Notas iniciais: Pessoal, comentem! Obrigada aos leitores e Boa leitura!


Capítulo 10 – Eu estarei onde ela estiver.

Naquela noite fiquei na casa dos meus pais. Eu não poderia voltar para a meu apartamento vazio e grande demais para mim. Quando comprei, tinha acabado de casar e pensava no filho que viria. Lógico que no futuro, eu pensava em comprar uma casa enorme conforme a família fosse aumentando. Eu sempre quis ter uma família numerosa como a dos meus pais. Para mim, eles foram um exemplo incrível do que deve ser uma família de verdade. E uma referência forte porque Emmett e Kate têm 2 filhos e terceiro deve chegar em fevereiro. Alice e Jasper estão pensando em ter filhos assim que Jasper começar a desacelerar na carreira e abrir o estúdio de gravação. Faz tempo que Jasper não faz uma turnê com a banda dele.

Conheci Jasper na faculdade, éramos da mesma banda e acabamos ficando amigos. Ele é um ótimo guitarrista e compositor. Agora com o curso de engenharia musical, acho que ele vai longe. E Alice trabalha na empresa da família assim como eu. Acredito que trabalhar e ter filhos não vai ser um desafio para ela.

O mês foi passando rápido, já está quase perto do natal, quando eu não estava na empresa, eu estava na sala de aula. Engraçado eu estar exatamente onde queria estar mas não sinto prazer algum nisso. Não sei porque ainda dou aulas, pois não me sinto motivado a trazer novidades para os alunos. Logo serei como aqueles professores monótonos que eu tanto criticava na minha adolescência.

Todos os dias, mesmo cansado, eu saia com a Dolly para passear, já estava bem frio e eu sempre vestia a Dolly com alguma manta própria para caminhada, ela tem pelo curto. Dolly foi um caso de amor a primeira vista, pois quando a vi em sua vitrine no abrigo de animais, e ela me olhou com aqueles olhinhos esperançosos, eu derreti. Tive que trazê-la comigo.

Numa dessas caminhadas pelo parque perto de casa, encontrei uma moça. Ela tinha traços orientais, não sei dizer se sua descendência é chinesa, coreana ou japonesa mas é bonita com seus longos cabelos castanhos bem lisos e com franja. Ela também tem um cão. Um poodle branco. Seu nome é Meiying mas ele disse que posso chamá-la de Mei.

– Qual o significado do seu nome? É chinês, não é? – eu perguntei tentando ser simpático, sempre olhando -a nos olhos.

– Sim, significa Linda Flor em chinês. Mas Mei significa linda. – ela disse sorrindo. Com certeza, a timidez nela é um charme. Mas não é a Isabella, droga!

– Então seus pais parecem ter adivinhado que o seu nome seria completamente fiel a filha. – Mas que merda é essa que estou fazendo? E Mei fica meio sem jeito, mas abre um sorriso completo para mim.

Ela me pega em sua bolsa um papel e anota o número de telefone, num ato, que eu acho, que foi o mais ousado em toda a sua vida, pois ela perecia uma pessoa contida.

Eu peguei e fui para casa. Não sei seria legal me envolver com alguém que parecia tão disposta em mergulhar na confusão que era minha vida agora.

A noite, era a pior parte do dia para mim. Nesse dia em particular, mesmo tendo a minha rotina de passeios com a Dolly quebrada por encontrar alguém novo, quando eu voltava para casa eu ainda me sentia sozinho, me sentia um inútil. Tudo no meu apartamento dava a sensação de aconchego, as cores alaranjadas das cortinas, marrom mogno dos móveis e bege com estampas geométricas das paredes, eram quentes e convidam a sentar no sofá e relaxar em frente a lareira.

Mas eu queria mesmo é um bom conhaque, então antes de começar a me embebedar, dei comida a Dolly e troquei sua água.

Servi a primeira dose e fui até meu aparelho de som, coloquei Just a Phase da banda Incubus e programei para repetir até que eu me canse de ouvir. Coloquei bem alto. Na introdução da música, cantei junto com o vocalista seu lamento triste. Já estou bebendo direto da garrafa. Não me importo nem um pouco. Mas ainda não estou tão bêbado. Talvez só um pouco.

