N/A: Uma citação para ter em mente durante esse capítulo: James sempre suspeitou que Snape tivesse sentimentos profundos por Lily, o que era um motivo pelo comportamento de James com ele. - JK em uma entrevista em 2007.
Terça feira, 13:20
"Alice, não tive oportunidade de perguntar como foi seu encontro sábado."
"Oh, certo. Bem, foi tudo bem, Lily, eu sei – AI!"
"Você está bem?" Lily perguntou, olhando da xícara que ela deveria estar enfeitiçando.
Alice estava tremendo a mão, tentando se soltar de sua xícara, que tinham se prendido em seu dedo. "Xícara idiota," ela rosnou, conseguindo se livrar da xícara finalmente. "Eu a dei dentes ao invés de pernas."
Marlene, que estava sentada no outro lado de Alice, estava rindo do erro da amiga.
"Isso não é engraçado, Mar," Alice disse. Ela acenou sua varinha e lançou sua xícara esfomeada por carne para Marlene, que disse "Reducto!" e transformou a xícara em pequenas pétalas.
Alice suspirou, mas não se incomodou em argumentar já que o feitiço era difícil de ser executado, e Feitiços era uma classe muito animada para que Flitwick percebesse a sua desistência.
"Então," Lily retornou a falar antes que Marlene e Alice começarem tudo outra vez. "Como é que foi?"
"Foi tudo bem," Alice contou a ela, uma bolha de felicidade em volta dela, dissolvendo sua irritação com sucesso. "Ele foi fofo. Tentou me levar para Madame Puddifoot e eu comecei a rir, afinal, é a Madame Puddifoot..."
"Ah, bem, Longbottom não nada a não ser agradar," Marlene opinou.
Lily riu. "Eu suponho que ele só estava tentando fazer o que ele pensava que você queria, Alice," ela disse, cutucando sua xícara sem pernas com a varinha sem ter sucesso. Ela estava distraída e não estava ligando muito em dar mobilidade para uma xícara de chá. "Claro, ele exagerou um pouco, mas como ele poderia saber?"
"Foi o que eu pensei também," Alice concordou. "De qualquer forma, ele começou a rir também. Nós conversamos como todos eram loucos por querer se encontrar em um pequeno local para se agarrar – "
"Nojento," Marlene disse, fazendo uma careta.
Alice assentiu. "Precisamente."
"De verdade," Lily disse, "quem quer que ir se agarrar em um local onde você pode ouvir muitas outras pessoas sugando o rosto de outras? De qualquer maneira, Alice, vamos lá. Ele beijou você?"
"Em algum lugar privado?" Marlene adicionou, ainda pensando na loucura de Madame Puddifoot.
Alice corou forte com a pergunta, e de repente se tornou mais interessada em suas unhas. "Bem, hum, sim," ela murmurou, envergonhada. "Nós estávamos fazendo nosso caminho de volta e jogando aqueles fogos de artificio do Fillbuster, só conversando, e então ele me pegou no meio de frase."
"Ele usou a língua?"
"Marlene!" Lily riu outra vez.
"O que?" Marlene perguntou inocentemente. "Eu já fui beijada de língua várias vezes -*"
"Oh, não diga dessa forma," Lily pediu, ainda rindo. "Faz parece que você não está falando de beijo."
"Talvez eu não esteja," Marlene disse arrogantemente fazendo Alice arfar e o queixo de Lily cair. Ela não poderia ficar séria depois disso. "Tudo bem, eu estava," ela admitiu. "Mas vamos lá Prewett, não esconda de mim; ele usou ou não usou?"
"Hum... Um pouco."
"Rá!" Marlene apontou com sua xícara. "Vou contar para seus irmãos!"
Alice a empurrou. "Cale a boca."
Marlene sorriu e olhou para Lily. "E você?"
Lily encarou sua xícara imóvel firmemente. Ela reconheceu aquele tom, mas ela não ligava nenhum pouco. "O que tem eu?"
Marlene suspirou, irritada com sua amiga esquivando. "Nós sabemos tudo que aconteceu com Snape," ela disse. "Você estava para baixo e nós a respeitamos por dois dias inteiros – não sorria, Lily, dois dias é um feito para nós – agora você nos deve informações Potter."
"Shh!" Lily agitou suas mãos na direção de Marlene para a silenciar. Ela olhou por trás de seu ombro para ver se James tinha ouvido, mas ele estava muito ocupado com as xícaras com Sirius. Aliviada, Lily se virou para suas amigas e disse, "Não exista nenhuma informações Potter."
Alice e Marlene gemeram desapontadas, e Lily revirou os olhos. "O que é que vocês duas tem?"
"O que é que vocês dois tem?" Marlene contrapôs. "Você e Potter. Sinceramente, vocês precisam se encontrar em um bom armário de vassouras e eliminar tudo isso com sexo."²
Lily arfou. "Eliminar o que?" ela disse, mesmo que ela tinha certeza que não era aquilo que ela queria dizer.
Mas era tarde demais. Marlene já estava balançando sua varinha, procurando as palavras certas, "Vocês dois estão tão cheios de eletricidade sexual," ela explicou. "Todas as vezes que vocês estão juntos, é como se fosse – woosh!" Ela balançou suas mãos imitando um moinho de vento. "Chega fica mais quente, e muito desconfortável ao redor. Só do jeito que ele olha para você... é enlouquecedor. Um pouco idiota, também, para ser sincera."
"Seja legal," Alice disse a Marlene, então se virou para Lily. "É somente uma dessas coisas, sabe? Todo mundo está doido para ver vocês dois juntos."
Lily franziu a testa para sua xícara, mas ela não estava focada. "E o que eu quero?"
Marlene bufou. "Oh, você quer também."
"Bem, obrigada, Mar, mas prefiro descobrir isso eu mesma," Lily respondeu, completamente aborrecida agora. Por que ninguém poderia parar de pressioná-la? "Eu gosto de ser amiga dele, e isso deveria ser bom o suficiente para todos porque, de qualquer forma, não é problema de ninguém."
"Tudo bem," Marlene levantou suas mãos em gesto de rendição. "Eu só estava falando, não tire isso da mente."
