N/a: Ooooi *_* Gente, eu sei que eu prometi responder os comentários, mas são quase 3h30 da manhã e eu tenho AULAAAAA!!! AAAAAAAAAAH! Mas tudo bem, eu sobrevivo (se vcs me perdoarem e me mandarem MAIS comentários, haha ;D), no próximo eu vou tentar responder TODOS! Ok? :D
Agora, comentário rápido sobre esse capítulo: A-M-E-I escrevê-lo, até agora foi o que eu mais gostei! Aparece um pouco mais a relação entre Os Marotos e também T/L! Uhuuu, ALELUIA hein? Hahaha.
Enfim, deixa eu ir! Té mais meu povo! To esperando comentários!
Beeeijos, Pimentè.
Trégua
Lílian não apareceu para jantar.
Tiago olhava para a porta toda vez que algum atrasado chegava, mas se frustrava cada vez mais. Onde diabos ela estava?
-Pontas desista cara. Ela te odeia –Sirius deu uma garfada no pedaço de carne que estava no seu prato- Depois de hoje, acredito que ela esteja planejando a sua morte com o seu amigo Ranhoso.
Tiago apoiou o rosto nas mãos e encarou os dois amigos sentados na sua frente, Pedro estava ao seu lado.
-Eu não devia ter feito aquilo –sua voz era de decepção- Por que diabos eu fui inventar de tentar beijá-la?
-Nós é quem deveríamos estar te perguntando isso –Remo suspirou, coçando uma das suas feridas. Sirius o olhou enojado- Desculpe.
-Eu estou comendo! –Sirius resmungou.
-Vocês têm certeza de que a viram saindo com o Ranhoso? –Tiago perguntou amuado, afastando o prato da sua frente.
-O Pedro viu –Sirius disse com a boca cheia- Estava voltando da cozinha em forma de Rabicho, eles passaram do lado dele.
-Em forma de Rabicho? O que diabos é isso? –Pedro zombou.
-Você prefere que eu diga que você estava em forma rato, sua anta? –Sirius sussurrou irritado- Seria uma maravilha se alguém nos escutasse depois do que aconteceu hoje de manhã!
Sirius calou-se, voltando a se concentrar no seu prato de comida.
Remo retomou a conversa:
-Você deveria ter seguido o nosso plano, Pontas –ele tossiu- Limpar a memória dela, lembra?
-Não é tão fácil assim –Tiago se irritou- Nós nunca fizemos isso com alguém conhecido! E se alguma coisa desse errado e ela se esquecesse de tudo o que ela já viveu?
-Talvez assim ela gostasse um pouco mais de você –Pedro comentou, fazendo com que Sirius cuspisse o suco de abóbora para rir.
-Boa Rabicho –Sirius fez um toque com Pedro, ignorando o olhar entediado de Tiago. Remo balançou a cabeça.
-Eu vou dar um jeito –Tiago encarou Remo- Sem que eu precise enfeitiçá-la, ok? Lílian não é como as outras, ela vai entender quando eu disser...
-Dizer o quê? –Remo gritou e algumas pessoas olharam para eles.
-Psiu! –Tiago falou mais baixo- Eu não quis dizer que vou contar á ela sobre o seu problema felpudo.
-Eu não sei vocês, mas muita gente entenderia essa frase de outra forma... –Sirius comentou, fazendo Pedro gargalhar.
-O que eu quis dizer –Tiago ignorou Sirius- É que eu vou contar á ela tudo, menos sobre você.
-Então não é tudo –Pedro se intrometeu.
-É tudo o que ela precisa saber –Tiago frisou- Aluado, ela te trouxe de volta.
Remo permaneceu em silêncio, refletindo. Tiago olhou em volta, procurando por algum sinal da garota ruiva, mas sabia que era uma busca perdida. A única coisa que viu com relação a isso foram as duas amigas mais próximas dela, Amanda e Alice, sentadas no meio da mesa e conversando animadamente. Amanda, por algum motivo, lhe chamou a atenção. Ele a observou com mais atenção e notou um laço vermelho em seus cabelos claros, aquilo lhe deu uma idéia.
