Capitulo 11: Anjos ao zoológico.
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-Papi Lou… Que tens no pescoço? ¬¬
Louis agachou a cabeça terminando de ajudar a vestir a seu pequeno de sete anos de idade, recém cumpridos. Era incrível como passava o tempo. Não podia achar que aquele pequeno choroso, faminto e sujo que tinha encontrado naquele parque de Surrey se tenha convertido nesse pequeno homenzinho que lhe roubava o coração com a cada ação, todos os dias.
Sorriu recordando a cada passo, a cada palavra e a cada careta de seu menino. Não tinha dúvida que o conservar era a melhor decisão que tinha tomado nesse momento. Aterrorizava lhe pensar que lhe tivesse passado a Harry se era adotado por seus parentes. Mas agora isso não importava, eles já tinham todo seus papéis em regra, tanto no muggle como no mágico, graças à ajuda de Albus Dumbledore. Quem tinha cumprido sua palavra de não se intrometer.
No entanto, agora estava em uma situação comprometedora. Franziu o cenho desagradado, tinha-lhe dito a Lestat que não marcasse sua pele ontem à noite, mas não… esse maldito príncipe gozava quando seu filho lhe perguntava o porque desses chupões em sua pele.
-Uma simples lastimadora petit chateau, não te preocupes, ok?
-Sim, papi. - sorriu rodeando o pescoço de seu papi para dar-lhe um beijo. - Vais estranhar-me enquanto vou ao zoológico com o vovô e Nev?
-Por suposto, meu céu. - sussurrou à beira do derretimento. - Sabes que não posso viver sem ti.
-Eu também não papi Lou e também não sem papi Let. Ainda que, ele às vezes se porta raro. ¬¬
-Já se… - suspirou. - Mas mesmo assim o queremos, não?
-Claro!
Lestat sorriu mexendo a cabeça. Fechou os olhos permitindo que aquela estranha calidez rodeasse seu morto coração. Nunca dantes o tinha sentido, nunca dantes da chegada de Harry a suas vidas. Ele achava que somente com Louis era capaz de sentir essa sorte de conexão, já que esse moreno era sua criação. No entanto, quando pensava ou estava cerca de seu filho sentia uma calidez em seu corpo que fazia que se sentisse ligeiro, contente e idiota. O velho Dumbledore disse-lhe que era magia. A magia do amor que seu menino possuía, o sentia porque ele amava a Harry e este amor lhe era correspondido.
Daniel e Armand também lhe tinha confessado no ter, mas em menor medida. Já que Neville estava faz muito pouco com eles. Mas sentiam-na e era uma sensação incrível.
Sorriu tontamente recordando as coisas que tinha passado por culpa desse moleque. Coisas tão diferentes ao que tinham passado com aquela menina. O medo de que Harry pudesse chegar a ser assim se tinha dissipado faz muito, estava seguro que seu filho jamais chegaria a ser assim… porque simplesmente não estava na natureza do moreninho de olhos verdes ser assim de arrogante, egoísta e manipulador.
Bom… talvez algo manipulador… mas com fins inocentes.
-Papi Let…- agachou a mirada e viu que seu filho e seu casal o olhavam com uma sobrancelha erguida. Estranha lhe às vezes ver o idênticos que eram esses dois apesar de não possuir o mesmo sangue.
-Olá, tesouro.- ajoelhou-se para rodear aquele corpo pequeno com seus braços, sentindo a conhecida magia cálida sair desse corpo e rodear o seu. - Pronto para ir ver animais?
-Sim!- gritou assentindo ferventemente- Tu nos vais levar, papi Let?
-Não, teu vovô vai levá-los a todos. Justo vinha a dizer-te que Maharet se une ao grupo.
-Oh, que bem.- sorriu radiante. Franziu o cenho tocando o nariz, bochecha e lábios de seu pai. - Por que quando nos tocamos minha pele me faz cosquinhas, papai?
Louis sorriu e agachou-se para ficar à altura de seu filho.
-Isso passa porque nos queremos muito, petit. - sussurrou Pointe du Lac. Sabia que aquilo se dava pela magia que estava acordando em Harry e que, quando entrava em contato com eles, as pessoas que amava, se exteriorizava lhe dando ligeiros cosqueio pelo corpo, quando suas peles se tocavam.
-Oh…- sorriu dantes de dar-lhe um sonoro beijo na bochecha a Lestat. - Vou buscar a Nev!- exclamou e saiu correndo em busca de seu priminho.
