fim de ouvir discursos.
SS: Nem eu.
GG: Vamos subir até meu quarto? – ela assentiu e eles subiram. Sara sentou-se no sofá enquanto ele pegava um copo d'água.
SS: Sabe o que eu tava pensando? – ele se senta ao lado dela – Que isso nunca aconteceria em Vegas.
GG: Isso o que?
SS: A gente, as conversas, a dança. Se estivéssemos em Vegas isso nunca aconteceria – ele sabia que ela tinha razão.
GG: Sar, me desculpa – ele diz quase num sussurro, ela abaixa a cabeça.
SS: Não tem problema – ela força um sorriso.
GG: Tem sim, e sou eu. O problema sempre fui eu e não você – ele pega a mão dela, estava fria – Eu sinto tanto a sua falta – ela sorri tocando a barba dele.
SS: Eu também – eles aproximam os rostos.
GG: Você é tão linda – ele segura o rosto dela com as duas mãos, hipnotizado com sua beleza, não conseguia mais pensar, não conseguia mais falar. Ela sentia o mesmo.
Ele aproxima sua boca na dela, o beijo começa calmo mais vai se aprofundando. Sua mão vai para coxa dela fazendo-a arrepiar. A boca dele desce para seu pescoço dando uma leve mordida no lóbulo da orelha. Ambos sabiam o que vinha a seguir. Ela se levanta com as mãos na gola de sua camisa.
SS: Acho que devíamos ir para o quarto – ele dá um rápido sorriso por ela estar pensando o mesmo que ele. Eles vão se beijando até o quarto até chegar á beira da cama.
GG: Acho que seu namorado não vai gostar disso – ela arranca o terno dele.
SS: Isso é o problema pra você? – ela da de ombros sorrindo maliciosamente, ele nega com a cabeça, com uma mulher como ela bem ali na sua frente nada mais o importava.
Ele a deita delicadamente na cama, retirando cada peça que atrapalhava seu caminho, não demorou muito pra que estivessem só de roupa íntima. Ele fica louco com a visão, ela usava uma lingerie preta contrastando com sua pele branca, seu coração disparou ao imaginar o que havia por baixo, do qual ele apreciaria em segundos. Ela elevou o corpo o buscando para mais um beijo, seu cabelo antes arrumado agora era bagunçado pelas mãos firmes dele. Ela desliza sua mão pelo peito dele se aproximando ainda mais, sorriu satisfeita ao sentir sua ereção mais embaixo. Ele volta a deitá-la na cama beijando sua barriga subindo até o pescoço. Ele retirou o soutian maravilhado com aqueles seios perfeitos, começou a acariciá-los, um com a mão e outro com a boca arrancando leves gemidos da morena. Ela teve de se esforçar pra acreditar que aquele era seu antigo chefe, o homem que ela amou desde São Francisco. Ele voltou a beijar seu corpo dessa vez descendo para parte debaixo. Retirou sua calcinha quase que em câmera lenta, ficou paralisado ao vê-la completamente nua, tão perfeita quanto da última vez que estiveram juntos, quando ele ainda era seu professor.
GG: Você é maravilhosa – ele retira sua cueca rapidamente não suportando mais, volta a beijá-la dessa vez a preparando para o que vinha a seguir, ela o agarra com força mostrando que já estava mais do que preparada.
Ele segura o rosto dela olhando em seus olhos, ela assentiu com um sorriso enorme. Imediatamente ele a penetrou fazendo seus corpos estremecerem. Ela não conseguiu descrever a sensação de te-lo dentro dela, só sabia que não havia coisa melhor. Ele começou a se movimentar rapidamente, no mesmo instante o quarto fora invadido com gritos e gemidos dos dois, eles chegam ao ápice quase que ao mesmo tempo, ele cai ofegante em cima dela enquanto ela o acaricia nas costas, quase que emocionada, esperou isso por tantos anos. Ele volta a beijá-la ainda dentro dela, seus lábios eram como uma droga, não conseguia ficar longe. Depois de mais alguns carinhos eles adormeceram, ela deitada sobre o peito dele.
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Sara sentia-se relaxada, as lembranças de horas atrás ainda vagavam pela sua mente, podia sentir um calor perto de seu corpo e sabia que era ele, ainda estava em estado de sono quando seu celular tocou fazendo um barulho ensurdecedor. Se levantou assustada.
SS: Meu Deus! – ela diz ao olhar pra janela e ver que já era dia, ela sai da cama rapidamente fazendo Grissom acordar também, ele a observa, ela recolhia suas roupas pelo chão, estava apenas de lingerie.
GG: O que aconteceu? - Ele perguntou ainda meio sonolento.
SS: Eu já devia estar no laboratório – ela veste seu vestido e se aproxima dele – Me desculpe, eu preciso ir.
GG: Meu vôo é daqui a três horas – ele a lembra.
SS: Eu volto pra me despedir – ela o beija levemente e sai.
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Grissom arrumou suas malas, pensou em ligar pra Sara, mas o que iria dizer, Adeus? . Seguiu pro aeroporto se lembrando da noite que tiveram, foi à melhor de sua vida. Maldição, o que fizera de sua vida? As coisas seriam diferentes se não a tivesse ignorado por todos esses anos, agora já era tarde demais. De repente ele a vê entre as pessoas, parecia um djavú, se lembrou de quando ela foi embora e ele foi se despedir, agora os papéis haviam se invertido.
SS: Eu disse que vinha me despedir – ela disse tristemente.
GG: Acho que nem preciso perguntar se você quer voltar comigo – ele percebe a decisão dela.
SS: Eu não posso – ela diz baixinho – Eu tenho outros planos – ela o abraça.
GG: Eu te amo – ele sussurra, os olhos dela se enchem de lágrimas, seu coração fica apertado, ela se afasta enxugando-os com as costas das mãos.
SS: Eu tenho uma coisa pra você – ela pega algo em seu bolso e entrega a ele – É o seu presente, eu quis entregar pessoalmente - ele observa o pingente de coração.
GG: Não era bem esse coração que eu queria - ele resmunga.
SS: Você já tem meu coração – ela força um sorriso – Ele sempre vai ser seu – eles ficam em silêncio – Griss, eu posso te dar um beijo?
Ele nem responde, segura o rosto dela a beijando profundamente, como se fosse à última vez, e era de certa forma, as lagrimas dela voltam a cair, molhando o rosto de ambos, eles se separam com muito esforço.
GG: Adeus – ele diz secando o rosto dela.
SS: Adeus – ela o sente hesitar, mas não havia mais nada a ser feito, o tempo dos dois já haviam passado, ele se vira e vai embora.