O jantar acabou e todos subiram para as salas comunais, Tiago manteve-se atento às pessoas ao seu redor, tentando encontrar Lílian. Onde ela teria se enfiado?
Ao entrar na sala comunal, nem sinal dela.
-Vocês a viram? –ele perguntou aos amigos.
-Nem um fio do cabelo vermelho –Sirius disse- Será que o Ranhoso já contou tudo a ela?
-É possível -a voz de Remo era apreensiva.
-Relaxa Aluado –Pedro jogou-se em uma das poltronas- Pontas vai encontrá-la e fazer com que tudo fique em segredo, não é mesmo?
-Claro –Tiago sorriu confiante para os amigos sem realmente estar. Remo pareceu ficar mais relaxado ao ouvir aquilo e sentou-se com Rabicho para jogarem uma partida de Snap's Explosivos.
-Vou subir –Sirius bocejou- Comer me dá sono...
-E dormir te dá fome, nós já sabemos disso –Tiago completou- Vou subir também, preciso olhar o Mapa.
Ambos se despediram dos amigos e subiram até o dormitório. Sirius jogou-se na cama, enquanto Tiago abria o Mapa e dizia a senha.
Após alguns segundos, emitiu um resmungo.
Sirius levantou a cabeça e perguntou:
-Onde ela está?
-Entrando na sala comunal nesse exato momento –ele continuou observando- Agora está acompanhada das amigas.
Sirius percebeu a aflição do amigo.
-Pontas –Tiago o olhou- Vai da tudo certo, você mesmo disse que a Evans é diferente, que provavelmente ela vai entender.
-E se ela não entender? E se ficar maluca, morrendo de medo do Aluado e sair contando para todo o mundo que ele é um lobisomem?
-Eu não imagino a Evans fazendo algo desse tipo –Sirius refletiu- Você consegue?
Tiago negou, jogando o mapa para o lado.
-Pontas, você sabe que a pessoa que deveria estar procurando pela Evans para lhe dar alguma explicação era eu –Sirius sentou-se e encarou o amigo- Eu não estou fazendo isso apenas porque você me pediu para que deixasse você tomar conta da situação, mas... –Sirius fez uma pausa, escolhendo as palavras- Se você acredita que vai ser um pouco mais complicado do que imaginava, eu apago a memória dela. Não é problema para mim, você sabe disso –ele sorriu convencido- Já fiz isso um bilhão de vezes sem que o Ministério fosse atrás de mim.
Tiago suspirou, pensando no que fazer.
-O que há entre vocês dois? –a voz de Sirius pareceu vinda de longe e Tiago se assustou com a pergunta.
-Como assim?
-Você sabe o que eu quero dizer –Sirius deu um sorriso- Todo esse papo dela ser diferente.
Tiago soltou uma gargalhada, jogando-se na cama.
-Não sei, cara –ele respondeu rindo- Não faço a mínima idéia, mas eu gosto.
Sirius riu e começou a procurar por roupas limpas no malão.
-Você devia chamá-la para sair.
-Eu já fiz isso no ano passado e ela fez o favor de dizer que preferia sair com a Lula-Gigante do que comigo.
-A situação não estava favorável, admita –Sirius se dirigiu ao banheiro- Ter o Ranhoso de ponta cabeça e a escola inteira á sua volta não é muito romântico.
-E desde quando você é romântico? –Tiago ergueu a sobrancelha.
-Eu posso não ser, mas qualquer idiota saberia que aquela não era uma boa hora –Sirius ironizou.
-Valeu –Tiago ergueu o polegar.
-O que eu quero dizer é que –Sirius sorriu- Se ela vale á pena, corra atrás.
-Isso se ela não tentar me matar antes –Tiago resmungou.
-Você quase cometeu um crime de perversão naquele quarto –Sirius zombou- Nada mais justo do que ela querer te matar.
-Eu só tentei dar um beijo! UM beijo! O que há de mal nisso? –Tiago levantou os braços, como se perguntasse á outra pessoa- Maluca!
Tiago decidiu que iria conversar com Lílian no dia seguinte, assim que a encontrasse. Sabia que se aparecesse novamente no dormitório dela seria estuporado antes que pudesse dizer "Oi Lílian", então decidiu se comportar como uma pessoa normal.
