Capítulo 10:

Pecados

- Jake, para onde me levas? - indagou Faith, entre risos, sendo puxada pelo rapaz pela floresta dentro. - Ainda nos perdemos.

- Não perdemos nada - contrariou ele, sorrindo-lhe. - Eu conheço isto perfeitamente e quero mostrar-te uma coisa.

- O que me vais mostrar? - perguntou, curiosa. - A floresta durante a noite?

- O mar - respondeu, rindo da expressão de descrença que Valdis fez. - Está lua cheia e o céu está sem nuvens. É o momento ideal para se ver o mar do cimo do penhasco.

- Do cimo do penhasco? - repetiu Faith, encarando-o.

- Sim, ou tens medo de alturas? - questionou Jake, retribuindo o olhar. - Eu prometo que não te deixo cair.

- Devias preocupar-te mais com o facto de eu poder saltar de lá - comentou a médica, ao aproximarem-se das rochas mais altas.

- Tu? Saltares do penhasco? - admirou-se Jake, soltando uma gargalhada. - Não brinques, Faith!

- Achas que não sou capaz? - interrogou ela, soltando a mão da dele e parando a alguns metros do topo do penhasco. - Achas que não me atrevo a chegar ali e saltar?

- Faith, por favor, não tem nada a ver com o que eu acho ou deixo de achar - afirmou Jake, sorrindo marotamente. - Tem a ver com o facto de que tu és uma pessoa certa e comportada, não ias saltar de um penhasco.

Faith olhou para o rapaz e cruzou os braços sobre o peito, fingindo-se de amuada. Jacob apenas soltou uma gargalhada e abraçou a mulher, levando-a para mais perto da borda do penhasco e mostrando-lhe a magnífica vista dali.

- Oh, é lindo! - exclamou a médica.

À sua frente estendia-se um lençol de águas calmas, negras, que reflectiam a lua grande e roliça e as pequenas fogueiras feitas à beira mar. Inúmeras estrelas brilhavam no céu e uma fraca brisa marítima fez as copas das árvores da floresta oscilarem levemente.

- Eu sempre gostei da vista daqui de cima, mas nestas noites de lua, fica especialmente bela - comentou ele, aproximando-se de Faith e envolvendo a sua cintura com os braços fortes. - Achei que ias gostar.

- E gosto, é realmente lindíssimo - confirmou ela, hesitando antes de colocar as mãos sobre os braço se Jacob.

E o silêncio tomou conta do momento. Nenhum dos dois falava, apenas apreciavam a beleza daquela vista enquanto o leve som das ondas a embaterem nas rochas se unia ao das árvores, sacudidas pelo vento. E então Faith captou um pensamento do jovem Black que realmente não deveria captar. Não queria ter ouvido o que ele pensara e, muito menos, saber o que ele acabara de descobrir.

Sabia que estava quieta como uma pedra quando sentiu os lábios do rapaz no seu pescoço. Fechou os olhos, concentrando-se para não deitar tudo a perder e usar as suas capacidades mentais no Black, e, levemente, soltou-se do abraço dele. Baixou o olhar, sabendo que os seus cabelos faziam sombra sobre os seus olhos e que estes estavam completamente tapados. Um sorriso enviesado e malicioso esboçou-se nos seus lábios.

- Qual deve ser a altura deste penhasco? - perguntou.

- Não sei, nunca tive curiosidade - respondeu o rapaz, sem ter percebido o sorriso de Faith. – Por quê?

- Estava a pensar em qual a probabilidade de eu não partir nada ao chegar à água - disse ela, inclinando-se levemente para a frente.

- Faith, tu não vais saltar, não inventes - vociferou Jacob, cruzando os braços e sorrindo.

- Não?

- É claro que não! - declarou ele, no preciso momento em que Faith se virou de frente para ele e, revelando um sorriso malicioso e um olhar intenso, afastou os braços e soltou uma gargalhada.

- Tu estás... - murmurou ela, saboreando o salgado aroma do mar. - redondamente enganado.

