História U.A. inspirada nos personagens de Saint Seiya.
Disclaimer: Saint Seiya e todos os seus personagens pertencem a Masami Kurumada. Este texto não possui qualquer caráter comercial
Capítulo 17 – Manhãs
3ª. feira pela manhã
Saga adentrou seu escritório pontualmente às 9:00hs da manhã. Ele sorria. E não era só isso... Saga definitivamente cantarolava. Todos, absolutamente todos, do porteiro à recepcionista, do programador ao auxiliar, da mosca à bactéria, todos congelaram. E, para completar o bizarro acontecimento, a música escolhida fora I feel good, de James Brown.
O que mais faltaria para o fim do mundo? Que Saga sapateasse pelos corredores? Que Saga beijasse a recepcionista? Que Saga falasse bom dia a todos? Alguém tinha que chamar um exorcista, já que aquilo ia de mal a pior. E de pior a péssimo. E de péssimo a ... Bom, já deu para pegar a idéia!
Tão logo Saga se trancou em sua sala, todos começaram a falar ao mesmo tempo. Aquilo não era normal. Algo bizarro acontecera. Será que Saga matara alguém na sua sala? Será que torturara alguém pelo caminho? Será que estava chantageando alguém? Ontem mesmo ele estava intratável como sempre e hoje ele CANTAROLAVA?
Bom, os funcionários, então, resolveram fazer o que de melhor sabiam... organizaram um novo bolão de apostas sobre a música que Saga cantaria no dia seguinte.
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4ª. feira pela manhã
Saga entra no escritório cantando a música It´s raining men de The Weather Girls.
Ganhador do bolão: Shura
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Aqueles dias estavam sendo ótimos!
O Shaka não tivera mais nenhum ataque de ciúmes ou de mau humor! Na verdade, eles andavam tão bem que Mú se surpreendia! Shaka era realmente uma boa companhia, além de lindo, maravilhoso, inteligente ... (bom, não é necessário prosseguir, certo?)
Assim, o que realmente mais o encanava era como se aproximar de Shion. Depois de 2ª. feira ele nunca mais o vira nas dependências da LSE. Será que ele devia simular uma emergência médica? Será que ele devia aparecer em seu consultório? Será que ele devia mesmo falar com o Shion?
Ah! Como era difícil tomar decisões! Melhor conversar de uma vez com o Shaka, pois ele analisaria todas as possibilidades e, enfim, tomaria a decisão mais ponderada.
Sim, era definitivo! Virginianos e arianos tinham TUDO a ver!
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Marin não poderia estar mais frustrada... Desde que quase falara com Aioria, eles nunca mais conseguiram ficar sozinhos. Eles sempre se sentavam juntos, mas as coisas nunca engrenavam. Culpa da sua maldita timidez, que normalmente era encarada como desinteresse. Só que dessa vez ela não poderia estar mais interessada em alguém. E, para piorar, aquele japonês baixinho com jeito de anão de jardim, o Seiya, não desgrudava dela. E ela tinha medo do que o Aioria pudesse achar daquilo.
Ela precisava achar um jeito de demonstrar que ela queria o Aioria. Quem poderia ajudá-la? E a resposta veio como um raio: Shina!
Como ela não pensara naquilo antes? Bom, é que o forte da nossa ruiva, definitivamente, não era pensar!
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Shina falava alto em italiano, enquanto andava pela casa enrolada numa toalha, para deleite de Aldebaran, que se cansara de fingir que estava tomando café. Que café o que! Quem poderia fazer alguma coisa com Shina falando e gesticulando daquele jeito e de toalha? E a maldita toalha teimava em não cair.
Como ela fazia aquilo? Em primeiro lugar, Aldebaran nunca, em sua vida, achara uma toalha na qual ele conseguisse se enrolar. Ele era alto e grande demais! Em segundo lugar, todas as vezes que ele vira alguém se descuidar da toalha enrolada, ela caíra. Era só uma questão de tempo. Ainda mais do jeito que ela gesticulava... Ele só tinha que esperar.
Mas já que ele estava por lá mesmo, esperando a queda da toalha como outros esperaram pela queda do Muro de Berlim, Aldebaran começou a reparar em como a Shina parecia animada. E, o mais estranho, com quem ela falava em italiano? O telefone deles não fazia ou recebia chamadas de fora da Inglaterra. Afinal, os quatro compraram a linha mais barata disponível no mercado. E eles, definitivamente, não tinham colegas italianos na classe. Somente a Shina.
