Título: Solidão
Autor:
Kaline Bogard
Seção: Harry e Draco (Aka Pinhão)
Item usado:
Champagne


Can we pretend that airplanes in the night sky
like shooting stars
I could really use a wish right now, a wish right
now, a wish right now

Draco Malfoy entrou no Pub e procurou um dos cantos mais afastados para se sentar em paz, solitário.

O lugar não era dos piores. E estava relativamente vazio. Os poucos clientes eram exatamente como ele: sozinhos, abandonados, sem esperança.

Quando o garçom se aproximou perguntando seu pedido, Draco resolveu pedir Champagne. Aquele era um Pub Muggle, e a única coisa tragável no lugar era aquela.

Mas não se importava. Era melhor ficar cercado por meia dúzia de Muggles bêbados e fracassados a ficar no Mundo Bruxo. Lá era impossível escapar das notícias quentes da semana. Harry e a Weasley sardenta iam anunciar o noivado no dia doze de junho.

Dia dos namorados.

Era impressionante como o Gryffindor agira rápido. Num dia terminava o caso secreto que mantinha com Draco e no dia seguinte voltava às graças de bom moço, arrependido por ter sido infiel com a namorada, mas não tanto assim, afinal Ginny também dava suas escapadas.

É como dizem por aí. Chumbo trocado não dói.

Nessa troca de "chumbo" o único realmente prejudicado fora Draco.

Ele se enganara, fingira que duraria pra sempre quando, no fundo, ele sabia que não era nada sólido e não tinha futuro garantido.

O garçom voltou com a garrafa de Champagne e uma taça. Serviu o rapaz e se afastou silencioso. Secretamente se condoeu do jovem loiro. Em seus longos anos de experiência sabia o que levava as pessoas solitárias aos Pubs e datas como o dia dos namorados.

A Champagne seria repartida com a dor no coração dos enamorados não correspondidos.

E, justamente com tal sentimento, Draco sorveu o primeiro gole. Tinha jurado que não choraria o amor perdido, que não permitiria que o sofrimento fosse visível em seu rosto.

Pagaria o preço por acreditar que a estrela cadente que passara em sua vida atenderia o pedido mais secreto que possuía. E atendera, por um breve período de tempo.

Mas a estrela não era real, assim como os sentimentos de Potter.

Agora só restava a Draco pagar o preço por ter se entregado. Só restava juntar os cacos de seu coração e seguir em frente. Assim como Harry seguira.

Seguir em frente...

Pensaria nisso no dia seguinte, por que naquela noite só desejava afogar a dor na bebida e brindar as lágrimas que, no fim, não conseguira evitar.