Agora que finalizei uma fic (Broken Plans) vou tentar focar mais em UES e nas outras. Mas não esperem um capítulo por semana porque aí já é demais pra minha cabecinha, ok? =)
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Requiem For Ana - Portishead
Apartamento dos Swan, UES
Dor. Flashes da noite anterior. O vômito subindo por sua garganta, mas sem coragem de deixar seu corpo. As articulações rangendo. Queimação. A cabeça pesada. Uma mão trêmula tateou o criado-mudo a procura do maço de cigarros. Vazio. Apertou com ódio a embalagem e a jogou no chão. Não iria conseguir levantar dali nem que sua vida dependesse daquilo. Ainda estava viva? Ela duvidou muito. Ao mesmo tempo que sentia tudo, também não sentia nada. O limiar entre a dor e o estupor. Era pior sensação do mundo.
Uma luz veio da porta e ela escondeu o rosto com o travesseiro, pois aquilo lhe ardias os olhos ressecados e só piorava sua cabeça. A pessoa xingou quando esbarrou em um banco jogado e percebeu o estado que o quarto estava, a garrafa de vodka em mil pedaços pelo chão e o cheiro de cigarro tão presente no ar por causa do ambiente fechado.
- Bella?
- Vá embora. - a garota resmungou ainda debaixo do edredom.
- São quase quatro horas da tarde. - Jacob insistiu se aproximando da irmã e tentando puxar o travesseiro, mas ela se irritou e puxou de volta. - Que merda aconteceu? Você não foi para aula hoje e está até agora na cama.
- Não enche meu saco, Jacob. Eu quero ficar sozinha.
- Não. Eu quero saber o que aconteceu.
- Vá embora! - Bella gritou sentando na cama e empurrado o irmão.
Jacob percebeu o caos que era a irmã naquele momento; cabelo desgrenhado, vestida com uma camisa larga velha, olheiras dominando ao redor de seus olhos sem vida e um pouco de sangue seco em sua narina esquerda.
- O que aconteceu com seu nariz? - ele perguntou tentando tocar o rosto de Bella, mas ela se afastou dele e levantou da cama. - Bella! Que merda você está fazendo com você?
- Não te interessa. - ela respondeu entrando no banheiro e tentando fechar a porta, porém Jacob se enfiou antes e a escancarou. - Saia daqui.
- Não. Eu só vou sair daqui quando você me explicar por que seu quarto está uma zona e seu nariz fudido dessa forma.
- Não seja tão ingênuo, irmãozinho. - Bella retrucou rindo sarcasticamente e abrindo as gavetas atrás de algum cigarro perdido.
- Eu sou ingênuo, ótimo. Pelo menos eu não estou me fudendo dessa forma só para chamar a atenção das pessoas erradas. - Jacob gritou saindo do banheiro e batendo a porta com força.
- Vá, corra para sua mamãezinha alcóolatra e conte como sua vida está uma merda por minha causa!
A vida daqueles dois jovens estavam perdidas por causa das escolhas de René, mas não havia sido culpa da mãe Bella ter começado a beber demais e a cheirar cocaína para esquecer o inferno que era sua vida. O alcoolismo da mãe foi um dos motivos que levou a garota a ficar daquela forma, mas chegar ao fim do poço em tão pouco tempo foi somente pela fraqueza de Bella. Uma garota perdida, desesperada em busca de alguém que a ajudasse, porém sem coragem para dar esse grito. Se fechou no quarto novamente e se enfiou embaixo do edredom para fingir que lá fora as pessoas não viviam enquanto ela estava ali se arrependendo de inúmeras coisas, inclusive da noite anterior.
Can't Stop Feeling - Franz Ferdinand
Quadra de Basquete, Escola Bilíngue Chapin, UES
- Ótimo treino, caras. - o treinador gritou do banco de reservas. - McKenzie, mais atenção nos lançamentos de 3. Você ainda está uma merda.