Tive a impressão que a campainha tocou. Dolly latiu. Ela sempre fazia isso quando a campainha tocava. Fui até a porta. Ao abrir me deparo com Tanya, minha vizinha.

– Edward, tá tudo bem? – ela me olha surpresa por me ver abrindo a porta segurando ainda a garrafa de conhaque.

– Desculpe Tanya, entre por favor. – eu deixo a porta aberta e vou até o som para desligar. Não consigo disfarçar que estou sem graça por ser pego num momento tão íntimo. Agora ela está mais perto de mim e me acompanha enquanto eu coloco a garrafa em cima da bancada da cozinha que é ampla e aberta no mesmo plano da sala de estar.

– Eu fiquei preocupada, pois faz quase um mês que voltou de viagem e não foi lá no meu apartamento pegar a chave reserva. E você não é de escutar música alta assim. Pensei que tinha acontecido algo com você.

– Desculpe se te incomodei. – fecho os olhos, quando ela passa a mão pelo meu rosto, na certa verificando se estou bem mesmo. – Nem me dei conta de que não estava sozinho nesse prédio já que esse apartamento é o retrato do isolamento. Caminho até o sofá e me jogo, recostando todo o meu corpo. Tanya senta-se ao meu lado com as pernas viradas para mim.

– O que aconteceu com você? Você parece doente, Edward! Não pode ser apenas trabalho. Você não é de beber assim.

Eu abro os olhos para encará-la, seus olhos azuis estão fixos nos meus. Suas pupilas dilatadas. Ela está sinceramente preocupada.

– Tem certeza de que quer mesmo saber? – eu não retiro meus olhos dos dela. Mas me afasto um pouco mais. Como ela não se mexe, percebo que ela quer mesmo ouvir. – Olha Tanya, sei que depois que terminamos, ficamos bons amigos, mas não sei se o que quer saber vai te fazer algum bem.

– Ah sem chance, sabe muito bem que não guardo magoas ou maiores sentimentos por você. – Tanya parecia genuinamente ofendida. – Diga logo! Você sabe que odeio suspense. – ela ainda me olha séria.

– Outra pessoa aconteceu comigo, foi isso. Conheci alguém! – e ela não parecia surpresa e muito menos triste.

– E... só isso? Geralmente, quando as pessoas conhecem alguém, elas ficam entusiasmadas e não arrasadas como você está agora.

– Ela não é apenas alguém, ela é mesmo "alguém" especial. E partiu meu coração justamente por esse fato.

– Em apenas um mês? – Tanya cruza os braços em visível descrença. – E você já está assim?

– Eu vou te mostrar a extensão do que eu sinto por essa mulher, espere um pouco. – Vou até o canto atrás do sofá onde ela está e pego o meu violão. Quando volto, me sento novamente onde estava antes e digo. – Eu compus essa canção há algumas semanas atrás numa noite como essa, me sentindo o pior possível, cheio de saudades, então você vai entender o que eu sinto exatamente:

"Hey morena, sorria pra mim.

Faça a sua mágica que eu te sigo,

Eu te sigo pra sempre,

Pra onde você for.

Você não vê que estou encantado?

Você não vê que estou fascinado?

Mas você mente, mente, mente pra mim,

E eu continuo encantado.

Por que você foi para longe?

Por que você se esconde de mim?

Eu te amo tanto, tanto, tanto...

Mas você mente, mente, mente para mim.

E eu continuo encantado.

Hey Morena, sinto a sua falta.

Dos seus olhos castanhos brilhantes

e do seu sorriso cheio de promessas.

Promessas tão vazias..."

Quando termino minha canção, Tanya está com os olhos marejados e me abraça, mesmo por cima do violão em meus braços.

– Nossa, Edward! Linda música e você tem uma voz tão bonita. – ela se afasta de mim e agora sorri demonstrando ainda emocionada. – Se ela mexe tanto assim com você, por que você não a procura? No amor, não podemos ser orgulhosos.