Com quem ela falaria com aquela animação? E, finalmente aconteceu... Shina falara Arrivederci1 batera o telefone e a toalha finalmente caíra.
Agora, sim, ele podia voltar a tomar seu café em paz!
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Shina não poderia estar mais feliz! Claro, tirando o fato de que sua toalha caíra no meio da sala e Aldebaran ficara olhando para ela com cara de quero mais... Mas, tirando isso, as coisas estavam indo muito bem.
Desde domingo MdM ligara para ela todos os dias. Só para conversar! Claro que ela sabia que ele tinha outras intenções. Ela mesma admitia que tinha outras intenções, mas ela resolvera que dessa vez ela não seria fácil. Nem impulsiva. Dessa vez ela iria dar tempo ao tempo para se certificar se ele seria alguém especial. Alguém que valeria à pena!
Shina correu para o seu quarto e lá encontrou uma chorosa Marin. Dio mio2! Como ela gostava daquela ragazza3. Mas que confusão ela estava fazendo da vida. Ela estava totalmente apaixonada pelo Aioria, e não conseguia demonstrar de modo algum. Mas tudo já estava certo. Milo e ela já haviam combinado o que fariam na 6ª. feira, durante a balada.
Assim, naquele momento, tudo o que Shina pode fazer foi consolar Marin. Foi difícil não contar o plano, mas Shina conseguira! Amanhã, finalmente, aqueles dois tontos iriam ficar juntos!
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5ª. feira pela manhã
Saga entra no escritório cantando a música No woman, no cry, de Bob Marley.
Ganhador do bolão: MdM
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Tudo bem! Tudo bem! Kamus até que podia ser um bom amigo! Mas ele já não dormia em sua casa há 5 dias. E ele era pisciano! Era extremamente apegado a suas coisas. Ele estava com saudades de suas flores. Estava com saudades de sua cama. Estava com saudades de sua cozinha. De percorrer o caminho entre o metrô e a SUA casa.
Ele precisava falar com o Kamus. Mas a verdade é que ele não queria deixá-lo. Não enquanto as coisas estivessem assim... Nos últimos dias Milo aparecera na faculdade todo feliz e não dera a mínima bola para o Kamus. E solenemente ignorara Afrodite em frente a todos. Sentara-se com a Shina e cochicharam durante as aulas, os intervalos e os almoços. Depois, ficara na biblioteca, sempre grudado na Shina.
Quando o Kamus tentara falar com ele para dividir o tal trabalho do Prof. Dohko, Milo simplesmente falara que iria fazer sozinho e que o Kamus podia deixar para lá. Coitado do Kamus! Afrodite vira a mágoa em seu rosto, mas o Milo nem se dera ao trabalho de olhar para ele. Continuara a conversar com a Shina, como se nada tivesse acontecido. Arre! Que vontade de dar um chacoalhão no Milo, para ver se ele pegava no tranco!
E Afrodite? Dormira mais um dia na casa do Kamus. Já virara um hábito. Ele ficava com o Kamus enquanto ele cozinhava (aliás, muito bem!). Jantavam, bebiam vinho (é claro!) e viam um filme até a hora de dormir. No dia seguinte, Afrodite preparava o café e eles iam para a faculdade. Até que era legal! Não fosse o fato de que Afrodite sentia falta da sua casa. E das suas coisas.
Hoje ele ia falar com o Kamus.
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Parbleu! Já chegava de ficar se lamentando... O Milo não era para ele. Ele devia ter voltado com a tal da Shina. Eles não se desgrudavam há dois dias... Mas ele preferia saber que o Milo estava com a Shina do que com o Saga. Pelo menos ela não era perigosa e dissimulada. Ela era estourada e inconseqüente mas, voluntariamente, não faria mal a Milo, como o Saga... Chega! Ele não tinha nada a ver com aquilo... O Milo não era para ele. E o Milo parecia estar feliz. Mas a verdade é que ele queria que Milo fosse feliz ao seu lado! Será que isso nunca iria passar?
