Ois gente. Acredito que ninguem gostou do ultimo capítulo, porque apesar de que 84 pessoas o leram ninguem comentou. :( Mas está aqui o capitulo 10. Espero que curtam
Bjusss
Sophie Moore
CAPÍTULO X
Naquela noite, após voltar da consulta com o dr. Biers, Bella foi ao escritório, como sempre. Entretanto, por mais que tentasse se concentrar na tarefa à mão, flagrava-se fitando o infinito, pensando na irmã e no jovem médico.
Imaginou se Bree sabia como o dr. Biers se sentia em relação a ela. Como podia não saber? Bastava olhar para ele. O homem estava com o coração na mão!
Bella suspirou e bateu a borracha contra o queixo. Se bem que Bree, ingênua como era, provavelmente nem fazia idéia.
Angustiava-se com aquela situação desesperadora. Eles eram tão perfeitos um para o outro... Se James não estivesse no meio do caminho...
Suspirou. James estava casado com Bree e, por mais que o detestasse, não podia interferir no casamento da irmã. De qualquer forma, mesmo que tentasse, provavelmente não adiantaria. Bree estava decidida a fazer aquela união dar certo, custasse o que custasse.
Frustrada, Bella largou o lápis na mesa e levantou-se. Era inútil continuar tentando trabalhar, já que não conseguia pensar em nada além da vida amorosa equivocada da irmã.
Arrumou a mesa rapidamente, recolocou os arquivos nos lugares certos e deixou o prédio, trancando-o.
Quando as luzes de segurança da área da fábrica ficaram para trás, tirou uma pequena lanterna do bolso da saia e a ligou, adentrando a escuridão do pomar. Após cem metros, praguejou contra si mesma por se esquecer de trocar as pilhas. A pequena poça de luz era tão fraca que mal enxergava o chão. Dali a pouco, a lâmpada começou a piscar e apagou-se completamente.
Conformada, Bella parou e esperou a visão se habituar à escuridão. Então, retomou a caminhada.
Embora conhecesse o local como a palma da mão, havia algo de fantasmagórico no pomar àquela hora. Sabia que, se seguisse andando pela faixa entre aquelas duas fileiras de árvores, acabaria no quintal de casa, mas era difícil se manter na trilha quando não se enxergava nem dois palmos à frente. Os galhos baixos lhe roçavam nos cabelos e colidiam contra seu o rosto.
Estava no meio do trajeto quando pensou ouvir um ruído às costas. Deteve-se e apurou ouvido, mas não havia nada além de grilos e o som gentil do vento entre as árvores.
- Controle-se, Bells - sussurrou. - Isto aqui é Ruby Falls, não Nova York.
Dez metros depois, ouviu o ruído novamente... um farfalhar que não tinha nada a ver com o vento. Parou de novo, e o som cessou no mesmo instante. Com o coração disparado, voltou-se e fitou a escuridão.
- Tem alguém aí? Silêncio.
Retomou a caminhada, e o ruído estranho recomeçou.
Agora, ouvia também gravetos se partindo e passos abafados. Definitivamente, havia alguém atrás dela, alguém que não se importava mais em ocultar a presença. Por algum motivo, tal atitude assustava ainda mais.
Bella parou de novo e voltou-se. Os ruídos cessaram. - Raios, eu sei que está aí. Quem é você? O que quer? Esperou, mas não teve resposta. Até os grilos pareceram encerrar a sessão.
Arrepiada de inquietação, retomou a caminhada e apertou o passo. A companhia misteriosa continuava a segui-Ia. Bella passou a andar mais rápido ainda. O perseguidor também. Quando já sentia o coração no peito como um tambor, Bella ouviu uma risada que a deixou arrepiada.
Após centenas de horas de aulas de autodefesa, considerava-se preparada e capaz de enfrentar qualquer coisa, mas havia algo de diabólico naquele riso, e sua confiança se esvaiu. Quase sufocada de medo, passou a correr.
De trás, veio a risada novamente.
