Capítulo 10
Vinte e cinco e-mails de meu primo, que chegaram desde o fim de agosto, em linha reta, até 14 de outubro.
Isso era absolutamente ridículo.
Eu esperei até depois dos testes do bimestre antes de submeter-me a desnecessária parte de abrir qualquer um destes e-mails. Parte de mim queria apenas excluí-los. Qual era o ponto em ler os e-mails? Mesma merda, dia diferente.
Mas eu me recostei na minha cadeira, exalando alto e ofensivamente.
Eu disse a mim mesma que eu os leria na segunda-feira. Não li. Disse a mim mesma que eu os leria terça-feira. Não, não aconteceu. Agora era quarta-feira, seis da manhã, e eu estava olhando para a minha caixa de entrada por 30 minutos.
Emmett tinha a idade de James na época que tudo tinha vindo abaixo. Ele era três anos mais velho do que eu, 17. Ele tinha sido amigo de James, mas não tinha estado na festa. Depois de tudo que aconteceu – a verdade, o acordo entre os pais, e as mentiras subsequentes e a tempestade de merda sem parar que se tornou a minha vida, Emmett sabia sobre o acordo, mas acreditava no que todo mundo acreditava também.
Que eu tinha um caso louco de remorso de comprador.
Mas Emmett tinha deixado de ser amigo de James, porque para o meu primo, acreditando ou não em mim desde o começo, não tinha importância. A coisa toda tinha se transformado em algo sujo demais para Emmett. Ele não foi nem um pouco simpático comigo nos últimos cinco anos.
Rolei para baixo para o primeiro e-mail não lido enviado no final de agosto. Balancei a cabeça e cliquei abrir. O mesmo que eu tinha lido antes. Eu precisava ligar para ele ou para os meus pais. Imediatamente. Revirei os olhos. Não poderia ter sido tão importante, porque qualquer um deles poderia ter pegado o telefone e me ligado, se fosse.
Essa era a minha família, no entanto. Cada um deles sentia como se não deveriam ter que pegar o telefone. Eles estavam muito ocupados para isso, muito importantes. Mesmo meu primo que, aparentemente, tinha uma maldita tonelada de tempo para enviar e-mails.
Eu apaguei esse.
Para o próximo.
Mesma coisa, mas havia um par de frases mais. Algo a ver com uma menina do colégio. Alice Brandon. Ela era um ano mais nova do que eu e, claro, eu não tinha sido amiga da garota. Eu não conseguia sequer me lembrar de como ela era. Emmett precisava falar comigo sobre ela. Ele estava, tipo, namorando com a garota ou se casando? Se for assim, fiquei surpresa que ele ainda me avisasse sobre isso.
Esse seria um casamento que eu provavelmente não iria estar presente.
Eu deletei o e-mail e estava prestes a passar para o próximo, quando meu celular tocou. Soltando os meus pés no chão, eu peguei. Era um texto de Jane, querendo saber se eu encontraria com ela para um café antes da minha aula de astronomia. Enviei um texto rápido de volta, dizendo que sim.
Fechando meu laptop, eu pulei, decidindo que um encontro de café com Jane era um milhão de vezes melhor do que passar pela pilha de lama do meu e-mail.
~~x~~
No almoço, Jacob estava agindo como uma lebre pulando porque não teríamos aulas quinta-feira ou sexta-feira, por causa do intervalo de outono. Ele e Jane estavam entusiasmados em ir para casa. Eu estava feliz por eles, mas também um pouco decepcionada. Fins de semana com quatro dias eram muito importantes para os universitários, mas para mim, apenas significava que eu estaria fazendo nada durante quatro dias. Bem, nada além de passear pelo apartamento e bancar a nerd, lendo as próximas matérias que eu aprenderia nas aulas.
Mas seu humor era contagiante e eu encontrei-me rindo quando Jacob tentou convencer um cara em outra mesa que, se um zumbi mordesse um vampiro, se tornaria um vampiro-zumbi, enquanto o outro cara estava convencido de que iria se tornar um zumbi-vampiro.