Quando terminaram de se incorporar, o loiro atraiu a seu casal para a abraçar. Louis aspirou o aroma de seu amor e enterrou seu rosto no peito do outro. Sorrindo e acariciando as costas de Lestat com parcimônia.
-És feliz?
-Como nunca em meus longos anos. - sussurrou sem duvidá-lo.
-Se que estarás cansado do ouvir...- murmurou sorrindo astúcia. - Mas nunca me vou cansar de repetir que me alegro que tenhas sido tão caprichoso e desobediente e tenhas decidido conservar a Harry apesar dos protestos.
-Tu sabes que quando me empenho em algo não há ninguém que me saque da cabeça… nem sequer tu.- sorriu.
-Sobretudo se tem que ver com esse menino. - grunhiu em falso reproche.
-Que podemos fazer…?- suspirou dramaticamente- Nosso filho tem-nos comendo de sua mão.
-Aterroriza-me pensar que será capaz de fazer com esse poder quando seja maior.- suprimiu um escalafrio.
Sentiu ao moreno tensar se entre seus braços e franziu o cenho.
-Harry nunca poderia chegar a ser como ela…
-O se meu amor. - estreitou o abraço - Nos anos com Harry levaram-me a compreender que não foi toda nossa culpa o que sucedeu com Claudia. Ela já tinha uma má semente implantada desde dantes de nos conhecer… cumprir seus caprichos só fez que essa semente semeasse e se voltasse em nossa contra.
-Eu também o compreendi…- sussurrou em um suspiro. - Nosso bebê jamais pensasse sequer em querer nos fazer dano apesar de que o mal criemos como o fazemos. O é um anjo…
-Sim, um formoso anjo.
-suahsuausju*****************************************
Zoológico.
-Bom meninos, não se soltem de nossas mãos e se querem algo me pedem, de acordo?
Assentindo emocionados, os meninos mais Marius e Maharet entraram ao lugar. O pequeno Neville ia fortemente agarrado da mulher, enquanto Harry fazia-o de seu avô. Esta saída tinha sido programada desde o aniversário dos garotos, era o presente que Marius lhes tinha prometido. Recém hoje, em um dia em especial onde o lugar abria até altas horas da noite, é quando posso cumprir com sua promessa.
Os pequenos estavam emocionados, para o castainho era a primeira vez que ia a um zoológico e para Harry mal a terça. Ao qual lhe comprazia poder compartilhar esta saída com sua priminho, já que era mais divertido vir com outro menino que se emocionasse ao igual que ele ao ver os animais.
Decidiram sair não bem o sol se escondia e já agora se encontravam descansando depois de visitar todas as jaulas periféricas. Os meninos tomavam grandes gelados, comentando entre eles todas as coisas que tinham visto até agora.
-Depois vamos ir a ver as serpentes, não vovozinho?
-Sim, Harry. Depois das serpentes acho que já nos iremos para a casa. Faz-se tarde…- E tenho que ir caçar. Preciso tomar uma forte quantidade de sangue, acho que estou muito velho para passar uma tarde completa com dois meninos tão hiperativos como vocês.
-Demasiado já para nós, verdade?- comentou divertida Maharet, como se tivesse lido seus pensamentos.
-Que não te caiba dúvida.- sorriu.
-Não se se quero ver serpentes, Haddy.- disse Neville com o cenho franzido.
-Oh, vamos. As serpentes são bonitas. Com suas línguas partidas e seus olhos raros…
Não muito convencido disso, o castanho assentiu. Terminaram seu gelado com pressa e dirigiram-se ao serpentário. Ali esperava-lhes as mais variadas espécies de serpentes. Neville agarrou-se fortemente da mão de Marius não querendo se acercar ele só aos cubículos das serpentes, apesar que um vidro separava os animais da gente.
Harry, por sua vez, corria de um lado ao outro, com seus olhos verdes brilhantes e quase colando sua cara ao vidro que separava. Cedo acercou-se ao compartimento onde se encontrava a serpente maior. Girou a cabeça e pôde ler:
**Boa constrictor, Brasil**
A serpente parecia estar dormida, junto a Harry tinha uma menina vestida como uma boneca que tinha uma careta de desdém em seu rosto.
-Que aborrecido, não se move.- meditou a menina dantes de ir-se com ar majestoso.