E então Jake viu o que nunca pensou ver. Ele olhou directamente no fundo dos olhos de Faith e, enquanto o corpo da médica se permitia a cair para trás, rompendo numa queda vertiginosa até à superfície da água gelada, um brilho diferente iluminou o verde das suas íris. Um brilho forte e, talvez, insano que revelava muito mais que qualquer palavra, que qualquer imagem.

Aquele era, sem dúvida, o olhar por detrás da máscara.

E o olhar desapareceu. Não por ter mudado, mas por ter realmente saído área de visão do Black. Por ter caído do precipício, indo em direcção às águas do mar. Era como se o mundo estivesse a ser destruído na sua frente, como se a sua vida estivesse a ser arrancadas dos seus braços com a força bruta. Ela caía, caía, caía...

- FAITH! - gritou Jacob, não pensando duas vezes e saltando do penhasco logo a seguir a Valdis.

Viu-a ser engolida pelas águas geladas e não tardou a sentir o seu corpo a entrar nas ondas também. Era água, água e apenas água. Correntes fortes puxavam-no em direcção às rochas e, devido à noite, a visibilidade era quase nula. Olhou em volta, começando a entrar em desespero por não conseguir encontrar nenhum vestígio da médica.

Regressou à superfície para respirar e tentar descobrir Valdis por entre as ondas. Nada. Ela, simplesmente, parecia ter desaparecido entre as águas e as rochas. Voltou a mergulhar, nadando mais para fundo, deixando o desespero e a aflição tomarem conta dele. Sem conseguir manter-se mais tempo sem respirar, Jake voltou novamente à superfície. Respirou fundo e, quando se preparava para voltar a mergulhar, Faith surgiu mesmo à sua frente, recuperando o fôlego, sacudindo os cabelos e sorrindo para o Black.

- TU ÉS LOUCA? - gritou ele, segurando-a pelo rosto enquanto a encarava. - O QUE É QUE ESTAVAS A PENSAR QUANDO-

- Jake! - chamou ela, levando as mãos à face do rapaz. - Está tudo bem!

- Tu podias ter-te magoado, Faith, podias ter-te ferido, podias ter... - interrompeu-se, subitamente, segurando-lhe o rosto também e olhando-a fixamente. - Eu vi o mundo desaparecer quando saltaste. Não tens noção como me senti!

Faith separou-se lentamente de Jacob, sempre mantendo contacto visual com ele, sacudiu levemente cabeça, como se quisesse enxotar pensamento mal-vindos, e começou a nadar em direcção à praia. O jovem Black não tardou a seguí-la, sem perceber o que estava a acontecer e porque ela estava a afastar-se dele. Não tardou a deixarem de nadar para começarem a andar entre as águas mais rasas, sentindo os pés afundarem-se na areia molhada e ondas pequenas a baterem-lhes nas pernas.

Jake aproximou-se da médica, segurando-a por um braço e fazendo-a parar de andar, puxando-a para si e encarando-a directamente nos olhos.

- Faith...

- Eu não sou uma menina pequena, Jacob! - lembrou Valdis, soltando o braço que ele segurava. - Eu sei o que faço e tinha perfeitas noções do perigo quando me deixei cair. Peço desculpa se te preocupei, mas tu tens de acreditar em mim, mesmo quando parece loucura o que pretendo fazer.

- Tu estavas ali comigo, num momento perfeito e, do nada, cais de mais de trinta metros de altura para um mar cheio de rochas - lembrou ele, indicando o penhasco com o braço esticado. - O que querias que pensasse? Como querias que agisse?

- De forma a que não parecesse que não viverias mais sem mim, Jacob! - afirmou Valdis, seriamente.

- É o que sinto, Faith, não posso mudar isso! - declarou ele, passando as mãos pelos cabelos e caminhando de costas em direcção à praia. - Não sei o que se passou, não sei o que fizeste, mas a maneira como me olhaste lá em cima mexeu profundamente comigo!

- Não é suposto! - exclamou a médica, interiormente irritada. - Eu...

