Título: Ragionevole Amore

Anime: Katekyo Hitman Reborn!

Gênero: Ação/Romance/Suspense

Casal: Yamamoto Takeshi e Miura Haru

Disclaimer:

É gente, Katekyo Hitman Reborn e seus personagens infelizmente não me pertencem, são obras exclusivas de Amano Akira-sensei. Se me pertencesse, pode ter certeza que os capítulos do mangá não sairiam semanalmente, e sim anualmente. ^-^" (Vamos agradecer que Amano Akira-sama existe! *-*)

Ragionevole Amore

(Betado por Purikon)

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~~x~~

A menina observava com olhos cheios de dúvida os dois adultos conversando. Não entendia nada do que falavam. Famiglia Cordopatri? Nunca havia ouvido falar disso antes. Provavelmente outra conversa da máfia, onde ela seria a única excluída. De novo. Olhou de soslaio para o rapaz do seu lado. Pelo jeito dele, parecia que também não fazia a menor idéia do que Bianchi e Maximiano estavam falando. Pelo menos não era a única.

- E também é por isso que ele ainda não me matou. – disse Maximiano.

- Então você tem aquilo?! – Bianchi perguntou surpresa.

"Aquilo?" perguntou-se a menina, totalmente confusa.

Maximiano suava frio.

- Ele os pegou. Mas ainda estão selados. – respondeu.

- Hm, vocês poderiam explicar para nós? – Yamamoto se atreveu a perguntar, esboçando seu sorriso de sempre.

Bianchi pareceu se lembrar de que os dois garotos estavam ali e resolveu que não era bom entrar em detalhes agora.

- Não é nada. – respondeu frivolamente.

- Eh? – perguntou o garoto em tom de dúvida.

- Antes de qualquer coisa, temos que sair daqui. – a moça se apressou a falar. – Ah, já ia me esquecendo. Isso aqui é seu. – disse jogando algo na direção do rapaz.

- Hã? – questionou pegando rapidamente o objeto que vinha ao seu encontro. – Ah! Shigure Kintoki! – exclamou desembrulhando a espada de madeira.

"Da onde ela tirou isso?!" perguntou-se Maximiano incrédulo. "E mais importante, por que uma espada de madeira?! Ele não vai muito longe com isso..." menosprezou.

- Hahi, essa não é aquela espada mágica? – Haru perguntou com os olhos brilhantes.

- Hahaha, mais ou menos isso. – riu o garoto tirando o resto da capa de tecido que envolvia o objeto.

"Espada mágica?" Maximiano pensou curioso.

Yamamoto empunhou a espada e a balançou em alta velocidade. A espada de madeira rapidamente se transformou em uma katana.

"Uma espada transmutativa!" pensou o homem surpreso. "Faz anos que não vejo uma dessas... Acho que a última vez foi quando aquele cara apareceu durante aquele tornado, e logo depois desapareceu misteriosamente. Acho que ele também era japonês..."

- Hahi, como sempre a espada do Yamamoto-kun é incrível! – Haru disse entusiasmada. Após o que aconteceu no futuro, ela estava bem ciente das habilidades do rapaz e dos seus amigos.

- Sim, a Shigure Kintoki que o Oyaji me deu é incrível. – sorriu o Guardião da Chuva.

"Oyaji...? Será que... Bem, não importa." riu o homem. "Acho que posso contar com as habilidades dele."

- E Haru, eu trouxe uma coisa para você. – disse a Poison Cooking. A menina olhou curiosamente para a mais velha; Bianchi tirou de algum lugar uma muda de roupas, e Haru pode reconhecer o seu uniforme usual do Colégio Midori.

- Hahi! É o uniforme da Haru! – exclamou surpresa.

- Eu acredito que você não queira ficar com essas roupas sujas por muito mais tempo. – riu a moça.

- Sim... Mas a Haru não tem a onde se trocar... – disse decepcionada.

- Hahaha, por que não se troca aqui mesmo? – Maximiano gargalhou. – Tá escuro mesmo, ninguém vai ver!

- A H-Haru não pode fazer isso! – ruborizou negando desesperadamente com as mãos.

Haru não foi a única que ruborizou com a proposta, e Bianchi, com sua aguçada percepção não pode deixar de notar o garoto ficar com um tom levemente avermelhado também. Abafou o riso com uma das mãos e se aproximou do rapaz, aproveitando a distração dos outros presentes. Nunca foi muito com a cara do garoto, principalmente com aquele risinho que a irritava, mas até que estava começando a gostar dele depois dessa.

- Você gosta mesmo dela, não é? – perguntou, mantendo os olhos na garota em questão.

Yamamoto não deveria ficar surpreso, mas ficou. Era de se esperar em uma expert no amor. Seus ombros ficaram tensos ao toque da mão da mulher em suas costas. Não se atreveu a encará-la.

- Hahaha. – descontraiu-se e tentou esconder o nervosismo por trás do sorriso. – Mais ou menos isso. – Ela tentou ignorar o sorriso irritante do garoto.

- Então demonstre. – ela disse firmemente. O Guardião da Chuva ficou incomodado com a frase de duplo sentido. – Proteja-a. – acrescentou notando o olhar de dúvida do rapaz. – Esse é o seu dever.

O espadachim não pode evitar de abrir um sorriso em seu rosto.

- Pode deixar. – riu observando a jovem de cabelos castanhos conversando, ou melhor, se desesperando com Maximiano, com sua face ruborizada.

- Hahi! A Haru vai ficar com as roupas que ela está. – concluiu, derrotada.

- Haru. – chamou a mulher. – Ali. – apontou um canto da sala. – Essa sala se divide em duas, ali tem uma parede grande o suficiente para te acobertar. – disse monotonamente.

- Hm, você é boa. – Maximiano elogiou com uma pontada de sarcasmo. – Poucas pessoas veriam isso nessa escuridão.

- Hahi! Então o Maximiano-san sabia?! – Haru perguntou indignada, demonstrando um pouco de raiva.

- Hahaha! É tão bom tirar sarro de idio... digo, mentalmente menos capacitados. – gargalhou alto.

Haru tentou ignorar o comentário grosseiro, pegou a muda de roupas e foi para o local onde Bianchi indicou, claramente irritada. Tomou precauções para que não fosse vista e começou a tirar o uniforme, agora sujo, da escola Namimori.

