— Respira, Bella. — Edward pediu a puxando contra o peito e acariciando suas costas. Ela tentou lutar contra seus braços, mas acabou se aconchegando mais neles.

— Você não devia estar aqui. — Sussurrou ainda agarrada a ele.

— Você precisa de mim.

— Não preciso de ninguém. Obrigada. — Disse tentando magoa-lo. E funcionou.

— Eu sei que sou um idiota. Não precisa me lembrar disso. — Respondeu, passando o dedão pela maça do rosto dela. Os olhos verdes da morena brilhavam e estavam vermelhos pelas lágrimas. — Vai me contar o que aconteceu?

— Por que se importa? — Questionou e ele a olhou.

— Tudo que está ligado a você me importa. — Respondeu e ela estreitou os olhos.

— Por quê? — Porque eu te amo, era o que ele queria gritar. Porque te amo como nunca amei ninguém e isso me assusta como o inferno. Mas ele permaneceu calado e ela se afastou.

— Bella...

— Você não devia estar aqui.

— Nós precisamos conversar.

— Não. Eu tenho coisas para resolver. Eu agradeço por tirar aquele verme de cima de mim semana passada, mas isso não muda as coisas entre nós.

— Eu não disse que mudava. Não fiz aquilo pensando que mudaria.

— Então por que fez?

— Está brincando comigo? — Questionou, aumentando o tom de voz. — Realmente não sabe?

— Eu não sei, Edward. Suas ações e palavras não condizem. Você me confunde.

— Você sabe o porquê eu fiz aquilo.

— Não. Eu não sei. E você não devia estar aqui. Pode, por favor, sair? Eu quero ficar sozinha.

— Não vou sair até me dizer o que aconteceu.

— Aquele merda do Becker descobriu o meu segredo. E agora eu tenho uma semana até que ele me delate. Feliz? Vai sair agora?

— Como ele descobriu? Desde quando ele sabe?

— Ele ouviu a conversa com a tenente.

— Isso tem duas semanas. — Constatou.

— E? — Questionou tentando entender onde ele queria chegar.

— Então na luta da semana passada ele sabia que você era você. — Declarou.

— Sim. Provavelmente.

— Verme, desgraçado... — Resmungou, se virando e socando a porta, mas Bella o puxou.

— Ei, onde você vai?

— Ensinar uma lição para aquele cretino.

— Ah, você não vai. Vai aparecer batendo nele e dizer o que? Ele bateu no Swan que, a propósito, é uma garota?

— Não...

— Então o que? — Indagou, o observando.

— Eu não sei. Eu só quero arrancar a cabeça dele! — Rugiu indo para porta, mas ela o empurrou colando o corpo no dele.

— Por que se importa?

— O que? — Perguntou confuso.

— Perguntei, por que se importa? Não temos mais nada. Eu não sou nada para você. — Disse tentando disfarçar a magoa em sua voz, mas ele havia percebido.

— Isso não é... — Tentou dizer, mas ela o interrompeu.

— Por que se importa com o que acontece comigo, Edward? Responda.

— Porque eu te amo, porra! — Rugiu e ela piscou se afastando.

— O-o que você disse?

— Eu disse... — Tentou responder. Seus olhos estavam fechados e sua respiração pesada.

— Edward?

— Eu... — Disse lhe dando as costas. Ela se aproximou tocando seu ombro.

— Diga. Não me deixe agora. — Sussurrou acariciando o ombro dele.

— Eu disse que amo você. — Disse e ela sorriu, mas seu sorriso morreu.

— E só chegou a essa conclusão agora? Porque eu posso ir embora?

— O que? — Perguntou confuso e se virou para ela.

— Se é por isso...

— Por Deus, Bella! Como pode pensar isso?

— Eu não sei o que pensar! Você me confunde. — Rebateu e ele suspirou, segurando gentilmente seus ombros.

— Não estou dizendo isso porque aquele verme descobriu seu segredo. — Assegurou-a. — E você não vai embora. — Acrescentou.

— Não pode afirmar isso.

— Sim, eu posso. Chegamos longe demais para que você vá embora. Vamos dar um jeito. Será que podemos conversar agora? — Perguntou e ela assentiu.

— Claro. Por que a mudança? Por que sente isso agora?

— Você não entende? Eu sempre senti. — Disse pegando a mão dela e colocando sobre seu peito, onde seu coração batia fortemente. — Eu amo você

— Então por que mentiu? Eu sei que sou complicada, mas isso...

— E é exatamente isso que me atrai tanto em você. Você é complicada. E eu amo muito isso. Você não é como as outras mulheres. Você me fascina.

— Eu não entendo...

