Olá, eu voltei. Espero que gostem. E Obrigada pelos comentários! ;)

Severus estava planejando matar Lupin. Não uma morte rápida, mas algo lento e meticuloso, talvez um veneno exótico na mata-lobos. Tudo isso porque Lupin (já não mais Remus), era o responsável por sua miséria, graças ao lobo subnormal, ele tinha ido passear com Black e os meninos, e agora ele estava na primeira página da revista Coração de Bruxa, como um possível namorado do herdeiro da fortuna Black. Ele iria matar alguém antes do fim do café da manhã.

- Bom-dia Severus, por que essa cara logo de manhã? – Abraxas perguntou, chegando para tomar seu café.

- Estou planejando um assassinato. – Severus disse, calmamente.

- De Black? Não acho prudente, a mídia te chamaria de amante rejeitado ou coisa pior. – Abraxas disse, prático como sempre.

- Não dele, do lobo. Foi culpa dele que eu fui fotografado passeando com esse vira-lata, e depois que dançamos naquela festa o mundo mágico decidiu que ando atrás do pulguento. Como se isso fosse possível. – Severus disse, com desprezo.

- O que te deixou de mau humor para fazer ameaças logo de manhã? – Lucius perguntou, se sentando.

- Coração de Bruxa. – Abraxas disse, entregando a revista para o filho.

Lucius leu a matéria e comentou:

- Essa foto te desmerece muito, eu pediria uma idenização só por isso.

- Eles me fazem parecer uma debutante desesperada correndo atrás das calças do Black e você está preocupado com a foto?

- Claro, porque ser associado a Black é menos preocupante que uma foto ruim.

- Na minha opinião sim. – Lucius disse. – Podia ser pior, pelo menos ele não é Hufflepuff.

- Por favor filho, eu estou comendo. – Abraxas protestou com cara de nojo.

Remus apareceu nesse momento, com grandes olheiras e cara de cansaço.

- Pelo visto, eu não preciso matá-lo. Você fará isso sozinho, exaustão sexual. – Severus disse, olhando para Lucius.

O loiro fez um gesto de desdém.

- Não me culpe, ele esteve a noite toda com Black e uns amiguinhos.

- Deixando meu filho sozinho para ir para a farraa, Lupin? Isso não é bom. – Abraxas disse, com aquela calma assustadora.

- Oh sim, foi uma farra tremenda. Os dois dementadores e a criação de bichos-papões foi muito divertida. – Remus respondeu, sorrindo.

- Parece uma festa pra mim. – Abraxas disse, mais relaxado. – O que foi fazer lá?

- Sou especialista em Defensa contra Artes das Trevas, fui como consultor para o Departamento de Aurores e desfiz um par de maldições desagradáveis antes que eles pudessem entrar, depois fiquei pra ajudar a capturar os bichos-papões.

- Ele quer trabalhar fora. – Lucius reclamou. – Mas alguém precisa ficar e cuidar dos meninos.

- Draco sempre foi cuidado pelos elfos. – Remus disse, suavemente.

- Mas os termos da guarda de Harry…

- Você já preparou a petição para mudar os termos depois que Sirius fez o velho ser destituído como testamenteiro dos Potter. Eu vou sair para trabalhar Lucius, não gosto de ser sustentado.

Lucius odiava quando Remus continuava calmo e sereno enquanto ele queria brigar. Por que ele tinha que ter saído com o leão zen?

- Faça o que quiser. – O loiro terminou por dizer, saindo da mesa.

- O que isso quer dizer realmente? – Remus perguntou a Severus e Abraxas.

- Resumindo? Para fazer o que ele quer a menos que queira dormir sozinho por um tempo. – Severus traduziu.

- Me lembro de James dizendo que namorar homens era mais simples que namorar mulheres. Ele era um idiota. – Remus comentou, sorrindo.

- Ele certamente nunca namorou um Malfoy. – Severus disse.

- Isso teria sido interessante. – Remus disse, pensando no cenário.

- Genes de Gryffindor? Nem pensar. – Abraxas disse, com uma careta de asco.

Remus riu, ele preferia não lembrar ao sogro que apesar de não ser descendente de Gryffindor era membro dessa casa.