Bianchi ficava atenta, para ter certeza de que ninguém fosse espionar a menina. Estava certa de que um não o faria, mas não sabia do outro. E esse outro continuava a rir da piada sem graça que acabara de fazer. Ela também tentou ignorar isso. Olhou para o rapaz ao seu lado intrigada.

- Você escolheu o caminho mais difícil. – disse enfim ao garoto, chamando sua atenção instantaneamente.

O Guardião da Chuva não respondeu; sabia exatamente o que ela queria dizer. Com certeza era o caminho mais difícil, levando em consideração que ele escolheu se apaixonar por alguém que o coração já tinha dono. Mas isso não impedia o garoto; ele já sabia disso há muito tempo atrás, e já havia decidido que a protegeria de qualquer forma. O rapaz deu um sorriso singelo.

- Obter coisas facilmente não é tão divertido. – sorriu observando o local onde Haru provavelmente estava se debatendo para trocar de roupa rapidamente.

A Poison Cooking foi obrigada a concordar, o amor é cego. E ela não tinha dúvidas de que não teria a mínima graça se fosse tão fácil ser feliz. Nesse momento, ela se lembrou de Reborn e sorriu com a imagem do arcobaleno em sua mente.

Haru não demorou muito para voltar ao grupo, completamente vestida com o seu uniforme usual, mais confortável com as roupas limpas. Olhou para o uniforme azul dobrado em sua mão e ficou imaginando o quanto teria que esfregar para tirar as manchas deixadas pelo lugar sujo. Suspirou só com o pensamento, mas não deixou isso a abater. Estava motivada, mas tinha um pressentimento que algo ruim iria acontecer, só não sabia exatamente o que era.

- Vamos indo. – Bianchi pronunciou ao perceber a volta da garota. – Haru, tome cuidado por onde and... – tentou avisar, mas foi tarde.

- Hahi! – Haru gritou ao escorregar em uma camada de musgo no chão. Sentiu seu corpo ir ao encontro do cimento, seus olhos se fecharam instantaneamente. Estranhou que a dor não chegou após alguns segundos e abriu um de seus orbes castanhos para checar; seu rosto estava a centímetros do solo.

- Hahaha, essa foi por pouco. – Yamamoto riu, segurando o corpo da menina com um só braço.

- H-hahi... – estremeceu a menina, com o rosto levemente rosado. Haru pode sentir os músculos do braço do garoto; Com certeza, Yamamoto não era fraco, pelo contrário, muito longe disso. – A-a Haru vai t-tomar mais cuidado. – gaguejou envergonhada enquanto o rapaz a ajudava a ficar de pé.

Depois de sua epifania sobre seus sentimentos há pouco tempo atrás, a menina começou a ficar estranhamente nervosa quando estava muito perto do rapaz. Haru aproveitou para observar o garoto mais um pouco. Nunca havia percebido o quanto era alto em relação á ela; provavelmente o mais alto do grupo de amigos, ou melhor, da Família comandada pelo jovem Vongola.

- É melhor nos apressarmos. – Maximiano interrompeu a linha de raciocínio de Haru com um tom de urgência. Sabia que não demoraria para que os seus antigos comparsas viessem pegá-los.

- Sim. – concordou Bianchi indo em direção á porta.

Maximiano foi atrás da mulher, sendo seguido por Yamamoto e Haru em seu encalço. A menina caminhava ao lado do Guardião da Chuva ao longo do corredor mal iluminado, sem saber o certo para onde estavam indo.


O senhor suspirou. Não conseguia ficar parado e batucava nervosamente o criado-mudo que ficava ao lado da grande poltrona onde estava sentado. Não era a primeira vez que se sentia tão inútil e inquieto, já que era a terceira (ou sabe lá Deus qual) vez que sua filha sumia de um dia para o outro. Há dez anos atrás, aconteceu algo parecido, e era uma época que não lhe dava prazer relembrar, principalmente porque foi quando perdeu sua esposa e quase perdeu sua filha. A preocupação do Senhor Miura aumentava drasticamente a cada minuto que se passava. Sentiu necessidade de se mexer e levantou-se, andando para lá e para cá freneticamente. A falta de notícias de sua filha o corroia por dentro, não gostaria que o que aconteceu no passado se repetisse; não queria perder mais ninguém.

Tentou se acalmar, dizendo para si mesmo que tudo estava bem. Buscou memórias mais felizes, como quando sua família estava completa e eles desfrutavam de seu tempo juntos. Sua esposa nunca teve muito tempo livre, mas se esforçava ao máximo para que todos pudessem ser felizes. Ela tinha que ficar ocupada com o seu emprego e a outra coisa. Ela nunca comentou nada sobre essa outra ocupação, mas Miura sabia muito bem que era algo perigoso. Pensando sobre isso, começou a ficar mais nervoso ainda e as lembranças do dia em que soube que Ami estava morta vieram a tona.

A polícia tinha sido avisada do seqüestro, mas não puderam fazer nada. Não rastrearam os culpados e nem acharam uma única pista que pudesse levá-lo a sua querida filha, que na época tinha apenas cinco anos. Em compensação, sua mulher conseguiu achar os rastros e ainda foi sozinha ao covil inimigo. Como pode? Para você ver a eficiência da polícia.

Miura lembrou que Ami estava relutante em avisar a polícia, ela dizia que era "perigoso" demais para eles se envolverem. Na época ele não entendeu o que a sua esposa queria dizer, mas ao passar dos anos, ele percebeu o que seria esse "perigoso demais". Provavelmente era coisa do destino que sua filha também se envolvesse em algo parecido. Suspirou novamente. Quando a menina desapareceu há poucos meses atrás, ele se desesperou da mesma forma. Mas depois se reencontrar com Iemitsu após tantos anos ele pode ter certeza do que sua filha havia se metido. Como dizem: Tal mãe, tal filha.

Um lapso de memória fez ele relembrar do garoto misterioso que trouxe sua filha coberta de sangue naquele dia. Não sabia bem o porquê, mas ele era um tanto quanto familiar. Ou era somente sua imaginação pregando peças novamente? Parou por um momento no retrato que estava encima da cômoda e olhou com saudades para ele. A linda mulher de cabelos compridos sorria e no seu colo estava uma linha bebezinha sorrindo graciosamente.

