Disclaimer: Twilight não me pertence.
N/A:
Olá pessoal. Era para postar amanhã (que por acaso é meu aniversário [vou fazer 15, estou a ficar velhar :\] *olhos brilham a pensar em reviews como presentes*) mas como não vai dar tempo, eu posto hoje mesmo.
Obrigada pelos comentários. Obrigada mesmo. *-*
Eu peço desculpa de ainda não ter actualizado a Emergency, para quem lê claro, mas logo quando eu acabar o capitulo posto logo.
Estou com ideias para uma nova fic... Ideias não, porque eu já escrevi 5 capitulos, mas ainda não sei se vou postar. Depois eu vejo. :b
Ah! Eu acho que vou demorar a postar, porque esta semana que vem, vai ser toda dedicada aos estudos por causa dos exames nacionais. :x
Agradecimentos:
Sunshine ; Hinata C. Weasley ; SoraiaGomes (quero a minha prenda! :l) ; JealousKills (não faz mal :b Os meus exames são dia 19 e 22 {é assim uma coisa} Fico feliz que tenhas gostado. *-* Desculpa por não ter comentado as tuas fics. :x Mas logo logo que possa, vou mandar reviews. )
Ah! Boa Leitura (:
Eu gosto deste tracinhos cinzentos *-*
Pronto já chega.
Espero que gostem :)
Capitulo 11
Encontrei com Alice no fundo do corredor.
- Ai Bella! Tu não vais acreditar! – exclamou aos pulos quando me aproximei dela.
- O quê? – perguntei curiosa.
- O Jasper – disse ofegando de tantos saltos – Ele aceitou ser meu padrinho.
- Porque é que isso não me surpreende? – disse-lhe com um sorriso sincero no rosto.
Alice encarou-me divertida e sorriu. Mas de repente, o seu inocente sorriso passou a diabólico e fez com que eu engolisse a seco.
- Só faltas tu! – exclamou outra vez.
- Pois… - murmurei.
- Quem… - começou a perguntar, mas parou de repente. Olhei para Alice e ela encarava algo em cima do meu ombro. Segui seu olhar, olhando para trás e deparei-me com a minha perdição.
Apesar do seu rosto estar sério e apesar de um pouco afastada dele consegui ver que os seus olhos brilhavam intensamente enquanto me encaravam. Não era o mesmo brilho do sonho, mas mesmo assim era hipnotizante.
A lembrança do sonho fez com que a minha face corasse, mas mesmo assim não desviei o olhar. Ele desfez a expressão séria, iluminou-a com um pequeno sorriso e afastou-se.
Só depois percebi que as minhas mãos estavam suadas e o meu coração batia freneticamente. Pisquei várias vezes e voltei a encarar Alice. Ela olhou-me também com um suave sorriso. Sem dizer nada, também se afastou e seguiu para a sua próxima aula que também era minha.
Mas não a segui. Fiquei em transe e que durou apenas uns segundos. Mas foi o suficiente para uma pergunta entoar na minha cabeça : Estaria eu apaixonada?
Reconheci os sintomas por causa de livros que eu já tinha lido e falavam sobre isso. Eu estava perdida. Não sabia se era algo mau ou bom. Mas não podia negar. Todas as sensações que eu sentia quando estava próxima dele ou sentia o seu olhar em mim eram as mesmas que Elizabeth Bennet sentia por .
Eu adorava romances porque sempre gostei de saber mais sobre esse sentimento. As palavras espalhadas nos livros explicam que estar apaixonada era algo maravilhoso de se sentir, mas ao mesmo tempo não era um mar de rosas. Podíamos sofrer bastante. E era esse o meu receio.
Eu não queria sofrer. Mais do que já tinha sofrido. Mas eu não podia negar.
Eu estava apaixonada.
Será que alguma vez a minha irmã se apaixonou? Será que os meus pais se apaixonaram?
Eu tinha prometido a mim própria uma mudança. E que mudança, pensei ironicamente. Sempre pensei abrir o meu coração, mas apaixonar-me não estava nos meus planos. Nunca esteve.
Sim, era uma sensação boa. Mas e agora? O que aconteceria comigo e com Edward? Eu não podia dizer-lhe, era tímida demais para tal acto. Mas senão dissesse iria magoar-me. Ele poderia encontrar alguém e seguir a sua vida.
Mas e se eu nunca mais o esquecesse? E não conseguisse seguir a minha vida? E se eu lhe contasse e ele me rejeitasse? O que seria pior? A dor da rejeição ou a dor de nunca ter me declarado?
Eu não conseguia encontrar as respostas. Era tão difícil e complicado. A minha vida havia sido algo tão simples para virar agora um puzzle de mil peças, porque simplesmente estava apaixonada. Eu não podia procurar as respostas nos livros ou no Google, como sempre fiz.
