Goku descobre suas origens, assim como o seu nome saiya-jin e o destino de sua raça frente a Freeza...
Enquanto isso, a insanidade sádica de seu irmão mais novo, preocupa Raditz e muito. Pois, um ser como ele, poderia se tornar um perigo para a sua própria raça
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– Me chamo Raditz e sou seu irmão mais velho. Nosso pai se chamava Bardock e você é uma cópia dele. Somos saiya-jins, uma raça orgulhosa de guerreiros natos cuja genética é somente voltada para isso. Quando sobrevivemos após ficarmos entre a vida e a morte nossos poderes aumentam, assim como aprendemos facilmente técnicas de batalhas, além de podermos nos transformar ao olhar para a lua, multiplicando assim o nosso poder. Quanto mais forte o oponente, mais forte ficamos. Sua missão era destruir um planeta azul não muito distante daqui. Não entendo o que faz nesse planeta.
– Saiya-jin? Missão? - ainda estava ressabiado, mas, relaxa um pouco.
– E a civilização dessa planeta?
Raditz sente que se recupera, parcamente, mas, olhando para ele, percebera que era selvagem e muito poderoso, acreditando que era mais forte que o princípe deles, o que não duvidava, o surpreendendo, pois se lembrara que fora classificado como terceira classe. Portanto, não poderia ter todo esse poder que com certeza superava o da elite e acreditava que ultrapassava até o do princípe Vegeta, que estava acima da Elite.
– Eu os exterminei há muito tempo.
– Fico feliz que tenha exterminado uma civilização... Porém, errou o planeta. Pelo menos, se divertiu?
Pergunta com um sorriso cruel, sendo correspondido por este, que reveu a sua decisão de mata-lo, pois parecia que de fato era igual a ele, pois fora o primeiro a sorrir como ele ao falar de extermínio, sentindo o mesmo prazer de abater e encharcar a terra de sangue.
– Eles fugiam e eu os caçava... Mas, foi divertido ver as tentativas débeis de se esconder...
– Com nosso olfato e audição, é muito fácil acha-los... - nisso, gargalha gostosamente, somente parando para tossir, se lembrando que ainda sentia os golpes do seu irmão. - Uma pena que esse planeta não tenha lua, né, otouto?
Nisso, Kakarotto relaxa e o aceita como de fato sendo um igual, pois soubera pela nave da sua forma Oozaru e ele confirmava isso, além de ter a cauda, embora considerasse pelo ki de Raditz, ao senti- lo, que era muito fraco, senão, patético, se comparado ao poder dele.
– Agora, fale para seu onii-san. Como conseguiu ser tão poderoso? Confesso que esse golpe me surpreendeu.
Ele dá de ombros e fala:
– Treinei muito.
O que era em parte verdade, embora não sentisse desejo de falar como, pois, se era como ele, não resistiria em destruir o robô e a nave, confessando que com os anos de convivência, assim como com a nave, sentia que devia protegê-los.
Afinal, o robô era um excelente cozinheiro e o servira bem por anos, assim como a nave que o instruíra.
Ademais, por algum motivo, sentia que devia ocultar dele as técnicas que aprendeu. Até porque era fraco e não ia se dar ao trabalho de ensinar técnicas boas a alguém tão patético. Seria um desperdício. Além disso, adorava ter algo que este não sabia. Além disso, iria querer explicações e ele não queria comprometer aqueles que protegia. A nave e o robô.
– Bem, que seja!
Nisso pensa em Freeza. Ele não poderia saber da existência de seu irmão, pois o príncipe confirmara a sua suspeita que Bejiita não foi destruído por um meteoro. Ao ver o poder dele e se lembrar da lenda do super saiya-jin, acreditava que Kakarotto teria mais chances de se tornar um, do que o príncipe.
Então, fala:
– Nosso planeta natal, assim como a maioria esmagadora de nossa raça, foi caçada por Freeza e seus homens, mesmo nós o servindo fielmente ao destruir civilizações, para que este vendesse a outros alienígenas, através de um acordo entre nós e mesmo assim, Freeza destruiu o planeta Bejiita. Dos saiya-jins remanescentes, só sobramos você, eu e mais dois. O nosso príncipe, Vegeta e seu Kaulek, Nappa. Nosso pai, Bardock, foi morto, assim como nossa mãe.