X~X~X

Sirius era um bom auror, o melhor de sua geração na opinião de Moody. James teria sido bom e com tato político para ser o Chefe, mas Sirius era puro instinto. Ele podia dizer isso enquanto observava seu pupilo posicionar um par de novatos para a operação. Aquela era uma missão que praticamente todo auror queria, ninguém no departamento gostava de pedófilos, eles eram piores que comensais na opinião geral. Sirius tinha descoberto que tinha uma rede de troca de fotos e pequenos escravos trouxas na Inglaterra Mágica, mas pretendiam terminar com isso hoje. Pelas informações da seção de vigilância, alguns dos participantes ingleses iriam ter uma festinha no porão da Casa dos Gritos. Moody tinha um mau pressentimento sobre isso, esse lugar era muito perto de Hogwarts para seu gosto, os alunos frequentavam aquele povoado e ele pretendia ter uma conversa com Dumbledore sobre segurança.

- Já está tarde, todos devem ter chegado. – Sirius disse, aparecendo silenciosamente a seu lado. – Vamos entrar agora, você vem?

- Não, fico com os novatos e se algum escapar, estaremos aqui. – Moody disse, querendo também que aquilo acabasse, antes do amanhecer de preferência.

- Cobrimos a saída no Salgueiro Lutador? – Sirius perguntou.

- Pedi ao professor de Defesa desse ano para ficar a postos, é um antigo auror.

- Bom. – Sirius disse, com um sorriso predatório. – Agora, vou prender alguns pervertidos.

- Faça como eu ensinei.

- Rápido, eficiente e limpo. – Sirius recitou.

Moody ficou extremamente orgulhoso quando poucos minutos depois, ouvia os gritos dos homens na reunião. Entrar e prender os magos levou menos de quatro minutos, depois, ele descobriu que era mais fácil dominar um mago que estava mais preocupado em vestir as calças do em que usar a varinha. Os aurores foram arrastando os presos para fora da Casa dos Gritos e aparatando na Central, ele conhecia alguns dos caras, trabalhadores burocráticos do Ministério, mas o que fez seu estômago revirar foi Argo Filch, aquele homem trabalhava em Hogwarts.

- Esse vai ser um dia de merda. – Moody disse, pensando nas complicações que essa prisão iria trazer.

- Por que? Nós prendemos os caras. – Um novato disse, ganhando um rosnado de Moody.

- Sim, e o Conselho Escolar vai ter filhotinhos quando souber que Hogwarts empregava um pedófilo. Vai ser o escândalo do ano isso sim.

- Então… não deveríamos prendê-lo? – O novato perguntou, confuso.

Moody bufou e deu um soco na cabeça do garoto.

- Prendemos todos os caras maus, sem exceções. Mas, às vezes, isso vai abrir a caixa de Pandora, entendeu?

- Sim, mas sr.? Filch cuida de algumas detenções… prefiro ter políticos em maus lençóis do que crianças com esse tipo de cara.

- Esse é o espírito garoto. – Moody disse, dando-lhe um tapinha amigável no ombro, que o fez tropeçar para a frente. – Mais tempo no ginásio rapaz, precisa de músculos.

- Sim senhor. – O novato, John era seu nome, respondeu, esfregando o ombro dolorido.

X~X~X

Remus e Lucius estavam sem se falar. Para ser mais específico, Lucius estava bravo com Remus e não falava com o lobisomem, que tinha decidido esperar calmamente até a birra do loiro passar. Mas, como eles eram os responsáveis diretos pelos meninos, era difícil para Lucius ignorar o lobo adequadamente, principalmente quando Draco queria passar um tempo na piscina.

- Papai! Você não vem? – O loirinho chamou-o.

- Não agora dragãozinho, daqui a pouco. – Respondeu de seu lugar numa espreguiçadeira.

Remus lançou-lhe um olhar divertido. O lobisomem estava na água com Draco firmemente seguro em seus braços. Era uma cena que agradava Lucius.

- Sua mãe enviou uma carta e um presente. – Lucius disse, se lembrando da missiva que tinha chegado essa manhã.

- Presente! – Draco bateu palmas.

- O que me lembra que o aniversário de alguém está chegando. – Lucius cantarolou.

- O meu! – Draco disse, animado. – Vamos ter festa, não vamos papai?

- Festa? – Harry perguntou, deixando de bater as perninhas na água.

Lucius olhou para o moreninho sentado na beira da piscina.

