Juro que minha intenção não era demorar tanto. Juro mesmo, e sinto muitíssimo por essa demora toda. Mas estou de férias agora e prometo postar muitos capítulos antes de voltar para a faculdade e as 9 matérias, nas quais me matriculei tão insensatamente XD
Espero que gostem do capítulo, e que ele tenha valido a espera.
Deixem reviews, por favor!
Disclaimer: Naruto pertence a Kishimoto Masashi-sensei. (pq se fosse minha... teria trocado os personagens principais)
Não consegui por no final, então: a música é Rolling in the Deep da Adele.
O Legado da Akatsuki
Capítulo XI – Pela primeira vez
Ningyo encarava sua própria imagem no espelho: seu longo cabelo estava esmeradamente preso em um coque elegante; a maquiagem era suave, mas acentuava todos os pontos positivos de seu rosto de porcelana. Mas não era isso que a preocupava.
Na verdade, ela não tinha exatamente um motivo para se preocupar. Ela e Tsuki estavam em um hotel-cassino – haviam sido contratados pelo dono para capturar um grupo de ninjas que estava trapaceando nos jogos e adulterando as máquinas. Não ia ser nada muito difícil, ou que exigisse muito deles. Ningyo sabia disso, mas, aparentemente, não estava em seu melhor humor.
Talvez fosse por causa dos peep toes que apertavam e machucavam seus pés. Talvez fosse por causa das longas luvas negras que cobriam praticamente todo seu braço (quantos meses haviam se passado desde que ela largara sua vasta coleção de luvas?). Talvez fosse por causa daquele vestido, que apesar de ter um decote muito bem comportado, era completamente aberto nas costas – sua tatuagem estava totalmente exposta ao mundo. E a pior parte era que ele só a cobria até metade das coxas.
Ela suspirou. Jamais escolheria um vestido como aquele. Não era que ele fosse feio, não longe disso. O tecido preto contrastava belamente com sua pele nem pálida, nem bronzeada, no entanto, em sua opinião, era um vestido revelador em demasia. Muita pele exposta, o que não a deixava confortável. Mas fora o dono do hotel que separara aquele vestido para ela, e Ningyo não tinha como arranjar outro a essa altura.
Com um suspiro, ela saiu do banheiro.
Tsuki já a esperava, apoiado numa parede, as mãos relaxadamente postas nos bolsos da calça.
Ningyo sorriu de leve. Era a primeira vez que ela o via usando roupas formais e, para sua total surpresa, ele ficara muito bem naquele terno. Também pela primeira vez, o cabelo do Uchiha estava solto – na frente, tocava de leve seus ombros, mas atrás passava um pouco da linha dos ombros.
Lentamente, Tsuki deixou seus olhos caírem sobre a especialista em explosões. Ele não esboçou reação alguma, mas a verdade era que a visão de Ningyo naquele vestido quase descompassou o ritmo de seus batimentos cardíacos. Ela sempre fora bonita daquele jeito?
- Vamos? – ele perguntou.
Ningyo assentiu e dirigiu-se para a porta. E essa foi a primeira vez que Tsuki viu sua tatuagem.
- Cerejeira? – ele murmurou, fazendo-a parar antes de abrir a porta.
Ela sentiu seu rosto corar de leve. Mas para que corar? Ela não havia corado quando mostrara aquela tatuagem para Hideki e Minato, e ela tinha tirado a blusa e o sutiã para tanto! Mas Tsuki... não era como os outros dois, era? Eles não tinham a menor intimidade... Não..., era mentira e ela sabia disso. Quão mais íntima de uma pessoa você pode ser depois de já morar com ela?
- Para minha mãe. – ela sorriu. Um sorriso melancólico, como todos que dava ao lembrar-se de sua mãe.
Tsuki nada respondeu, apenas encarou o chão como se o carpete desbotado fosse muito mais interessante do que a bela tatuagem nas costas da menina à sua frente. Ningyo achou muito estranho. Que comportamento era aquele? Tsuki era muitas coisas, mas não fazia seu estilo ignorá-la para encarar o chão.
