Temporada de Paixões
F1 Slash 2009
Disclaimer: Eles não me pertencem e também não aconteceu. Não possui fins lucrativos.
Fandon: RPS (Real Person Slash)
Shipper: Kimi Raikkonen/Sebastian Vettel
Sinopse: A temporada de 2009 começou bastante diferente para dois pilotos. Para Sebastian, era a possibilidade real de lutar pelo seu primeiro título mundial. Para Kimi, era o ultimato na sua carreira e na sua posição dentro da equipe. Mas o que acontece quando essas realidades se encontram e se misturam ao longo dos paddocks da Fórmula 1?
Advertências: Contem slash, yaoi, isto é, relação entre dois homens. Pode conter lemon, sexo homossexual, mas ainda não tenho certeza. Se você não gosta do gênero, acha errado, nojento, sente asco, simplesmente saia daqui. É isso mesmo, não leia. É um favor que você faz a si mesmo e a mim também. Mas se você gosta ou se acha que tem a mente aberta o suficiente para curtir o gênero, por favor, sinta-se a vontade para ler e deixar seus comentários.
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Round 10: Hungria
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— Senti sua falta. — Sebastian disse, ainda tentando controlar a respiração após o beijo.
— Eu também. — Foi a vez de Kimi responder, ainda com suas mãos em volta da cintura de Sebastian, com seu corpo pressionando o do mais jovem contra a parede.
Eles ainda trocaram alguns beijos rápidos antes de se separarem, e antes que o finlandês se encostasse à parede também. Era quase como voltar à adolescência: em cada circuito, eles estavam sempre procurando momentos e espaços onde pudessem se encontrar e matar um pouco a saudade e o desejo. Embora essa última parte fosse cada dia mais complicada.
Era exatamente assim que eles estavam agora, num canto escondido, aos beijos, depois de mais de uma semana sem se ver. Kimi sabia o quanto aquilo era perigoso e... ridículo. Ele realmente não queria ter que precisar fazer isso, mas essa era a realidade dos dois, e isso não parecia nada justo com Sebastian.
— Tá tudo bem com você? — Sebastian perguntou depois de alguns segundos de silêncio.
Kimi apenas acenou com a cabeça, não sendo muito convincente. O alemão respirou fundo, notando o quanto era difícil fazer Kimi falar sobre as coisas que o perturbavam, e o quanto isso era irritante.
— Você sempre faz isso. — O mais jovem cruzou os braços lentamente diante do peito, encarando Kimi fixamente.
— O que?
— Você finge. — Sebastian afirmou, e Kimi o olhou com certo espanto. — Você sempre finge que 'tá tudo bem. E finge muito mal, diga-se de passagem.
— Eu não sei do que você 'tá falando. — O mais velho respondeu secamente, desviando os olhos de Sebastian.
— Eu sei que está tudo bem agora, aqui, comigo e com você… Mas, Kimi… às vezes parece que você…
— Que eu o que? Que eu minto pra você? — Kimi perguntou, já impaciente com aquela conversa.
— Não foi isso que eu falei. Eu disse que você finge, que tenta fazer parecer que está tudo bem quando não está.
Kimi respirou fundo. Ele não queria discutir com Sebastian, não mesmo, embora o mais jovem provavelmente estivesse certo. Não que ele fizesse por mal, mas Kimi simplesmente não conseguia compartilhar seus problemas com as pessoas. Com ninguém. Chamem de timidez, orgulho ou que quer que seja, mas o finlandês nunca se sentira à vontade admitindo suas fraquezas.
— Eu não faço por mal. — Kimi falou, depois de uma breve pausa.
— Eu sei. Mas isso me incomoda. Sempre que eu tento saber o que 'tá se passando com você é a mesma conversa, aliás, desconversa… Isso é meio frustrante, sabia?
Kimi encarou o rapaz a sua frente, com uma expressão nada satisfeita no rosto. E o finlandês sabia que não podia culpá-lo por isso.
— Olha… — Kimi disse, voltando a se aproximar de Sebastian, segurando sua cintura novamente. — Eu sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo pra conversar…
— Não é isso! — Sebi segurou os braços do mais velho, apertando de leve. — O problema é que parece que você 'tá sempre querendo… Sei lá, me proteger. Nunca me fala das coisas que te aborrecem…
— Eu sei. Mas isso não quer dizer que eu esteja fingindo. Eu não sei se você já percebeu, mas… Não é muito fácil pra mim falar sobre… essas coisas. — Kimi encarou Sebastian e depois deitou a cabeça em seu ombro, respirando profundamente, sentindo o cheiro do alemão. Sebi sentiu um arrepio correr por sua espinha, e ele só teve vontade de abraçar Kimi o mais forte que pudesse.
Em alguns segundos os dois homens já estavam se beijando novamente, mãos passeando pelas costas e se separando de tempos em tempos apenas para tomar ar.
Eles teriam continuado assim, e talvez avançado mais ainda se não fosse um ruído vindo da parte da frente do local onde eles estavam. Era uma espécie de… Tosse. Logo após, um som mais alto e Sebastian se afastou, empurrando Kimi de leve e olhando por trás do finlandês, que ainda o prensava contra a parede.
