Não possuo, etc, etc - Checaram o link dos personagens em um dos caps anteriores?
Boa leitura!
Quando Draco apareceu fomos até o Corujal.
—Por que quatro cartas?
—Porque estou escrevendo à todos.
—Ah. Achei que escreveria apenas a seu pai.
—Não.
Entreguei a carta de Charlie a uma das Corujas, e a de Narcissa e meu pai para outra. Para uma terceira ainda, entreguei a de Draco.
Voltamos rapidamente para o dormitório, sem que Filch ou Pirraça nos visse.
Os pensamentos coerentes se foram no momento em que entrei em meu quarto.
Abri os olhos devagar, e antes que me movesse percebi a cabeça de Draco sobre meu peito e sorri. Comecei a trilhar círculos com os dedos em suas costas enquanto o observava e vi seus lábios se abrirem lentamente em um sorriso enquanto se esticava sob meus dedos. Passou uma mão pelos cabelos e então, preguiçosamente abriu os olhos.
Sorri mais largo enquanto sua mão vinha até meu rosto e o acariciava, gentil.
—Bom dia.
—Bom. - Falou preguiçoso e lancei um olhar a Dusk, que havia comido um ou dois ratos no corujal - lá sempre havia ratos, por mais que as corujas os comessem - e dormia sobre a poltrona.
Draco rolou e cobriu a cabeça enquanto eu ria.
—É hora de levantar.
—Só mais um minutinho. - Deixei que ficasse na cama enquanto procurava novas roupas.
Estava de lingerie e a roupa estava separada quando acordei Dusk.
—Dusssk. Vou me trocar. Vai vir ou terei de busssscá-lo depoisss?
—Ssssenhoraa…
—Venha Dussk.
Dusk desenrolou-se lentamente e coleou até mim e quando em contato com minha pele rapidamente ocupou a forma de minha Marca.
—Wou. - Draco murmurou e sorri enquanto começava a me vestir. -Sério que quando toco em você, toco na sua cobra?
—Nem sempre. Ás vezes Dusk está passeando por aí. E ele na verdade se fusiona a magia da Marca, você não toca exatamente nele. Toca em minha Marca.
—Ah.
—Levante e se troque Malfoy. -Falei firme, lhe lançando um olhar sério.
Ele suspirou enquanto eu arrumava os cabelos e passava maquiagem.
Quando terminei e peguei a bolsa ele já tinha se vestido e estava com a bolsa nas costas.
—Vamos? - Abri a porta e logo nos juntamos aos outros que se encaminhavam ao Salão Comunal.
Cumprimentamos nossos amigos e sentamos á mesa.
—E aí Bellsy, teve uma boa noite?
—Excelente Dylan.
—Devo supor então…
—Que se não calar a boca fica sem língua. - O cortei.
—Ah, claro. - Os outros riram.
—Bom dia Isabella. -Jasper disse sentando-se próximo a nós.
—Bom dia Jasper.
—Aan… Obrigado por ontem. Sabe, por ter cumprido a detenção.
—Achou que eu não iria? Jasper, meu desprezo por certos seres pode ser deixado meio de lado para que eu cumpra algo determinado por outro ser desprezível.
—Se é desprezível…
—Mas nesse lugar ocupa um cargo que não me deixa muitas escolhas não é?
—Entendo.
As corujas chegaram e fiquei surpresa com a velocidade de meus familiares.
Porém, haviam quatro cartas e por um momento pensei que talvez Draco tivesse me mandado uma, mas deixei a ideia de lado quando reparei que o selo era um JW e não um DM.
Abri a de Charlie.
"Você é importante para mim. Sempre será minha menininha. Obrigado."
A de Narcissa era maior.
"Querida, passei o abraço. Saiba que seu pai já sabe. Sei quem é Dave Mason. Fico feliz em saber que não vi demais. Norinha. Em fim, o velhote vai ter volta, e o trio também. Um beijo, Cissa."
