Capítulo XI

No laboratório

Eles estavam procurando em todos os canais possíveis o último endereço de Mirkos, mas segundo a imigração ele estava fora do país. Sara encontrou em contato com um agente do FBI e pediu que a foto de Mirkos fosse colocado entre os procurados, ele pediu que o supervisor do turno mandasse um oficio junto com a foto.

"Certo. Vou falar com ele".

Sara desligou e pensou se devia falar com o Grissom. A supervisora do turno era Catherine, elas não eram tão intimas assim e isto era um pedido incomum. Tinha uma certa birra com a Catherine, talvez por ela ser tão independente, deu de ombros e foi até a sala dela.

"Catherine, preciso pedir um favor para você?"

Catherine levantou os olhos e as sobrancelhas, pensei que isso fosse impossível.

"Entre, qual o favor?"

Sara entrou e sentou-se na cadeira na frente da mesa de Cath. A mesa estava bem organizada, havia apenas dois relatórios e um deles era do assassino da serra elétrica.

"É sobre Mirkos. Eu falei com um conhecido do FBI. Eles podem colocá-lo na lista dos procurados mas precisam de uma foto e um ofício do departamento. Este seria o favor".

"Você não está sendo precipitada demais?"

"Olha, eu sei que já tivemos problemas. Mas agora é diferente. Ele está no país com outro nome, se alertarmos as autoridades certas ele pode ser localizado".

Catherine pensou que talvez Sara estivesse certa, eles podiam pedir ajuda ao FBI. Era mais que necessário, eles não tinham nada e sabiam que este homem era o suspeito.

"Certo. Eu vou fazer o ofício e mandamos para ele assim que eu terminar".

"Obrigada".

Levantou-se, mas antes de sair, virou-se e falou: "Obrigada mesmo, eu sei que não concordamos em muitas coisas, mas respeito seu trabalho".

Saiu deixando Catherine atônita. Talvez alguém esteja mexendo com ela.

No hospital

Grissom acordou com os raios de sol batendo no seu rosto, viu que o menino estava agarrado ao bichinho de pelúcia e não estava tão agarrado a ele. Devagar, levantou-se com ele e o colocou na cama. Foi até o banheiro lavar o rosto, enquanto isso a médica Andrea entrou no quarto.

" O que o senhor faz aqui?"

Grissom ficou sem jeito, não queria trazer complicações para ninguém.

"Eu comprei uns presentes para ele e vim trazer".

Ela olhou na cama e viu o menino desamarrado dormindo com um cachorro de pelúcia. Estava irritada, mas entendeu o que ele fez. Em seu intimo ela estava feliz por que Grissom realmente parecia se preocupar com o menino.

"Tudo bem, mas agora saia. Se não pode trazer complicações para nós".

"Certo. Posso esperar, pelo menos, ele acordar para eu me despedir?"

"Tudo bem. Sente no sofá. Eu vou examinar o menino".