A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa, foi tirar minha roupa e deitar ao lado de Kitty, mas eu não me contentei e colei meu corpo por trás dela.

- Humm... – ela gemeu. – Estou muito atrasada? – ela perguntou com a voz sonolenta.

- Não meu anjo, durma. – sussurrei.

- O que faz em casa? – seus dedos escovavam o dorso da minha mão que estava espalmada em sua barriga.

- Cheguei cedo... durma. Eu estou aqui...

- Uhmmm... – ela assentiu preguiçosamente.

Acordei com meu celular despertando. Eram 7 horas e nós tínhamos que levantar e ir pro aeroporto.

Eu me levantei e deixei Kitty dormindo.

Sorri ao ver suas malas cor de rosa arrumadas no canto do quarto. Com certeza coisa de Alice.

Fiz um café, algumas torradas e comi, deixando os de Kitty dentro do forno pra quando ela acordasse.

Fui até meu quarto e tomei um banho. Fiz a minha barba mais uma vez e me vesti.

Coloquei um adidas preto, calça jeans escura e uma camisa azul claro.

Eu precisava, mas não queria, acordar Kitty ou íamos perder o vôo.

Fui até o seu quarto e quando abri a porta ouvi o barulho de água caindo, ela devia estar tomando banho.

Eu abri a porta e entrei, mas quase cai pra trás quando dei uns três passos a frente.

A porra da porta do banheiro estava aberta e eu tive a visão do seu corpo perfeito completamente molhado. Seus longos cabelos castanhos grudados em suas costas, quase chegando a sua cintura fina e delicada.

Eu tive um vislumbre da sua tatuagem. Parecia um tribal ou ramos de flores e tinha roxo nela. Era bem abaixo das covinhas das suas costas e tinha algo escrito, mas eu não consegui identificar porque no momento que ela percebeu estar sendo observada ela virou pra porta, ficando de frente pra mim.

- Me desculpe. – eu pedi me virando num impulso. – Me desculpe Kitty... não era minha intenção... eu vim... você estava... desculpe.

Eu ouvi sua risada e o chuveiro ser desligado.

- Está tudo bem Edward. – ela disse ao passar por mim segundos depois da minha crise de adolescente que foi pego no flagra vigiando a vizinha nua.

- Me desculpe. – pedi mais uma vez.

- Preciso me vestir. – ela sorriu e apontou a porta com a cabeça.

Eu assenti e sai do seu quarto me sentindo um completo idiota.

Você já a viu nua imbecil!

Tudo bem, já vi, mas nem esse pensamento me acalmou.

Eu interfone pra portaria e pedi que o porteiro chamasse um táxi pra mim.

- Já tomou café? – sua voz ecoou pela sala e eu me virei.

- Sim, deixei algumas coisas no forno pra você. – a avisei.

- Obrigada. – ela sorriu e seguiu pra cozinha.

Eu deixei que ela tomasse seu café e fui até o escritório.

Liguei pra Jenks e avisei a ele o que eu queria fazer com Phil. Ele me disse que seria fácil como beber água e aquilo me deixou animado pra caralho. Eu queria aquele filho da puta na merda.

Jenks me deu seu preço e eu o avisei que na segunda eu depositaria a metade, assim claro, que ele me dissesse que tinha iniciado meu plano.

Eu gostava dele... era um cara discreto.

Quando voltei pra sala Kitty terminava de colocar sua malas ao lado da minha bolsa.

- Não me culpe. – ela ergueu as mãos. – Foi Alice. – ela apontou para as três malas rosas na sala.

- Eu imaginava. – eu ri.

- Vamos? Eu estou pronta. – ela disse.

- Eu tenho uma coisa pra te dar. – peguei minha carteira tirando o cartão dela de lá. – É seu, está no meu nome, mas a conta é sua. É cartão de crédito também, quero que você fique a vontade pra usá-lo e já depositei o dinheiro que combinamos do seu primeiro mês.

