Disclaimer: Twilight não me pertence, mas está fanfic, sim. Então, por favor, respeitem.

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10. UNIÃO

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"De almas sinceras a união sincera nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera, ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante, que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante, cujo valor se ignora lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora, antes se afirma para a eternidade.
Amor quando é amor não definha e até o final das eras há de aumentar.
Mas se o que eu digo for erro e o meu engano for provado
Então eu nunca terei escrito ou nunca ninguém terá amado."
- William Shakespeare -

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Edward não conseguia se conformar com as palavras que lia. Palavras escritas por Bella. Palavras das quais ela havia determinado, unilateralmente, que não valia a pena mais lutar pelo que eles tinham; que a sociedade em que estavam inseridos, que os julgavam sem conhecê-los pessoalmente, sem saber exatamente como a história deles havia se desenvolvido, determinaram. A opressão externa havia sido demais para ela, e ela não aguentando aquela situação de prejulgamentos, preconceitos, havia optado por seguir o caminho mais fácil. E o fácil era desistir.

Nunca a palavra desistência fora tão ofensiva para Edward, nem mesmo se alguém o xingasse, o ofendesse ou dissesse algo horrível sobre qualquer membro da sua família teria o mesmo impacto sobre si. Para ele, naquele momento, nada era mais grotesco, mais absurdo que o verbo desistir.

Ele não iria aceitar esta opção, ele não seguiria os desejos de sua amante, seu amor, sua irmã, sua alma gêmea, sua Bella. Não, ele não iria esquecê-la, não iria deixar de procura-la. Ele iria ao inferno se fosse o lugar que Bella estaria. Ele vasculharia o mundo, gastaria todo o dinheiro que tinha e não tinha para encontra-la. Ele não a abandonaria. Ele não desistiria deles.

Com esta motivação em mente, Edward sequer trocou de roupa, ou pensou uma segunda vez ao deixar o conforto de seu apartamento, seguindo diretamente para onde seu carro estava, e voando baixo pelas ruas de Princeton chegou à secretária central da universidade.

Nem mesmo com o seu charme ou a influência de dinheiro fizeram com que Edward conseguisse uma pista do paradeiro de Bella. A política da universidade não permitia dizer a um aluno para onde outro havia se transferido, se este fora o seu desejo. Obviamente que este foi o desejo de Bella.

Edward ficou furioso, mas não se deu por vencido, ele não desistiria tão fácil assim. Ele não iria desistir até que pudesse encarar os intensos olhos castanhos de Bella, e ouvir da boca dela que ela não queria estar mais com ele. Que não o amava mais.

Voltando ao seu apartamento reservou o voo para Seattle enquanto preparava suas coisas. Ele tinha o pressentimento que ir a Forks não o ajudaria encontra-la, mas as suas opções eram limitadas, e desesperado como estava Edward acreditou que enfrentar os pais de Bella seria um bom começo.

Seis horas depois entre voos e conexões, seguidas de mais 3 horas de carro até Forks, Edward estava batendo na porta branca, da casa amarela que Bella cresceu, e onde passou momentos incríveis na companhia de sua amada e meia-irmã. Na sua ansiedade de encontrar qualquer um dos Swan, o futuro médico não economizou em suas batidas na porta, tornando-as violentas e nervosas.

Fora Charlie Swan com a sua bigodeira castanha sobre seus lábios que abriu a porta, vestindo pijamas xadrez azul e preto de mangas cumpridas. Ao longe o ruivo, viu Renée, em seu robe de seda champanhe olhando para a porta com os olhos arregalados. Ambos, Charlie e Renée, sabiam que a fuga da filha sem dizer para onde iria, ou encarar Edward de frente causaria isto, porém ele não esperava a visita do ex-genro nas primeiras horas da manhã.

Charlie olhou desamparado para o garoto, que ele sabia ser perfeito para a sua menininha, e depois para a esposa que tinha grandes lágrimas nublando os olhos azuis dela. Sentindo toda a tensão, toda a tristeza e desespero que emanavam do jovem rapaz o chefe de polícia permitiu que entrasse em sua modesta casa.

Por passar inúmeras férias e feriados na casa de Bella, Edward deu um breve abraço em Renée, e depois se acomodou no sofá de três lugares azul marinho, apoiando seus cotovelos em seus joelhos e segurando o seu rosto em suas mãos. De repente Edward sentiu-se exausto.

Charlie acomodou-se na sua imponente poltrona de couro negro, enquanto Renée ia à cozinha e preparava uma garrafa de café – o suficientemente forte para abrandar e reconfortar o que iria acontecer. Os dois homens ficaram em silêncio até que Renée retornou a sala com duas grandes xicaras de café na mão entregando uma a cada homem, antes de se sentar no sofá de dois lugares ao lado da cadeira de Charlie.

- Onde ela está?! – perguntou Edward com desespero e ansiedade em sua voz, logo após tomar um longo gole de café.