Harry franziu o cenho e voltou sua atenção à Boa. De repente, a serpente abriu suas olhinhos, pequenos e brilhantes como contas. Lenta, muito lentamente, levantou a cabeça até que seus olhos estiveram ao nível dos de Harry e lhe piscou um olho.
O menino respingou e olhou-a fixamente. Depois jogou rapidamente um olhar a seu ao redor, para ver se alguém o observava. Ninguém lhe prestava atenção, seu vovô parecia lhe explicar algo a Neville e Maharet franzia o cenho à menina que tinha estado junto ao moreno momentos dantes. Olhou de novo à serpente e também lhe piscou um olho.
A Boa torcia a boca olhando para a menina e pareceu largar um bufo.
-Passa-me o tempo todo.
-Sei-o.- murmurou Harry através do vidro, ainda que não estava seguro de que a serpente pudesse o ouvir. - Deve de ser realmente molesto.
A serpente assentiu vigorosamente.
-A propósito, onde fica o Brasil?- perguntou Harry.
-Bem longe de aqui… suponho.- ela parecia triste.
-Era bonito aquilo?
A Boa constrictor assinalou um pequeno cartaz que estava colado pelo vidro. Ali podia-se ler:
**Este espécimen foi criado no zoológico**
-Oh, já vejo. Então nunca tens estado no Brasil?
-Não, pequeno…
Harry franziu o cenho enquanto seu sentido da justiça voltava a acordar nele. Sentia lástima pela pobre serpente, vivendo ali encerrada de por vida. Era quase o mesmo que lhe passava a seu papi Lou, tios e avôs, quem não podiam sair ao sol e tinham que passar toda a manhã encerrados. Inseguro, olhou para onde estavam seus acompanhantes e viu como seguiam sem lhe prestar muita atenção. Acercou-se um pouco mais ao vidro e desejou-o.
Em um abrir e fechar de olhos o vidro que mantinha à Boa dentro daquele reduzido espaço tinha desaparecido. A descomunal serpente tinha-se desenrolado rapidamente e naquele momento arrastava-se pelo solo. As pessoas que estavam na casa dos repteis gritavam e corriam para as saídas.
Enquanto a serpente deslizava-se ante ele, Harry teria podido jurar que uma voz baixa e sibilante dizia:
-Brasil, lá vou... Obrigado, amigo.
-Harry!- o menino volteou e viu o gesto de terror de sua avó, o estático de Neville e o preocupado de Marius. Em matéria de segundos Maharet estava junto a ele e o carregava em seus braços.
-Vó baixa-me…- murmurou envergonhado. -Já tenho sete anos!
-Sento-o, tesouro. Estás bem?- franziu o cenho olhando de maus modos a um encarregado do zoológico que estava chegando nesse momento.
O encarregado dos repteis encontrava-se totalmente comissionado.
-Mas... e o vidro?- repetia. - Aonde tem ido o vidro?
-Não sei, nem quero o saber.- chegou a voz de Marius. Estranhamente tranquila, mas seus olhos jogavam faíscas de enojo. Quando Louis se inteire…!- Vamo-nos garotos.
Neville assentiu ainda pálido pelos acontecimentos ocorridos, provavelmente, o serpentário nunca ia ser seu lugar favorito depois deste incidente. Harry, por outro lado, quase saltava de alegria, só tinha desejado que a pobre serpente possa voltar a sua casa e… o vidro se tinha desvanecido!
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-Que foi o que passou exatamente?
O frio sibilo de Louis fez estremecer a um Vampiro antigo como Marius. Agradecidamente, tinha uma muito boa explicação para isso. Ainda que, devia admitir que estava impactado pelos resultados.
-Como te disse, uma serpente, um Boa mais especificamente, se escapou do lugar onde estava. Em seguida demos conta que não era um mistério que o vidro tivesse desaparecido, só que…- Marius inspirou fundo. - quando saímos Harry nos disse que a serpente lhe pediu que a sacasse de ali.
-Como é isso possível?- Lestat franziu o cenho. - Lhe terá imaginado?
-Pode que se, pode que não.- disse o Romano fazendo uma careta.
-Explica-te, faz favor?- pediu Daniel.
-Enquanto deitavam aos meninos pude comunicar-me com Albus Dumbledore para sacar-me a dúvida. Faz muito que venho lendo sobretudo o que tem que ver com o Mundo Mágico, sobretudo com esse tipo que marcou a nosso anjo, e tenho encontrado várias coisas.
-Como quais? - quis saber Armand.