- O que foi? – ela perguntou, olhando de esguelha para trás.
De repente, ela sentiu as pontas dos dedos dele tocarem de leve o traço da árvore em sua tatuagem. A ação a sobressaltou e lançou um estranho arrepio por seu corpo.
- Sinto muito. – ele disse e imediatamente se dirigiu à porta e saiu.
Ningyo estava perplexa. O que fora aquilo? Qual era o significado daquilo que acabara de acontecer entre eles? Ela podia sentir sua pele queimar nos lugares aonde ele havia tocado. Por quê? Que sensação era aquela? O que estava acontecendo?
Ela respirou fundo algumas vezes antes de tomar coragem e abrir a porta. Seu coração... parecia pulsar escandalosamente. Assim que saiu, viu que ele a esperava no corredor. Em seu rosto, a mesma expressão de sempre, como se nada tivesse acontecido.
- Não vejo nada de irregular aqui. – Ningyo disse, entediada.
- Reclame menos. – Tsuki resmungou enquanto ganhava ainda mais dinheiro em uma mesa de um jogo de dados.
Ningyo bufou. Eles sairiam ricos de lá, mas sem encontrar nenhum outro ninja sequer.
Foi nessa onda de profundo tédio que Ningyo reconheceu duas assinaturas de chakra. Uma delas era conhecida.
A Haruno revirou os olhos.
- Não acredito.
- Nem eu. – o Uchiha concordou, deixando a insatisfação se espalhar por sua voz.
As assinaturas foram se aproximando até fixar-se em único ponto.
- Eles não vão entrar. – ela constatou.
- Com aqueles olhos? Para quê? – Tsuki riu.
Ningyo se apoiou no ombro dele enquanto suspirava. Tsuki ergueu uma sobrancelha.
- Não reclame. – ela sussurrou em seu ouvido. – Se eu continuar a três metros de distância de você, vão começar a desconfiar de nós.
Ele sabia que ela tinha razão. Todas as mulheres ao redor deles estavam ou sentadas nos colos de seus acompanhantes ou fazendo qualquer outra coisa ridiculamente íntima.
- Seu namorado não vai gostar.
Ningyo bufou.
- Não tenho namorado.
Tsuki riu.
Os próximos minutos se arrastaram tanto que Ningyo passou a acreditar que a noite jamais terminaria. Eles só perceberam que havia algo de errado quando Tsuki perdeu uma rodada pela primeira vez desde que eles começaram a jogar.
O homem que havia ganhado sorria debochadamente, seus dedos e pescoço estavam lotados de joias de pedras reluzentes e também estava cercado por mulheres que, sem dúvida alguma, estavam sendo pagas pelos serviços que prestavam. Não era um tipo incomum em cassinos, mas ele acabara de ganhar uma mesa que Tsuki estava monopolizando já há algumas horas.
- Não sinto chakra. – Ningyo sussurrou.
- Mas existe.
Tsuki sorriu delicadamente, reuniu suas fichas e levantou-se, deixando seu lugar vago. Tentando ao máximo esconder seu rosto com o cabelo, ele ativou o sharingan.
- São cinco. Espalhados pelos tipos de jogos.
- Como sabe se são os únicos?
- Uma gangue desse tipo não deve ter muitos integrantes para não chamar atenção, mas não posso ter certeza.
Ningyo suspirou.
- Hora do plano?
Ele assentiu.
Ao longe, uma bomba explodiu e deixou seu chakra explosivo ser sentido livremente. Ningyo não pode deixar de sorrir ao ver os rostos dos ninjas empalidecer. Como ratos atraídos pela isca da ratoeira, os cinco shinobi se reuniram em poucos segundos e foram até o lugar onde a bomba explodiu. Tsuki já esperava por eles e rapidamente os prendeu em um genjutsu. Em questão de segundos, ele sabia que eles eram ninjas fugitivos que não tinham grandes poderes e arrumaram uma forma fácil de ganhar dinheiro. Havia mais dois deles em um esconderijo não muito longe dali. Logo após levá-los à inconsciência, o Uchiha desfez a ilusão.
