Mulheres de Verdade Têm Curvas
Esta fanfic pertence à TrueFan20 e os personagens são de Stephenie Meyer. À nós, só cabe a tradução para o português.
Capítulo 11 - Jantar
Tradutora ~ VampiresLoves/GuidaStew
BPOV
Durante todo o dia de sábado virei mais e mais os eventos de sexta-feira na minha cabeça, exclusivamente as ações de Edward. Ele se juntou à luta para salvar Jacob, seu amigo, de se machucar. Ele me beijou na mão para fazer ciúmes a Tanya. Esses pensamentos passaram pela minha cabeça uma e outra vez.
Fiquei pensando enquanto fiz meu dever de casa, fui até a loja, fui à lavanderia, cozinhei. Logo Charlie percebeu que algo estava errado também. Eu não tinha contado a ele sobre a tentativa de assalto, porque não queria perturbá-lo. Se eu dissesse a ele sobre isso, ele nunca me deixaria ir para outro jogo de futebol novamente. Prometi a mim mesma que se sentisse mais uma ameaça de James, Victoria e Laurent eu lhe diria imediatamente.
"Ok Bells." Charlie interrompe o silêncio enquanto nós comemos o jantar. "O que foi?"
"Nada," Agito meu garfo para ele dar outra mordida no frango Alfredo que fiz.
"Não é não." Charlie estabelece seus braços em cima da mesa. "Você está chateada." Ele estava me lendo muito bem para uma primeira vez? "Você está chateada sobre o jantar com seu avô, amanhã à noite não é?" Acho que ele não estava me lendo muito bem.
"Sim," Resmunguei querendo que ele achasse que essa fosse a razão pela qual estou chateada, e não por um cara que mal conheço.
"Bem, você não precisa se preocupar com isso. Já disse a vovô Charles para estar em seu melhor comportamento." Ele pega outro pedaço do pão de alho.
"Bom," Como se isso fosse impedi-lo de dizer o inferno que vem à sua mente.
O jantar continuou em relativo silêncio. Achei difícil ler naquela noite, enquanto me sentava na cama. Eu ia começar a ler, e em seguida pensava e antes que eu percebesse estava no meio da página e não tinha prestado atenção a qualquer coisa que tinha lido porque minha mente estava longe demais. Desisti e fui dormir.
Billy parou na manhã de domingo e pegou Charlie para a pesca, então eu tinha a casa para mim até o meio-dia. Charlie devidamente voltou então, para que pudéssemos ir até Port Angeles para ver o vovô Charles.
Estou na cozinha comendo panquecas quando o telefone toca.
"Alô?" Respondo.
"Hey Bells! É Jake."
"Hey Jake. O que se passa?"
"Nada," diz ele calmamente. "Estou ligando para ter certeza de que você está bem."
"Sim, estou muito bem." Coloquei o telefone entre o meu ombro e ouvido para que eu pudesse limpar meu prato.
"Bom, bom." Ele responde. "Ouça, Leah vai chegar aqui em breve. Ela disse que vou levá-la para jantar e cinema. Ela falou algo sobre não sair o suficiente. Sei lá, meninas."
"Eu sou uma garota, Jake," o lembrei.
"Sim, mas você não conta. Você é... Você."
"Obrigada? Eu acho." Respondo. Sabia o que ele queria dizer. Eu era platônica e neutra. Não há a necessidade de tentar me entender, porque eu não estava naquele campeonato.
"Então?" Medito. "Você ligou para me dizer que está saindo com sua namorada?"
"Ah, não. Liguei para ver se você e Edward queriam duplicar essa noite. Dessa forma, não tenho que ouvir Leah falando sobre coisas de mulher o tempo todo. Você pode fazer essas coisas para mim, e então com Edward posso falar sobre coisas de homem."
"Uau! Edward e eu não estamos namorando." Gaguejei. "Tenho que ir jantar no meu avô e de qualquer forma, esta noite. Desculpe, não posso ser babá de sua namorada por uma noite."
