Notas da Autora – Er... Olá, pessoal... Bem... Desculpe a demora em publicar o capítulo, mas estou estudando e trabalhando, então não me sobra tempo para mais nada. T.T E como entrei de férias semana passada e agora estou a caminho do quarto ano de Direito, estou comemorando atualizando meus fics. XD

Obrigada aos review que recebi, fico muito feliz de saber o que acham dos capítulos. :-D Se vocês forem bonzinhos e mandarem bastante dessa vez, publico capítulo semana que vem! XD

Bem, ficarei por aqui. o/

Beijos,
Lis


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A Dor de Um Amor

By Palas Lis

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Capítulo 10

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"Três meses e alguns dias depois"

À noite em Tóquio já passavam das 22 horas e Seiya ainda não tinha chegado em casa. Nunca chegava em casa nesse horário, mas aquele dia ele estava tendo uma importante reunião no trabalho. Uma reunião que poderia ajudá-lo muito profissionalmente. Seiya estava muito esperançoso com a possibilidade de subir de cargo.

Saori estava deitada no sofá, entre um cochilo e outro, com uma imensa dificuldade em manter-se acordada para esperar Seiya. Piscou algumas vezes ao acordar e voltou os olhos para o relógio. Estava começando a se preocupar. O que será que estava acontecendo na reunião para deixá-lo fora até àquela hora?

A luz do cômodo estava apagada, assim como no resto da casa. Não gostava de ficar no completo escuro quando Seiya não estava em casa, mas aquele dia era uma exceção. Sentia-se indisposta até mesmo para levantar-se e ir ao interruptor.

Mexeu-se desconfortavelmente no sofá, ficando de barriga para cima. Uma sobrancelha se levantou ao olhar o tamanho que estava: o ventre estava imensamente dilatado, os seios muito cheios de leite, o resto do corpo só estava um pouco mais redondo, porém seus pés ficaram demasiadamente inchados.

Fez uma caretinha e alisou a barriga, conversando com Aiko.

Mal conseguia se agüentar de tanta vontade de poder carregá-la em seu colo, poder beijá-la e abraçá-la. Ainda bem que faltavam poucos dias, pelo que o médico lhe dissera, para a filha nascer. Entrando no nono mês, Aiko poderia nascer a qualquer instante.

O estômago de Saori roncou alto e ela fez uma careta. Fome, ela estava faminta. Resolveu levantar e esquentar a comida que havia preparado para ela e Seiya jantarem. Essa era a única coisa que não a deixava indisposta: comer. Para compensar os primeiros meses que não conseguia se alimentar, Saori comia desenfreadamente agora. Sentia fome a todo instante.

Procurou o chinelo no chão e calçou-os. Assim que se virou para caminhar para cozinha, a porta da frente da casa de abriu. A grávida voltou os olhos verdes para porta com um sorriso nos lábios. Sabia que era Seiya.

- Seiya, fiquei preocupada com sua demora. – ela fez cara de choro. – Você demorou muito hoje.

- Desculpe a demora. – ele falou, diminuindo a distância entre eles com rápidas passadas. Abraçou-a e tocou seus lábios nos dela, abaixando-se para beijar a barriga depois. – Como você está?

- Muito bem, mas estou com muuuuuita fome... – Seiya começou a rir e passou o braço pela cintura dela para conduzi-la para a cozinha. Ela piscou duas vezes e perguntou: – Do quê está rindo?

- Você sempre está com fome, querida.

- Bobo. – ela deu um tapa leve no braço dele. – Não é sempre, 'tá!

- Digamos que não vou contrariá-la. – ele puxou uma cadeira para Saori, que sorria com a resposta do moreno. – Pode deixar. Eu arrumo a comida e você fica sentadinha aí.

- Obrigada, querido. – Saori agradeceu e sentou-se. – Ai, se eu engordar mais um pouco, não vou conseguir me locomover.

- Exagerada. – Seiya começou arrumar a comida para os dois. – O médico disse que você não chegou a engordar um quilo por mês, como é o normal.

- É verdade, mas mesmo assim eu estou enorme. – Saori riu, alisando a barriga. – Você ainda me acha bonita, Seiya?