Não vou duvidar demais ninguém quando me disserem que estar apaixonada muda completamente a forma de ver a vida e ver tudo ao nosso redor.
Era algo mágico mas ao mesmo tempo doloroso.
Um sentimento que não podia ser explicado com palavras. Apenas com a sensação que ele provoca.
Céus, o que eu iria fazer agora?
Suspirei e parei na porta da sala de aula quando depois do meu corpo ter caminhado ao longo do corredor. Já que a minha mente voava bem longe daqui.
Entrei na aula e tentei ocupar a mente com coisas mais concretas, se é que me entendem.
Ah! Havia algo positivo nisto tudo. Eu sempre fui grande fã de desenhos animados e quando as personagens se apaixonavam só viam corações e etc. Eu, sinceramente, sempre acreditei nisso.
Mas era bom saber que isso não era verdade. Quer dizer, não era quase verdade. Ás vezes via uns corações. Não, não eram no ar. Mas sim no meu caderno. Eu estava a comportar-me como uma adolescente. Desenhando coraçõezinhos e o nome do amado. Eu não escrevi o nome dele. Claro que não. Olha se alguém descobria.
Eu não estava a prestar nem um pingo de atenção na aula.
Encarei Alice que estava a atenta, pelo menos ela. Que tédio, resmunguei internamente.
Sim, era verdade. Eu, a apaixonada por Julliard estava a resmungar por causa das aulas. Eu estava ansiosa para o ver e tocar nos seus lábios… Suspirei. Quem me dera que aquele sonho tivesse sido realidade, pensei novamente. E mais uma vez, suspirei.
Infelizmente, suspirei alto de mais. Alice virou-se para mim com uma expressão interrogativa e depois dirigiu os seus olhos para o meu caderno. Um sorriso malicioso surgiu nos lábios e encarou-me outra vez. Enruguei a testa em confusão e olhei para baixo.
Ela tinha visto os meus desenhos! Fechei o caderno brutamente e arregalei os olhos. Alice comprimiu os lábios para conter o riso. E mais uma vez, senti-me a corar.
*
Estava a caminhar pelo corredor depois da aula. Nem Alice, nem eu soltamos uma palavra. Eu estava completamente embaraçada e ela completamente divertida.
Entrámos no refeitório e dirigimo-nos á nossa habitual mesa. Mas tudo estava diferente.
Olhei para Mike e não conseguia ver-me a dar-lhe uma única oportunidade, olhei para os outros rapazes e eles não exerciam um pingo de interesse em mim. Eu só tinha olhos para ele.
E claro, a primeira coisa que fiz foi procurar por ele. Ele estava sentado ao lado de Jasper e mantinha uma conversa animada. Sentei-me sem nunca desviar os olhos dele. Cada sorriso que ele dava, cada gesto que ele fazia, deixava-me com um sorriso parvo no rosto.
Nós ficamos em mesas separadas. Ficavam um pouco afastadas mas mesmo assim era-me possível visualizar por completo como ele estava. Na sua mesa sentavam-se sempre Jasper, a sua irmã Rosalie, Tânia e, provavelmente a partir de agora, Emmet. Já na minha, estavam Mike, Tyler, Ben, Angela, Alice e Leah. Esta ultima, eu nunca cheguei a falar com ela mesmo. Ela chegava sempre atrasada e nunca tivemos oportunidade de conversar.
Desviei o olhar de Edward. Seria demasiado embaraçoso, ele apanhar-me com a boca na botija, ou seja, a babar-me enquanto o encarava.
Tentei manter-me atenta á conversa que existia na nossa mesa. Alice e Angela estavam a falar de roupa. Mulheres, suspirei. Já os rapazes só falavam de carros e de futebol americanos. Homens, suspirei novamente.
Não havia nada para eu me entreter. Quer dizer, até havia. Mas era melhor não arriscar. Pensei em me aproximar de Alice e de Angela e enfiar-me na conversa, mas como eu não percebia nada de moda mantive-me quieta.
Olhei para mim. Eu estava com um vestido ridículo que Alice obrigou-me a vestir de manhã. Tudo bem, ele não era ridículo. Era até bem bonitinho. Mas eu não gosto de ver as minhas pernas á mostra. Sou demasiado conservadora.
Eu tinha feito uma fita tão grande. E ele até me ficava bem. Razoavelmente bem. Lembrei-me dos olhinhos brilhantes de divertimento de Alice quando me apanhou com a boca não na botija, mas sim na almofada.
Um sorriso insistiu em nascer no meu rosto e mordi o lábio inferior para disfarçar. A minha situação era ridícula na realidade, mas dentro do meu sonho de ridículo aquilo não tinha nada. Eu e ele…
Era engraçado como todos os meus pensamentos acabavam nele. O sorriso que eu tinha controlado, voltou para o meu rosto. E lá eu ia disfarçar mais uma vez.