"Oh," Jacob hesita. "Estranho! Apenas pensei pela forma como ele agiu em torno de você na outra noite e como você estava indo para sua festa, que talvez vocês dois estivessem..." Ele trilhou.
"Bem, não." Esclareci. "Somos apenas parceiros de biologia."
"OH! Eu entendo," ele quase grita. "Como parceiros com benefícios."
"O QUÊ?" Eu grito, "NÃO" Puxo o telefone para longe de meu ouvido e pressiono o botão FALAR para terminar a chamada.
"Não, Jacob! Não é isso que está acontecendo entre Edward e eu, VOCÊ É TODO pervertido!"
"Bella?" A voz de Edward pergunta. Largo o telefone como se fosse um ferro quente. Ele pousa direto na pia. Pego ele e pressiono FALAR para desligar.
Pânico define quando percebo que gritei com Edward por telefone. Puta merda! Puta merda! PUTA MERDA! O que Edward vai pensar? Ele provavelmente vai achar que sou louca. O telefone toca novamente, surpreendendo-me. Me recompus e pressionei FALAR.
"Umm, Alô?" Respondo tranquilamente e com calma nesse momento.
"Alô? Bella?" Edward pergunta novamente.
"Sim?"
"Aqui é o Edward." Ele esclarece.
"Eu sei." Respiro com a mortificação se ajustando dentro de mim.
"Ok, bom." Ele faz uma pausa para ter certeza que não desliguei novamente, suponho. "Você ainda está aí?"
"Sim." Respondo.
"Okay, bom." Repete. "Bem, pelos seus gritos anteriores posso dizer que você já falou com Jacob." Enfio minha cabeça em minha mão livre e evoco auto-piedade enquanto continuava a ouvi-lo.
"De qualquer forma," ele limpa a garganta. "Ele me ligou pouco antes de te ligar, eu acho." Uh-oh. Será que ele propôs a Edward a mesma coisa com que ele me abordou? "Ele queria saber se você e eu estaríamos disponíveis para um jantar e cinema com ele e Leah, sua namorada."
Oh Deus! Acho que vou desmaiar agora. Abri o armário e peguei um saco de papel. Coloquei-o em minha boca e tomei duas respirações profundas.
"Bella? Você está aí?" Ele pergunta novamente.
"Sim." Chiei.
"Ok então," ele faz uma pausa enquanto eu tomo outro par de respirações profundas. "O que você disse? Você está livre? Quero dizer, não vai ser tão tarde. Posso ir buscá-la em torno das quatro?"
"Eu não posso!"
"Oh," Sua voz caiu.
"Sinto muito. Realmente não posso." Abaixo meu nível de decibéis. "Minha punição pela coisa toda da guerra de alimento é jantar com o pai do meu pai esta noite."
"Hun," ele grunhe. "Parece fácil em relação com a que tenho que fazer. Tenho que lavar a roupa da casa por um mês devido à coisa toda da camisa. Sem mencionar que também tenho que lavar todos os pratos após as refeições por um mês também. Mas, acho que você não é culpada por uma festa." Continuo a respirar usando meu saco de papel enquanto ele diz isso. "Então?" Ele continua. "Quem sabe na próxima?"
Engato meu fôlego. "Umm," Vacilei. "Sim, eu acho." Ele acabou de me convidar para sair? Acabei de concordar?
"Ótimo! Então, acho que vou falar com você mais tarde." Ele se ilumina.
"Uh-hun. Tchau." Me viro sufocada.
Esmago o saco nos meus lábios, tentando parar de hiperventilar. Eu tenho que pensar, mas a única coisa que está passando pela minha cabeça é 'ohmerda ohmerda OHMERDA!'.
O telefone toca novamente! DEUS! PORRA PESSOAS, PAREM DE ME LIGAR!
"Alô," respondo vigorosamente.
"Bells?" Dessa vez é o Charlie.
"Você está bem?" Ele pergunta.