Quando percebeu que nenhum dos dois iriam lhe dizer alguma coisa, Edward depositou a sua xicara na mesinha de centro e levantou-se de seu lugar, começando a andar de um lado para outro e correndo seus longos dedos por seus cabelos acobreados os bagunçando, ainda mais do que já estavam.

- Edward, se acalme, por favor. – pediu Charlie com a sua calma típica de um policial.

- Charlie como você quer que eu me aclame?! Vou para Chicago resolver questões de interesse de ambos, e quando chego em casa Be... ela – era difícil demais falar o nome de Bella. – não estava mais em casa, e todas as suas coisas sumiram, a única coisa que ela me deixou foi uma carta dizendo que eu não deveria procura-la... nunca. Como você quer que eu me acalme?! Eu preciso dela. Eu preciso saber onde ela está! – exclamou caindo pesadamente no sofá que anteriormente estava sentado.

- Edward, querido, porque você não toma um banho e descansa. Durma um pouco, meu filho. Quanto tempo que você não descansa? – pediu amorosamente Renée, com uma compaixão que fez com que Edward se lembrasse de sua própria mãe adotiva, Esme.

- Obrigado, Renée. – agradeceu o ruivo, com um sorriso que não atingiu seus olhos. – Mas eu não consigo, eu preciso saber dela, onde ela está, o que está acontecendo... porque ela só... desistiu.

Desta vez Renée não conseguiu segurar as lágrimas que banhavam seus olhos, e grossas lágrimas rolavam por seu rosto. Era claro que as lágrimas da mãe adotiva de Isabella eram de tristeza por sua filha que encontrou o homem da sua vida, mas que não podia estar junto dele, não por motivos fúteis e fáceis de resolver, era por uma razão muito mais complicada e inundada de tabus e preconceitos que nenhum daqueles dois jovens mereciam. Renée sentia-se sofrendo junto com o jovem casal, e vendo o desespero do ruivo de encontrar a sua menina a deixava mais triste ainda. De repente o plano de Bella de se afastar e não dizer nada a ninguém era tão ridículo e incoerente em sua cabeça.

- Edward – suspirou Charlie. -, nós também não sabemos onde ela está.

Edward fechou seus olhos com força, tentando mudar o que havia acabado de ouvir.

- Ela saberia que você iria nos ver, e quando o víssemos desse jeito... seria difícil conseguir segurar de dizer onde ela estava. – pontuou Charlie com pesar.

- Mas... ela está bem? – pediu com um fio de voz.

- Sim. – concordou Renée. – Irina esta com ela, cuidando dela.

- Por que?! – pediu com um leve tom de desespero em sua voz, mudando o seu olhar de Charlie para Renée.

- Quem sabe? – deu de ombros Charlie. – Todos julgando vocês, o risco de uma prisão, do processo... tudo só foi demais para ela, Edward. Se eu pudesse apagar tudo isso da vida de ambos, eu faria, sem hesitar, nem que fosse a última coisa que fizesse em minha vida, mas eu não posso... – Charlie balançou a sua cabeça. – Você sempre será o meu filho, o genro que eu sempre quis ter, mas...

- Isto nunca vai acontecer. – completou pesaroso Edward.

- Desculpe meu filho. – suspirou Charlie. – Bella tomou a sua decisão e por mais que sejamos contra, não podemos fazer absolutamente nada.

- Tudo bem Charlie, mas eu tinha que tentar. – falou com um sorriso enviesado, porém sem emoção. – Eu não queria que ela... sumisse.

- Nenhum de nós gostaria. – rebateu Charlie.

- Edward, querido, agora tome um banho e descanse. Você parece que vai cair a qualquer momento de exaustão. – pediu Renée mais uma vez, levantando-se de seu lugar e indo onde estava o jovem rapaz. Edward aceitou a oferta dos Swan, e depois de tomar um banho relaxante, o ruivo caiu exaurido na cama do quarto que um dia pertencera a Bella, dormindo quase que imediatamente.

Sua estadia em Forks limitou-se há apenas um dia. E agradecendo Charlie e Renée pela hospitalidade e pela compreensão na sua procura por Bella, Edward seguiu o seu caminho para o aeroporto de Seattle, contudo ele ainda não se deu por vencido, e se Bella estava com Irina, ele iria procura-las em Phoenix, era um bom começo.

Porém assim como a sua busca a Forks, Phoenix mostrou-se frustrante para Edward. Ninguém sabia onde Irina estava, onde ela estava morando, e quando questionou sobre o paradeiro de Bella, outra frustrante resposta ele teve: ninguém fazia ideia onde elas estavam.

