Disclaimer: Naruto não me pertence.
Whispers
"I aint' happy, I'm feeling glad. I got sunshine, in a bag. I'm useless, but not for long. The future it's coming on..."
10º Capítulo: Revelação
"Que desarranjo. Que grosseria." Um homem de cabelo comprido e voz aveludada disse em desgosto enquanto analisava os danos feitos na instalação. Com um dedo pálido e longo percorreu a superfície de um dos painés de controlo que tinha explodido e abanou a cabeça. "Que bárbaros." Acabou por concluir, e os seus olhos, que até agora tinham permanecido fechados abriram-se mostrando duas orbes amarelas. Aqueles olhos na verdade, mais pareciam ser de uma cobra visto que as suas pupilas eram apenas e só um risco negro que rasgava o manto dourado do qual era composto a sua íris.
"Sr. Orochimaru, os danos não são graves. Este foi o sitio mais devastado." Um rapaz de cabelo cinzento e óculos disse enquanto vasculhava na sua bata branca por uma caneta. Quando a encontrou começou rapidamente a escrevinhar qualquer coisa num bloco de notas. "No entanto, temos duas situações que precisam da sua especial atenção."
Orochimaru voltou-se para o rapaz e semi-cerrou os olhos. "Deixa-me adivinhar, o portador de bijuu foi levado." Acabou por dizer e o rapaz acenou, contudo um estranho sorriso invadiu-lhe o rosto. "E quanto à segunda situação?" Orochimaru prosseguiu voltando-se para encarar o rapaz completamente. Na placa que trazia na bata lia-se o nome Kabuto.
"Um dos seus projectos falhados, acordou." Kabuto disse e os olhos de Orochimaru dilataram-se enquanto um sorriso resgado apareceu revelando os seus caninos contundentes.
"A minha afilhada acordou? Mas que alegria. Pelos vistos a vinda daqueles selvagens aqui pode ter dado jeito afinal de contas." Orochimaru disse enquanto começava a dar longas passadas saindo da sala e entrando no corredor. Kabuto seguiu-o.
"Dr. mas não acha que os sinais de luta são estranhos? Supostamente os Whispers deveriam ter sido os únicos a aqui estar." Kabuto insinuou, ele próprio tinha já uma teoria bem definida do que se ali tinha passado.
"Sim, de facto bastante estranho. Mas tenho a certeza que essa gente, não voltará a fazer coisas à revelia, iremos tê-los sob rédea curta." Orochimaru explicou enquanto entrava no elevador e não era preciso ser nenhum génio para saber perfeitamente que este falava acerca dos Guardians.
"Pergunto-me quem terá ficado com o controlador de bijuu…" Este continuou e Orochimaru encolheu os ombros. Desde que soubera que a sua afilhada tinha acordado que estava demasiado excitado para se preocupar com coisas secundárias.
"Não interessa, também já não nos tinha qualquer utilidade." Retorquiu. "Agora presta atenção Kabuto, acho que vais gostar muito daquilo que vais ver. Tu ainda não trabalhavas comigo quando criei a 'morte', mas tenho a certeza que ficarás encantado com aquilo que irás ver. É afinal de contas o meu melhor trabalho de sempre." Orochimaru continuou enquanto a porta do elevador se abria no último andar em profundidade.
"Tens a certeza que este é deveras o melhor sítio para o deixar?" Sakura perguntou a Itachi enquanto ambos avançavam por umas escadas íngremes que pareciam dar a uma cave.
"É o melhor sítio que temos por agora, e, se antes conseguiu conter as crises do Naruto tenho a certeza que servirá para tratar dele. Além do mais, é impossível que o Jiraya o deixe sair daqui tão facilmente." Itachi respondeu enquanto apalpava para conseguir encontrar o interruptor da luz. Finalmente quando o espaço se iluminou, foi possível ver que se encontravam numa sala de aspecto moderno com as paredes pintadas de branco e cheiro a hospital, e que, ao lado da sala estava um quarto, onde em tudo se parecia também com uma hospital no entanto dava para ver tudo o que se passava lá dentro visto que a parede parecia ser feita de acrílico ou vidro.
Aquela divisão ficava situada no nº 3 da rua Nakama. Fora nesta casa, que o jovem órfão Naruto passara parte da sua adolescência ao cuidado do seu mentor Jiraya. Aquele quarto na cave tinha por função controlar as suas crises provocadas pela energia negativa que a partir da puberdade começaram a ser mais frequentes. Foi também aqui que Naruto aprendeu a controlar os seus impulsos destrutivos. Jiraya tinha sido para ele como um pai visto que como sempre fora órfão, visto que o seu pai Yodaime, presidente do país fora assassinado num golpe de estado e a sua mãe morrera ao dar-lhe à luz, este tinha sido escondido pelo antigo presidente Sandaime. Assim, Naruto sempre se desenvencilhara sozinho tendo ido para aquela casa quando se deu a sua primeira crise, na altura dos 13 anos.