Não me controlei e voltei a olhar para a sua mesa. Ele já não estava a falar com Jasper. Estava calado e quieto com uma expressão séria. Mas algo desta vez incomodou-me. Tânia estava sentada ao seu lado e tinha a mão na sua perna enquanto conversava com Rosalie que estava ao lado de Jasper do outro lado da mesa.
Senti o meu coração a apertar. Virei a cara e senti os meus olhos a humedecerem. Um dos meus maiores medos estava prestes a concretizar-se na frente dos meus olhos. E eu não podia fazer nada.
Se pelo menos ele mostra-se que estava interessado em mim. Eu não tinha medo de declarar-me para ele. Claro que iria ocultar o facto de estar apaixonada para ele.
Ben reparou na minha cara e perguntou-me se estava tudo bem. Eu tranquilizei-o mas a minha voz saiu rouca. Alice olhou-me interrogativa mas eu apenas abanei a cabeça em sinal negativo.
Alice encarou-me mais uns minutos, mas eu desviei os olhos para as minhas mãos. Quando percebeu que eu nunca iria falar continuou a conversa com Angela.
O resto do dia correu assim.
Não me encontrei mais com Edward. O que me facilitou mais as coisas, mas ao mesmo tempo piorou.
Sinceramente, eu não sabia. Sim, eu não sabia se era melhor eu continuar a viver na ignorância e nunca descobrir que estava realmente apaixonada. Nunca descobrir o porquê dele ser o protagonista dos meus sonhos e dos meus pensamentos. Nunca descobrir o porquê do meu coração acelerar quando eu estou com ele, ou descobrir o porquê de eu contar os milésimos de segundos para o voltar a ver.
Estava tudo ali á minha frente. Os sintomas estavam ali mas foi no diagnóstico que descobri o porquê verdadeiro.
Talvez se eu nunca descobrisse teria sido melhor. Assim eu não sofreria muito. Sentiria algo inexplicável mas ignoraria e continuaria com a minha vida.
Mas agora, que eu tinha descoberto era muito difícil de eu ignorar. Era muito difícil, eu ignorar a oportunidade que me foi dada. Eu nunca me apaixonei e de repente…
Eu mantinha-me distante enquanto estava no carro com Maggie e com Alice. Eu estava consciente que elas estavam ali comigo e decerto que estavam a perguntar-se o porquê de eu estar tão distante.
Elas conversavam sobre algo. Não percebi se era sobre mim, sobre Alice ou sobre a praxe. Sinceramente, nem queria saber.
Apenas "acordei" quando chegamos a casa ou melhor ao apartamento. Eu não disse nada e entrei logo no meu quarto. Deitei-me na cama e coloquei os phones do Ipod no ouvido e coloquei numa música que eu gostava de ouvir.
Feels Like Tonight – Daughtry
You, you got me
Thinking it'ill be alright
You, you told me
"Come and take a look inside. "
You believed me
In every single lie
But I, I failed you this time
Ouvia a letra muito atenta, para poder ocupar a minha mente.
And it feels like tonight
I can't believe I'm broken inside
Can't you see that there's nothing that I wanna do
But try to make it up to you?
And it feels like tonight
Tonight.
A música não podia descrever como é que eu me sentia exactamente. Mas fazia-me sentir bem, era estranho, mas fazia.
Alice entrou no meu quarto e eu desliguei o ipod relutante.
- Está tudo bem? – perguntou-me enquanto se sentava ao meu lado. Eu apenas assenti. – Estás estranha.
- Estou sempre. – forcei um sorriso.
Criou-se um silêncio constrangedor e eu levantei-me da cama deixando Alice confusa.
- Eu vou tomar banho e depois vou ter com vocês, ok?
- Ok. – e saiu do quarto.
Peguei numa roupa prática e levei para o meu paraíso de casa de banho. Meti-me debaixo do chuveiro e deixei-me desabafar. Tendo as lágrimas sido disfarçadas pela água do chuveiro.
Saí do chuveiro e vesti-me. Fui ter com elas que me esperavam para começar a jantar. Mantive a minha cara com uma expressão serena e ás vezes risonha. Não queria ser motivos de preocupações.
Maggie confessou-nos o quanto se iria de rir quando nós fizemos as praxe. Sim, muito engraçado. Estar com roupas todas rasgadas e latas de Coca-Cola amarradas aos pés era bastante engraçado.
Desejámos Boa-noite umas á outras e fomos para o nosso quarto respectivamente.
Deitei-me na cama e como estava super cansada, mais emocionalmente que fisicamente, o sono veio logo. Mas mesmo assim, eu iria tomar uma decisão.
Declarar-me ou não declarar?
Eis a questão.
Cliquem no botãozinho em baixo e façam uma autora feliz. (:
Beijos,
Mackie Cullen.