- Sim, vamos fazer uma festa de aniversário para Draco.

- Oh. – Disse o menino, com uma expressão estranha.

- E claro, vamos fazer uma festa brilhante para você no seu aniversário também. Vou até convidar os pobrezinhos Weasley.

- De verdade? – Harry perguntou, animado.

- Palavra de Malfoy.

Harry sorriu e foi dar um beijo molhado na bochecha de Lucius, que sorriu para o menino.

- Eu vi isso. – Remus disse, ajudando Draco a flutuar na água.

Lucius ignorou-o, e era bom o lobisomem não sair por ai espalhando sobre como ele trataba bem o menino Potter.

- Remus! Saia daí e venha me dar um beijo. – Sirius Black disse, aparecendo na área da piscina, muito atraente em seu uniforme de auror.

- Por que eu deveria? – Remus perguntou. – Draco é uma excelente companhia.

- Porque você me ama e eu mereço. Adivinha quem eu prendi? – Continuou Black, muito animado, se abaixando para pegar Harry no colo.

- Não faço ideia. Quem? – Remus perguntou, colocando Draco na beira da piscina porque ele queria brincar com Sirius também.

Sirius estava mais preocupado em jogar Harry para cima e fazer o menino rir do que responder ao amigo, depois foi a vez de pegar o "loirinho" e girá-lo no ar.

- Você está realmente feliz. – Remus observou.

- Sim, prendi Filch e um bando de… homens maus como ele. Onde está um beijo? – Sirius provocou.

Remus arregalou os olhos, e se aproximou emocionado do amigo.

- Mantenha as mãos longe Black. – Lucius grunhiu. – Beijos estão fora de questão.

- Mas eu preciso de um beijo de comemoração. – Sirius reclamou, e Draco que ainda estava em seu colo, estalou um beijo em sua bochecha.

Os risos foram generalizados depois disso, e foi assim que Abraxas e Severus os encontraram.

- Por que está confraternizando com o inimigo, Lucius? – Severus perguntou.

- Amor, isso não é modo de falar com seu namorado. E eu adoro quando você veste preto para me seduzir. – Sirius provocou-o.

- Dê-me meu afilhado para eu poder te amaldiçoar adequadamente. – Severus disse.

- Está ficando louco? – Sirius perguntou, abraçando-se ao loirinho. – Fique aqui e me proteja Draco, seu padrinho quer me enfeitiçar.

- Você me trouxe rãs de chocolate? – O menino perguntou, muito sério.

- Eu vim do trabalho, não tive tempo, mas…

Antes que ele pudesse terminar, Draco tinha estirado os bracinhos para o avô, que o tirou dos braços de Black. A próxima coisa que Sirius sabia, era que tinha voado para dentro da piscina.

- Draco! Isso foi maldade. – Black reclamou, tossindo.

Longe de se sentir culpado, Draco correu para a beira da piscina.

- Me segula!

Lucius horrorizado, viu como seu herdeiro pulava para os braços de Sirius Black e Harry fazia a mesma coisa, indo parar nos braços fortes de Remus. Black parecia à vontade o suficiente para fazer sua túnica oficial desaparecer para ficar na água com os meninos.

- Esses dois malditos vão transformar os meninos em leõs desmiolados. – Abraxas chiou, estremecendo de desgosto.

- Eu vou ter que dar um jeito nisso. – Severus resmungou.

- Vou matá-los, isso resolveria. – Lucius disse, de mau humor. – Mas Black é útil, prendeu os pedófilos e o squib nojento. Isso vai me ajudar com o Wizengamot quando eles analisarem a revisão dos termos da guarda de Harry.

- E não são exatamente ruins de olhar, se querem minha opinião. – Abraxas disse, olhando apreciativamente para Remus e Sirius usando sungas.

Lucius gemeu em desgosto, seu pai era um descarado e Severus só ficou calado, Black tinha recuperado boa parte de seu físico e estava pecaminosamente molhado e alegre. Ele definitivamente precisava de um namorado, porque pensar em Black como algo atraente só podia ser falta de boa companhia.

X~X~X

Remus saiu com Sirius naquela noite. Os dois se encontraram na Caldeirão Furado.

- O loiro controlador te deixou sair? – Sirius provocou.

