~Usina Nuclear de Angra – Angra dos Reis-Brasil – 6:31 am.

Os raios de sol eram fracos nas primeiras horas da manhã, um vento gelado dominava o ambiente. Annie está no telhado da usina, andando sorrateira com sua "golden gun" nas mãos. A respiração esfumaçada devido ao frio e, os passos calculados, podendo-se passar quase "invisível" aos olhos dos inimigos. Em seu ângulo de cobertura, tinha uma visão panorâmica da cidade de Angra dos Reis e sentia-se pertinho do céu, azul "clean" como uma piscina recém inaugurada. Um privilégio de contemplação para poucos. Mas, a agente da CIA não preocupava-se com a paisagem local nem com o tempo, e sim, com sua missão a ser executada. Annie ouve um chiado na escuta em seu ouvido, logo vem a voz suave de Sydney chamando seu "codinome":

-Blackbird? Qual é sua posição?

-Área limpa, Mountaineer. Aguardo instruções – responde Annie.

No entanto, quando os agente estão comunicando-se entre si, o inevitável acontece...

Weiss que ia negociar a maleta com um espião russo, é atingido por um dardo tranquilizante e cai desacordado no chão. Algo havia saído errado! E agora, para piorar a situação, o espião fugia com a maleta bomba...

-AGENTE FERIDO! AGENTE FERIDO! Estou perto, vou socorrê-lo! - alerta Sydney.- O alvo foge sentido oeste! Shotgun, qual é sua posição?

-AI! Fui atingido, mas estou bem – responde Vaughn com a respiração oscilando. - Nosso alvo alcançou as escadas! Quem cobre o telhado?

Annie pula de alegria: finalmente uma pitada de ação em sua vida! Ela cola na parede ao lado da escada e declara:

-Estou pronta para interceptar o alvo!

Correndo desenfreado, com o suor escorrendo por suas têmporas e a respiração falha, o espião(que usava luvas vermelhas) abre a porta de acesso ao telhado. Num gesto rápido, Annie o golpeia no queixo e arranca a maleta de sua mão, depositando-a no chão com cuidado. Acuado, ele saca uma pistola semi-automática e aponta para Annie, mas ela é ágil a tempo e o atinge de novo (dessa vez com o pé na mão); a pistola voa, caindo a milhas de distância. Sentindo-se vitoriosa, a agente aponta sua golden gun para a testa dele... Seu único erro foi chegar perto demais... Num salto de felino, ele se joga contra Annie e os dois caem no chão de cimento frio. POFT! Com o impacto da queda, a arma solta da mão dela escorregando para longe. Ambos levantam com rapidez em pose de luta. Annie olha pra arma por um segundo, era impossível alcançá-la. E agora?... Aproveitando a distração dela, o sujeito a empurra, fazendo-a cair na beira do telhado... Annie olha pra baixo, onde estavam era super alto, uma queda do telhado daquela usina seria fatal... Seu coração batia em estado de adrenalina pura... Então, volta a olhar para o espião, que vinha em sua direção em câmera lenta, igual nos filmes de terror, quando a vítima sente que não tem escapatória e implora por sua vida em vão... Mas, Annie não implorou... Desarmada e equilibrando-se na pontinha do telhado, ela chamou reforços:

-MOUNTAINEER! PRECISO DE AJUDA! ALGUÉM ESTÁ NA ESCUTA?

Que estranho! De repente, a escuta parecia ter parado de funcionar!... Ela percorre toda a área com os olhos, não tinha "ninguém" ali, exceto os dois. Teria que enfrentá-lo por conta própria... Uma pedra solta despenca telhado abaixo, Annie a acompanha com o canto do olho direito até perdê-la de vista, esforçando-se para vencer o medo de altura... Por sorte, avista do seu lado um velho cano de metal solto envolto por ferrugem e nojentos cocôs de pombos, e quando "ele" se aproxima, Annie pisa na ponta do cano, fazendo com que voasse até a palma da sua mão direita. Antes que o espião pudesse "pensar" em reagir, a agente o atinge com o cano na cabeça. TÓIM! O homem cai no chão desacordado, porém ainda vivo... Livrando-se do cano, ela bate uma mão na outra numa tentativa de limpar a sujeira da ferrugem, e corre até o local onde havia deixado a maleta... Surpresaaa! A maleta havia desaparecido! Mas, COMO? Só estavam os dois ali! De novo, ela rastreia a área com o olhar, agora com atenção redobrada... E, dessa vez, vê ao longe uma linda poça d'água, azul brilhante, movendo-se pelo chão em direção a porta de saída de cor preta (e trancada a cadeado). Com habilidade, a poça desliza sutil por debaixo da porta, fugindo no instante exato em que Syd e Vaughn surgiam no telhado, vindos por uma porta cinza que se abre quando Annie menos esperava...

(Fanfiction escrita por Annie Lane... Não copie. Crie.)