— Eu estava com medo. Eu tive um passado ruim. Não queria que a história se repetisse. Mas cansei de ter medo.

— Medo de que? — Perguntou em um sussurro.

— Não importa. O que você vai fazer agora?

— Eu não sei. — Disse se sentando na cama.

— Bella, escuta. — Pediu segurando sua mão. — Eu sei que não respondi quando você disse... Bem, o que eu respondi na verdade. Você me pegou de surpresa. Eu não sou exatamente uma pessoa aberta.

— Não brinca? — Zombou e ele a observou, fazendo com que se calasse. — Desculpe.

— Alguns anos atrás eu conheci uma garota. Estávamos preste a nos casar.

— Ela te deixou? — Perguntou curiosa.

— De certa forma. — Sorriu com escárnio.

— O que aconteceu?

Flashback On

Você nem fica mais aqui. Só quer saber daquele quartel. — Disse se virando para seu quadro.

— Porque temos contas, Sofia. Por mais que eu quisesse ficar atoa em casa como você, eu não posso.

— Atoa como eu? — Questionou ferida, se voltando para ele.

— Sim. Você passa o dia pintando. Seus quadros são bonitos, mas você sabe que não vai ganhar dinheiro algum com eles.

Ao dizer essas palavras, sentiu o remorso o corroer na mesma hora. Nunca foi muito sensível, mas havia ido longe demais. Ao olhar para ela, pôde ver as lágrimas que Sofia lutava para segurar. Ela caminhou até a porta e apanhou seu casaco.

— Aonde você vai? — Perguntou gentilmente, mas ela o ignorou. — Sofia? — A chamou segurando seu braço, mas ela o puxou e saiu correndo em direção ao carro.

Ao entrar na estrada, sua cabeça estava agitada. Ela só pensava nas palavras maldosas do noivo. Era isso que pensava dela? Que passava o dia todo atoa? Sua arte era sua vida, mas ele simplesmente não via isso.

Ela aumentou a velocidade do carro, mas a estrada estava molhada pela chuva que ainda desabava, e em uma curva fechada o carro derrapou. Havia um penhasco e uma parte da estrada estava em reforma. Sofia perdeu a direção do carro, que foi lançado em direção ao penhasco. E caiu.

Enquanto isso, Edward estava em casa. Caminhava de um lado para o outro, esperando ela voltar. A chuva lá fora havia piorado muito e Sofia não atendia o celular.

Flashback Off

— Nós havíamos brigados. Eu era um cara preocupado. Sempre fui. E ela? Totalmente o oposto. — Riu com escárnio. — Ela não se preocupava com nada. A vida dela era seus quadros.

— Ela morreu. — Bella constatou.

— Ela vivia para seus quadros. E naquele dia, eu havia tido um dia ruim no quartel, não me lembro o motivo, mas eu estava irritado. Me lembro de chegar em casa e vê-la ali, despreocupada. Eu fiquei muito zangado com ela. E ela não tinha feito nada errado. Ela estava apenas fazendo o que sempre fazia. Sendo quem era.

— Vocês brigaram? — Perguntou se aproximando dele.

— Sim. A pior briga que tivemos. Eu disse coisas horríveis à ela. E então ela saiu. Eu podia ter pedido que ela ficasse, mas a deixei partir. Eu não me despedi e ela morreu. E saber que eu nunca mais poderia dizer à ela o quanto a amava, quase me destruiu. Era tarde demais.

— E você nunca...?

— Não. Nunca mais disse aquelas palavras à ninguém. Até conhecer você.

— Quanto tempo faz? —Questionou.

— Bella, isso...

— Quanto tempo tem isso, Edward? — Insistiu.

— Vinte anos. E eu nunca me apaixonei novamente depois dela. Mas isso mudou quando conheci você. Desde que ficamos juntos. — Declarou, se aproximando e acariciando o rosto dela.

— Edward, nós não...

— Não. — Ele a cortou, tomando seu rosto entre as mãos. — Por favor, não diga que eu te perdi. Eu sei que fui um idiota, mas, por favor, não diga isso.

— Não era isso que eu ia dizer. Eu ia dizer que nós não podemos continuar assim.

— E o que vamos fazer? Me diga, Bella. O que eu preciso fazer para que me perdoe? E então eu farei.

— Agora que Victor sabe quem eu sou, talvez eu devesse ir embora.

— O que? Não! — Negou balançando a cabeça. Ela não podia partir. Não agora.

— Talvez seja melhor. Não quero prejudicar ninguém quando isso explodir.

— Eu não me importo.