E por mais que tudo indicasse que ele deveria desistir, Edward não conseguiu. Tanto que quando chegou a Princeton procurou alguém que encontrava pessoas, contudo o detetive em questão, após conversar com o advogado de Bella afirmou que se ela não quisesse ser encontrada, ele não poderia fazer isto, mesmo com todo o dinheiro que Edward estava disposto a pagar para encontrar alguém que não queria ser encontrado, por ninguém.

Apesar de sua constate frustração, Edward continuou procurando Bella, porém de uma maneira tão primitiva – pela internet – que nem mesmo ele se colocava fé.

Sua atenção estava tão focada nos esforços de encontrar Bella, que seus estudos ficaram em segundo plano, ocasionando notas cada vez mais baixas, e no final do semestre, nas férias de inverno, Edward havia descoberto que reprovara em três, das seis disciplinas que cursava.

Completamente desiludido, e sem nenhuma vontade de focar-se em seus estudos, Edward trancou a faculdade, e optou por fazer algo que sempre fora o seu desejo: trabalho voluntário na Índia. Mesmo não tendo a sua formação médica completa, Edward trabalhou por oito meses como médico voluntário numa comunidade próximo à Bhubaneswar, no estado de Orissa – um dos mais pobres e necessitados do país.

Foi em Bhubaneswar que Edward deixou de assinar Edward Cullen (nome de seu pai adotivo), e passou a assinar Edward Everson (nome de sua mãe adotiva), não era uma mudança muito grande, mas diante da nova vida, uma vida sem Bella e sem o peso do processo judicial por incesto, do qual foi inocentado um pouco antes de trancar a faculdade. Edward estava decidido a ser uma nova pessoa.

E por mais que o diploma de uma universidade da Ivy League fosse um ponto importante para a sua carreira, Edward pediu transferência para a universidade de Chicago para finalizar o seu curso. Tornando a viver na casa de seus pais, pouco a pouco Edward reestabeleceu a ordem na sua vida, à falta de Bella ainda era algo que o incomodava e o perturbava intensamente, contudo com o tempo ele se adaptou com a sua falta, se apegando as inúmeras lembranças felizes que tinham.

Com o diploma de medicina, e com a sua residência em infectologia em andamento, Edward que depois de retornar da Índia voltou a se encontrar com diversas mulheres, enfim assumiu um relacionamento três anos depois do abrupto rompimento com Bella.

Margaret Simon, ou simplesmente Maggie, uma enfermeira de cabelos vermelhos intensos e de olhos azuis, com sardas em suas bochechas, nas pontas de seu nariz e em seus ombros, foi à escolhida de Edward. E em pouco mais de nove meses de relacionamento os dois estavam vivendo juntos em um loft no Lincoln Park em Old Town. E por que Edward não amasse Maggie, como um dia ele amou Bella, ele estava feliz ao lado da enfermeira.

Seguindo um caminho natural, Edward acabou casando-se com Maggie um ano depois que passaram a morar juntos. Foi uma cerimonia simples e bem familiar, Edward não deu a sua agora esposa o anel que comprara há muito tempo para Bella, aquele ainda estava guardado em suas coisas, para Maggie ele havia elegido um diferente que não lembrava nada a sua meia-irmã e primeiro amor. Na realidade tudo em Maggie era diferente de Bella, por isso que Edward estava com ela.

Mesmo com a rotina de plantões exaustivos no hospital geral de Chicago, Maggie dois anos depois da intimista cerimônia de casamento, conseguiu engravidar do seu primeiro filho, e por mais que Edward sentisse intimidado com o fato de ser pai, por conta de seu histórico com Bella, aceitou o fato.

Contudo, depois do nascimento do pequeno Joshua, o casamento entre os dois não estava funcionando. Maggie que achava que ao longo dos anos conquistaria Edward, fazendo-a amar, porém viu que esta resolução era impossível, o que no começo era raro, conforme os anos foram passando, principalmente depois do nascimento do filho de ambos, o infectologista passou a falar mais e mais de Bella, e Maggie não conseguiu conter o ciúmes e deu um fim ao seu casamento, deixando Edward, e retornando para Wisconsin onde a sua família vivia com o pequeno Joshua na época com pouco menos de dois anos em seus braços.

Não ouve briga, discussões, sequer ouve problemas com a decisão de Margaret, Edward sabia que ela merecia ser feliz, e por mais que não a amava como deveria amá-la, ele queria o melhor para ela. Ela sempre seria alguém da sua vida, eles eram pais de um garoto lindo e perfeito, contudo o relacionamento deles ficaria somente nisso. No filho que tinham. Ele nunca poderia se entregar completamente a ela, como um dia se entregara a Bella.

Com o divórcio assinado, Edward passou a trabalhar muito mais no hospital, e ocupando ao máximo a sua mente passou a dar aula da universidade de Chicago. Em meses Edward se viu envolvido em diversos projetos de pesquisa, tornando-se um membro respeitado na comunidade médica de pesquisas sobre infecções em geral.

