Um epílogo para algumas pessoas especiais. LEMBRANDO, OS PERSONAGENS SÃO DA RUMIKO. E uma coisinha, eu não achei o vestido da minha imaginação, mas vocês podem imaginá-los mais ou menos como esse: (coloquem http:/ na frente) .
Olhei à minha frente e ri. Sesshoumaru se virou para mim emburrado.
- Não ria, por favor, estou fazendo o meu melhor. – ele pede.
- Me dê isso aqui. – falo pegando o buquê ainda desarrumado.
- Ainda não acredito que você vai casar com o meu irmão. – diz Sesshoumaru.
- Por quê? – pergunto colocando o buquê de lírios em ordem.
- Por que geralmente ele não tem tanta sorte. – ele fala e nós dois rimos – Até mais, vou lá bancar o padrinho legal. – ele fala e me dá um beijo no topo da cabeça.
Suspirei. Rin, Sesshoumaru, Sango e Miroku padrinhos de casamento. E do meu casamento! Eu tinha achado que era brincadeira o pedido de Inuyasha. Jamais imaginaria que um mês depois ele me lembrasse do casamento já tendo ajeitado a data para duas semanas logo depois dali. Mas era o certo. Eu e Inuyasha estávamos partindo para os EUA daqui a uma semana, depois da lua de mel.
Suspirei novamente e me olhei no espelho. Meu vestido era da era medieval. O meu véu era tão longo que embolava em certos pontos. Sorri. Claro que a Sango tinha que me maquiar, deixando meu rosto com tons de lilás, cor das tiras que envolviam e realçavam a minha cintura. Pena que eles não iriam poder ver os sapatos. Rolei os olhos. Comprar sapatos tão lindos e caros para quê? Se o Sr. Taisho não tivesse insistido, nem estaríamos numa igreja tão grande.
O Inuyasha e eu estávamos pensando em uma cerimônia ao ar livre, num dia de sol. Mas o Sr. Taisho diz que "O tempo é imprevisível demais e pode estragar tudo e eu quero tudo perfeito.", fazendo questão de bancar metade das despesas. Meu pai pagou a outra. Era realmente muita idiotice ter Sango e Rin como madrinhas. Elas iam me deixar parecendo à pata feia do lado delas. Sango havia deixado o cabelo curto depois de começar a andar vestida de preto e Rin aderiu à moda dizendo que mudar faz bem. Seu cabelo não estava tão curto, mas ainda assim me fazia sentir uma deslocada do lado delas.
Meu cabelo crescera e minhas amigas fizeram questão de alisá-lo. Não sei por que, se depois prenderam num coque elegante. Girei na frente do espelho. O vestido tinha a saia realmente imensa. O decote quadrado e a única alça davam certo charme a ele, que seria totalmente branco se não fossem as fitas lilases. Cor que, é claro, estava por toda a parte quando passei para analisar o salão onde seria o casamento.
- Toc toc. – ouço alguém chamar com a voz embargada.
- Miroku! – falo indo até ele, o vestido farfalhando.
- Está linda, Kagome. – ele me deu um beijo no topo da cabeça – Mais do que o Sesshoumaru disse.
Eu ri. Desde que o Sesshoumaru havia descoberto que o Inuyasha sabia de todos os meus segredos, ficava fazendo ciúmes no irmão a toda hora. Não ia ser diferente hoje.
- Eu sei que é idiotice, mas eu sentia que ia te perder. – Miroku confessa e eu abraço seu pescoço.
- Ora, Mi, que bobagem! – falo e percebo o verbo no passado – Sentia? Não sente mais?
- Vamos nos mudar com vocês. – Miroku fala e eu arregalo os olhos – Eu pedi a Sango em casamento ontem, nós vamos nos casar nos EUA. Conseguimos o visto e já está tudo certo.
- É, e eu vou ter que aguentar, afinal não vou ficar longe da minha irmã. – diz Sango na soleira da porta e eu sorrio para ela.