O referido loiro analizava agora as paredes brancas com mágoa como se recordações de tempos passados lhe viessem à memória. "Naruto, o rapaz pode se rmagrinho mas caso não tenhas reparado ainda pesa um bocado. Portanto, ajuda-me a deitá-lo na cama." Neji queixou-se e Naruto assim o fez colocando Gaara no quarto de paredes transparentes fechando a porta e digitando o devido código. A verdade é que aquele quarto, mais do que tudo funcionava como prisão visto que, quem ali estivesse fechado veria imediatamente a sua energia mutacional ser sugada. Nisto o loiro voltou-se para trás para ver que Itachi se encontrava de pé encostado a uma parede e o resto da equipa que tinha vindo com eles para o local: Sakura, Shikamaru, Neji e Sasuke estava também bastante apreensiva.
"Oh-oh! Vejam só se não é o meu Naruto! Então garoto só te lembras aqui de mim quando é para me pedires favores destes!" Disse um homem de longo cabelo branco e sorriso gozão.
"Tsk. Até parece que tens um historial muito limpo acerca de fugir à lei." Naruto queixou-se mas deu um abraço forte no homem que se riu com vontade.
"Ah, tu sabes como é que é, a lei é uma mulher muito distorcida, eu e ela nunca jogámos muito bem." Acabou enquanto encolhia os ombros. "Mas diz-me lá, o que é estão a pensar fazer ao cabeça de fósforo?" Jiraya acabou por perguntar num tom algo mais sério.
"Por enquanto queríamos apenas deixá-lo aqui e vir aqui o mais possível apenas para perceber a história dele e a relação dele com os Whispers. Contudo… não sabemos ainda quando é que ele vai decidir acordar." Itachi disse enquanto os seus olhos se viraram para observar o rapaz que dormia relaxadamente.
Shikamaru abanou a cabeça. "Duvido que ele diga o que quer que seja. E no estado em que ele está, acho que é seguro afirmar que quando ele acordar, se ele sequer chegar a acordar, vai estar num grande estado de choque." E com isto pôs-se a brincar com a tampa do isqueiro, como se quisesse acender um cigarro mas um olhar intimidador de Jiraya fê-lo mudar de ideias.
"Eu estive a verificar a condição de saúde dele. Pelo que vi apenas está mal nutrido, não apresenta quaisquer problemas mentais e não possuí qualquer tipo de drogas no sistema. Basicamente, ele está a dormir visto que pelos vistos é o único mecanismo de defesa que o seu corpo consiguiu activar contras as ameaças exteriores." Sakura acrescentou e sentou-se ao lado de Sasuke, que olhou para ela de sobrancelha erguida. No entanto, esta nem se apercebeu do desconforto do outro.
"Sim, e não há dúvidas que o rapaz possuí uma mutação. Apenas em concelho com a Hinata poderei ser mais específico, mas pareceu-me ter a ver com controlo de elementos terrenos." Neji afirmou com voz grave e Sasuke coçou a cabeça.
"Então não compreendo. A mutação dele nem rara é! Porque é que a Hino Kuni estaria interessada de tal modo nele que o quereria raptar?" Desta vez foi Sasuke que falou e para espanto geral, Naruto aclarou a garganta e atirou com algo para cima da mesinha de café.
Tratava-se da pasta dada por Sai.
"O gajo da máscara sorridente deu-me isto quando estávamos lá. Não sei bem porquê mas eu também andava à procura dela."
"Como assim, não sabes bem porquê? Se nem sequer sabes do que a pasta se trata como é que poderias andar atrás dela?" Neji perguntou sem entender e Naruto torceu as mãos em desconforto.
"Aquilo que ele tem," Jiraya começou. "Aquilo que há dentro dele, tem uma intuição incrível. Não me espanta nada que quisesse que nós descobríssemos isto."
"Esperem aí! Agora estão a dar vida a algo que não tem nada a ver com-" Sasuke ia continuar mas foi interrompido por Itachi que tinha engolido em seco.
"Aquele rapaz… Ele é igual a ti Naruto. É disso que eles andam atrás." Acabou por dizer enquanto continuava a folhear atabalhoadamente as várias páginas contidas na pasta.
