Disclaimer: Os personagens, lugares e jutsus aqui descritos não me pertencem, e sim ao Kishimoto-sensei.
Sumário: Sasuke não queria se apaixonar. Hinata estava disposta a mudar isso. O problema é que talvez não haveria tempo.
Rate: T – Por conter situações e insinuações referentes a coisas impróprias, alem de palavreado inadequado.
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Fanfic:
A pureza da Pérola e a escuridão do ÔnixDark Temi
Fanfic Sasu/HinaQuer moleza? Senta no pudim. Eu acabei de chegar à conclusão de por que eu nunca quis me apaixonar. Parece que eu já pressentia a confusão em que eu ia me meter.
Capítulo XI: "Você e eu"
Eu corria, corria desesperadamente, corria sem rumo, à medida que as lágrimas, que eu não podia conter, escorriam pelo meu rosto. Eu não sabia para onde estava indo, apenas queria correr, me afastar ao máximo daquele lugar, daquela pessoa que brincara tão maldosamente com os meus sentimentos. Sakura-san estava errada. Shino-kun estava errado. Ele era exatamente o que eu sempre ouvi falar dele: um completo insensível que não se importa com mais ninguém alem de si próprio.
Aos poucos, meu pranto parecia estar se transformando em raiva, e agora era ela que me impulsionava, enquanto eu corria cada vez mais rápido sobre os telhados. Eu duvido que alguém conseguisse ver que era eu naquela velocidade. A raiva estava me fazendo deixar marcas nas telhas, tal era a força com a qual eu me impulsionava. Eu só podia me xingar: como eu fora tola, inocente, deslumbrada...
Mas o que me fazia sentir mais raiva naquele momento era saber que eu realmente estava apaixonada por aquele infeliz.
Eu esfreguei furiosamente meus olhos com as costas da mão, e quando dei por mim, havia dado um encontrão em alguém e caído sentada sobre o telhado de um dos prédios de Konoha.
-Aff... Que problemático. Se eu conseguisse correr com essa velocidade, Hinata-san, eu poderia ir e voltar pra Suna todos os dias, e aquela Hokage assustadora não iria nem perceber.
-Shikamaru-san...?
Eu ergui os olhos borrados para ele. Shikamaru-san estava com as mãos no bolso, encarando o horizonte com uma expressão sonhadora, como se pensasse em alguém que não estava ali. Acho que a ausência da Temari-san o está deixando meio estranho.
Ele baixou os olhos para mim e me ofereceu a mão direita, ajudando-me a levantar.
-Desculpe-me por isso. Mas eu estava por perto, pensando em algumas coisas... – ele tornou a olhar para o nada, sonhadoramente. Acho que a Temari-san realmente faz falta na vida dele. Quem me dera ter encontrado um amor verdadeiro assim. – Quando eu a vi correndo alterada desse jeito. – ele tornou a me encarar, dessa vez sério. – Não me diga que o idiota do Sasuke aprontou alguma coisa.
Ao ouvir isso, toda a raiva, toda a frustração, a negação, irrompeu de mim como uma avalanche, e eu me joguei nos braços do Shikamaru-san, chorando dolorosamente.
-Ai, meu Kami-sama, Hinata-san, não... Que situação mais problemática... Tente se acalmar... Hei, Shino-san, será que dá pra me dar uma ajudinha aqui?
Ao ouvir o nome do meu melhor amigo, eu imediatamente soltei o Shikamaru-san e me virei. Realmente, Shino-kun estava vindo em nossa direção, com as mãos nos bolsos do casaco e uma expressão nada satisfeita em seu rosto. E naquela hora eu tive a certeza de que, de algum modo, ele sabia o que ocorrera.
-Oh, Shino-kun... – eu corri e busquei refugio nos braços dele, e ele me abraçou protetoramente como se eu fosse uma criança.
-Está tudo bem, Hinata-chan. Eu estou aqui.
-E-eu me s-sinto tão... tão... traída. K-kiba-kun estava c-certo...
-Não estava. – ele garantiu com firmeza. Eu me surpreendi, e me afastei dele para poder ler a expressão de seu rosto.
-Como assim?
-Hum... Será que dava pra alguém me explicar o que está acontecendo?
-Em resumo... – Shino-kun respondeu à indagação do Shikamaru-san. – Sua amiga Ino e o idiota do Kiba fizeram uma pequena armação.
-Mas o que...? – Eu comecei, mas Shikamaru-san me interrompeu.
-Não chega a ser uma surpresa... – ele resmungou, aparentemente aborrecido. E de repente, arregalou os olhos e exclamou. – Ai, meu Kami-sama, o maníaco do Sasuke vai matar os dois. – pela sua expressão, parecia que ele estava imaginando horrores, no mínimo, envolvendo o Mangekyo Sharingan.Mas o Sasuke não chegaria a um extremo desses.
...
Ou será que chegaria?
Um arrepio percorreu minha espinha.
-Isso tudo está confuso demais. – sussurrei.
-Você não deixou aquele psicopata do Sasuke sozinho com os dois, não é? Não me diga que você esqueceu da ficha suja daquele problemático!
Ele tinha razão: o passado do Sasuke o condenava. Mas por que ele faria alguma coisa contra os dois? O culpado naquela historia toda era ele! Ou será que não era?