- Que pergunta, Saori. Claro que eu acho. – ele virou um pouco o rosto para trás, sem deixar de mexer a comida na panela para não queimar. – Você é linda.

Ela sorriu, satisfeita.

Seiya terminou de aquecer a refeição e colocou uma porção grande no prato de Saori e uma porção em seu prato também. Sentou-se em seguida para comer. A grávida praticamente avançou no prato para comer, resmungando entre uma garfada e outra que estava com muita fome.

Ao desviar por um momento os olhos do prato, percebeu que Seiya olhava para ela. Ele sorriu fracamente e ela ficou desconfiada.

- Algum problema, Seiya? – ela perguntou, com o garfo parado a centímetros da boca. – Não está gostando da comida?

- Não é isso. A comida está muito boa.

Voltaram a comer, mas Seiya ainda olhava para ela. Ele analisava cada traço fino do rosto claro dela. Os cabelos – bem mais curtos – caiam sobre seus ombros. O rosto mais corado e arredondado pouca coisa. Ela estava linda grávida.

- Você está feliz, Saori? – ele rompeu o silêncio.

A pergunta súbita e estranha de Seiya pegou Saori de surpresa e ela baixou o garfo no prato. Ela olhava para ele de boca entreaberta e sobrancelhas arqueadas. Sorriu largamente depois, voltando a comer ao passar o primeiro instante de surpresa.

- Sim, Seiya. Eu estou muito feliz. – a resposta foi totalmente convincente. – Por que me pergunta isso?

- Não sei. Eu queria poder te dar uma vida melhor, como você e Aiko merecem. – Seiya pronunciou essas palavras de cabeça baixa e voz melancólica.

- Seiya... – Saori tocou na mão dele, entrelaçando os dedos nos dele. – Não poderia ter vida melhor do que tenho.

- Mas... Você teve de abdicar de tantas coisas para ficar comigo e...

- Não diga mais nenhuma palavra, Seiya. – Saori pediu, colocando os dedos nos lábios dele. – Nós dois abdicamos de muitas coisas para ficarmos juntos. Não quero que pense sobre isso. Um dia as coisas vão melhorar, você vai ver.

- Tem certeza? – ele segurou a mão dela para beijar os dedos.

- Absoluta. – ela acenou com a cabeça para confirmar sua resposta. Pensou um pouco e suspeitou a razão da pergunta dele. – A reunião não foi satisfatória, não é mesmo?

- Eles não quiseram me dar à promoção. – Seiya estava arrasado e Saori percebeu isso pela maneira derrotada que ele falou. – Sinto muito, Saori. Não consegui.

- Oh, Seiya... – Saori não gostava de vê-lo daquela maneira e levantou-se, para abraçá-lo. – Não precisa se desculpar. Está tudo bem.

- É a terceira vez que isso acontece. Estou começando a desistir disso e arrumar outro emprego. – Seiya falou, beijando a testa de Saori e colocando uma mexa de cabelo liso dela atrás da orelha. – Posso trabalhar à noite. Com os dois empregos em pouco tempo conseguiremos alugar uma casa melhor.

- Não há necessidades disso. – Saori balançou a cabeça para os lados com veemência. – Não quero que trabalhe a noite também. Já passa o dia todo fora de casa.

- Mas... – Seiya tentou falar.

- Seiya, o que você ganha está o suficiente. Não estamos precisando de nada. Temos comida, dinheiro para pagar o aluguel, água e luz. Já temos tudo que precisamos para viver bem.

- Quero dar o melhor para Aiko, Saori. – Seiya falou, desanimado. – O que temos é pouco para nosso pequeno amor.

- O que podemos dar a ela é amor e carinho, e isso nunca faltou para ela, Seiya. – Saori falou sabiamente. – Isso é o mais importante.

Seiya ficou calado, ainda abraçado a Saori. Alisou a barriga dela e depois sorriu fracamente. Não parecia contente, mas entendeu o que Saori queria dizer.

- Não quero mais que fique pensando nisso, Seiya. – Saori fez cara de brava e beijou a testa dele, segurando as laterais de seu rosto.