"Como eu gostaria que o tempo voltasse..." desejou para ninguém em particular.

Quase derrubou a fotografia no chão quando ouviu a campainha. Esperançoso, correu para abrir a porta.


Hibari levantou suas tonfas em chamas ameaçadoramente, fazia um bom tempo que não havia ninguém interessante para ele bater até a morte e estava com uma vontade insana de lutar com alguém poderoso; Dino não vinha ao Japão desde que voltaram do futuro, então não tinha o seu "brinquedinho" para espancar até a morte na hora que quisesse. O Líder do Comitê Disciplinar ficou desapontado por ter que lutar com uma garota primeiro, mas isso não mudaria o fato de que poderia bater em alguém o quanto desejasse; só iria diminuir o tempo que levaria. Ou foi assim que pensou.

Primeiramente, menosprezou a mulher, depois a observou calmamente. Ela vestia uma blusa de gola alta vermelha, uma saia preta sobre uma calça capri branca e uma sapatilha da mesma cor de sua blusa; uma combinação estranha, mas poderia ser considerado na moda na Europa. Sobre o braço direito havia uma faixa parecida com a sua do Comitê Disciplinar, mas diferentemente do vermelho com escritas e detalhes dourados casual, a faixa era totalmente negra, com apenas um par de listras verticais roxas em uma das extremidades. Porém não fora isso que mais chamou a atenção do rapaz. O quê realmente se destacava era aquele colar que ela usava, o pingente era um tanto intimidador; uma caveira trespassada por uma espada. Algo que Gokudera amaria, mas isso não vinha ao caso.

A garota de cabelos arroxeados mantinha o rosto inexpressivo, mas seus olhos demonstravam nojo do rapaz a sua frente. Não ficou nem um pouco surpresa quando o anel do garoto se incendiou e muito menos quando as chamas se propagaram para as tonfas dele; até parecia que era algo muito normal aos seus olhos azuis claros, o quê irritou mais ainda o Guardião da Nuvem. Ela não deixou por menos, e logo o rapaz entendeu o porquê dela não ter nenhuma reação. A garota moveu ligeiramente a saia, de modo que um par de caixas presas a um coldre em sua perna direita ficasse á mostra. Rapidamente Kyoya reconheceu serem boxes. Chamas da mesma cor de Hibari, um lilás suave, se acenderam nas mãos da moça, derivadas de um anel que ficava no indicador direito dela.

A garota posicionou a mão de forma que o anel em brasas se colocasse nos pequenos orifícios das caixas, liberando duas finas correntes banhadas em chamas da Nuvem que a envolveram graciosamente em espirais. As pontas das correntes possuíam pêndulos que visivelmente eram bastante afiados.

- Uma arma de boxe. - Hibari refletiu. Não era uma tecnologia que deveria existir nesse tempo ainda.

- Huh. - a moça desdenhou. - São bem úteis. - disse por fim.

O Guardião ficou intrigado, mas chegou a conclusão que para arranjar algumas respostas teria que ser pelo jeito difícil; coincidentemente, ou não, Hibari Kyoya adorava o jeito difícil. Ela rapidamente avançou ao seu encontro, tirando o trabalho de Hibari fazer isso por si só. Houve um choque e um tilintar de metais quando as duas armas se encontraram. A inimiga manuseava o par de correntes habilmente, havia um cheiro estranho nela também. O rapaz encarou a mulher, e quando estava prestes a atacar novamente, sentiu-se tonto.

- O quê...? - disse cambaleando. Sua visão começou a ficar embaçada e ele se esforçava para manter o foco.

- Finalmente notou? - a garota perguntou confiante. - Japoneses são lerdos mesmo. Desde o momento que você entrou por aquela passagem você caiu na minha armadilha.

"Perfume...?" perguntou-se entendendo o que a mulher quis dizer.

- Huh. Eu odeio ter que socializar com gentinha da sua raça, mas eu realmente odeio não deixar que as minhas vítimas não saibam meu nome. - disse em um tom de superioridade e desprezo. - Eu sou Cherie de la Vallière, a Mercenaria da Nuvem da Família Vendetta.


Isso não estava nos planos. E ele odiava quando os planos eram deturpados dessa maneira. Uma visita não convidada era uma das coisas que menos agradava aquele homem; sempre que vinham, sacrifícios desnecessários aconteciam. Da última vez foi aquela mulher. Arrepiou-se só de lembrar do cadáver dela, era algo que queria esquecer. A irritação começou a tomar posse do seu corpo, franzia a testa com raiva. Ele seria obrigado a matar essa visita indesejável, mesmo que as habilidades dela pudessem ser utilizáveis para o seu benefício.

- Yamaguchi. - chamou rispidamente o jovem careca que continuava parado em frente a sua mesa. - Chame Nero. - ordenou tentando controlar a raiva que ameaçava a explodir.

- Sim senhor! - estremeceu o subordinado, ele esperava algo pior; sabia muito bem o ódio de seu chefe por coisas fora do plano.

Yamaguchi se apressou a sair do aposento. Ele não achava que houvesse a necessidade de chamar aquela pessoa problemática, mas ordens eram ordens, ele não poderia recusar.

"Se ela vir, as coisas vão ficar mais complicadas." pensou, soltando um longo suspiro.


Kyoko levava I-pin em seu colo. Seu rosto era um misto de angústia e preocupação; Os amigos estavam em perigo e ela não podia fazer nada. De novo. Quantas vezes teria que se sentir tão inútil dessa maneira? Não queria deixar Bianchi ir, mesmo depois de Tsuna ter dado ordens indiretas para ela ficar, mas também não poderia deixar que os amigos entrassem em uma enrascada por causa de seus pensamentos egoístas. Foi por isso que quando Reborn pediu aquele favor á Bianchi, Kyoko não havia dito nada. Queria tanto ir ajudá-los, mas sabia que sua presença apenas dificultaria para os outros. Ser um peso morto ás vezes machucava muito.

- Se você não queria que ela fosse, você deveria ter falado para ela. - Hana disse, andando calmamente ao lado da amiga, e evitando ao máximo ficar perto de Fuuta.