- Que bom! – eu comemoro junto ao padrinho do noivo – Como está o Inuyasha?
- Nervoso. – ele responde e eu compreendo.
- É, afinal, ele vai perder a vida de solteiro... – começo.
- Não nervoso assim. – Sango ri – Ele está dando patadas em absolutamente todo mundo. Andando de um lado para o outro como uma barata tonta e contando os minutos para a hora do sim. – ela revela.
- Meu Inu idiota. – eu falo rindo.
- Disso eu não discordo. – diz uma voz que me sobressalta.
- Kouga? – pergunto confusa e me separo de Miroku devagar.
- Olá, Anne. – ele me cumprimenta – Posso falar com você há só por um instante?
- Nem em sonho. – Miroku fala por mim rudemente.
- Não seja indelicado. – Sango repreende o noivo – Claro, Kouga.
- Está tudo bem, Miroku. – falo e seguro a sua mão – Vá para o corredor. Qualquer coisa eu grito.
- Está bem. – ele resmunga de má vontade – Cuidado.
- Pode deixar. – falo e vejo Miroku sair puxado por Sango e fechar a porta desconfiado – O que você quer? – falo para Kouga.
- Sabe, eu sonhei muitas vezes com esse dia. – ele enrola – O dia em que você iria se casar. Mas é claro que eu nunca o imaginei como noivo.
- O que você quer, Kouga? – falei rude – Sabe que eu detesto enrolação.
- Sei. Sei absolutamente tudo sobre você. – ele suspirou – Eu só vim aqui para dizer que não precisa se preocupar. Eu não vou mais te irritar. Eu conheci alguém muito especial e estou tentando te esquecer. Receio que isso não seja possível, mas eu vou tentar. – ele fala, abraçando a minha cintura e descansando o rosto no vão entre meu pescoço e meu ombro direito, me deixando surpresa.
- Espero que você seja feliz, Kouga. – falo e lhe abraço pelo pescoço.
- Vou tentar. – ele diz e se afasta com um suspiro.
- Até mais. – eu falo enquanto ele abre a porta.
- Sabe de mais uma coisa? – ele para quase já saindo – Nos meus sonhos, você sempre tinha uma rosa. Nunca um lírio. Rosas combinam mais com você.
- Idiota. – eu rio.
E ele se foi, fechando a porta atrás dele. Deixando-me uma última lembrança do meu amigo Kouga. O irritante e engraçado. Não o possessivo e nervoso. Eu ri alto. Era de se esperar uma coisa dessas dele. Olhei o buquê somente com lírios e andei até um vaso de flores no canto da sala. Peguei uma rosa com cuidado e a pus junto com os lírios. Uma última homenagem ao meu amigo. Não que eu ainda o amasse, pois nunca o amei. Só achei justo com um garoto que me ajudou tanto. Um amigo.
- Kagome? – a Srta. Taisho fala ao entrar no quarto e seus olhos pousam sobre mim, já ficando marejados – O lilás foi uma exigência minha, sabe? – ela chora - Me casei de lilás. Claro que eu podia casar de branco. Mas é tão original. Eu e o meu marido adorávamos quebrar as regras. – ela riu e depois chorou compulsivamente.
- Srta. Taisho! – falei me aproximando dela sem saber o que fazer.
- Não. – ela se recompôs numa velocidade incrível – Não chorarei. Você está linda.
- Obrigada. – falei sorrindo de canto.
- Mas me chame de Senhora – ela insistiu e riu – Estou ficando velha.
- Não consigo imaginá-la uma senhora. – falo e rio.
- Você será uma senhora. – ela olha o relógio de parede – Em dois minutos! Oh, meu Deus! – ela fala levando a mão à boca.
Olhei a Sra. Taisho. Ela vestia um elegante vestido branco apertado na cintura. Engoli em seco. Eu jamais ficaria tão elegante como ela num vestido tão simples como o que ela trajava agora. Senti-me indigna de entrar para a família Taisho por um momento. Não. Ele te escolheu, Kagome. O Inuyasha te escolheu para ser dele. Meu Inu. Suspirei sonhadora.