Eu arregalei os olhos ao notar a expressão mortificada no rosto do Shino-kun.
-Deixei.
-Acho melhor eu ir recolher o que sobrou do Kiba e impedir que ele mate a Ino. – Shikamaru-san resmungou, e saiu correndo velozmente na direção que eu tinha vindo. A essa altura, eu já não estava entendendo mais nada, e minha mente e meus sentimentos estavam confusos demais.
-Por favor, Shino-kun. Será que você pode me explicar o que está acontecendo aqui?
Meu amigo me encarou, e havia uma mescla de pena e tristeza em seu rosto.
-Aquilo tudo foi uma armação, Hinata-chan. Há algum tempo atrás, eu ouvi a Ino e o Kiba conversando sobre isso: ambos queriam separar você e o Uchiha Sasuke.
Foi como tomar um tapa no rosto. Eu não podia acreditar que a Ino-san tivesse tanta raiva de mim: eu jamais fizera nada contra ela. No passado, havíamos até mesmo nos dado bem. E tão pouco queria acreditar que o Kiba-kun, que era como um irmão para mim, seria capaz de fazer algo tão mal, que ele sabia que me machucaria tanto.
-Não...
-Sei que é difícil de acreditar, Hinata-chan, mas é a mais pura verdade.
-Mas o beijo...
-Se você tivesse prestado atenção, teria visto como a Ino claramente agarrou o Uchiha Sasuke. – seu tom se tornou consideravelmente amargo ao dizer isso. Eu estava simplesmente chocada. Com algum esforço, me obriguei a lembrar da cena: e quanto mais eu revia aquela imagem enjoativa, mais claro ficava como aquilo tudo estava tão forçado.
-Meu Kami-sama... – e agora eu estava me odiando por ter sido tão precipitada, tão descrente, tão... insegura. Sasuke iria me odiar agora. Porque eu fora incapaz de confiar nele. E ele estaria com toda a razão.
Foi nessa hora que minhas pernas cederam, o peso do meu corpo e da minha alma foi demais para que eu pudesse suportar e eu caí ajoelhada no telhado. Todo o cansaço, tanto físico pela corrida quanto emocional desabou sobre mim, e eu me senti pior do que jamais sentira. E uma onda de tosse, que eu já não tinha desde que estava tomando o remédio, irrompeu de dentro de mim. Meu sangue escorria por entre meus dedos, juntando-se às minhas lágrimas e manchando minhas roupas.
-Meu Kami-sama... – sussurrou Shino-kun, absolutamente abismado. – Hinata-chan, eu preciso de te levar ao hospital...
-Não. – respondi, com uma voz fraca, porém clara, enquanto limpava meus lábios manchados de sangue. – Não. Está tudo sobre controle. Eu só preciso que você fique aqui comigo, Shino-kun. Eu acho que chegou a hora de contar para você.
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-Kiba.
-Que foi, Uchiha? – ele debochou. Mas eu acho que a Ino detectou o perigo na voz.
-Herr... Kiba, eu acho melhor...
-Cai fora Ino. – mandei, ainda sem me virar. – Eu decido como vou me vingar de você depois.
-Mas o que você... – Kiba começou, mas eu o interrompi.
-Kiba. Eu vou fazer você ver o inferno.
Nessa hora eu me virei. E vi o terror nos olhos do Kiba, quando ele se deu conta de que os meus estavam cor de sangue. A cor do Sharingan que eu adquiri quando matei o Itachi, meu irmão.
-Que tal começarmos com... 72 horas? Se eu não me der por satisfeito, eu não me importo em repetir a dose.
-Sasuke! Você não está pensando em...
-Me dê um bom motivo pra mim não fazer isso, Ino. Dou a vocês um minuto.
-Um bom motivo para você não fazer o que, teme?
Eu mordi minha língua, para segurar o feio palavrão que eu diria para aquele dobe inconveniente. Eu virei um pouco o rosto, apenas o suficiente para encarar o Naruto e também a Sakura, que estavam se aproximando. Aquela não era uma hora em que eu iria tolerar interrupções. Ambos estacaram ao ver o Sharingan. E uma expressão que eu não via desde que voltei a vila se formou no rosto dos dois. Uma mescla de surpresa, descrença e... medo.
-Sasuke... – Naruto começou, se aproximando cautelosamente, enquanto Sakura se mantinha imóvel, sem saber o que fazer. – Mas o que diabos está acontecendo aqui?
-Ele pirou, foi isso o que aconteceu! – gritou aquele filho de uma... Ta, calma, a mãe daquele vira-lata não tem culpa pelo seu filho ser um monte de merda ambulante.
-Não se meta, Naruto. – ameacei. – E se eu fosse você, vira-lata, não pioraria a sua situação.
-Olha, Sasuke-kun, você não precisa ficar tão... descontrolado. – aquela piranha da Ino realmente estava com muito medo de mim. Excelente. – Foi só uma brincadeirinha...
-BRICADEIRINHA? – eu explodi pra cima dela, que recuou alguns passos. O Inuzuka foi postar-se diante da loira, rangendo os dentes, mas ele não seria nem louco de lutar contra mim sem aquele saco de pulgas que era seu cachorro. – POIS NEM EU, NEM A HINATA, ACHAMOS GRAÇA NENHUMA, SUA...
