Cap. 11 – A noiva de Banfield

Os Aurores estavam entrando em desespero. O que estava acontecendo com os seguidores do Lord das Trevas? Estavam quietos e na noite anterior haviam destruído quase uma rua inteira, de um bar, onde ninguém saiu vivo. Era lamentável, para eles, que esses encapuzados ainda estivessem com vida, diante da guerra que estaria por começar. Harry Potter havia aceitado participar da tal reunião, junto com Vitor Krum e mais uns dois chefes Aurores da Europa. Poderiam decidir o futuro deles. Um futuro com, ou sem Voldemort.


Panin acordou atordoada. Ganhara seu medalhão de presente de seu pai, antes dele morrer e agora o tinha perdido? Como estava sendo ingrata a ele!

Levantou depressa e lembrou-se do encontro na mansão Bleedincutt. Poderiam ter mais alguma missão a resolver e isso a fez respirar fundo. Toda sua vida ao lado das Trevas estava apenas começando e todo o rebuliço da noite anterior mostrava esse início. Não haviam deixado ninguém com vida no local trouxa e provavelmente a família do Potter estava destruída. Um ponto a mais para eles!

Redigiu uma carta rápida a Delfus, onde perguntava exatamente a hora do encontro. Se Voldemort tinha algo a lhes dizer, que fosse o mais rápido possível. Uma raiva percorreu sua cabeça ao pensar que seu precioso medalhão estava em posse dos aurores.

Avery sentou-se na mesa, sozinho. Viu os elfos entrarem e saírem da sala e não olharam na cara dele. Claro, eram elfos domésticos e tinham medo do patrão.

Uma leve tristeza percorreu seu rosto. Lembrou-se de Celi Kuller, a maldita auror que o fizera perder tanto tempo em uma coisa tão estúpida. Estava disposto a esquecê-la, mesmo que isso fosse significar que ela teria que morrer. E ele estava doido para que isso ocorresse logo!

Draco não se agüentava de entusiasmo. Estivera acordado quase a noite toda, tamanho era seu nervosismo, diante do que poderia acontecer. Voldemort estava convocando-os e, como ele mesmo contara a Delfus, deveria ser algo secreto já que apenas seu círculo fiel fora chamado. Pensou em partir para a casa de Panin e ver se a prima estava conformada com a perda de seu medalhão, mas decidiu que estava com fome e ela poderia esperar.

Delfus sentou-se à mesa da sala e Poe-se a ler um livro sobre a Transfiguração Moderna. Havia gastado muito de sua vida em cima de livros e pesquisas sobre animagia, e até hoje não conseguira nenhum resultado. Não havia conseguido se transformar em nada, embora uma quase tentativa de águia tenha sido aproximada uma certa vez. Ele sentiu que penas cresciam em seu corpo e desmaiou tamanha era a dor. Depois disso, não se lembrava de mais nada.

O livro estava cansativo e ele decidiu seguir para seu escritório. Quando abriu a porta, lá estava o Profeta Diário que tanto esperava. O que seria comentado do massacre da noite anterior?

- Trouxas são mortos por explosão de carro-bomba? Que diabos é isso? – ele se irritou - Era para ter saído uma grande reportagem de capa sobre a possível volta do Lord! Será que até a Marca da Morte eles esconderam? Parece que sim... – ele lamentou ao ver o local destruído e sem vestígio de sua marca – Como eles ousam?

- Senhor Bleedincutt, quer algum café? – um elfo entrou na sala recolhendo algumas fuligens do chão perto da lareira. Delfus olhou para o pequeno monstro.

- Não.

- Se...

- Eu sei, vai embora! – ele gritou irritado. O elfo abaixou a cabeça e saiu da sala. Profundamente desgostoso da notícia do jornal, ele sentou-se em sua cadeira. Minutos depois, recebeu uma coruja de Panin, perguntando sobre o encontro. Nem ele mesmo sabia quase nada sobre isso, a não ser que seria na casa dele. Poderia ser qualquer hora, de qualquer jeito. E foi isso que redigiu para a mulher.

- Droga, anda rápido! – Dylan gritou ao pé da escada. Estava realmente cansado das esquisitices de Angel, e cada vez ela o irritava mais. Custava se arrumar depressa para um encontro com o Lord? O que ela estava pensando em vestir?

- Você é ridículo, custa esperar um pouco... – ela disse batendo furiosamente a porta do quarto e se dirigindo para a escada, bufando.

- Um pouco? Faz exatamente meia hora que eu estou em pé nessa escada! Quase nasceram raízes... – ele grunhiu virando-se de costas e fazendo a mulher o seguir. Ela odiava esse comportamento machista de Dylan. Fazia quase dois anos que morava na mesma casa que o rapaz, e já não o aturava mais. Apenas uma coisa a impedia de ir embora.

- Podia ter ido. Eu sei aparatar sozinha.

- Jura? – ele zombou virando-se de costas e se deparando com uma mulher loira e muito bonita. Nunca reparava em Angel, pois achava totalmente incômodo morar na mesma mansão que ela. Mas não pôde deixar de comentar o quanto estava bonita com as vestes negras de comensal.

- Não precisa me elogiar. Eu sei que sou bonita. Você que nunca percebeu isso... – ela sorriu maliciosa e saiu andando, o deixando pra trás. Ele fechou a cara.

- Estou tentando ser educado.

- Não conseguiu.

- "timo, vá sozinha para a mansão dos Bleedincutt e morra pelo caminho, dizendo o nome errado.