- Ele está bravo por causa das minhas consultorias para o Corpo de Aurores. Ele preferiria que eu ficasse em casa com os meninos.

Sirius fez uma careta depois de dar um gole em seu uísque de fogo.

- Ficar em casa soa muito entediante, mas e os meninos?

- Os elfos vão estar lá, e Abraxas passa mais tempo mimando os meninos do que trabalhando em seus negócios, se quer saber.

- Ele é estranho. Pensava que ele seria mais como meu pai. – Sirius disse, distraidamente.

- Não, ele é um bom homem. Manipulador, vingativo e perigoso ás vezes, mas um cara legal.

Sirius riu.

- Essas serpentes te tem na palma da mão.

- Ei! Não sou eu quem saí na Coração de Bruxa passeando bem pertinho de uma serpente.

- Ele estava perto para poder me enfeitiçar discretamente. – Sirius reclamou. – Ele sabe muito mais feitiços desagradáveis agora, fiquei dias com aquelas bolhas na mão. Ele é muito malvado, era só uma alisadinha de nada.

- Por favor, me diga que não estava apalpando Severus Snape. – Remus disse, chocado.

Sirius deu de ombros.

- Ele só usa túnicas pretas que não me ajudam em nada, sou curioso. – Sirius deu de ombros.

- Você gosta dele.

- Claro que não! Só porque ele tem uma bundinha atraente não quer dizer que eu goste do cara. – Sirius protestou, virando o resto de sua bebida.

- Não, mas você o perseguiu por anos.

- Porque ele era um seboso intrometido.

- Sim, porque ele dava mais atenção a Lily do que a você.

- Isso não é verdade! Eu prefiro caras bonitos ou mulheres com boas curvas. – Sirius afirmou emburrado.

- Então, não vai te incomodar que ele tenha saído com Lorde Antonhy, certo?

- Ele fez o quê? – Sirius praticamente gritou. – O cara é um pervertidinho.

- E você não?

- Bem… sim, mas Antonhy é pior. E depois fica se vangloriando no Clube.

- Clube? – Remus perguntou, meio perdido.

- Sim, os sangue-puro tem um Clube. É um lugar cheio de homens bebendo, jogando cartas e tendo sessões de massagem ou sauna.

- Soa um pouco esnobe.

- E é, mas as massagistas são mágicas, e é uma tradição.

- Desde quando você é tradicionalista?

- Desde que há bruxos nus numa sauna. – Sirius disse descaradamente. – Eu estava preso, sem sexo por um longo tempo. Estou carente.

- Você precisa de juízo. – Remus disse, num tom paternalista.

- Esse favor que você me pediu não é exatamente de um cara conservador. – Sirius disse, passando uma caixa encolhida para o amigo.

- Eu sou um cara conservador, e tradicional.

- Certo, porque colocar uma coleira no namorado é muito conservador. – Sirius zombou.

- Se você é um lobisomem isso é muito suave. Fenrir me chamaria de pudico.

Sirius fez um esgar de desgosto.

- Desculpe, esqueci do nosso acordo.

- Eu sei que ele não foi um mau alfa pra você, mas ele foi um criminoso de guerra que desfrutava imensamente em retalhar aurores.

- Eu sei, por isso é um assunto proibido. – Remus disse, ele entendia o dilema de Sirius.

- Ok… então, será que Snape sabe dos costumes pouco ortodoxos de Antonhy?

- Se não souber e não quiser participar, Severus pode se defender muito bem sozinho.

- Claro, claro…

X~X~X

Lucius ainda estava fazendo birra com Remus, mas não tinha expulsado o lobo do quarto, só não fez sexo com ele depois de ficar passeando de maneira muito sexy, isso era um castigo depois de tudo. Lucius era um provocador, e estava indo para o quarto só de roupão depois de um banho relaxante. Viu Remus deitado na cama com um livro e se dirigiu a sua penteadeira, soltou os cabelos do coque frouxo que tinha usado durante o banho e soltou o roupão.

- Precisa de ajuda com a loção? – Remus perguntou.

- Planejando alguma coisa? – Lucius retrucou.

- Talvez te dar algo que mandei buscar depois da nossa primeira noite.

Draco era definitivamente filho de Lucius, porque os dois ficavam igualmente animados com a perspectiva de presentes.