- Eu não poderia. - tentou sorrir.

Hana suspirou.

- Eu sei que tem algo perigoso acontecendo, e respeito o fato de você não querer falar disso comigo... - começou a dizer, mas ao ver o rosto angustiado da amiga, deu outro suspiro. - E eu sei que não vai adiantar dizer para você não se preocupar, mas que tal você apenas confiar nele? - tentou persuadir. - Se for o Sawada, eu tenho certeza que tudo vai acabar bem.

Kyoko levou isso em consideração. Ela precisava confiar em Tsuna. Mais do que já confiava, mas não podia evitar de se preocupar com o bem estar dele e do resto dos seus amigos. Já tinha visto coisas bastante graves acontecerem com eles; não gostaria de ver novamente, não sabia se conseguiria suportar aquilo tudo de novo. As garotas andavam vagarosamente pela rua. O Sol já havia desaparecido do céu, mas elas não se importavam. Colonnello deveria estar em casa quando voltasse, esse era uns dos argumentos que Kyoko havia usado para fazer Bianchi ir fazer o que Reborn havia pedido, isso depois de prometer que Hana também ficaria na casa de Kyoko após deixar as crianças com a Nana.

Haviam acabado de passar no Senhor Miura para avisar que os meninos estavam procurando Haru. Kyoko se sentiu culpada ao ver a tristeza do homem quando elas partiram. O caminho parecia longo e tedioso, mas ao mesmo tempo, preocupado e angustiado aos olhos da garota. Ela confiava cegamente em Tsuna, porém era difícil para ela ficar apenas esperando que tudo terminasse. Foi duro durante o futuro, mas era mais duro agora depois de saber da verdade e dos perigos que o seu irmão e seus amigos queridos estavam envolvidos. Andava distraída, perdida em suas preocupações, e acabou esbarrando com alguém quando virava a esquina da casa de Tsuna.

- A-ah, m-me desculpa! - gritou nervosamente o garoto que acabou caindo no chão. Kyoko quase caiu também, mas Hana a ajudou no último minuto.

"Ugh! Eu encostei naquela pirralha..." pensou limpando as mãos nas roupas depois de acidentalmente tocar I-pin quando ajudou Kyoko, já adivinhando que sua alergia chegaria logo.

- Shoichi-kun! - Kyoko disse surpresa ao notar o garoto de óculos caído na rua.

- Sasawag... Ugh! - tentou dizer, mas começou a se contorcer, abraçando sua barriga fortemente. Dor de estômago.

- Você está bem? - a garota se apressou em ir ajudar o rapaz. - Aconteceu alguma coisa? - Irie Shoichi tinha dores de estômago quando estava nervoso.

"Mais um conhecido?" Hana se perguntou. Sua vida estava um tanto agitada ultimamente.

- N-não, não é nada... - Irie tentou negar, mas uma onda de dor o pegou desprevenido e ele se abraçou mais forte ainda. - É s-só que eu preciso achar o L-Lambo.

- Eh? Lambo-chan? - Kyoko perguntou confusa.

- S-Sim... ele andou pegando umas coisas que eu estava testando... - Isso era bem a cara do Lambo. - E acabou p-pegando uma coisa que não devia... - disse em meio a dor.

- O que o Lambo-chan pegou...? - a garota perguntou preocupada.

- U-uma coisa perigosa... Que pode fazer c-com que o tempo e espaço sejam alterados e f-ficarmos presos em um buraco negro dimensional... - respondeu tentando se recuperar.

Hana já estava sem paciência com tanta enrolação.

- O que ele pegou? - perguntou mal humorada. Shoichi estremeceu.

- A Jyunnen Bazooka Reversa.


A coisa estava difícil, Chrome sentia dor em todas as articulações e em cada pedaço de seu corpo. Nunca havia enfrentado uma pessoa tão poderosa e rápida dessa maneira. Já estava começando a ficar difícil se proteger, e aquele homem de cabelos alaranjados continuava atacando sucessivamente. Seu bastão estava em um estado deplorável, a ponto de se quebrar em mil pedaçinhos com as pancadas recebidas. Ela não conseguia se concentrar para fazer suas ilusões funcionarem. Estava à mercê do inimigo.

O homem usava terno preto e uma gravata vermelha, tanto ele quanto o outro que lutava contra Ryohei. Em seu braço havia uma faixa completamente negra com um par de listras verticais de um azul índigo. O rapaz loiro tinha uma similar, só que com listras vermelhas. Chrome pode notar que ambos tinham uma corrente com um brasão de uma caveira desferida por uma espada.

Rokudo Mukuro não respondia ao seu chamado, e Ryohei estava ocupado demais lutando contra o outro homem loiro. Estava sozinha para derrotar o seu oponente. E o garoto sorria. Seu sorriso fazia com que Chrome se arrepiasse, e por trás dos óculos escuros, os olhos dele pareciam analisá-la de cima a baixo, como se estivesse apreciando o seu jantar antes de comê-lo. Algo que não estava completamente errado. O rapaz de cabelos laranja foi em direção a menina de uma forma estranha; seus dentes á mostra e mirando a garota de uma forma certeira.

"Não deixe que os dentes dele te toquem." Rokudo disse na cabeça de Chrome, e ela rapidamente obedeceu, desviando a cabeça e colocando o bastão como escudo. Ouve um barulho alto quando os dentes do garoto bateram na superfície de metal do báculo. Menos de um segundo depois, o inimigo já estava a metros de distância fitando a menina.

"Mukuro-sama...?" Chrome chamou com dúvidas de a voz de seu amado "outro eu" ser somente sua imaginação.

"Tome cuidado com esse cara. Ele não é um humano normal." avisou o outro Guardião da Névoa.

- Hahaha, sabia que isso seria interessante. - riu o ruivo. - Posso saber qual é o nome da minha futura escrava?

Chrome não respondeu. Talvez ele apenas estivesse tentando distraí-la, e ela precisava se concentrar se quisesse que suas ilusões voltassem a funcionar perfeitamente.