Faith não continuou a frase, não conseguiu manter-se longe dos pensamentos do Black e agora sabia como ele se sentia. Percebeu o que ele lhe quis dizer sobre o seu olhar, o que ele afirmou sobre o mundo desaparecer. Toda a confusão da mente do rapaz, todas as incertezas e dúvidas, todos os sentimentos estranhos e, talvez, contraditórios que lhe passavam a correr, deixando-o ainda mais confuso. Apenas não conseguia compreender como fora possível.

Jake, sentou-se na areia molhada, de frente para Faith, com os joelhos flectidos e os braços apoiados nestes. Tinha a cabeça entre as mãos e os cabelos caídos tapavam-lhe os olhos. Valdis sentiu um enorme peso no peito ao vê-lo assim. Ele era tão espontâneo, tão carinhoso, tão emotivo, tão... inocente. A sua inocência era cativante, o seu olhar, até os seus pensamentos, que faziam-na sentir-se culpada. Culpada por não ser ela mesma perto dele, culpada por não poder ser ela mesma, culpada por o fazer sofrer num futuro próximo.

Respirou fundo e fechou os olhos, sentindo a brisa no rosto, as ondas sobre as suas pernas, os cabelos a esvoaçarem livremente e sorriu. Um sorriso decidido, enviesado, seguro e, acima de tudo, um sorriso malicioso. Reabriu os olhos com um novo brilho sobre estes. Um brilho intenso, forte, que marcava muito mais que uma mudança de atitude. Marcava uma mudança de personalidade, a queda da sua máscara, a aparição da sua sombra.

Caminhou lentamente em direcção ao Black. Passos subtis, silenciosos mesmo sendo na água, determinados. Arrastou o pé direito na areia, deixando que o seu joelho encontrasse o chão entre as pernas de Jacob. A outra perna ao lado do corpo dele, uma mão no ombro forte do moreno, a outra na areia perto da sua perna. Empurrou-o levemente para trás, forçando-o a encará-la. Castanho contra verde, inocência contra pecado, dúvida contra determinação, desejo contra desejo.

Aquele olhar...

Jake puxou-a contra si, como uma necessidade urgente, colando os dois corpos, e sentindo o frio da pele dela contra a sua, sempre tão quente. Olhou-a fixamente, as respirações misturadas, lábios a roçarem-se provocando, em ambos, arrepios de puro prazer.

- Perdoe, pai, esta sua filha herege - pediu Faith, num murmúrio, sem tirar os olhos dos de Jacob, enquanto enlaçava os dedos nos cabelos do rapaz. - Pois ela vai, mais uma vez, pecar!

E avançou, cortando toda a distância que existia entre os dois e selando os lábios nos dele. Quente e frio, intenso, desejoso, carnal e passional, carregado de loucura e prazer. As pernas eram constantemente molhadas pelas ondas e os corpos enchiam-se de areia à medida que ambos se entregavam ao desejo e à luxúria. Naquele momento, Enyo simplesmente soube que, não importava o que o futuro lhe reservasse, pois o seu destino estava traçado. Mas isso, era um problema a resolver no dia seguinte.


Começava a anoitecer em pleno território francês. Assim que o sol se pôs, Edward levantou a cobertura da janela do avião e espreitou pelo vidro. Maravilhou-se com a vista de Paris que teve dali e, subitamente, sentiu um peso sobre o estômago. Regressar significava enfrentar o passado que ele, tão dolorosamente, obrigara-se a esquecer. Mesmo sendo para se relembrar que ele se encontrava ali, o seu objectivo não era, de forma nenhuma, recordar a sua última noite em Paris. Noite essa que agora lhe passava a correr pela mente, forçando-o a recordar imagens que jurou não voltar a ver.

Encostou-se para trás, deixando escapar um suspiro rápido. Já não bastava ter de se sentir mal por mentir à namorada e à família, ainda teria de recordar todos os momentos de sofrimento que tivera naquela fatídica noite. Sacudiu a cabeça, como que se desejasse conseguir afastar aquelas memórias do cérebro, e voltou a fechar a cobertura da janela. Não tardaria muito e estaria no aeroporto de Paris. Daí até ao centro da cidade seriam cerca de vinte e cinco a trinta minutos e, com sorte, poderia passar a noite num hotel perto do apartamento onde, durante anos, vivera com Enyo.