-Entre os magos existe um dom chamado língua Parsel. Que é a habilidade de poder comunicar com as serpentes, falar seu idioma. - gestos de surpresas pôde-se ver nos vampiros presentes. - Agora bem, este dom é considerado escuro, porque só Magos Escuros, como Lord Voldemort, o tiveram. O mais estranho ainda é que se considera uma habilidade quase única de Salazar Slytherin, é mais, esta se transfere por herança.
-Achas que meu petit chateau pode ser um falante de Parsel? - perguntou Louis.
-Como te disse, pode ser, não estou seguro. Teria que pesquisar as linhas de sangue dos Potter para saber se tinha um falante entre eles, mas o duvido.
-Que te disse o velho? - murmurou o ruivo.
-Ainda não tenho recebido resposta, já que use uma lechuza de um mago conhecido, não se como é de rápido esse método de comunicação…
-Mas… em caso que Harry fale com as serpentes… isso não pode se considerar mau, verdade?- perguntou o vampiro de olhos esmeraldas com apreensão.
-Para nós não. No entanto, os magos estão demasiados assustados de todo o relacionado com os Magos Escuros. O mais provável é que se espantem se o sabem, uma vez que Harry entre a Hogwarts, seria prudente lhe dizer que guardasse o segredo quando lhe digam que é um mago.
-Eu acho que é uma habilidade estupenda. - opinou Lestat, sorrindo divertido.
shuahsuahsuhu
Ao outro dia.
-Sucede algo?
-Se. - murmurou sem decolar sua vista do pergaminho. - E não é algo que me esperava.
-Não entendo. - disse Lestat sinceramente.
-É a contestação de Dumbledore.- ensinou-lhe o pergaminho.
-Transferência de poderes…?- murmurou após ler.
-Assim é. Segundo ele, quando aquele louco lhe mandou a maldição a teu filho pôde lhe ter transferido certas habilidades, entre elas o poder comunicar com as serpentes.
-Incrível. - murmurou- Estão seguros?
-É a única explicação que tanto ele como eu podemos dar. Já que nenhum de seus familiares tem tido alguém que fale Parsel entre eles.
-Bem, te poderia pedir que não lhe digas nada a meu amor? Já tem suficientes razões para odiar a esse louco…
shuahsuha****************************************
Uns fortes braços apresaram seu corpo desde atrás e sorriu.
-Que te parece se jogamos ao potro dantes de acordar a Harry para que vá à escola?- sussurrou roucamente seu casal a seu ouvido, ocasionando um estremecimento por todo seu corpo.
-Tudo o que queiras. - devolveu no mesmo tom, permitindo que Lestat beijara seu pescoço com gula.
Ambos acabavam de chegar de uma noite de caça. Desde que Harry tinha chegado a sua vida, de certa maneira, Louis tinha-se empenhado em buscar presas que tenham tido que ver de maior ou menor grau com Lord Voldemort. Porque sabia que em um futuro estas poderiam chegar a ser uma ameaça para seu bebê.
Agora, com seus corpos cheios de sangue fresca (e não qualquer sangue, senão mágica) seus corpos se enchiam de luxuria, luxuria que queriam desatar o quanto antes.
O moreno girou dentro do abraço par atrapar os lábios de seu amante. Foi apoiado delicadamente contra a parede próxima à escada que dava a sua habitação e se beijaram com todo o amor que sentiam o um pelo outro. Lentamente, foram subindo, entre risadinhas, beijos e coquetes.
Lestat deteve-se de repente, franzindo ligeiramente seu cenho, agudizando o ouvido.
-Que passa, ciel?
-Não escutas…?
O vampiro mais jovem também franziu o cenho e prestou atenção aos sons da casa. Uns pequenos gemidinhos angustiosos podiam-se ouvir perfeitamente. Os olhos de Louis abriram-se como pratos.
-Vem da habitação de nosso petit. - sussurrou dantes de empreender o caminho para esse lugar.
Seu coração encolheu-se o ver a seu menino retorcer-se na cama, sua testa estava suada e de sua garganta saíam choramingos dolorosos. O vampiro apressou-se a encerrar a seu pequeno em um abraço.
-Acorda mon amor, é só um pesadelo. - sussurrou arrulhando o corpinho - Acorda, petit chateau.
-Papi Lou…?- chegou-lhe um murmuro amortecido pela roupa de seu peito.
-Sim, pequeno. Somos papi Lou e papai Let.- confirmou Lestat sentando-se ao outro extremo da cama de seu filho, entrelaçando uma mão com a do menino. - Estás bem?