Em pânico, Bella disparava pela trilha colidindo contra os ramos baixos das árvores; tropeçando em raízes, às vezes chocando-se com um tronco na escuridão. Ofegante, deixava escapar gritos abafados de medo. Aterrorizada, perdera o senso de direção e agora só corria pelo pomar, alheia a tudo, exceto ao fato de estar sendo perseguida.
Bella sentia a garganta fechada, e sua respiração saía ruidosa. Os pulmões pareciam em chamas.
O perseguidor diminuía a distância. Apavorada, Bella olhou por sobre o ombro e distinguiu a silhueta escura de um homem correndo em seu encalço. Mais alguns passos, e ele a alcançou, comemorando o triunfo com mais uma risada tétrica. Bella gritou.
Na varanda frontal de seu chalé vitoriano, Edward apoiava um pé contra o parapeito vazado, apreciando distraidamente as nuvens esparsas que cruzavam o céu noturno. Segundo a previsão do tempo, uma frente fria chegaria na tarde do dia seguinte trazendo chuva. Teria de apressar os catadores para concluírem o trabalho de colheita no pomar da estrada Anderson antes da tempestade.
De repente, um barulho vindo do pomar chamou-lhe a atenção... parecia um gemido grave, e batidas. Intrigado, esquadrinhou a área de onde pareciam provir os sons. Alguém, ou alguma coisa, estava lá, e pelo jeito acabaria com o pomar.
Raios. Pôs o pé no chão e desceu os degraus até o pátio, seguindo a passos largos para o pomar ao norte. Foi quando ouviu o grito. '
Atônito, Edward estacou e sentiu um arrepio na nuca.
Outro grito agudo, desesperado, e então outro, e outro. - Céus! Edward saiu correndo, mas estacou dali a alguns passos, ao ver Bella saindo de uma clareira. Mesmo na escuridão, reconhecia a cabeleira ruiva gloriosa.
Olhando por sobre o ombro; ela corria em disparada, a esmo, gritando a. plenos pulmões, como se cães a perseguissem.
Edward colocou-se no caminho. Ela colidiu contra seu tórax e sufocou o grito seguinte... mas só por um instante. Logo, emitia lamentos mais agudos, mais histéricos do que antes, lembrando um choro do espírito da morte.
- Que raios...?
Ele a abraçou, contendo-a e mantendo-a segura junto ao tórax.
Sempre gritando, Bella se contorcia e se debatia, lutando para se soltar, mas ele não permitiu.
- Calma, calma! Raios, Bella, parede espernear. Sou eu. Edward. O que há com você, afinal? Calma. Vamos, Bella... Está segura agora.
A princípio, ela parecia não ouvir nada, e ele teve de repetir as palavras de conforto várias vezes. Finalmente, ela parou de gritar e se aquietou junto dele, ainda ofegante.
- Ed... Edward?
- Sim, sou eu. Está segura agora. Eu estou aqui com você.
Ele não imaginava que fosse possível, mas ela se aninhou mais junto dele, como se tentasse se fundir a seu corpo. Agarrou-lhe a frente da camisa com tanta força que dois botões saltaram.
- Oh, Ed ... Edward - gaguejou ela, pressionando o rosto contra o tórax amplo.
- Ainda bem que está aqui. Ainda bem.
Ele a sentia toda trêmula.
- Ei, calma - entoou, massageando-lhe as costas. - Acalme-se e conte o que aconteceu .
- Te... tem alguém lá... lá. Ele me... me seguiu do escritório pelo po... pomar.
- Como? - Edward ficou tenso e avaliou a escuridão em meio às árvores. - Fique aqui. Vou dar uma olhada. Segurou-a pelos ombros e afastou-a, mas ela se agarrou a ele.
- Não! Não, não me deixe. Por favor... na... não me deixe. Ele ainda está lá! Eu sei que está!
- Bella...
- Não! Por favor.
Edward lançou um olhar de frustração às carreiras sombrias de árvores. Desistindo da busca, suspirou e abraçou-a novamente.
Bella tremia tanto que era surpreendente manter-se em pé. Choque puro.
- Venha, vamos entrar. - Ele lhe afagou as costas novamente, mas ela estava tão trêmula que mal conseguia se mover. De qualquer forma, recusava-se a soltar sua camisa. Não teve escolha senão erguê-la nos braços.