Não que ele não quisesse ir ver o apartamento de imediato, mas a ideia de entrar e descobrir que outro alguém lá vivia, que os móveis estavam todos mudamos, assim como a decoração, parecia-lhe, de certa forma, um choque. Ele nem sequer tinha pensado na possibilidade de terem demolido o prédio, ou feito obras e todo o andar estar mudado. Para Edward, grande parte do encanto de Paris residia naquele apartamento. Se este desaparecesse ou fosse alterado, um vazio iria fazer parte do seu coração.

Mas ele não tinha outra escolha, tinha? Com partes das suas recordações apagadas e a recusa de Enyo em lhe contar o que ela retirou das suas lembranças, que outra opção poderia Edward ter para conseguir lembrar-se do seu passado? Regressar a Paris era um risco, mas era um risco que ele tinha mesmo de correr.

Desembarcou no aeroporto e rapidamente apanhou um táxi que o levasse ao centro da cidade. Pediu para que o motorista o deixasse em Sacré Coeur e, dali, caminharia os cerca de três quilómetros que o levariam até à Torre Eiffel. Precisava de andar ao ar livre, mentalizar-se que se encontrava novamente em Paris, quebrando o juramento que fizera na sua última noite lá. Recordou as ruas e as casas, vendo as mudanças e cada mais receando que o apartamento estivesse mudado. Reconheceu os cheiros daquelas ruas como se estivesse ali estado no dia anterior. As mesmas luzes e as sensações de oitenta anos anos. Paris continuava igual, Paris seria sempre eterna.

Era perto da meia noite quando se sentou num banco de pedra, de frente para a maravilhosa Torre Eiffel, e ali se deixou ficar, como uma estátua, apenas a encará-la. Naquele momento, um turbilhão de emoções e sentimentos antigos atingiu-lhe o peito. A memória viva de uma noite, exactamente como aquela, surgia-lhe instintivamente diante dos seus olhos. E, por muito que não fosse aquilo que Edward queria recordar, a sua mente obrigava-o a ver a cena que ali decorra várias décadas antes, como se estivesse naquele momento a acontecer.

FlashBack

Uma leve brisa corria por entre os campos abertos, contornando suavemente a forte estrutura metálica da torre e fazendo as folhas das árvores dançarem. Edward encontrava-se encostado a uma das portas de entrada para a Torre e olhava para o relógio, levemente irritado. Era dia 7 de Janeiro, e a neve ameaçava começar a cair a qualquer instante. Voltou a olhar para o relógio - vinte e uma e vinte. Onde estaria ela? Já a esperava há quase quarenta minutos e Enyo não era de se atrasar.

Bufou levemente, ignorando os olhares das pessoas que passeavam por ali àquela hora. Olhou para as duas malas enormes que tinha consigo e sacudiu os cabelos acobreados, demonstrando a sua irritação. Ele e Enyo tinham acabado de chegar a Paris, vindos de Viena. O combinado era passarem pela Torre Eiffel, um sonho do rapaz desde novo e, após isso, procurarem um hotel para passar a noite. Contudo, assim que chegaram ao pé do monumento, Enyo olhou em volta, sorriu abertamente e disse-lhe que voltaria em dez minutos. E já lá iam cinquenta desde esse momento.

Tentou auscultar as mentes de todas as pessoas que conseguia na esperança de que alguma lhe indicasse a localização da mulher, mas ninguém parecia ter visto Enyo. Cruzou os braços, chateado por não saber onde ela se encontrava e por estar ali sozinho há algum tempo. Afinal, ele era um recém transformado, para ele, cinquenta minutos ainda era muito tempo.

- Desculpa - a voz dela soava leve e satisfeita.

Edward virou-se para a encarar, os olhos quase negros, os lábios cerrados e os braços apertados. Contudo, a expressão de felicidade dela fê-lo sentir-se ainda mais irritado. Enyo sorria abertamente, os braços atrás do corpo, os cabelos acobreados soltos a esvoaçarem levemente ao vento, os olhos brilhantes, ladinos.

