Personagens Até Agora:
- Izuie Souma: Personagem Principal, possuído pelo Gato.
- Mayu: Filha de Tae.
- Tae Souma: Criada que cuidava de Izuie quando criança.
- Kaji Hiragazawa: 1º amigo de Izuie.
- Yukina Souma: Mãe de Izuie.
- Suki Souma: Possuída pelo Macaco.
- Miyamoto Hiragazawa: Irmão de Kaji
- Enishi Souma: Possuído pelo Boi.
- Gaki Souma: Deus
- Érica: amiga de Mayu
- Ikari Souma: Pai de Mayu, marido de Tae, possuído pelo Dragão.
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Capitulo 11
A recordação que eu tinha da minha antiga vizinha era de uma garota de apenas 11 anos. Agora, porém, em seus 18 anos, muitos atributos lhe haviam sido acrescidos. Seu cabelo estava grande e reluzia, apenas um efeito do sol que tornou grandiosa a cena do nosso reencontro, seus olhos castanhos olhavam para mim, enquanto eu tentava achar as palavras para começar um diálogo inteligível com ela.
-Você... cresceu... em tudo... – não foi necessariamente a coisa mais inteligente a ser dita, mas foi inteligível, até demais, ao que ela entendeu e se ofendeu, ou pelo menos assim fingiu.
-Ora! Seu pervertido de marca maior! Só cresceu sua mente pervertida o resto manteve o mesmo? A decepção só aumenta mesmo...
-Desculpa – disse confuso.
-Tudo bem... por que fugiu de mim ontem?
-Não sei – respondi com um sorriso bobo na cara.
-Por deus, você ficou pior com o tempo? – após dizer isso se lembrou rapidamente da aula – e nós dois estamos atrasados! – principiou correndo – vem logo!
A sala em que ela estudava não era a mesma, pois ela é um ano mais velha que eu. Uma estranha curiosidade salta ao peito e pergunto para ela antes de entrar na sala:
-Mayu, o professor de matemática...
-O que tem ele?
-Nada. É que ele conhece os Souma.
-Natural. Muita gente nas redondezas parece conhecer. O que na verdade eu acho estranho, porque pelo que eu sei ele não morava por aqui... – diz pensativa.
-E ele perguntou pela pulseira também.
-Isso sim é estranho, mas às vezes só curiosidade mesmo.
-Espero que sim.
Depois veio a conversa do segundo intervalo. A conversa. Depois dela as coisas não serão mais as mesmas e aí começa o rumo novo da minha vida e da história. A primeira coisa que Mayu fez foi sentar em um banco e me dizer:
-Nossa! Até esqueci que você pode estar curioso pelas novidades da Sede, fazem quantos...?
-Fazem quase 7 anos que eu fui expulso de lá.
-Sim, isso mesmo. Mas enfim, são várias coisas que aconteceram.
Foi nessa conversa que fiquei sabendo sobre todo o ocorrido no intervalo em que fui expulso, até mesmo que o patriarca andava mais ocupado do que nunca fazendo os mais variados acordos com países estrangeiros pra tentar animar a economia, mas os detalhes eu nunca fiquei sabendo muito ao certo, sei que mais tarde recebeu ajuda de capital através de um plano econômico chamado "Plano Colombo", mas isso eu deixo a encargo história contar com mais detalhes.
O que aconteceu depois foi o que realmente marcou e o que realmente mudou tudo. Quando acabou de falar sobre o que acontecia na Sede ela respirou profundamente, olhou, trêmula, nos meus olhos.
-Senti saudades... – declarou tentando fixar seu olhar no meu, porém eu o desviei.
-Eu também... – falei olhando para o chão, como se o mesmo simplesmente atraísse meus olhos.
E foi isso. Como tudo mudaria depois desse simples diálogo? A resposta é tão simples quanto as palavras ditas: aquelas únicas e duas palavras dela começaram a me lembrar de algo que devia ter sido esquecido, mas que não estava esquecido, pois é algo que não se esquece, é algo que simplesmente se sente e esse sentimento voltou à tona. Foi como uma pequena chama que fica persistindo por sete anos e quando você acha que ela finalmente se extinguiu ela simplesmente retorna e com muita força.
O dia passou e nada de mais aconteceu. Na verdade muitas coisas se passaram, muitos dias se passaram, posso contar sobre os dias que estudamos juntos, o dia que ficamos apenas nós dois servindo de intrusos no namoro de Érica e Kaji e, obviamente, ambos invejando tudo aquilo. Posso contar vários dos momentos, do momento em que ela, distraída, pegou na minha mão para me mostrar uma coisa interessante qualquer que reparou, enfim, contar todos os grandes e todos os pequenos momentos que reforçavam cada vez mais o que ficou travado por aqueles longos 7 anos, claro que tudo isso longe das vistas de qualquer pessoa que estivesse ligada à família, ela considerava uma atitude inútil e eu considerava essencial. Mas, pulemos tudo isso porque prefiro ir direto a um certo dia.