Edward acomodou-a no sofá da sala. Ao ver os arranhões avermelhados em seu rosto e braços, praguejou, mas preocupava-se mesmo era com o estado de choque. Cobriu-a com a manta que enfeitava o estofado e começou a se afastar, mas ela lhe agarrou o braço.
- On... onde você vai?
- Calma, calma. Só vou pegar um conhaque para você: Vai relaxar os nervos e aquecê-la.
- Não! não me deixe! - Bella adotara aquele tom histérico novamente. Enterrava as unhas em sua pele, no afã de retê-lo.
Edward fitou os olhos de esmeralda e algo irrompeu em seu peito. Pela primeira vez desde que conhecera Bella, via desaparecer todo seu brilho, bem como a pose atrevida.
Mas choque maior era descobrir o quanto isso o deixava furioso.
Não estava convencido de que um homem a perseguira de fato, mas algo com certeza a assustara no pomar. Bella não parecia do tipo sugestionável, que se apavorava com sombras. Tinha de ser algo terrível para reduzir uma mulher tão forte a frangalhos.
Edward agachou-se junto ao sofá, puxou a manta até o queixo de Bella e lhe ajeitou os cabelos soltos, removendo as folhas e gravetos enroscados. Então, tomou-lhe as mãos.
- Bella, ouça. Está segura agora. Tranquei a porta. Garanto que ninguém vai conseguir entrar. Agora, só vou até a cozinha pegar a bebida. Volto em menos de um minuto. Está bem?
Os olhos verdes ainda expressavam pavor, Bella continuava ofegante e trêmula, mas era evidente que se esforçava para recuperar o controle. Parecia a ponto de chorar, mas recusava-se, forçando uma postura rígida.
Ela não choraria, concluiu Edward. Não uma rebelde atrevida como Bella. Não se ele pudesse evitar. Descobrira, quando a flagrara chorando no corredor do hospital, o quanto ela odiava perder o controle para as emoções. Principalmente na frente dos outros. Não, seu estilo era disparar uma piada e fingir que nada jamais a atingia.
Bella olhou para a janela e não disfarçou o arrepio.
As cortinas de renda que Rennee instalara ofereciam pouca proteção a olhos curiosos, mas, morando no meio do pomar, Edward nunca sentira necessidade de mais nada.
Finalmente, ela assentiu. - Pode ir. Eu... estou bem.
Bem, ela não parecia estar. Edward acreditava que ela poderia melhorar se chorasse e desabafasse.
Ausentou-se da sala apenas o tempo ,suficiente para pegar a bebida e a caixa de primeiros-socorros. Bella segurou o cálice com mãos trêmulas e, ansiosa, tomou boa parte do conhaque num só gole. Edward sentou-se a seu lado no sofá e analisou com atenção seus sintomas. Logo, a bebida começou a fazer efeito. Os tremores cessaram, e ele quase via o orgulho da top model se impor novamente. Bella agitou o resto do conhaque no cálice, concentrada no movimento do líquido âmbar. Então, fitou Edward e sorriu hesitante.
- Não precisa ficar tão preocupado. Estou bem agora. Não vou ficar histérica nem desmaiar.
- Ótimo. Fico contente em saber. Agora, posso cuidar desses arranhões?
- Arranhões? - Ela olhou para as marcas avermelhadas nos braços. Então, tocou no rosto e gemeu. - Ai... Angel vai me matar. Tenho um trabalho em duas semanas.
Edward parou de vasculhar a caixa de primeiros-socorros. - Vai embora?
- Só por três ou quatro dias. Depois, volto.
Ele continuou fitando-a, e ela revirou os olhos.
- Não vou fugir das minhas responsabilidades aqui, mas tenho compromissos a cumprir, sabe. Contratos já firmados. Não posso ignorá-los.
- Acho que não - concedeu ele, e deu de ombros. No fundo, estava surpreso e irritado com o alívio que sentira ao saber que ela voltaria.
Edward umedeceu uma bola de algodão com álcool e tocou no queixo de Bella, levantando o rosto.