Foi nesse momento que Hideki e Haruka se aproximaram dos dois. Como sempre, os olhos do Hyuuga estavam preenchidos por ódio.
- Um Uchiha, Ningyo? – ele disse rispidamente.
A dita kunoichi cruzou os braços e o encarou com dureza.
- O que quer aqui, Hyuuga?
Ele bufou a encarou e não soube descrever o sentimento que tomou conta de seu corpo. Ela era tão... linda. Ele sabia que ainda não superara totalmente a falta que ela lhe fazia. Vê-la daquele jeito só abriu ainda mais o buraco em seu coração. Mas... o que causara aquele buraco? Ele sentia mesmo a falta dela ou seu único problema era a traição que ele acreditara que ela cometera? A pergunta era complicada, e ele não sabia nem como começar a responder. Ele não tinha certeza. Ele nem sabia se realmente ainda a amava quando ela voltou a Konoha...
Enquanto isso, Haruka parecia perdida e insatisfeita.
- Nossa missão é levar os ninjas para Konoha. – ela disse educadamente.
- Podem levar. – Tsuki disse pura e simplesmente – Há mais dois não muito longe daqui.
- Já pegamos esses, obrigada. – a jovem Hyuuga disse, a educação refinada que recebera aparecendo claramente mesmo nessa situação nada confortável.
- Deixaremos com vocês, então. – Ningyo sorriu para Haruka, tentando parecer o mais cordial possível.
Então aquela era a menina que Hinata-san havia designado a Hideki? Sem dúvida, ela era linda. O cabelo negro serpenteava até metade de suas costas, o corte era reto mas não tirava a beleza daqueles fios de seda. Sua pele, como de todo Hyuuga, era tão branca que reluzia com a luz prateada da lua. Seus olhos eram idênticos aos de Hideki, Hinata, Neji, Hanabi...
- Não é assim tão simples. – Hideki chiou.
Haruka suspirou.
- Hideki-kun, nossa missão é só recolher esses ninjas. Deveríamos ser gratos a eles por terem facilitado tanto nosso trabalho!
- As coisas não são tão preto no branco assim.
- Você que está querendo por as coisas em preto e branco! Uzumaki-sama não está fazendo nada ilegal!
Os olhos esmeralda de Ningyo se arregalaram de surpresa. A Hyuuga da família principal a aceitava e respeitava. Até usara "-sama" para falar dela!
- Ne, ne, Hyuuga-san, não precisa brigar com Hideki por minha causa. – Ningyo sorriu docemente para ela.
Haruka se curvou em uma reverência.
- Me desculpe, Uzumaki-sama, por esse comportamento detestável dele.
O sorriso de Ningyo diminuiu consideravelmente.
- Infelizmente, não posso mais carregar esse nome. Pode me chamar de Ningyo, ou de Haruno se preferir.
- Rokudaime-sama ficaria triste se a pudesse a ouvir agora.
- Eu sei. – ela concordou tristemente.
- Viraram melhores amigas agora? – Hideki debochou.
Ningyo suspirou. Haruka não seria capaz de conter sozinha os avanços de Hideki. Por que Minato não estava ali?
- Onde está Minato?
- Treinamento ANBU. – o Hyuuga respondeu com aspereza.
Ningyo não pode deixar de se alegrar ao ouvir a notícia. Ela tinha certeza que Minato não falharia ao prestar o exame da ANBU.
Tsuki, cansado de toda aquela enrolação, se aproximou o máximo que pode de Ningyo e sussurrou em seu ouvido:
- Termine logo isso e vamos voltar.
A proximidade dele incomodou Ningyo. Depois do que acontecera mais cedo, ela sabia que eles estavam fadados àquela estranheza por um bom tempo.
Hideki, por sua vez, sentiu seu sangue ferver em suas veias. Como era a relação daqueles dois? Eles eram um time... dividiam a mesma casa?