— Não se importa? Não se importa de colocar sua carreira em risco, por uma garota que conheceu há pouco tempo? — Perguntou sem desviar o olhar do dele.

O olhar dele queimava sua pele de tão intenso. Ele havia feito sua escolha. Arriscaria tudo. Tudo, se assim pudesse tê-la em sua vida.

— Não me importo, se essa garota for você.

— Eu não concordo com isso.

— Não preciso que concorde. Preciso que fique. — Rebateu. — Eu farei Becker manter a boca fechada. Não se preocupe.

— Mas... — Começou a dizer, mas parou quando ele colocou as mãos em sua cintura.

— Sem "mas". Não pense. Eu passei muito tempo longe de você. Estou tentando me controlar, mas é difícil raciocinar com você tão perto.

— Então, por que não se afasta? — Perguntou com um sorriso brincando nos lábios.

— Não consigo. Você é como um imã. Sempre me puxa para perto.

— Então não se importa que eu seja estranhamente complicada?

— Não. Faz parte do seu charme. — Respondeu piscando para ela e fazendo com que seu coração se aquecesse. — Vamos dar um jeito nessa situação toda, mas uma coisa eu posso garantir – não importa o que aconteça, se você irá ficar aqui ou não – você não vai mais se livrar de mim. — Sussurrou contra o pescoço dela, fazendo-a se afastar, o deixando confuso.

— Era tudo que eu precisava ouvir. — Declarou com um sorriso brotando em seu rosto.

— O que você...? — A olhou confuso.

— A porta está trancada? — Questionou e ele assentiu, a observando. — Ótimo. Não sabe o quanto eu venho querendo fazer isso.

Suas mãos foram até a barra da blusa e ela a tirou. Os olhos dele saltaram percebendo onde ela queria chegar.

Ela correu se atirando contra ele, que a ergueu nos braços.

— Talvez devêssemos ir com calma, Bella. — Ele disse enquanto ela mordiscava seu pescoço.

— Não. Podemos fazer com calma depois. Agora, eu preciso de você dentro de mim. — Rebateu lambendo seu pescoço, fazendo-o urrar.

— Tem razão. Podemos ir com calma depois. — Rebateu, os virando e empurrando o corpo dela contra a porta.

Edward a carregou até a cama, a soltando sobre o colchão e então ergueu sua camisa, jogando-a no canto do quarto e colando seu corpo ao dela.

As mãos dela apertavam sua nuca, enquanto ele esmagava seus lábios contra os dela. Suas mãos passeavam pelo corpo de Bella, até encontrar os botões de sua calça. Ele tentava desesperadamente abri-los. A calça dele logo teve o mesmo destino.

— Edward... — Gemeu, jogando a cabeça para trás e lhe dando acesso ao seu pescoço.

— Shh! Temos que ser silenciosos aqui.

— Merda! — Gemeu mordendo os lábios, tentando abafar o som.

— Sim. Não sabe como sinto falta dos seus gritos.

— Pare de me provo-ocar. — Engasgou quando as mãos dele de infiltraram em sua calcinha, tocando seu centro já molhado.

Os beijos molhados dele desceram por seu pescoço, fazendo com que ela se contorcesse no colchão.

— Merda! Não consigo fazer isso. — Gemeu o empurrando e se levantando.

— Isso o que? — Questionou frustrado.

— Não gritar. Você não sabe o quanto estou me segurando aqui, Cullen. Se não formos para o seu dormitório, não poderemos fazer isso. Não sem que metade do quartel nos ouça. — Respondeu séria e ele sorriu.

— Vista-se, soldado. Você ainda tem a chave? — Perguntou se lembrando da chave do dormitório que ele havia lhe dado.

— Sim. Eu sempre dizia que ia devolver.

— Que bom que não devolveu. Vá para lá e me espere.

Eles se vestiram e Edward saiu primeiro. Logo depois, Bella saiu e quando ia em direção ao dormitório, sentiu alguém puxando seu braço.

— E então? Falou com o Cullen? — Victor perguntou.

— Eu já disse que não posso te ajudar, seu idiota. E se colocar suas patas em mim novamente, eu vou quebra-las.

— Eu pensei que fosse mais esperta, Swan. É melhor ir falar com o Cullen. Eu não estou brincando.

— Eu sei quem você é, Becker. Só entrou aqui porque é filho de quem é. Você não passa de um filho de papai rico, que está aqui por capricho, então por que se importa com a posição?

— Não me importo. Mas ser colocado a baixo de uma garota mexe com o ego de um cara.

— Eu não vou te ajudar. Faça o que quiser.

— Você... Você acha que estou brincando? — Questionou.

— Não me importo. — Rebateu lhe dando as costas.