A verdade é que desde 2ª. feira, Milo o estava evitando. Ele não entendia o porquê. Ele até tentara falar com Milo, mas este fora tão frio e distante, que Kamus desistira. Aquilo o machucara. Afinal, expor sentimentos não era o forte de Kamus. E a última vez que ele chamara Milo para uma conversa particular, ele terminara caído no chão. Dessa forma, Kamus passara a semana inteira observando Milo de longe. Ele não conseguia evitar. E, assim, notou que Milo estava com um celular. Ele podia jurar que Milo não tinha um celular antes. E o maldito celular tocava todas as vezes em que a aula terminava. Milo, então, se afastava e, logo depois sem nada dizer, voltava a falar com Shina.
Mas ele ia dar um jeito de falar novamente com Milo, ao menos para tentar dividir o tal trabalho. Quem sabe amanhã na balada que Milo marcara com todos novamente, Kamus não conseguia uma oportunidade de se aproximar de Milo? De falar-lhe, senão sobre seus sentimentos, sobre a possibilidade de serem, ao menos, amigos... E se alguém tentasse drogá-lo de novo, Kamus o protegeria. Dessa vez ele não o deixaria. Ele iria fazer alguma coisa.
Sim, aquilo tinha que passar. Tudo aquilo tinha que passar. Desânimo, tristeza, solidão, vontade de chorar, amor não retribuído ... aquilo tinha que passar. Milo não tinha o direito de entrar na sua vida, virá-la de ponta cabeça e, depois, nem mesmo falar com ele! Nem mesmo olhar para ele. Ignorá-lo completamente.
E, para piorar, tinha o remorso. O remorso pelo que Kamus estava fazendo com Fleur. Coitado dele! O pobre do Fleur, que não tinha nada a ver com o assunto, ficara cuidando dele por 5 dias. Que vergonha! Ele nunca ficara tão abatido assim. Ele precisava compensar o Fleur de algum modo por ser um amigo tão especial. Não estava certo ficar obrigando o coitado a dormir na sua casa, só para não ficar sozinho. Como se ele já tivesse se importado na sua vida com o fato de ficar sozinho! Ele sempre fora sozinho, oras. Ele ia falar com o Fleur. Já!
- Fleur? Où est tu4
- Kamuuuss! Tô aqui me arrumando! – Fleur podia demorar horas se arrumando.
- Fleur, preciso falar com você!
- Fala, Kamus!
- É que eu andei pensando que não está certo fazer você dormir aqui parce que je suis seule5... – um nó imediatamente se formou no peito de Flor. Kamus não queria mais sua companhia? Ele queria que ele fosse embora? Mas não era isso que ele, Flor, justamente queria?
- Sei! Quer que eu vá embora? – foi apenas um fio de sua voz que se fez ouvir...
- NÃO! Vamos passar a próxima semana morando na sua casa!
Bom, era uma decisão aquariana, afinal! O que se pode fazer? Aquarianos têm uma lógica própria, funcional e ... não convencional!
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Quando foi que ele, Shaka, sentiu-se mais feliz? Nunca! Ele nunca se sentira mais feliz. Ele tinha mesmo dúvidas se já se sentira perto de estar tão feliz... Mú fazia isso com ele. Fazia-o ter vontade de dizer para o vento, a água, a terra e o fogo que ele estava feliz!
O único ponto negro na felicidade de Shaka era Kamus. Ele e Kamus nunca foram muito próximos, mas sempre estiveram juntos. Sempre se respeitaram. Por vezes competiram pelas melhores notas, pelos melhores empregos, pelo reconhecimento dos professores. Mas eles sempre se respeitaram e admiraram.
E Kamus estava triste, muito triste. Ele precisava fazer alguma coisa. Mas o que? Kamus era tão fechado. Como ele mesmo era antes de Mú, com seu jeito doce, adentrar a sua vida sem aviso. E Shaka sabia que Kamus queria Milo. Então por que ele ficava andando para cima e para baixo com Afrodite?
Regra 1 do manual de relacionamentos para virginianos: se você quer ficar com alguém, deixe claro que está disponível!
E Shaka sabia que Kamus não estava com Afrodite. Como poderia estar? Eles não trocavam olhares apaixonados. Eles não ficavam o tempo todo tentando se tocar. Mas é necessário lembrar que Shaka era um observador brilhante. Nem todos tinham a sua percepção das coisas.
Regra 2 do manual de relacionamentos para virginianos: se você está interessado em alguém, demonstre o seu interesse!
E Shaka tinha a mais absoluta certeza de que Kamus não demonstrara estar interessado em Milo. Kamus era capaz de não deixar claro para o verdureiro a sua intenção de comprar verduras! Definitivamente ele não demonstrara o seu interesse a Milo.