-MAS QUE INFERNO, SASUKE! – Naruto me segurou, talvez achando que eu fosse partir pra cima dos dois. O que eu realmente estava louco pra fazer. A força com a qual ele me segurava não era normal, e eu o encarei, me deparando com um par de olhos de sapo. Senjutsu. – MAS QUE DROGA! SERÁ QUE DÁ PRA VOCÊ PARAR DE TENTAR MATAR ESSES DOIS E ME DIZER O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI?
Conte com o Naruto para fazer um escândalo. Mas antes que eu pudesse dar uma resposta à altura, Sakura soltou um sonoro palavrão. Nós quatro a encaramos. Seus olhos verdes estavam fixos no vestido vermelho que Ino usava. Ela encarou a ex (ou atual, eu sei lá) melhor amiga, que baixou seus olhos azuis, envergonhada. Em seguida, encarou o pulguento, que preferiu encarar o chão. Terminou olhando para mim, e acho que obteve a confirmação no meu rosto. Ela própria olhou para o chão.
Sakura suspirou. E no segundo seguinte, ela havia empurrado o Kiba para longe e desferido um tremendo tapa na cara da Ino. Não um daqueles golpes esmagadores de montanha, mas um com força o suficiente para deixar seus cinco dedos perfeitamente marcados no rosto da loira.
Até eu fiquei em choque.
-Como você pôde fazer uma coisa tão baixa? Eu não esperava isso de você, Ino.
Ino não reagiu. Não disse absolutamente nada. Eu respirei profundamente. Ver aquela loira vadia apanhando havia me dado um nada de calma.
-Pode me soltar, Naruto. – disse, e virei o rosto para que ele visse que meus olhos, novamente, estavam negros. – Estou controlado o suficiente para não matar ninguém.
-Ahh... está bem. – ele respondeu, obedecendo, enquanto os próprios olhos voltavam para a cor normal. – Hum, será que dava para alguém me explicar o que está havendo aqui?
-Pergunte pro teu amigo pulguento. – resmunguei, indicando o Inuzuka com a cabeça. Mas Kiba parecia ter perdido a coragem, como se tivesse vergonha de admitir o que tinha feito para o Naruto. Hum. Se ele tivesse vergonha, não teria ajudado a Ino com o showzinho dela, para começar.
-Aparentemente, Naruto. – foi a Sakura quem respondeu para o namorado. – Esses dois armaram uma pequena cena para separar a Hinata-sama do Sasuke-kun. – Naruto abriu a boca, como se jamais pudesse imaginar tal coisa, e encarou Kiba, descrente. – Isso partiu de você, não foi Ino?
-CHEGA!
O grito da loira pegou a todos de surpresa. Ela ergueu o rosto para Sakura, e ele estava lavado de lágrimas.
-NÃO OUSE JOGAR NADA NA MINHA CARA, SAKURA! EU NÃO PERMITO! VOCÊ NÃO FAZ IDÉIA, NÃO PODE NEM IMAGINAR COMO EU ME SINTO!
-COMO VOCÊ SE SENTE? – eu explodi pra cima dela também. – E COMO VOCÊ ACHA QUE A HINATA ESTÁ SE SENTINDO AGORA, HEIN?
Isso pareceu abalá-la, mas muito pouco.
-NÃO FALE O NOME DELA! – ela gritou, inesperadamente pondo as mãos nos ouvidos. – COMO VOCÊ QUERIA QUE EU PENSASSE NELA? COMO VOCÊ QUER QUE EU TENHA ALGUMA CONSIDERAÇÃO COM ELA? EU PASSEI METADE DA MINHA VIDA APAIXONADA POR VOCÊ, E AQUELA GAROTA CHEGA DO NADA E ROUBA VOCÊ DE MIM!
-ROUBA ELE DE VOCÊ? – Foi a vez de Sakura gritar. – PELO AMOR DE KAMI-SAMA, INO, O SASUKE-KUN NUNCA FOI SEU! NUNCA FOI DE NINGUÉM! ISSO NÃO PASSA DE UM CAPRICHO SEU, QUE NÃO ACEITA PERDER PRA QUEM QUER QUE SEJA...
-JÁ DISSE PRA VOCÊ NÃO FALAR COMO SE SOUBESSE O QUE EU SINTO, SAKURA! – ela chorava rios de lágrimas agora, tantas que eu quase ameacei a tentar sentir um nada de pena. Quase. – VOCÊ NÃO PODE NEM IMAGINAR O QUE EU SINTO! EU SÓ QUERIA ME SENTIR AMADA! E VOCÊ TEM O IDIOTA DO NARUTO, ENTÃO NÃO FAZ IDÉIA DO QUE É SE SENTIR PRESA EM UMA MULTIDÃO, CHEIA DE OLHARES DE COBIÇA SOBRE SI, E NADA DE UM SENTIMENTO VERDADEIRO!
Eu olhei para Naruto. Ele devolveu o olhar.
-Dá pra acreditar em uma coisa dessas?