Pela aparência de Jane, ela parecia estar esperando que um zumbi saltasse pela porta do refeitório e mordesse todos nós. — Então o que você estará fazendo no intervalo? — Ela perguntou.
— Só ficar aqui. — Eu disse, e então acrescentei a minha desculpa pronta. — É muito longe para passar somente quatro dias.
— Compreensível. — Ela pegou um guardanapo enrolado e o jogou para trás de Jacob, mas ele estava profundamente envolvido com o seu fetiche zumbi/vampiro. — Estou saindo depois da minha última aula hoje. — Ela descansou a cabeça no meu ombro. — Eu vou sentir sua falta.
— Eu também.
— Você vai estar abandonada sem mim.
— Eu sei.
Ela sentou-se, com os olhos brilhando de emoção. — Sabe, você poderia ir para casa comigo.
— Oh, Jane... — Eu queria abraçar a menina, ou chorar. A oferta significava muito para mim, de verdade. — Obrigada, mas esse é o seu tempo com sua família e outras coisas.
— Bem, pense nisso. Se você mudar de ideia até às três, mande uma mensagem de texto e eu te pego. — Ela tomou um gole de seu refrigerante. — O que Edward estará fazendo? Ele vai para casa?
Boa pergunta. Antes que eu pudesse responder, Jacob virou como se alguém tivesse gritado o seu nome. — O que vocês estão falando sobre o meu marido dos sonhos?
Jane riu. — Eu estava perguntando para Bella se ele estava indo para casa para as férias.
— Ele está? — Perguntou ele.
Colocando meu cabelo para trás, dei de ombros. — Eu não sei.
As sobrancelhas de Jacob juntaram. — O que quer dizer com você não sabe?
— Hum, eu não sei. Ele não falou.
Os dois trocaram um olhar e Jane disse: — Estou surpresa que ele não disse nada sobre isso.
Confusão aumentou. — Por que você está surpresa?
Jacob me lançou um olhar de 'duh'. — Vocês estão tão próximos como...
— Não, não estamos. — Eu o cortei e fiz uma careta. Estávamos? — Não.
— Ok, eu preciso listar quantas vezes vocês estão juntos? — Jacob ergueu as sobrancelhas. — Acho que seria seguro supor que você sabe sobre os planos dele, assim como sabe o tamanho de seu pênis.
— Oh meu Deus. — Deixei meu rosto cair em minhas mãos.
Jane riu. — Você está fazendo Bella corar.
Ele estava.
Jacob riu. — Acho que você está tendo um relacionamento no armário com
ele.
— O quê? — Levantando a cabeça, eu olhei para ele. — Eu não estou tendo um relacionamento no armário com ele. Confie em mim, ele me pediu... — Eu me cortei. — Nós não estamos.
— Espera aí. Espera aí. Espera aí. — Jacob praticamente caiu. — Ele te pediu o quê?
— Nada. — Sentei-me de volta, cruzando os braços. — Ele não me pediu nada.
Jacob olhou para Jane. — Sou só eu que acho, ou ela está tentando soltar uma mentira?
— Você não foi sutil! — Jane comentou, torcendo para mim. — O que ele pediu?
— Nada!
— Besteira! — Ela me deu um soco no braço. — Você está mentindo!
— Ai! Eu...
Jacob balançou a cabeça, parecendo que ele estava a segundos de cair no chão. — Nós somos seus amigos. É a lei da amizade que nos diga coisas que você não quer nos dizer.
Minha boca abriu. — O quê? Isso não faz sentido.
— É a lei. — Jane assentiu solenemente.
— O que ele pediu? — Jacob persistiu. — Ele pediu para você comer mais de seus cookies? Ele te pediu para ser a mãe dos bebês dele? Para se casar com ele? Ou só para aquecer sua cama toda manhã, tarde e noite? Ele te...
— Oh meu Deus! — Não havia nenhuma maneira de sair disto. Eu conhecia Jacob. Ele só ia continuar falando até o refeitório todo pensar que eu ia me casar e ter um filho. — Tudo bem. Eu vou dizer se você prometer que não vai surtar e gritar.
Jacob fez uma cara. — Ah, eu não sei.
