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Capítulo Dez – Je T'aime

Quando saí da revista, passei o dia com minha sogra e com minha mãe. Foi legal, pude conhecer Esme um pouco mais. Saber mais sobre sua história. Além de, é claro, ela me contar sobre a infância de Edward.

– Eu sempre disse isso a ele – Esme sorriu. – Sempre disse que ele costuma ser certinho demais.

– Engraçado – sorri. – No nosso segundo encontro eu lhe disse a mesma coisa. Mas eu gosto que ele seja assim.

– Você que é um pouco louca, filha – minha mãe murmurou, bebericando um pouco de seu café.

Agora estávamos na cafeteria de Rosalie, quis levar minha mãe lá, para mostrar onde eu trabalhei por algum tempo.

– Ainda não acredito que minha filha virou modelo! – balbuciou.

– Muito menos eu, mãe. Tudo aconteceu de forma rápida… eu nem mesmo pensei direito quando me inscrevi.

Sorri, lembrando-me que havia me inscrito apenas para ficar mais perto de Edward. Os próximos minutos, nós passamos falando sobre o próximo feriado prolongado, no qual iríamos passar na América. Esme ficara feliz com o convite de mamãe, dizendo que seria um imenso prazer.

Ficamos conversando por um tempo, então resolvemos ir para casa, pois já estava ficando tarde e precisaríamos descansar, já que amanhã cedo eu e Edward levaríamos meus pais no aeroporto.

Despedi-me de Rosalie, que estava aflita, já que seu casamento aconteceria em poucas semanas, e ainda faltavam muitas coisas para serem preparadas. Esme deixou-nos no apartamento de Edward e foi para casa.

– Esme é uma mulher adorável – mamãe disse.

– É sim – concordei. – Estou morta de cansaço, será que papai e Edward já chegaram?

– Espero que sim – respondeu, enquanto adentrávamos o apartamento. – Vou tomar um banho, ok?

– Certo, eu também irei tomar um.

Deixei minha bolsa em cima do sofá e segui para o quarto. Tudo indicava que Edward ainda não havia voltado. Com um suspiro, peguei minhas coisas e adentrei o banheiro. O clima estava perfeitamente agradável para um delicioso banho de banheira, por isso abri as torneiras da mesma e joguei alguns sais de banho. Retirei minhas roupas, coloquei um roupão, e esperei que a banheira ficasse cheia – o que não demorou muito.

Retirei o roupão rapidamente e entrei na banheira, sentindo a água quentinha aquecer meu corpo. Há quanto tempo eu não tomava um banho de banheira mesmo? Sorri e fechei os olhos, apenas… aproveitando a sensação.

Meus pais iriam embora e eu ficaria mais alguns dias com Edward. Sozinha. Não sabia dizer o motivo de esses pensamentos terem feito meu corpo todo estremecer, mesmo que meu corpo tivesse completamente submerso na água quente. É claro que eu entendia as necessidades do corpo humano, sabia que Edward e eu um dia chegaríamos a fazer sexo, mas… será que estávamos realmente prontos para tal ato?

Balancei a cabeça e expulsei esses pensamentos de minha mente, caso isso acontecesse eu não ficaria criando expectativas, muito menos tentando formular alguma opinião para isso. Não iria me desesperar… quer dizer, eu sei o quão desejo Edward (não só sexualmente, mas sim de todas as formas possíveis. Seja para abraçar, conversar, beijar ou até mesmo ficar em silêncio ao seu lado), e eu sei que ele sente o mesmo. Bem, eu pude sentir pela forma que ele me beijou naquela cama… de qualquer forma se isso formesmo acontecer, eu apenas deixarei…rolar.

Isso. Sem expectativas, sem decepção. Não que eu esperasse me decepcionar com Edward, enfim… é algo complicado, no qual não quero pensar agora. Tudo irá fluir como tem que ser: espontaneamente.