"Sim." Assobio entre meus dentes enquanto conseguia me levantar e caminhar para a sala de estar.
"Umm," Charlie pausa. "Estou ligando para saber se você estava acordada e que você saiba que estou indo para casa mais cedo, porque os peixes não estão mordendo."
"Ok," eu rangi.
"Tchau." Ele responde rapidamente, provavelmente temendo por sua vida.
Pelo menos a chamada de Charlie permitiu que eu me acalmasse. Ele está vindo para casa e não posso deixá-lo me ver assim. Jogo o saco de papel fora e bato o telefone no corrimão. Ando até o banheiro e abro a água em pleno vapor.
O telefone toca. O QUÊ? SÉRIO, REALMENTE?
"Alô!" Praticamente grito.
"Bella?" É Rose.
"Sim, Rose?" Respondo com uma nota de aborrecimento em minha voz.
"Talvez não seja o momento?" Ela pergunta.
"Não." Eu respiro, deixando a raiva e a frustração rolarem para fora de mim. "Desculpa." Suspiro. "Manhã áspera."
"Ok," Rose se ilumina. "Bem. Primeiro de tudo, deixe-me pedir desculpas de antemão."
"Sobre o quê?" Isso desperta meu interesse.
"Umm. Bem." Rose hesita. Isso deve ser ruim. "Bem, você sabe que nunca disse a ninguém o que me disse de propósito." Uh-oh.
"ROSE!" Eu grito.
"Eu não fiz isso! É realmente muito difícil manter algo de Alice!" Ela chora. Oh. "E ela viu que algo estava acontecendo entre eu e você. Assim como Edward, que é como peguei seu número. Roubei seu telefone e consegui sair pelo caminho, espero que você não se importe."
"Não, tudo bem," Digo acalmando ela.
"De qualquer forma," Rosalie volta ao ponto. "Alice viu que algo estava acontecendo e me perguntou sobre isso ontem, quando fazíamos compras. Eu não lhe disse nada, mas acho que você deveria, porque vou acabar derramando algo com o jeito que ela me pega de surpresa. Não mencionei que ela pode dizer quando estou mentindo para ela sobre mim, ainda mais agora."
"Rose," chamei sua atenção antes que toda a água quente se esgotasse. "Lhe dou permissão para Alice saber. Ela teria acabado arrastando isso para fora de mim de qualquer forma."
"Oh Deus, obrigada!" Rose suspira de alívio. "Não quero que você fique chateada comigo."
"Umm, Rose." Eu a impedi. "Sobre a conversa com Edward."
"Oh," Rose zomba. "Não se preocupe com isso. Disse a ele que você e eu tivemos uma conversa agradável no jogo de futebol e que você admitiu para mim que se sentia meio fora do lugar. Então, disse a ele que sentia por você e estou te levando sob minha asa. Para provar isso, eu e Alice concordamos em levá-la para algum tempo de compras."
"Oh." Eu tive que me sentar. "Ok?"
"Então, quando você quer ir?" Rose pergunta.
"Umm, não sei. Vou deixar você saber quando eu tiver um fim de semana livre."
"Tudo bem! Soa bom! Até amanhã na escola, Bella!"
"Sim." Digo enquanto desligava o telefone e ficava de pé. O vapor encheu o quarto. Despi-me e entrei no chuveiro, deixando a água quente me relaxar.
~.~
Por três horas eu ficarei vestida no meu melhor de domingo, sem trocadilhos. Estou usando minhas calças pretas, uma blusa vermelha delicada e uma jaqueta preta. Deixei meu cabelo solto e uso uma faixa vermelha.
"Pronta para ir?" Charlie chama enquanto desce a escada.
"Sim," Respondo quando ele atinge meu patamar.
"Você está bonita." Ele me elogia.
"Obrigada." Eu coro. "Vamos." Pego minhas chaves. Insisto em dirigir porque me recuso a conduzir a viatura de polícia de Charlie.
