RECOMEÇAR

CAPÍTULO 11

Dois dias depois de receber a famigerada intimação, Kagome estava com Sesshoumaru indo a uma reunião com Kouga e seu advogado, Narak, na tentativa de conseguir um acordo. Quem sabe, se conversasse com Kouga ele deixaria essa idéia maluca de lado.

Ao chegarem no restaurante no qual deveriam se encontrar para o almoço, Sesshoumaru avistou os outros dois em uma das mesas do local. Foram até eles e tomaram assento.

- Que bom te ver novamente, K-chan! – Kouga tinha um enorme sorriso em seu rosto.

- Nós viemos até aqui na tentativa de um acordo, Sr. Kusanagi. – Sesshoumaru começou, sem dar chances de Kouga ludibriar Kagome.

Kouga e Narak se entreolharam por um breve instante, até que o representante legal se pronunciou.

- Vejo que esta será uma conversa entre advogados, não é Sesshoumaru?

Narak mantinha um sorrisinho sarcástico em seu rosto, o que irritou muito Sesshoumaru. (N/A: Bate nele, Sesshy!!! XD)

- É Dr. Taisho para você. – ele respondeu mais frio que de costume.

Porém, parecia que nem todo o gelo dos pólos seria suficiente para perturbar aquele homem.

- Não há nenhum acordo a ser feito, Dr. Taisho. – Narak disse, pronunciando o tratamento formal com sarcasmo – Tudo que o meu cliente quer é dar uma vida decente para o filho.

- E porque o Sr. Kusanagi somente passou a se preocupar em dar "uma vida decente para o filho" agora? – Sesshoumaru perguntou entre dentes, extremamente irritado pela forma debochada como Narak se comportava.

- Ora,... – Narak ia continuar a irritar Sesshoumaru com aquele tipo de resposta, mas foi impedido por Kagome.

- Isso é ridículo! Não estamos em um tribunal!

Os três homens presentes na mesa a olharam sem entender o comentário.

- Sesshoumaru, - Kagome se voltou para o advogado – será que você poderia me deixar conversar com o Kouga, a sós? – disse as duas últimas palavras olhando para Narak.

- ... – Sesshoumaru, por sua vez, ponderou por alguns segundos antes de se manifestar – Tem certeza disso?

- Absoluta. – Kagome respondeu firmemente.

Narak olhou interrogativamente para Kouga, que acenou positivamente com a cabeça, indicando que concordava em ter aquela conversa.

- Tome cuidado! – Sesshoumaru advertiu a secretária antes de se retirar e seguir em direção ao balcão.

Narak fez o mesmo caminho que ele, deixando Kouga e Kagome a sós.

Após alguns instantes, o silêncio já era insuportável e a tensão tornara-se palpável ao redor dos dois, que se encaravam.

- Então, vai me dizer quais são as suas verdadeiras intenções? – Kagome quebrou o silêncio.

- Ora, Kagome! Mas não foi você quem me disse para passar mais tempo com o Shippou? – Kouga falava com a voz cheia de sarcasmo.

- Kouga, você quer, por favor, parar com esse teatrinho! – Kagome estreitou os olhos, aproximando-se mais de Kouga por sobre a mesa – Anda, faz logo aquela sua chantagenzinha: "larga o cara de cachorro e fica comigo ou eu tiro o Shippou de você!" – ela imitava a voz de Kouga.

Ele, porém, manteve-se calado e imóvel com uma expressão neutra em seu másculo rosto.

- Kagome, você está enganada. – Kouga disse por fim – Eu não vou te chantagear novamente.

Kagome não entendia mais nada. Como assim ele não a chantagearia?

- Depois de tanto tempo, - ele continuou com um tom suave em sua voz – eu percebi que nunca vai me amar como eu te amo.

Kagome o olhou desconfiada. Ele, percebendo isso, apressou-se em dizer.

- É verdade, Kagome! Eu desisti de você.

Deveria Kagome acreditar naquelas palavras, ou Kouga estaria tentando novamente enganá-la, como fez há seis anos atrás?

- E... – Kouga continuou – já que eu não posso ter você, quero o meu filho ao meu lado. – ele fez uma pequena pausa – E você sabe porque eu o quero ao meu lado?