Ela mordeu os lábios e hesitou em pegar o cartão.

- Pegue! – falei. – Foi o que combinamos, certo?

- Certo. – ela pegou o cartão. – Só vou pegar porque preciso pagar umas coisas Edward, senão eu não aceitaria.

- Boa menina. – brinquei e ela revirou os olhos.

O porteiro interfonou dizendo que o taxi havia chegado e eu pedi que ele subisse pra nos ajudar com as malas de Kitty.

Seguimos pro aeroporto e meu pai já estava lá.

- Pai! – o chamei.

Ele me olhou e sorriu.

- Pai essa Kitty. Kitty esse é meu pai, Carlisle. – ele se cumprimentaram com um aperto de mãos.

- Oh... é finalmente bom ver você Kitty. – meu pai sorriu pra ela. – Edward estava começando a me preocupar.

- Por quê? – ela também sorriu.

- Ela fala muito em você e eu nunca a conhecia. – ela riu. – Estava com medo de você ser fruto da imaginação dele. – ele sussurrou, mas eu ainda ouvi.

- Pai! – o repreendi.

Nós fizemos o check-in e embarcamos.

Esses vôos curtos em aviões pequenos não têm 1ª classe, então fomos de econômica. Não que eu me incomodasse, só levaríamos 3 horas pra chegar a Miami.

Não me lembro de ter dormido, mas acordei com Kitty me chamando e sua mão alisando meu peito.

- Edward... – ela sussurrou. – Vamos pousar.

- Umhum... – resmunguei.

- Vamos acorde. Eu sei que você consegue. – ela riu.

Quando eu abri meus olhos eu percebi que minha cabeça estava deitada em seu ombro.

- Chegamos? – perguntei confuso.

- Ainda não, só faltam alguns minutos. – ela fechou o livro que lia.

- O que você está lendo? – perguntei curioso.

- Orgulho e Preconceito. – ela me amostrou a capa.

Eu revirei os olhos.

- O quê? – perguntou confusa. – É um bom livro. – se defendeu.

- Não me diga que você é uma daquelas obcecadas pelo Mr. Darcy? – perguntei divertido.

- Fique você sabendo que Mr. Darcy é o sonho de consumo de qualquer mulher romântica. – ela defendeu.

- Então quer dizer que você é romântica? – levantei uma de minhas sobrancelhas.

- Já fui, hoje não sou mais. – ela disse séria.

Anunciaram que pousaríamos e eu achei melhor encerrar o assunto.

Eu queria saber quando chegaria o dia que nossa conversa não entraria em um assunto proibido...

Quando chegamos ao aeroporto em Miami Jasper nos esperava pra nos levar pra casa.

Depois de uns 15 minutos estávamos chegando a casa dos meus pais em uma área reservada de Miami.

Aquela casa, na minha opinião, foi um dos projetos mais perfeitos que minha mãe fez.

É lógico que tudo que ela projetava ou decorava ficava lindo, mas a casa de praia era especial pra mim.

Eu adorava aquela piscina, o deck e a forma como era simplesmente descer uma escada e já estar na praia, a maresia, a umidade do ar e o mais perfeito era o meu quarto ser o único cômodo do 2º andar.

Me lembro como se fosse hoje quando Esme construiu essa casa. Nenhum dos meus irmãos queria ficar no "sótão" e hoje em dia eles me oferecem até dinheiro pra trocar de quarto comigo.

Chegamos em casa bem na hora do almoço.

Quando Jasper parou o carro na garagem meu pai foi o primeiro a sair, disse que estava morrendo de saudades de Esme.

- Precisam de ajuda aí? – Jasper perguntou enquanto tirávamos as malas do carro.

- Leva essas duas pra mim Jazz. – apontei duas malas pequenas da Kitty.

- Vejo vocês lá dentro. – ele disse se afastando do carro.

- Edward... – Kitty me chamou apreensiva.