Ri brevemente e fechei a carta.
"Little Lady
Estou sabendo, e estou descontente com o ocorrido. Já suspeitava do Malfoy Junior. Bem, não há como discutir, há? Espero vê-la em breve.
Tenha cuidado, T.R"
Revirei os olhos. Pais. Mesmo que seja o Lorde das Trevas. Todos são ciumentos!
"Isabella,
Eu gostaria de saber todos os lados da história. Minha experiência me diz que haverá uma guerra de verdade aqui, e quero tomar o partido que me parecer melhor. Quero conhecer o lado da história bruxa que você e seus amigos sabem. Me dê a oportunidade. Seu eu estiver mentindo, pode me punir. Não irei revidar.
Jasper Whitlock"
Ergui os olhos da última carta e encarei Jasper. Ergui a sobrancelha e ele assentiu levemente. Eu estava surpresa, não pensei que ele fosse vir a mim tão facilmente.
Cerrei os lábios e tive um sobressalto quando senti a mão de Draco apertando a minha.
Olhei para ele e seus olhos estavam marejados.
Ele rapidamente vestiu sua máscara e deixou seu olhar cair sobre a carta que apertava na mão esquerda.
—Sua. -Sussurrei e ele me olhou intensamente abrindo um sorriso.
—Seu.—Por um instante fiquei surpresa, mas sorri e voltamos a tomar nosso café e dessa vez ele não largou minha mão nenhuma vez.
Antes de me levantar olhei para Jasper.
—Te vejo depois Jasper. - Ele pareceu entender o significado das palavras, pois sorriu levemente enquanto acenava.
Estávamos todos a caminho da aula de Estudo dos Trouxas quando Draco parou e me puxou.
Ele não se importou com nossos amigos e simplesmente me beijou de maneira apaixonada.
—Gostei da ideia. -Sussurrou em meu ouvido e me soltou segurando apenas minha mão e voltando a andar.
Ouvia risinhos, mas ignorei.
Ele gostou do bilhete.
—Draco, você não pode agarrar as pessoas por aí. Sabe, DPA são proibidas.
—É, pode ser punido por dar uma demonstração pública de afeto.
—Calem a boca. - Eles riram mais e os acompanhei.
—Os trouxas costumam usar eletricidade para todas as tarefas do dia a dia. Os chuveiros - Apontou um chuveiro na foto pregada no quadro negro. - Só funcionam com essa energia. As lava-louças, os ferros de passar, os liquidificadores, batedeiras, rádios, computadores -Foi falando e falando até cansarmos. -Existem algumas exceções, como os objetos movidos a bateria, mas mesmo estes, quando descarregam precisam de energia para carregar.
—Não tem um assunto mais interessante professora? Tipo, como eles morrem?
Ri com a pergunta de Crab, mas Esme não pareceu achar graça.
—Não Sr…?
—Goyle. - Goyle o olhou exclamou um "Ei!" e nós rimos.
—Bom professora, porque em vez de ficarmos sempre falando dos trouxas como pobres criaturas inofensivas, não falamos da época em que nos caçavam e queimavam-nos vivos?- Dylan inquiriu e vi minha deixa do dia.
—Oh, não Dylan. Melhor! Porque não falamos sobre a época em que invadiram nossas casas e mataram inocentes graças a decisão do Ministério em vivermos de comum acordo? Tipo assim, entre 17 e 18 anos atrás?
Esme pareceu aturdida e antes que pudesse responder Hermione veio em seu socorro.
—Com licença professora, acho que essa questão deveria ser respondida nas aulas de História.
—Ou não. Essa aula é para falar sobre os trouxas. E, se temos de falar, porque não falar de algo útil? Saber como funciona o banheiro deles é irrelevante. - Josh opinou e sorri levemente.
Não havia uma aula de Estudo dos Trouxas em que não "opinássemos".