Era a vez de Lily bufar. "Você e Sirius se sentaram para falar disso ou algo do tipo?" Ela quis saber. "Porque ele me disse a mesma coisa sábado."
"Rá!"Marlene disse outra vez, satisfeita. "Isso é brilhante. Mas não. Vou lhe contar algo, se eu tiver uma chance de falar com Black, eu não acho que perderia muito tempo conversando..."
Lily sorriu, apesar do que ela disse, Marlene se refreava em fazer essas coisas. "Eu vou lhe dar chances. Só não fujam durante minhas rondas; eu não quero ser quem encontre você com sua calcinha nos seus joelhos."
Alice riu e Marlene adotou uma expressão de dignidade. "Por favor, Lily" ela disse, acenando sua varinha e quebrando sua própria xícara. "Eu tenho pouco mais de classe que isso."
xxx
James ouviu a risada de Lily várias vezes durante a aula, e ele desejava que aquilo era o suficiente para fazer ele se sentir melhor. Mas não era, e isso o modo de James saber que ele não sentia mal assim há muito tempo.
Remus não tinha falado com nenhum deles desde domingo. Ele tinha matados aulas e refeições e tinha deixado as cortinas de sua cama fechadas. O pior que James sabia que tudo aquilo era culpa deles, então eles não poderia só diminuir o problema e esperar que Remus perceber que ele exagerou, porque não tinha nada para ele perceber.
Mesmo que James tenha ido atrás de Snape, Remus ainda estava certo em tudo o que ele disse. Ele vinha sofrendo com a disputa por anos, mesmo que não ligasse para o sonserinos, ele poderia estar feliz em ignorar todos eles. Mas seus amigos não se satisfaziam facilmente, então ele ficava na batalha, seguindo eles, e o resultado da batalha poderia significar coisas terríveis para Remus. Não surpreendia que ele já tinha tido o suficiente de tudo isso.
"Você acha que algum dia ele voltará?" James perguntou, se lamentando.
"Sim," Sirius disse, mesmo que ele não parecia totalmente convencido. "Ele tem que voltar. Nós somos amigos por muito tempo."
"Ele só precisa relaxar," Peter concordou. "Espero que ele faça isso logo, eu não consigo entender Feitiços sem ele."
"Ah, vamos lá," James disse enquanto sua xícara andava alegremente pela mesa. "Não é difícil."
"Talvez não para vocês dois," Peter disse enquanto a xícara de Sirius se juntava a de James.
As duas xícaras estavam se preparando para uma corrida quando ouviu seu nome algumas mesas na frente. "... nos deve informações Potter," Marlene Mckinnon estava dizendo. Lily silenciou sua amiga e espiou James por trás de seu ombro, que fingiu estar distraído por sua xícara. Seu coração começou a contente e ele se esticou paraouvir mais, mas as garotas baixaram o tom de voz.
Sirius tinha ouvido também e olhou para seu esperançoso amigo. "Ela está ficando tão ruim quanto você," ele brincou. "Evans isso, Potter aquilo..."
"Verdade," Peter disse. "É melhor ela tomar cuidado perto de Moony, ou ela será afastada também."
Sirius assentiu, mas não olhou para seus amigos. "Concordo."
James franziu a testa. Ele tentou não pensar muito no que Remus disse a respeito dele ter ciúmes de Snape, mas não estava funcionando porque era verdade. Ele sentia rancor pela amizade de Snape e Lily. Ele não admitiria em voz alta, mas ele tinha ficado paranoico ano passo, pensando que um dia ele acordaria e descobriria que de repente eles eram mais que amigos. Isso era uma parte dos motivos que ele a chamou para um encontro tantas vezes; talvez Snape não iria querer competir se James ficasse constantemente no perturbando Lily para sair com ele.
Isso era um pensamento idiota, James sabia disso agora. Snape estava muito metido com as Artes das Trevas, mesmo antes que dele chamar Lily com a palavra que começa com M na frente de todos, era improvável a relação deles ter continuado por muito tempo com todas essas diferenças fundamentais.
Mas nada disso importava agora, porque tudo que Remus disse estava certo: James estava tão consumido com a inveja que ele ainda sentia, que não afetava mais somente ele e Snape.
Ele precisava tirar isso de sua mente, James pensou, seus olhos fixados na cabeça de Lily. Ele tinha que tirar isso de seu peito, ou afetaria Lily negativamente como tinha afetado Remus. James já tinha feito muitos erros por causa de Snape, e ele se recusava a perder seus amigos por causa disso.
16:17
Lily sentou sozinha no jardim, suas pernas em cima do banco e seus braços em volta de seus joelhos, um livro aberto em suas mãos. Ela não teve muito tempo sozinha ultimamente, então ela abandonou Alice e Marlene depois da última aula para conseguir esse tempo.
Mas enquanto Alice e Marlene a entenderam, Lily sabia que o silêncio não duraria muito. Afinal, a maioria das pessoas que ela conhecia eram incapazes da paz e do silencio que ela tanto ansiava.
"LILY."
"EVANS."
Lily suspirou e olhou para cima para ver os irmãos Prewett marchando em sua direção, Frank Longbottom seguindo eles. Os Prewetts pareciam um pouco irritados, e Frank parecia uma combinação de irritado com eles e pedindo desculpas para Lily.
"Não precisa gritar," Lily informou a eles quando a alcançaram o que ela pensou ser um banco isolado.
"Claro que precisa gritar!" Fabian proclamou. Ele arrancou o livro das mãos de Lily e o folheou. "O que é que você está lendo?"
Lily pegou o livro de volta. "Isso não pode ser o motivo de vocês estarem gritando por mim por todo o jardim."
"Não é," Frank disse antes que algum de seus amigos pudessem falar. Ele revirou os olhos. "Eles querem –"
"CALADO!" Gideon ordenou, "seu pequeno beijador de irmãos."
"Seu sarnento louco," Fabian adicionou.
"Traidor de amizade!"
"Traidor de confiança!"
"Ooh, essa foi uma boa!" Gideon disse. "Traidor de confiança. Eu gostei, é bem marcante."