- De qualquer forma, não me preocuparia, se fosse você. Esses arranhões não parecem profundos. Já vão estar cicatrizados quando você for fazer o tal trabalho. Agora, pode me dizer exatamente o que aconteceu lá?
Edward a sentia tensa novamente, mas iniciou a limpeza dos arranhões no rosto e na testa. Bella franziu o cenho e prendeu a respiração, mas suportou a ardência sem reclamar.
- Tinha andado uns cem metros no pomar quando ouvi um ruído atrás de mim.
Ele abriu um tubo de creme antibiótico, o qual aplicou sobre os ferimentos.
- Tem certeza de que era um homem?
Bella não respondeu. Edward fechou o tubo de remédio, guardou-o na caixa e olhou para a paciente. Sua expressão era de mágoa.
- Não acredita em mim, não é? Acha que imaginei tudo. Pensa que sou apenas uma mulher estúpida que entrou em pânico na escuridão.
- Eu não disse isso.
- Nem precisava, doçura - rebateu ela, dando o primeiro sinal de que voltara ao normal - Está escrito nesse seu rosto bonito
- Bella...
- Oh, não se preocupe, querido. Não importa.
Apesar da negação, Edward via que ela estava irritada, mas nem ligou. Estava satisfeito demais por ter a velha Bella de volta.
Ela afastou a manta e levantou-se meio cambaleante, tomou o rumo da porta, numa imitação de seu andar elegante.
- Obrigada pela bebida e pelos cuidados. E, claro, por espantar o bicho-papão. - Olhou-o por sobre o ombro e bateu os cílios. - Meu herói.
Edward a alcançou, detendo-a antes que desse mais um passo. - Aonde pensa que vai?
- Para casa. Já tomei muito do seu tempo.
- Não seja ridícula. Ainda está fraca e, mal consegue ficar em pé.
- Bobagem. Já lhe disse, estou bem.
- Se é o que quer, vou levá-la de carro.
- Não precisa. Posso ir andando.
- Ruiva, não lhe ocorreu que, se havia um homem no pomar, ele provavelmente ainda está lá esperando você?
Edward arrependeu-se, mal acabou de falar Bella empalideceu e lançou-lhe um olhar paralisante. Então, recomeçou a tremer, e as lágrimas que não vertera antes rolaram.
- Ah, não. Venha cá, ruiva... Ele a abraçou e aninhou contra o peito. Ela resistia, mas não a soltou. Após um instante ela desistiu de lutar e se apoiou nele.
Com a rendição, as defesas todas caíram, e Bella desabou.
A princípio, o choro saiu tenso, entremeado de soluços fortes que pareciam brotar na alma. Aflito, Edward não sabia o que fazer para acalmá-la.
Sacudida por tremores, Bella continuava em prantos.
Edward sentia suas lágrimas ensopando-lhe a camisa, mas tudo o, que podia fazer era abraçá-la, embalá-la e esperar a crise passar.
Ante o desespero prolongado e intenso, ele começou a se preocupar com a possibilidade de ela ficar doente. Algo lhe dizia que havia mais naquele desabafo do que simplesmente medo.
Encaixando a cabeça dela sob o queixo, Edward continuou embalando-a gentilmente, massageando-lhe as costas num movimento circular. Finalmente, aos poucos, o choro deu lugar a suspiros.
Exausta, Bella continuou aninhada no peito másculo.
Edward não sabia se ela estava cansada ou constrangida demais. De, qualquer forma, não se importava. Como regra, ficava nervoso ao ver uma mulher em prantos, mas, estranhamente, era bom ter Bella nos braços e dar-lhe conforto. Não tinha pressa em liberá-la. Sentia a camisa ensopada e colada ao peito, mas não se importava com o desconforto, tampouco.
Após algum tempo, quando Bella se mexeu, Edward a tocou no queixo e a fez encará-lo. - Sente-se melhor agora?
Bella enrubesceu e torceu o nariz.
- Desculpe-me... Não sei o que deu em mim. Geralmente não me abalo assim.
- É compreensível. Você levou um susto grande. É uma reação perfeitamente normal.