Nós entramos e conduzi a distância até Port Angeles em relativo silêncio, ouvindo música. Charlie passou a maior parte do tempo tentando fazer minha peça antiga de lixo aceitar o áudio cassete que ele tinha trazido junto com a gente. Ele conseguiu colocá-lo, mas o sistema se recusa a tocar algo. Ele ejeta a fita, mas ela não sai.
"Precisamos obter um novo aparelho de som para seu carro, Bella." Ele range enquanto tenta erguer a fita do gravador.
"Bem, agora vamos, já que você acabou de amarrotar uma fita abaixo de sua garganta. Não culpe ele por não gostar de seu mal gosto para música." Como que em resposta para meu comentário, o filme preto começa a derramar para fora da boca do leitor de cassetes.
"Merda," Charlie olha para mim com um olhar de culpa em seu rosto.
"Não tenho mais 10 anos, Charlie." Reviro os olhos. "Sei o que é essa palavra."
"Tudo bem." Ele se concentra no leitor de cassetes novamente, enquanto tenta puxá-lo de volta. Aparentemente ele desiste, porque ele dá um soco na coisa com o lado de seu punho. "Nós vamos obter um novo essa semana Bells. Desculpe por isso."
Estaciono na frente de uma casa pequena de tijolos. O gramado é impecável. A grama é cortada, os canteiros não têm ervas daninhas, os arbustos são aparados e não tem sujeira sobre a calçada.
Saio da caminhonete e espero Charlie dar a volta ao redor dela. Nós caminhamos até a porta juntos e ele bate. Nenhuma resposta. Papai abre a porta e grita. Nenhuma resposta.
A sala frontal corresponde ao jardim da frente. Sem pó, almofadas no lugar, imagens ordenadas e recém-aspiradas.
"Pai!" Charlie chama novamente.
"Não precisa gritar! Estou aqui!" Uma voz rouca vem ao virar do canto. Um corpo se segue. Ele é mais alto do que Charlie, com um bigode mais completo e menos cabelo. Ele está vestindo uma camisa de flanela e suspensórios, que mantém seu jeans.
"Bem, bom." Vovô aperta a mão de Charlie.
"Oi Vovô." Aceno.
"Venha aqui e dê ao seu avô um abraço."
"Tenho que usar o seu banheiro, pai. Vou deixar isto fora da cozinha no caminho. Já volto." Charlie desculpa a ele mesmo por ir ao banheiro.
"Hey." Vovô acena com o dedo. Dou um passo mais perto. Ele me cutuca no estômago. "O que é isso?" Ele pergunta.
"Umm, meu estômago?" Eu acho.
"Errado, é uma tigela curvilínea de gelatina. Quando você vai perder isso?"
Olho para ele com uma cara de horror, depois apanho a mim mesma e tento rir dele. Sinto o corar espalhar sobre mim mesma. Será que ele realmente disso isso para mim? Este vai ser um longo dia.
"Sim." Gaguejo.
"Bom. Primeiras impressões são importantes e você não quer que as pessoas pensem que você é uma preguiçosa." Eu tremo. É claro que ele diria isso, olhe para sua casa.
"De qualquer forma. Venha, sinta-se em casa." Ele acena para a cozinha.
Charlie sai um momento depois. Dou-lhe um olhar de desespero misturado com traição. Ele olhou para mim com olhar de quem não sabia de nada.
"Então, como você esteve pai?" Ele pergunta enquanto continua a me dar aquele olhar estúpido. Reviro os olhos e olho para longe.
Vovô continua a se queixar, sobre tudo. O vento sopra muito forte, a chuva afoga seu quintal, os esquilos jogam pinhas para fora das árvores, os vizinhos têm feito muitos churrascos no quintal de casa, apenas uma interminável fonte de reclamações.
"Mas chega de falar de mim." Ele finalmente concluiu. "Como você tem passado, Bella? Não te vejo desde que você era menor." Ele insinua meu peso ao invés da minha vida, mas só eu pego isso.
"Tenho passado bem." Respondo friamente. "A escola é boa. Estou fazendo amigos. Procurando um emprego, mas está difícil."