- Hm. Que rude da minha parte, eu deveria me apresentar primeiro... - ponderou o rapaz. - Eu sou Giuliano, o Mercenario da Névoa. - apresentou-se, curvando-se para a garota. - Ah! E o esquentadinho ali é o Vincenzo, o Mercenario da Tempestade. - disse apontando para o garoto loiro que lutava contra Ryohei. Os dois lutando pareciam se... Divertindo? Ou era apenas impressão?

A garota engoliu em seco. Tinha algo estranho com aqueles dois rapazes, ela não sabia o quê, mas algo que a fazia tremer de medo. Suas dores começaram a ficar piores. Deu uma vistoria em seu próprio corpo e estranhou o fato de que nem uma gota de sangue havia sido derramada. Até parecia que Giuliano estava tentando evitar que isso acontecesse. Muito estranho. Chrome sentiu uma dor aguda em seu estômago e se ajoelhou curvando-se sobre ele. Suas ilusões estavam fracas e logo os seus órgãos internos estariam desaparecendo um a um.

"M-Mukuro-sama..." tentou pedir ajuda, mas foi cortada por um jorro de sangue que saiu de sua boca.

Giuliano parecia uma estátua observando-a. Seus dentes estavam à mostra e seus olhos começaram a ficar de uma tonalidade avermelhada; parecia pronto para atacar. Fitava a poça de sangue que Chrome expelira, e rapidamente perdeu o juízo e avançou deliberadamente até ela, em uma velocidade sobre-humana. Não percebeu quando uma camada espessa de névoa o envolveu, tanto ele quanto o seu redor, e só voltou a si quando sentiu algo duro contra seus dentes e não o macio da garganta de seu alvo.

- Eu não posso deixar que a mate ainda. - Mukuro disse, usando o mesmo bastão de Chrome para bloquear os dentes do adversário.

Giuliano se afastou imediatamente, seus olhos ainda com o tom avermelhado de antes.

- O que aconteceu com a garota? - perguntou fitando o rapaz á sua frente.

- Está descansando. - respondeu Mukuro com um sorriso no rosto.

Giuliano rosnou; um som agudo e animalesco saiu de sua garganta.

- Kufufu. - riu o Guardião da Névoa. - Agora está mais do que claro que você não é um humano normal... Nem você e nem o seu parceiro.

- Huh, você é um dos poucos que consegue diferenciar. Se fosse só eu, tudo bem, mas você adivinhou sobre o meu colega também. - Giuliano sorriu mostrando os dentes.

- Kufufu. Então, quem é você? - pausou por um segundo. - Ou melhor, o quê é você?

- Já fui conhecido por vários nomes. - disse entre dentes. - Alucard, filho do demônio, monstro, sanguessuga, imortal... Mas a denominação que mais gosto é Incubus. - riu maliciosamente.

- Hm. - Rokudo pareceu entender o que tudo aquilo significava. - Kufufu, pessoas da sua "espécie" não deveriam guardar segredo sobre isso?

- Não se preocupe, você vai morrer logo. - sorriu.

- Kufufu. Eu nunca tive em minha posse o corpo de um vampiro ou de um lincantropo. Será interessante obter eles agora. - o número seis do olho direito de Mukuro transformou-se em um e de repente vários pilares de magma se estenderam pelo ambiente.


Só podia ser brincadeira. Será que era perseguição esse monte de crianças virem ao seu encontro? E logo ele que não suportava crianças. Agora tinha que lidar com um par de pirralhos, se não contar três, já que o Lambo com certeza ficaria no seu caminho. O que não demorou muito para acontecer. Gokudera estava parado, com ambas as mãos preenchidas com bananas de dinamite entre cada dedo. Um cigarro aceso em sua boca e preparado para acender as dinamites em qualquer movimento em falso dos dois irmãos inimigos.

Analisou o casal de irmãos. A menina tinha cabelos longos vermelhos presos em duas marias-chiquinhas e seus olhos dourados reluziam a sua excitação. Suas roupas eram similares as roupas de I-pin; uma calça branca meio folgada e uma blusa comprida vermelha com detalhes brancos, com uma faixa preta presa na cintura, deixando a blusa mais folgada. Em seu braço estava pendurado uma faixa preta com duas listras amarelas, o garoto tinha uma igual, mas com listras verdes. Ela segurava seu bastão vermelho com força.

O garoto já não demonstrava tanto excitamento. Gokudera notou que o menino tinha a mesma tonalidade de cabelo que o seu; um prateado, quase branco. Seus olhos verdes eram inexpressivos e não era possível ver o resto de sua face devido a uma máscara preta que cobria metade de seu rosto. Vestia uma camiseta regata preta e calças largas brancas com detalhes em preto. Na camiseta tinha um ideograma chinês que Gokudera reconheceu como "vingança" bordado em cinza. Ambos possuíam um acessório em comum que se destacava; uma corrente com uma caveira trespassada por uma espada. Gokudera simplesmente adorou o brasão, mas jamais diria isso em voz alta, nem que o matassem.

- Nya! Vamos lá! - a menina disse, e Gokudera se surpreendeu quando o bastão vermelho dela pegou fogo; um fogo que ele reconheceu de imediato.

"Shinnu ki no Honno?!" perguntou-se alarmado, fitando as chamas amareladas que brilhavam no contorno do Bo vermelho. Não demorou muito para os Nunchucks do garoto também irradiarem chamas, mas dessa vez esverdeadas. Chamas do Trovão.

Agora o mafioso fitava seriamente a dupla de crianças. Nessa época não deveriam existir pessoas qualificadas para lutar usando as Chamas do Último Desejo, não ainda. Sabia exatamente do que aquele homem era capaz, mas não tinha a mínima idéia que pudesse roubar uma tecnologia que iria estar em alta dali a dez anos. A família Vongola até foi proibida de compartilhar essa tecnologia antes que estourasse no mercado mafioso no futuro. Então, por qual razão a família mercenária já havia colocado as mãos nela? Ficou irritado apenas de pensar sobre isso.

- Gahaha, Lambo-san vai acabar com a menina sem peitos e com o menino sem expressão. Gahaha. - Lambo berrou para os irmãos. A garota ficou irritada.

- Como ousa chamar a Suzako de sem peitos?! - vociferou entre os dentes. - E o Byakko de sem expressão?! - seu sotaque chinês não ajudou muito. - Seu pirralho nojento! A Suzako e o Byakko são os Mercenarios do Sol e da Tempestade! Não pense pouco da gente!