Pela primeira vez, alguém o fazia agir do modo correto e não do modo como ele achava correto.
Um ponto para Lílian Evans.
Ás duas da manhã ele ouviu algo. Um ímpeto de levantar-se o invadiu, mas sabia que aquilo seria estupidez: só afastaria o que fosse que estivesse caminhando pelo quarto. Permaneceu em silêncio, buscando com a mão os óculos debaixo do travesseiro.
Um ronco mais alto de Pedro pareceu lhe dar o sinal para se virar e tentar enxergar alguma coisa através da luz que vinha da porta aberta. Um vulto se mexia entre as cortinas das camas, parecendo procurar por alguma coisa.
Tiago buscou a varinha sob o criado-mudo e, quando o vulto se aproximou ele pulou em cima dele. Os dois rolaram em silêncio pelo quarto e, em questão de segundos, Tiago imobilizou a pessoa.
-Lumus.
O rosto bonito de Lílian surgiu, seus olhos fechados por causa da claridade.
-Dá para afastar isso? –ela disse irritada- Você quer me cegar?
Tiago demorou alguns segundos para assimilar o que estava acontecendo, isso deu tempo para que Lílian o empurrasse e levantasse. Ela esticou a mão para ajudá-lo e ele aceitou prontamente, um pouco mais situado.
-O que você está fazendo aqui? –ele perguntou em um misto de excitação e perplexidade.
-Shhhhh! –ela apontou para as camas ocupadas- Vem comigo –ela segurou em sua mão e os dois saíram do quarto, desceram para a sala comunal.
Tiago estava apenas de shorts, fato que ela fingiu não notar. Ambos sentaram-se de frente um para o outro, nas melhores poltronas em frente à lareira.
Tiago estava perplexo com o que havia acabado de acontecer, sabia que havia duas opções para que ela aparecesse às duas da manhã no seu quarto: a primeira, ela havia descoberto sobre Remo; a segunda, ela queria apenas conversar.
Algo lhe dizia que a primeira opção era a mais plausível.
-Aconteceu alguma coisa? –ele perguntou, mais para começar a conversar do que por curiosidade.
Lílian não respondeu, estava abraçando os joelhos e olhando para o fogo crepitar na lareira. Tiago reparou que ela estava descalça, seus pés eram pequenos e gordinhos, mas bonitos. Ele gostava de pés pequenos.
-Eu... –ela começou a frase, mas não conseguiu terminá-la. Tiago esperou pacientemente. Após um instante, Lílian virou o rosto e o encarou de uma forma que Tiago sentiu um arrepio lhe subir a nuca.
Seus olhos estavam brilhantes e as pupilas dilatadas, seu rosto era corado e as pequenas sardas podiam ser vistas agora. O nariz de Lílian era pequeno e arrebitado, lhe dava um ar de criança. Porém seus olhos, sempre eles, demonstravam a diferença sobre a qual Tiago tanto falava: eles eram lindíssimos.
-Por que você tentou me beijar hoje?
Ele refletiu.
-Por que você acha que eu tentei te beijar?
Ele estava pronto para receber uma resposta atravessada, porém Lílian desviou o olhar e encarou o fogo novamente e, sem olhar para ele, respondeu:
-Eu achava que você estava tentando desviar a minha atenção –Lílian riu- Sei lá, me comprar.
Algo na cabeça de Tiago pareceu entender exatamente o que havia acontecido e ele se sentiu ofendido.
-Você acha que eu seria capaz de fazer algo assim? –sua voz era um pouco amarga- Você não me conhece mesmo, Lílian.
Ela nada disse, acreditava que merecia ouvir aquilo.
-Você tira conclusões sobre todos –Tiago continuou- E acredita nas suas suposições, sem realmente saber no que está se baseando. Isso se chama ingenuidade e prepotência.
Ele repetiu com amargura a última palavra, lembrando-a do último ano.
Lílian esperou que ele terminasse, então voltou a falar:
-Eu sei, fui uma idiota e peço desculpas –Ela voltou a olhar para ele- Eu não fazia idéia de quem você era até hoje á noite, Tiago.