Kagome estava assustada com o tom de voz calmo do homem a sua frente, pois, geralmente, isso significava problema. Ela então, fez um gesto negativo com a cabeça, respondendo, em fim a pergunta que lhe fora feita.

Com essa resposta unida à expressão assustada de Kagome, Kouga esboçou um belo sorriso e, debruçando-se sobre a mesa, disse em um tom de voz baixo e ameaçador, que mostrava todo o seu ressentimento.

- Eu quero o Shippou do meu lado pra te fazer sofrer, Kagome! – o olhar dele se transformou, transbordando ódio - Eu quero que você sinta exatamente o que eu senti durante todos esses anos: a dor de não poder ter a pessoa que mais se ama ao seu lado!

Kagome arregalou os olhos e prendeu a respiração diante das palavras do pai de seu filho. Sabia que Kouga era infantil e inconseqüente, mas aquilo já era loucura! Ele estava colocando em jogo a felicidade do próprio filho por causa de uma vingança estúpida!

- Eu vou conseguir a guarda do Shippou, custe o que custar. Vou impedir que você chegue perto dele, vou impedir até que você o veja de longe! E – ele amenizou o tom de voz, deixando-o tão suave quanto no início da conversa – quando você tiver sofrido o suficiente e quiser voltar atrás e ficar comigo, - Kouga esticou o braço e acariciou levemente a face de Kagome – eu vou te deixar na sarjeta, humilhada e sozinha, exatamente como você fez comigo!

- Você ficou louco! – Kagome disse, quase em um sussurro.

- Pode até ser. – Kouga concordou, voltando a sua posição normal e com um sorriso novamente dançando em sua face – Mas sou um louco com dinheiro, e o dinheiro compra tudo!

- Mas, apesar de toda a sua fortuna, você nunca conseguiu ser feliz! – Kagome retrucou.

Kouga emudeceu por um instante, sua face tomando uma expressão de desagrado pelas palavras de Kagome. Colocou-se de pé e a olhou com amargura.

- Mas uma vez você está certa. Mas saiba que você vai ser muito mais infeliz do que eu jamais fui, Kagome Higurashi!

Ao terminar sua fala, Kouga se retirou da mesa, indo em direção à saída.

OoOoOoOoOoOoOoO

Sesshoumaru e Narak assistiam a toda a cena de onde estavam. Nenhuma palavra havia sido trocada entre eles e, assim como seus clientes, estavam tensos, porém os advogados sabiam manter-se inexpressivos.

Quando Kouga finalizou a conversa com Kagome, e se dirigiu à saída, Narak simplesmente disse a Sesshoumaru:

- Foi um enorme prazer revê-lo, Dr. Taisho. Nos veremos novamente no tribunal.

Narak retirou-se. Mantinha aquele sorriso sarcástico em seus lábios, mas Sesshoumaru estava muito preocupado com Kagome para se importar com isso agora. Ela permanecia estática na cadeira, mesmo depois de Kouga ter ido embora. Então, Sesshoumaru aproximou-se da mesa, colocando as mãos nos ombros da jovem mãe.

- Kagome, você está bem? – apesar da preocupação, Sesshoumaru continuava inexpressivo.

- Não! – ela respondeu, com as lágrimas vertendo copiosamente pelo seu rosto.

OoOoOoOoOoOoOoO

Rin andava apressada pelas ruas que a levariam ao seu restaurante preferido. Estava atrasada, pois tinha marcado um almoço com sua amiga Ayame, que estivera em um congresso muitíssimo importante durante as últimas semanas.

Havia se passado algum tempo desde a última vez que as duas tiveram um encontro de amigas. Ayame era juíza de direito e vivia apenas para a carreira profissional. Como Rin a considerava uma grande amiga, já que a conhecia desde o colegial, a convidara para ser sua dama de honra no casamento com Sesshoumaru, porém Ayame não pode comparecer e Kagome a substituiu nessa tarefa. Quando Rin perguntou o motivo que a faria perder seu casamento, Ayame disse que teria que participar do congresso, do qual acabara de regressar. E, ao que parece, trazia boas notícias.

Quando finalmente chegou ao local combinado, Rin ficou a procurar sua amiga entre as mesas, até que avistou a já conhecida cabeleira ruiva. Caminhou em direção a mesa onde Ayame se encontrava.