- E o que o Lambo-san tem á ver com isso, garota sem peitos? - rebateu colocando o dedo no nariz.

Típico de Lambo conseguir informações e nem perceber isso. Era possível ver uma veia saltar na testa da menina de tão irritada que estava. Suzako avançou sem dó nem piedade em direção ao bebê vaca. Byakko apenas observou, balançando a cabeça de um lado para o outro reprovando a falta de temperamento da irmã. Gokudera apenas observou, achava que o bebê Guardião da Tempestade merecia levar umas boas porradas para aprender antes que ele interferisse. E estava mais interessado no garoto de nome Byakko. Não ouvira ele pronunciar uma palavra sequer, e estranhamente, lembrava um pouco do seu "antigo eu". Seu eu antes de conhecer o 10°. Apenas olhá-lo o irritava enormemente.

Nem reparou no choro de Lambo quando Suzako o atacava, e nem quando ele disse em seu tom de segurar choro o seu usual "To-le-re". Apenas voltou a ver o estado do menino vaca quando viu uma cortina de fumaça rosada envolver o lugar que Lambo se encontrava.

"Merda! Ele já usou a Jyunnen Bazooka?!" perguntou-se rispidamente.

- Olá, jovem Gokudera. - Lambo adulto cumprimentou.

- O maldito do seu "eu" dessa época não durou nem cinco minutos! - gritou sem paciência para o Guardião da Tempestade de dez anos no futuro.

- Yare, yare. O que eu posso fazer sobre isso? - disse relaxadamente, com seu olho direito fechado; um de seus hábitos.

- Ele é o seu "eu" do passado, não o meu! - vociferou furiosamente.

- Yare, yare. - dizia apenas enquanto Gokudera soltava os cachorros para cima dele. O que se arrastou por algum tempo.

Suzako tinha se afastado, surpresa pela explosão. Havia achado que o bebê vaca tinha perdido a cabeça quando pegou aquela bazuca e atirou em si mesmo. E agora ele havia sumido. Olhava arregalada para o local onde estava o garotinho, e que agora estava um rapaz mais velho, que ela não havia visto antes.

- N-nya... o quê a-aconteceu c-com aquele p-pirralho...? - perguntou confusa. Byakko havia se juntado a ela nesse meio tempo e segurava seu ombro com a mão direita.

Gokudera se lembrou que ainda estava no meio de uma luta e voltou a encarar os irmãos, ainda mais irritado do que já estava.

- Não tenho tempo para gritar com você, vaca estúpida. - murmurou rispidamente para Lambo adulto.

- Yare, yare. - disse simplesmente. - Já que estou aqui, não posso deixar de ajudar. - Lambo fechou os dois olhos e pegou um par de chifres que estava no bolso de sua jaqueta de estampa de vaca. Curvou-se e colocou os chifres em sua cabeça. Um trovão apareceu do nada, preenchendo os chifres. - Eletrico Corna... - começou a dizer, mas ao olhar os inimigos, parou de repente.

Seus olhos se arregalaram, como se tivesse visto um fantasma. O trovão que trovejava ali desapareceu. Lambo adulto fitava Suzako espantado. Gokudera voltou sua atenção ao garoto vaca. "A-Aquela garota... Não pode ser!"

- J-Jovem G-Gokudera. - Lambo chamou, sua voz falhava com o terror do garoto. - Q-Que dia é h-hoje? - perguntou descrente de que houvesse uma resposta boa vinda do jovem Guardião da Tempestade.

- Hoje foi o dia do Torneio de Beisebol do Yamamoto. - disse com as sobrancelhas franzidas.

- NÃO! - Lambo adulto simplesmente berrou, assustando tanto Gokudera quando os irmãos gêmeos. O garoto vaca se virou e agarrou os ombros de Gokudera, começando a chacoalhá-lo freneticamente. - Você tem que salvá-la! - gritou, o terror transbordando pelos seus olhos. Gokudera nunca vira Lambo dessa maneira.

- Salvar quem, sua vaca idiota?! - guspiu as palavras, tentando não ficar aterrorizado também. As mãos de Lambo tremiam em seus ombros.

- H-hoje... Hoje... - gaguejou, as força esvaia de suas mãos. - A Haru-nee... Hoje... - tremia cada vez mais. Lambo soltou os ombros de Gokudera.

- O que tem aquela garota idiota?! - perguntou irritado, cerrando os punhos.

- H-hoje foi o dia q-que a H-Haru-nee mor... - foi cortado por uma explosão. Era o bebê Lambo novamente.

- Merda! - praguejou irritado. "O que...?!" tentou processar a informação, sentindo um péssimo pressentimento. - Merda!

O que fosse que ia acontecer com aquela garota estúpida, embora tivesse uma idéia do que seria, ele não poderia fazer nada. Estava nas mãos daquele que a estava protegendo. E ele não perdoaria Yamamoto se não cumprisse o seu papel.


Tsuna estava preocupado. Todos haviam se separado, e ele não tinha forma de ver se estavam bem ou não. Reborn andava silenciosamente do seu lado. De tantas coisas ruins que poderiam acontecer, tinha quer ser a pior. Ele não tinha sorte mesmo. E por que a Haru? Não havia informações do envolvimento dela com a Máfia e ela nem era um membro da Família Vongola. Isso era muito estranho. Eles estavam indo às cegas dentro do território inimigo com apenas um mapa como base. Sim, uma idéia assustadoramente insana.

- Reborn, eu sei que temos que primeiramente tirar a Haru daqui, mas quem estamos procurando? - perguntou após um momento de silêncio.

- Não se preocupe com a Haru. - assegurou o arcobaleno. - Já mandei uma pessoa tomar conta dela, e além do mais Yamamoto também está com ela. Temos que nós concentrar em derrubar o líder.

- E quem é? - perguntou inseguro; não deveria ser uma pessoa boa.

- Aquele homem tem mais inimigos que eu e você juntos. E diga-se de passagem que é uma boa quantia. - afirmou o bebê.

- Isso não é exagero...? - Tsuna engoliu em seco.