Hinata suspirou e esfregou as mãos numa tentativa vã de as aquecer. Encontrava-se numa paragem de autocarro pública de guarda-chuva na mão enquanto continuava a chover a potes. Tal como combinado, eram 4h da manhã e ela estava no sítio combinado. Agora só faltava que alguém aparecesse.
No entanto, Hinata não estava a contar que fosse Pein, o líder que lhe aparecesse ali do nada. Assim de capuz, roupa escuro e chapéu-de-chuva negro, Pein poderia ser confundido com qualquer um. Ninguém jamais saberia que aquele se tratava de um dos homens mais poderosos da Terra.
"Boa noite Hinata." Este disse em voz grossa enquanto se sentava ao lado dela no banco.
"Olá. Então, como estão todos?" Hinata perguntou e Pein encolheu os ombros.
"Desapontados, suponho eu. Mas na opinião geral é que é melhor que ele esteja com os Guardians do que naquele sitio." Disse quase cuspindo as palavras.
"Eu sei onde ele está a ser guardado. Trata-se da casa de um escritor de livros eróticos, no local onde o Naruto, outro com o mesmo problema que Gaara, era levado quando tinhas as crises." Hinata respondeu clinicamente. "No entanto, acho que não será necessário intervir imediatamente. Eu poderei estar em contacto com ele e sei perfeitamente que ele não será mal tratado."
"Sim, para além disso, se avançássemos já o teu disfarce seria completamente arruinado." Pein comentou. "A Temari é a que está pior. Culpa-se por não termos conseguido trazer o miúdo."
Hinata suspirou. "Ele está em segurança e por agora, é o que importa. Aquela gente já não lhe poderá tocar." Pein assentiu secamente e Hinata prosseguiu. "Doravante terei de ser ainda mais cuidadosa. De certo já foste informado que espiões da Hino Kuni entrarão no nosso departamento a partir de segunda-feira."
"Alguma ideia dos nomes deles?" Pein perguntou
"Sei que há uma Karin e um Suigetsu…" Pein fez um ligeiro som de 'tsk' e abanou a cabeça. Hinata olhou para ele numa interrogação silenciosa.
"Esse dois, têm mutações artificiais. Foram-lhes introduzidas mutações, e se não estou em erro, essa gente são encarregados de classe S. Não encontrar ninguém tão qualificado na Hino Kuni como eles." Pein comentou secamente. "Realmente terás de ter cuidado. Sei que um deles, acho que o nome é Juugo, é especialista em arranjar informação."
"Penso que esse nome também me foi mencionado." Hinata disse tristemente. No entanto, decidiu mudar de assunto. "O Sai deu a pasta ao Naruto?"
"Sim, por esta altura os Guardians já devem saber melhor com o que estão a lidar." E com isto levantou-se. "Bem, tenho pena que de me despedir de ti tão cedo, mas não posso mais ficar." Pein disse e Hinata assentiu.
Quando Pein ia para se voltar, hesitou por momentos e voltou-se para trás. "Não sei se já te disseram, mas se não, informo-te: a Ino está grávida." E com isto abriu o guarda-chuva e saiu para a noite fria deixando Hinata naquela ilha de luz que era a paragem enquanto à volta só se via escuridão.
Hinata voltou-se a sentar e por momentos deixou que os eventos épicos que se estavam a passar tomassem conta das suas emoções. O projecto bijuu, a dor de Gaara, a ameça de uma guerra civil ou mesmo mundial…
Assim, e sem que desse por isso rapidamente começou a hiperventilar.
A morte deixou-se ali estar enquanto lhe cortavam o cabelo. Sinceramente nunca se tinha preocupado muito com o seu aspecto, no entanto, e se bem se recordava antes tinha o cabelo pelo meio das costas bastante escadeado. A morte desta vez quis algo diferente. Afinal de contas, tinha-lhe sido dada uma segunda oportunidade e desta vez estava confiante que não iria desapontar.
Por isto, suportou toda a tortura pela qual passou esta tarde, primeiro tivera que cortar as unhas e tudo mais e depilar todo e qualquer pêlo indesejável. Afinal de contas ela era a sobrinha de Orochimaru e não podia andar por aí a parecer uma selvagem. E para aqueles mais cépticos que devem estar a achar que 'uhh' ela tem pêlos e unhas grandes… Bem a morte achava que para alguém que estivera em coma durante 2 anos ela até que estava muito bem conservada. No entanto, a depilação e corte não fora tudo, em seguida Orochimaru estivera-lhe a fazer variadíssimos testes para verificar se tudo aquilo que ela tinha aprendido com ele não fora perdido. Pelos vistos não, todas as capacidades físicas e intelectuais que o seu padrinho incutira nela durante grande parte da sua infância mantiveram-se intactas assim como a sua mutação.
