Disclaimer: Naruto pertence ao Kishimoto-sensei.
N/a: Novamente, POV é a abreviatura para 'Point of view', que traduzindo significa 'Ponto de vista' :D
Capítulo XI
-
-
Sasuke POV
Dava pra ver claramente, ainda que eu estivesse concentrado – Ou um pouco concentrado – em dirigir, que Sakura ainda estava ligeiramente indignada com isso.
- Quantas vezes vou dizer que você não precisa me trazer, Sasuke-kun? – Seus braços estavam cruzados abaixo dos seios, e seus olhos fixos no caminho à frente continuavam contrariados. – Eu me sinto uma adolescente sem carteira de motorista.
- Agradeça por vir comigo ao invés de pegar um metrô lotado e ter um velho tarado pegando "sem querer" no seu peito.
- Você está com ciúme de um velho tarado? – Sakura conseguiu reprimir a risada, mas seu sorriso hilário me dizia que seria por pouco tempo, mesmo que ela estivesse ocupada em tirar o cinto assim que parei o carro na frente do hospital. Eu pelo menos não via graça nenhuma se eu sabia que isso era uma possibilidade bem grande de acontecer, mas eu estava mais a fim de tirar esse sorriso convencido do rosto dela do que falar da minha total indiferença de um velho tarado querendo agarrá-la.
Então ergui uma sobrancelha mais convencida ainda, olhando-a.
- Sakura. Não é ele quem de fato peg-
- Certo, certo, eu já entendi! – Ela me cortou, com a mão já na maçaneta para que fugisse logo do carro e eu não visse o quanto suas bochechas estavam coradas. Exceto que eu tinha visto, e isso sempre me divertia a tal ponto que um dos cantos da minha boca sempre se elevava. Ela tinha que aprender que tentar me sacanear nunca seria a melhor sacada, e eu nunca a deixaria fugir tão fácil depois.
Assim como não a deixei fugir agora. Segurei-a pelo pulso, fazendo-a me encarar com seus olhos ainda revoltados, e isso apenas me incentivou a inclinar a cabeça para beijá-la nos lábios. É sério, Sakura não fazia idéia do quão irresistível ficava com essa expressão irritada. De fato, havia muita coisa que ela precisava aprender ainda. Talvez não precisasse aprender nada sobre me fazer perder o controle quando eu a beijava, o que me levava a pensar que eu precisava aprender alguns detalhes também. Mas eu não me importava com isso quando eu estava mais ocupado em explorar essa boca de maneira ávida. E era tudo culpa dela, que ficasse bem claro. E da conversa sobre o velho tarado pegando nos seios dela.
Céus, isso me lembrava que eu poderia arrancar as roupas dela aqui mesmo.
Não, nós estávamos no carro na frente do hospital. Mantenha o maldito controle, Sasuke.
Afastei nossos lábios, e me acalmei mais assim que passei a sentir a mão de Sakura em minha nuca. Sorri maroto.
- E ele não pode fazer isso. – Falei.
- Tem razão. – Ela sorriu também, dando de ombros, e apenas agora me dei conta da minha mão que continuava no rosto dela. – E eu não dormiria com um velho tarado só para conseguir uma carona.
Uma batida no vidro da porta de Sakura nos sobressaltou, e eu já estava pronto para subir nessa calçada com o carro e passar por cima do Naruto até que suas tripas estivessem visíveis no asfalto, mas quando avistei uma mulher loira, em que se podia mais avistar os seus enormes seios, quase me senti aliviado por não ter sido o Dobe como sempre. Sakura, no entanto, estava bastante assustada, e havia até retirado a mão da minha nuca. Droga.
- Ela vai me matar? – Perguntei à Sakura, recebendo um suspiro resignado dela.
- Pior que não. – Ah, claro. – É a minha mãe.
Eu ainda preferia a mãe dela ao Dobe. E qual diabos era o nome dessa mulher? A única coisa que eu lembrava era o Naruto ter comentado comigo do pavio-curto dela e então ele voltou a falar do maldito ramen. Tanto faz. Eu não estava interessado em conhecer a família de Sakura, por mais que ela tivesse sido forçada a conhecer a minha. E, aliás, ter gostado bastante disso.