A vida de Edward estava boa, ele via Joshua em todas as férias e feriados, e a sua carreira estava em uma ascensão continua. A sua vida romântica era um assunto delicado, contudo, o médico que sempre fora muito bem apessoado e encantador, deslumbrava e seduzia multidões de mulheres por onde passava, e como um bom homem que sabia o seu poder de sedução Edward tinha muitos e constantes encontros, entretanto, nenhum deles passava de uma noite. Ele não tinha nem o interesse, nem a vontade de se envolver a longo prazo, ele só precisava das mulheres para satisfazer seus instintos sexuais.

Hipócrita e machista, ele reconhecia isto. Mas as mulheres que se envolvia com ele sabiam que o doutor Edward A. C. Everson não estava nem um pouco interessado em relacionamento, e elas aceitavam isto. Elas queriam uma noite de prazer, da qual ele estava disposto a dar, e a troca de favores ficava ali.

E fora assim, focado 100% em seu trabalho que quatro anos depois de começar a dar aulas na Universidade de Chicago, ele foi convidado para apresentar seu trabalho em um congresso de infectologia que ocorreria na Califórnia.

Com uma breve parada em Appleton, Wisconsin para o aniversário de seis anos de Joshua, que a cada dia ficava mais parecido com o pai, mesmo que seus cabelos fossem do mesmo vermelho vivo de sua mãe.

O garotinho ficou exultante com a visita do seu pai, Edward era o seu herói, e quando além de aproveitar a visita de seu pai, podia aproveitar seus avôs tanto paternos quanto maternos ao mesmo tempo, era um sonho para ele. Ele sentia-se tão bem com todos.

Doía em Edward deixar seu filho, mas ele não podia deixar sua carreira, a sua vida e se mudar para Appleton, Maggie havia se casado com um comerciante local e estava esperando um filho dessa união, Edward não poderia destruir isto. Margaret merecia ser feliz com alguém que a amava, já que ele não foi capaz de amá-la em sua plenitude.

Como previsto, Joshua fez uma grande escândalo, quando Edward foi se despedir. Ele queria porque queria ir com o seu pai, e diante dos protestos do garoto, Edward e Maggie chegaram a um acordo: depois que o bebê nascesse Joshua moraria com o pai por um período. Esme ficou maravilhada com essa solução, ela gostava de ter o seu neto por perto, e sabendo que ele estaria morando com o pai, ficaria muito mais fácil para mimá-lo. Com a promessa de morar com o seu pai em alguns meses, Joshua aceitou a despedida, não sem antes convencer o pai a colocar um forte no seu quarto, quando ele se mudasse, e como fazia tudo o que o filho gostaria, Edward disse que assim que voltasse da Califórnia iria providenciar isto.

Fazia anos que Edward não ia à Califórnia, e quando o seu avião pousou no aeroporto de Los Angeles, ele já sentiu o efeito da costa oeste. O seu calor escaldante, o sol intenso e o clima praiano-urbano, completamente diferente do ar contemporâneo de Chicago. Imediatamente Edward sentiu falta de Malibu, onde sua família tinha uma residência, e com o ar saudoso o dominando decidiu que nas férias de verão traria Joshua a Califórnia, era certeza que seu filho adoraria aquele lugar. Ele se sentiria livre; algo que tanto em Illinois quanto em Wisconsin era complicado por seu continuo clima frio.

Aproveitando-se do sol californiano, Edward alugou um carro do qual conduziu até o The Standard Downtown Hotel, onde havia reservado um quarto por ser principalmente perto do Centro de Convenções de Los Angeles. E por mais que a decoração contemporânea do hotel fosse um charme a mais, Edward não se preocupou com isto, optando por tomar um banho e ir ao restaurante em que o coordenador do departamento de infectologista da UCLA, responsável pelo congresso, havia organizado um jantar com todos os palestrantes.

Usando um conjunto de terno cinza, com camisa branca sem gravata, Edward seguiu para o local conduzindo o automóvel que havia locado. Já no estacionamento encontrou alguns infectologistas que conhecia e admirava, e numa conversa animada seguiu para a sala reservada para o restaurante.

Já no salão de jantar, Edward foi puxado por Garrett, o coordenador dos estudos de infectuosos da UCLA para o seu lado, onde começaram a conversar animadamente. O infectologista de Chicago percebeu que Garrett estava o todo tempo olhando para o seu relógio e depois para a porta.

- Algum problema Garrett? – perguntou Edward.

- Oh não! Só estou ansioso para a chegada da Dra. Black, de Seattle, você irá acha-la incrível, Edward. Ela está desenvolvendo um projeto na UDUB (gíria para a universidade de Washington comumente usada nos EUA), muito similar o seu, mas para o tratamento de infecções agressivas em crianças. É um trabalho incrível! – elogiou o médico de quarenta e poucos anos, de cabelos negros, porém calvos e olhos castanhos.