Tsuki virou seus olhos cor de rubi para encarar as pérolas cheias de raiva do Hyuuga.
- Seu chakra pode evaporar se continuar a ferver assim. – o Uchiha debochou.
- Tsuki. – o aviso na voz de Ningyo era claro e sussurrado. Ela o puxou pela manga do terno. – Vamos voltar.
- Ele não vai deixar. – Tsuki murmurou, sem tirar os olhos de Hideki.
E, de fato, o Hyuuga não iria deixá-los ir embora assim tão fácil.
- Lute comigo. – Hideki chiou tão baixo que quase escapou aos ouvidos dos outros três.
- Hideki-kun! – Haruka exclamou. – Isso não faz parte da descrição da nossa missão!
- Não se meta nisso, Haruka. – ele disse quase grossamente.
Ningyo suspirou. Ela estava pronta para reclamar quando sentiu Tsuki puxar a manga que ela ainda segurava.
- Tsuki!
Ele tirou o casaco do terno e a blusa social, ficando apenas com uma regata branca. Pela primeira vez, a especialista em explosões reparou em uma corrente prateada que sumia por dentro da regata. Ele tirou a corrente também e pôs no pescoço de Ningyo.
- Guarde para mim.
Ningyo limitou-se a assentir com a cabeça, um pouco chocada. A corrente ficara bastante longa nela, mas, estranhamente, combinara bem com seu vestido. O pingente era o emblema do clã Uchiha. Ningyo não pode deixar de pensar no quanto aquela corrente significava para Tsuki. Por óbvio, fora um presente de Itachi, mas ela sempre achara que Tsuki não gostava muito de seu falecido pai.
Em seu estupor, ela nem reparara que a luta já havia começado. Sentindo-se derrotada, ela se sentou na grama, suas mãos inconscientemente brincando com a corrente de Tsuki. Haruka sentou-se ao lado dela.
- Sinto muitíssimo, Uzumaki-sama.
Ningyo riu.
- Realmente não é sua culpa, Hyuuga-san. Não se preocupe conosco. – ela suspirou. – Se quer algo com que se preocupar, preocupe-se com a vida de Hideki.
Haruka nada respondeu por um longo tempo.
- Você não pode impedi-los? Você até... chama o Uchiha pelo primeiro nome.
Ningyo sorriu e encarou os dois ninjas que, por enquanto, limitavam-se ao taijutsu. Mas ela sabia que aquilo não duraria por muito tempo. Hideki estava com raiva, e Tsuki não pegava leve.
- Não tenho nenhuma influência em nenhum dos dois.
Haruka encarou as próprias mãos, enquanto brincava com um pedaço de grama.
- Não é verdade. Ele diz que não, mas sente muito a sua falta. – era duro para ela admitir aquilo. Ela tinha prometido a si mesma que cumpriria a vontade de Hinata, mas, por enquanto, só estava somando falhas.
Ningyo riu amargamente.
- É impressão sua, Hyuuga-san. Ele odeia quem eu sou.
A herdeira Hyuuga fez que não com a cabeça.
- Seu conflito interno é imenso, todos podem ver. Hatake-san me contou que todos os outros que se formaram com vocês estão do seu lado. Hideki-kun foi confrontado e agora ele se sente isolado.
Que situação... Ningyo jamais desejara isso para seus queridos amigos.
- Você... não o ama mais?
Ningyo podia sentir a leve pontada de ciúme na voz da Hyuuga, o que a fez sorrir.
- Não. Acho que nunca cheguei a amá-lo verdadeiramente. Éramos criancinhas.
Ningyo podia ter dito mais a Hyuuga sentada ao seu lado, mas uma perturbação no chakra de Tsuki se fez presente, tirando-a de sua conversa com a menina mais nova.
- Tsuki, já chega. – ela disse, levantando-se e assustando Haruka com as súbitas palavras.