– Eu tentei duas vezes. E o fato dela ter me deixado no hotel sem me dizer uma única palavra também me desanima de procurá-la. Eu sempre me faço a pergunta de um milhão de dólares. Se você ama uma pessoa, você a deixaria? Eu digo, deixar sem dizer nenhuma palavra, sem explicação.

– Já parou para pensar que talvez ela esteja nesse momento pensando a mesma coisa, tipo, que você não amava, pelo menos, não o bastante para que ela ficasse? Talvez ela não achasse que era correspondida.

– Eu tive medo de assustá-la, por isso eu não fui muito claro sobre o que sentia, mas eu não saía do lado dela para nada. Eu toquei violão pra ela numa noite de luar. Eu simplesmente não conseguia ficar longe dela por mais de 2 minutos. Será que ela não percebeu que eu a amo?

– Nada nunca vai substituir a palavra, meu amigo. Demonstrações de afeto são muito boas, mas todo mundo prefere ouvir sobre o que outro sente.

– Você sabe qual foi a última vez que eu compus ou toquei violão pra alguém? – vendo que Tanya fazia sinal negativo com a cabeça, eu continuei. – Desde que a Rose morreu. E eu era o vocalista da banda do Jasper. Nós compúnhamos juntos. Nós tínhamos um certo prestígio na cidade, apesar de a banda não ser tão famosa quanto é hoje. Quando Rose ficou doente, eu larguei tudo e depois que ela se foi eu não tive vontade de fazer nada do que eu fazia antes. Eu fiquei surpreso quando eu vi Isabella pela primeira vez caminhando em volta da piscina do hotel e imediatamente eu quis pegar um violão e tocar alguma coisa. Qualquer coisa.

– Pelo amor de Deus, Edward, ligue ou mande um e-mail ou qualquer coisa, mas saia dessa inércia, homem! – Tanya se levanta e vai caminhando para a porta, mas antes de abri-la, se vira para mim, sentado no sofá. – Ah, e você deveria gravar essa música, ficou muito boa e bonita na sua voz.

– Provavelmente vou dar para o Jasper gravar com a banda dele.

E estamos sozinhos, Dolly e eu no apartamento novamente. Resolvo seguir o conselho de Tanya e mandar um e-mail para Isabella, mesmo que seja o endereço de e-mail profissional dela, porque não tenho o pessoal, ela vai receber. Assim espero.

"Minha linda,

Primeiramente, eu gostaria de saber porque você fugiu de mim no hotel em Angra?

Você está bem? Está tudo bem?

Aguardarei notícias suas.

Um beijo,

Edward."

E agora é só aguardar. Mas em menos de dois minutos, recebo uma resposta.

"Prezado cliente,

Gostaria de me desculpar mas esse e-mail está temporariamente fora de serviço. Para maiores esclarecimentos, peço que entre em contato pelo telefone 555-4532 ou encaminhe um e-mail para a minha sócia no endereço admin2

Atenciosamente,

Isabella Swan – Happy Hour Festas e Eventos S.A

Resposta automática, por favor não responda esse e-mail."

Natal. A família toda reunida em volta da mesa de jantar de 8 lugares da minha mãe. Kate está com uma barriga enorme e a ouvi contando para mim mãe que seria menina novamente. Emmett queria menino mas amava tanto suas filhas que não se importava realmente com o sexo do bebe.

Eu observo calado toda aquela movimentação. Meu pai serve vinho aos adultos, suco às crianças. Nem parece que estou ali, pareço estar em corpo mas em espírito estou muito longe. O que será que aconteceu com Isabella para ela ter desativado o e-mail de trabalho temporariamente? Por quanto tempo? Será que é problema de saúde? Talvez não seja nada disso e sim que ela está em lua de mel novamente com o namorado, pois pode ter voltado para ele.

– Edward, meu filho, você está tão calado hoje! – meu pai interrompe meus pensamentos e eu agradeço em pensamento, não gosto de pensar no ex de Isabella, aquele babaca. – Geralmente, quando você retorna de viagem, chega aqui contando todas as novidades.

– Não há muito o que contar papai. – eu sorrio sem vontade, não quero ser ríspido com quem não merece.