Harry não contestou, só sacudiu sua cabeça e começou a soluçar quietamente sobre o peito de seu papi.
-Não chores minha vida. - gemeu desesperado o moreno. - Era tão só um pesadelo.
-Era muito feia, papi Lou.
-Era a luz verde de novo?
-Sim…
-Que luz verde?- perguntou Lioncurt, algo perdido.
-Harry sonha com uma luz verde que se impacta contra seu corpo, também escuta um riso macabra e alguém que clama por sua vida. - comentou Louis mandando-lhe uma mirada significante a seu casal.
A mandíbula de Lestat apertou-se.
-Desde faz quanto que sonha com isso?- quis saber.
-Não sempre… mas o faço desde que sou bebezinho. - disse Harry já mais acalmado.
-Oh, mas teu sabes que é só um mau sonho, verdade?- confortou o loiro revolvendo o cabelo ligeiramente longo do menino.
-Sim… só que… parece tão real.
Os vampiros compartilharam uma mirada e Louis fez uma careta intensificando o abraço a seu menino.
-Está bem, petit, é só um mau sonho. - beijou sua cabeça. - Queres vir a dormir conosco esta noite?
Harry decolou-se do peito de seu papi Lou olhando-o carrancudo.
-Já tenho sete. - resmungou algo indignado.
-Oh, bem. Já és todo um homem.- disse sorridente. - Mesmo assim, a oferta segue em pé.
-Mas melhor se declinas… eu tenho outros planos para teu papi Lou esta noite.- sorriu libidinoso, ignorando a mirada fulminante de sua amor.
Não muito seguro do que estava ocorrendo nesses momentos, o pequeno se terminou de desprender do corpo de seu papi.
-Eu…- fez uma careta- preferiria que ficassem comigo até que me durmo.
-Claro, tesouro. Acosta-te que nós ficamos contigo até que te voltes a dormir.- Harry obedeceu e ambos homens ajudaram ao tampar novamente. - Estaremos atentos por se o pesadelo se repete, ok?
-Obrigado, papi Lou.- incorporou-se para beijar uma bochecha de Louis e depois fez o mesmo com Lestat.
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Chegou esgotado a sua Mansão. Levava três dias fosse e não só as múltiplas reuniões o tinham deixado cansado, senão também (e era duro o admitir para alguém como ele) a falta de sua família. Estranhava-os muito e estava pensando muito seriamente em levá-los consigo a próxima vez que estivesse longe por mais de um dia.
Era temporão, de modo que caminhou a passo discreto até chegar ao quarto do novo bebê da casa. O lugar estava enfeitado com melhore-las coisas que um menino mago dessa idade pudesse ter. Tinha desde pequenas fadas vivas até moveis de uma madeira que crescia em Bosques ocultos da Europa, onde a madeira era azul, eram árvores mágicos que custavam uma pequena fortuna.
O berço era outra maravilha, mas mais maravilhoso era o ser que dormia com um dedo na boca nela. Estava com as medidas exatas para seus seis meses de idade e tanto o medipediatra como seus pais estavam orgulhosos dele. Era um perfeito Malfoy, cabelo loiro platino, nariz respingona, pele pálida, queixo aristocrática e, como não, olhos cinzas quase prateados. O único que tinha herdado de sua mãe era os lábios semi-carnosos que, por verdadeiro, Lucius se morria por provar de seu esposo. Eram aqueles lábios o que o diferenciavam e que o faziam ver como filho de Remus Lupin-Malfoy, já que, graças a Merlin e ajuda do melhor pocionista da Inglaterra: Severus Snape, a licantropia não tinha infectado o sangue de seu filho. Era um menino normal em quase todos os sentidos. "Quase" porque o menino, a sua curta idade, augurava ter uma personalidade muito particular.
-Lucius…?
Levantou sua vista da preciosa criatura que era parte dele e sorriu ao ver a figura sonolenta do homem que o voltava louco. Remus tinha os olhos entrecerrados, o cabelo castanho quase loiro bastante despenado e bata-a a médio atar.
-Olá, meu amor. - murmurou o loiro acercando-se para dar-lhe um beijo de saúdo. Um que desejava lhe dar desde faz dias, ele não era uma pessoa que almejasse coisas, já que com seu dinheiro poderia se comprar o que queira. Mas desde que seu filho Draco e Lupin entraram a sua vida ele se encontrou com que almejava sua companhia.