— Ele promete! — Jane lançou-lhe um olhar. — Ou eu vou mutilá-lo fisicamente.
Ele acenou com a cabeça. — Eu prometo.
Exalei duramente. — Tudo bem. Não é nada de mais. Vamos estabelecer isso primeiro. Todo mundo entende? Bom. Tudo bem, então, Edward tem tipo, me pedido para sair...
— O quê? — Jacob gritou, e várias cabeças se viraram.
Meus ombros caíram. — Você prometeu.
— Sinto muito. — Ele atravessou seu coração. — Eu só... Uau. Estou animado.
— Eu posso ver isso. — Falei ironicamente.
As mãos de Jane foram cruzadas em frente do peito. — Ele está te pedindo para sair com ele, tipo, no plural?
Eu assenti. — Sim, mas eu disse não todas as vezes.
— Você disse que não? — Ele gritou, e eu disparei outro olhar e o bati no braço. Ele me deu um sorriso brilhante. — Desculpe. Desculpe. Não bata. Vadias são assustadoras quando batem.
Sentei e olhei para ele. — Sim. Eu disse que não.
— Por quê? — Ele exigiu.
— E ele continua pedindo? — Perguntou Jane ao mesmo tempo.
— Sim, ele continua pedindo, mas é como uma... piada interna. Ele não está falando sério.
Jane puxou seu cabelo como se quisesse enfatizar o que estava dizendo, ou algo assim. — Como você sabe que ele não está falando sério?
— Qual é. — Levantei minhas mãos. — Ele não estava falando sério.
— Por quê? — Jacob estava atordoado, aparentemente. — Você é uma menina inteligente e engraçada. Você não gosta de festa, mas você é sexy, e é daquelas que parece fazer isso valer a pena.
— Puxa, obrigada.
— O que eu estou tentando dizer é que, como você sabe que ele não está sendo sério?
Eu balancei a cabeça. — Ele não está.
— Volte para a questão importante. — disse Jane. — Por que você disse não?
— Por que eu iria dizer sim? — Será que um buraco poderia se abrir agora e me engolir? Por favor? — Nós mal nos conhecemos.
— Oh, que porra é essa? Vocês são como almas gêmeas agora. E qual você acha que é o propósito de ir a um encontro com alguém? — Jacob rolou os olhos. — É para conhecer melhor a pessoa. E você o conhece, então isso é uma desculpa esfarrapada.
Era uma desculpa esfarrapada, mas era a melhor que eu tinha. — Como é que você realmente, de verdade, conhece alguém?
Jane bateu as mãos no rosto e ela balançou a cabeça. — Ele não é um serial killer.
— Falando de assassinos em série, todos pensaram que Ted Bundy* era um homem realmente encantador, bonito. E olha como ele ficou. Psicopata.
* Um dos assassinos em séries mais conhecidos dos Estados Unidos, acusado de estuprar e matar suas vítimas. Era um homem aparentemente normal, bonito, com boas amizades, comunicativo, que conseguiu adquirir alguns fãs pelo modo muito seguro que defendeu a si mesmo em seus julgamentos.
Jacob olhou para mim, a mandíbula um pouco desequilibrada. — Ele não é Ted Bundy.
— Eu não entendo. — Jane sussurrou. — É como alguém dizer que a Terra é plana. Edward é como um dos solteiros mais cobiçados neste campus, provavelmente neste município e estado.
Eu não disse nada.
— Eu tenho certeza que estou atordoada, sem palavras. — Jane balançou a cabeça lentamente. — Estou absolutamente sem palavras. Alguém tire uma foto deste momento.
— Ha. — O sorriso de Jacob fez crescer minha ansiedade. — Lá está vindo Edward. Que coincidência.
Eu plantei o rosto na mesa e gemi quando Jane começou a rir. Sob a mesa, Jacob chutou minha perna e dois segundos depois, eu senti Edward, antes mesmo que ele falasse uma palavra.
Eu também peguei seu aroma fresco. Era estranho que eu o conhecia pelo seu cheiro? Isso soava estranho. Era estranho.
— Uh, o que você está fazendo, Bella?