"Sim." Ele concorda. "Isso é outra coisa que tem sido terrível. A economia e empregos por aqui. Juro que cada vez que saio dessa casa, vejo outro homem sem teto pedindo esmola."
"Então, onde você está procurando?" Ele pergunta, aparentemente esquecendo seu discurso retórico sobre pessoas que não tiveram uma boa vida. "E o que você quer fazer com sua vida?"
"Umm," Comecei. "Procurei em alguns lugares. Algumas lojas de varejo e creches." Ofereço.
"Hmm, bem, perfeitamente seu peso não ter nada a ver com não ser contratada?" Ele pergunta muito sério. Papai engasga com sua bebida enquanto ele tomava um gole.
"Pai!" Ele interrompe enquanto limpa a cerveja do queixo e no peito. "O que isso tem a ver com qualquer coisa?"
"Bem," Vovô defende, "Algumas pessoas não querem pessoas trabalhando para a suas empresas quando são olhadas de determinada maneira. Eles têm certas imagens que desejam passar para seus clientes."
"Não acho que creches e livrarias têm limites de peso para seus empregados. E se você vai falar assim, então vou levar Bella para casa. Ela não precisa desse tipo de besteira de você."
"Bem, desculpe-me," Vovô suspira. "Não sabia que era um assunto tão delicado." Eu coro e desvio o olhar.
"Sim, bem," Papai diz enquanto toma um gole de cerveja. "Basta."
Com isso, a campainha do forno nos avisa que o jantar já está pronto. Vovô se inclina e tira um assado do forno, rodeado de batatas, cenouras, cebola e aipo. O cheiro é incrível e parece delicioso. Ele coloca-o sobre o fogão e puxa uma faca e garfo de servir. Ele corta isso, e imediatamente se desfaz.
"Está pronto." Vovô anuncia. Ele termina de cortá-lo e coloca em uma travessa. Ele a leva para a mesa em que Charlie e eu nos sentamos. Ele a põe para baixo e toma um lugar na cabeceira da mesa. "Vamos dizer graças."
Ele inclina a cabeça, Charlie e eu trocamos um olhar aguçado e então ambos inclinamos nossas cabeças.
"Caro Senhor, obrigado pela refeição maravilhosa que temos diante de nós. Obrigado pelas roupas do corpo e os sapatos em nossos pés. Senhor, se você pudesse cuidar de nós e garantir que nossas vidas sejam felizes e completas seriamos gratos. Pessoalmente, não me importaria se você tivesse o cuidado com o casal de esquilos lá fora, ou pelo menos me perdoe por ter uma arma de chumbinho para eles nesta tarde. Abençoe meu filho e minha neta em sua viagem de volta, quando eles saírem. Amém."
"Amém." Charlie e eu sussurramos em uníssono.
"Comecem a comer." Vovô aponta para a comida a nossa frente. Charlie alcança o garfo de servir. Ele pega para si mesmo um pouco de carnes e batata, e em seguida lambuza tudo de molho. Peguei um pedaço e comecei a amanteigá-lo. Vovô pegou um pouco de tudo e começou a salgar.
"Então, você nunca respondeu minha pergunta antes." Vovô afirma antes de assumir uma mordida de aipo. Eu lanço um pedaço de carne em meu prato.
"Que pergunta?" Pergunto.
"O que você quer fazer com sua vida?" Ele pergunta apontando o garfo para mim.
"Bem," Começo a colher algumas verduras em meu prato. "Estava pensando em ir a WSU ou UW." Ofereço.
"Ok." Ele concorda. "E no que vai se formar?"
"Estou um pouco confusa com isso." Dei de ombros e coloquei molho na minha comida.
"Bem, você não está se planejando para o futuro?" Vovô pergunta. Aproveito uma mordida de assado; mastigo e engulo, antes de responder.
"Acho que tenho guardado dinheiro e coisas assim. Ótimo assado por sinal." Acrescento enquanto aproveito outra mordida.