-Ela me chamou de idiota. E olha que nem sou eu que estou tendo uma crise existencial por ser a mulher mais desejada de Kono... HA, BRINCADEIRINHA, SAKURA-CHAN!
-VOCÊ NÃO FAZ IDÉIA! – a Ino se empolgou, eu diria. Na minha opinião, ela estava fazendo um papel tão ridículo que eu nem conseguia sentir tanto ódio mortal agora. É claro, eu ainda iria matar o Kiba, mas primeiro eu iria rir muito da cara daquela loira primeiro. – EU SÓ QUERIA QUE ALGUÉM ME AMASSE, ME AMASSE DE VERDADE, QUE NÃO OLHASSE PARA MIM E VISSE SÓ UM CORPO BONITO PARA LEVAR PARA CAMA!
-E VOCÊ ACHOU QUE FAZENDO ESSA BAIXARIA, IRIA FAZER O SASUKE-KUN GOSTAR DE VOCÊ? FRANCAMENTE INO, VOCÊ É MAIS ESPERTA DO QUE ISSO!
Acho que eu vou deixar a Sakura brigar por mim.
-Pra falar a verdade, não. – Ino suspirou. – Mas o Sasuke-kun... O Sasuke-kun sempre foi o homem que eu quis que me amasse. É por isos que...
-Sabe, Ino... – eu cortei. – Antes eu estava com vontade de te matar, mas agora... Eu sinto pena de você.
Ela me encarou, surpresa. Por fim, abaixou os olhos, humilhada, segurou o lado do rosto que ainda estava marcado pelos dedos da Sakura e foi embora, sem dizer mais nada.
Naruto, Sakura e eu encaramos o cúmplice dela.
-Você tem alguma coisa a dizer em sua defesa, Kiba? – Naruto perguntou.
-Ainda acho que a Hinata-chan merece algo muito melhor do que...
Eu não deixei ele terminar a frase. Eu já estava de saco cheio daquela história. Por isso, acertei um murro em sua cara com força o suficiente para jogá-lo longe.
-Sasuke! – Naruto exclamou.
-Que foi? Eu disse que não iria matá-lo, não disse que não iria arrebentar o nariz dele.
-Seu... – começou o Inuzuka, se levantando e limpando o sangue do canto da boca. – Eu vou...
-Acho melhor você não fazer nada, Kiba. Você já fez demais pra uma noite.
Shikamaru estava vindo na nossa direção, com uma expressão nada satisfeita no rosto. Passou direto por nós e parou diante do Kiba.
-Se você visse o estado em que a Hinata-san estava, Kiba, acho que você morreria de tanto arrependimento.
Meu estômago revirou, e eu me senti envergonhado. Na minha ânsia por vingança, eu havia me esquecido da Hinata. Ela deveria estar me odiando.
A notícia dada por Shikamaru abalou a moral do Inuzuka que, imitando a Ino, foi embora de cabeça baixa, sem dizer mais nada. O Nara nos encarou, e suspirou.
-Meu, meu. Eu corri pra caramba achando que teria que recolheu os pedacinhos do Kiba e te impedir de matar a Ino, mas acho que eu não precisava ter feito o esforço.
-Você é quem pensa. – resmunguei. Agora todos os meus pensamentos estavam voltados para a Hinata. – Se o Naruto e a Sakura não tivessem chegado, eu teria matado aqueles dois.
-Ah, é. Falando nisso, onde está aquela problemática da Ino?
-Ahhh, Sakura-chan mandou ela pra casa com uma bela de uma marca na cara, datte bayo!
Sakura pareceu um pouco receosa com a resposta que Shikamaru daria ao saber que ela andou batendo em sua antiga companheira de time, mas ele pareceu não se importar.
-Eu estaria sendo cínico se dissesse que ela não mereceu. Eu vou falar com ela.
Ele estava se preparando para ir embora, mas eu o impedi.
-Shikamaru, espere! Você... Você viu a Hinata?
Ele crispou a boca.
-Vi. Ela está arrasada. Mas não se preocupe. – ele me tranqüilizou. – Shino-san está com ela, e a essa altura já deve ter explicado a situação para ela.
Ele sorriu e desapareceu, enquanto suas palavras me acalmavam lentamente. Nem tudo estava perdido. Nisso, eu senti uma mão em meu ombro e, ao me virar, me deparei com a Sakura, sorrindo complacente.
-Vá falar com ela.
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Eu encarava a palma da minha mão manchada de sangue como se ela me hipnotizasse. Aquilo não estava fazendo sentido. As crises haviam parado desde que eu comecei a tomar o remédio. Por que estava acontecendo de novo? Teria sido apenas a fadiga, tanto física quanto mental? Ou poderia ser algo pior?
Eu estremeci com a possibilidade.
-Estou chateado, Hinata-chan. Por que eu estou chateado? Por você não ter me contado isso antes.
-Ahh, me desculpe, Shino-kun. – eu sorri tristemente para o meu indignado amigo. – Mas eu esperava me curar e evitar esse tipo de incômodo.
-A sua saúde não é um incômodo, Hinata-chan. E você deveria levá-la mais a sério.
-Eu sei, Shino-kun, mas... Tem que me prometer que não contará para ninguém. Muito menos para o Kiba-kun.