- Kitty, é só minha mãe. – eu sorri. – O resto você conhece.

- Eu sei... – ela mordeu os lábios e fitou os pés. – Eu...

- Fala. – a incentivei.

- Deixa pra lá. – ela deu de ombros.

- Vamos, eu estou com fome. – falei pegando as malas de novo e me virando.

Quando estava uns 4 passos longe dela eu ouvi sua voz falar.

- Bella! – ela quase gritou.

Eu me virei e a fitei. Ela chorava.

- O que houve? – eu já estava a sua frente e soltei as malas no chão. – O que foi anjo?

- Bella... – ela soluçou. – Meu nome é Bella.

Eu a abracei.

Eu sabia que o nome dela não era Bella, ninguém se chama Bella.

Eu sabia que era outro apelido, mas devia ser o apelido do próprio nome dela e ela me confiou isso. Eu não poderia estar mais grato por ela confiar em mim.

- Está tudo bem Kitty. – eu acariciei seus cabelos. – Obrigado por confiar em mim.

- Não me chame mais de Kitty Edward, eu odeio ser a Kitty. – eu alisava suas costas tentando acalmá-la. – Eu não quero que sua família me chame de Kitty e desconfie que eu tenho um nome de trabalho. Rosalie desconfia, eu sei que desconfia.

- Ignore Rosalie Bella, eu mesmo ignoro. – ela riu.

- Obrigada por ser paciente comigo, eu não mereço que você seja tão bom pra mim. – ela me encarou.

- Pare com isso, ok? – ela assentiu e mordeu os lábios. Eu pousei minhas mãos em suas bochechas e sequei suas lágrimas. – Vamos entrar, Esme está doida pra te conhecer e eu estou faminto.

Eu fiz menção de andar, mas sua voz me parou de novo.

- Eles sabem sobre mim? – ela perguntou tensa.

- Jasper, Emmett e meu pai sabem. – eu disse. Achei melhor falar a verdade.

- E eles me odeiam por isso? – ela perguntou envergonhada.

- Jamais Bella. – coloquei sua franja atrás da orelha. – Minha família me acolheu. – ela me olhou confusa. – Eu sou adotado Bella e quando Esme me adotou eu achava que estava perdido, mas ela me mostrou que não.

- É por isso que me ajuda? – mordeu os lábios.

- Sim e não. – sorri pra ela e ela retribuiu.

- Porque do não? – ela quis saber.

- Porque eu apenas gosto de você... como Bella. – ela abriu um sorriso enorme.

- Eu gosto da forma que meu nome sai dos seus lábios. – ela sussurrou.

- Vamos, Bella... Estão todos esperando por nós. – peguei de novo as malas.

Eu queria poder segurar a mão dela. Entrelaçar meus dedos nos seus, mas aquelas benditas malas me impediam.

Assim que entramos pela porta de vidro eu deixei as malas por ali.

- É o tio Edddd! – eu ouvi Alicia gritar e 2 segundos depois ela entrar correndo na sala.

- Oi princesa. – a recebi no meu colo quando ela pulou.

- Oi tio. – ela sorriu.

- Quem nós somos hoje? – perguntei.

- Eu sou a branca de neve... – ela disse. – E você pode ser o zangado!

Bella riu.

- Eu prefiro ser o feliz florzinha. – beijei seus cabelos cacheados e encarei Bella que me olhava timidamente.

- Oi Hello Kitty! – Alicia se virou pra Bella.

- Olá Alicia. – Bella a respondeu.

- O nome dela é Bella. – eu sussurrei no ouvido de Alicia.

Ela fez um "o" com sua pequena boca.

- Como a Bela adormecida? – ela perguntou a Bella.

- Isso. – Bella assentiu. – Como a Bela adormecida.

- O que houve com a Hello Kitty? – Alicia fez um bico.

- Nada, mas ela não tinha boca e assim fica difícil de falar. – eu entendi a mensagem da frase de Bella, mas Alicia não.