Sakura abaixou o vidro – O medo era tão grande que ela não teve coragem de sair do carro e preferiu ver se receberia logo um soco através da janela? Suas sobrancelhas estavam um pouco franzidas, indignadas.
- Merda, você não está bêbada. – Sakura falou.
- E pela primeira vez você gostaria que eu estivesse, hein. – A loira estava de braços cruzados.
- Você não tem idéia. – Sakura suspirou. – O que está fazendo aqui fora? Me esperando?
- Ino disse que provavelmente você estaria vindo com o homem que está transando.
E ela deu de ombros, como se essa coisa mais normal do mundo que acabasse de dizer não tivesse feito Sakura corar violentamente e me fazer erguer uma sobrancelha diante do descaso da própria filha estar transando com alguém por aí. Ela realmente não estava bêbada? Mas tudo bem, se a mãe não se importava com isso, quem era eu para falar alguma coisa?
- Resolvi vir conhecê-lo e agradecer por estar tirando você da seca, Sakura. Aquilo ia se tornar um problema cedo ou tarde. – Ela olhou de forma significativa para Sakura, depois pousou os olhos castanhos em mim. – Escute, não quero saber o que faz da vida, nem quais as suas intenções com Sakura, só espero que você continue tirando-a desse hospital, pelo amor de Deus, e até que esse dia chegue pode dormir tranqüilo.
- Você está me ameaçando se um dia eu parar de dormir com a sua filha? – Ergui uma sobrancelha novamente. Ela estava bêbada com certeza.
- É, algum problema?
- Até esse dia chegar, nenhum. – Falei, e não consegui esconder o sorriso maroto, mas encarei a rua à frente. Naruto me disse que a mãe de Sakura tinha pavio-curto, mas esqueceu de dizer seu senso de humor, que até eu estava invejando agora. Se ela conhecesse a minha mãe eu e Sakura teríamos um sério problema.
Mas Sakura parecia estar tendo um problema desde agora. Um derrame, quase.
- Ah, meu Deus, qual é o problema de vocês dois em falarem disso assim?! – Ela estava vermelha e irritada. Primeiro se dirigiu à sua mãe. – Você só pode estar bêbada! – Depois me olhou, muito irritada. – E você, pode esperar por um nariz quebrado na próxima vez!
Sakura saiu do carro antes de ver que meu sorriso maroto não sumiu, e antes que pudesse dar oportunidade à sua mãe de falarmos mais sobre a minha vida sexual com a sua filha, ela já estava arrastando-a para o hospital. Tudo bem, se a própria mãe de Sakura queria que eu continuasse transando com a filha dela, era mais que a minha obrigação atender a esse pedido tão absurdo.
.:OoO:.
.:OoO:.
.:OoO:.
Sakura POV
Tsunade-shishou queria que eu voltasse cedo do meu almoço com Ino, graças a uma cirurgia que adiaram e que por acaso eu estava dentro. Tudo bem, eu estava acostumada com essa rotina. Na verdade, tão acostumada que era difícil desligar meu cérebro daquele hospital. Ah, é, tenho que comprar uns instrumentos pra lá também. E fios de sutura. E luvas. E eu teria plantão daqui a dois dias, então era melhor eu ver "Inimigos públicos" e todos os seriados possíveis ainda hoje.
- Sakura, de verdade-
Quanto estava o orçamento do hospital mesmo? Tinha tanta coisa pra comprar-
Desconcentrei-me dos meus pensamentos quando notei a maneira abrupta com que Ino parou na minha frente e me olhou, bastante cética. E crente que até agora eu ouvia tudo o que ela dizia.
- Sakura, pelo amor de Deus, vocês têm vinte e dois anos, e estão juntos há mais de dois meses e você acha que estão só ficando?
Ah, ótimo, ela estava falando do Sasuke-kun. Ainda bem que eu não prestei atenção desde o início nessa besteira.