Deixei todas essas discussões de lado e terminei meu banho, saindo da banheira e a esvaziando em seguida. Sequei-me rapidamente – já estava sentindo frio – e coloquei meu pijama; simples calças de moletom na cor preta, e uma regata branca com um pequeno detalhe de corações na borda esquerda. Sequei meus cabelos e escovei os dentes. Organizei tudo no banheiro e me peguei sorrindo… tudo culpa de Edward!

Conviver tanto assim com ele, estava me trazendo muitas de suas manias… daqui uns dias eu estarei até escutando músicas clássicas. Sorri novamente e apaguei as luzes do banheiro.

– Já disse que amo vê-la sorrir assim? – A voz soou, no mesmo instante que eu via Edward perto da janela, sorrindo para mim.

– Edward! – cantarolei indo ao seu encontro.

– Boa noite, Ma Divinité – sussurrou, pegando-me em um abraço e beijando-me rapidamente nos lábios. – Senti sua falta hoje… - sussurrou novamente, mas dessa vez contra meus lábios.

Abri os olhos para lhe encarar e dizer que também havia sentido sua falta, mas algo em seu olhar me impediu. Edward olhava de uma forma tão… diferente. Mas não diferente de uma forma ruim, era como se ele fosse capaz de pular na frente de uma bala apenas para salvar-me.

Senti um turbilhão de emoções tomarem conta de meu corpo e minha cabeça rodou um pouco. Ficar com ele era tão perfeito, tão especial, tão… único, que, de repente, senti medo de um dia isso acabar.

– Ei, ei… porque você está chorando? – indagou, e só então notei o quão meu rosto estava molhado. – Foi algo que eu disse?

– Desculpe-me – pedi rapidamente. – Eu só… - parei a frase, com medo de que ele me achasse uma idiota e o olhei ternamente. – Você já tomou banho?

– Sim – respondeu confuso.

– Deite-se comigo – pedi. – Preciso dormir abraçadinha com você. Saber que você é real.

Edward sorriu e levou-me até a cama, deitando-me e indo até a porta, trancando-a. Apagou as luzes e deitou-se ao meu lado, abraçando-me de frente para ele.

– Eu não sei os motivos que a fizeram chorar – disse, de repente. – Mas saiba que farei o que eu puder para que esse ato não se repita novamente. Eu farei de tudo, Bella, apenas para deixá-la a salvo. Seja do que for.

Eu podia responder, mas sabia que nado do que dissesse chegaria perto de suas palavras. Simplesmente alinhei-me mais ao seu peito e deixei minha respiração pesar-se.

– Está dormindo – observou. – Boa noite, Ma Vie.

Dessa vez fechei meus olhos e permiti-me dormir realmente. Tudo ficaria bem. Era apenas um medo tolo. Isso.

~x~

Acordei e notei que Edward ainda dormia ao meu lado, preguiçosamente saí da cama, de maneira que ele não acordasse e lhe dei um beijo calmo na testa. Fui para a cozinha e liguei para o restaurante meu restaurante favorito e pedi um maravilhoso café da manhã para quatro pessoas.

Enquanto o café não chegava, tomei um banho rápido e vesti uma roupa confortável; um vestidinho preto e cinza, sandálias com salto médio e amarrei meus cabelos em um rabo-de-cavalo alto.

Quando voltei ao quarto, Edward estava sentado na cama e olhava para uma foto, quando me viu, guardou-a rapidamente e veio ao meu encontro.

– Bom dia – disse. – Acordou cedo...

– Bom dia, Edward – sorri, dando-lhe um rápido selinho. – Acordei sim, estava ansiosa. Tome seu banho que o café já deve estar cheg…

Eu não consegui terminar de falar, pois fui interrompida pelo interfone tocando.

–…ando. Está vendo? Deve ser o café. Ande logo, pois não podemos nos atrasar.

Edward riu e balançou a cabeça levemente, indo em seguida para o banheiro. Saí do quarto e atendi o interfone, era o porteiro avisando que havia alguém do restaurante subindo.

Não mais do que cinco minutos depois, a campainha tocou e eu olhei no olho mágico, constatando que era o café. Abri a porta e entreguei o dinheiro ao funcionário, dando-lhe alguns dólares de gorjeta. Peguei a entrega e a coloquei na mesa, indo até o quarto que meus pais estavam. Dei umas batidinhas na porta e minha mãe atendeu, usando uma camisola azul.