— Eu estava te procurando, Kimi. — Mark disse, olhando para a cena diante de si.
Sebastian estava com a boca aberta e as bochechas coradas, os lábios ainda inchados e prestes passar mal, diria Mark. Kimi sequer tinha se virado para encarar o amigo.
— Fica clamo, Sebi. — Kimi falou, vendo que o alemão estava realmente surpreso.
Sebastian apenas balançou a cabeça, soltando a respiração. Kimi se virou para Mark, com a sua melhor poker face da década. Ele se afastou lentamente do mais jovem, discretamente ajeitou o macacão, antes de dizer qualquer coisa.
— Acho que eu perdi a noção do tempo.
Os três homens fizeram uma pausa de alguns segundos, apenas se encarando em silêncio.
— Você acha? — Mark perguntou, finalmente, erguendo uma sobrancelha e encarando Kimi.
O finlandês baixou a cabeça e tentou controlar um sorriso, mas não conseguiu. Sebi ainda estava muito nervoso para ter qualquer outra reação a não ser ficar imóvel sem conseguir encarar Mark.
— É melhor vocês dois saírem daí. Fui eu dessa vez, mas podia ter sido outra pessoa. As pessoas usam os motorhomes pra que hoje em dia? — Mark falou, olhando com um semblante tranquilo para Sebastian.
Se o inglês precisava de alguma confirmação para o que já imaginava, essa com certeza tinha sido uma. E ele não poderia dizer que estava surpreso. Os sumiços repentinos de Kimi nos últimos meses eram bastante suspeitos, e o inglês sempre soube que eram poucos os motivos que poderiam levar Kimi a agir de forma tão estranha. Além do mais, ele já tinha visto situação semelhante uma vez.
— Nós já estamos indo. — Kimi falou, desviando o olhar de Mark para Sebi.
— Okay, Kimppa. Só não demora. — Mark disse para o amigo, depois se virou e saiu do local onde os dois pilotos estavam escondidos…
— Droga. — Sebastian disse, depois de longos e angustiantes minutos de silêncio. — O que a gente faz agora? — O mais jovem olhou para Kimi claramente assustado.
— Agora a gente volta pros boxes. E não faz nada. — O finlandês se aproximou de Sebastian, tentando acalmar o mais novo.
— Mas Kimi, ele…
— O Mark é meu amigo, 'tá bom? Você não precisa se preocupar, não vai acontecer nada.
Sebastian respirou fundo. Ele estava inegavelmente nervoso, mas o Kimi dizia fazia sentido, Mark sempre parecera ser um amigo de verdade do finlandês e provavelmente não faria nada para prejudicá-los.
— Ok, acho que eu só não estava… preparado pra isso.
— Pra ser apanhado? — Kimi riu. — Mas ele tem razão, nós precisamos tomar mais cuidado. Podia ter sido outra pessoa.
O mais jovem acenou com a cabeça, concordando. Tudo havia acontecido em total segredo entre os dois até agora, e Sebastian ainda não havia pensado em dividir isso com outras pessoas. Entretanto, o alemão sentiu um aperto no peito ao se dar conta de o quanto gostaria de poder encarar aquilo abertamente, o que era praticamente impossível. Havia motivos de sobra para manter essa relação em secreto, afinal, um relacionamento homossexuai dentro de um ambiente como a Fórmula 1 seria motivo suficiente para acabar com suas carreiras, somando-se ainda os agravantes de serem dois pilotos, que em tese deveriam ser rivais, e sendo um deles casado. Realmente, não era um bom cenário a sua frente. Sebastian suspirou…
— Vamos? — Kimi perguntou, e Sebastian o encarou. Tinha vontade de dizer o que estava passando por sua cabeça, mas não saberia como fazer isso, então não disse nada.
— Vamos.
Ambos voltaram para suas garagens, primeiro Sebi, depois Kimi. O sábado de treinos estava apenas começando, e eles tinham de se concentrar no trabalho porque, além de todas as coisas que estavam acontecendo, o campeonato estava se encaminhando para a segunda metade, era a hora de pensar no título mundial.
~Simi~
Quando entrou nos boxes da Ferrari, Kimi encontrou Mark esperando por ele. Os mecânicos trabalhavam freneticamente para o treino oficial, que começaria em poucas horas. Os pilotos e o restante dos engenheiros voltavam do almoço, e Kimi apenas seguiu para uma sala isolada nas instalações da equipe, onde Mark estava encostado a uma parede, olhando para ele.
— Então? — Kimi perguntou. Mark deu de ombros, dando um sorrisinho cínico para o finlandês.
— Então nada. Acho que o que eu vi lá atrás explica muitas coisas — O homem mais velho disse, sem parar de encarar Kimi.
O finlandês ficou em silêncio, depois se sentou numa das mesas de ferramentas que havia no local, ficando de frente para o preparador físico.
— Eu devia ter te contado. — Kimi disse, quase timidamente. Mark se aproximou e sentou-se ao lado de Kimi.
— Mas você nunca faz o que tem que fazer, não é? Ou pelo menos, quase nunca.