- Isso é verdade. – Alicia deu uma risadinha gostosa. – Vovó estava esperando por você. – ela disse. – Eu preciso almoçar ou mamãe não me deixar ir pra piscina. – ela fez um bico.

- Então vamos! – eu disse passando Alicia pro outro lado do meu colo e estendi a mão pra Bella. - Vamos?

Ela segurou minha mão e sorriu. E como eu queria, entrelaçou seus dedos nos meus.

- Olha quem eu achei! – Alicia gritou quando entramos na enorme sala de jantar chamando a atenção de todos. – O TIO ED!

Estavam todos a mesa – incluindo Victoria -, mas ainda não comiam.

- Só faltava vocês! – minha mãe se levantou e veio até nós. – Olá querido. – ela me abraçou.

- Oi mãe. – retribui o abraço ao mesmo tempo em que beijei seus cabelos.

Esme batia em baixo do meu queixo, assim como Bella.

- Você deve ser a Kitty. – ela perguntou a Bella assim que me soltou.

- Bella mãe. – corrigi. – O nome dela é Bella.

Eu olhei pra mesa e Jasper sorriu pra mim.

- Prazer Sra. Cullen, Edward fala muito de vocês. – Bella disse nervosa.

Eu passei o braço por suas costas tentando acalmá-la.

Rose fez um gesto pra que Alicia fosse até ela e ela pulou do meu colo resmungando.

- Ah, por favor. – minha mãe a abraçou. – Me chame de Esme.

- Desculpe. – ela sorriu.

- Não precisa se desculpar querida é só não esquecer da próxima vez. – minha mãe piscou o olho pra ela. – Já conhece a todos?

- Sim, conheço. – Bella respondeu.

- Conhece Victoria? – minha mãe perguntou e Bella negou timidamente com a cabeça. – Venha vou apresentá-la.

Elas se afastaram e de longe vi Bella sorrir pra Victoria e apertar sua mão.

Minha mãe colocou Bella sentada entre ela e Alice e eu sentei entre Victoria e Rosalie.

Tive que revirar os olhos.

Logo minha mãe mandou que Guadalupe servisse o almoço.

Durante toda a refeição eu fiquei aliviado. Bella estava se sentindo a vontade por estar ao lado de Alice e as duas conversavam animadas com a minha mãe.

Minha chateação por não sentar ao lado dela até passou quando vi que ela sorria enquanto comia.

Victoria puxou uma conversa sobre o hospital que eu não prestei muita atenção. Eu não estava a fim de falar de trabalho quando eu tinha 3 dias de descanso.

Mas eu fingi que dei atenção a ela.

Na hora da sobremesa Alicia veio e se sentou em uma das minhas pernas.

Me contou como andava o colégio. Disse que tinha um namorado e que ele se chamava Rick.

4 anos. A menina tem 4 anos e já tem namorado.

Não vou mentir, eu amo crianças, mas às vezes elas me assustam.

Alicia às vezes falava coisas que me deixavam de boca aberta. Tipo "como ela sabe sobre isso?"

- Então Bella? – a voz irritante de Rosalie sobressaiu a de todo mundo, fazendo todos olharem pra ela. – Você trabalha em quê?

Bella me olhou nervosa sem saber o que falar.

- Rosalie! – a repreendi, foi quase um sussurro.

Eu fazia ideia que Rose devia saber sobre o passado de Bella, até porque Emmett tem uma língua que não cabe na boca e conta tudo pra ela.

Mas ela não precisava constranger Bella, nem humilhá-la na frente dos outros.

- Eu não estou trabalhando no momento Rose. – sua voz saiu firme.

- O que você faz então querida? – Rosalie insistiu. - Estuda?

Bella me olhou mais uma vez.

- Não. – eu respondi por ela. – Mas ela vai estudar. Ela quer ser professora.