"Oh, bem, obrigado, acabou de vir na minha mente sabe- "
"Isso é sobre Alice e Frank?" Lily interrompeu. "Porque eu não vou me meter nisso, se for. E eu sei disso porque é a única coisa que faz sentido."
Fabian deu a língua para ela e Gideon disse, "Ela é tão esperta, não é?"
"Eles estavam incorrigíveis antes," Frank disse para Lily. "Eu não consigo um momento de paz."
"Eu sei o que você sente," Lily assegurou a ele. Ela estava experimentando tanto disso ultimamente que ela estava mais familiar com o sentimento do que ela queria.
"Bem, aparentemente, isso não é única coisa que você sabe," Fabian acusou. "Você sabia do traidor e de nossa irmã e não disse nada!"
"Nada, nothing, zip," Gideon disse.
Lily olhou de um irmão para o outro. "E daí?"
"E daí?" Fabian repetiu sem acreditar na pergunta. "E daí que você, Lily Evans, é um acessório!"
"Um acessório para o que exatamente?" Lily perguntou, sem conseguir não rir com o absurdo deles. "Alice é livre para ficar com ela quiser."
"Obrigado," Frank disse, mas ele não foi ouvido por causa do grito de Gideon ,"Ela é livre para ficar com NINGUÉM!"
"Até ela tiver 30 anos," Fabian emendou.
"Até ela estiver morta," Gideon corrigiu.
"Até que nós, os irmãos dela, tiver mortos por 100 anos, quando nossos corpos tiver decompostos tão compostos que se fundiram no solo."
Lily revirou os olhos. "Então ela nunca vai sair com alguém," ela disse, "o que eu tenho certeza é o que vocês querem, mas já é tarde demais. As coisas já foram feitas."
Os dois irmãos se viraram para Frank.
"Coisas?" Gideon disse. "Quais coisas?"
"Certamente não é a coisa," Fabian disse.
"Não sejam burros," Frank falou para eles. "Nós só fomos em um encontro, e eu gosto de viver, o que eu tenho certeza que seria interrompido agora se vocês descobrissem que fiz tais coisas com ela."
"O que Longbottom fez?" uma voz sarcástica disse atrás de Lily. "Certamente nada com essa coisa nojenta ou vocês estão falando de uma 'ela' diferente?"
As feições brincalhonas de Fabian e Gideon desapareceram automaticamente para serem substituídas por aversão. Lily se virou para ver Bellatrix Black acompanhada por sua irmã Narcissa e seu primo Regulus. Isso que era um desenvolvimento, Lily pensou. Ela ficou em pé e sentiu Frank e os Prewetts se aproximarem em torno dela.
"Qual é o seu problema?" Frank disse, seus olhos frios quando olharam para os sonserinos
Bellatrix sorriu. Era uma expressão retorcida que não fazia justiça a sua beleza, no mínimo, retorcia a sua beleza. Seu rosto ficava apenas carrancudo.
"Só tendo certeza que sangues ruins não estão flertando com bruxos de verdade," Bellatrix disse, olhando Lily de cima para baixo.
"Cuidado, Black," Gideon rosnou, com sua varinha pronta.
"Awww, o que, a sangue ruim não pode se defende?" Bellatrix disse, sua expressão mudando para uma falsa surpresa.
Lily sacou sua varinha com a provocação. Ela não tinha percebido a plateia que se formava em volta deles, todos mantendo uma certa distância.
"Você não tem nenhuma outra palavra suja para me chamar?" Lily perguntou furiosa. "Sangue ruim já está começando a perder seu impacto, não acha?"
"Eu ainda não me cansei," Bellatrix disse normalmente. Sua varinha foi sacada de sua manga. Lily sentiu Frank e Fabian se mover levemente, ela sabia que suas varinhas também estavam sacadas agora.
"Então você veio procurando por um duelo?" Lily continuou, tentando adiar o duelo tempo o suficiente para um professor e chegar e colocar um fim naquilo. Ela sentiu seu sangue ferver, mas a última coisa que ela queria era entrar em uma briga porque os sonserinos a chamou daquele insulto pela milésima vez.
Não valia a pena, ela disse a si mesma. Mas ela continuou com sua varinha apontada para Bellatrix Black de qualquer forma.
"Não seja tola," Bellatrix disse, sua própria varinha apontada para a garganta de Lily ameaçadoramente. "Nós estamos tentando mostrar a Regulus como lidar com o seu tipo."
Os olhos de Regulus foram de Lily para Bellatrix, sua expressão demonstrando um leve pânico ao ter seu nome incluído na conversa inesperadamente.
"O tipo dela é o mesmo que o seu ou o nosso," Fabian disso, com nojo de cada palavra que saiu da boca de Bellatrix.
Bellatrix fez uma careta. "Não tente coloca-la no mesmo nível que eu, Prewett," ela disse. "No seu nível tudo bem, desde que sua família é tão encantada em amar os trouxas que talvez eles quebrem suas varinhas e vá se juntar a eles. Faria um bem a todos nós."
Lily não pode mais aguentar, ela queria colocar a sonserina no lugar dela, mas sabia que não faria bem algum a ela.
"Por que você não foge e vai falar para todo nós como é bom ser um sangue puro?" Lily sugeriu, guardando sua varinha no bolso. "Vai lá, vai delirar sobre aquele louco que vocês todos estão tão entusiasmados a se juntar..."
Então Lily se virou para se afastar dos sonserinos e da briga que eles estavam provocando. Porém suas palavras colocaram Bellatrix, que tinha um temperamento difícil, no limite.
O feitiço a atingiu – rápido, dolorosamente – Lily sentiu sangue saiu da abertura que tinha se materializado na lateral do seu pescoço...
Ela caiu de joelhos, suas mãos tremendo violentamente enquanto iam até o machucado, tentando estancar o sangue. Na frente dela, Frank e os Prewetts revidaram, jogando feitiços para os sonserinos e esquivando-se dos que eram jogados para ele. Lily não podia dizer qual feitiço tinha atingido quem, as únicas coisas que ela podia registrar que os gritos de quem duelava e da plateia e dos jatos de luz envolta dela.