—Mas e se você precisar usar um banheiro Trouxa algum dia? -Weasley falou
—Seu pai é um Traidor de Sangue devotado aos Trouxas, cale a boca Cenoura! - Ele pegou a varinha e a apontou para Pansy que sorriu enquanto agia mais rápido e o atingia com um Petrificus Totalis.
—Já chega! Srta. Parkinson! Menos cinco pontos para a Sonserina! , ajude o Sr. Weasley. , menos dois pontos!
—Ora! Não aceito que tire dois pontos! Só fiz uma pergunta! Com licença, me recuso a continuar nesta sala, irei falar com o Professor Snape.
—Srta. Priden, volte.
—Não. Só. Fiz. Uma. Pergunta. Não tem que ficar tirando pontos de minha Casa só por isso! E porquê não tira pontos da Grifinória? Foi o Weasley quem começou! -Ela me olhou paralisada por alguns instantes e me deu passagem. Meus amigos me seguiram.
— Severo. Com licença. - Pedi batendo em sua porta e ele a abriu.
—Isabella?
—Veja. - Abri minha mente permitindo que imagens do ocorrido fluíssem.
Seu rosto se contorceu levemente.
—Resolverei isso minha cara.
—Obrigada.
—Não fiquem andando pela escola. Vão até suas Casas e esperem a próxima aula.
—Certo.
Não chegamos a ir até o Salão Comunal, andamos até o Grande Salão enquanto esperávamos os pontos aparecerem no relógio.
Dez minutos depois cinco diamante verdes estavam de volta.
—Melhor perder dois que perder cinco. Vamos recuperar na próxima aula.
Depois disso cada um tomou a direção de suas próximas aulas.
—Protego!—Gritou quando lancei uma Azaração Ferretante em sua direção. Ri.
—Everte Statum! -Exclamei e Draco desviou com outro Protego— Ora, pare com esses Protegos!
—Pare com as azarações!
Ri.
—Estupefaça!—Gritou e ri enquanto dava uma cambalhota e saindo da mira.
— Errou de novo amorzinho! -Ele rosnou enquanto lançava mais azarações e eu escapava de todas. -De novoo!
Ele estava vermelho.
—Expeliarmus! -Gritou e minha varinha voou.
—Nananananã Drake!-Ri - Incarcerous! -Gritei e cordas o envolveram.
—Sem varinha não vale!
—Não falamos nada sobre isso Drakezinho! Accio varinha! -A varinha veio até minha mão. Sorri e peguei a varinha dele também.- Desarmado querido!
Ele bufou.
— Vingardium Leviosa.—Falei e ele levitou até mim. Com outro feitiço o deixei cara a cara comigo. —De javú ? -Ele engoliu em seco e assentiu. Sorri e lhe dei um beijo. -Ganhei. De novo. -Sorri de orelha a orelha enquanto ele revirava os olhos. —Finite Incantatem.
Ele meneou a cabeça e entreguei a varinha a ele.
—Não pense que isso vai ficar assim. -Ele falou entredentes enquanto me puxava para perto, apertando e colando nossos corpos. Franzi o nariz. Gostei.
—Não espero que fique. -Respondi no mesmo tom próximo a sua orelha e mordi seu lóbulo. Ele afrouxou o aperto.
Um limpar de garganta despertou nossa atenção e os Cullen estavam parados com o trio dourado na porta. Pelo jeito, por um bom tempo.
—Isso foi de mais cara! -Emmett exclamou e minhas suspeitas foram confirmadas.
—Na verdade, foi só uma brincadeira.
—Brincadeira?
— É, treinamentos de verdade incluem ao menos um Crucio! - Falei com tanta empolgação que senti a energia passar por mim e rapidamente a suprimi antes que atingisse algum deles.
Me olharam chocados.
—Ah, que isso. Ela está brincando! Andem logo, entrem na sala e fiquem em posição.
—É façam isso. - Continuaram parados. -Porra, não mordo viu! Entrem logo nessa porcaria de sala!
Revirei os olhos e dei um passo para o lado dando passagem.
