Kyoko estava descendo as escadas quando alguém a segurou pelo braço. Ela se virou automaticamente para ver quem é, encontrando um par de olhos castanhos a fitando. Tinham um ar sério, mas isso não a incomodou. Sem muita delicadeza, a jovem se soltou e continuou descendo, mas o rapaz tornou a segurá-la.
- O que você quer, Ootori? – disse ela, não muito amigável, ao se virar para ele pela segunda vez.
- Eu quero que você responda a algumas de minhas perguntas. Pelo menos.
Ela resmungou alguma coisa que ele não entendeu e novamente se soltou. Dirigiu-se para a sala, dizendo para que ele a seguisse. Sentou no sofá e esperou que ele se acomodasse antes de dizer qualquer coisa. Quando ia perguntar o que ele queria saber, o rapaz disse alguma coisa.
- Seja sincera em suas respostas, por favor. – ele estava sério.
Ela riu.
- Tudo bem, eu serei. – ela sorria um tanto desafiadoramente.
- Você disse há algum tempo que o pai dos gêmeos era… Seu chefe – ele esperou que ela confirmasse antes de prosseguir – Então isso significa que ele é…
- Como eu. – ela o interrompeu.
Kyouya engoliu em seco.
- E por que ele quer que o próprio filho seja assim?
- Posso concluir algumas coisas, mas ele não me disse com certeza. A saúde de Kaoru é fraca, ele não gostaria de perder o filho por uma doença idiota, algo assim. Talvez o fato de querê-los ao seu lado na imortalidade seja a verdadeira razão, já que Hikaru foi facilmente incluído no contrato. – ela deu os ombros.
- Mas e a mãe deles…? – Kyouya parecia temeroso.
- E não é óbvio? Ela já passou por isso. – a jovem parecia achar graça da situação, mais ainda quando o moreno arregalou os olhos – Sabe, perguntei a ela uma vez como foi o processo, já que eu não lembro mais. A resposta foi de que dói muito quando se está passando pela transformação. É como se todo seu corpo queimasse de dentro para fora e não há nada que possa ser feito…
Kyouya tremeu.
- E você pretende fazer com que Kaoru…
- Sim, pretendo. Afinal, vou receber por isso. – novamente ela deu os ombros.
- Você não pode fazer isso! – em uma rara ocasião, Kyouya se alterou, se levantando bruscamente de onde estava.
Isso pareceu atrair a atenção dos demais, como Kyoko concluiu ao ver quase todo o Host parado no topo da escada os fitando com curiosidade. Ela acenou para eles, sorrindo como se nada tivesse acontecido e então tornou a olhar para Kyouya.
- E por que eu não posso, Ootori?
Ele não respondeu.
- Bom – continuou ela –, o que mais quer saber?
Ele tornou a se sentar, ajeitando os óculos.
- Parece… Que você tem um interesse extra em Kaoru.
Ela ficou séria.
- Eu notei que você o ama. – ele sorriu satisfeito – Isso não representa um risco a você?
- Você estando certo ou não, isso representando um risco ou não, minha vida pessoal não é do seu interesse. – a voz da jovem saía fria.
- Talvez eu realmente não tenha nada a ver com isso, mas os gêmeos têm. E você deveria por tudo em pratos limpos com eles. Em especial com Hikaru.
- E por que eu deveria explicar alguma coisa para aquele ruivo depressivo? Se ele quer saber de algo, então que venha me perguntar.
Kyouya não respondeu, mantendo o silêncio no ar por algum tempo.
Hani desceu as escadas e foi até eles bem quando Kyouya ia dizer algo, olhando fixamente para Kyoko. Isso pareceu incomodá-la, como os dois perceberam quando ela franziu a sobrancelha e olhou o pequeno de cima a baixo.
E então a ficha caiu.
- Haninozuka… Você é… Haninozuka-sama? – ela piscou algumas vezes.
O loiro não respondeu, apenas acompanhou as ações dela com o olhar.
- Perdão, mestre – ela se ajoelhou diante dele, mantendo uma perna dobrada de forma a apoiar o pé no chão (N/A: sabe, igual quando você ajoelha no chão, mas uma perna fica dobrada diante do corpo como se… Ah, sei lá. Para que alguém sente ou use de apoio ou… Enfim, entenderam, né? xP). Uma mão estava apoiada sobre a perna, a outra tocava o chão –, por não reconhecê-lo devidamente antes.
Hani pareceu confuso.
- Eu imagino – continuou ela – que não esteja entendendo. Eu não o culpo, afinal, passou muito tempo afastado de nós. – ela sorriu um tanto tristemente – Mas saiba que muitos sentem sua falta…
Ele conseguiu entender.
- Kyoko-chan… Kyoko-chan, me desculpe! – ele tinha uma expressão chorona – Eu não queria, mas você… Você estava lá na hora… E precisávamos de pessoal… Kyoko-chan!
O resto dos anfitriões logo se juntou a eles, ficando tão confusos quanto Kyouya com a cena. Kyoko estava se mostrando submissa a Hani-senpai, afinal.
- Haninozuka-sama, sinto-me honrada por você ser preocupar comigo após tanto tempo, mas isso é desnecessário. – ela sorriu de canto.
- Kyoko… O que isso significa…? – a voz de Kaoru chamou a atenção de todos.
Kyoko simplesmente o ignorou, pegando o telefone e discando algum número. Quando atenderam, ela se levantou e se afastou do grupo de forma a não ser ouvida. Hani a acompanhou com o olhar, se perdendo em lembranças muito antigas.
- Hitachiin-sama. – Kyoko estava séria enquanto falava no aparelho – A missão está concluída. Devo dizer que as coisas não estão como imaginamos… Ele está muito diferente. – ela lançou um olhar a Hani, mas logo deu as costas ao grupo.
Kaoru apenas a fitava, confuso.
- Certo, estarei aí logo então. Até mais. Levá-los comigo? Sem problemas. – e desligou.
Ela se voltou para o grupo mais uma vez.
- Kaoru, Hikaru. Podem vir comigo? Haninozuka-sama, por favor, nos acompanhe.
- Kyoko, o que está acontecendo? – Kaoru não saiu de onde estava.
- São ordens diretas de seu pai, se quer questionar algo, então espere até estar em sua presença.
Dito isso, ela deu as costas e foi pegar suas coisas no andar de cima.
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Caaaaaaaaaaaaara, capítulo muito ruim xP Mas eu não sei mais o que fazer, de verdade. Acabei conduzindo a história de um jeito a me encurralar… Mas então o/ Será que Hani-senpai é mesmo um vampiro? O que acontecerá aos gêmeos? Não percam o próximo capítulo: A vingança! Huashaushaushaushaush XD Brincadeira xP Eu ainda tenho o que fazer nessa fic, aliás. Preciso dar um jeito de não matar ninguém... u_u' Brincadeira, ninguém morre nas minhas fics =D Eu não sou uma ficwriter assassina, mesmo sendo sanguinária xP Etto… Ja ne o/