- Ela estará na mesa redonda da minha apresentação, correto?! Eu li algumas coisas sobre ela, estou animado para conhecê-la. – sorriu enviesado o ruivo para o outro homem.

- Sim! Ela é incrível! Foi minha aluna em Toronto, e desde então continuamos mantendo contato. É impressionante que você ainda não a conheça, ela é extremamente competente e conhecida no noroeste. – ponderou o médico com orgulho.

- Estou animado para conhecê-la! – exclamou Edward realmente interessado em descobrir quem era esta impressionante médica, que atraia tantos elogios de Garrett Walker.

- Oh! Ela chegou! Finalmente! – exclamou o médico, deixando Edward sozinho e seguindo para o local onde uma mulher de cabelos castanhos ondulados até os ombros, usando um vestido azul marinho de um ombro só estava.

À distância em que ela estava Edward a achou extremamente atraente, e até mesmo um pouco familiar, contudo antes que pudesse admirá-la um pouco mais, um colega de Boston o distraiu em uma conversa.

Edward sentia uma estranha energia o envolvendo. Era como se um magnetismo, uma corrente elétrica que há anos ele não sentia, voltou a consumi-lo. Porém antes que ele pudesse se distrair para procurar a origem daquele magnetismo, ouvir Garrett lhe chamando.

- Edward, por favor, venha aqui. – desculpando-se de seu colega de Massachusetts, Edward seguiu para onde Garrett estava, conversando animadamente com a mulher de cabelos castanhos, a Dra. Black, que ele havia mencionado.

A cada passo que dava próximo aos dois a energia a sua volta ficava mais densa, uma energia, uma corrente elétrica que deixava tudo a sua volta em demasiada atenção. Seus batimentos cardíacos aceleraram e sua respiração ficou ofegante. Ele fechou seus olhos com força, tentando conter sabe-se lá o que ele estava tendo, e torcendo que não fosse um AVC com a tenra idade de 34 anos.

- Aí está o Dr. Everson! – exclamou Garrett para a mulher, que quando pronunciado virou-se para encará-lo.

Como um espelho um do outro, tanto Bella quanto Edward arregalaram seus olhos em surpresa. Podia ter se passado 11 anos da ultima vez que haviam se visto pessoalmente, mas todos os sentimentos, todo carinho, todo amor, toda a paixão que existia antes de todos os problemas, estavam ali presentes. Era como se o tempo não tivesse passado.

Garrett parecia não ter notado o reconhecimento dos dois, e como um bom anfitrião os apresentou:

- Isabella, este é o Dr. Edward Everson. Edward, esta é Dra. Isabella Black. – introduziu-os com um sorriso amigável.

Edward foi o primeiro a se recuperar do choque de reencontrar Bella depois de tantos anos.

- É um imenso prazer Dra. Black. – falou esticando a mão para apertar a de Bella. Assim que os dedos finos e femininos dela tocaram os grandes e masculinos dele, aquela corrente elétrica, que durante anos não sentia conduziu por seus corpos como um choque, uma descarga elétrica.

- O prazer é todo meu Dr. Everson. – replicou Bella com um sorriso, ainda apertando a mão de Edward. Ambos perceberam ao mesmo tempo em que o seu aperto de mãos estava durando mais do que necessário, e sentindo a falta do contato caloroso antes mesmo de se separarem, forçaram em fazê-lo.

- Fico feliz em apresenta-los. – pontuou Garrett. – Acredito que vocês podem ter muitas ideias e experiências a partilharem por conta de seus estudos. – o casal de meios-irmãos sorriram para as gentis palavras de Garrett.

- Agora se me desculpem os deixarei sozinhos. O Dr. John McCain chegou de Londres à tarde, e até agora não tive a oportunidade de falar com ele. Fiquem a vontade o jantar será servido em breve. – explanou o organizador do evento.

Bella e Edward observaram Garrett afastar de onde estavam, e quando ele estava relativamente longe, Edward voltou o seu olhar para Bella, com a sobrancelha arqueada.

- Black? – questionou com demasiada curiosidade.

- Sim, nome do meu... hum... marido? – respondeu soando mais como uma pergunta.

Edward arqueou suas sobrancelhas.

- Marido? – Bella sorriu e balançou sua cabeça num gesto que dizia quase isso.

- É... em tese ele é meu marido, mas não de fato. – explicou. Ela não precisava dizer nada a Edward, mas sentiu impelida a fazê-lo.

- Como assim? – perguntou confuso, estudando com atenção a bela morena a sua frente.

- Jacob é gay. Nosso casamento é de fachada, algo para satisfazer seus avôs, que não aceitam a sua orientação sexual. – explicitou com mais clareza.

- Wow! – exclamou. – Então você e ele... hum... não?

Bella rolou seus olhos.