Edward estava sentado na arquibancada assistindo ao treino e jogando charme para duas garotas mais novas cochichando e rindo quando olhavam para ele. Por fora ele ainda era o garoto que todas babavam e que pegava todas as garotinhas que se interessava, mas por dentro ele estava morto após a noite anterior com a amiga. Depois que deixou o apartamento de Bella não conseguiu mais se sentir capaz de viver se fosse necessário ver a amiga naquele situação e enquanto ela gritava que tudo aquilo era sua culpa ele sentia o peso de ser o responsável por ver a destruição da garota que amava. Os atos não pensados de um adolescente poderiam acarretar inúmeras inconsequências e ver a pior de todas se concretizando conseguia derrotar qualquer um.
- Oi, Cullen. - a garotinha do 1º ano disse quando passou por Edward e ele sorriu para ela e a amiga, que cochicharam entre si rindo.
Emmett sentou ao lado do amigo no banco da arquibancada e tomou quase metade de garrafa de água mineral enquanto recuperava o fôlego perdido no treino. Era bastante comum Edward assistir aos treinos do time de basquete esperando o amigo para eles irem comer alguma coisa depois irem pra casa de um deles jogar video-game quando não se preocupavam em estudar para as provas. Mas o amigo estava meio distante naquele dia e ele estranho, principalmente porque Edward tinha uma expressão de cansaço que dava a entender que ele não dormiu nada a noite anterior.
- Aconteceu algo, cara? - perguntou passando a toalha pela nuca e pescoço suados.
- Aconteceu, cara. - Edward respondeu suspirando e bagunçando o cabelo com movimentos de nervosismo nele. - Eu transei com Bella ontem.
- O quê? - Emmett gritou se engasgando com o gole de água que tinha tomado e seus olhos arregalaram de espanto. - Como foi isso?
- Foi simplesmente a maior merda que eu fiz em minha vida. Do nada eu me vi entrando em seu apartamento e ela estava lá deitada na cama nua me pedindo para come-la e eu fiz isso. Eu comi Bella, eu a fudi ainda mais e tudo porque eu estava com tesão. O jeito que ela ficou inerte enquanto eu fazia tudo sem pensar me fez sentir o pior cara do mundo. E o pó...
- Pois é... - o amigo murmurou assentindo e Edward o encarou sem acreditar.
- Você sabia que ela estava usando pó?
- Eu me esbarrei com ela um dia e ela deixou cair um saquinho com cocaína. Não te contei porque eu não conseguia acreditar que ela estivesse realmente usando pó. Eu achei que fosse só pra experimentar.
- Pois ela está e fez questão de dizer que é melhor do que transar comigo. Não fiquei incomodado por ter sido inferiorizado, mas sim por ver a garota que eu cresci junto se comportando como uma puta viciada e tudo isso ser minha culpa.
- Isso não é culpa de ninguém a não ser dela. Bella escolheu fazer essas merdas com a vida dela, ninguém a forçou.
- Você acha realmente que ninguém a influenciou? O fato de eu ter usado de sua amizade esses anos todos pra ganhar um boquete toda vez que precisava ou René está na terceira reabilitação não influenciaram? E quer saber de mais? Eu não consigo deixar de achar que a Sara tenha algo a ver com isso.
- A Sara?
- Pense bem. Bella costumava surtar quando a mãe se internava e passar alguns dias na merda, mas nós sempre estivemos ao lado dela e seguravamos a barra um pouco para ela não passar dos limites, mas agora que ela e a Sara não se desgrudam mais e todo mundo na escola comenta sobre o que elas fazem juntas.
- Eu escutei algumas histórias, mas Bella não é nenhuma criança pra se deixar ser influenciada dessa forma.
- Mas ela está perdida, Emmett! Ela não sabe a quem recorrer e Sara talvez tenha a enfiado nesse mundo de beber demais e cheirar cocaína. E nós não estamos fazendo nada pra impedir que ela se foda de vez nessa.
- Nós fomos negligentes com ela. - Emmett murmurou aceitando a parcela de culpa nessa história. - A gente fez muita merda em relação a Bella. Se pelo menos ela escutasse alguém...
- Ela não veio pra aula hoje, não foi? - Edward perguntou tomando uma decisão.
- Não a vi e a Sara almoçou sozinha hoje.
- Eu vou na casa dela, é isso. - ele disse ficando de pé. - Eu vou lá e vou colocar na cabeça de Bella que ela está fazendo merda.
- Quer que eu vá com você? - Emmett perguntou seguindo o amigo no movimento.