- Me dá! – Lucius ordenou, estendendo a mão.

- Mas não é assim que funciona gatinho.

Lucius fez um beicinho.

- Eu aceito jogar, mas eu não quero foder.

- Posso usar as mãos? – Remus perguntou.

- E a sua boca se for o caso.

- Sistema de cores, ok?

- Bom. – Disse Lucius se levantando e caminhando para a cama.

Remus pegou o pote da loção de pele de Lucius. Severus poderia ser especialista em produtos de beleza pela quantidade de coisas que ele produzia para o loiro.

- Tire esse roupão do meu caminho. – Remus demandou.

Lucius deixou a seda escorregar de seus quadris e foi engatinhando até estar entre as pernas do lobisomem. Remus mordiscou seus lábios antes de virá-lo, deixando-o de costas para ele, seus cabelos foram jogados por cima de seu ombro, deixando as costas livres. A próxima coisa que ele sentiu foi o creme gelado caindo ao longo de suas costas, fazendo-o se arrepiar. Remus era bom com as mãos e terminou massageando seus ombros de forma que o fez suspirar de prazer.

- Deite-se. – O lobo ordenou.

O loiro não demorou em cair de barriga para baixo, de modo que logo, estava ganhando uma massagem completa em suas costas, ele praticamente ronronou quando Remus começou a usar os polegares para massagear a linha de sua coluna.

- O que eu disse? Um gatinho manhoso. – Remus disse junto a seu ouvido.

Lucius não iria retrucar, porque provavelmente iria ganhar um par de mordidas como castigo, e ele não queria ficar marcado… ainda. Deixou-se virar pelo lobo e não estranhou quando ele espalhou loção por todo seu peito, para logo massageá-lo inteiro, nunca baixando além da linha de sua cintura. O lobisomem estava muito inspirado naquela noite, porque o fez se contorcer com carícias em seus mamilos. Lucius praticamente estava implorando por um contato mais efetivo quando Remus começou a beliscar e puxar os mamilos que tinha endurecido com suas carícias circulares. Lucius gemeu lastimosamente, sentindo-se endurecer rapidamente, principalmente porque o lobo era metódico, e não se cansava de puxar e beliscar, até deixar os mamilos rosados de Lucius inchados e numa cor muito mais escura que o normal.

- Você vai ficar ainda mais bonito quando eu terminar com isso. – Remus disse.

Lucius ia replicar, mas Remus colocou um dedo em seus lábios.

- Gatinhos não falam, eles gemem e ronronam. – Remus disse, puxando-o para seu colo.

O loiro sorriu ao imaginar o que o lobisomem queria fazer. E ele não se importava de ser o gatinho mimado de um grande lobo mau, nem um pouco. Quando Remus deslizou os dedos por seus cabelos, ele gemeu de prazer, e quando o lobisomem convocou sua escova e começou a pentear os fios ele pensou que deveria se casar amanhã com o bastardo. Poucas pessoas sabiam pentear cabelos adequadamente, e isso era de alguma forma incrivelmente excitante. Remus era paciente e deslizava os dedos depois da escova, se preocupando em massagear seu couro cabeludo, e ele realmente poderia ronronar de prazer ali.

- Bastardo habilidoso. – Ele murmurou, de olhos fechados, mal se dando conta de que tinha dito o pensamento em voz alta.

Os movimentos de Remus pararam.

- Estamos um pouco distraídos hoje, certo? Talvez você precise de mais estímulo para se comportar.

Lucius não protestou quando Remus virou-o em seu colo, ele afundou seu rosto num dos travesseiros, sabendo perfeitamente o que viria depois disso. Em vez da mão do lobisomem alisando sua bunda, ele sentiu o cabo de prata de sua escova de cabelos.

- É uma linda escova que você tem aqui. – Remus disse, calmamente.

Lucius respirou fundo, sua escova era de prata, pesada e linda, com entalhes de runas. Uma obra de arte que seria usada para espancá-lo, ideia que o fez se mover inquieto no colo do lobisomem, esfregando sua ereção sobre a coxa musculosa de Remus. O golpe seco da escova em sua pele aveludada o fez chiar, ele apertou os lençóis quando o segundo golpe o fez tensionar todo o corpo. Remus continuou espancando-o, ignorando a forma como ele se esfregava descaradamente em sua coxa, ou o fato de que estava choramingando abertamente. O lobisomem só pareceu satisfeito quando Lucius já sentia seu traseiro quente e palpitando, então, em vez da escova, ele tinha a mão levemente calejada de Remus acariciando sua bunda.