- Por mais que isso não seja da sua conta, mas sim... nós não fazemos sexo. Nunca fizemos nada. Conheci Jake em Toronto, e logo nos tornamos amigos, mas como foi criado por seus avôs e eles nunca aceitaram a sua opção sexual, ele me pediu para fazer esse favor... e – deu de ombros. – como eu não tinha nada a perder, aceitei. Ele e Jared, seu "marido", são como dois irmãos para mim. – fora só depois de que as palavras deixaram seus lábios que ela se arrependeu do que disse. – Edward desculpe.

- Tudo bem Bella... você merece ter irmãos... já que o que você tem... não é bem o seu irmão. – refutou com mal humor.

- Edward... – suspirou. – Não vamos por este caminho, por favor.

- Desculpa. – pediu com remorso. – Então quer dizer que você esteve em Toronto? – perguntou cautelosamente.

- Sim, foi o único lugar que conseguiu aceitar a minha grade de disciplinas já cursadas, e que eu podia pagar, já que perdi o direito a minha bolsa de estudos. – ponderou com um sorriso enviesado.

- Você não precisava ter deixado Princeton.

- Sim, eu precisava Edward. – rebateu. – Se continuássemos na mesma cidade, nunca conseguiríamos nos afastar e um futuro em um presidio estadual me aterrorizou.

- Eu entendo Bella, agora pelo menos eu entendo. Por mais que ainda não aceite o que você fez com nós. – ponderou, tirando uma mecha de cabelo que caia em seu rosto.

Bella se afastou, evitando o contato íntimo.

- E você o que fez durante esses anos? Casou?! – perguntou com um sorriso.

- Sim, mas não durou por muito tempo... mas tivemos um filho, Joshua. – sorriu ao falar do seu filho, e tirando o seu celular do bolso, mostrando a foto do seu menino para Bella.

- Ele é lindo Edward. Lembra tanto você. – elogiou. – Mas o cabelo vermelho...

- Da mãe. Maggie é ruiva. – explicitou.

- E por que não deu certa com ela? Vocês tem um filho juntos!

- Mas não era suficiente, eu nunca a amei da maneira que ela merecia. Da maneira como eu te amo. Meu amor por você nunca mudou, Bella, pode ter se passado anos, mas tudo o que eu sentia naquela época, eu ainda sinto. – pontuou com demasiado carinho.

Bella fechou seus olhos surpresa com as palavras de Edward.

- Edward... – suspirou.

- Tome um drink comigo depois daqui? Precisamos conversar... sozinhos. Por favor, Bella. – implorou o médico.

Bella fechou seus olhos, ponderando o pedido do homem que mesmo depois de tantos anos ainda a tirava de seus pés, consumia seus pensamentos. Quando tornou abrir seus olhos, e fitou os intensos olhos esmeraldinos de Edward.

- Ok. – concordou com um sorriso tímido. O médico sorriu amplamente diante da concordância de sua meia-irmã e paixão.

- Sente-se do meu lado durante o jantar? – pediu esperançoso e galanteador.

- Edward...

- Profissionalmente Bella, pelo que entendi nossas pesquisas seguem o mesmo caminho, seria interessante saber mais sobre seu trabalho em Seattle. – pontuou com um sorriso enviesado. Bella não conseguia resistir quando ele era charmoso desta forma.

- Tudo bem. – concordou. Novamente Edward sorriu amplamente, oferecendo o seu braço a Bella, que mesmo com temor de se aproximar tanto dele aceitou.

Depois de tantos anos estar um ao lado do outro era enervante, prazeroso. O calor, a paixão que os inundava era algo fora da realidade. Era tão confortável, que mesmo depois de mais de uma década todo o desejo, a luxúria e o amor que existia entre eles ainda persistiam, trazendo paz e conforto.

A tensão sexual que rodeava Bella e Edward atraiu a atenção de Garrett, que mesmo sabendo que Bella era casada torceu internamente para os dois, eles faziam um belo casal, que partilhavam dos mesmos interesses e que visivelmente tinham química. Ele poderia parecer um ser com complexo de Emma, ansiando para unir casais como uma adolescente apaixonada, mas como médico e pesquisador de diversas áreas, Garrett Walker sabia que o amor era o único meio de curar qualquer doença, e por mais que nenhum dos dois tinham uma doença diagnosticada, era visível que sofriam um outro tipo de doença, a doença da solidão, da tristeza, da falta de felicidade plena, e talvez, como um pressentimento, sentiu que esta doença de Isabella Black e Edward Everson pudesse ser curada com o doação um do outro.

Após o jantar Garrett ansiando em presenciar a interação dos dois, participou de uma discussão sobre seus métodos de pesquisa em busca de curas para doenças infectuosas, e confirmando a sua ideia de que eram perfeitos um para o outro, Garrett sentiu-se na obrigação de aproximá-los, como um intermediador.

Uma ironia, já que o médico não imaginava o quanto os dois eram próximos.