Já havia se passado quase meio ano. Eu já estava mais acostumado com as aulas e com aquele ambiente da escola mista. Entre o intervalo da aula de japonês e da aula de matemática ela me puxou para um canto a sós. Estranhei e meu coração começou a bater mais rapidamente, como de costume olhei para o chão.
-Você lembra do que aconteceu e do que ficou parado entre nós dois desde aquele dia? – ela perguntou, não fazendo muito sentido para mim aquela pergunta.
Ela então passou de leve a mão em meu rosto. Deu uma olhada rápida ao redor e levantou meu rosto. Fechou seus olhos e diferente do que acontecera a 7 anos atrás ela quem me beijou, um beijo mais intenso, mais adulto, por assim dizer. Recuei assustado e com certo receio, da última vez um beijo tinha sido o capataz que me separou dela por anos, sem contar que era a primeira vez que eu recebia um beijo daqueles. Mayu apenas sorriu por um tempo, mas explicou rapidamente.
-Quando Enishi foi para a guerra, pouco antes disso, ele disse que traria alguma recordação para mim e muitas histórias de feitos heróicos, porém, ele nunca mais voltou... e foi nessa hora que eu percebi, de verdade, que a vida não é para sempre. Por isso, não posso mais adiar, não posso mais ficar com receio de um deus que sequer é o meu deus!
-Mas... eu sou um monstro! – externo meu receio.
-O que é curioso, entre Deus e um Monstro eu escolho o monstro. – e quase me abraça, depois se limita a passar a mão em meu rosto, lembrando-se de súbito do quão fatal poderia ser um abraço – tem mais – recomeça – eu quero que todos saibam da nossa relação!
-Isso não é possível! Você será expulsa da sede. Você sabe disso! E outra... eu não disse que aceitava... – penso no próprio bem dela quando digo essas palavras, era minha vez de protegê-la à custa do que eu sentia, com certeza ela seria expulsa pelo patriarca.
Mayu apenas aproxima novamente seus lábios e novamente me beija, um beijo até mais intenso e menos tímido que o outro.
-Se não aceita, então por que sempre retribui? – novamente não sei responder. A garota então se levanta do banco – acabou o intervalo. Pode deixar que eu resolvo tudo! – era justamente esse meu medo, justamente essas palavras.
A aula não é o mais importante, mal presto atenção nela e o professor de matemática nota claramente isso, apesar de outros estarem dispersos. Ao final da aula me chama para um canto e percebe uma certa inquietação da minha parte.
-Aconteceu alguma coisa, Izuie? Você não é do tipo que fica distraído durante as aulas.
-Não... eu só preciso ir embora rápido porque tem gente me esperando em casa – mentira! Queria conversar e tentar convencer Mayu a desistir da besteira que ia cometer.
-Bem, não me parece que só isso é suficiente para te deixar distraído durante uma aula inteira. Vamos! Eu te levo para casa, faz tempo que quero mesmo conversar com sua mãe.
-Eu não moro com minha mãe... – declaro descontente.
-Ai céus – ele sorri por um tempo – essa Yukina não tem jeito mesmo!
-Como você sabe o nome da minha mãe? – pergunto estarrecido.
-Izuie, a vida do rato dos Souma é uma das coisas mais públicas que existem dentro da família, natural saber que o filho dela é o gato.
-Espera! Quem é você? – pergunto em tom curioso, porém com certo medo e receio.
-Faço uma troca com você! Quero ver a pessoa que cuida de você em troca de você saber quem sou eu! Só não pode ser dentro da sede, porque não me deixariam entrar lá.
-Ótimo porque eu fui expulso de lá em todo caso.
-Se você me indicar o caminho eu te levo de carro.
E foi o que aconteceu. Entrei pela primeira vez na vida em um carro e fui com um desconhecido até em casa. Não enxergava o grande perigo que isso representava. Ao chegar Suki estranhou o barulho do automóvel e saiu de casa para ver, meu professor saiu do carro e a cumprimentou.
-Quanto tempo Suki! – diz sorrindo com um ar nostálgico.
-Izuie! – ela diz com um ar notavelmente perturbado – sai de perto dele! Rodion, o que faz aqui?
-Nem mereço um abraço Suki? Você sabe que nada irá acontecer!
-Você é um de nós! – penso rápido, o que de certo modo já suspeitava.
-Sim, eu fui o único na história da família capaz de renegar a Deus!
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É isso aí... agora temos mais uma figura na trama XD mas ele vai ser bem útil XD
Esse Capitulo eu dedico à Karol! Que me deu um Senhor Apoio em um momento X q ela sabe XD
E claro, tbm à Kakau que anda me dando mais apoio do q minhas próprias pernas ultimamente XD
E como não podia faltar...review é de graça e o autor gosta!! XD
Abraços e até o Capitulo 12! \o/