- Está certo. Não vou mais pensar nisso.

- Vamos, me prometa que não vai ficar preocupado com isso.

- Eu prometo.

- Bom menino! – Saori o beijou e voltou a sentar em seu lugar, colocando mais comida no prato e atacando novamente.

Terminaram de comer e Saori fez cara de satisfeita, alisando a barriga. Levantou-se e levou a mão ao quadril, cansada de tanto que comeu. Foi para o quarto com Seiya e ficou sentada na cama, olhando o berço de Aiko enquanto Seiya tomava banho. Era um berço simples que ganharam de presente de Shunrey e Shiryu.

Saori contorceu o rosto ao sentir uma forte dor no ventre. Assustada, ela gritou pelo Seiya. Rangeu os dentes quando a dor aumentou e fechou com força a mão, até sentir as unhas machucarem a palma.

- Seiya... – a respiração dela arfou ao ver Seiya entrar no quarto ainda com o cabelo molhado e vestindo apenas calças. Lágrimas brotaram no canto dos olhos dela, e foi abrindo a mão aos poucos ao sentir a dor diminuir gradativamente. – Meu Deus...

- Saori! – Seiya pulou na cama para chegar mais rápido até o lugar que a mulher estava. – O que aconteceu, meu amor?

- Acho que... – Saori apoiou-se em Seiya, pois suas pernas fraquejaram. – Está na hora de Aiko... Nascer...

- Agora?! – Seiya gritou, deixando os olhos tão arregalados que pareceram estar esbugalhados. – Meu Deus! Meu Deus!

Saori deu uma risada, vendo Seiya correr pelo quarto para se vestir, procurando a chave do carro e a mala de roupas de Aiko e Saori. Aproveitando que no momento não estava sentindo dor, Saori foi para a sala, esperar Seiya.

Aflito, o rapaz chegou logo em seguida, com tudo pronto para levar Saori para o hospital. Saíram do apartamento e ele ficou ainda mais nervoso ao ver a placa na porta do elevador, avisando que estava quebrado. Seiya chutou algumas vezes a porta metálica, antes de passar o braço pela cintura de Saori e caminhar em direção as escadas.

No sexto andar, Saori começou a sentir contrações de novo e Seiya quase entrou em desespero. Passado o sofrimento da grávida, eles continuaram a descer. Chegaram ao carro e Seiya saiu em disparada em direção ao hospital que o médico de Saori atendia.

- Saori, você está bem? – Seiya quis saber, sem desviar os olhos da rua.

- Sim... – a voz tremida de dor dela não convenceu.

- Fique calma. – ele pediu, preocupado. – Estamos quase chegando ao hospital. Agüente só mais um pouquinho, por favor.

- C-certo... – ela gemeu ao sentir mais uma contração.

Seiya acelerou o carro, conseguindo fazer um percurso de quase quarenta minutos em apenas vinte. Estacionou o carro na porta central do lugar e entrou correndo no hospital. Minutos depois Saori o viu voltar afoito, trazendo consigo uma equipe médica com uma cadeira de rodas para levá-la para dentro.

- Como à senhora está? – perguntou um enfermeiro, ajudando Seiya a colocar a jovem na cadeira de rodas.

- Está doendo muito... – ela resmungou, apertando com força a lateral da cadeira.

- Qual o nome do médico? – ele voltou a perguntar, só que dessa vez para Seiya.

- Doutor Dohko Chen. – ele respondeu, sem tirar os olhos de Saori, andando as pressas ao lado dela em direção ao hospital.

Cruzaram o hospital até chegar ao elevador, para chegar até o setor de maternidade. No quinto andar, pararam e Dohko já a esperava, sorrindo como de costume. O ancião chinês cumprimentou Seiya e virou-se para Saori, que estava respirando um pouco aliviada depois de uma contração.

- Acho que Aiko está com um pouco de pressa em nascer. – o médico brincou com tranqüilidade, tomando a cadeira de rodas para empurrar. Saori deu um sorriso fraco. – Vamos ver sua dilatação, certo?