- Eu não acho. Tenho certeza, Ino. – Falei em tom óbvio.
Será que desde que saímos do restaurante esse era o assunto? A minha ausência de romance nessa relação completamente física com o Sasuke-kun? Seria possível falar apenas nisso até agora? Certo, Ino parecia bem capaz dessa façanha. E não estava muito feliz com a minha resposta indiferente.
- Você só pode estar perdendo os parafusos com tantos plantões. – Ela falou, rolando os olhos, mas voltando a andar. Meus parafusos estavam perfeitamente bem, assim como o sexo com o Sasuke-kun e o nosso compromisso de não termos compromisso nessa relação que nos metemos. Era o que eu já ia falar se Ino não tivesse me cortado, erguendo as mãos na frente do corpo, resignada. – Mas tudo bem, a vida é sua, o problema é seu. Se quer continuar fingindo que isso é apenas um romance de adolescente, eu que não vou atrapalhar os pombinhos.
Rolei os olhos.
- Você faz muito caso de pouca coisa, sua Porca.
- Não me venha com os xingamentos agora também, sua Testuda. – Ino falou, meio revoltada, mas a minha risada não demorou a contagiá-la e fazê-la rir também em seguida.
Eu não precisava de mais nada além disso para me fazer sentir bem. Muito menos um romance agora.
Muito menos um romance qualquer dia.
.:OoO:.
.:OoO:.
.:OoO:.
Sakura POV
Não sei quantas vezes já falei ao Sasuke-kun para não aparecer aqui no hospital porque nunca nada de bom poderia sair disso, ainda mais se Tsunade-shishou visse o que estava acontecendo agora, mas quando ele me convencia que com certeza algo de bom sairia da sua vinda até onde eu trabalho, nós sempre parávamos em um quartinho dos fundos do hospital e eu sempre caía na sua lábia antes mesmo de perceber que minha blusa já estava no chão. Como agora. Exceto que agora a camisa dele também estava no chão, então talvez eu não estivesse achando tão ruim ter caído na lábia dele.
É, certo, por acaso teve alguma vez que eu achei ruim ser atacada pelos beijos ardentes dele e suas mãos e corpo que haviam me feito encostar contra a parede agora mesmo? Claro que não. E os suspiros que eram tão difíceis de conter me entregavam completamente, o que sempre fazia um sorriso maroto surgir no rosto do Sasuke-kun e então ele passava a beijar meu pescoço que sempre se arrepiava e logo minhas mãos já estavam deslizando pelo tórax desnudo e tão perfeito dele. Nada do que acontecia ao redor poderia me distrair do corpo do Sasuke-kun colado ao meu, dos seus lábios descendo do meu pescoço para o vale em meus seios, e da sua mão que deslizava pela minha costa para tirar meu sutiã.
Eu estava surda. E dopada. Tudo o que eu sentia eram os arrepios em minha espinha, a minha pulsação em meus ouvidos, e a minha respiração quente misturada com a do Sasuke-kun quando ele ergueu o rosto para me beijar nos lábios de maneira avassaladora. Ah, meu Deus, eu tinha que parar de proibi-lo de vir ao hospital quando eu estava trabalhando!
- ...guém aí?
O que? Uma voz? Tudo bem, era um homem, mas não era a voz sexy e profunda do Sasuke-kun.
Minha imaginação.
- Hinata?
Kiba?
Abri os olhos, confusa, quase esquecendo os lábios do Sasuke-kun em meu pescoço.
- Ei, Hinata, estavam chamando v-
Ah, não, era ele. E por que ele parou de falar subitamente?
Merda, só podia ser uma coisa.
- Ah, meu Deus. – Murmurei, alarmada, afastando os braços do pescoço do Sasuke-kun rapidamente e entreabrindo a porta do quartinho apenas para olhar pela fresta o desastre que eu imaginava estar acontecendo. Ignorei completamente o olhar confuso do Sasuke-kun, mas ele ainda segurava minha cintura ao espiar acima da minha cabeça pela fresta a cena.
- O que diabos-?