Edward e Bella deixaram o restaurante juntos, ele havia convencido a de aceitar uma carona com ele, afinal ambos estavam hospedados no mesmo hotel, e poderiam aproveitar de um drink no lounge do mesmo.

Evidente que conforme o álcool era consumido pelos dois, a conversa fluía. Eles falaram integralmente do seu relacionamento, como descobrirem que serem irmãos foi um golpe terrível, e como Bella sentiu-se oprimida diante do julgamento de todos pelo fato de serem irmãos. Neste ponto a conversa tornou-se mais densa e intimidadora, contudo passo a passo eles viram que a distância naquele momento foi uma coisa boa, apesar do sofrimento que gerou, mas que toda a distância permitiu que a justiça deixasse de persegui-los, como estava determinada a fazer. Puni-los sem um segundo pensamento.

Porém o nível da conserva tornou-se mais íntimo, mais luxuriante, quando confessaram pensar um no outro constantemente. Edward afirmou que seu casamento com Maggie acabou por conta da memória de Bella, e ela aproveitando o ensejo afirmou que só aceitou casar-se com Jacob para fazer com que a justiça parasse de persegui-la, que aceitasse que havia acabado tudo entre eles.

Com essas confissões, outras vieram, e, talvez, a mais importante para os dois: que ambos se amavam ainda. Bella assumiu que sonhava acordada com Edward, com o seu toque, com seus beijos, e que em toda a sua vida só fizera sexo com duas pessoas: ele e um breve namorado que teve no seu ano de residência. Edward sentiu-se emocionado diante da confissão de sua alma-gêmea, afirmando que por mais que tivesse tido diversas mulheres, Bella era a única que sempre consumira seus pensamentos.

Pode ter sido por conta do álcool que ingeriram, ou por causa da saudade que sentiam, ou ainda do desejo primitivo que os ligava, mas a cada segundo de conversa se aproximavam mais e mais, e quando seus lábios se tocaram, sabiam que não havia como voltar atrás.

Todo o desejo, toda a luxúria, toda a volúpia, toda a paixão, todo amor, toda a saudade que sentiam um pelo outro explodiu com força, enunciando o mais puro desejo, a ânsia de sentir e dar prazer a sua outra metade. E esquecendo-se de todas as convenções, dos prejulgamentos e da ligação sanguínea que partilhavam Bella e Edward deixaram-se levar.

Deixaram ser consumidos por seus desejos, por sua paixão, por seu amor. Nada mais importava. Se quisessem prendê-los por ferir a moral e os bons costumes, que o façam, eles não se importavam mais. Passaram muito tempo se preocupando, se importando com isso, e essas convenções preconceituosas os havia deixado em frangalhos, e, agora, depois de anos não havia nada no mundo que os separariam.

E por mais que tentaram ser discretos diante da comunidade médica que se encontravam em Los Angeles, não conseguiam conter os toques, os olhares e até mesmo os beijos roubados em momentos completamente inesperados. Era como se tivessem começado tudo novamente, como no começo onde não se preocupavam com convenções ou prejulgamentos alheios.

Eles queriam ficar juntos. E ficariam juntos. Custe o que custar.

E desta vez eles tinham um plano, plano este que nada, nem ninguém faria dar errado.

A primeira parada de ambos, depois que deixaram LA, foi Seattle. Jacob e Jared receberam Edward com demasiada hospitalidade, ambos sabiam da história dele com Bella, e numa ação completamente amigável aceitaram continuar a farsa do casamento, segundo Jacob, era o mínimo que poderia fazer por Bella depois de aceitar ser a sua esposa de fachada para seus avôs. Outro fator importante que Bella fez em Seattle foi pedir demissão do hospital que trabalhava e da universidade.

Com as suas pendências acertadas, seguiram para Chicago. Em Chicago assim como Bella havia feito em Seattle, Edward também pediu demissão de seus empregos no hospital e na universidade. Com isto decidido, seguiram para Appleton para conversar com Margaret e decidirem o que fariam com Joshua.

Maggie assim como Jacob sabia sobre as complicações do relacionamento de Bella e Edward, e assim como todos os familiares deles, aceitava o envolvimento deles. Joshua se deu bem com Bella logo de cara, tornando mais fácil o pedido que Edward iria fazer a sua ex-esposa.

Maggie foi inicialmente conta o pedido do ex-marido, mas quando conversou com Bella, a ruiva notou que talvez fosse a escolha certa. Ela ficaria longe de seu filho, mais longe do que fora combinado de início, mas Edward havia se comprometido a deixa-la fazer parte da vida de seu filho continuadamente, por fim Maggie aceitou a proposta. Joshua moraria com o seu pai e com Bella em outro país.

Com a aceitação de Maggie, Edward e Bella começaram a tomar as providências para a mudança, os pais de ambos aceitaram a decisão deles, sabiam que era o melhor para eles. E assim, dois meses depois que haviam se reencontrado o casal de amantes e meios-irmãos, seguiram para o Brasil, para encontrar um lugar para viverem.