- Como quiser, doutor. – Saori estava mais calma depois de conversar com seu médico.

Andaram até uma sala. Depois de alguns exames o médico suspirou e olhou para Saori. Virou-se para as enfermeiras que estavam com ela e mandaram-nas ir arrumar a sala de cirurgia, para o parto.

- O que foi, doutor? – Seiya estava tenso desde que Saori começou a ter contrações. – Há algum problema com elas?

- Ah, não. Aiko está querendo nascer mesmo. – ele respondeu, colocando a mão no ombro do rapaz. – Saori está com dilatação quase pronta. Vamos levá-la para a sala de parto.

Saori deu um sorriso fraco e estremeceu. Dohko saiu da sala para preparar-se para o parto. Seiya aproximou-se de Saori e depositou um beijo na testa dela. A enfermeira chegou com uma vestimenta branca e Saori se despiu para colocá-la. Depois teve de colocar uma toca na cabeça.

- Fiquei calma, Saori. Vai dar tudo certo. – Seiya estava ao lado dela. – Ficarei o tempo todo com você.

- Obrigada, Seiya... – Saori estava extremamente nervosa e lágrimas rolaram de seus olhos, mas tentou disfarçar limpando-as rapidamente. – 'Tô com muito medo, Seiya. Muito mesmo.

- Não fique, minha querida. – ele abraçou Saori antes que ela sentasse novamente na cadeira de rodas. Ele virou-se para a mulher que estava na sala com eles e perguntou: – Enfermeira, posso entrar com ela?

- Sim, mas terá que colocar uma outra roupa por cima da sua.

- Certo.

- Vou buscar. Espere um segundo. – ela respondeu antes de sair da sala.

- Vai ficar tudo bem. – Seiya sorriu. Ainda estava nervoso, mas sabia que Saori precisava dele, então tentou passar segurança para ela. – Estou com você.

- Obrigada por ficar comigo, Seiya. – Saori agradeceu com lágrimas nos olhos. Fez uma careta ao sentir que a contração começaria novamente. – Aiii...

- Tome, senhor. – a enfermeira falou ao entrar na sala, entregando a roupa para ele.

- Obrigado. – Seiya agradeceu antes de colocar a roupa branca por cima da sua, junto com uma máscara e a toca.

- A contração está com intervalos regulares e curtos, então podemos ir para sala de parto. – ela sorriu para Saori, depois de examiná-la e colocá-la de novo na cadeira de rodas, empurrando-a para outra sala.

Seiya deu a mão a Saori e foi ao seu lado até a outra sala. Tudo estava preparado e Saori foi colocada na mesa. Dohko chegou logo depois, pronto para o parto. Não demorou ao casal ouvir o choro da menina, que gritava a plenos pulmões. As lágrimas foram inevitáveis quando a menina, enrolada em uma pano, foi colocada no colo de Saori.

- Meu Deus... – Saori chorou, beijando o rosto dela. – Aiko... Meu bebê...

Seiya não conseguia falar nada, apenas chorava. Quando a menina foi tirada de Saori para ser banhada, a jovem relaxou na cama. Não sentiu mais dores depois de receber a anestesia, mas ficou cansada do esforço. Fechou os olhos e sentiu Seiya beijar os lábios dela, levemente.

- Saori, como você está? – a pergunta dele a fez abrir os olhos. Alisou o rosto suado e pálido dela, preocupado.

- Estou bem... – ela apenas balbuciou. – Cansada, apenas.

Seiya sorriu.

Os olhos de Saori ficaram pesados, muito pesados, até que os fechou, não conseguindo ouvir mais barulho algum, nem mesmo o choro de Aiko ou as palavras de carinho de Seiya. O sono foi mais forte e minutos depois estava dormindo, exausta de tudo o que se passou naquela noite agitada.

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Assim que tornou a abrir os olhos, Saori viu o teto branco do quarto. A enfermeira acabara de entrar no dormitório com Aiko enrolada em uma manta rosa nos braços e colocou-a no berço ao lado da cama. Ao ver isso, a jovem Kido tentou sentar na cama, para ver a menina, mas enfermeira a impediu com um aceno de mão.