Ela estava perdendo muito sangue – era escuro e grudento contra sua pele, e tinha muito daquilo. Havia um rugido surdo se formando na sua cabeça e tudo estava ficando escuro, sua visão começando a falhar e ela sentia como se ela fosse ficar enjoado e por que ela ainda estava sangrando? A dor a deixava cega.
Seu corpo caiu completamente, ela sentiu a pedra fria ao se chocar com sua pele quente, e o sangue continuava a sair. A escuridão estava a consumindo e tudo que ela ouvia parecia ser bem distante...
"Lily!"
16:34
James estava vagando sem rumo desde sua última aula, procurando por Lily. Ele tinha decidido que ele precisava esvaziar sua mente com ela primeiro, e então depois ele poderia procurar Remus e concertar as coisas com os Marauders. Não era muito um plano, mas era melhor do que ficar sentado e esperar as coisas melhorarem sozinhas; no mínimo, elas iriam ficar pior.
Então ele andava pelos corredores, rezando que ele encontrasse Lily, mas quando ele viu Alice e Marlene sem Lily, ele desistiu da sua habilidade de orientação e pegou o Marauder's Map. Seus olhos examinaram o pergaminho, encontrando-a no jardim, seu ponto estava parada, então ele imaginou que ela estava sentada lá fora, se escondendo, seu nariz dentro de um livro.
A imagem o fez sorrir mais verdadeiramente do que ele tinha conseguido em dois dias, então ele guardou o mapa de volta no seu bolso enquanto ele deixava o castelo para a encontrar.
Claro, ele não esperava encontrar daquela forma.
A primeira coisa que ele viu quando ele chegou nessa parte dos jardins foi a multidão. Eles formavam um círculo em volta do que acontecia no centro, mas ninguém parecia querer chegar perto, quando James viu os jatos de luz, ele não quis perguntou por que.
Lily tinha que está em qualquer canto por ali, ele pensou, fazendo seu caminho entre os estudantes que gritavam. Ele viu Frank Longbottom e os irmãos Prewetts duelando com alguns sonserinos, todos que estavam envolvidos parecia ter algum machucado, mas não dava para saber qual tipo de machucado era já que todos estavam cobertos por sangue.
E quando a mente de James se acostumou com a imagem de todo aquele sangue, ele a viu: Lily estava deitada sem se mover atrás de Frank e dos Prewetts. Do que ele podia ver, sua pele estava pálida e sangue estava saindo de um buraco de seu pescoço... Mais sangue que cobria qualquer um, mais sangue do que de todos juntos.
"Lily!"
James correu até ela e se ajoelhou no lado da Lily. Seus olhos estavam fechados e sua respiração estava fraca. James a virou cuidadosamente, inconsciente do duelo que acontecia em sua volta de repente.
"Droga," ele disse ao ver o estado que ela estava. Havia muito vermelho, estava saindo de seu pescoço e solidificando em sua pele – suas mãos, seu queixo, seu ombro e pelo seu braço.
Houve mais alguns gritos e James sentiu o chão estremecer violentamente em volta dele. Os feitiços pararam de ser jogados e Jams se virou parar ver uma parede sólida de alguma coisa que agora separava os sonserinos de James, Lily e dos outros. Alguém deve ter colocado essa barreira ali...
"O que diabos-" Era uma pálida Professora McGonagall seguida por Dumbledore e Slughorn.
"Calma, Minerva," Dumbledore disse, reconhecendo a fúria na voz de sua colega e colocando uma mão em seu ombro.
"Calma?" McGonagall repetiu a palavra como se nunca tivesse ouvido antes. "Nunca, em todo o meu tempo de Hogwarts, eu presenciei uma demonstração sem sentido, imbecil – "
"Professora!" James berrou. Ele não queria gritar com ela, mas diante as circunstâncias ele pensou que era a coisa mais apropriada a ser feita. "Professora, é a Evans, ela está machucada. Eu não – eu não consigo a acordar."
A fúria de McGonagall acabou quando ela deu alguns passos para frente e viu o corpo de Lily sem movimento. Ela se baixou e checou seu pulso. "Ainda existe," ela murmurou. "Não é muito, mas ainda é alguma coisa."
Dumbledore se virou para Slughorn. "Horace, leve seus estudantes para sua sala e espere por mim lá," ele instruiu. "Eu lidarei com cada um separademente."
Slughorn assentiu e fez menção para os sonserinos o seguir. Bellatrix jogou um olhar furioso por cima de seu ombro, mas tinha algo estranhamente triunfante no movimento quando seus olhos pararam em Lily. A mão de James se torceu na sua varinha, mas ele sabia que não que não era algo que ele poderia arriscar. Não agora.
"Ela está bem?" Fabian perguntou ansioso. Ele estava com o braço no seu nariz, estacando o sangue com sua manga.
"Ela vai ficar," McGonagall disse. Ela olhou para James. "Nós precisamos levar a senhorita Evans para a Ala Hospitalar imediatamente. Potter, você pode a levar?"
James assentiu. Ele colocou seus braços embaixo de Lily gentilmente e a levantou, seu corpo era frágil e quente contra o dele e sua cabeça pendia no seu ombro, sangue escorrendo de seu pescoço e manchando suas roupas. Ele não ligava para o sangue, mas essa não era exatamente como ele imaginava a primeira vez que ele a envolvia com seus braços.
"Vocês três – " McGoganall começou, se virando para os outros, mas eles continuaram no mesmo local.
"Nós queremos ter certeza que está bem," Frank disse, e os Prewetts assentiram.
"Então vão," Dumbledore disse. "Minerva, se você pudesse dispersar a multidão, por favor..."
McGonagall obedeceu, enxotando os estudantes que continuavam ali, todos queriam ver o ferimendo de Lily. "O duelo acabou, saiam daqui agora..."
James fez seu caminhoelo jardim, Lily ainda em seus braços, Dumbledore, Frank e os Prewetts seguindo. Ele tentou ignorar o medo que começava a surgir em seu peito, tentando enterra-lo, se ele deixasse o medo o preencher, ele perderia sua cabeça completamente e ele não poderia arriscar aquilo agora. Ele tinha que ter certeza que tudo estava bem.