– Ah querido, Edward fez aulas de mergulho e dança latina enquanto esteve no Brasil, não é meu filho? – minha mãe tenta me incentivar a falar e toca na minha mão de leve pois estava sentada de frente para mim.

– Sim, foi muito interessante e novo pra mim. O clima, o lugar em si é encantador e faz com que a gente não queira vir embora.

– E a mulherada de lá, hein maninho? – Emmett perguntou sorrindo sendo logo em seguida, cutucado com uma colher pela esposa que estava sentado ao seu lado. – Ai Kate! Isso dói...

– É o que você merece por ser um assanhado! – ela ainda o ameça com a colher em riste mas sua raiva é fingida. Só um alerta.

Eu não sei o que responder. Não quero mais falar de Isabella, não quero pensar nisso e nem em nada relacionado a isso. Eu estou encarando o meu prato, e o silêncio seria constrangedor se Alice não levantasse na mesa chamando as crianças para abrirem os presentes que ela tinha comprado e colocado em baixo da árvore. Eles sempre abriam antes porque não passavam a noite na casa dos meus pais.

Meus pais ficaram um pouco sem jeito, Kate e Emmett terminavam de comer calados. Eu chamei Jasper para mostrar a música que eu tinha escrito e fomos até meu quarto pegar dois violões que eu tinha ainda lá.

Voltamos para a sala e ficamos treinando num canto enquanto as crianças jogam algo no outro canto da sala. Meus pais ainda estão na mesa se servindo de um pedaço de torta. Emmett e Kate vêm para perto de nós.

Jasper faz um lindo arranjo para música e fica ainda mais bonita do que antes, ambos tocamos e eu me entrego a esse momento. Concentro-me, e de olhos fechados, imagino que estou dizendo tudo aquilo para Isabella. Jasper faz a segunda voz para o refrão, e eu ainda estou de olhos fechados, concentrado no arranjo e na letra da música.

Quando terminamos e eu abro os olhos, estavam todos na sala sentados a nossa volta. Menos as crianças que continuam brincando no canto, alheias.

Eu olho para o rosto de todos e todos parecem estar espantados. Deve ser porque não toco violão com o Jasper e em família há muito tempo.

– Precisamos gravar Edward! – Jasper foi o primeiro a quebrar o silêncio. E estava empolgado, ainda me lembro de ele me dizer anos atrás que eu era melhor letrista do que ele.

– Música muito bonita, mesmo! – Kate sorri ao dizer isso e olha para o Emmett, o beijando logo em seguida.

– Concordo com o Jasper, você precisa gravar isso imediatamente. – meu pai diz olhando para nós sorrindo. – Nada é por acaso, Edward! E nada é em vão. – ele me dá uma piscadela.

Depois da noite de Natal, Jasper me convenceu a tocar na noite de ano, fazendo uma participação especial em sua banda, no Pub que ele e Alice tinham comprado e inaugurariam justamente na véspera de ano novo com uma grande festa. O ponto alto do comércio adquirido por eles, era que o estúdio de gravação podia ser construído em cima do Pub e eles teriam dois negócios em um só. O prédio era largo e grande o bastante para isso.

Na noite de inauguração, eu convidei a Meiying para me acompanhar, pois apesar de eu só pensar em Isabella, eu também precisava viver, precisava tentar me desapegar um pouco. Afinal, me sentia ainda mais triste quando me reunia com Jasper e sua banda e estavam todos formando casais.

Tudo foi especial nessa noite. Certifiquei-me de dar bastante atenção para minha convidada. Deixando-a sozinha apenas quando precisei ir para o palco. Alice foi educada e sociável com Meiying mas me deu uma pequena advertência enquanto eu me preparava para tocar.

– Não deveria estar se envolvendo com outra pessoa enquanto ainda não resolveu seus assuntos com a sua "morena".

– Meiying é uma amiga. Não há envolvimento nenhum.

– Então é melhor deixar isso claro para ela, pois ela te olha quase como se você fosse o príncipe encantado e agora tocando violão então, ela vai sair daqui apaixonada. Falo por experiência própria porque o seu cunhado me ganhou assim.