Meu tom de voz saiu amargurado: Kiba-kun não seria capaz de calcular o quão decepcionada com ele eu estava. Mas isso era algo que eu guardaria apenas para mim.
Shino-kun me encarou demoradamente, mas acabou concordando.
-Se você prefere assim, Hinata-chan. E, é claro, eu suponho que esse pedido inclua o Uchiha Sasuke, não é?
-Principalmente ele. – eu admiti. Não posso nem imaginar como ele reagiria a uma noticias dessas. Ficaria chateado comigo por ter omitido algo tão importante? Me daria seu apoio? Me abandonaria? Essas eram dúvidas que eu jamais gostaria de ter.
-Nesse caso... Acho melhor dar um jeito nisso. – respondeu Shino-kun, apontando para minha mão ensangüentada. – Posso senti-lo se aproximando.
Eu senti um frio na barriga ao saber disso, e rapidamente limpei os resquícios de sangue na parte interna do meu casaco. Shino-kun se ergueu.
-Você está em boas mãos agora, Hinata-chan. Não se esqueça do que eu te disse.
-Onde vai, Shino-kun?
-Vou ter uma conversinha com o Kiba.
Eu senti meu estômago embrulhar, mas antes que pudesse pedir ao Shino-kun que não batesse no Kiba-kun, ele desapareceu. Só me restou continuar sentada naquele telhado, enquanto sentia o Sasuke se aproximando rapidamente de mim. O ritmo de sua corrida marcava o das batidas do meu coração, e eu fechei meus olhos, até senti-lo atrás de mim.
-Hinata?
Eu me levantei em um ímpeto e o abracei com força, afundando meu rosto na curva do seu pescoço e aspirando seu cheiro, enquanto seus braços fortes me mantinham presa junto a ele. E foi quando nós dois sussurramos ao mesmo tempo:
-Eu sinto muito.
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-Não me olhe com essa cara, Shino. Não to com saco pra isso agora.
-Posso imaginar o por quê.
Nós nos encaramos demoradamente. Eu sabia que ele estava muito, muito puto comigo MESMO. Shino não esperava que eu fosse mesmo fazer o que eu fiz. Eu mesmo não acredito no que fiz. Quero dizer, não vou dizer que eu me arrependo: ainda acho que o desgraçado do Uchiha não serve pra Hinata-chan, mas... eu não queria tê-la magoado, não mesmo. Isso porque, mesmo que ela não saiba, mesmo que o Shino não leve a sério, mesmo que seja unilateral...
-Eu gosto dela.
-Eu sei. Mas você tem um jeito estranho de demonstrar isso. – Ele não estava usando os habituais óculos escuros, e seu olhar era como um balde de água fria. – Ela ficou muito, muito mal mesmo.
-Eu sei.
-Sorte sua que o Shikamaru-san, Naruto-kun e a Sakura-san estavam lá, ou você estaria morto agora.
-Você está dizendo que eu...
-Não teria tido a menor chance sem o Akamaru lá, vamos ser realistas.
-Ora seu...
Shino suspirou, esfregando os olhos.
-Sinceramente... eu acho que você apanhou pouco.
Foi como tomar outro murro na cara. Foi quando eu me dei conta o quanto eu havia decepcionado meu melhor amigo.
-Acho que... Eu tenho que... Pedir... De-desculpas.
-Não tem que pedir pra mim. Tem que pedir pra ela.
Meu estômago afundou, atravessou a terra e desapareceu. Eu estava com muito, muito medo de encarar a Hinata-chan depois disso, e ver a decepção no olhar dela. Iria ser um golpe grande demais. Pra mim e pra ela.
-Onde ela está?
-Você não vai falar com ela hoje. Por que você não vai falar com ela hoje? Porque ela está com o Uchiha Sasuke.
Meu estômago voltou imediatamente para o lugar, e se contraiu.
-Você acha mesmo que ele vai fazer ela feliz? Ele nunca ligou pra ela, nem sabia da existência dela, só queria saber de arrastar quantas ele quisesse pra cama, e do nada ele só quer saber dela? Francamente, Shino!
-Kiba...
-Meu Kami-sama, Shino, ele matou o próprio irmão! Traiu nossa aldeia! Quase matou os melhores amigos! Ele fez todas as escolhas erradas! É para um cara desses que você quer entregar a Hinata-chan em uma bandeja?
-Nem eu nem você estamos entregando a Hinata-chan em uma bandeja pra ninguém, Kiba. Por que? Pura e simplesmente porque ela não nos pertence. Nunca pertenceu.
Não me lembre disso.
-É a escolha dela. Nós não poderíamos mantê-la para sempre em um pedestal, intocada do mundo. Deixe-a ser feliz, ainda mais agora que...
Ele travou. Suspeito, muito suspeito mesmo. Eu estreitei os olhos.
-Você está sabendo de algo que eu não sei? Aconteceu alguma coisa?
Ele hesitou.
-Não, nada.
Ah, claro. Como se eu fosse engolir essa. Mas eu ia deixar passar por hoje. Por respeito a Hinata.
Por que eu a amava.