- Não, eu vou fazer isso sozinho.
- Boa sorte. - o amigo disse dando um tapa no ombro de Edward e ele agradeceu com um sorriso.
Ele pulou a arquibanca e correu até o estacionamento ao lado da quadra de basquete do colégio, arrancando pelo pátio vazio até atingir as ruas sempre movimentadas da cidade. O nervosismo o fazia batucar a cada parada que fazia no engarrafamento e ligar e desligar o rádio sem saber se queria ou não escutar música ou notícias. Estava ansioso e a distância até o apartamento de Bella não era muito grande, o que o deixava impaciente eram os milhares de táxis em sua frente e os motoristas dirigindo de qualquer forma. O percursso que faria em vinte minutos demorou quase uma hora e alguns fatos ocorreram nesse meio tempo sem que Edward pudesse evitá-los.
Amour Physique - Vive La Fête
Apartamento dos Swan, UES, Manhattan
O som alto afastava até mesmo seus pensamentos e agora ela estava bem, ou pelo encontrou forças para sair da cama e fingir que uma ressaca moral não iria atingí-la. Bella andava pelo quarto no ritmo da música com um cigarro entre os dedos e uma garrafa de vinho na outra mão, um gole, um trago e gargalhando sozinha e sem motivo aparente. Estava animada, excitada e tudo graças ao maço de cigarros que fez o porteiro comprar e as duas últimas gramas que estava em seu estojo de blush da Nars igual ao que Sara carregava para todos os lugares. Não gastou a solução toda de uma vez e as últimas três linhas estavam dispostas com perfeição sobre a mesa do computador ao lado do cartão de crédito e da nota meio enrolada de 20 dólares.
Viu o visor do celular tocar freneticamente e não desligou o som nem abaixou o volume quando atendeu a ligação de Sara. Se jogou na cama derramando um pouco do vinho no lençol já manchado de outras coisas e soltou uma risada alta por conta da bagunçava que estava fazendo, prendendo o cigarro entre os lábios para segurar a garrafa entre as coxas ao sentar no colchão.
- Oi, amiga. - gritou atendendo Sara.
- Tá fazendo o que, piranha?
- Nada demais.
- Por que não apareceu na escola hoje?
- Preguiça... - Bella mentiu e tomou um gole do vinho. - Tá me ligando pra quê? Algo bom?
- Excelente. Lembra aquela minha amiga hostess da Volp? A Monica?
- Vagamente...
- Pois bem. Ela descolou um par de convites pra inauguração de um restaurante na East 80th de um chef baladérrimo. E aí, vamos?
- O que eu ganho me deslocando daqui até a 80th street?
- Champanhe de graça, jovens empresários ricos e um presentinho de sua best que sabe que você está tristinha esses dias.
- Ótimo. Eu estou precisando esquecer um pouco dos problemas e repor meu estoque. - ela comentou olhando a cocaína sobre a mesa. - A que horas?
- Passo em sua casa às 18h para a gente ir, pode ser?
- Okey dokey, vadia.
Bella jogou o celular em meio aos lençois e levantou com o cigarro entre os lábios e a garrafa na mão. Tomou mais um gole e a deixou sobre a mesa para se inclicar e cheirar uma linha antes de sair andando pela casa fumando e pensando no que fazer até às 18h. A emprega que ainda trabalhava no apartamento cruzou seu caminho, mas desviou da garota com a cabeça baixa antes que recebesse uma enxurrada de palavrões como quando entrou em seu quarto sem permissão ou limpou alguma bolsa que ela usou na balada e jogou fora os papelotes de cocaína embolados entre as notas fiscais do cartão de crédito. Uma garota de dezessete anos estava dominando uma mulher de quase quarenta ao usar a frase "Eu pago seu maldito salário" toda vez que era contrariada.