Jasper organizou o palco para que fosse algo mais acústico, mais calmo, algo mais no estilo voz e violão, ou vozes e violões. Tocamos juntos, mas dessa vez, Jasper tocou uma viola caipira e ele era ainda melhor nela do que com o violão.

Ao voltar para a mesa, Mei estava toda animada, fez muitos elogios mas ela estava curiosa.

– Então, onde está a morena da música? – ela sorria mas eu sabia que ela ia insistir até eu responder.

– Alguém que eu conheci um tempo atrás e que está do outro lado do país agora. – Mei ainda me lançava um olhar interrogativo. – Mas eu não quero falar no assunto. Isso me magoa muito Mei e hoje é dia de festa. Ok? Não fica chateada comigo. – eu sorri para ela e a fitei até que sua expressão se suavizasse.

– Ok! – ela sorri e seus olhos se fecham, uma marca natural em sua expressão.

Levei Mei até seu apartamento quando já eram 3:00 da manhã. Ela insistiu para eu subir e tomar um café com ela mas eu disse que a levaria, pelo menos, até a porta para não ficarmos ambos na friagem da rua.

Chegando lá, eu me despedi e ela parecia estar decepcionada, esperando outra coisa, uma postura diferente minha. Acho que queria que eu a beijasse ou mais que isso. Enquanto eu caminhava para o corredor novamente em direção as escadas, ela me chamou ainda com sua porta aberta.

– Edward, eu acho que você deveria ligar para ela.

– Você não é a primeira pessoa que me diz isso, Meiying! Se cuida e tenha uma boa semana!

….

Quase um mês depois da festa de ano novo, eu tinha tomado a decisão de ir até a califórnia procurar por Isabella, rezando para que ela ainda estivesse solteira e que aceitasse o meu pedido de casamento. Eu não ia sair de lá sem uma resposta. Eu não tinha nada a perder, pois se ela me recusasse eu precisaria apenas voltar para casa e recomeçar. Eu precisei cumprir aviso-prévio na faculdade por ter pedido demissão. Isso me atrasou mas agora que a decisão tinha sido tomada eu não ia recuar.

Eu estava olhando para o telefone, decidindo se ligaria para a casa de Isabella quando por coincidência ou intervenção divina ele tocou.

Alô! Eu poderia falar com Edward Cullen?

Uma voz feminina que tinha algo de familiar. Parecia a voz de Isabella mas era um pouco menos suave.

Sou eu, Edward! Com quem falo por gentileza?

Aqui é Renée Swan, mãe de Isabella Swan. Você se lembra dela?

Claro que me lembro, me lembro muito bem. Mas aconteceu alguma coisa com ela? Ela está bem? – a mãe de Isabella parece preocupada.

Fora a cabeça dura que ela tem, está tudo bem com ela. Conhecendo a minha filha, como eu eu conheço bem, ela não te contou nada, contou?

Contou o quê? – agora estou confuso.

Eu sabia! Me responda uma coisa. Como foi a relação de vocês enquanto estavam no Brasil?

Foi muito próxima e íntima, eu estava certo de pedir a sua filha para ser minha namorada. Tinha planos de trazê-la para conhecer minha família. Mas ela foi embora sem me dizer uma palavra e eu achei que estava tudo acabado. O que está havendo?

Típico dela esse tipo de confusão. Ela é muito impulsiva para questões de relacionamento enquanto que muito ponderada para outras coisas. Não vou te dizer nada mais do que isso, Edward, acho que você precisa vir aqui e ver por si só. Ela não sabe que estou ligando e só estou fazendo isso porque não concordo com tudo isso que está acontecendo.

Pra dizer a verdade eu já estava indo para aí. Eu ia pedir a sua filha em casamento, até implorar se fosse preciso. Mas vai ser uma surpresa.

Conversamos por mais alguns minutos, pois Renée me deu instruções de como chegar exatamente no apartamento de Isabella.

Eu estava num estado de pura confusão emocional. Um misto de preocupação, alegria, curiosidade e expectativa.