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A lua cheia reinava majestosa no céu de Konoha, as estreitas ruas estavam cheias, a fumaça subia das casas de chá e todas as lâmpadas das entradas das lojas estavam acesas. Uma noite comum na aldeia. Mas era a primeira vez que eu a observava sentada no telhado de um prédio, ao lado de Sasuke e com a cabeça apoiada em seu ombro, enquanto ele me abraçava protetoramente.
-Eu realmente me sinto muito mal por ter sido tão severa com você. – sussurrei pela milionésima vez. Eu senti seu ombro se erguer quando ele suspirou profundamente.
-E eu realmente não quero que você se preocupe com isso. Foi a reação normal que qualquer um teria. – ele assegurou, começando a acariciar meus cabelos.
-Mas...
-Shhhhhh... – ele fez, apertando minha mão com força, enquanto beijava o meu cabelo. – Isso já ficou no passado, não vamos mais falar sobre isso.
-Mas... – eu tentei novamente, mas ele tornou a me interromper, dessa vez com um beijo intenso que me fez esquecer completamente o que eu ia falar. Ele explorou minha boca com vontade, sugando e mordiscando, com tanta urgência que me fez pensar se ele teria sentido medo de me perder.
Isso me deixaria muito feliz.
Quando a falta de ar foi mais forte do que o desejo de continuar o beijo, nós nos separamos, e ele encostou a testa na minha, enquanto acariciava a pele do meu rosto com o polegar. Eu nunca o vira tão carinhoso, e mais do que nunca eu queria acreditar que ele me amava.
Porque eu estava perdidamente apaixonada por ele. E eu só queria ouvir as mesmas palavras vindas dele.
-Hinata... – ele sussurrou, e meu coração acelerou, me fazendo ficar imóvel: seria agora...?
-S-sim? – sussurrei de volta, trêmula. Ele sorriu levemente, e se afastou um pouco, prendendo meus olhos contra aquela imensidão ônix.
-Você desperta o que eu tenho de melhor.
Eu não pude deixar de sentir um definitivo anti-clímax: não era o que eu esperava, mas já era um começo, ainda mais vindo dele. Talvez fosse cedo para esperar tais palavras dele; talvez eu só precisasse ser mais paciente. E assim sendo, eu iria me contentar com o que eu tinha agora, enquanto, aos poucos, aprenderia a confiar e a compreender o homem que agora havia, mesmo que ele não soubesse, conquistado o meu coração. Aquele episódio infeliz com a Ino-san e o Kiba-kun me deu a confirmação disso: eu não teria ficado tão abalada se não estivesse apaixonada por ele.
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Ele me imprensava com força contra a parede: uma de suas mãos estava entre os fios do meu cabelo, empurrando meu rosto pra junto do dele, enquanto me beijava com uma ansiedade tão grande que parecia que ele não me via há anos. Sua outra mão estava firme em uma das minhas coxas, já que minhas pernas estavam enroscadas nas dele. Minha mão esquerda escorregava pelo peitoral dele, enquanto a outra se ocupava em bagunçar seus fios loiros.
Meu Kami-sama, por que eu não me dei conta que era louca por ele antes?
Sua mão subiu para a minha cintura, enquanto seus lábios desciam para a pele do meu pescoço, se preocupando em me dar um chupão que fez o meu corpo todo se arrepiar.
-Naruto... – eu sussurrei.
Ele lambeu a curva do meu pescoço, até chegar a minha orelha. Eu me arrepiei desde a ponta dos dedos do pé até o ultimo fio de cabelo. Ele me abraçou com mais força, fazendo com que meu busto ficasse prensando contra o peitoral dele, e foi nessa hora que eu me dei conta o quanto aquela situação estava mexendo com nós dois.
-Sakura-chan... – ele sussurrou contra a pele do meu pescoço, enquanto começava a morder cada pedacinho dela, e meu único pensamento naquele momento era implorar que ele me jogasse naquele sofá e fizesse coisas nada inocentes comigo.
E foi nessa hora que o telefone começou a tocar.
Você só pode estar de brincadeira, né, Kami-sama?
-Naruto, eu tenho que atender. – murmurei sem vontade, enquanto ele ainda brincava com a pele do meu pescoço.
-Não, não precisa... – ele sussurrou, enquanto a mão dele escorregava para debaixo da minha blusa. É, ele tem razão, eu não preciso.
-Mas e se for importante... – eu sussurrei, usando o resto de sanidade que ainda me restava.
-E se não for... – ele sussurrou no meu ouvido, enquanto seus dedos brincavam com a pele da minha barriga.
-Mas e se forem os meus pais? – meu último suspiro fez com que ele parasse seus movimentos, enquanto aquele telefone irritante não parava de tocar. Muito a contragosto, Naruto suspirou derrotado e se afastou de mim, enquanto eu cambaleava na direção do telefone. – Alô?
-Sakura, minha filha, por que demorou tanto para atender? – era mesmo a minha mãe. Suspirei. Meus pais haviam viajado para comemorar o aniversário de casamento.
-Eu estava... ocupada, mãe. – até porque eu não iria responder a verdade, ou minha mãe teria um ataque. Dei uma olhada na direção do Naruto: ele estava de costas para mim, olhando através da janela, em uma obvia tentativa de esconder seu estado. Han. Como se eu não tivesse sentido. – Está tudo bem?