– Bom dia, mãe – sorri. – Você e o papai precisam ser rápidos, certo? Temos que estar no aeroporto em menos de duas horas. Arrumem-se e venham que estou colocando a mesa para o café.

Não dei tempo para que ela me respondesse e voltei a sala de jantar, onde arrumei a mesa, colocando tudo o que eu havia pedido, nada a mais que alguns crepes, croissants, pães francês. Havia também um maravilhoso suco natural de laranja, café forte e cappuccino expresso.

– Nossa…

Dei um pulo de susto, ouvindo a voz de Edward atrás de mim. Virei-me e o encarei, ele estava perfeito, usando suas costumeiras roupas sociais. Ele veio até onde eu estava e segurou minhas mãos, puxando-me para um beijo calmo.

– Agora sim: bom dia, Ma Vie.

– Bom dia – ri, dando-lhe mais um beijinho, mas me afastando logo em seguida, já que comecei a ouvir passos.

Meus pais chegaram logo em seguida e sentamo-nos à mesa. Não conversamos muito, apenas degustamos do maravilhoso café que eu havia pedido e depois eles foram até o quarto pegar as malas.

Comecei a retirar a mesa, todavia Edward me impediu.

– O que foi?

– Não precisa limpar Bella.

– Certo, mas deixe-me apenas guardar o que sobrou e colocar os pratos e copos na pia.

– Tudo bem, eu te ajudo.

Com Edward me ajudando, fizemos tudo na metade do tempo, e depois ele ajudou meu pai a descer com as malas, enquanto eu e minha mãe escovávamos os dentes.

Tranquei o apartamento e fomos para o elevador.

No caminho até o aeroporto, trocamos algumas palavras sobre nossa viagem a América, e meus pais se mostravam bastante animados com isso. Edward prometeu que ficaríamos pelo menos duas semanas, e minha mãe adorou isso. Fizemos planos e mais planos, porém tivemos que nos despedir, pois o avião partiria logo.

– Estou feliz por você, querida – mamãe sussurrou em meu ouvido, enquanto eu a abraçava. – Edward a mudou de uma forma boa, você está se tornando uma mulher, meu bem.

Eu queria responder, mas apenas assenti e murmurei um 'obrigada'. Abracei meu pai e logo eles foram embora.

Edward abraçou-me pela cintura e voltamos ao carro, conseguindo chegar em tempo recorde à revista. Ele estacionou o carro no luar de sempre e fomos para o elevador.

Cada um foi para o andar que trabalharia e eu fui logo levada por um dos estilistas para fazer a prova das roupas para a próxima revista. Seria estranho dizer que eu estava amando esse trabalho?

De fato, é algo que eu nunca, em toda a minha vida, imaginei fazer, ainda mais com minha vida sendo tão instável. Cheia de constantes mudanças, seja elas de trabalhos, casas, cidades, países e até mesmo, continentes. Mas trabalhar como modelo despertava em mim, meu lado mais vaidoso.

Isso era bom, parecia não só me agradar, como parecia agradar Edward também.

Durante o dia eu não tirei fotos, fiquei apenas quatro horas experimentando roupas e tirando novas medidas. Quando já estava liberada, troquei de roupa e subi até o andar que Edward estava, escorei-me no batente da porta e fiquei admirando-o enquanto ele tirava fotos, sendo auxiliado por outra pessoa, que ditava as modelos às posições que elas ficariam.

Cerca de trinta e cinco minutos depois, ele estava liberado e veio ao meu encontro. Saímos juntos da revista e fomos para o carro. Pouco se passava das três da tarde.

– Então, o que o Sr gostaria de fazer agora? – indaguei.

– Não sei – pensou. – Podíamos ir ao café de Rosalie e depois vamos para casa, tenho um pedido e um comunicado a lhe fazer.

– Certo, mas agora estou curiosa – fiz birra.