Tiago permaneceu em silêncio. Lílian continuou:
-Eu estava furiosa porque achava que você tinha tentado me comprar e, bem –Lílian corou- Eu quase "me vendi", pelo menos era assim que eu via.
Tiago segurou um sorriso.
-Então, eu fui atrás de Severo para perguntar o que havia acontecido, porque eu sabia que havia alguma coisa muito estranha nessa história toda.
Ela ficou em silêncio, parecendo refletir.
-Ele me contou o que aconteceu –continuou- E apesar de se sentir humilhado, ele me disse que se não fosse por você ele teria morrido.
Tiago nada disse.
-É verdade? –Lílian o olhou rapidamente.
-O que você acha? –ele perguntou.
-Não importa o que eu acho.
-Importa pra mim –Tiago disse sério.
-Por quê? –ela o olhou surpresa.
-Touché, ruiva –Tiago riu- Não faço idéia.
A resposta veio junto com o silêncio, ouviam apenas o crepitar da lareira. Ele a observou colocar uma mecha dos cabelos atrás da orelha.
-Você disse que achava que eu havia tentado te comprar com um beijo meu –Tiago zombou- O que você acha agora?
-Não faço idéia –Lílian sorriu ao repetir a frase que ele havia acabado de dizer- Então, pelos meus cálculos, somos duas pessoas que não fazem idéia do que sentem uma pela outra.
-Acho que é mais ou menos isso.
Ela pareceu concordar com aquela situação.
-Você é legal, Potter –Lílian disse com o rosto corando- Eu nunca pensei em dizer isso, mas conversar com você é muito mais fácil do que com qualquer outra pessoa.
Tiago pensou um pouco sobre aquela frase, percebendo que o sentimento era recíproco: ele nunca havia sido tão sincero com alguém, tirando os seus amigos.
-Eu sempre soube disso –ele lhe lançou uma piscadela.
Lílian revirou os olhos.
-Convencido.
-Metida.
-Arrogante!
-Prepotente!
Os dois começaram a rir juntos.
Passaram-se duas horas até que Lílian olhasse o relógio e percebesse que já passavam das quatro horas da manhã.
-Merlin! –ela se levantou de supetão.
Tiago apenas revirou os olhos e disse:
-A primeira aula é poções Evans, você dá um baile em qualquer um nessa matéria –Tiago disse irritado- Inclusive em mim.
Ela o olhou com superioridade e estendeu a mão para ele:
-Vamos ou você irá passar o dia me culpando pela noite mal dormida.
-Eu não vou dormir –Tiago deu de ombros- Se eu dormir agora, só levanto amanhã!
-Não seja bobo, você precisa dormir um pouco –ela continuou com a mão estendida.
Tiago ergueu a sobrancelha, uma idéia surgiu na sua mente.
-Ok –ele disse e segurou na mão de Lílian. Antes que ela pudesse lhe puxar, ele a puxou primeiro fazendo com que seus rostos ficassem próximos.
-Ops –Tiago fingiu arrependimento- Desculpe.
Tiago a puxou até que seus lábios de juntassem. Ele sentiu a surpresa de Lílian, mas logo os lábios dela relaxaram e ele sentiu-se feliz em poder conduzir. Lílian trouxe as mãos até os cabelos dele, acariciando e passando os dedos pelo seu pescoço, Tiago a puxou para mais perto e ela sentou-se no pequeno espaço que sobrava da poltrona, passando as pernas pelo colo de Tiago.
Separaram-se após alguns minutos, Tiago a olhou com um sorriso no rosto.
-AI!
Lílian havia lhe dado um tapa.
-Por que você fez isso? –ele a olhou confuso. Ela se levantou e sorriu.
-Esse foi o único beijo que você conseguiu de mim, entendeu? –a voz de Lílian era animada- Nós somos amigos agora e –ela andou até as escadas- Amigos não se beijam! Boa noite Tiago.
Ela se foi, deixando o maroto aturdido na poltrona. Em alguns segundos, um sorriso apareceu em seus lábios.
Uau!