Ela entrou sorrateiramente no dormitório, mas não o encontrou.

— Edward? — Sussurrou, mas não obteve resposta. Assim que entrou no quarto, sentiu seu corpo ser puxado e colado contra a parede. Seu agressor friccionou o corpo contra o dela.

Bella estava pronta para revidar, quando sentiu algo cutucando algumas partes, então um formigamento muito familiar a dominou.

— Você demorou. — Edward sussurrou em seu ouvido. Quando ele afrouxou o aperto, ela usou seu corpo para empurra-lo. Ele não esperava o ataque, então perdeu o equilíbrio e caiu contra a cama.

Ela se virou, sorrindo, e caminhou lentamente até ele.

— Minha garota é durona.

— Sua garota? — Perguntou montando em seu colo.

— Sim. Você é minha garota. — Respondeu convencido, cruzando os braços sobre a cabeça.

— Sabe, Cullen? Você está muito convencido. E se eu bem me lembro, você está me devendo.

— Eu? Não sei do que você está falando. — Declarou se fazendo de inocente.

— Eu estava fazendo você gritar. — Rebateu convencida.

— Estava? Eu não consigo me lembrar disso.

— Pois eu me lembro. Estávamos bem aqui e você... — Parou ao olhar para sua cabeceira.

— O que foi? — Perguntou acompanhando seu olhar.

— O que aconteceu aqui? — Questionou olhando a cabeceira partida.

— Você jogou a chave no chão. Tive sorte do quarto ser a prova de sons.

— Você arrebentou sua cabeceira? — Questionou em choque.

— Você não me deixou escolhas.

— E por que não arrumou? — Perguntou e ele deu de ombros. — Edward?

— Não precisei. Não tenho dormido muito.

— Por que? — Perguntou sem olhá-lo nos olhos.

— Sempre sonhava com você partindo. Então parei de tentar dormir. Eu me levantava e ficava olhando você treinar. — Respondeu, acariciando sua coxa.

— Você me viu? — Inquiriu, engolindo a saliva.

— Sim. Todas as noites.

— Fomos idiotas. Poderíamos ter resolvido isso e passado as noites de um jeito muito mais divertido. Mas preferimos ser teimosos.

— Aprendemos nossa lição. Mas que jeito seria esse?

— Acho que posso te mostrar.

Bella desceu de seu colo, terminando de tirar a própria roupa.

— Nada de algemas, por favor. — Ele pediu e ela gargalhou.

— Não serão necessárias para o que eu tenho em mente. Assim que se livrou das próprias roupas, começou a tirar as dele.

Rapidamente ambos já estavam nus. As pernas de Edward estavam para fora e Bella estava de joelhos no chão.

— Ainda acha que vai me fazer gritar, Swan? — Perguntou com a respiração ofegante, mas sem deixar de acompanhar os movimentos que ela fazia com a boca.

— Eu sei que vou fazer, Cullen. — Respondeu após o tirar da boca, mas voltando a chupa-lo em seguida.

Ela fez garganta profunda, mas ele se recusava a gritar. Até que ela teve uma ideia.

— Eu estou esperando, Cullen. — Sorriu travessa, o tirando de sua boca e ouvindo um urro de frustração.

— De-esista, Swan. — Respondeu engasgando. — Eu não vou gritar.

— Tem certeza? — Perguntou divertida, deixando suas mãos passearem pelas pernas torneadas dele. — Eu posso ser bem criativa quando quero.

— Não importa o que faça. — Rebateu convencido e ela voltou a colocá-lo na boca.

Ele retornou a relaxar, mas assim que estava próximo ao seu clímax, sentiu um dedo percorrer uma parte de seu corpo. Uma parte que nunca deveria ser percorrida.

— Epa! O-o que pensa que está fazendo? — Rugiu, saltando na cama.

— Fique parado!

— Não se você vai jogar sujo.

— Eu não estou jogando sujo. — Defendeu-se.

— Enfiar qualquer coisa em um cara é jogar sujo, Swan. — Declarou quando ela montou em seu colo.

— Então você vai gritar? — Questionou e ele rugiu, a segurando pela cintura e os girando, ficando sobre ela.

— Não. Mas já que você gosta tanto de brincar...

— Pensei que fosse minha vez. — Disse soltando um riso rouco, que fez com que o coração de Edward se aquecesse. Aquele era o melhor som que já havia ouvido.

— Mais tarde. Agora é minha vez.

— E o que vai fazer? — Perguntou inocentemente.

— Já que você gosta tanto de brincar com os dedos, vou te mostrar uns movimentos que você vai gostar.

— Mal posso esperar.