- Não se mexa. Eu vou subir a cama para você ver sua filha. – ela sorriu e apertou o botão para levantar a cabeceira da cama. – Prontinho. Vou para outros quartos, mas se precisar de alguma coisa, aperte este botão – ela apontou para o botão no criado-mudo. –, e virei para vê-la.

- Certo... – Saori sorriu. – Como faço para amamentá-la?

- Quando ela começar a chorar, você me chama e eu te ensino. – ela virou-se para sair do quarto.

- Só mais uma coisa: onde meu noivo está? – ela perguntou.

A enfermeira sorriu e apontou para o sofá no canto do quarto antes de sair e fechar a porta atrás de si. Saori olhou para ele e deu uma risadinha. Seiya estava dormindo do sofá, profundamente. Ele encontrava-se muito cansado, além da longa reunião que teve, ainda teve que passar a madrugada toda no hospital.

- Aiko... – Saori desviou os olhos do noivo e olhou para a filha. Ficou admirando-a por um longo tempo, analisando para descobrir com quem se parecia mais. As lágrimas brotaram em seus olhos abundantemente. – Minha filha...

Lembrou-se de seus pais ao tocar na pequena e delicada face do bebê. Lembrou-se também de tudo que sofreu para estar com Seiya e por estar grávida. Naquele momento percebeu que nada foi em vão, que tudo valera a pena. Ao ver sua linda menininha dormindo como um anjo, percebeu que passaria por tudo outra vez somente para tê-la.

- Saori... – Seiya acordou e levantou-se imediatamente ao ver Saori chorar. – Alguma coisa aconteceu?

- Estou feliz, Seiya. – ela falou e ele se aproximou para abraçá-la. – Obrigada por tudo. – murmurou entre lágrimas e sentindo os braços de Seiya circularem seu corpo. – Eu te amo tanto.

- Saori... – assim que Seiya foi beijar os lábios de Saori, Aiko atraiu o olhar dos dois com um chorinho agudo. – Ela deve estar com fome. São mais de duas da tarde e ela ainda não mamou.

Saori chamou a enfermeira e minutos depois ela estava no quarto, ensinando Saori a amamentar. Assim que Aiko começou a mamar e se acalmou, Saori pode ver a cor dos olhos dela. Eram escuros como os de Seiya e seus cabelos castanhos.

- Seiya, ela é muito parecida com você. – Saori olhou para o rapaz, enquanto passava o dedo na minúscula mão da menina.

- É mesmo. – Seiya sorriu orgulhoso. – Mas tem a pele clara como a sua e os lábios são semelhantes aos seus.

A porta do quarto se abriu e por ela passou Shunrey e Shiryu. Seiya havia ligado para ele naquela manhã e eles disseram que estariam no hospital depois do almoço. Aproximaram-se da cama e Shunrey beijou a face de Saori, quase chorando de emoção ao ver Aiko.

- Muito linda sua filha, Saori! – Shunrey estava animadíssima. – Aiko, você é muito fofa!

- Como você está, Saori? – Shiryu perguntou com um sorriso, com as mãos no bolso da calça. – Sabe quando vai ir para casa?

- Estou bem. Dormi bastante, mas estou com fome. – ela fez uma caretinha. – Ainda não, mas no máximo depois de amanhã eu vou.

Saori voltou os olhos para a filha e beijou levemente sua testa. A menininha adormeceu depois de mamar, segurando o dedo indicador com toda a mãozinha. Estava muito feliz com tudo que tinha acontecido em sua vida. Não foram momentos totalmente bons, mas cada um valia o momento de estar com Aiko nos braços e Seiya ao seu lado.

Não poderia estar mais feliz.

Queria que aquele momento de alegria durasse para sempre, mas somente Deus sabia o que ainda estava por vir em sua vida...

Sentiu um calafrio percorrer sua espinha ao pensar no futuro. Era uma sensação ruim. Balançou a cabeça levemente para os lados, de maneira que nenhum dos três visitantes viu. Ia aproveitar a alegria que sentia, junto com a filha e o noivo. Não pensaria no futuro... Pelo menos não naquele minuto.

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