- Porque me deixaste aqui abandonado à tua espera? - indagou ele, controlando a voz para não a elevar demasiado. - Se eu ainda fosse humano, teria morrido de frio e tédio.

- Oh, mon amour, pardonne moi - pediu ela, passando o braço em volta do de Edward e encostando a sua cabeça ao ombro dele. - Deixas-me compensar-te?

- Enyo! - exclamou ele, olhado de lado para a mulher.

- Vira-te para aqui - pediu ela, puxando-o pelo braço e ficando virandos de lado para o rio Sena. - Vês aqueles prédios brancos, ali ao fundo.

- Sim - respondeu ele, sentindo Valdis, apertar mais carinhosamente o seu braço. - O que têm?

- O apartamento do segundo andar - disse ela, desviando o olhar para o dele, sorrindo. - É a nossa nova casa.

Edward entre-abriu os lábios, baixando o olhar para Valdis. Ela não podia... podia? Deixou que um sorriso verdadeiro e satisfeito surgisse nos seus lábios e, acariciando a face da mulher com a mão, puxou-a levemente para um beijo suave e delicado.

Suspirou perante tal recordação e, com os cabelos acariciados pelo vento leve, virou o rosto para a esquerda e uma onda de alívio atravessou-lhe todo o corpo. O prédio do iseu/i apartamento estava ali, igual, como se tivesse sido recentemente restaurado para ficar semelhante ao que era anos antes. As mesmas paredes brancas e os mesmos tons de cinza nas grades dos portões e das varandas. Olhou, então, para uma determinada janela do segundo andar. As luzes estavam apagadas, as janelas fechadas e as suas portadas trancadas. E nem sinal que qualquer tipo de vida ou de habitação no apartamento.

Edward sentiu-se subitamente aliviado. Um dos seus receios não se confirmara. Mas, poderia ele ter essa mesma sorte com o interior do apartamento? Duvidava muito disso, porém, apenas no dia seguinte teria coragem para enfrentar o passado mais doloroso e entrar naquela casa onde, outrora, fora feliz. Sacudiu os cabelos da frente dos olhos e desviou o olhar dos prédios brancos ao lado da Torre Eiffel. Estava na hora de ir para o hotel.

Chegado ao hotel e já acomodado num quarto simples, Edward não resistiu a ligar a Alice. Precisava de saber como estava Bella, como estavam todos. Falou rapidamente com a irmã, percebendo que não havia nada de novo e desligou a chamada. Deitou-se na cama, cruzando os braços por detrás da cabeça e contemplando a maravilhosa vista de Paris que a janela do seu quarto, a qual se encontrava aberta, lhe dava. E, subitamente, percebeu que faltava algo para a perfeição daquele momento.

Olhou para o cell-phone, hesitando em marcar um certo número. Fechou os olhos e seguiu o seu instinto. Contudo, a chamada foi directa para a caixa de voice-mail. Desligou. Poderia aquilo ser um aviso para não lhe ligar? Poderia sim, mas isso não lhe interessava naquele momento. Marcou outro número, esperando que, desta vez, conseguisse ouvir a voz que desejava. Tocou uma, duas, três vezes. E atenderam.

- A Enyo não está, Cullen, liga noutra altura - a voz de Eddie do outro lado do telefone fez um estranho arrepio correr as costas do rapaz.

- Sabes onde ela se encontra? - perguntou, receoso. Estava com um mau pressentimento. - Tem o cell-phone desligado e eu preciso de falar com ela.

- Não tenho ideia, ela estava estranha hoje de madrugada - confessou a raposa.

- Estranha como? - indagou Edward.

- Sei lá, ela veio de La Push, distante, envolvida nos pensamentos dela, pegou uma mala, atirou alguma roupa lá para dentro e saiu de casa - contou Eddie. - Só me disse que precisava sair de Forks, fazer uma coisa e que regressava no Domingo.

Edward desligou a chama e ficou a olhar para o cell-phone. Para onde poderia ter ido Enyo? E, principalmente, o que teria acontecido para a fazer sair de Forks tão subitamente?


N.A.: o/ Sou louca, eu sei x)

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Just