Na minha cabeça, eu xinguei tanto quanto podia, porque eu sabia, ah eu sabia, que Jacob não iria ficar quieto. — Cochilando.
— Cochilando?
— Sim.
Edward puxou a parte de trás do meu casaco. — Por que eu acho que não é o que você está fazendo?
Dei de ombros estranhamente.
Ele se sentou ao meu lado, a mão na parte inferior das minhas costas, e minhas roupas devem ter ficado mais finas, porque eu poderia realmente sentir sua mão. — Você está doente?
— Ah, ele é tão preocupado! — Jacob exclamou. — Bella, você é uma vadia.
Edward endureceu e seu tom de voz era baixo, algo que eu nunca ouvi ele falar antes. — Como é?
Levantei minha cabeça, os olhos apertados para Jacob. — Eu não estou doente.
— Tudo bem. — Edward olhou ao redor, e Jane irrompeu em um ataque de risos. — O que está acontecendo?
Antes que ele respondesse, eu pulei de tema, — Você não deveria estar na sala de aula?
Ele franziu a testa. — Nos deixaram sair mais cedo. Não mude de assunto.
Eu abri minha boca, mas Jacob, o maldito, passou na minha frente. — Bella acaba de nos informar que você a estava convidando para sair e ela continua dizendo que não, e estávamos explicando a ela, que ela é louca.
— Bem, então. — O olhar duro escorregou de seu rosto, e eu queria deslizar por debaixo da mesa. — Eu gosto dessa conversa.
Ugh.
— Então é verdade? — Jacob perguntou, plantando os cotovelos sobre a mesa. — Você a estava convidando?
Edward lançou-me um olhar de lado. — Eu a tenho convidado, quase todos os dias, desde o fim de agosto.
Do outro lado de mim, Jane gritou como se ela fosse um brinquedo de pelúcia que foi espremido. — Desde agosto?
Ele acenou com a cabeça.
Jane voltou os olhos arregalados em mim. — E você não disse uma palavra?
— Eu estou meio que ofendido. — Edward comentou.
Eu lhe dei uma cotovelada na lateral. — Não, você não está. E não é assim.
— Mas nós somos seus amigos. — Jacob soou tão lamentável, que eu comecei a me sentir mal. Ele se virou para Edward. — Estamos totalmente a apoiando a sair com você.
Okay. Eu não me sentia mal por ele.
— Eu gosto dos seus amigos, Bella. — Edward sorriu para o meu olhar arqueado.
— Oh, achamos que ela deveria. — disse Jacob. — Ela deveria fazê-lo bem agora.
— Eu também lhe disse que você não é um serial killer. — Jane interrompeu.
Edward acenou com a cabeça. — Essa é uma recomendação brilhante. 'Ei, pelo menos ele não é um assassino em série'. Eu vou colocar isso no meu perfil do Facebook.
Eu sorri.
Jacob estava positivamente radiante. — E ela lhe comparou a Ted Bundy.
— Eu te odeio. — Murmurei, empurrando o meu cabelo do meu rosto. — Eu não o comparei a Ted Bundy. Eu apenas disse que você nunca realmente conhece uma pessoa. Todo o mundo pensava que Ted Bundy era um cara muito legal.
Edward olhou para mim, piscando diversão em seus olhos. — Uau. Isso está ficando cada vez melhor.
— Como disse? — Perguntei, lutando contra um sorriso.
Ele suspirou, voltando-se para os meus amigos. — Ela continua me negando. Isso quebra o meu pequeno coração.
Suspirei. — Ele não está falando sério.
— Ele parece sério. — Disse Jane, ela parecia estar analisando a cena como uma predadora encarando sua presa. Ela estava na equipe dele, caramba.
Edward fez o som mais triste que o homem conhece, e eu revirei os olhos. — E agora ela acha que eu sou o próximo Ted Bundy.
— Eu não acho que você é o próximo Ted Bundy.
— Além disso, ela tem a cor do cabelo errado para interesse de Ted Bundy. — disse Jane. Todos olharam para ela. — O quê? Ted Bundy gostava de meninas com cabelos castanhos repartidos ao meio. O cabelo de Bella é castanho avermelhado.