- Filha, temos que ir. – diz o meu pai entrando na sala e ficando paralisado.
- Pai? – perguntei preocupada me dirigindo até ele.
- Como você cresceu tão rápido? – ele perguntou me abraçando e eu retribuí o abraço rindo.
- Vamos logo. – ele diz e me oferece o braço, ao qual eu aceito.
Caminhamos até a frente da igreja, onde as minhas damas de honra (todas escolhidas pela Sra. Taisho) se arrumavam freneticamente. Uma delas veio até mim e sorriu. Ficou atrás de mim começando a desembolar o véu, que eu fiquei espantada ao ver até onde ia. Ele tinha no mínimo três metros. Uau. A família Taisho era mesmo a família do exagero.
Ouvi uma música tocar e me senti entusiasmada. Claro que eu tinha que mudar alguma coisa. Optei pela música. Agora Lady Gaga cantava "So Happy I Could Die". Escolhi esta música especialmente por que era como eu me sentia. Tão feliz que poderia morrer. Sorrindo, vi as portas se abrirem e só vi uma pessoa naquele imenso salão: meu noivo.
Inuyasha sorriu quando me viu. Ele trajava um terno preto e a gravata da mesma cor. Rolei os olhos. Como ele era tradicional. Quase me matara quando eu teimei que iria ser Lady Gaga a nossa canção. Ele teimou que seria um rock. Mas eu bati o pé e usei a minha arma secreta: "Se não for Lady Gaga eu não caso.". Foi hilário vê-lo afirmar que seria Lady Gaga cantando a nossa canção de casamento.
Abri um sorriso tão grande que machucou as minhas bochechas ao me lembrar daquela cena e comecei a dublar a Gaga. Inuyasha não pode evitar rir, disfarçando com a mão sobre a boca. Soltei um riso baixo. Meu noivo idiota. Depois do que pareceu uma eternidade, meu pai me entregou à Inuyasha e nós ficamos ali, lado a lado, encarando o padre. Pelo menos ele encarou. Eu o olhava de canto do olho. Só prestei atenção quando ele se virou para mim e falou, alto e orgulhoso:
- Sim. – e sorriu.
- E você, Kagome Higurashi, aceita Inuyasha Taisho, para amá-lo e respeitá-lo, na tristeza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte os separe? – ele pergunta.
- Sim. – falo estranhando a minha voz soar tão alta e vejo alguém soluçar.
Viro a cabeça e vejo a minha mãe chorando com a Sra. Taisho. Não pude evitar rir, mas me virei para Inuyasha rapidamente.
- E com o poder a mim investido, eu os declaro, marido e mulher. – ele fala e eu sorrio ainda mais – Pode beijar a noiva. – ele fala para Inuyasha.
Ele ri e se aproxima, passando as mãos pela minha cintura. Passo os meus braços, o buquê na mão, pelo seu ombro e encosto a minha testa na dele.
- Está linda. – ele fala.
- Finalmente você conseguiu o que você queria. – falo e reviro os olhos.
- Eu sempre consigo. – ele fala convencido e eu decido cortar seu ego já inchado.
- Não conseguiu tirar a Gaga do nosso casamento. – eu rio e ele ri comigo – Eu te amo. – acrescento, meu coração batendo forte.
- Eu te amo mais. – ele fala e me beija.
Pude ouvir os aplausos das minhas amigas e de outras pessoas. Os assovios de Miroku e Sesshoumaru. O choro da minha mãe e da minha sogra. Inuyasha ri e se separa de mim, e nós saímos juntos da igreja. Que assim seja. Até que a morte nos separe.
FIM, TOSCO FIM.
Obrigado novamente à:
Srta. Taisho
Srta Kagome Taisho
Vitória Karoline
Gêmea
Sarah
Bia
Mahkun
Dreamanddream
Bad Little Angel
Eu sei que está faltando alguém... –'
Bem, obrigada por me incentivar a escrever esta fic.