Kimi suspirou e apoiou o rosto entre as mãos. Ele tinha que admitir que a situação toda com Sebastian há muito tempo havia saído do seu controle, e agora ele simplesmente estava mais do que preso a uma situação para a qual ele também não via qualquer solução plausível.
— Eu não sei o que fazer… — O finlandês finalmente disse, ainda com o rosto coberto pelas mãos.
— Eu também não sei o que te dizer, Kimppa. — Mark respondeu, aproximando-se do amigo. — Você gosta dele? Gosta mesmo?
Kimi soltou mais um suspiro, quase um grunhido abafado. A resposta para essa pergunta era tão fácil, mas, ao mesmo tempo, pronunciá-la traria tantas outras implicações. Dizer aquilo que há tempos era tão óbvio estava se tornando tão difícil quanto vencer um campeonato.
— Você gosta dele? — Mark insistiu. — 'Tá apaixonado?
Kimi se virou para encarar o amigo e não conseguiu esconder certa angústia que aquelas palavras o faziam sentir.
— Acho que sim. — Ele finalmente disse, depois fez uma pausa e pareceu refletir sobre o que havia acabado de admitir. — Droga, sim, eu tô apaixonado por ele. Fodidamente.
Mark levou uma das mãos ao ombro do finlandês, mas não disse nada por alguns instantes. Depois, o inglês se sentiu na obrigação de repetir o que dissera anos atrás, numa situação semelhante.
— Eu entendo o que você 'tá passando, Kimi. Eu tento, pelo menos. E você realmente não precisa que eu te diga o quanto isso é complicado.
Kimi sorriu, agradecendo ao amigo pelo apoio.
— Mas eu também me sinto na obrigação de te dizer que você não vai conseguir manter esse segredo por muito tempo. Aquele garoto não merece isso.
— Eu sei que ele não merece, Mark… — Kimi se levantou da mesa, ficando de costas para o inglês. — Eu sei que eu não tinha o direito de fazer isso com ele, mas… Não tem nada que eu possa fazer pra me controlar quando eu tô com ele, eu só consigo… — Kimi se virou e viu Mark esperando em expectativa o que ele ia dizer. — Você não precisa saber dessa parte.
Mark arqueou uma sobrancelha.
— É, não preciso. — O inglês disse secamente. — Quem tem que saber é você. Você precisa ter em mente o que as atitudes dos dois significam. E os riscos que ambos estão correndo.
— Eu não quero prejudicar o Sebi. — Kimi disse, passando a mão pelos cabelos. — Mas eu não posso me afastar dele.
Mark respirou fundo. Ele procurava as palavras certas para usar com Kimi, assim como da primeira vez.
— E até quando vocês vão aguentar? Você sabe que vai ter uma hora em que você vai ter que fazer uma escolha, que os dois vão ter que escolher. E eu não quero ser pessimista, mas… Vocês podem não fazer a mesma escolha, no final. Eu já vi isso uma vez, Kimppa. [n/a: Isso ficou meio Brokeback Mountain '-']
— Eu só… — Kimi procurava as palavras para tentar dizer o que estava sentindo. Nessas horas ele gostaria de poder falar em sua língua pátria, talvez fosse mais fácil. — Eu só não sei o que fazer.
Mark finalmente se levantou, ficando de frente para o homem mais jovem. Ele pôs ambas as mãos nos ombros de Kimi desta vez.
— Você vai se preparar para o treino. Lembre-se que a sua carreira também é importante e você não pode negligenciar isso. — O preparador físico tentou suavizar seu semblante, Kimi não precisava de mais peso ainda sobre as costas antes de uma qualificação. — Vem, eu vou te fazer uma massagem e você relaxa um pouco.
Mark saiu e Kimi foi logo em seguida ao seu encontro. Se uma massagem não pudesse aliviar sua consciência, pelo menos as suas costas estariam em ordem. E ele realmente precisava se preocupar com sua carreira, já que por enquanto não havia nada que pudesse fazer quanto ao resto.
~Simi~
O treino classificatório para o GP da Hungria de Fórmula 1 tinha tudo para ser apenas mais um em meio a uma temporada tão peculiar. O treino corria sem grandes sobressaltos, como de costume, as vagas para o Q3 haviam sido conquistadas pelos pilotos de quem se era esperado.
Sebastian iria tentar mais uma pole e Kimi tentaria pôr o seu F60 na melhor posição possível no grid de largada.
O cronômetro fora aberto para a última etapa da classificação do sábado, onde apenas dez carros entrariam na pista em busca do melhor tempo. Minutos depois, uma das Ferraris saiu dos boxes. Felipe Massa foi para a pista, para suas primeiras voltas no Q3. Rubens terminava uma de suas tentativas de volta rápida no mesmo instante.
Era incrível como a vida de um piloto poderia mudar em míseros segundos. Milésimos de segundo podiam ser o limiar entre a vida e a morte de qualquer um deles. Os detalhes fazem toda a diferença. E foi justamente isso, um pequeno detalhe, uma mola solta do carro que Rubens que quase causou uma tragédia naquele treino classificatório.
Felipe passou reto numa das curvas do circuito. Bateu contra a proteção de pneus naquele trecho do muro e permaneceu imóvel dentro do carro, soterrado pelos mesmos pneus que estavam ali para protegê-lo. As câmeras se voltaram para o carro da Ferrari, enquanto era dada a bandeira vermelha e o treino era interrompido.