Ela sabia que ele ouvira, mas foi ignorada. Ela bufou e tirou as luvas que cobriam seus braços. Ela não podia deixar Tsuki usar seu Mangekyou em Hideki. Eles teriam sérios problemas com Konoha se ele o fizesse. Rapidamente, moldou uma figura alada qualquer com sua argila e deixou a escultura voar até os dois e explodir antes que um estrago maior fosse feito. Eles foram lançados em direções opostas.
Imediatamente, as duas garotas correram em direção de seus respectivos companheiros de time.
- Já chega. – Ningyo disse ao se aproximar de Tsuki.
O Mangekyou brilhava de raiva, mas ela não se deixou intimidar.
- Vamos. Voltar. Agora.
De muita má vontade, o Uchiha se levantou e deu as costas aos dois Hyuuga, andando em direção ao hotel.
- Isso ainda não acabou. – Hideki gritou.
Tsuki bufou e abriu um meio-sorriso sádico.
- É claro que não.
Ningyo deitou na cama única do quarto que fora designado a eles, sentindo uma infelicidade latente. Sua raiva aumentava mais a cada segundo.
- Você dorme no chão. – seu aviso perigoso soou assim que Tsuki ensaiou deitar-se na outra metade da cama.
- Não, eu não vou. – ele disse no típico tom monótono Uchiha.
Ningyo o encarou com olhos que prometiam violência extrema em caso de desobediência. Ela mal podia olhá-lo de tanta raiva acumulada. Primeiro a tatuagem, depois aquele sussurro que a arrepiou contra a sua vontade, depois a corrente do clã Uchiha e, por fim, a luta contra Hideki. Ela queria que ele sumisse e nunca mais aparecesse na sua frente.
- Não é minha culpa que seu namorado quis lutar. – seu tom de voz só acrescentava mais e mais raiva em Ningyo.
- Ele não é meu namorado! E esse não é o ponto! Você não pode sair usando seu Mangekyou em quem você quiser!
- E principalmente não em seus queridinhos de Konoha.
- É! Principalmente neles! – se ele não esboçasse emoção na próxima frase, ela não sabia o que seria capaz de fazer com ele. – Não queremos problemas com as vilas. E não era parte da nossa missão!
- Ele começou. – ele disse, entediado.
- Ele não é o meu parceiro! Se fosse, eu estaria agora brigando com ele e não com você.
Tsuki a segurou pelos pulsos e a manteve parada na cama. Seus olhos imediatamente mudaram para o sharingan e depois para o Mangekyou.
A primeira reação de Ningyo foi lutar para não corar. Lá estava ela, deitada em uma cama, com um homem em cima dela, mantendo-a imóvel. Mas assim que o Mangekyou começou a girar perigosamente nos olhos do Uchiha, a vergonha foi imediatamente substituída por um ódio pulsante.
- Use isso em mim e você vai se arrepender depois que eu me recuperar.
Tsuki nada disse, mas pareceu considerar o que ela falava. Ele se aproximou cada vez mais dela, até que as pontas de seus narizes se encostaram. Nesse momento, o escarlate desapareceu e seus olhos voltaram a ser imaculadamente negros. O coração de Ningyo se acelerou com a proximidade.
- Peço desculpas pelo meu comportamento. – ele disse. – Mas estou irritado, e eu não costumo me irritar.
Ningyo ergueu uma sobrancelha. Irritado? Era humanamente impossível que aquele tom monótono pertencesse a alguém que estava irritado.
- Eu... preciso te mostrar uma coisa.
- O quê? – ela perguntou, cada vez mais nervosa com a proximidade entre eles.
- Amanhã. Posso te levar a um lugar?
Aquela frase pegou Ningyo de surpresa, mas, mesmo assim, ela fez que sim com a cabeça.
Ele suspirou e a soltou. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele pegou um travesseiro e um lençol e foi para o chão.
A mente de Ningyo girava a mil por hora. O que estava acontecendo com Tsuki?
- Boa noite. – ele desejou.
- Boa noite.
"See how I'll leave with every piece of you
Don't underestimate the things that I will do
There's a fire starting in my heart
Reaching a fever pitch and its bringing me out the dark
The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all"