Quando eles chegaram à ala hospitalar, Madame Pomfrey arfou alto ao ver Lily, mal olhando para os pequenos ferimentos de Frank e dos Prewetts. Ela fez James deitar Lily em umas das camas no final da ala, longe de qualquer olhar curiosos que poderia passar por ali para ver a condição dela. Ela fechou a cortina em volta da cama, forçando os outros esperar no outro lado.
"Não me olhe assim, Potter," Madame Pomfrey disse enquanto fazia. "Eu não quero cuidar dela com você grudado ao meu lado."
James fez uma careta, mas Madame Promfrey fechou as cortinas de qualquer forma.
Os olhos azuis de Dumbledores olharam para cada um dos garotos, parando em James dizendo, "Explique."
"Eu adoraria, Professor, mas não foi eu dessa vez," James disse, um pouco ofendido com a suposição de Dumbledore. Se as consequências do duelo não tivessem sido tão difíceis, James poderia se sentir um pouco orgulhoso, mas o nível de confiança estava falhando enquanto ele se perguntava o que acontecia atrás daquela cortina.
"Foi nós, Professor," Frank se meteu. "Bem, foi mais a Black..."
E então ele disse para Dumbledore e James os detalhes das briga que eles só viram o final. Quando Frank terminou, Dumbledore o estudo silenciosamente e depois perguntou, "Então, senhor Longbottom, foram os sonserinos que provocaram tudo?"
"Depende de sua definição de 'provocar'" Gideon respondeu por Frank. "Eu saquei minha varinha primeira, mas foi por precaução –"
"Senhor Prewett, você considera que foi por auto defensa quando não tem nada para se defender?"
"Nada para se defender?" Fabian repediu incrédulo. "Com todo respeito, senhor, mas você ouviu o que Frank disse? Black atacou Lily quando ela colocou a varinha de volta, tudo porque ela chamou Voldemort de louco, o que é melhor do que eles chamaram ela – "
Dumbledore levantou uma mão para parar a explicação de Fabian. "A senhorita Black vai ser responsabilizada pela ações dela," ele assegurou aos garotos. "Porém eu tenho que dizer que eu estou bastante desapontado por vocês três –" seu olhar estava em Frank, Fabian e Gideon. "- considerando o que discutimos outro dia."
"Como você poderia estar desapontado?" Frank disse, enfurecido. "Isso foi o que conversamos! Defender o nosso lado, lutar contrar Voldemort e todos seus preconceitos. A única razão que brigamos foi porque Lily estava no chão, sangue jorrando dele e todos os sonserinos jogando feitiços quando o buraco abriu em seu pescoço!"
James começou a se sentir enjoado enquanto ele ouvia Frank e os Prewetts defenderem a posição deles. Mas mais que isso, ele se encontrou igualmente com raiva – com raiva de Dumbledore que não ouvia, com raiva que ele não estava nos jardim desde o inicio...
"Isso é loucura," ele disse, seus olhos encontrando os de Dumbledore. "Essa coisa toda. É insana. O que você fazendo aqui, Professor, repreendendo-nos quando nenhum dos sonserinos estão aqui na ala hospitalar? Eles sempre estão procurando por briga, sempre os primeiros a jogar uma maldição, e tudo isso enquanto eles murmuram sobre os sangues ruins – "
"Senhor Potter." A voz de Dumbledore estava calma, mas o brilho nos seus olhos tinha desaparecido. " Eu estou a par de sua posição no assunto. Todavia isso não é motivo por ódio e intolerância –"
"Eles nos odiaram primeiro!" James explodiu. Suas mãos se fechando em punhos em seu lado, suas unhas entrando em suas palmas dolorosamente. "E caso você não tenha notado, nosso ódio e intolerância não fizeram perder sangue!"
Antes que Dumbledore pudesse responder, as cortinas abriram atrás deles e Madame Pomfrey reapareceu, dando a eles olhares de desaprovação, mas não comentou nada a respeito do volume da discussão.
Ela olhou para Dumbledore. "Eu consegui parar o sangramento," ela contou a ele, "mas eu não tenho certeza se existe mais algo que eu possa fazer a respeito do próprio corte. Eu nunca vi uma maldição assim."
Dumbledore assentiu, uma linha de preocupação aparecendo entre suas sobrancelhas. "Eu irei para a sala de Slughorn agora," ele disse. "Eu tenho certeza que a senhorita Black ficaria feliz em nos contar qual maldição era."
Seus olhos passaram mais uma vez pelo os garotos, mas não disse nada a mais e, com uma varredura de suas vestes, ele foi até o final da ala hospital e saiu, a porta se fechando atrás dele.
James se virou para Madame Pomfrey. "Ela está acordada?" ele perguntou, seu coração batendo forte contra seu peito, seu estomago virado em nós desagradáveis.
"Não, mas ela estará," Madame Promfrey disse. Ela se virou para os outros. "Vocês três, me sigam, eu concertarei vocês."
Fabian e Gideon bateram nas costas de James, tranquilizando-o, enquanto eles seguiam a enfermeira para o outro lado da enfermaria. Frank segurou o seu ombro e disse, "Ela vai ficar bem."
James assentiu. "Frank," ele falou enquanto seu amigo se afastava. "Obrigado. Eu só – eu queria estar lá também."
Frank ofereceu um sorriso animador. "Qualquer hora, cara," ele disse. "Enquanto estivermos por aqui, você não precisa em se preocupar em deixa-la sozinha."
"Pois é," James disse. Ele sabia que Frank estava certo, mas ele desejava estar lá de qualquer forma.
Enquanto Frank seguia os outros até o final da enfermaria, James puxou a cortina que estava em volta da cama de Lily e ficou atrás dela. Ele caiu em uma cadeira ao lado dela, cotovelos nos joelhos enquanto ele se inclinava, observando-a.
Ela ainda estava pálida, ele observou. O buraco de seu pescoço ainda estava limpo, mas era brilhante e chamava atenção na sua pele translúcida. O corte fazia uma linha torta do espaço entre atrás da orelha dela até o ombro e James sabia que iria deixar uma cicatriz.
Mas ela estava respirando, ele observou. O fraco porém estável movimento de subida e descida de seu peito o reconfortava. Ele podia ver seu rosto, seus olhos ainda fechados, mas sua respiração escapando pela boca. Ele correu os dedos tentadoramente no lado de seu rosto. Sua pele era tão suave, perfeita e quente, a temperatura de seu corpo tendo voltado ao normal com a ajuda de Madame Pomfrey.