A escolha pelo país sul-americano, fora principalmente por causa de sua jurisdição mais ampla, menos rígida no caso deles; da qual as acusações de incesto ficavam somente na esfera religiosa, já que na jurídica não era proibida relações incestuosas desde que consensual; algo que a corte norte-americana não aceitava de forma alguma.

Elegeram Curitiba, a capital de um estado do sul do país como sua futura casa, e com o contrato de emprego com uma universidade e um hospital, ambos conseguiram comprar um imóvel na capital paranaense. Com os documentos que autorizavam a vinda de Joshua ao Brasil para viver com o pai, Edward o matriculou em uma escola bilíngue, e quando todas as questões burocráticas resolvidas; inclusive o visto de residência e permanência no Brasil configurado, voltaram para os Estados Unidos para buscar Joshua e irem para a nova casa.

Maggie chorava copiosamente diante da separação do seu bebê, mas sabia que Edward e Bella iriam cuidar de Joshua com demasiado carinho e atenção, e que ela veria o seu filho sempre que quisesse. Edward prometera isto, e ela sabia que ele cumpriria a sua parte no trato. Carlisle, Esme, Charlie e Renée estavam felizes por seus filhos, mesmo que para serem felizes precisavam ir para um país estrangeiro. Eles iriam sentir saudades, mas era o melhor para os dois, e os quatro estavam determinados a visita-los sempre que possível.

Jacob e Jared, também vieram a Chicago despedir de todos, Bella prometeu manter contato com os dois, e pediu para que eles a visitassem no Brasil. Ambos disseram que iriam, mas pediram que ela também viesse a Seattle visita-los. Bella afirmou que iria, fazia parte do acordo entre eles.

Depois de longas despedidas Edward, Bella e Joshua seguiram para o avião rumo a sua nova casa. Rumo à felicidade.

E realmente Edward, Bella e o pequeno Joshua encontraram a felicidade no país estrangeiro.

Nesta terra nova em que viviam não encontraram preconceitos, pré-julgamentos ou barreiras para viverem seu amor. O fato de serem meios-irmãos não era uma nuvem negra que fora outrora, agora era só um detalhe mínimo, insignificante. Afinal de reis, rainhas e toda a realeza antigamente podia se casar entre si, porque Bella e Edward não poderiam ficar juntos?! Eles não estavam prejudicando ninguém, estavam apenas vivendo o amor incondicional, irrevogável e inexplicável que sentiam um pelo outro.

Eles eram almas gêmeas, e mereciam ficar juntos.

Para sempre.

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N/A: Hey amores! Tudo bem com vocês?!

Eu disse que tinha um final lindo preparado para esta fanfic, e aí está! Espero que todos tenham gostado. Como disse anteriormente esta estória há tempos rondava a minha cabeça, e eu sabia desde o começo como ela terminaria, que seria em um outro país. Aí vocês me perguntam: mas por que o Brasil?! Como eu disse no texto o Brasil é o único país (que eu sei com certeza) que aceita casos de incesto desde que consensual e que a relação não produza frutos. Óbvio que isso apenas no aspecto jurídico, porque no religioso as mesmas regras morais valem em todos os lugares.

Outra questão: por que Curitiba?! Não sei ao certo, talvez por ser a capital do meu estado e por causa do clima constantemente frio, com breves períodos de calor, seja o que mais se adapta aos 3, bem como curitibanos tendem a ser mais fechados. Enfim... espero que vocês entendam a minha escolha.

Como disse: eu espero que todos tenham curtido o fim dessa estória. Eu fiz o meu melhor para traduzir essa situação complexa com delicadeza e mesmo assim usando o romance ao máximo. Espero que vocês tenham gostado da minha sensibilidade em tratar esse tema.

Quero agradecê-los mais uma vez por acompanharem isto aqui, eu não pretendia demorar tanto para encerrar esta fanfic, mas a minha vida pessoal entrou no caminho e vocês sabem como a vida pode atropelar tudo a sua frente. Muito obrigada por todos vocês não desistirem de mim durante todo esse tempo, isso é algo inestimável.

A Gaby eu só posso dizer muito, muito, muito obrigada. Gata cada ajuda sua, desde quando eu disse que eu tinha um sonho de escrever uma fic sobre incesto e você me apoiou foi inexplicável. Se essa fic saiu da minha cabeça. Você foi a responsável. Obrigada de coração.

Aos demais obrigada a tudo e espero encontra-los nas minhas outras fanfics, ok?! Obrigada por partilharem esses meses comigo.

Como sempre quem tiver alguma curiosidade, dúvida ou pergunta aleatória não hesitem em me questionar no formspring: www(PONTO)formispring(PONTO)me/carolvenancio

Amo vocês!

Beijos,

Carol.

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