Ele ainda a mantinha segura, e seus corpos colavam-se dos joelhos aos ombros. Nenhum dos dois parecia disposto a interromper o abraço. Ajustavam-se como se tivessem sido feitos um para o outro, num contato acolhedor e macio.
Edward avaliou o belo rosto de modelo. Bella apresentava as pálpebras inchadas e a ponta do nariz vermelha, mas nem a crise de choro, nem os arranhões cobertos de pomada diminuíam-lhe a beleza.
Ao mesmo tempo, percebia uma mudança em Bella, uma leve tensão que vibrava em seu corpo.
Edward fitou os olhos esmeralda. Então, contemplou a boca, avaliou a luxúria daqueles lábios carnudos, sensuais, macios, repletos de curvas sedutoras. Uma boca primorosa.
Não teria resistido ao beijo nem que o chão se abrisse sob eles. Atraído como uma mariposa à chama, fitou a boca trêmula e foi baixando a cabeça. Bella suspirou pouco antes de seus lábios se juntarem, e o fogo tomou conta.
Requereu grande esforço, mas Edward manteve o beijo gentil, para não assustá-la. Foi um roçar sensual de carne contra carne, um sugar de lábios, uma troca de hálitos e um rápido encontro de línguas. Mesmo assim, apesar de toda a suavidade, a carícia teve o efeito de um golpe. Edward tinha a impressão de que fora atropelado por um trator.
Era como se afogar em êxtase... voluptuoso, doce e prazeroso. A sensação o chamava, atraía como uma canção de sereia. O coração palpitava. O pulso disparava. Cada célula de seu corpo o impelia a estender Bella no assoalho e possuí-la, para se saciar com ela.
Atônito com a força daquele desejo, Edward encerrou o beijo.
Desorientada; ela permaneceu imóvel nos braços dele por alguns segundos, a cabeça pendente para trás, os olhos fechados, os lábios entreabertos. Estava tão tentadora que Edward precisou se esforçar para não beijá-la novamente.
Bella ergueu as pálpebras devagar, como se lhe pesassem. Ofegantes, fitaram-se em silêncio.
Finalmente, Edward a segurou pelos ombros e afastou. - Vamos, vou levar você para casa.
O dia amanheceu plácido, os únicos sons as gotas de orvalho caindo dos pessegueiros e o zunido das abelhas.
Edward caminhava com cuidado entre duas fileiras de árvores, atento ao chão. A quinze metros da clareira, encontrou o que procurava e agachou-se para examinar melhor.
Na tarde anterior, o pomar fora limpo com arado, quando recolheram todo o entulho. Por isso, o solo liso guardara bem dois tipos de pegadas. A de Bella e uma maior, de homem. Edward olhou para os dois lados no corredor. À direita, até onde avistava em direção à fábrica, as marcas seguiam o mesmo padrão, as do homem quase sempre sobrepondo-se às de Bella.
- Parece que tinha razão, ruiva - murmurou Edward.
- Algum maluco definitivamente a seguiu.
À esquerda, os passos de Bella seguiam erráticos pelo corredor, até onde o pomar se abria na clareira, próximo a seu chalé. Os passos do homem, entretanto, continuavam só por mais alguns metros além daquele ponto em queestava, e então desviavam-se.
Edward levantou-se e seguiu as pegadas. Percorreu duas fileiras, até uma árvore adjacente à clareira. Uma pequena área à base do tronco guardava muitas pegadas. Edward praguejou. O bastardo se escondera atrás da árvore e observara-os na clareira.
Felizmente, ele não invadira a casa, limitando-se a vigiar. Edward observou a trilha de pegadas afastando-se da árvore rumo à área oeste do pomar.
Edward seguiu as pegadas, mas, como previra, terminou na via de cascalho que contornava o pomar.
Parado com as mãos nos quadris, olhou na direção que o veículo tomara e estreitou o olhar sob a aba do chapéu de palha.
- Quem é você, desgraçado? E o que está tramando?
Hum mais um novo mistério para fic. Quem será que está seguindo a Bella? Façam suas apostas e aaaaaah ele finalmente se beijaram. Que lindo... srrsr
Bjusss