A enfermeira reapareceu quando James pensava nisso. Ele a ouviu, mas recusou tirar seus olhos do rosto de Liy.
"Eu não vou a lugar algum," ele disse teimosamente, certo que ela voltaria depois para expulsa-lo.
Madame Pomfrey suspirou. "Eu imaginei," ela disse, "mas você tem suas próprias visitas."
James se virou e viu Sirius, Peter e –surpreendemente- Remus. Ele engoliu em seco. "Hey galera," ele os cumprimentou incerto, seus olhos em Remus.
"Eu concordei em os deixarem ficar," Madame Pomfrey disse de má vontade. "Mas somente 10 minutos, e então eu devo em insistir que todos vocês retornem ao seus dormitórios –"
"Eu disse a você, eu não vou embora," James interrompeu, fazendo-a suspirar outra vez.
"Sim, Potter, eu sei. Mas o resto de vocês, 10 minutos."
"Claro, claro." Sirius disse despreocupado, acenando com sua mão. A enfernmeira o encarou por um momento e depois foi para o seu escritório, a porta fechando barulhentamente.
Os garotos ficaram em silêncio por dois minutos inteiros antes que qualquer um falasse, e foi Remus que quebrou o silêncio.
"Me desculpa, James."
James encolheu de ombros, seus olhos ainda em Lily. "Eu deveria estar lá."
"Você não pode estar com ela todo o tempo," Remus disse a ele, colocando sua mão no seu ombro.
"Pois é,' James falou. "Eu acho que iria ficar um pouco insuportável."
"Não que você já seja insuportável o suficiente," Sirius disse. Ele colocou suas mãos nos seus bolsos e enrugou a testa ao ver Lily inconsciente, um olhar sombrio passando pela sua feição e ele pensou sobre o que a deixou naquele estado. "Minha prima dá um trabalhão, né?"
James sentiu raiva subindo pela sua garganta. "Eu é que diga," ele disse. Ele olhou para seus amigos. "De qualquer forma, como vocês descobriram sobre isso?"
"Nós vimos Slughorn e o resto deles indo para o seu escritório." Peter contou a ele. "Então, naturalmente, nossa curiosidade foi picada e nós ouvimos pelo o buraco da chave, juntamos as peças."
"Nós nos encontramos com Frank e os Prewetts também," Remus disse. "E eles preencheram os espaços vazios."
Sabendo o que James iria dizer, Remus se adiantou. "Você não acha que eu sentiria chateado com vocês para sempre, não é?" ele disse, um fraco sorriso aparecendo na ponta de seus lábios. "Mas poderia durar mais um pouco se não fossem essas circunstâncias."
James não tinha certeza no que iria dizer. Remus tinha todo o direito de ficar chateado o tempo que ele quisesse, e mesmo assim aqui estava ele, perdoando-os daquela forma, tudo porque um de seus amigos gostava de uma garota que estava na ala hospitalar, cortesia do mesmo grupo que Remus estava falando dois dias antes.
Então James não disse nada. Ele se levantou e puxou Remus em um abraço, tentando colocar tudo que sentia naquele gesto simples – seu arrependimento, suas desculpas e seu agradecimento. Remus devolveu o gesto, batendo duas vezes nas costas de James antes de se afastar.
"Vocês sempre estiveram por mim," Remus falou. Seus olhos foram para Sirius. "Não importa o quão egoístas vocês sejam."
"Vem cá, Moony," Sirius disse, seu desejo de colocar as coisas de volta ao normal ultrapassando sua culpa, "Eu te disse, eu lavarei suas roupas pelo resto do semestre para limpar minha barra contigo."
Remus revirou os olhos. "Uma desculpa seria melhor já que os elfos lavam nossas roupas."
"É a intenção que conta, certo?"
A resposta de Remus foi cortada pelo o som de passos vindo do fim do corredor. Os garotos se viraram para ver Alice Prewett e Marlene Mckinnon, frenéticas, vindo em direção deles.
Alice fez um chiamento estranho ao ver Lily, sua mão cobrindo a boca e seus olhos brilhando por causa das lágrimas não liberadas. Marlene encarou, sua feição dura enquanto pensava em quem fez aquilo em sua amiga.
"Frank nos contou," Marlene respondeu a pergunta silenciosa dos Marauders. "Fabian e Gideon também. Eles nos encontraram no jantar. Vou te contar, nunca vi os três com olhares tão assassinos..." Ela balançou a cabeça. "Nunca pensie que eu ficaria assustada com Longbottom e os garotos Prewetts, mas aqui estamos."
Então ela olhou para James. "Eles também nos contaram que você perdeu a linha com Dumbledore. Estou surpresa que ele não lhe deu detenção pela a sua má linguagem."
James enrugou a testa. "Você teria dito a mesma coisa que eu, Mckinnon." Ele apontou.
"Oh, certeza que eu diria coisa pior," Marlene concordou. "Isso não foi um insulto, Potter. Eu também acho que Dumbledore pegue muito leve com esses sangues puros loucos."
"Oh," James começou a se sentir um pouco de culpa. "Certo. Desculpe."
"Tanto faz." Marlene deu de ombros naturalmente. Depois ela olhou para Sirius. "Por falar de coisas assassinas, eu cheguei à conclusão de 10 maneiras bem sucedidas de matar sua prima e não se sujar, interessado?"
Sirius sorriu para ela. "Muito."
Alice olho para os dois de forma repreensiva. "Não brinque," ela disse, seus olhos faiscando. "Vocês podem achar isso engraçado, mas esses tipos de pensamento fez Lily estar aqui em primeiro lugar."
"Isso não é engraçado e também não estou brincando," Sirius falou para ela, mas ele teve certeza de deixar a voz doce para não magoa-la. Alice não tinha feito nada de errado, ela estava certo, mas isso não fazia diminuir a raiva dela. "Minha família pensa que a pior coisa é traidor de sangue, mas eles não pensam duas vezes antes de derramar algum."