Pegou uma lata de Coca-cola na geladeira e um pedaço de torta de chocolate mesmo não tendo fome, mas precisava comer algo para continuar em pé. Em cima do balcão da cozinha estavam os convites para a festa de Natal que os amigos de René costumavam mandar naquela época e a garota lembrou que faltava uma semana apenas para o feriado e que não tinha planos para a data. Jacob certamente passaria a noite com a mão na clínica e Bella não sabia se conseguiria ficar com a mãe por mais de dez minutos. Precisava de uma desculpa para ocupar sua noite, mas não necessariamente rodeada de pessoas e falsidade. Só de imaginar o tipo de coisa que escutaria caso fosse a alguma dessas festa seu estomago embrulhou de raiva e ela tomou um gole da Coca-cola mesmo estando sem comer a quase um dia. Sentiu logo a queimação arder seu esofago e ela pegou um garfo para comer apenas um pedacinho da torta encontrada por acaso, mas apenas o cheiro do creme com chocolate a fez largar o garfo e a lata de refrigerante. Queria vomitar, porém não queria fazer aquilo por fraqueza. Buscou na cocaína restante um pouco de forças, mas assim que a droga adentrou seu nariz o rosto da garota queimou violentamente e o sangue desceu pela narina já danificada.
Bella apertou o nariz para conter o sangue jorrando e correu para o banheiro ao mesmo tempo que escutava o barulho da campainha. Abaixou a cabeça ao abrir a torneira e o sangue não para de descer em gotas grossas sujando a pia e sua mão, um pouco do lábio da garota também sendo manchado. Ela escutou Freida, a empregada, responder alguma pergunta e quis gritar para que ela não deixasse ninguém entrar no apartamento, mas estava fraca e sentiu a cabeça rodar. Se apoiou no mármore da pia e tentou respirar fundo, uma quantidade significante de sangue descendo por sua garganta e a fazendo cair de joelhos em frente ao vaso para vomitar. O sangue era bastante presente no vômito fraco que ela tossiu para fora e seu desespero aumentou quando escutou passos apressados em direção a onde ela estava. Ainda tentou fechar a porta ao se arrastar, mas a pessoa empurrou a porta com força e a escancarou.
Broken Voices - Ari Hest
Edward não engoliu a desculpa que Freida deu sobre Bella não estar em casa e invandiu o apartamento quando escutou um barulho vindo do segundo andar do apartamento sabendo que a garota estava fazendo alguma merda. O quarto estava num estado muito pior do que ele deixou na noite anterior, mas o barulho de alguém vomitando o atraiu para o banheiro e Edward precisou empurrar a porta para encontrar Bella de joelhos no chão e com os lábios sujos do sangue que escorria de seu nariz. Ela o encarou com olhos desesperados e suplicando por ajuda, limpando a boca com o dorso da mão e tentando ficar de pé, mas vacilou e quase caiu se ele não a segurasse pela cintura e a carregasse no colo para colocá-la sentada sobre o mármore da pia. Segurou sua face pálida para entender o que estava acontecendo ali com a amiga, mas Bella o tentou empurrar mesmo com muita fraqueza e apelou para os chutes sem força que deu nele.
- Saia daqui! - ela murmurou ofegante, praticamente derretendo nas mãos de Edward. - Vá embora...
- Que merda você está fazendo com você mesma, Bella? - ele perguntou a encarando dentro dos olhos.
- Não te interessa. - Bella respondeu irritada e tendo forças para se livrar do aperto do amigo. - Me deixe em paz!
Ela gritou e o empurrou, mas antes que conseguisse descer da pia Edward já estava novamente a segurando com mais força. Ele prendeu um pulso de Bella contra o vidro e ela insistia nos chutes para se livrar dele e expulsá-lo dali aos gritos que dava sem sentido, o xingando, jogando mais algumas verdades em sua cara. Edward queria deixar aquela pessoa enlouquecida de lado e fugir do ambiente infecator por seu descontrole, mas a promessa que tinha feito de tentar ajudar Bella o fez continuar segurando a garota com força contra o espelho e impedir que suas pernas continuassem o chutando. Uma mão segurou seu ombro para puxá-lo e Edward ignorou por um instante sem ao menos perceber que outra pessoa estava no banheiro com eles e a mão insistiu com mais força o fazendo soltar Bella. Sara estava parada ao seu lado sem entender nada da cena que presenciou e Bella aproveitou para descer da pia e correr até se jogar na cama exausta. Ele tentou ir atrás dela, mas Sara o segurou e o empurrou pelo peito até as costas de Edward baterem no batente da pia.