Ninguém sabia ao certo que estava acontecendo, a confusão era generalizada, todos queriam saber o que havia ocorrido com o piloto da Ferrari, ao mesmo tempo em que se preocupavam com o restante do treino classificatório.
E se nem mesmo a imprensa tinha total acesso ao que acontecia no resgate de Felipe, os outros pilotos sabiam menos ainda. Cada um dos outros nove que estavam no Q3 tinha que continuar a sua classificação, esse era o caso de Sebastian. Dez minutos talvez nunca tivessem se passado tão devagar até ali para o alemão. Ele sabia que havia acontecido algo com uma das Ferraris, mas não fazia noção do que ou com quem.
Ao final do treino, onde além de todo o susto do acidente ainda houve uma pane nos cronômetros, e enquanto Fernando Alonso e Jenson Button procuravam saber quem havia feito a pole position para a prova, Sebastian não conseguia parar de rir porque vira Kimi sair de sua Ferrari. Andando e inteiro. Não tinha sido com ele, e não é que Sebastian não se importasse com Felipe, mas ele não podia se negar a ficar feliz por não ter sido Kimi naquele muro. Ele simplesmente tinha que sorrir.
~Simi~
Havia sido um sábado complicado. A atmosfera na Ferrari estava tão pesada que Sebastian não teve oportunidade de falar com Kimi depois do treino, perguntar se estava tudo bem. Eles se falaram por telefone à noite, e o finlandês parecia tão cansado que o mais jovem se contentou em apenas saber que estava tudo bem com ele.
O domingo não estava sendo muito diferente. Todos na equipe de Maranello estavam bastante isolados, afinal, tudo que se queria saber era sobre as condições de saúde de Felipe, e eles não podiam falar nada ainda. Kimi também estava ainda mais recluso do que de costume, ele e Sebastian não se falaram direito desde a cena presenciada por Mark no sábado e o alemão não estava nada confortável com isso.
Entretanto, eles estavam a poucos minutos de mais uma corrida, e nenhum dos dois poderia se preocupar com isso agora. Nesse momento ambos tinham que ser Vettel e Raikkonen, dois pilotos de F1. E Sebastian tinha de admitir que era esse o papel mais simples de ser interpretado no momento, porque o resto, bem, ele sequer saberia definir o que estava acontecendo com o restante de sua vida.
Sebastian largaria na primeira fila na Hungria, na segunda posição, atrás de Alonso. Aquela poderia ser uma excelente corrida, já que o espanhol que ia a sua frente estava bem mais lento do que ele, o que dava ao alemão um enorme vantagem. Era tudo uma questão de fazer uma boa largada, não sofrer nenhum toque e uma vitória seria perfeitamente possível, e mais dez pontos no campeonato.
Mas os imprevistos são uma eterna constante nesse esporte, e um piloto sempre estará às voltas com as inúmeras possibilidades de uma corrida. A largada foi tensa para Sebastian. Além de não conseguir uma ultrapassagem sobre Fernando Alonso, o alemão ainda perdeu posições e sofreu um toque com a Ferrari número 4, de Kimi Raikkonen. O finlandês pulou de sétimo para o pelotão da frente e ainda contou com a sorte durante a prova, chegando em segundo lugar, conquistando o segundo pódio da temporada. Sebastian, por sua vez, teve que ir aos boxes logo após esse incidente, e ao longo da prova ainda sofreu com problemas mecânicos.
Uma corrida de extremos, ótima para Kimi e péssima para Sebastian.
Mesmo com o excelente resultado, na Ferrari, assim como no pódio, não houve muita comemoração, em respeito ao estado ainda delicado de Felipe. O clima não era dos melhores na rossa, e mesmo com o segundo lugar, Kimi também sentia que, na verdade, não havia muito a se comemorar.
~Simi~
Sebastian seguia em direção ao seu quarto de hotel com um peso terrível sobre as costas. A corrida fora um desastre, Mark se aproximava cada vez mais dele na tabela, e isso já estava em um nível preocupante.
Sua conversa de mais cedo com Kimi havia sido interrompida por Mark e então as coisas só haviam ficado mais confusas ainda. E ele se sentia péssimo, porque por diversos motivos, ele não conseguia falar com Kimi e dizer o que realmente se passava por sua cabeça, e depois daquele acidente, havia tanta coisa que ele precisava dizer.
O banho de Sebastian não demorou muito. Ele tentava decidir se ligava ou não para o finlandês, se tentava ou não ver Kimi mais uma vez antes de partir e tentava pensar em um discurso coerente para ter com o mais velho. Embora Sebi nunca se sentisse muito coerente quando se tratava de Kimi.
O alemão se preparava para tentar dormir quando ouviu batidas na sua porta. Impossível não pensar em Kimi, embora… Não, melhor não pensar.
Sebastian abriu a porta e não havia como dizer que estava surpreso com quem viu. Kimi estava do outro lado, com uma das mãos apoiadas na parede, a cabeça um pouco baixa, o boné cobrindo completamente seu rosto, até que ele levantou o olhar e encarou o alemão.