"Mas talvez você deve estar acima disso," Alice disse, "Eu sei que vocês são loucos, mas entrem no club. Ter vingança com os sonserinos não vai resolver nada."
"Talvez não," Sirius falou, "mas talvez nos faria sentir melhor."
"Fale por si só."
Todos se viraram com o barulho. As palavras foram ditas baixas, mas não havia engano: Lily tinha aberto os olhos e estava olhando para eles com um olhar de expectativa, esperando ser percebida.
"Oh, Lil, você está bem?" Alice perguntou na mesma hora, sua mão colocando o cabelo de Lily para trás de modo reconfortante. James sentiu uma saudade nos músculos de seu estomago, mas ele ficou para trás, deixando Alice e Marlene ficarem em cima de sua amiga.
"Bem," Lily disse, sua voz ainda baixa. Ela olhou para Sirius. "Eu te disse para não entrar em confusão, não foi? Isso inclui não matar ninguém."
Sirius não pode não sorrir. "Você me disse para não ser pegue."
"Você é muito narcisista para não se gabar de um assassinato."
"Feliz por ver que seu senso de humor não foi afetado, Evans."
Lily retornou o sorriso dele, e James sentiu de novo a mesma sensação.
"Os outros estão bem?" Lily perguntou, olhando para os outros do grupo. "Frank e Fabian e Gideon? Eu sei que eles estavam brigando."
"Claro que estão," Marlene disse, pegando uma mão de Lily entre as dela. "Eles estão acabados, mas relativamente sem cicatrizes."
"Me faça um favor, Alice," Lily falou. "Distraia Frank o agarrando e assim os seus irmãos também esqueceram os sonserinos."
Todos riram e Alice disse, "Tenho certeza que posso convencê-lo a fazer."
O som de risadas despertou Madame Pomfrey, fazendo-a sair de seu escritório e ir em direção ao grupo em volta da cama de Lily. Ela estava carregando uma garrafa de remédio e com uma linha de preocupação na testa.
"Ok, vocês," ela disse ao se aproximar, "vocês já ultrapassaram e muito os seus 10 minutos. Vão embora. Exceto você, senhor Potter," ela adicionou impacientemente quando James ia abrir a boca para protestar. Ela não estava no humor para discutir com um adolescente emotivo e exausto.
Alice e Marlene abraçaram Lily e falaram para ela que voltariam no outro dia. Remus disse que iria cobrir as rondas dela por o tempo que ela estava na Ala Hospitalar, e Peter (corando um pouco) disse para ela melhorar logo. Sirius apertou as bochechas delas e piscou o olho para ela antes de se virar para James e falar, "Não me olhe assim, Prongs. Evans e eu temos um entendimento."
James revirou os olhos para a atitude presunçosa proposital de Siris, e então o grupo saiu da ala hospitalar, deixando James sentado próximo a cama de Lily enquanto Madame Pomfrey aplicava dittany** no corte.
"Você sabe o que foi? A maldição, que eu quero dizer," Lily perguntou para a enfermeira, tentando se distrair da dor que o medicamento causava no seu ferimento.
"O diretor mandou um bilhete há algum tempo," Madame Promfrey contou a ela. "Não era algo que ela já ouviu, mas ele tem as informações que ele necessitava da senhorita Black e do resto deles. É muito tarde para que não fique uma cicatriz, mas ao menos o dittany irá ajudar com a dor."
"Ele não mencionou alguma punição, mencionou?" James perguntou, mesmo sabendo a resposta.
"Eu não pensei em perguntar," Madame Pomfrey disse. Ela colocou a rolha no medicamento. "Isso é o suficiente agora, senhorita Evans. Você vai passar a noite, é claro, e nós discutiremos o que temos que fazer com você a partir de agora amanhã."
Lily concordou com a cabeça e, satisfeita que suas ordens não teve nenhum protesto, Madame Pomfrey voltou para o seu escritório, deixando James e Lily sozinhos.
Lily olhou para ela curiosamente, como se ela estivesse tentando descobrir algo. James esperou ela falar. "Foi você, não foi?" ela perguntou logo.
"Er... O que foi eu?"
"Você gritouo meu nome," Lily continuou. "Antes de desmaiar, eu ouvi você. Você deveria ter acabado ter chegado lá."
"Oh," James bagunçou seu cabelo timidamente. "Então acho que fui eu mesmo."
Lily o ofereceu um sorriso simpático. "Eu tenho certeza que eu estava algo de dar arrepios, não estava?"
"Bem, ver você daquele jeito quase me matou do coração, se é isso que você quer dizer," James disse sem pensar. Ele sentiu seu rosto queimar. Talvez isso tenha sido muito.
"Oh," O rosto de Lily ficou rosa e ela não tinha certeza no que iria falar, isso é, até ela ver a marca de sangue na camisa de James. "Eles não machucaram você, machucaram?"
"O que?" James olhou para onde Lily estava olhando. "Oh – Não, eles não me machucaram. Isso é, hum, isso é seu sangue." O rosto dele ficou mais quente ainda. "McGonagall, ela – ela me pediu para te carregar até a ala hospitalar e você ainda estava sangrando..."
Oh Deus, por que você ainda está falando? Ele se perguntou furiosamente. Cala a boca, cala a boca, cala a boca. "Então, é... Foi isso."
Lily enrugou o nariz. "Isso é nojento – o sangue de alguém em você, eu quero dizer," ela falou, tropeçando em suas próprias palavras. "Desculpe-me."
Você se desculpando de que? Ela perguntou internamente. Você estava inconsciente, você não poderia fazer nada em relação para onde o seu sangue ia!
"Não se desculpe," James insistiu. "Então isso- isso dói? Seu pescoço?"
Seu idiota, claro que dói! Você viu todo aquele sangue. Quase lhe deu um ataque do coração, lembra?
"Um pouco," Lily disse. "O dittany ajuda. Está feio?"
Não Lily, tem uma grande linha vermelha descendo pelo seu pescoço, mal dá para ver. Na verdade, você nunca esteve tão bonita.
"Não," James disse, mais ou menos honesto. "Bem, eu quero dizer, o corte em si é – é bastante maneiro. Mas você não parece terrível. Você é-" Deslumbrante, esperta, bonita, engraçada, perfeita, por favor você deixa eu te beijar? – "Não está feio."