- O que você pensa que estava fazendo com ela? - ela gritou pra ele. -
- Eu estou fazendo? - ele retruou perdendo o controle. - Você está fudendo com a vida da Bella! É você a culpada por ela está nessa situação!
- Eu? É minha culpa então? Quem era que a fazia de capacho por muitos anos, hein? Que a transformou na boneca inflável porque não aguentava ficar um dia sem um boquete? Você é o culpado disso, Edward!
- Cala a boca, Sara. - ele gritou a segurando pelo braço fino. - Senão...
- Senão o quê? - ela o desafiou. - Vai me bater? Edward Cullen, o fodão da escola, vai bater em uma garota?
- A culpa pode até ser minha, mas você foi a pior coisa que aconteceu na vida de Bella. - Edward murmurou entre os dentes e soltou a garota. - Eu conheço seu tipo de pessoa, Sara. Você não me engana mais.
- Ótimo, porque eu nunca quis enganar ninguém mesmo. - Sara retrucou sorrindo e deixando o banheiro.
Se não fosse totalmente errado, Edward bateria na Sara para livrar a amiga daquela péssima influência. Naquele momento ele só conseguia pensar em uma forma de machucar a garota que infernizou a vida de Bella, nem mesmo estava se importante em ver a amiga bem e tentar salvá-la. A covardia mais uma vez o dominou e ele não teve nem coragem de encarar Bella sobre a cama quando saiu de seu quarto, do apartamento e esmurrou o botão do elevador. O ar escapava de seus pulmões enquando descia os vinte andares lentamente dentro daquela caixa que o deixava ainda mais sufoca e ele respirou fundo uma vez, duas vezes, três vezes seguidas e em vão. A garganta já tinha se travado no prenúncio das lágrimas e ele fechou o punho e socou a porta de metal sem muita força, encostando a testa nela para deixar que o choro rompesse seus olhos. Aquela batalha tinha sido perdido e mais uma vez a culpa era sua, como nas outras milhares de vezes que viu Bella escapar entre seus dedos e seguir na direção errada. Seus olhos vermelhos ai sair do prédio indicavam para quem quisesse ver que o garota tinha chorado e sem medo de expor o desespero que sentia com muito mais força agora.
The Rip - Portishead
Vinte andares acima dele Bella abriu os olhos após alguns minutos deitada na cama tentando respirar sem que sua garganta fosse inundada por sangue. O sabor de ferro na boca ainda era forte e sua cabeça latejou quando ela sentou com dificuldade na cama e olhou ao redor procurando um sinal de Edward, mas apenas Sara mexendo algo em seu computador estava por perto.
- Onde está? - Bella murmurou ofegante.
- O quê? - Sara retrucou girando a cadeira para encarar a amiga.
- Esquece. - ela respondeu tentando levantar, mas Sara correu para ajudá-la. - Eu estou bem.
- Não. Você está na merda de novo porque cheirou demais. Já te disse pra maneirar um pouco, Bella.
- Olha quem fala... - Bella riu sarcasticamente.
- Você me vê passando mal por causa de pó? Não, porque eu sei meu limite e sei que tem horas que precisa parar.
- Tá, Sara... - ela disse sem paciência entrando no banheiro e abrindo a torneira suja de sangue.
- Eu estou falando sério, Bella. Eu não vou deixar você cheirar mais nada hoje.
- O quê? Você não pode me impedir disso!
- Claro que posso. Eu introduzi o pó em sua vida e não quero me sentir culpada se você tiver uma overdose no meio da festa. Você já cheirou o suficiente por hoje, ok?
- Ok... - Bella murmurou jogando água no rosto. - Vou pelo menos poder beber ou você vai arrancar as taças de minha mão?
- Socialmente.
- Não sei se consigo mais beber dessa forma.
- Vai se arrumar enquanto eu falo com a Monica pra saber o lance dos convites. - Sara disse estapeando a bunda de Bella e a deixando sozinha.
A garota se olhou no espelho e não se reconheceu. Quem era aquela pessoa com o nariz vermelho, os olhos fundos e o cabelo desgrenhado? Ela não conhecia e ninguém parecia querer apresentá-la ao caminho certo. Aparentemente as pessoas tinha desistido daquela Bella.
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