— Posso entrar? — Kimi perguntou, e Sebastian não respondeu, apenas deu passagem ao finlandês depois de alguns segundos.
Após fechar a porta atrás de si, o mais jovem se virou para encarar Kimi, que estava parado diante de Sebastian.
— Eu sinto muito. — Kimi começou a falar, pondo as mãos nos bolsos em sinal de ansiedade. — Aquela batida… Enfim, eu sinto muito pela sua corrida…
O quarto ficou em silêncio por alguns segundos, até Kimi finalmente voltar a olhar para o homem mais jovem. Sebastian o encarava com uma expressão quase espantada no rosto, a boca um pouco aberta, as sobrancelhas arqueadas. O finlandês ficava mais tenso a cada segundo. Kimi simplesmente se odiava naquele momento por ter tanta dificuldade em expressar seus sentimentos. Ele tinha tantas coisas para dizer, ele sabia que precisava dar a Sebastian a única coisa que a situação dos dois permitia: a certeza sobre seus sentimentos. Mesmo que essa relação fosse total e completamente incerta, e quem nenhum dos dois tivesse a menor noção de onde aquilo tudo os levaria, Kimi precisava dizer o quanto ele se importava com Sebastian.
— É só por isso que você sente muito? — O alemão finalmente perguntou, cruzando os braços no peito.
Kimi soltou um suspiro, e fechou os olhos com força por um instante.
— Claro que não. — O mais velho disse, se aproximando de Sebastian. Kimi pôs as mãos nos ombros do alemão, que continuou com os braços cruzados. — Não só pela corrida, eu… Eu fiquei meio distante desde ontem, eu devia ter falado com você, mas…
— Você não imagina como eu me senti, Kimi. — Sebastian interrompeu, ainda com um tom de voz calmo. — Eu pensei que tivesse sido você, eu pensei que…
— Eu sei, Sebi. — Kimi cautelosamente se aproximou ainda mais, abraçando o mais novo, segurando Sebastian em seus braços. Mas o alemão continuava em posição de defesa.
— E você parecia que estava fugindo de mim. Desde ontem, eu tentei falar com você… — O tom de voz de Sebastian já estava quase nervoso. As palavras já saiam quase atropeladas.
— Eu sinto muito. — Kimi disse enquanto apertava mais ainda o abraço. — Eu… Eu sinto… Olha, eu não queria ser um idiota com você, mas… às vezes eu faço isso, eu sei.
— Sim, você faz. — Sebastian disse, finalmente descruzando os braços e batendo com os dois punhos fechados contra o peito de Kimi. — Você agiu feito um perfeito idiota desde que o Mark flagrou a gente, como é que você acha que eu me senti?
— Me perdoa. Eu sei, eu devia ter falado com você, eu só… Eu só não sabia…
— O que? — Sebastian perguntou, olhando Kimi nos olhos. O finlandês respirou fundo antes de conseguir falar. Ele se sentia de volta à fase em que precisava de seu irmão como intérprete, quando a timidez fazia com que ele mal conseguisse ser entendido pelos jornalistas. Só que agora era muito pior.
— Eu não sabia como te dizer o quanto eu gosto de você. Sem ferrar mais ainda as nossas vidas.
Ambos ficaram em silêncio depois disso. Sebastian aos poucos foi relaxando e deslizando as mãos em volta do tronco do finlandês, pousando-as em sua cintura. Kimi manteve uma das mãos nas costas do mais novo, enquanto a outra foi parar em sua nuca, acariciando os cabelos de Sebastian.
— Não acho que haja nada que você possa fazer quanto a isso… — Sebastian aproximou-se de Kimi, falando ao seu ouvido. — Eu acho que nós já estamos ferrados de um jeito que não dá mais pra consertar.
Sebastian se afastou um pouco, apenas para poder olhar nos olhos do finlandês. O mais jovem mordeu os lábios antes de se inclinar e beijar Kimi. O beijo começou tranquilo, mais um pressionar de lábios do que qualquer outra coisa.
Aos poucos, os lábios já se buscavam com mais intensidade e desejo, aprofundando o beijo e fazendo ambos ofegarem. Ainda de pé no meio do quarto, os dois pilotos começaram a se despir, sem parar de se beijar no meio do processo.
A cama era a direção mais óbvia, e foi para lá que ambos seguiram.
Em instantes, e até sem perceber, Sebastian sentiu-se tombando sobre a cama, com Kimi caindo sobre si. O finlandês beijava-o avidamente, descendo por seu pescoço e já parecia que respirara era uma missão quase impossível. Sebastian já havia perdido a camisa, e Kimi parou por alguns segundos apenas para se livrar da sua também, voltando a se inclinar sobre o mais jovem, mas percebeu que Sebastian parecia receoso, e voltou a se afastar e encarar o alemão, que se apoiou nos cotovelos antes falar.
— Você tem que parar de agir feito um idiota, e de me tratar feito um. — Sebastian falou ofegante, olhando Kimi nos olhos.
— Isso é justo. — O finlandês disse, sem desviar os olhos do mais jovem. — Eu prometo que eu vou tentar.