"Bem, isso é ser financeiramente responsável. Mas e quanto a se aposentar?" Ele empurra.
"Talvez casar bem?" Dou de ombros e gargalho.
"Huh. Você vai ter que embebedá-lo em primeiro lugar." Ele atira de volta. Charlie engasga momentaneamente com seu pedaço de carne, pega a bebida e bate sua cerveja para baixo.
"É isso pai!" Charlie grita. "Basta com suas perguntas. Bella não veio aqui para que você possa fazê-la se sentir mal e humilhá-la. Bella, logo que você fizer sua refeição vamos embora."
Eu contemplo empurrar meu prato e sair agora, mas vim até aqui e não quero fazer uma cena. Balanço minha cabeça e dou outra pequena mordida nos vegetais.
"Papai. Quero dizer que mais um comentário negativo e vamos embora." Charlie aponta o dedo para vovô. Vovô apenas coloca outro pedaço de carne na boca e muda de assunto. Termino de comer, mas com menos entusiasmo por isso. Deixo metade no meu prato e depois peço para me darem licença.
Caminho até o banheiro e me olho no espelho. Lágrimas caem pelo meu rosto. Mesmo meu próprio avô não me aceita do jeito que sou, como posso esperar isso de outra pessoa? Espirro um pouco de água fria no rosto, de modo que meu choro não é tão perceptível, e limpo meu rosto.
Saio do banheiro para a voz baixa e com raiva proveniente da sala de estar.
"Quero dizer, pai." Charlie sibila. "Ela tem problemas suficientes sem você fazendo-a se sentir pior sobre sua imagem corporal. Não vou sentar aqui e deixar que você implique, intimide e desmereça ela como você fez. Ela é muito boa para isso. Ela é boa demais para você."
Limpo minha garganta enquanto virava a esquina.
"Oi querida. Acabei de me lembrar de que eu disse a Billy que iríamos assistir alguns jogos de futebol esta noite." Ele sorri sem entusiasmo. "É melhor voltar antes que ele chegue lá." Concordo com a cabeça. Charlie pega as chaves e mantém a porta aberta para mim.
"Tchau Vovô." Dirijo-me e aceno para ele antes de sair pela porta.
"Adeus Isabella." Ele acena de volta.
A viagem para casa foi repleta de silêncio. Meditei sobre os sentimentos de insegurança e pequenez que simplesmente sinto. Bem, obviamente não me sinto pequena, acho que grandeza, seria melhor. Meu coração dói.
"Eu realmente sinto muito, Bella." Charlie tenta pegar minha mão. "Não sabia que ele ia ser assim."
"Está tudo bem." Balancei minha cabeça.
"Não, não está." Ele argumenta. "Você é uma menina de dezessete anos. Você não deveria ter que ouvir essas merdas, especialmente de seu avô. Ele não está certo. Prometo que não vou submetê-la a esse tipo de coisa novamente." Uma única lágrima traçou a linha de meu rosto. Charlie me puxa para ele, enquanto dirige. Me inclino para seu lado enquanto ele me beija no topo da cabeça.
Como Charlie escapou da casa de meu avô com sua bondade, amor e caridade ainda intacta, nunca vou entender. Sei que ele é um pai muito melhor para mim, do que naquela época seu pai era para ele. Me acomcheguei mais profundamente ao seu lado enquanto ele nos levava de volta para casa.
N/T: Avisei que vocês iriam querer matar o velho infeliz, podem extravasar nas reviews...
Comentem e até sexta que vem com POV EDWARD *-*
Beijinhos, Lary Reeden
N/B: Que avô mais ridículo! Deu vontade de... argh, vou nem dizer. Mas uma coisa é certa, não é nem um pouco fácil você ter a autoestima lá embaixo e vem alguém da sua família – que era supostamente pra te apoiar – e te coloca pra baixo desse jeito. Não é legal. *suspira*
Não esqueçam das reviews, e até semana que vem. :)
Kessy Rods