Edward riu, e eu me pus a rir também. Escutar sua risada era tão contagiante, que era impossível não rir junto. Ele virou o carro na esquina e fomos para o café de Rosalie.

Infelizmente ele não estava lá, ocupada demais com seu casamento. Sentamos em uma mesa mais afastada e fizemos nosso pedido.

– Rosalie deve está pirando – comentei. – Apenas algumas semanas para o casamento.

– Bella, o casamento ocorrerá daqui uns quatro meses ainda. Não é tão pouco tempo assim.

– Ah, mas ela sequer achou seu vestido de noiva!

Edward concordou e nossos pedidos chegaram. Comemos em base a uma conversa agradável, fazendo planos para um futuro próximo.

– Falando em visitar meus pais – murmurei, limpando a boca. -, preciso ligar para o síndico do meu prédio. Preciso saber se meu apartamento está a salvo e sem riscos. Vou ter que comprar móveis novos – choraminguei.

– Eu não gosto que você toque nesse assunto – disse-me, fazendo birra. – Não gosto da ideia de você sair de perto de mim, que seja por poucas horas – terminou, encarando fundo em meus olhos.

– Eu t…

– Sh… não precisa dizer nada, depois resolveremos isso, certo? Por enquanto você ficará comigo e olharemos seu apartamento ainda hoje, se é do seu desejo, ok?

Assenti e lhe dei um selinho. Foi maravilhoso saber que eu não sou a única a ter medo de perdê-lo.

~x~

Chegamos ao apartamento e pouco se passava das seis horas. Depois de ficarmos quase uma hora no café de Rosalie, Edward ofereceu-se para me levar até meu apartamento e conversei com o síndico, querendo entender o que se passava com o prédio. Ele disse, que aconteceu algo no encanamento e as estruturas do prédio estavam abaladas, disse também que o seguro cobriria todos os móveis e bens que estavam nos apartamentos afetados, mas que demoraria umas duas semanas para que tudo ficasse pronto. Dei a ele o telefone da casa de Edward, e pedi que ele me mantivesse informado de tudo.

– Em que você tanto pensa? – A voz de Edward tirou-me de meus devaneios.

– Hm… nada. Estava apenas em uma discussão interna sobre meu apartamento.

– Fique calma, o síndico disse que ligaria. Não disse?

Assenti e ele puxou-me para mais perto, só então notei que o filme que estávamos vendo – O Fabuloso Destino de Amelie Poulain – estava chegando ao fim, e os créditos finais rolavam na televisão de Edward.

– Sabe o que eu queria? – indaguei, aninhando-me mais ao seu peito.

– O que?

– Que você me ensinasse a revelar fotos – sorri.

– Sério? – Um brilho lampejou em seus olhos.

– Claro. Acho magnífico o processo de revelação das fotos. Sempre tive curiosidade de aprender. Então, você me ensina?

– Sim. Claro que sim – abraçou-me de forma mais apertada. – Podemos aproveitar essa semana que teremos de folga, o que acha? É bom que você me ensina a falar inglês, uh?

– Perfeito – cantarolei. – Mas podemos começar amanhã? Estou um pouco cansada e tudo o que eu quero é curtir mais um filme. Dessa vez você escolhe.

~x~

Acordei e notei que Edward estava sentado ao meu lado, de costas para mim, olhando uma foto. Abracei-o por trás e encostei minha cabeça em seus ombros e espantei-me ao ver a foto.

– Essa sou eu? – indaguei.

Vendo a pose, as roupas e o ambiente, senti um lampejo em minha mente.

– Você se lembra desse dia? – indagou. – Foi o dia que eu a conheci… Eu estava tirando umas fotos de Alice, então você passou de repente. Desde o primeiro momento me encantei por você.

– Deus! – balbuciei. – Pensei que você não se lembrava… Eu… Como eu podia imaginar que você se lembrava de mim.

– Estranho seria se eu não lembrasse – sorriu.

Puxei seu rosto para o meu e o beijei de forma lenta. Céus! Como ele é perfeito para mim. Finalizei o beijo e o encarei intensamente.