- O Kiba descobriu sobre eles. – Falei, assustada ao reconhecer Naruto e Hinata alguns metros longe de Kiba. Eles já estavam discutindo.
- E isso se tornou mais interessante agora? – Olhei o Sasuke-kun de esguelha, vendo sua sobrancelha arqueada e coloquei a mão em sua boca para silenciá-lo. As vozes no corredor estavam mais altas, e bem mais impacientes. Ah, meu Deus, isso era um desastre!
- Seu canalha, quando você-?! Quando você começou a ter mal gosto assim, Hinata?!
- K-Kiba-kun, não precisa-
- Eu deveria quebrar a sua cara agora! – Kiba encarava Naruto com uma fúria que eu jamais havia visto, e ignorava a Hinata como se essa fosse apenas mais uma daquelas brigas no corredor que eu os atrapalhava. Mas dessa vez eu não poderia atrapalhar porque o caos já havia se instalado e nada que eu fizesse apagaria a mágoa nos olhos do Kiba, nem a tristeza da Hinata.
Merda...
- Porque é o seu sonho conseguir fazer isso um dia, não é, Kiba?!
Senti a palma da minha mão formigando com arrepios que chegaram à minha nuca e percebi que o Sasuke-kun não se deu conta – Certo, não dava a mínima – para a briga no corredor e estava beijando a minha palma, enquanto sua mão me puxava mais para ele, e seus lábios passavam a atacar meu pescoço. Droga. Era difícil me concentrar na briga com isso! No entanto, pela pequena fresta ainda pude ver Naruto quase partir pra cima do Kiba se Hinata não tivesse segurado seu braço, e isso me chamou a atenção novamente para o corredor.
- Naruto-kun, acho melhor você ir.
- Depois de tanto tempo que você descobre e ainda quer fazer confusão por isso, Kiba? – Naruto estava bem irritado, mas tentava manter o controle. – Apenas aceite que a Hinata não escolheu você, seu idiota.
- Cala essa boca. Eu não acredito que ela escolheu você pela sua incrível inteligência. O que você fez?
- E-Ele não fez na-
- Só aconteceu de ser eu quem ela queria.
Vi o punho de Kiba cerrar. Ah, merda... O Naruto estava passando dos limites. Por que ele estava provocando o Kiba desse jeito?! Por que ele estava sendo um canalha assim, droga?!
A porta foi fechada antes que eu visse o resto da discussão ou carnificina, e fui encostada contra a parede em um movimento tão rápido que não sei se me assustei com isso ou por eu estar sendo atacada pelos lábios e pela língua tão eficiente do Sasuke-kun explorando minha boca. Ah, meu Deus! Fechei os olhos, sem conseguir evitar o gemido que escapou de meus lábios quando a mão dele se instalou em minha coxa e a outra se ocupou em brincar com um dos meus seios ainda protegido pelo sutiã – Que graças a Deus ele não retirou ou então eu teria um sério problema em afastá-lo de mim.
O que me lembrava que eu deveria estar afastando-o agora para evitar a briga no corredor e não estar adorando todo esse calor que me incendiava. Maldito fosse por ser tão gostoso! Droga!
Mas reuni toda a minha força de vontade para não continuar aproveitando a dança das nossas línguas, e coloquei as duas mãos no peito dele, afastando-o.
- Você não consegue esperar um minuto, Sasuke-kun? – Reclamei, com o cenho franzido e as bochechas ardendo. Droga. O conflito do século estava acontecendo depois dessa porta, concentre-se nisso!
- Está me sacaneando? – Ele ergueu uma sobrancelha.
- Não. – Estreitei os olhos, revoltada. – Mas se continuar atrapalhando vou pensar nisso.
- Eles vão se matar, nada que você já não saiba. – Foi a vez dele de franzir o cenho, e quase digo "Nós vamos transar, nada que você não saiba também!", mas me calei. Ele usaria minhas palavras contra mim e eu quebraria o seu nariz quando ele falasse dos orgasmos múltiplos com aquele sorriso cínico na cara.