- Eu nem posso acreditar que você finalmente decidiu abrir um espaço em sua agenda para me compensar pelo furo no meu casamento! – Rin bradou, assustando a ruiva, que parecia imersa em seus próprios pensamentos.

- Oh, Rin! Eu sei que nunca vou conseguir te compensar por ter faltado ao seu casamento! – Ayame levantou-se de sua cadeira e abraçou longamente a amiga – Mas tenho certeza de que você vai se alegrar muito com as notícias que trouxe para você!

Rin sentou-se na cadeira em frente à ruiva, com um ar de curiosidade tomando-lhe a expressão.

- Hummm, pra você estar tão contente assim, deve ser algo relacionado a trabalho. Acertei?

- Não. Ao contrário. Mas, antes de falar sobre mim, quero que me conte todos os detalhes do casamento. – Ayame tinha um enorme sorriso em seus lábios.

Rin estava muito curiosa sobre essas "notícias" que sua amiga iria lhe dar, mas resolveu fazer o que lhe era pedido e, enquanto escolhiam suas refeições e esperavam a chegada de seus pedidos, contou-lhe sobre a cerimônia e a festa de casamento e também sobre sua lua-de-mel.

Enquanto saboreavam a sobremesa, Rin terminou seu relato, (N/A: como eu baseei a Rin e sua capacidade de falar sem parar em mim mesma, imaginei que ela deveria levar muito tempo para contar sobre o casamento, já que eu não sou muito boa para fazer resumos, como percebe-se pelo tamanho desta nota. XD) dando à sua amiga a oportunidade de descansar um pouco seus ouvidos.

- E então, - Rin questionou – que "notícias" são essas que você tem pra mim?

Ayame terminou de saborear a colherada do mouse de chocolate que pedira de sobremesa antes de responder a pergunta da amiga.

- Eu conheci o homem mais maravilhoso da face da Terra! – ela disse, empolgada com as próprias palavras.

- Eu sei disso. Afinal, já te apresentei para o Sesshy faz tempo! – Rin disse, antes de colocar uma generosa porção de sorvete na boca.

A ruiva quase caiu da cadeira com o comentário da amiga, e olhou-a com cara de "você não entendeu!".

Rin a olhava sem entender o que significava aquela expressão, até que percebeu sobre o que a amiga falava, quase se engasgando com sua sobremesa.

- ESPERA AÍ, QUER DIZER QUE VOCÊ CONHECEU UM CARA E ESTÁ SAINDO COM ELE? – ela perguntou ao recuperar-se do engasgo.

Ayame imediatamente corou, ao perceber que todos os presentes no estabelecimento ouviram o grito de Rin.

- É. – a juíza respondeu, timidamente.

- Tudo bem, - Rin largou a colher que estivera segurando e inclinou-se por sobre a mesa, estreitando o olhar – quem é você e o que você fez com a minha amiga!

- Rin! – Ayame a repreendeu, rindo da brincadeira da outra.

- Meu Deus, Ayame, esta é uma ótima notícia! – Rin voltou a sua posição inicial, abrindo um enorme sorriso.

A morena estava muito feliz pela amiga. Ayame era viciada em trabalho e nunca dera muita atenção para os homens. Ela sempre achou melhor se preocupar com a carreira, mas no fundo, sempre foi muito solitária. A notícia de que ela estava saindo com alguém poderia, no mínimo, ser considerada um milagre.

- Me conte tudo. Não me esconda nada! – Rin pediu, voltando a saborear seu sorvete, enquanto esperava pelo relato da amiga.

CONTINUA...

Deixa só eu me esconder das pedras que devem estar sendo lançadas contra mim...

Pronto! Agora que eu já estou protegida por este enorme paredão, posso falar com v6!

Desculpa, desculpa, desculpa msmo pelo atraso!

Na verdade, eu nem ia postar hoje. Este cap era pra ser bem maior, ms qdo eu vi q hoje essa humilde ficzinha completa um aninho no ar, resolvi postar o q já tinha escrito, só pra dar um pqno presentinho p v6!

Bom, mto obrigada a todas as q me mandaram reviews e, se alguém não recebeu a resposta, pode me mandar uma carta bomba. .

O próx cap vai demorar um pouco, ms espero q o pouco q escrevi neste cap possa aplacar um pouco da ira de v6 contra mim!

Kissus,

Pyta-chan .