– Eu t…

– Vou trocar de roupa, escovar os dentes e aí vamos ao seu estúdio para que você me ensine a revelar as fotos. Pode ser? – indaguei.

– Claro.

~x~

– Pronto – anunciei, adentrando o estúdio. – Estou pronta.

– Vamos começar então? Eu tenho esse filme aqui, e ele tem algumas fotos que eu tirei… confesso que algumas são fotos suas.

– Minhas?

– Claro, adoro tirar fotos suas quando você não está fazendo pose. Fica tão…

– Espontâneo?

– Isso.

Ele sorriu, e como eu estava com a câmera, bati uma foto sua. Sorri marota e ele maneou a cabeça, rindo novamente. Tirei mais uma foto e comecei a gargalhar.

– Ok, pare com isso – riu, enquanto eu tirava mais uma foto.

– Não, agora quero ter muitas fotos suas. Mas por hoje eu paro amanhã tiro mais – sorri.

– Tudo bem – concordou. – Agora, continuando… tem umas fotos do noivado de Rosalie, que Alice tirou e afins. Eu ainda não dei uma olhada geral, mas podemos começar com esse filme, que tal?

Assenti e Edward foi me explicando cada coisa.

– Isso aqui é o papel fotográfico – apontou para um papel que estava sobre a bancada. – Pegue aqueles três recipientes, por favor?

Fiz o que ele pediu e coloquei os recipientes na bancada.

– Agora derrame em cada recipiente, um desses líquidos, está bem?

Fui fazendo o que ele pediu, e ele foi me explicando a função de cada um dos líquidos. Sendo o primeiro chamado de líquido revelador – o qual a função era clara para mim -, o segundo era o líquido stop e por último o fixador.

– Pronto o que faço agora?

– Agora temos que verificar se toda a sala está lacrada, para que não entre nenhum feixe de luz.

Fizemos isso e depois rebobinamos o filme, colocando-o em um objeto chamadoespiral, logo depois começamos todo o procedimento, colocando as fotos no líquido revelador, depois no stop e, por fim, no fixador. Depois de tudo feito, lavamos os papeis em água corrente por alguns minutos e as colocamos em uma espécie de varal para que secassem. Não revelamos mais do que dez fotos, pois isso demoraria muito.

Terminamos tudo e lavamos os recipientes, guardando os produtos químicos e saímos da sala.

~x~

– As fotos ficaram lindas! – cantarolei, admirando-as.

– Perfeitamente lindas. Agora vem aqui, vem? – chamou, esticando os braços.

Sorri e deitei-me no sofá ao seu lado. Beberiquei um pouco de seu vinho e então lembrei-me de suas palavras ditas ontem.

– Ontem você disse que tinha algo para me dizer e algo para me pedir. Estou curiosa – disse.

– Ah, é mesmo! Quase me esqueci… é que bem, vou ter que viajar depois de amanhã. Vou para o sul da frança, fazer um ensaio para a revista, mas a boa notícia é que eu volto em dois dias.

– Ah! Que bom, honey – disse realmente feliz. Essa viagem abriria novas portas para ele. – E o pedido?

– O pedido era você me ensinar a falar algumas coisas básicas em inglês, mas isso eu te pedi ontem – explicou.

– Amanhã começaremos ok? – assegurei-o.

Ele assentiu e me puxou para um beijo.

~x~

– Edward! – resmunguei, vendo que ele estava no mundo da lua. – Você não está prestando atenção do que eu to fala…

Fui interrompida com ele me beijando. Suspirei e afastei-me.

–…ndo. Aposto que não gravou nada do que eu disse.

– Aprendi sim – queixou-se.

– Certo. Então me fale uma coisa que eu te ensinei hoje.

I Love you.

Parei diante de suas palavras e o encarei.

– Mas… eu não te ensinei isso.

– Eu sei.

– Então…

– Bella, eu não posso mais esconder isso. I Love you. Je t'aime. Eu te amo. Digo em quantas línguas você quiser. Digo o tanto de vezes necessárias para você ver que é verdade.