- Não. - respondeu secamente. - Aquele cara é capaz de matar a pessoa que mais ama para cumprir com seus objetivos. - Reborn abaixou os olhos, Tsuna não percebeu a indireta.

- E por que nós temos que ir atrás deles? Não tem ninguém melhor para o serviço? - perguntou exasperado.

- É uma questão de orgulho. - explicou. - Ele aprontou uma bem grande com a Vongola.

Agora Tsuna ficou curioso, mas ao mesmo tempo ficou com medo; não era qualquer um que pudesse "aprontar" com a maior e mais influente Família Mafiosa.

- O que ele fez? - perguntou temeroso.

- Ele se infiltrou e traiu a honra da família. - respondeu, cerrando os dedos na aba do chapéu.

Tsuna parou com tudo.

- Peraí! - gritou alarmado. - ESSE CARA ERA DA VONGOLA?!

Agora tudo fazia nexo de alguma forma. O envolvimento da Vongola e a linha de frente que faziam, até mesmo as ordens diretas vindas do 9° para destruir essa Família. A Vongola não podia simplesmente ignorar após ser traída e ter a sua honra manchada, de jeito nenhum. Ela iria impor sua superioridade sem dó nem piedade. Tsuna não queria pensar nisso, não permitiria que houvesse mortes, custe o que custar. Mas depois de tudo havia uma única questão em sua cabeça nesse exato momento: E onde a Haru entra nisso? Era uma pergunta razoável.


Haru Haru Interview Dangerous

-x-

- Aqui é a Haru no Haru Haru Interview Dangerous! – Haru disse entusiasmadamente.

- Ciaossu. - cumprimentou Reborn. Do lado do arcobaleno havia uma jaula.

- Hahi, Reborn-chan, para quê essa jaula? - estranhou.

- Na entrevista de hoje vamos precisar... Mas duvido que vá durar muito. - respondeu enigmático.

Haru estremeceu.

- Os convidados s-são tão p-perigosos a-assim...? - perguntou com medo.

- Dessa vez, sim. - afirmou com um meio sorriso no rosto.

- H-Hahi... - a menina tremeu. "A Haru não quer, mas a Haru precisa chamar os convidados agora..." pensou assustada. Reborn nunca dizia sim de cara quando ela perguntava se eram perigosos.

- Haru, faça o seu trabalho. - a autora apareceu do nada atrás da menina.

- HAHI! - a menina se assustou. "É só a autora-san" suspirou aliviada. - Hahi, a Haru vai chamar os convidados de hoje. - disse sentindo os olhos da autora praticamente perfurarem suas costas. - Os convidados de hoje são Giuliano-san e Vincenzo-san. - os chamou a contra gosto.

Giuliano adentrou o palco segurando uma coleira, e na ponta havia um lobo enorme, com pelo meio amarelado, semelhante a um husky siberiano gigante.

- HAHI! O-O que isso t-tá fazendo a-aqui?! - gaguejou apontando para o lobo.

- Assim você fere os sentimentos dele, amore mio. - Giuliano disse, se aproximando da garota. Estava a ponto de pegar a mão de Haru quando foi interrompido.

- Haru, não o deixe que a toque. - Reborn avisou, apontando Leon em forma de arma em Giuliano. Haru recuou ainda assustada. Giuliano suspirou.

- Vincenzo, faz o favor... Não funcionou... - disse para o lobo. - E eu pensando que poderia arranjar outra escrava fácil fácil... Que pena. - balançou a cabeça de um lado para o outro decepcionado, soltando a coleira. O lobo amarelado ficou de pé sobre as pernas traseiras e começou a tremer.

- Autora. - Reborn disse e a autora assentiu com a cabeça. Uma mão gigante robô apareceu em uma das extremidades do palco e empurrou Giuliano e o lobo para dentro da jaula.

- Mas o q...?! - Giuliano perguntou quando um som estridente de cadeado se fechando ecoou pelo palco.

- Nós não somos idiotas. - disse a autora. - Sabemos a natureza de vocês dois.

- H-hahi... O que está acontecendo, autora-san? - Haru perguntou receosa, mas mais aliviada com o fato de o lobo estar preso na jaula. A autora ponderou por um momento.

- Yamamoto! – chamou.

O garoto entrou no palco, e parou perto de Haru.

- Faz um favorzinho para mim? – seus olhos brilhavam. - Por favor, fique perto da Haru por um tempinho? – pediu, dando uma piscadela para a menina, que parecia perdida.

- Hã? – perguntou confuso. – Ah, claro. – sorriu, permanecendo próximo da garota. Haru não pode evitar de ruborizar com a proximidade do Guardião da Chuva.

- Ei, que palhaçada é essa? – Giuliano perguntou, de dentro da cela. Ele olhou dentro dos olhos da autora. – Por favor, nos solte. – pediu carismático.

Ela riu.

- Já vou avisando que isso não vai funcionar com ela. – Reborn sorriu, abaixando a arma. – A mão robótica é cortesia de Giannini.

- Ele trabalha bem, quando não esta destruindo as coisas. – a autora comentou. – Agora, primeiro acalme o seu amiguinho aí, que nós o soltamos. Ah, e fale para ele voltar a ser "humano". – sorriu simpaticamente. – E se tentar tocar em um fio de cabelo da Haru novamente, considere-se morto. – murmurou a última parte de modo que somente Reborn e os dois enjaulados ouvissem.

- Huh. – ele não acreditou na ameaça, mas queria que fossem soltos. Odiava lugares claustrofóbicos. – Vincenzo. – O lobo entendeu e se colocou sobre as patas traseiras novamente.

- Ah! – a autora exclamou, chamando a atenção do casal do outro lado do palco. – Um disco voador! – gritou apontando para o alto.

- Hahi? Um disco voador? – a garota de cabelos castanhos se virou para olhar curiosa.

- Hein? – o jovem Guardião da Chuva também.

- Ah, eu acho que me enganei. – riu a autora, sem graça.

- Hahaha. – Yamamoto também riu, achando engraçado a piada da garota.

Haru voltou a olhar a jaula, e se surpreendeu que estivesse aberta e na porta estavam Giuliano e um rapaz loiro que não estava ali antes. O lobo havia sumido.

- Hahi! Cadê o lobo? – perguntou confusa. Ele estava ali há um segundo atrás.