- Isso é maravilhoso querida! – minha mãe segurou a mão de Bella por cima da mesa. – Eu sabia que você era novinha, tem cara de menina, não é Carlisle? – meu pai assentiu. – Quantos anos você tem querida?

- 20. – ela disse. Ainda estava nervosa. De novo ela tinha a feição de um bicho encurralado.

- Tão novinha! – minha mãe sorria pra Bella e ela tentava retribuir.

Todos começaram conversar aleatoriamente e mais uma vez a voz de Rosalie se sobressaiu.

- Como você e Edward se conheceram Bella? – a inconveniente perguntou.

- Aw isso eu quero ouvir. – minha mãe se virou na cadeira e olhou pra Bella.

Eu me levantei saindo do meu lugar e dando a volta na mesa.

- Outra hora pessoal. – eu disse puxando a cadeira de Bella. – Vamos descansar um pouco, o plantão foi puxado.

- Claro querido, vão sim. – minha mãe disse.

- Se importa de ficar sem sobremesa? – perguntei a Bella, sussurrando pra que só ela ouvisse.

- Não. – ela também sussurrou. – Só me tira daqui.

Nos despedimos de todos e saímos.

Antes de deixar a sala eu me inclinei sobre a cadeira de Emmett que estava na ponta da mesa.

- Controle sua esposa Emmett ou qualquer dia ela morrerá com o próprio veneno. – antes que ele pensasse em me responder, eu já estava saindo dali com Bella, a guiando pro meu quarto com a mão nas suas costas.

Subimos a escada estreita que nos levava a uma única porta. A porta do meu quarto.

Os empregados da casa já tinham colocado nossas malas por ali.

Bella se afastou de mim e parou em frente a grande janela de vidro que dava pro mar.

- Quer tomar um banho? – ela negou.

Ela estava parada em frente à janela olhando o mar. Seus braços estavam cruzados na frente do peito e uma vez ou outra ela levava a mão ao rosto.

Ela estava chorando.

Nunca odiei tanto a Rosalie.

Ela podia dizer o que fosse pra mim. Podia me irritar de todas as formas possíveis, mas não atingir Bella.

Ela fez de propósito, na frente de todos. Com a clara intenção de constranger Bella. Até Alice que não sabe o passado de Bella percebeu a agressividade de Rosalie.

Eu tinha que avisar a Bella pra se manter longe daquela cobra.

E assim que eu a visse sozinha... eu teria uma conversa com Rose.

- Bella? – a chamei. Ela não me respondeu.

Eu andei até ela e parei a sua frente.

- Não dê ouvidos a Rose Bella. Ela é assim... comigo, com Alice... com todo mundo. – eu disse. – Ela é amarga...

- Eu não devia ter vindo Edward. – ela passou a mão no rosto. – Eu não pertenço a esse lugar, eu não me encaixo aqui. – fungou. – Devia ter me deixado em NY.

- Bella... você está aqui porque eu te pedi pra vir. – expliquei. – De forma alguma eu viria e te deixaria sozinha em NY.

- Eles vão me odiar Edward, eu sei que vão. – ela finalmente me olhou. – Eu não sei por que você aceitou o que eu faço, mas a maioria não aceita.

- O que você fazia... – a corrigi. – Você não será mais a Kitty, lembra?

Ela assentiu.

- Nunca mais. – afirmei. - Está cansada?

- Um pouco. – ela respondeu secando o rosto. Eu a ajudei passando meu polegar pelas suas bochechas.

- Vamos deitar então. – eu a puxei pra minha cama.

Eu tirei minhas roupas, ficando só de boxer e ajudei ela a tirar as suas, deixando ela de camiseta e calcinha.

Eu deitei e a abracei, como sempre dormíamos.

- Eu não vou mais sair do seu lado se isso te faz se sentir melhor. – eu disse. – Você não ficará sozinha enquanto estivermos aqui, ok?

- Obrigada. – ela sussurrou.

Não demorou muito e apagamos.

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