- Sério, Hinata? – A voz frustrada do Kiba me chamou a atenção e entreabri a porta novamente, espiando em silêncio, sentindo o suspiro revoltado do Sasuke-kun em meu pescoço. Percebi que agora estavam apenas o Kiba e a Hinata, ainda naquela distância.
- Bem feito, seu convencido. – Virei o rosto para o Sasuke-kun, agora eu me sentindo convencida. – Não vai ter morte. O Naruto foi embora.
- Ótimo. – E seus lábios encontraram meu pescoço novamente, mas tentei me concentrar na conversa e não nas chamas que subiam pelo meu corpo e que tentavam me convencer mais ainda a ignorar o resto do mundo e arrancar essa calça jeans do Sasuke-kun. Mas, droga, eu não podia acreditar que isso estava acontecendo. Tudo bem, eu sabia que algum dia o Kiba iria descobrir sobre a Hinata e o Naruto, mas...! Tinha que ser agora exatamente?!
- Eu sinto muito... Eu não fazia idéia, Kiba-kun... – Hinata ora encarava o Kiba, ora o chão, triste, e eu podia sentir seus neurônios fumaçando para encontrar uma saída para esse problema. Para não deixar o Kiba magoado desse jeito. Mas ela bem que poderia ter suposto que ele era louco por ela. Qualquer um no hospital diria. Qualquer um na cidade diria.
- Merda. Todas aquelas brigas foram pra nada. – Kiba murmurou, ainda meio revoltado.
- C-Como assim?
Não, Kiba, não piore ainda mais as coisas.
- Não importa. A única coisa que interessa é que eu não acredito que você escolheu aquele perdedor. Como você...? – Mas sua voz ficou presa e deu para sentir a resignação no ar ao seu redor. Merda... Eu odiava isso... Odiava ver as pessoas sofrendo desse jeito. Sofrendo por esse motivo tão ridículo, tão idiota...!
Senti algo em meu peito comprimindo.
Porque era o mesmo sentimento que me causou tantas feridas. Eu não gostava dele. Eu o odiava. E odiava mais ainda ver os outros sofrendo por ele. E era o meu amigo que estava nessa enrascada.
Kiba suspirou, dando de ombros.
- Não me olhe assim, Hinata. – Ele encarou os olhos dela tão cheios de mágoa, de alguém que não sabia o que fazer para ajudá-lo. – Não é o fim do mundo, está bem? Eu estou saindo mesmo com a Ayame, e ela é incrível.
Ele virou de costas antes mesmo de ver Hinata se adiantar um passo e parar, sabendo que nada do que dissesse o ajudaria. Ele havia acabado de perder a batalha de tantos meses – Tudo bem, ele havia perdido fazia meses, mas só agora descobriu. O que foi pior ainda. Ah, merda. Eu queria espancá-los. Todos, até mesmo a Hinata por ter escolhido um deles pra começar. Que merda.
- Ah, sim. – Kiba voltou a falar, olhando-a de esguelha. – Estavam chamando você no segundo andar.
Ele se distanciou pelo mesmo caminho que veio, sem provavelmente ter escutado a Hinata murmurar seu nome, triste, e continuar parada, apenas observando as costas dele sumindo no corredor. Que ótimo. Simplesmente ótimo.
Fechei a porta, suspirando e mordendo o lábio inferior ao me encostar na parede.
- Merda. Eu avisei esse idiota. – Murmurei para mim mesma, mas o Sasuke-kun parecia me escutar e não havia largado a minha cintura. Encontrei seus olhos, decidida. – Tudo bem, você liga pro Naruto e eu vou consolar esse teimoso do Kiba.
Peguei minha blusa no chão aos meus pés, mas antes de poder colocá-la o Sasuke-kun segurou meu braço, e o encarei para encontrar suas duas sobrancelhas bem erguidas.
- Como é? Agora?
- É claro, Sasuke-kun. – Falei, reprovadora. – Você não espera fazermos sexo quando os meus dois amigos estão mal, não é?
Não dava pra acreditar nessa grande capacidade dos hormônios dele, sério.