– O quê?! - ele fica surpreso - Foi esse tal de Freeza?
– Ele é um monstro. E segundo os boatos que ouvimos, foi que a raça dele é capaz de se transformar, não só uma vez, como nós que nos transformamos em Oozarus e sim, várias. Mas, são só boatos.
– E por que destruiu a nossa raça? Nós não trabalhávamos para ele?
– Simples. Ele temia que surgisse um super saiya-jin entre nós. Por isso, resolveu exterminar nossa raça. Por puro medo que esse legendário guerreiro surgisse entre nós, pois, nosso poder pode ser aumentado infinitamente, não tendo limite.
– Super saiya-jin?
– Segundo a lenda, a cada mil anos aparecerá um super saiya-jin capaz de superar todos os limites. Esse guerreiro poderoso irá ultrapassar todos os níveis de poder de nossa raça.
– Não é a toa... Então, por medo, quase nos exterminou?
– Sim. - nisso, olha atentamente para seu irmão - Ele não sabe de sua existência e é melhor que você permaneça escondido. Enquanto isso comunicarei ao príncipe.
Então, arregala os olhos quando se lembra dos scouters e do fato que Freeza podia ouvi-los, gemendo de raiva e frustação por ter se esquecido de algo tão básico e nisso, leva a mão ao seu lado do rosto, vendo que seu aparelho estava rachado devido ao impacto dele com o chão e ao voar em direção aos outros, seguido por um jovem saiya-jin confuso, ele observava que foram danificados e suspira aliviado.
– O que houve? - arqueia o cenho.
– O aparelho que usamos no olho, em um lado do rosto é chamado de scouter. Ele permite que conversemos entre nós, além de medir o nível de poder de nossos adversários, assim como outros dados sobre qualquer planeta que consta em seus bancos de dados. Porém, o sinal é captado pelos computadores de Freeza e ele pode inclusive ouvir as nossas conversas. Fiquei tão surpreso em vê-lo nesse planeta, assim como pelo seu poder, que acabei me esquecendo. Agora, mesmo sentindo dor, estou grato por você ter nos atacado. O seu ataque acabou destruindo os scouters.
– Entendo... Então, quando poderei ver os outros de minha raça?
Raditz pousa no chão e suspira, colocando os pensamentos em ordem, desejando perguntar a Vegeta o que iriam fazer.
– Por enquanto, ainda não, otouto. Devo consultar Vegeta, o nosso príncipe. E até aí, você precisa ficar escondido. Freeza não pode saber de sua existência. - nisso, olha em volta - Esse planeta não é muito chamativo, não tendo muitos atrativos. Planetas assim, não são vendidos rapidamente e provavelmente, ficará por algum tempo, "arquivado", digamos assim. Há planetas, que inicialmente são considerados bons para serem vendidos. Mas, esse, analisando de perto, não terá um bom valor e, portanto, não valerá a pena ser vendido tão rapidamente. Venderão outros melhores e este, será um dos que ficará por último e conhecendo o ritmo de vendas e leilões, demorará vários meses. Isso dará tempo para encontrar Vegeta, após parar em um posto de Freeza, pois, poderão desconfiar do porque eu procurar o príncipe em vez de pedir um novo scouter e comunicar a tomada do planeta.
Kakarotto fica emburrado e sua cauda se contorce na cintura, onde repousava enrolada.
Desde que descobrira que era seu irmão o ser a sua frente e que este usava a cauda enrolada na cintura, ele decidiu enrolar a sua, embora achasse um tanto desconfortável, mas, considerava que todos da sua raça a usavam assim, além de ser questão de hábito.
– Então, precisarei ficar aqui, escondido?
– Sim... Lamento otouto. Mas, testemunhei seu poder e acredito que se juntarmos nossos poderes, juntamente com Vegeta-ouji e Nappa, poderemos derrotar Freeza e nos vingar do extermínio de nossa raça. Porém, precisamos ser cautelosos e de um bom plano, algo que não sou muito bom, mas, nosso príncipe, sim.
– Mas... - mesmo assim, estava aborrecido.