- Tudo bem. – ela disse aparatando e deixando-o sozinho na sala de casa. Dylan bufou e puxou seu casaco, desaparecendo logo depois.

Panin andava de um lado ao outro no escritório de Delfus. Fazia um bom tempo que estava ali e nenhuma notícia do Lord. O rapaz estava sentado em sua cadeira e mexia em alguns papéis, completamente desligado do mundo.

Minutos depois a lareira faz um rangido e Draco sai limpando as vestes. Olha de Panin para Delfus e repara que o rapaz não o olhou.

- Que foi, Bleedincutt, está tomando coragem para falar com a Panin? Ora vamos, ela só morde se você pedir...

- Larga de ser estúpido, uma vez na sua vida, Draco! – a mulher ralhou e ele assentiu.

- Ok, perdoe-me princesa...

- Por favor, você ultimamente está patético... acho que está se encontrando demais com Crabbe e isso pode estar te fazendo mal...

- E tem a Parkinson, também... ela é comensal, não é? – Delfus perguntou sem levantar o rosto. Panin crispou os lábios.

- Pansy Parkinson? – virou-se para Draco – Você não... céus...

- O que? Vai escutar esse frankstein falando? Que Pansy, o que... eu falo com Crabbe sempre que consigo e ele não me falou nada da Parkinson...

- Discutindo novamente? – Luna entrou empurrando a porta com força.

- Porque não aparatou? Não era mais prático?

- Não Delfus, eu realmente achei que um encontro como esse deveria ser feito na sala de estar e não nesse escritório velho...

- Se está reclamando, vai embora.

- Eu iria se não tivesse algo mais importante a fazer aqui. E vocês, Malfoy, nunca cansam de brigar?

- E tem coisa mais prazerosa? – Draco riu beijando a testa de Panin.

- Ah, pra você realmente não deve ter...

Até Draco e Panin se resolverem, demorou muito tempo. Eles estavam impacientes com a demora das notícias, embora era conveniente que Avery não demorasse. Luna e Delfus estavam discutindo a notícia do Profeta Diário, ambos indignados com a ousadia dos jornalistas, enquanto Panin passava novamente mais um sermão em Draco. Minutos depois ouviram um pequeno barulho e alguém apareceu ao lado deles. Uma mulher loira e vestida de comensal os olhava atentamente, completamente furiosa.

- Quem é você? – Delfus perguntou reparando também o quanto ela era bonita. Luna levantou-se da poltrona e crispou os olhos, pronta para sacar a varinha.

- Angel McFadden DeLynx.

- "timo sabermos seu nome completo, o que veio fazer aqui? – Draco foi totalmente grosseiro. A mulher andou pelo escritório, espiando as estantes repletas de livros antigos.

- Uma geniosa sala de trabalho, Bleedincutt... afinal, qual dos dois é Delfus? – ela disse olhando para os dois rapazes da sala. Draco riu.

- Se eu me chamasse Delfus, trabalharia no circo trouxa.

- Prazer, Draco Malfoy. Sou a noiva de Dylan Banfield. – e estendeu a mão para o loiro, que ergueu a sobrancelha – Ouvi muito falar de sua família.

- E eu nunca ouvi falar da sua. – ele disse apertando a mão dela – e realmente me sinto satisfeito.

- Você deve ser a outra Malfoy? – disse Angel olhando para Panin, que suspirou lentamente e revirou os olhos.

- Panin Malfoy. Não me ouse comparar com qualquer outra, garota, ou teremos problemas.

- Climas de paz no primeiro encontro... estou gostando de ver o quanto é responsável, Angel! – Dylan disse aparatando ao lado dela. A loira fechou a cara.

- Não enche...

- Vou para a sala de estar, esse lugar não é muito grande... – Luna disse virando-se para a porta, mas a mulher a chamou.

- Você é a Pankiston? A Luna?

- Sim, sou eu. – e continuou a andar.

- Ouvi falar de você. Conheceu Dylan quando pequena... eu lamento intensamente por isso. – e Luna riu.

- Eu também. – e viu que Angel sorriu.

- Ok, todos me odeiam e eu realmente me sinto satisfeito com isso, se as duas querem saber. – Banfield falou com arrogância na voz – E não conheço as duas por plena vontade.

- Então porque são noivos? – Panin interrompeu. Angel e o rapaz de olharam.

- Fomos obrigados. – ela respondeu.

- Pacto mágico entre famílias... – Dylan completou desgostoso.

- E não podem seguir outro caminho? – Draco arriscou.

- Não. Isso renderia nossa morte. – Angel acrescentou bufando de raiva – Então sou obrigada a conviver com esse estúpido.

- E porque não se casaram ainda? – Panin perguntou.

- Ora, quando mais isso for adiado, melhor... – o rapaz não sorriu. Todos se olharam e Luna teve pena de Angel McFadden. Alguns anos com Banfield a tinham trazido um enorme problema. Imagina ter que se casar com ele? Naquele momento, nem por todo poder do mundo ela seria Angel... quem sabe por todo o poder do mundo...


N/A: Ufaaaa!

Mais um capítulo! hehe... e o pedaço "- Que foi, Bleedincutt, está tomando coragem para falar com a Panin? Ora vamos, ela só morde se você pedir..." é muuuuuito feito para a minha amiga Panin Malfoy, a quem essa personagem foi inspirada! XD

E novamente, obrigada pelas reviews Celebriant! E pode deixar que o lado Comensal fingiu não ouvir o que você disse!

küsses