- Você tem consciência que o Dobe não vai ajudar em nada, não é?
Merda, o que eu estava pensando?
- Tem razão. – Suspirei, resignada. – E eles vão estar ocupados com os pacientes o dia todo.
Eles seriam capazes de esfaquear alguém só para se ocuparem com o trabalho e não terem que pensar nesse desastre que acabou de acontecer. Talvez a Hinata não esfaqueasse ninguém, mas o Kiba quebraria algum osso. O meu, já que eu havia quebrado o seu nariz uma vez. Droga. Só de me lembrar da expressão magoada dele fazia meu estômago revirar.
Franzi o cenho.
- Eu sabia que nada bom sairia dessa idéia do Naruto e da Hinata juntos. Eu falei, mas ninguém me ouviu. – Murmurei, frustrada, encarando meus pés. Que droga, quantas vezes não falei para eles?! Olha no que deu!
- Sakura, isso provavelmente ia acontecer mesmo se ela estivesse com outro que não fosse o Naruto. – Olhei o Sasuke-kun e vi sua sobrancelha arqueada.
- O que explica muito bem por que ela não deveria estar com nenhum em primeiro lugar.
- Ela não vai morrer por ter brigado com o Kiba. Amanhã eles estarão se falando.
Encarei o chão novamente, mais frustrada agora com as palavras do Sasuke-kun. Por que ele estava tentando fazer disso algo normal e até idiota? Não era. Eu sentia isso no meu estômago. Droga, eu sentia isso nas batidas dolorosas do meu coração. Está vendo? Nada disso estaria acontecendo se eles tivessem me escutado quando eu disse que nada bom sairia disso. Nada!
- Sakura, essas coisas acontecem.
- Não deveriam. Ela estava tão feliz. – Encontrei seus olhos serenos, frustrada.
- E você esperava que ela fosse viver um conto de fadas?
- ... Isso nem existe.
- Exatamente.
- Desde quando você virou o especialista nisso? – Agora eu estava irritado com ele. Com essa serenidade idiota.
- Desde que conheci uma médica com a cabeça mais bagunçada que existe.
Desviei o olhar para o lado, sentindo a mesma pressão de antes no peito que me fez franzir o cenho em dor.
- Você não entende.
- Sakura. – Seus dedos em meu queixo me fizeram encará-lo. – Eu não disse que me arrependia de ter conhecido essa médica.
Seus olhos serenos mergulharam nos meus e o silêncio que nos envolveu ajudou as palavras do Sasuke-kun a ecoarem em meus ouvidos, e pude sentir que meu coração estava acelerado. O que estava acontecendo? Eram os dedos dele em meu queixo ainda? Ou eram seus olhos que nunca haviam se fixado nos meus dessa maneira singela...?
- Eu... Eu vou atrás do Kiba. Ver como ele está. – Desvencilhei-me de suas mãos e coloquei minha blusa, pegando o jaleco em seguida e saindo do quarto sem olhar uma vez para trás, e apenas quando sai soltei o ar que não sabia estar prendendo.
Continua...
Torcendo ou não pelo Naruto, coitado do Kiba x.x Tadinho, ele é tão legal, não merecia isso :/ E o Sasuke, como sempre, dando muita importância para qualquer coisa além do sexo com a Sakura xD Hahuauhauhhua! Homens xD
Reviews:
tatianeviciadaemnaruto
Neko Sombria
Akemi - Namikaze
haruno R
Hatake Pam
Dayane Manfrere
BloodyPaty
taty
Mari-Sousa
Sayumii
Nick Granger Potter
Sayuri
Cah-chan Hime
Julia S.S
moorg.
thasa UH'S2
aika-sama
Miyuke Chan.'
Cassi
Harumy
Cat Tsuki
Dany Uchiha
Pequena Perola
Batalha
Lizinha-chan
Kune chan
Lidiia
Obrigada por todos os comentários, genteeeee! Aliás, quantas reviews! Muito obrigada, hein! :D Espero que tenham gostado desse capítulo tbm ;D
Kiyuii-chan