- Tão vermelho e quente. – Remus murmurou.

Lucius sabia que quente ele estava, mais ainda quando seu amante pegou uma caixa que estava na mesa de cabeceira e abriu. Ele sentiu algo delicado e suave ser arrastado de sua perna até a pele lastimada de sua bunda, ele se virou e viu um plugue com uma cauda aveludada branca. Ele gemeu quando Remus murmurou um feitiço de lubrificação, seu buraco agora estava molhado e sendo sondado por dois dedos do lobisomem. Ele amava o quão rude e atencioso Remus podia ser ao mesmo tempo, o lobisomem era um provocador também, e fodeu-o lentamente com os dedos, até tê-lo ofegante e ter seu pijama molhado com a fricção de sua ereção nele. Quando estava pronto para pedir para ser devidamente fodido (quem liga se ele quer trabalhar fora?), Remus tirou os dedos de dentro dele e deslizou sem prévio aviso o plugue, fazendo-o gemer longamente e contrair seu canal em volta do brinquedo.

Remus sorriu quando Lucius se arqueou e gemeu, abrindo mais as pernas, provavelmente querendo ser estimulado com o plugue, mas ele não ia conseguir nada disso, por enquanto pelo menos. O lobisomem sorriu quando fez o loiro se sentar, ele agarrou a ereção palpitante de Lucius e usou o polegar para acariciar a ponta, bem devagar.

- Eu disse que ia conseguir uma coleira bonita para o meu gatinho, não disse? Quer vê-la?

Lucius gemeu, ele queria que Remus colocasse as mãos para trabalhar e que o masturbasse, não queria bater papo, e como não podia reclamar em voz alta, chiou insatisfeito e moveu os quadris. O lobo riu de sua inquietação e tirou a coleira de dentro da caixa. Era de couro vermelho, muito brilhante e chamativo, tinha um corte em "v" e um guizo pendurado nela, era linda. O loiro sempre gostou de ter coisas bonitas, por isso, fez um som de satisfação quando Remus tirou seu cabelo do caminho e colocou a coleira em seu pescoço. A magia fez com que ela se ajustasse e ficasse exatamente no lugar.

- Meu lindo gatinho. – Remus murmurou no ouvido de Lucius.

Lucius se arrepiou quando a voz rouca do lobisomem enviou vibrações por seu corpo. Ele ficou extremamente satisfeito quando sentiu a mão forte de Remus agarrando sua ereção, movendo a mão preguiçosamente para cima e para baixo. Lucius sentiu seu membro endurecido palpitar ainda mais forte e empapar a mão que o acariciava, não demorou para o loiro estar ofegante e ansioso por um toque mais forte, por isso, ele gemeu inconsolável quando um anel de couro vermelho, combinando com sua coleira surgiu na base de seu pênis, num bonito contraste com a pele extremamente pálida e os pelos suaves.

- Desgraçado. – O loiro disse, com um beicinho.

Remus riu.

- Falando de novo? Essa vai ser uma longa noite, não acha?

Com um passe da varinha do lobisomem, o plugue dentro dele passou a vibrar. Eram brinquedos mágicos e ele duvidava que fosse gozar em alguma hora antes do sol surgir. Remus era um filho da puta quando queria, e ele amava isso.

X~X~X

Sirius quase nunca tinha dias de folga completos. Ele tecnicamente estava de folga, mas ainda assim, sua insígnia estava em sua túnica, ela brilharia se ele fosse necessário em alguma emergência. Era domingo e Moony com certeza não estaria disponível, já que tinha vários brinquedinhos para usar com o loiro, se James estivesse vivo estaria rindo da situação. O intelectual e pacato Moony sempre teve aventuras mais picantes que a dele, o terrível e sexy Sirius, isso desde a escola. Ninguém desconfiava que aquele rapaz que vivia atrás de livros era capaz de amarrar e fazer implorar por clemência rapazes mais velhos, geralmente jogadores de quadribol. Ele estava sorrindo com esse tipo de recordação quando alguém se sentou na cadeira em frente a ele.