— Acho bom. — Sebi disse depois de uma breve pausa e voltou a relaxar na cama, com Kimi ainda meio de joelhos sobre si.
Era Kimi quem parecia mais cauteloso agora, como se esperasse algum tipo de aprovação para continuar, e Sebastian percebeu isso. Eles definitivamente tinham que melhorar a comunicação verbal nesse relacionamento.
O alemão voltou a levantar um pouco o corpo, apoiando-se em um braço apenas e levando a outra mão até o peito de Kimi, descansando-a ali por breves instantes até descer por seu abdome, sentindo os músculos tensos no local. Sebastian sentia-se mais relaxado do achou que fosse possível, talvez porque ele realmente quisesse aquilo e já tivesse parado de se culpar por isso. Ou de pensar racionalmente no assunto.
Kimi entendeu o recado e voltou a se inclinar, beijando Sebastian com vontade, mordendo de leve seus lábios até que ambos estivessem deitados novamente, com Kimi com uma das pernas encaixadas entre as de Sebastian, ambos os homens impulsionando seus quadris um contra o outro, conseguindo sentir perfeitamente a excitação um do outro.
As mãos de Sebastian já haviam encontrado seu destino favorito, os cabelos de Kimi, que eram delicadamente – e às vezes nem tanto – puxados ou empurrados.
Kimi deslizou uma das mãos entre os corpos de ambos até chegar no cós da calça de Sebi, abrindo o botão sem aviso prévio e com a intenção de acariciá-lo por sobre a cueca. Se ele estivesse usando uma. O que o fez soltar um gemido mais alto ao entrar em contato com a pele quente da ereção do mais jovem.
Sebastian sorriu travessamente, seus olhos brilhando de excitação. Ele levou as duas mãos até o botão do jeans de Kimi e o abriu também, enquanto sentia a mão do finlandês começando a trabalhar no seu pau. Ele ofegou antes abrir o zíper de Kimi, querendo ao mesmo tempo poder olhar para o volume que podia sentir dentro das calças do mais velho, mas também muito perdido nas sensações que as mãos dele proporcionavam.
Kimi se apoiou num dos cotovelos, para poder mover-se melhor enquanto Sebastian fazia o trabalho de baixar mais suas calças, e ele as terminava de tirar empurrando-as com as pernas. Depois o finlandês retirou a mão de dentro da calça de Sebastian, e a puxou fora de uma vez. Kimi retirou sua última peça de roupa e desta vez foi Sebastian quem tomou seu pênis na mão, bombeando de leve. Kimi ofegou e segurou o punho do mais jovem, se inclinando sobre ele e se encaixando entre suas pernas.
O finlandês foi descendo pelo tronco de Sebastian aos poucos, até chegar no caminho de pêlos mais escuros que o levariam até seu objetivo. Ele distribuía beijos naquela região, ainda evitando a ereção de Sebastian, que já levantara a cabeça para observar Kimi em ação em seu pau.
Kimi tomou o pênis de Sebastian na boca e se concentrou em sugar e lamber, fazendo o mais jovem ofegar, soltando gemidos cada vez mais altos. Depois de alguns instantes, porém, ele voltou a se deitar sobre Sebastian, abandonando sua ereção já dolorida e vazando.
Eles voltaram a se beijar, compartilhando aquele sabor. Sebastian puxava Kimi para si, espalhando as pernas e as enroscando em torno do finlandês, em um convite para o que ambos sabiam que não poderia mais ser adiado.
Kimi sentia seu pênis pulsando em contato com a ereção de Sebastian enquanto ambos se beijavam. Tudo que eles já haviam feito até ali tinha sido maravilhoso, mas não o suficiente, e agora ele tinha certeza de que isso era o que o alemão queria também.
— A gente vai precisar de… — O finlandês falou, depois de separar os lábios dos de Sebastian por um segundo. Ele ergueu uma sobrancelha antes de terminar a frase. — Lubrificante.
Sebastian desviou o olhar do mais velho e encarou a um canto perto da porta do banheiro, com uma cara de desânimo que quase assustou Kimi.
— Na minha mochila. — O alemão disse ofegante, encarando Kimi como se dissesse "que está a quilômetros de distância"…
Kimi respirou fundo antes de responder.
— Eu vou lá pegar. — E foi a vez do finlandês encarar Sebastian como se dissesse "mas você vai ter que me soltar primeiro"…
Sebastian lentamente relaxou o aperto de suas pernas em torno de Kimi, até que o mais velho conseguiu se erguer e se levantar da cama, deixando Sebi, mesmo que apenas por alguns segundos, sentindo-se estranhamente… Nu.
Kimi praticamente pulou da cama até perto do banheiro, onde a mochila de Sebastian descansava no chão. Ele revirou os bolsos rapidamente, e achou o pequeno tubo de lubrificante solto na bolsa do piloto alemão. Pelo menos era um rapaz prevenido, Kimi ainda conseguiu pensar e esboçar um pequeno sorriso.