-Sim, querida está tudo ótimo. Está tão bem que eu liguei para avisar que seu pai e eu vamos ficar mais uma semana, ok?
Não era, exatamente, uma notícia ruim.
-Claro, mãe. Fiquem o tempo que quiserem.
-E como estão as coisas por aí?
Eu tornei a olhar para o meu namorado, que agora se ocupava em olhar minhas fotos de bebê. Isso sim é que era constrangedor.
-Nunca estiveram tão bem, mãe.
-Como assim? O que aconteceu?
Pelo timbre dela, eu senti que aquela conversa iria render.
-Mãe, eu tenho que sair para... Hum... Um treinamento especial agora, falo com você mais tarde.
-Está dispensando a sua mãe?
Basicamente.
-Olha mãe, eu tenho mesmo que ir. Falo com você mais tarde. Kissus, aisheteru, Jane.
E então eu desliguei.
-Ahh, Sakura-chan, coitada da sua mãe!
-Você não a conhece. Ela iria falar por horas seguidas. De qualquer forma, ela vai sobreviver.
Nós nos encaramos longamente. Eu ainda podia ver o desejo queimando naqueles olhos azuis, mas o telefonema inconveniente da minha mãe estragara o clima.
Antes que alguém pudesse falar ou fazer alguma coisa, eu ouvi o barulho de algo se quebrando, vindo do piso superior. Naruto e eu erguemos os olhos para o teto, como se assim pudéssemos ver o que estava acontecendo no andar de cima.
-Achei que não tinha mais ninguém em casa. – ele sussurrou.
-Mas não tem.
Cuidadosamente, subimos as escadas. Eu não sei se estávamos esperando encontrar alguém no andar de cima, ou se estávamos apenas imaginando coisas. Só sei que quando abrimos a porta do meu quarto, tudo estava em ordem, exceto pelo vaso de flores que eu costumava deixar no parapeito da minha janela, e que agora estava espatifado no chão. Suspirei, olhando para as cortinas que balançavam.
-Foi apenas o vento. – resmunguei, recolhendo os cacos do vaso e a planta e jogando-os no lixo. Em seguida, fui até a minha janela e a fechei.
No segundo seguinte, braços fortes me envolveram por trás, e eu inclinei minha cabeça, deixando meu pescoço em evidencia, enquanto Naruto sussurrava no meu ouvido.
-Eu quero você, Sakura-chan.
I lose control
Eu perco o controle
Sakura-chan era a única mulher que eu amei na vida, e as últimas semanas em que estivemos juntos foram as melhores que eu já tive. Mas nós já não éramos crianças, e o que eu mais queria naquele momento era torná-la mulher. Eu a desejava com todo o meu corpo e com toda a minha alma, e eu só esperava o consentimento dela para concretizar isso.
Because of you, baby
Por sua causa, baby
Eu sabia. Eu podia ver aquele desejo queimando nos olhos dele, podia sentir isso só de tocar o seu corpo. Porque era isso que eu queria também. E era o que aconteceria. Aqui e agora.
Eu me virei, segurei suas mãos com força e sussurrei uma simples palavra, olhando no fundo dos seus olhos.
-Sim.
I lose control
Eu perco o controle
Ninguém pode sequer imaginar o que eu senti quando eu ouvi aquela simples palavra. Uma alegria incalculável explodiu dentro de mim, juntamente com a vontade insana de jogá-la naquela cama e fazê-la ir até o céu. Aquele iria ser uma noite que nenhum de nós iria esquecer.
When you look at me like this
Quando você me olha desse jeito
Um sorriso maravilhoso se formou em seus lábios perfeitos, e sua mão direita acariciou o meu rosto, enquanto ele iniciava um beijo calmo, profundo e demorado, mas que ainda assim me deu uma sensação incrível.
Lentamente, muito lentamente, suas mãos começaram a percorrer o meu corpo: precisas, experientes, me tocavam exatamente nos lugares certos, me deixando com as pernas bambas, tanto que eu tive que me pendurar em seu pescoço. Mas eu não iria ficar tão a mercê dele: ah, não ia mesmo.
There's something in your eyes
Há algo em seus olhos
Eu senti as mãos dela caírem para a minha cintura, e começarem a subir lentamente, levando minha camisa junto, até que ela a arrancou e a atirou longe. Eu sorri.
-Não seja tão afobada, Sakura-chan... – sussurrei contra os lábios dela, enquanto descia lentamente para a pele do pescoço.
That is saying tonight
Que está me dizendo que é esta noite
Com aquelas simples carícias ele já estava me deixando louca, e eu não sabia mais por quanto tempo eu iria conseguir ter calma. Lentamente, ele abriu o zíper da minha blusa, e a fez escorregar pelos meus ombros, enquanto começava a beijar, mordiscar e lamber cada pedacinho da pele agora exposta. Ele próprio já não estava mais tão calmo, e depositava chupões com vontade na pele do meu busto, e a única coisa que eu consegui fazer era arranhar com vontade seu peitoral enquanto gemia manhosamente em seu ouvido.