- Pessoas consideram de boa educação saudar e ser convidado antes de se sentar. – Ele disse, num tom de voz mordaz.

- Pessoas consideram de boa educação entrar em Slytherin quando se é um Black, e bem, se casar com um puro-sangue, mas nenhum de nós faz coisas desse tipo, certo?

Sirius sorriu imensamente.

- Andy, minha prima rebelde! – Ele disse, indo abraçá-la.

- Se controle Sirius, pelo amor de Merlin. – Ela disse, dando-lhe um tapinha amigável no ombro.

- Slytherin até os ossos. – Ele resmungou, mas sorriu.

- Sempre. Então, vejo que se recuperou de sua estadia na cadeia.

- Quase totalmente, ainda preciso ganhar um peso, mas trabalhando como auror é meio difícil. E você? O pobre Ted ainda te aguenta?

- Ele parece inconsolável porque nossa garotinha vai entrar em Hogwarts logo, ele ainda tem esse esquema escolar trouxa na cabeça. – Ela disse.

- Sua filha já está tão grande assim?

- Sim, começa no próximo setembro.

- Eu estou velho. – Sirius reclamou.

- Deixe de ser dramático, se preocupe quando chegar aos trinta.

- Diga isso ao Remus, ele fica me dizendo pra tomar juízo e me casar.

- Com esse rapaz Snape? Me parece um Slytherin de qualidade, e pode colocar rédeas em você. Como matriarca Black restante, aprovo o candidato. – Ela brincou, balançando um exemplar de Coração de Bruxa.

- Isso é uma conspiração? Ele é um morcego seboso e mau humorado. – Sirius resmungou. – Eu estava pensando naquela bruxa ali, o que acha?

Andrômeda olhou para a mocinha que ria com as amigas lançando olhares na direção de seu primo.

- Nem pensar, o retrato da tia Walburga a faria sair correndo e traumatizada para a vida toda.

- Pensando por esse lado, Snape até poderia fazê-la calar a boca.

Andrômeda riu e se levantou.

- Tenho que ir, me mande uma coruja para marcarmos um chá. Só vim até o Beco fazer compras rápidas e já é quase hora do jantar. Se cuide.

- Você também, mande lembranças a família.

Andrômeda sacudiu a cabeça e passou para o lado trouxa do Caldeirão Furado, deixando Sirius pensando no que faria com o resto de sua noite. Ele pediu mais um uísque de fogo e quando a garçonete terminou de recarregar seu copo, outra pessoa se sentou a sua frente, dessa vez, alguém que não o fez sorrir.

- Lorde Antonhy, em que posso ajudá-lo? – Perguntou, com cara de desinteresse.

- Sirius, o que está querendo? – Antonhy foi direto ao ponto, com um ar de arrogância irritante.

Sirius não era do tipo esnobe, quer dizer, ele era, mas geralmente ele não usava esse tipo de argumento, basicamente porque o lembrava demais de sua mãe. Mas, vamos lá, o cara estava pedindo.

- É Lorde Black para você. Minha casa está acima da sua, não se esqueça de onde veio. – Ele disse, com desprezo.

O auror não conteve um sorriso de escárnio quando viu o outro homem engolir a má resposta.

- Peço desculpas Lorde Black, mas deve entender minha irritação, já que eu estou cortejando Severus Snape e você foi associado a ele de novo numa revista.

- Querido Sev, ele me quer. Não fique com inveja, sou mais bonito. – Sirius disse.

- Nós dois sabemos que um homem como Severus, tutelado por Abraxas Malfoy e descendente dos Prince jamais daria a você um segundo olhar. Além disso, aquele pássaro já é meu, se afaste Black. – Antonhy disse, se levantando e partindo com o que deveria ser dignidade.

Sirius não gostou do jeito que o idiota se referia a Snape, o cara era um seboso, mas era mais que um troféu.

- Vou ter que aquele idiota de bunda gostosinha desse aproveitador. – Ele disse a si mesmo. – Ele vai ficar me devendo pela eternidade.

E o auror ignorou a vozinha em sua cabeça, muito parecida com a de sua mãe para seu gosto, que insistia que ele ia adorar fazer a corte a Severus Snape e sua bunda.

E foi isso, o que acharam?

E eu tenho uma nova fic, passem por lá para dar uma olhada.

Beijos.