— Eu sou a única pessoa que acha perturbador você saber disso? — Jacob perguntou.
Os lábios de Jane franziram. — Eu vou ser uma grande psiquiatra. Eu sei esses tipos de coisas.
— Uh-huh. — Murmurei.
— De qualquer forma, isso não é sobre mim e meu vasto conhecimento de assassinos em série. Eu posso falar mais sobre isso com você mais tarde. Isso é sobre você, Bella. — Ela sorriu quando eu a olhei, — Este jovem cavalheiro, que não é um serial killer, está lhe pedindo para sair. Você é solteira. Você é jovem. Você deve dizer sim.
— Oh, meu Deus. — Esfreguei as mãos no rosto quente. — Não é hora de todos vocês irem para casa, ainda?
A risada profunda de Edward rastejou sob minha pele. — Sai comigo, Bella?
Atordoada, eu me virei para ele. Eu não podia acreditar que ele realmente me convidou para sair na frente deles, depois de tudo isso. — Não.
— Viram só? — Edward sorriu para os meus amigos. — Continua me dispensando.
Jacob balançou a cabeça. — Você é uma idiota, Bella.
— Tanto faz. — Resmunguei, pegando minha bolsa. — Eu estou indo para a aula.
— Nós amamos você. — Jacob disse, sorrindo.
— Uh-huh.
Jane riu. — Nós amamos. Nós apenas questionamos suas decisões.
Eu estava balançando a cabeça. — Tenham cuidado quando vocês dirigirem para casa.
— Nós sempre temos cuidado. — disse ela, pulando para cima e me dando um abraço rápido. — Lembre-se do que eu disse sobre a vinda para casa comigo. Se você mudar de ideia, me envia um sms antes das três.
— Tudo bem. — Eu a abracei e dei um pequeno aceno para Jacob. Claro, Edward já estava de pé, esperando por mim. Eu arqueei minha sobrancelha. — Me seguindo?
— Como um verdadeiro assassino em série. — Ele respondeu.
Eu me encolhi enquanto atravessamos o refeitório e nos dirigimos para fora. — Você sabe que não estávamos falando sério, certo? E eu sinto muito por dizer algo a eles sobre isso. Eles apenas começaram a me importunar sobre você e a próxima coisa que eu sei...
— Está tudo bem. — Ele me cortou, deixando cair o braço por cima dos meus ombros quando paramos pelo aglomerado de árvores entre os dois edifícios. — Eu não me importo.
Eu estava olhando para ele. — Você não se importa?
Ele balançou a cabeça, e eu fiquei um pouco surpresa. Que pessoa quer que alguém saiba que eles estavam pedindo alguém para sair e essa pessoa tinha estado repetidamente negando? Eu não gostaria que soubessem. E por que Edward ainda me convidava para sair? Não era como se eu fosse a única opção para ele. Com suas ondas rebeldes acobreadas, os luminosos e verdadeiros olhos verdes, o rosto e corpo de fazer inveja, Edward era completamente gostoso. Eu duvidava que houvesse uma única menina no campus que não achava isso. Ele era mais do que um cara digno de desmaio quente. Edward era encantador, agradável, doce e engraçado. Ele era o tipo de cara que você queria levar para casa e mostrar para todo mundo, – o tipo de cara que nunca fica solteiro por muito tempo e o que você se apaixona loucamente.
Edward tinha um monte de opções, então por que não explorá-las? Talvez ele estivesse explorando. Ao contrário do que Jacob e Jane pensavam, eu não estava ao seu redor 24 horas, sete dias por semana. Ele sai com a garota chamada Steph muitas vezes e eu sempre o vejo com outras garotas ao redor do campus. Pedir- me para sair tinha que ser algo que ele não levava a sério.
Não podia ser, não depois de quase dois meses disso.
Um nó desconfortável se formou no meu estômago. E se ele estava namorando outras meninas? Ligando-se a alguma delas? Quer dizer, totalmente era seu direito, e eu não me importava. Totalmente não importava.
— Uh-oh. — disse ele.
— O que?
Ele deixou cair o braço, mas pegou uma mecha do meu cabelo que estava soprando no meu rosto e colocou-a de volta. — Você está pensando.