Era o suficiente para Lily, e do modo que ele estava a olhando a fazia ficar um pouco desconfortável, e o fato que esse tipo de desconforto ela, de alguma forma, gostava fazia tudo pior, então ela mudou de assunto.
"Estou surpreso que Pomfrey o deixou ficar," ela falou. "Ela normalmente expulsa todos. Nós precisamos descansar, sabe."
James sorriu. "Eu disse para ela que eu não iria a canto algum."
"Oh," Má mudança de assunto, Lily pensou. Idiota, idiota, idiota...
James sabia que havia algo a perturbando e ele tinha impressão que era a mesma coisa que o perturbava, mas ele não queria abusar de sua sorte porque ele não conseguiria ter esperanças porque ele logo vai estragar tudo. Ele não iria fazer isso novamente.
"Na verdade, eu queria falar com você sobre algo," ele disse, resolvendo conversar com ela sobre algo que ele pensou a respeito dela mais cedo. "Foi por isso que eu fui atrás de você depois que as aulas terminaram, mas, bem, considerando o que aconteceu..." ele terminou com um dar de ombro.
"Certo," a boca de Lily estava seca. Ele não a chamaria para sair, chamaria? Isso parece algo que James Potter iria querer conversar com ela, e qual melhor momento do que ela presa numa cama de hospital? Ela não poderia jogar algum feitiço nele ou bater nele ou fugir e ela dificilmente conseguiria dizer não a ele, desde que ela estava presa aqui e ele iria ficar a vigiando.
Mas ela ainda queria dizer não?
Sim, claro que sim, não seja idiota, o lado sensível dela falou para ela. Ele soca pessoas na cara e fica encarando você e ele sempre tenta te pegar com baixa guarda, tocando-a e fazendo-a se sentir bem. Você não quer sair com ele.
Lily balançou a cabeça para limpa-la, para parar de pensar. "Então," ela disse, apagando a voz de sua mente com a dela mesma, "o que é?"
"Eu – bem, eu vou entender se você não quiser falar sobre isso," James disse, percebendo de repente o que ele estaria a pedindo se ele trouxesse isso à tona. Droga. "Sabe, esse pode ser um momento ruim para isso..."
"Não, me conte," Lily disse, realmente interessada. "Você tem que, pois já fez o soar muito interessante para mim para eu simplesmente esquecer."
James bagunçou o cabelo outra vez, ele sempre fazia isso quando estava nervoso e nada mais estressante que Lily Evans.
"Tudo bem" ele disse, colocando a mão no colo. "Eu queria falar com você sobre Snape."
Lily enrugou a resta. "Oh," Pare de falar isso! Você conhece outras palavras?!
"É algo que Remus disse outra dia," James continuou, desajeitado enquanto tentava organizar os seus pensamento. "Ele estava certo, obviamente, Remus sempre está certo, e me fez pensar você – sobre eu e você e como eu agi ano passado. Eu pensei que talvez se eu não conversasse isso com você agora, poderia me deixar encucado, sabe."
"Okay." Oh, ótimo, agora você adicionou uma sílaba. Você está fazendo grandes avanços, Evans.
"Okay, então..." As mãos de James foram para o seu cabelo outra vez, deixando-o mais arrepiado ainda. "Então eu acho, a coisa é, eu – eu tinha um pouco de inveja de Snape."
"O que?" Lily falou, surpresa que James sentiria daquela forma, e que ele tinha admitido isso em voz alta. "O que – por que você teria inveja de Snape?"
"Porque sim." Bem, essa é uma resposta mole, seu grande idiota. James esfregou os sapatos no chão. "Você sabe, porque ele era seu melhor amigo e você me odiava e eu sei que era um grande babaca, mas eu queria tanto te conhecer..." Cala a boca, cala a boca, ela vai te socar.
"James..."
O som do seu nome na sua boca fez o coração de James bater forte contra o seu peito, de cima para baixo em suas costelas, pulando do seu estomago para sua garganta e o caminho de volta.
Lily fez um esforço para falar mais. "Eu e Sev – Snape- nós éramos amigos," ela disse, suas palavras saindo de uma forma de semi-inconsciência. "Olhe o que aconteceu conosco. Não existe nada para ficar com inveja."
"Bem, então eu não tinha," James disse. "Eu não tenho mais, não tanta. Mas era como... Ele ficava sempre perto de perto e por mais que eu me aproximasse de você, mas feitiços eram jogados na minha direção. Compreensível e tudo, e eu vou te contar, Evans, é um privilegio ter a visão do fim de sua varinha..."
Lily riu e James visualmente relaxou.
"Bem," ela disse, levantando uma mãe para que James pegasse, o que ele fez, "você pode me conhecer agora, se isso é uma consolação."
James sorriu e percorreu as costas da mão dela com seu polegar, quente, estável e real nessa vez. "Eu acho que pode me fazer melhor, então, sim," ele disse.
Então ele aproveitou a oportunidade e levantou a mão dela, virando-a um pouco e pressionando seus lábios dentro do seu punho. Ele sentiu seu pulso aumentando a velocidade para combinar com seus batimentos.
Lily engoliu o inexplicável nó que tinha se formado em sua garganta. "Okay," ela disse. "Eu – eu acho que vou dormir agora."
"Tudo bem," James não soltou a mão dela.
"Você – você vai ficar, certo?"
Ele assentiu.
"Okay."
Lily adormeceu um pouco depois, embalada em um torpor pacifico que as duas mãos de James segurando uma dela. Quando ela estava adormecida, ele trouxe a mão dela até seus lábios e a manteve ali, fechando os olhos, perdendo-se no aroma dela e a sensação da pele dela contra a sua.
* "eu fui beijada de língua várias vezes" A autora usou o nome tongue como verbo, então se essa parte perder o sentido, aqui está a causa.
** ditanny: não achei um termo que possa substituir, alguma ideia?
N/T: Até que enfim o capitulo 11 está no ar! Passei por tantas coisas nesses ultimos tempos que não consegui postar antes. Tentarei atualizar outra vez antes que o ano termine, beijos!