Ele caminhou mais lentamente de volta à cama. Sebastian voltara a se apoiar nos cotovelos, encarando cada movimento do homem mais velho em expectativa, seus joelhos um pouco flexionados sobre o colchão. Kimi ficou de frente para a cama e parou por um segundo para apreciar a imagem. Sebastian fez o mesmo, sabendo que ele não podia – nem queria – esperar mais. Os dois homens estavam dolorosamente excitados. O alemão ergueu uma das mãos, oferecendo-a a Kimi, convidando-o a retornar ao lugar de antes.
— Vem. — Sebastian disse num sussurro.
O finlandês votou a se acomodar entre as pernas do mais novo, deitando-se cuidadosamente sobre Sebastian enquanto ainda segurava o tubo de lubrificante em uma das mãos. Kimi soltou o frasco na cama, e beijou Sebastian de leve antes de segurar seu rosto, acariciando-o e chegando perto do ouvido de Sebastian.
— A gente vai isso com calma, okay? — Kimi disse contra a orelha do mais jovem. Sebi soltou um suspiro.
— 'Tá bom. — Sebastian respondeu, levando as mãos mais uma vez aos cabelos de Kimi.
Eles se beijaram novamente, até que Kimi voltou a sua atenção ao lubrificante. Ele se separou de Sebastian por um segundo e abriu o frasco, espalhou o líquido pelos dedos e levou a mão até entre as pernas de Sebastian, que ofegou ao toque frio do lubrificante com sua pele. Kimi se apoiava num dos braços, e Sebi continuava com as mãos na nuca do finlandês.
Sebastian gemeu mais alto. Sentir os dedos frios e lambuzados de Kimi o fazendo tomar conhecimento de lugares que ele nem sabia que existiam, ou que só conhecera há pouco tempo. O homem mais velho tocava a borda de sua entrada, provocando o local e fazendo Sebi choramingar.
Kimi sabia que precisava ser cuidadoso, somente a ideia de machucar Sebi, de qualquer forma que fosse, o faria sentir-se a pior pessoa do mundo.
Ele beijava o mais jovem, mordendo de leve seus lábios, sentindo a respiração ofegante de Sebastian em seu rosto. Introduziu um primeiro dedo e sentiu como o mais jovem tremeu de diante de si. Sebastian mordeu o lábio, a sensação estranha, a princípio, causando-lhe uma queimação incômoda.
Mas quando o finlandês passou a mover o dedo, aos poucos Sebastian conseguiu relaxar, sua expressão facial mudando de certo desconforto para prazer. Kimi continuou com os movimentos, intensificando-os, fazendo Sebastian gemer e ofegar mais alto. O segundo dedo entrou com mais facilidade, encontrando um caminho mais relaxado dentro de Sebi. O mais velho tentava manter um ritmo confortável, saindo e entrando, e Sebastian já movimentava os quadris de encontro aos dedos de Kimi.
— Kimi… — Sebastian ofegou, as mãos agora agarradas aos ombros do outro homem, sentindo qualquer traço restante de coerência evaporar de sua mente. — Mais… Mais, por favor…
O finlandês introduziu um terceiro dedo, estocando com mais intensidade, testando… Sebastian soltou quase um grito engasgado quando Kimi acertou um ponto específico dentro dele.
— Ah, ah… Aí. — Ele disse e apertou os ombros de Kimi. — Aí, Kimi!
Mas ao invés de continuar, Kimi retirou os dedos, fazendo com que Sebi dissesse algo em alemão que provavelmente não era muito gentil. O mais novo olhou para Kimi, enquanto o finlandês se ajoelhava na cama, entre as suas pernas, separando-as mais ainda. Sebastian sentia seu quadril sendo levemente erguido, sem nunca tirar os olhos do homem mais velho.
Kimi apoiou uma das pernas de Sebi em seu ombro, criando um ângulo melhor e se inclinou sobre o mais jovem. Ele olhou nos olhos de Sebastian antes de beijá-lo.
— Você está pronto? — Kimi perguntou, Sebi já podia sentir o pau do finlandês pressionando a sua entrada.
— Ja. Sim.
Sentindo o pênis de Kimi entrando aos poucos dentro dele, Sebastian se concentrava em respirar e tentava desesperadamente não choramingar feito uma menininha virgem. Não, ele não faria isso. O alemão, ao invés disso, se agarrou com mais força aos ombros do mais velho, enquanto Kimi penetrava-o aos poucos. Quando o finlandês finalmente parou, Sebi abriu os olhos e o encarou, respirando com certa dificuldade.
— Só relaxe. — Kimi disse, ao que Sebastian respondeu apenas inclinando a cabeça para trás, exibindo o pescoço largo para o finlandês.
Kimi não resistiu e beijou o alemão, mordendo e lambendo a pele pálida naquela região.
Um movimento quase tímido e Sebastian finalmente choramingou. Novamente, e o alemão apertou os ombros de Kimi com mais força.
— Mova-se. — Ele conseguiu dizer entre ofegos. — Rápido, por favor.
E Kimi obedeceu, ele passou a se mover, lentamente, no início. O barulho dos gemidos de ambos já tomava conta completamente do quarto. Sebastian experimentava pela primeira vez a sensação de ser preenchido por alguém, e Kimi se perdia no calor apertado do alemão, que ele já desejava há tanto tempo.