Se beijaram longos minutos, enquanto Lucius acalmava seus desejos por seu esposo e Remus recuperando-se do embotamento de seu cérebro dormido.
-Que fazes aqui tão cedo?- rodeou o pescoço do maior com seus braços. - Pensei que não estarias aqui até esta noite.
-Estranhava-os muito. - admitiu com uma careta. - De modo que fiz todo o que tinha que fazer o quanto antes para poder vir aos ver. - voltou a beijar aqueles lábios enloquecedores- Desejo-te, lobinho.
O castanho sorriu de lado, admirado pelo desejo que podia ver nos olhos de seu esposo.
-Então terei que o solucionar.- ronronou dantes de beijar a seu esposo. - Só deixa-me ver como esta Lucas e regressamos à habitação.
Malfoy assentiu e acercaram-se ao berço, tomados da mão. A estampa era a mesma, Lucas John Malfoy-Lupin dormia com o dedo na boca, jogado ligeiramente sobre seu custado direito.
-É formoso, Remus. - sussurrou abraçando a seu esposo pela cintura.
-Parece-se a ti.- admitiu com um sorriso terno.
-Claro, é todo um Malfoy.
Em um mês depois.
Era um restaurante localizado na zona mais dispendioso da França. Lucius e seus sócios estava na última reunião do dia, sendo a hora do almoço. De repente, a mesa cheia de sete comensais (mais Lucius) emudeceu.
-Oh, vá… a isso lhe chamo eu um Adônis. - murmurou um dos magos sangue puro que tinha negócios com os Malfoy.
-Concordo totalmente. Pergunto-me se estará só… essa classe de beleza não há que desperdiça-la. - comentou outro.
-É questão de perguntar.- disse outro deles com um sorriso lasciva.
Lucius volteou a ver mais por curiosidade que por outra coisa. Seus gestos endureceram-se e um cenho escuro formou-se em seu aristocrático rosto. Esse que tanto alabavam seus sócios não era outro que Remus Lupin de Malfoy, seu esposo.
Por suposto, o resto dos magos não notou tal coisa e seguiram com seus comentários se ver a mudança de humor em Malfoy. A mesa voltou a emudecer quando o sorridente castanho se acercou a eles. Alguns emparcaram uma sobrancelha e outros simplesmente lhe mostraram seu melhor sorriso.
-Aqui estás, meu amor.- posou um de suas mãos nas costas de seu esposo e beijou sua bochecha- Cavaleiros.- saudou com um assentimento de cabeça.
Recém ali todos notaram a mirada fulminante que estavam recebendo. Agradeceram a Merlin que as miradas não matassem, mas isso não evitou que empalideceram ou que se removessem incómodos em seus assentos. Balbuciaram uns saudos e evitaram voltar a olhá-lo. Se, muitos deles o conheciam de ante mão, mas é que desde que se casasse com Lucius e desse a luz a seu menino, a beleza de Remus parecia se ter acrescentado, o fazendo ver bastante diferente ao homem melancólico e mau vestido que fora dantes de se cruzar com Draco em seu antigo trabalho.
-Que precisas, Remus?
-Só venho a te dizer que Draco, Lucas e eu nos vamos comer à zona muggle da França.- sorriso encantador.
-Zona muggle?
-Sim, regressamos em uma hora. - beijou castamente seus lábios e incorporou-se. - Bom proveito, cavaleiros.
Por suposto, Remus sabia que seu esposo não podia iniciar o conflito de não-quero-que-convivas-com-muggles de sempre, em frente a esses magos. Por isso tinha aproveitado para perguntar justo nesse momento. O loiro viu-o ir-se ainda com o cenho franzido, mas tinha uma coisa mais importante que fazer nesse momento.
-Essa beleza é meu esposo, como puderam notar.- sibilou jogando faíscas pelos olhos- Espero que o de faz um momento jamais se volte a repetir.
Novamente, espantados pela frialdade que irradiava o patriarca dos Malfoy, os comensais voltaram a balbuciar, desta vez com desculpas e promessas de jamais voltar a posar os olhos em algo que era seu.
Continuasse…
Próximo capitulo: anjos sabem a verdade
Nota tradutor: é finalmente mais um capitulo no ar, e dedicada especialmente pra quem gosta tanto dessa série... garanto que não decepcionarei vocês e continuarei com as traduções... então até a próxima sem falta ^^
Abraços!