A morte olhou-se ao espelho e franziu o sobrolho. Agora o seu cabelo estava cortado todo a direito e caía até ao início dos ombros assim sendo mais comprido perto da face e mais curto na nuca, a sua franja seguia o mesmo padrão o que lhe dava um aspecto totalmente simétrico. A morte tinha olhos castanhos-escuros amendoados e cabelo castanho-escuro também. Como seria de esperar, era apenas e só uma rapariga normal sem nada a apontar.
Kabuto apareceu por trás dela e sorriu ao ver a sua reflexão. "É um prazer conhecê-la pela primeira vez, morte. Infelizmente, nunca nos pudemos conhecer pois estivemos sempre em academias diferentes." Kabuto sorriu amavelmente enquanto analisava a rapariga sentada em cima da cama coberta apenas por um lençol branco e com o sobrolho erguido enquanto se admirava ao espelho.
"Uma pena de facto." A morte acabou por responder enquanto pousava o espelho na mesinha de cabeceira.
"Foi realmente uma pena o seu acidente. No entanto, temo-la de volta e é isso que importa. Aqui tem três fatos que o Sr. Orochimaru mandou preparar exclusivamente para si. Ele disse para escolher aquele que mais lhe agradasse." Kabuto disse enquanto pousava os vários tecidos na cama. A morte olhou para eles e um pequeno sorriso invadiu-lhe os lábios.
"O meu padrinho é sempre bastante atencioso." Acabou por referir enquanto apalpava um tecido. Kabuto franziu o sobrolho mas não fez mais nenhum comentário acabando por se retirar. A morte olhou com indecisão para os fatos apresentados. O primeiro tratava-se de um vestido branco de cortes e linhas simples acompanhado por umas botas castanhas. A morte achou que aquele vestido não era apropriado para alguém que queria trabalhar, além de mais, caso as coisas começassem a ficar mais físicas não daria jeito algum. O segundo fato era umas calças de ganga estreitas com um top vermelho e um casaquinho de malha às riscas vermelhas juntamente com umas sabrinas vermelhas. A morte achou o conjunto muito bonito e muito bem apresentado, no entanto continuou a achá-lo pouco formal e provavelmente quem a visse assim e com uma estrutura tão modesta como a morte possuía, pois nem era muito alta nem muito baixa acharia que era não era nenhuma profissional. Portanto, o segunto conjunto também estava excluído.
Por fim, o terceiro facto consistia numas calças de ganga escura com uma camisa branca e um colete cinzento, juntamente tinha uns sapatos-bota que pareciam ser muito confortáveis. A morte achou que dos três aquele se adequava melhor. Quando conjugado com uma gabardina dar-lhe-ia o ar profissional que ela estava à procura.
Já Kabuto tinha preocupações muito mais pesadas a invadir o seu encéfalo.
Na sua opinião, algo de muito estranho se passava ali. Primeiro, nunca tinha ouvido falar desta 'afilhada' de Orochimaru, segundo o apreço que esta parecia ter por ele era ridículo pois sinceramente ele sabia que ela tinha sido uma das suas cobaias para o teste de mutações artificiais, e em terceiro, a culpa do que acontecera com ela e o facto de esta ter estado em coma era única e exclusivamente de Orochimaru. Portanto, porquê tanto amor?
"Kabuto, não penses demasiado, a tua cabeça pode não dar conta do recado. O que é que eu já te disse várias vezes? És um cientista e não um psicólogo. Se tens dúvidas pergunta, testa, experimenta." A voz de Orochimaru ouviu-se por detrás dele e este voltou-se para encarar o estranho homem com cara de serpente. Este tinha retirado o seu fato de negócios e estava agora envergando a sua bata normal.
"E o Sr. providenciar-me-á as respostas?" Kabuto acabou por perguntar e Orochimaru riu.
"Segue-me, está na hora de conheceres um pouco mais acerca da minha querida afilhada…" Este acabou por responder enquanto ele e Kabuto se afastavam.
HAPPY BIRTHDAY TO ME! E como é o meu dia de anos decidi fazer um update nas duas histórias, logo sou eu que dou a prenda! :D
Btw, para quem lê o manga: É GUERRA PESSOAL, É GUERRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! WOOOOT! GO DEAD PEOPLE GO! ^^
O título ficou ao lado porque esta fanficition anda todo TRIPADO e eu não estou para me chatear.