As estocadas foram ficando mais confiantes, mais fortes. O ritmo acelerando gradativamente. Sebastian abandonara o pudor dos gemidos desde o primeiro boquete que Kimi fizera nele, e já conseguia gemer sem se importar com mais nada, apenas com as sensações que o pau duro e pulsante de Kimi proporcionavam dentro dele, tocando-o num ponto que fazia Sebi sentir tanto prazer que ele sabia que estava prestes a ter o maior orgasmo de sua vida.
A ereção do mais jovem era pressionada contra a barriga do finlandês a cada estocada, trazendo Sebastian ainda mais perto do orgasmo. O alemão impulsionava os quadris contra os de Kimi, aumentando ainda mais o atrito entre os dois.
Entre beijos e puxões de cabelo, ofegos e gemidos, ambos chegavam ao seu limite. Kimi segurava uma das pernas do mais novo com uma das mãos, enquanto a outra foi parar entre ambos os corpos, segurando com força a ereção de Sebastian, que já vazava.
O mais novo soltou quase um urro ao sentir a mão de Kimi em seu pau.
— Kimi… Eu vou… Eu… Vou gozar. — Sebastian disse enquanto inclinava sua cabeça para trás, incapaz de controlar qualquer reação de seu corpo.
— Eu… Ah… Eu também. — O finlandês disse entre gemidos, intensificando as estocadas, ao mesmo tempo em que masturbava o mais novo. Não demorou muito e Kimi sentiu um líquido quente e pegajoso inundar sua mão, ao mesmo tempo em que Sebastian tremeu e pareceu parar de respirar por um segundo.
Kimi grunhiu quando Sebastian apertou os músculos em torno de seu pau, o finlandês deu uma estocada profunda antes de sentir-se derramar dentro do jovem alemão.
Sebi sentiu o sêmem quente de Kimi preenchê-lo, o finlandês desabando sobre o seu peito poucos segundos depois. De movimento insanos e erráticos à total inércia em poucos instantes, e então ambos estavam apenas tentando controlar as batidas do coração, respirando, não sem alguma dificuldade, aquele aroma de suor e sexo que invadiu o ar do quarto de hotel.
Sebastian levou uma das mãos à nuca de Kimi, acariciando os cabelos do finlandês. Kimi levantou um pouco o rosto para encarar seu jovem amante, que ainda tinha o peito arfando e as bochechas coradas. Os lábios de Sebastian estavam tão mais vermelhos e inchados que o mais velho não resistiu a mover seu corpo, finalmente saindo de dentro do alemão, para capturá-los em um beijo.
Eles se separaram para tomar ar, e Kimi rolou de cima de Sebastian, deitando-se de costas na cama, totalmente exausto.
— Isso foi tão… Incrível. — Sebastian disse, talvez mais para si mesmo do que para Kimi. O finlandês sorriu.
— Foi. Totalmente incrível. — Kimi se virou para Sebastian, tocando o peito do alemão, sentindo o coração ainda acelerado do mais novo. Ainda havia rastros de sêmem no abdome de Sebi, assim como em sua mão.
— Nós não devíamos ter demorado tanto. — Sebastian falou com um sorriso, virando-se para encarar Kimi, que não respondeu nada, apenas voltou a encostar seus lábios nos de Sebi.
Eles trocaram mais um beijo, mais calmo, mais tranquilo agora. Quando se separaram, Kimi encostou sua testa a do mais novo, tomando coragem para falar o que ele sabia que precisava ser dito.
— Eu só queria que você soubesse o quanto eu tô apaixonado por você antes.
Sebastian sorriu, e ele não se importou se isso era bobo ou não. O sorriso ficou ainda maior quando ele viu que Kimi tivera a mesma reação.
— Você tem que admitir que é bem difícil ler os sinais que você emite. — Sebastian disse ainda com a testa encostada a de Kimi.
— Mas você tem feito um ótimo trabalho.
Sebastian se afastou apenas o suficiente para pousar um beijo no topo da cabeça do finlandês. Eles se encaram por alguns segundos.
— Você vai dormir aqui? — Sebastian finalmente perguntou.
— Eu não sairia dessa cama agora nem se isto estivesse no meu contrato. — Kimi respondeu, inclinando seu corpo sobre o de Sebastian para pegar o lençol da cama e jogá-lo sobre eles.
O finlandês descansou sua cabeça contra o peito de Sebastian.
— Mas eu vou ter que sair antes de amanhecer.
— 'Tá bom, mas me acorda pra me despedir de você, por favor. — O mais jovem disse, puxando Kimi contra si o mais próximo possível.
Eles não demoraram muito a adormecer, e apesar de que em poucas horas o finlandês teria que levantar-se e sair, que ambos teriam de encarar a realidade de suas vidas e as consequências de seus atos, naquele instante nada perturbaria o sono de Kimi ou de Sebastian.
Continua...
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n/a: Mais um capítulo! Obrigada a todos que tem lido! :DD
n/a²: Na tabela da fic foram especificados 19 capítulos, mas eu preciso escrever um capítulo extra para o Rali da Finlândia, que aconteceu em julho/agosto do ano passado. Então esse vai ser o próximo capítulo, que será um pouco (bem) mais curto que os outros.
1BJ!