Nisso, Raditz apoia a sua mão no ombro dele e fala, olhando-o atentamente:
– Não deseja vingar a nossa raça? Nossa raça é o dos guerreiros mais poderosos do universo. Cada vez que nós recuperarmos de ferimentos fatais, ficamos mais fortes. Nosso poder não tem limite, ao contrário de muitas raças. Aprendemos técnicas facilmente, apenas vendo-as, assim como possuímos grande resistência e força. Somos uma raça moldada para as batalhas com nossa genética voltada somente para isso, ao ponto de nós amarmos lutar e se o adversário for mais poderoso, melhor ainda... Não se sente assim, otouto? Não se sente feliz em pensar em lutar contra adversários fortes? Além de que, não deseja vingar a nossa raça, que foi humilhada por Freeza, após termos sido usados por ele?
– Claro!
Nisso, o jovem está eufórico ao pensar em inimigos fortes, sentindo um grande desejo de lutar e ainda mais, de encharcar a terra com o sangue desse ser, o destroçando e ao imaginar isso, um sorriso sádico ilumina o seu rosto. Um sorriso que seu irmão teme, pois, parecia um insano, fazendo-o se preocupar com o estado mental dele, pois, apesar dos saya-jins gostarem de ver sangue, o gosto anormal deste, quase insano, era preocupante.
– Bem... Para despistar, ficarei até amanhã. Seria o tempo que demoraríamos para destruir esse povo. Normalmente viria sozinho, mas, eles eram novatos e Freeza mandou que os "ensinasse". - fala fazendo aspas com os dedos, com a voz aborrecida, pois odiara ter sido selecionado como instrutor deles.
– Mas, eles eram patéticos. - comenta olhando para os corpos.
– Sim. A maioria das raças do universo são fracas e patéticas. Serviriam para escravos e olhe lá.
– Acho que nem isso. Muitas deviam ser simplesmente extintas por serem um desperdício de espaço, além de ser divertido caça-los. - e nisso, sorri malignamente - Pousou algumas naves aqui, ao longo desse tempo que vivo aqui e além de mata-los, muitos, eu abri por dentro para ver como eram enquanto estavam vivos, sendo divertido ver o sofrimento deles. Mas, decide abrir o corpo deles, pois, muitos eram estranhos. Foi divertido investigar por dentro o corpo e preferencialmente vivos, para ver os órgãos estranhos funcionando. Mortos, não tinha graça e os órgãos não se mexiam. Dos vivos era muito com, quando eu comprimia os órgãos para ver o quanto se expandiam. Era fantástico, onii-san!
Seus olhos brilhavam insanamente, enquanto sorria malignamente e imensamente, recordando-se de suas "investigações", pois ficara curioso de como era dentro, principalmente daqueles tão estranhos, cujos corpos eram diferentes dos demais.
Sua alegria insana emanava, enquanto Raditz, preocupado, via a cauda abanando de forma indecente, com ele contando euforicamente todas as suas "pesquisas" com cobaias que manteve vivo por prazer e curiosidade.
O saiya-jin mais velho procurava sorrir também, embora por dentro estivesse apavorado. A alegria dele era perturbadora.
Tudo bem, eles matavam os seres e lutavam por sua própria alegria e diversão, matando seus oponentes, mas, seu irmão mais novo, fazia questão de torturar e matar com o máximo de crueldade, misturada a insanidade, desde que seu oponente fosse um alvo de interesse por suas peculiaridades, além da felicidade anormal por tal ato, obrigando Raditz a controlar o seu medo por causa do olfato deles.
Seu irmão, infelizmente, conforme percebera, analisando a conversa, seus gestos, suas feições e fala, que era um saiya-jin que poderia ficar insanamente incontrolável, pelo que percebera e um ser assim, podia se tornar um perigo, inclusive, para a sua própria espécie.
O sadismo e a loucura era comumente uma mistura explosiva e infinitamente preocupante, fazendo-o se preocupar pelo fato de passar um dia para o outro com o seu irmão insano e provavelmente volátil, perguntando-se se poderia sobreviver até amanhã e que deveria tomar muito cuidado, pois, um erro e poderia custar a sua vida, decidindo avisar o príncipe do comportamento de seu irmão.
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