– Oh – balbuciei, colocando a mão em minha boca. – Eu o amo também, Edward. Céus! Eu te amo! Te amo…

Ele sorriu, e eu nunca havia visto um sorriso tão puro e verdadeiro como aquele. Deixei o caderno de lado e aproximei-me de Edward, o qual me abraçou ternamente, beijando-me logo em seguida.

Suas mãos acariciaram meus cabelos, descendo até o meio de minhas costas, onde ele segurou e ajudou-me a levantar, pegando-me no colo e levando-me até o quarto.

Deitou-me na cama e seguiu com os beijos por todo meu rosto. Acariciei seu rosto e abri os olhos, vendo-o ali, encarando-me da forma mais terna e carinhosa possível. Ele escovou minhas bochechas lentamente e eu suspirei, sentindo sua outra mão descer até a barra do vestidinho azul que eu usava. Edward retirou-o de forma lenta, e em momento algum, desgrudou nossos olhares.

Seu olhar passou pelo meu corpo, e eu pude notar seu olhar enquanto ele analisava meu corpo seminu. Não havia sinais de malícia ali. Tudo o que eu via no olhar de Edward se resumia a uma única palavra: amor.

Ajudei-o a retirar suas roupas, e quando ele estava apenas de cueca, voltei a beijá-lo. Pude sentir a mão de Edward deslizando pelo meu pescoço e indo de encontro ao fecho traseiro de meu sutiã. Ele o retirou e acariciou meus seios com carinho, encarando-me a todo o instante. Acariciei-lhe o peitoral e o senti tremer.

Edward desceu a mão pela minha barriga e eu arqueei o corpo, sentindo o toque áspero de sua mão indo de encontro ao meu ponto mais sensível. Arfei e entrelacei meus dedos em seu cabelo, dando puxadas leves.

Ele sorriu e me dei um beijo de leve no pescoço. Mordi seu ombro e acariciei suas costas. Minha calcinha foi deixando meu corpo e os lábios de Edward acompanhando minhas penas nuas.

– Edward… - chamei.

– Bella – sussurrou, sobrando seu hálito frio no ponto em que eu mais necessitava de prazer no momento.

Fechei os olhos, sentindo o toque quente de sua língua e segurei seus cabelos, prendendo-o ali. Recebendo meus protestos, ele afastou-se de mim e encarou-me, esticando o braço até algum local e tirou um preservativo de lá.

Ajudei-o a retirar a cueca e depois a colocar o preservativo. Edward voltou a se deitar sobre mim e eu fui relaxando as pernas, sentindo-o entrar em mim. Agarrei os lençóis e mordi meus lábios, fechando os olhos e soltando um gemido.

– Você pode, por favor, manter os olhos abertos enquanto eu me perco em você? – pediu. A voz rouca e engasgada de desejo.

Fiz o que ele pediu e o encarei, vendo-o movimentar sobre mim. Enlacei minha perna direita em sua cintura e o fiz ir mais fundo.

– Eu te amo tanto – murmurei, beijando seus lábios e sentindo os tremores ficarem mais fortes.

– Eu… eu também amo você – respondeu, mordendo meus lábios de leve e aumentando os movimentos.

Joguei a cabeça para trás, e Edward mordeu meu pescoço. Puxei seus cabelos e beijei-o nos lábios de forma apaixonada, sendo atingida pelo melhor clímax da minha vida.

~x~

Acordei sentindo um beijo molhado em minhas costas, e abri os olhos, dando de cara com um Edward completamente arrumado e segurando uma bandeja de café da manhã. Ele sorria lindamente e eu me sentei, tentando cobrir-me com o lençol.

– Bom dia, Ma Vie.

– Hm… - espreguicei-me. – Bom dia, Edward. O que temos aqui?

– Crepes, croissants, muffins, café, chocolate quente e suco de laranja. Eu mesmo preparei – sorriu orgulhoso.

– Nossa… não sei se conseguiremos comer isso tudo. Mas obrigada – sorri. – Porque você está vestido assim? – indaguei, vendo suas roupas.