- Hum? Que lobo? – a autora se fez de desentendida. Reborn ria por baixo do chapéu.

- Hahi, mas a Haru tem certeza de que tinha um lobo ali... – ficava cada vez mais confusa.

- Hahaha, você deve estar imaginando coisas. – sorria o mais inocentemente que podia.

- H-Hahi... – disse frustrada.

- Hahaha, deve ser o calor. – Yamamoto tentou consolar. Embora estivesse tão confuso quanto ela. Poderia jurar que havia um lobo ali também. Ou talvez não houvesse.

- Bem, Haru, já que todos estão aqui, por que não continua a entrevista? – a autora perguntou tentando mudar de assunto.

- Ah. Sim. – concordou a menina se aproximando dos convidados. A autora deu um olhar significativo para que Yamamoto ficasse por perto, ele captou a mensagem. - Giuliano-san, Vincenzo-san, vocês são naturais da Itália, certo?

- Sim, nós somos da região de Volterra, no centro da Itália, amore mio. – Giuliano respondeu com carinho. Yamamoto não gostou muito do jeito do rapaz.

- Nós nos conhecemos desde sempre, não é Giuli? – Vincenzo se pronunciou pela primeira vez, colocando o braço envolta do pescoço do amigo. Giuliano retirou delicadamente o braço.

- Vince, quantas vezes vou ter que te dizer: Não fique tão perto. Você fede. – disse com um sorriso.

- Hahaha, você fede mais. – riu o amigo, levando na brincadeira.

"Hahi? Mas a Haru não está sentindo cheiro nenhum..." a menina se perguntou estranhando.

- Humanos normais não compreendem. – Reborn disse depois de ler os pensamentos da garota.

- Não mais que você. – Giuliano rebateu, com um sorriso amigável no rosto.

- Hm, está a fim de descobrir como homem? – o loiro desafiou.

- Pode apostar. – aceitou o desafio. – Mas eu sei que você fede mais.

- Ora seu...! – Vincenzo grunhiu, avançando em Giuliano.

Haru só ouviu um pequeno barulho e de repente os dois haviam sumido. Ela percebeu que tanto Yamamoto quanto Reborn olhavam em sincronia de um lugar para outro, como se estivessem seguindo uma trajetória.

- Aff... É nessas horas que eu gostaria de ter uma visão mais aguçada, não esses óculos de fundo de garrafa. – a autora suspirou, ajeitando o óculos em seu rosto.

- Por que, autora-san? – a menina perguntou.

- Estou perdendo uma luta incrível... – suspirou novamente.

- Luta...?

- Ah, Haru, está na hora. – a autora disse, ao notar que o tempo havia acabado.

- Hahi! – se surpreendeu, outro programa que passou rápido demais. E ela queria ficar mais um pouquinho da companhia do rapaz que estava ao seu lado. Corou quando percebeu o próprio pensamento. – Por hoje é só. A tradução para o capitulo dessa vez é Razoável Amor. Por favor, deixem reviews. – pediu. – Até o próximo Haru Haru Interview Dangerous. See you again desu~!


~~x~~

.:Notas da Autora:.

~ Olá gente! *Sendo apedrejada*

GOMEN!! Eu sei que demorei! Mil desculpas ;_;

E as férias também acabaram rápido demais... _ (Acreditam que onde eu moro são só 15 dias de férias?! Nya! ;_;)

Bem, isso não vem ao caso. Nossa, dessa vez eu me surpreendi, acho que foi o maior capitulo até agora. :D

~ Agradeçam Stephenie Meyer! Se não fosse ela e os seus livrinhos mágicos e perfeitos de Crepúsculo, eu não teria tido inspiração. :D (EDWARD EU TE AMO!! Ok, parei.)

~ FABI EU TE AMO!! XD

Obrigada novamente por fazer o favor de betar a fic ^-^

~ Agora, os reviews:

Purikon

Nyaa, que bom que gostou!

A Bianchi é assustadora quando quer, principalmente quando relacionado a amor :D

Os OOC's eu vou contando as histórias aos poucos (ou é o que pretende, se eu conseguir)

Obrigada! Também te amo muito! *-*

-x-

AriellaxCastral

Nya, you like the twins? I'm very glad that you like they *-*

I specially like Byakko, even though I have created him, I always love guys who are "quiet", they are sexy :D (Spoiler: Don't think he'll talk so soon, he have his reasons :P)

Well, about the relationship between Haru's mother and the man, it's a little complication, but I'll explain this more forward. And no, he is not her father or anything like that (I can't simply take the paternity of Miura-san, poor man, he just has it to keep in history ;_;) and the Cordopatri Family don't have any connections with Haru (But maybe with her mother :9)

Now you have say, I think it make sense, but I swear that I didn't have based in Ninja Turtles XD

I hope you like this chapter too ^^

-x-

Lilly e Aya

Yo! Leitoras novas deixam a autora muito feliz! *-*

Que bom que gostou Lilly!

E Aya, leia! Você vai gostar. (Espero ^-^")

*Pigarreia* Nãooooo!! Yamamoto mandaa!!! w

Hahahaha, mas o Bel é melhor que o Gokudera (principalmente no futuro) XD

Aqui está o próximo capitulo, espero que gostem ^^

~ Gente, eu estava vendo o meu twitter (sim, eu tenho, mas raramente uso), e pensei em dar uma razão para a existência dele, então vou começar a colocar os status dos capítulos lá, e fazer algumas propagandas de outras fics legais e etc :D

Para o pessoal que se interessar, me adiciona lá no twitter, é só procurar por Amandychan ;D

~ *Momento propaganda*

Quem gosta de Tsuna/Haru levanta a mão!

Eu~~

\o/\o/\o/\o/\o/

Então leiam Timoria, a nova One Shot da Amandy-san A.U.

É baseado em um mito feito pela autora e algumas amigas, fiquem livres e leiam! ^-^

~ Deixa eu ver, reviews respondidos, propagandas feitas, e só. Agora façam sua parte! Clique no botãozinho verde escrito "Review this Story/Chapter" e deixe um comentário. Rápido, fácil e eficiente! ;D

~ Até o próximo capitulo!

Kisu's :*, Amandy-san

Jaa ne