Tentei ignorar como meu rosto formigava quando seus dedos roçavam. Talvez eu estivesse tendo uma doença nervosa. — Eu estou.
— Sobre? — Perguntou ele.
— Nada de importante. — Eu sorri enquanto afastei os pensamentos dele com outras garotas para longe. Eu não iria lá. — Você vai para casa este fim de semana?
— Eu vou. — Ele chegou mais perto, bloqueando o brilho do sol. Enquanto falava, ele estendeu a mão e pegou o meu cabelo, separando-o em duas tranças longas de cada lado do meu rosto. — Estou saindo amanhã de manhã, bem cedo. Eu não vou voltar até a noite de domingo. Portanto, sem ovos para você esta semana.
— Poxa. — Eu reprimi a decepção, muito verdadeira, que estava surgindo em mim. Ovos no domingo se tornaram uma certeza no fim de semana.
— Não chore muito sobre isso. — Um sorriso leve apareceu quando ele fez cócegas em meu rosto com as bordas do meu cabelo. — Você vai aceitar a oferta de Jane e ir para casa com ela?
Balancei a cabeça. — Eu só vou ficar aqui e ler algo.
— Nerd.
— Idiota.
O sorriso se espalhou quando ele derrubou meu cabelo sobre meus ombros. — Você sabe o quê?
— O quê?
Edward recuou, enfiando as mãos nos bolsos da calça jeans. — Você deveria sair comigo esta noite, já que estarei longe todo o fim de semana.
Eu ri. — Eu não vou sair com você.
— Então, apenas passe um tempo comigo.
Meu sorriso começou a escorregar. — Como é que isso é diferente de sair com você?
— Como eu estar pedindo para você passar um tempo comigo é diferente do que fazemos aos domingos?
Ah, ele tinha um bom ponto. Minha frequência cardíaca acelerou enquanto eu o observava. — O que você quer fazer?
Ele deu de ombros. — Pedir comida e assistir um filme.
Eu mudei de lado a lado, de repente, muito cuidadosa. — Isso soa como um encontro.
— Isso não é um encontro comigo, querida. — Ele riu. — Eu a levaria para fora, em público. Isso é apenas dois amigos assistindo um filme e comendo comida.
Pressionando meus lábios, eu desviei o olhar. De alguma forma, eu sabia que não era disso que se tratava, mas, novamente, o que diabos eu sabia sobre isso e ter caras como amigos? Eu não pensei duas vezes quando Jane ou Jacob passavam um tempo comigo. Por que eu deveria tratar Edward diferente?
Porque ele era muito diferente para mim.
Nada disso importava, porque eu queria ficar um tempo com ele. Edward era divertido. Então eu suspirei e disse: — Sim, com certeza. Vamos.
Edward arqueou uma sobrancelha. — Uau. Acalme-se antes de você ficar muito animada.
— Estou animada. — Eu o empurrei no ombro. — Quando você vem?
— Que tal às sete?
Na boca do estômago, um ninho de borboletas nasceu e começou a beber bebidas energéticas. — Tá bom para mim. Vejo você, então.
Fui para a calçada, e então ele me parou.
— Bella?
Eu me virei. — Sim?
Seus lábios formaram um sorriso torto. — Vejo você esta noite.
Meu estômago fracassou. Isso ia ser uma longa noite.
E o mistério continua. Por que será que primo da Bella quer tanto falar com ela? E quem será Alice Brandon? Palpites?
Respondendo os reviews:
MandaTaishoCullen: Que bom que gostou flor! Beijos.
SusaaCullen: Tudo bem flor? Sem problemas você ter ficada afastada por um tempinho, quando a vida chama a gente não pode ignorar. Mistérios e mais mistérios sobre o que acontece no passado dos dois, mas principalmente o de Bella. Beijos
Carol Prodanov: A Bella não acredita muito nas intenções do Edward sem contar que ele é meio galinha, por isso vai demorar um pouquinho até ela dizer sim. Fico feliz que esteja gostando flor. Beijos.
Nos vemos quarta-feira. Beijos e até lá.
