Décima Primeira História: Um único respirar

Andantes seres que vestem luz

Iluminam nossa vontade, enchendo-nos com sua esperança

Força invisível de puro pulsar

Eis poderosa e inabalável nos guerreiros santos

Eis impiedosa contra o destino a ser trilhado

Mas é frágil como pétala arrancada

Que apenas com muito amor pode perdurar infinitamente

E eles plantam sua pétala mais fraca em solo ruim

E nutrem tudo com seu intenso amor

E um jardim em meio às chamas renasce

Diante dos olhos inconfundíveis da morte

E, diante de tudo que um dia era morto,

Eles mantêm sua presença nesse lugar sagrado

Protegendo aqueles que um dia serviram

E que hoje lutam apenas por um sentimento vago na memória dos inimigos

Eles que lutam pelo último respirar da vontade

Da esperança imortal

E que nunca perece

(…)

E os santos erguem-se em seu triunfo

Mas caem diante dos obstáculos,

Fies a tudo que um dia sonharam

Fazendo o Futuro progredir com seus sacrifícios

Fazendo a esperança perdurar no coração dos aflitos

Lavando as dores divinas com sangue e poder

Mas eles caem um após o outro

Mas eles caem felizes

Pois eles caem, mas nunca fracassaram

(…)

Os pés tocam o solo sagrado

Uma época antiga desaparece em uma noite

Sonhos despedaçados

Mas um dia brilhará estrela renovada

E que firmará a existência do sentimento

E até o dia no qual Ela retorne,

Servos fiéis da sua filosofia perduraram

Até que o último dos sentimentos

Não faça mais sentido