Regra 3 do manual de relacionamentos para virginianos: às vezes você tem que se expor para obter o que quer.
E é claro que Kamus não se expunha. Claro está que essa era a regra que o próprio Shaka tinha mais dificuldade em seguir. Mas com Mú ele conseguira! Ele se expusera. Ok, fora num ataque de ciúmes, mas ele se expusera! Mas Shaka tinha a clara impressão de que até para ter ataques de ciúmes Kamus seria contido. E o Milo, desligado como era, não notaria.
Será que ele devia fazer algo? Será que ele devia falar com Kamus? Mas como falar com Kamus? Não, o melhor seria continuar a acompanhar aquele caso até que a oportunidade perfeita de interferência surgisse. E sendo Shaka observador como era ele iria reconhecê-la, sem dúvida.
E terminada a análise da questão, Shaka se pôs a analisar o próximo assunto de sua pauta. Sua própria felicidade. E como ele faria para, finalmente, evoluir para o próximo estágio do seu relacionamento com Mú...
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6ª. feira pela manhã
Milo estava quase pronto para ir à LSE. Fora complicado acordar. Bem complicado. E ele sorrira ao se lembrar da última noite. Ou melhor, das últimas noites com Saga. Ele realmente não lembrava de já ter experimentado tanto prazer em sua vida. Saga era um amante excepcional. Atencioso. Carinhoso. Apaixonado. Imaginativo. Indecifrável. Ele não estava em nada arrependido de haver iniciado um relacionamento homossexual.
Seus demais problemas pareciam haver evaporado nestes últimos dias. Ele combinara um plano de ação com Shina e os dois haviam resolvido envolver mais algumas pessoas. Afinal, quanto mais gente envolvida, menos pareceria uma armação! O trabalho do Prof. Dohko já estava bem esquematizado. Milo, sistematicamente, evitara todas as tentativas de Kamus de se envolver com o trabalho. A culpa fora dele, de Milo, e somente dele. Não seria justo que Kamus se desgastasse com o tal trabalho. E, afinal, Milo não queria afastá-lo dos braços de Afrodite, pensou Milo, amargamente... Os dois sempre estavam juntos, sempre chegavam juntos, sempre sentavam juntos. Até o tal Hyoga, o russo loiro que vivia atrás do Kamus, se afastara dos dois, provavelmente para não interromper as confissões de amor!
Mas ele sabia que não estava conseguindo tratar Kamus de forma equilibrada. Ele o tratava de forma muito mais fria do que jamais tratara alguém. Ele nem mesmo conseguia olhá-lo diretamente, pois vê-lo com Afrodite o incomodava demais. Nem ele mesmo entendia o porquê. Ele sentia como se, de alguma forma, Kamus o tivesse traído. Como se algo não tivesse sido dito entre ele e Kamus. Por quê? Talvez ele ainda estivesse magoado com as ofensas que Kamus lhe dirigira no museu. Talvez fosse o fato de Kamus não ter lhe dito que estava com Afrodite. Talvez fosse aquele sorriso de Kamus, tão cheio de promessas que não se concretizaram... Mas a verdade é que o porquê não importava mais. Agora ele estava com Saga. Ele precisava parar de ficar pensando em Kamus o tempo todo.
Saga! Ele estava feliz com Saga. Claro que o fato de Saga tentar controlá-lo o tempo todo era um pouco desgastante... Saga lhe dera um celular e ligava para ele EXATAMENTE no intervalo de suas aulas e SEMPRE perguntava com quem ele estava. Já Milo não se importava a mínima com os horários ou com quem Saga estivera... Mas Saga! Saga sempre se certificava se ele estava agasalhado. Saga sempre chegava em casa no mesmo horário. Se ele se atrasasse, Saga sempre queria saber o motivo. Mas ele tinha que passar sobre tudo aquilo se quisesse se relacionar de verdade com alguém, certo? Era esse o segredo do relacionamento estável... Ter que dar satisfações. E Milo estava se esforçando. De verdade.
E, afinal, o sexo era fantástico. Saga parecia saber a exata forma de excitar Milo. De despertar suas sensações, fossem elas boas ou más.