– Infelizmente não poderei passar os próximos dois dias com você, Ma Vie. Tenho que viajar lembra-se?

Fiz um biquinho e ele prontamente beijou. Resolvi deixar a saudades para lá e comecei a apreciar o café da manhã que Edward havia preparado. Comemos praticamente metade do que ele havia colocado na bandeja e depois ficamos namorando um pouco.

– Eu tenho que ir – anunciou, olhando no relógio. – Sentirei saudades.

– Eu também. Venha eu te levo até a porta.

Enrolei-me ao lençol e fui com Edward até a porta do apartamento. ele enlaçou minha cintura e puxou-me para um beijo cheio de significados.

– Se cuida, ok? – implorou, olhando no fundo de meus olhos. – Qualquer coisa me ligue. Eu volto domingo à tarde, certo?

– Tudo bem. Eu ficarei bem. Eu te amo.

– Eu também te amo.

Demos mais um beijo e com isso ele se foi, levando consigo parte de meu coração.

~x~

O final da sexta se passou de forma lenta e tediosa. Fiquei apenas assistindo alguns filmes e no final da noite Edward havia me ligado e ficamos conversando por alguns minutos.

Já no sábado, aproveitei o dia livre e fui dar uma volta pela cidade. Edward e eu não nos falamos no sábado, mas eu estava feliz, pois sabia que o veria amanhã. Eu não fazia ideia de como o encararia, não depois de tudo o que compartilhamos.

Finalmente a ficha havia caído e eu acreditei que havíamos feito amor.

Sorri. Talvez… talvez eu pudesse fazer uma surpresa a ele. Mas eu não sabia o que fazer.

– Quem sabe eu não tenha alguma idéia enquanto durmo? – murmurei comigo mesma. – Isso.

Sorri e deitei-me na cama. Eu mal poderia esperar pelo dia de amanhã.

~x~

Acordei cedo no domingo. Eu havia tido um sonho maravilhoso na noite de sábado, embora o mesmo tenha se tornado um pesadelo no final. Mas eu decidi usar parte do sonho como minha surpresa para Edward.

Ele chegaria dentro de poucas horas e eu já estava começando os preparativos. Havia retirado o sofá do quarto, deixando a vista livre para a janela, onde veríamos a Torre Eiffel, e virei à cama em direção a mesma.

Peguei as pétalas que havia comprado e as joguei sobre a cama e algumas sobre o chão. Peguei também algumas velas aromatizadas e as espalhei pelo quarto, tomando cuidado para não deixar perto de lugares que poderiam ser facilmente incendiados.

Fui até o estúdio e peguei as fotos que havia revelado, espalhando-as pelo chão e seguindo um caminho até o quarto. Mordi o lábio e vi que havia esquecido a foto de nós dois que eu colocaria na porta. Dei uma rápida olhada no relógio, eu ainda tinha uma hora.

Corri até o quarto e troquei de roupa, colocando a camisola roxa que eu havia comprado. Acendi as velas e liguei a música. Peguei um papel e escrevi:

Siga as fotos e encontre o tesouro!

Bella.

Deixei o papel sobre a mesa e fui para o estúdio revelar a foto para pregar na porta do apartamento e me esconder no quarto. Peguei os recipientes que colocaria os três líquidos e comecei a derramá-los.

– Droga – murmurei vendo que estava faltando o líquido fixador no pote. Mordi os lábios e vi que na ponta da prateleira havia um pote. Sorri e estiquei na ponta dos pés para pegá-lo.

– Só mais um pouquinho… - sussurrei, esticando o braço e conseguindo tocar o vidro com a ponta dos dedos.

Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas o vidro virou sobre mim e um líquido amarronzado derramou em meus olhos. A última coisa que eu senti, foi um baque em minha cabeça, antes de tudo ficar escuro e eu apagar definitivamente.

~x~

Wow. Não me matem (ainda) por isse final hahaha Ai a Bella caiu desmaiada e o Edward está viajando... o que será que vai acontecer, uh? Comentem que eu volto rapidinho.

Bjs