I'm not a child anymore
Eu não sou mais uma criança
Aquela situação já estava me deixando louco, então eu a peguei no colo rapidamente e a levei até a cama, onde a depositei com cuidado. Eu não queria assustá-la, mas ela parecia até mais ansiosa do que eu, quando começou a me beijar de uma maneira intensa, e nossas línguas travavam uma verdadeira guerra por espaço em nossas bocas. Ela parecia extremamente interessada em tentar arrancar a minha calça com o pé, enquanto eu me preocupava em abrir o fecho do seu sutiã.
You and I
Você e eu
Minha corpo estremecia com as caricias que ele me fazia, com o atrito entre nossos corpos e com a simples perspectiva do que estava prestes a acontecer. Já não havia mais nada que nos separasse, nossos corpos estavam molhados de suor e nós queríamos cada vez mais: nos tocarmos, nos provocarmos, um incitando o outro, em caricias descontroladas, intensas e luxuriosas.
Were just made
Fomos feitos
Seu gosto, seu cheiro, seu calor... Nem no meu sonho mais louco eu poderia imaginar que tudo seria tão bom. Ela gemia e sussurrava palavras incoerentes no meu ouvido, puxava meu cabelo e deixava marcas na minha pele, enquanto eu me ocupava em morder cada mínimo pedacinho do seu corpo, e lhe proporcionar o máximo de prazer que alguém poderia sentir. Eu já não agüentava mais esperar, eu tinha que possuí-la: naquele exato momento.
To love each other now
Apenas para nos amar
Eu senti uma das mãos dele escorregando por entre as minhas pernas, e seus olhos buscando a autorização nos meus. Eu respondi mordendo com força o seu ombro, e sussurrando com o pouco de voz que ainda me restava:
-Eu quero ser sua.
Forever and a day
Para todo o sempre e mais um dia
E ela seria: minha apenas minha, para sempre.
I love you girl, I always will
Eu amo você garota, eu sempre amarei.
E aquela foi a noite mais maravilhosa da minha vida: eu fui ao céu e desci à Terra nos braços dele, meu melhor amigo de infância que se tornou o homem da minha vida.
Naruto.
I swear I'm there for you till the day I'll die
Eu juro que estarei lá para você até o dia em que eu morrer
Continua...
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E muito mais mal feito do que eu esperava, aí está: o décimo primeiro capítulo!
LEITORAS NÃO ME MATEM! Eu avisei que eu não tinha vocação nenhuma pra escrever hentai, por isso que essa parte naru/saku ficou essa porcaria. Eu juro que eu tentei, mas isso foi o melhor que eu consegui. Se eu tentasse descrever MAIS (se é que vocês me entendem) teria ficado HORRIVEL, podem acreditar.
XP
Enfim, vamos nós mais uma vez:
I – Eu odeio o Sasuke, mas até que fui boazinha com ele hoje. Eu odeio a Ino, então ela SE PHODEU! Não gosto do Kiba também, então ele que SE LASQUE!
II – I love Shino (S2)
III – Amo mais ainda o Shikamaru, por isso eu ressuscitei ele!
IV – A Hinata nem sofreu muito, viram?
V – Nenhuma vocação para hentai.
VI – Trechos vindos diretamente da música "You and I", do Scorpions. (Se o coitado do Klaus Meine soubesse onde foram parar as composições dele, ele morreria só para poder se revirar no túmulo).
XP
Agradeço a todas que responderam a minha (tosca) pesquisa de opniao. Mas, pra falar a verdade, eu nao estou pretendendo começar outra fanfic tão cedo, ao menos nao sozinha. Eu realmente gostaria de fazer uma fanfic do Yu Yu Hakusho, que é meu anime/mangá preferido, mas agora que o ano letivo está acabando, o meu tempo está ficando realmente apertado. Eu já até tinha planejado outra fanfic de Naruto (em que eu iria fazer casais totalmente incomuns), mas estou achando que eu não vou postar.
XP
Mais uma vez, eu fiquei entre a fogueira e a forca: ou eu respondia os reviews e atrasava o capitulo, ou eu postava o capitulo logo de uma vez. Assim sendo...
Só posso agradecer a essas pessoas que me fazem continuar escrevendo (apesar de que eu ainda não entendo o que elas vêem de tão bom aqui)
Amandy-san, Tilim, Ayumi diclonos, eumesmo42, Gabbi.x3, Elara-chan, Moniket, Po-chan – Yuki no Tsuki Hime, Akasuna no Luna e K-Pearl
Agradeço as leitoras antigas por continuarem acompanhando a fanfic. E para as novas, eu só posso dizer: "Welcome to the jungle". XP
Vocês ainda me fazem uma escritora mais baka e mais feliz!!
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Lalalalalalalalalalala... Destruíram a voz da Sra, Weasley e da prof. McGonagall no Harry Potter e o Enigma do Príncipe!!!
MEU KAMI-SAMA, EU ODEIO DUBLAGEM!!!
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Enfim, tendo postado esse capitulo feito às pressas (e portanto, de baixa qualidade), sendo negligente e não respondendo aos reviews, nao tendo feito tantos comentários retardados e dito a bobagem da vez (bobagem nada! EU ODEIO FILME DUBLADO! Já reparam que o Harry fica com uma voz fininha? Muito suspeito), eu vou me despedindo.
Arigatou, Kissus, e até a próxima.
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