Oooooooooooooooooooooooooooooooooflash backooooooooooooooooooooooooooooo
Noite anterior
Milo e Saga estavam no terraço fumando. Há alguns minutos ninguém falava nada. O anúncio publicitário brilhava e sua luz vermelha se refletia nos olhos de Saga. Os dois desfrutavam do bem estar mútuo que fumar lhes proporcionava. Milo acabou seu cigarro primeiro e se levantou para entrar em casa, quando Saga, mais rápido, o empurrou de costas contra a murada do terraço. Milo se surpreendeu. Era inegável que ele ainda sentia um certo receio de Saga. Algo indefinido, como se um outro alguém pudesse despertar dentro de Saga. Mas ele se sentiria ridículo se o empurrasse. Era melhor esperar o que Saga iria fazer. Se ele o forçasse, ele estava em condições de reagir.
Saga, então, colocou as mãos em torno do pescoço de Milo e começou a acariciá-lo com os polegares, sem nada falar. Saga estava perto. E olhava para o pescoço de Milo como se ele fosse da máxima importância. Milo tinha mesmo a nítida impressão que Saga tinha esquecido que ele, Milo, estava lá. Aquilo durou alguns segundos e Milo estava tendo cada vez mais dificuldade em conter o impulso de empurrar Saga, quando ouviu:
- Às vezes eu te odeio, Milo – E Saga aproximou a boca do pescoço de Milo e começou a chupá-lo e beijá-lo. Milo sentiu sua resistência cair por terra, enquanto sua pele se arrepiava...
- Odeia? – aquela voz não parecia a sua.
- Sim, Milo. Eu só penso em você, só quero você. É como se só houvesse você no mundo inteiro. Eu sinto que perdi o controle da minha vida. Eu odeio isso! – E Saga o puxou para mais perto e o beijou na boca, quase que violentamente, pegando-o de surpresa. Seu coração falhou uma batida. Seu corpo reagiu. O que Saga quisera dizer com aquilo? Mas a voz de Saga chamou-o novamente. – Vai logo para o meu quarto, meu amor! – a voz de Saga estava mais baixa, mais rouca.
Milo saiu dali e entrou em casa meio fora de sintonia. Aioria o olhou de forma esquisita. Será que ele desconfiava de algo? Mas será que isso era importante? O importante agora era obedecer a Saga e ir logo para o seu quarto.
ooooooooooooooooooooooooooo final do flash back ooooooooooooooooooooooooo
Sim, Saga dominava seus sentidos. Mas será que dominava seus sentimentos?
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Saga entra no escritório cantando a música Um, dos, três, Maria, de Rick Martin
Ganhador do bolão: um auxiliar de escritório desconhecido que pegou o dinheiro, guardou e, em 15 anos, montou uma empresa de um novo dispositivo de busca e organização de sites de fanfics na internet, ficando milionário. E tudo isso ele devia a Saga!
Tão logo Saga entrou em sua sala, o telefone tocou e uma voz conhecida falou:
- Preciso te ver! – Saga estremeceu. Há quanto tempo ele não o procurava?
- Hoje?
- Hoje.
- Hoje eu vou sair.
- Então eu te encontro lá. Me diz o lugar.
Saga disse. Como evitar? Afinal, essa era a história da vida deles.
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Oi Pessoal:
Dessa vez vou usar este espaço para justificar o Milo (Virgo-chan, corajosamente, posiciona-se à frente do Milo para receber as pedras em seu lugar).
A verdade é que ele é impulsivo e sofreu mudanças bruscas em pouco tempo: mudou de país e de orientação sexual! Para piorar, ele se sente só e mal porque nunca conseguiu manter um relacionamento estável. Com tanta coisa, é natural que ele cometa erros! E nunca é demais lembrar que quando se vive fora do país, é normal confiar nos conterrâneos. E, é claro, que o Saga está usando tudo isso a seu favor. (Milo, agradecido, abraça a Virgo-chan; Virgo-chan, emocionada, o abraça de volta; Saga aparece, sabe-se lá de onde, e corre atrás da Virgo-chan com um furador de gelo; Virgo-chan desfaz a pose de corajosa e, covardemente, foge do Saga!).
Queria agradecer as reviews maravilhosas que recebi da Patin, da Musha, da Dionisiah, da Tsuki-chan, da Hikaru, da Elena, da Tsuki Torres, da Gigi, da Dark Ookami e da Dama.. Respondi a todas que me deixaram o e. mail. Vocês são demais! Obrigada!
Virgo-chan
Jul/06
1 Até a vista
2 Deus meu
3 garota
4 Onde está você?
5 Porque eu estou só
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