Notas:

Primeiramente, quero pedir imensas desculpas pela demora em postar esse cap.

Então...esse capítulo foi UM PARTO! Eu já escrevi muita coisa da fic depois disso, mas esse capítulo não saia de jeito nenhum. Pra piorar a situação, a faculdade está me matando! #todaschoram

Eu acho que ficou um verdadeiro cocô, ele já está pronto há umas três ou quatro semanas, mas eu não queria postar pq tá muito ruim mesmo. Mas...como sempre, minha beta me fez mudar de ideia! kkkkkkkkk

Sobre a demora...gente, eu NÃO irei abandonar a fic, mas não postarei algo que ache que está ruim, então...peço que sejam compreensivos.

Autor: Matthew Black Potter Malfoy

Beta: Amy Lupin

Shipper: Peeta/Cato, Peetato, Potato(chame como quiser! *.*)

Disclaimer: Se Hunger Games fosse meu, vocês estariam esperando pelo primeiro beijo até hoje! xP


Capítulo onze-Um passo em falso

Peeta estava confuso. Nos últimos três dias, Cato havia mudado sua forma de agir. Os dois passavam o tempo todo juntos agora, por mais surreal que isso pudesse parecer.

Cato não se isolava para malhar durante as manhãs e eles passavam a maior parte desse tempo sentados na praia, conversando. Eles continuavam almoçando com a Sra. Hadley, mas agora Cato se mostrara um garoto mais falante, como era esperado de um adolescente normal. Peeta até tentara se esgueirar duas vezes até o ateliê de Athena, mas Cato, de uma forma ou outra, acabara conseguindo arrastá-lo até seu quarto, para que os dois pudessem passar a tarde vidrados em frente a tela da televisão, com os controles à mão.

Não que Peeta estivesse reclamando, mas ele começara a pensar o que faria sem o outro ali. Cato viajaria no sábado pela manhã e, por mais que tentasse se convencer do contrário, Peeta sabia que sentiria falta do outro.

- Chegamos, Mellark! - Cato disse, quando estacionou em frente a casa de Haymitch, tirando o outro de seus devaneios.

- Até amanhã. - Peeta apressou-se em dizer, já abrindo à porta do carro.

- Espera. - Cato pediu, puxando o punho do outro.

Peeta extremeceu com o toque do outro. Aquilo também era algo novo para os dois, pois o mais velho começara a tocá-lo em momentos em que estava distraído.

- Eu estava pensando, - o maior começou como se estivesse receoso de continuar, o que fez com que Peeta arqueasse uma sobrancelha.

Essa era outra coisa que estava deixando-o confuso, Cato estava medindo as palavras para falar com ele, como se tivesse medo de que falasse algo que não devia.

- Você estava pensando... - Peeta encorajou-o a continuar.

- Então... - Cato continuou, soltando o braço do outro e passando a mão pelo cabelo em sinal de nervosismo. - acho que podíamos fazer algo diferente amanhã, já que será nosso último dia juntos.

- Como assim? - o mais novo perguntou, em clara confusão.

- Tem uma trilha aqui perto, que costumo fazer com o pessoal, a gente também costuma escalar um paredão no final dela, - Cato começou estralando os dedos. - e aí? Você anima? - ele completou de forma repentina.

- Hãn... - Peeta gaguejou, pego de surpresa. - ok.

- Ok, então. Passo aqui às 5:00, amanhã.

Cato deixou sua mão repousar sobre a coxa de Peeta, o que não passou despercebido ao mais novo, mas ele preferiu fingir que não havia notado, ao sair do carro.

A mente do menor girava, quando entrou na casa de Haymitch. Ele respondeu vagamente ao padrinho e Effie, quando eles perguntaram como tinha sido o dia e caminhou apressado até o quarto. Ele estava tonto e até enjoado de certa forma. Ao encarar seu reflexo no espelho do banheiro, percebeu que seu rosto estava pálido e sua confusão era evidente. E toda essa confusão girava em torno de uma dúvida: Cato Hadley acabara de convidá-lo para um encontro?

-Potato-

O plano de Cato estava funcionando exatamente como ele esperava. Quando se tratava de conquistar alguém, ele sabia exatamente o que fazer. Ele sabia como demonstrar atenção e interesse para que a pessoa se sentisse confortável. Não que ele precisasse fingir isso, como costumava fazer com a maioria das garotas. Peeta era engraçado, inteligente e maduro, o que tornava o diálogo simples e agradável.

Além disso, ele começara, vez ou outra, a lançar olhares quando sabia que iria ser flagrado. Ele sabia que o outro não perceberia que estava sendo pego intencionalmente, Peeta até podia ser maduro para sua idade, mas ainda era muito inocente, o que facilitava as coisas.

Cato deitou-se em sua cama aquela noite, com um sorriso de satisfação no rosto, convencido de que seria fácil persuadir o outro a fazer o que ele quisesse.

-Potato-

Peeta tinha que admitir, sair da cidade e fazer aquela trilha, fora uma ideia genial. Não que ele fosse do tipo de garoto atlético e esportivo, como Cato, mas ele não era uma pessoa sedentária, de qualquer forma.

Eles haviam parado o carro à beira da estrada, próximo ao início da trilha, há mais de uma hora. As pernas de Peeta já começavam a reclamar, mas o garoto não se atrevia a reclamar, visto que o outro carregava uma mochila cargueira e não demonstrava sinais de cansaço.

- Chegamos! - Cato anunciou, alguns minutos depois, parando à beira de um lago.

- Você não disse que tinha um paredão? - Peeta perguntou, arqueando uma sobrancelha.

Não que o menor quisesse realmente escalar um paredão, mas ele estava ansioso para sentar-se e desenhar, enquanto o outro escalava.

- Se eu disse que tem, é porque tem. - Cato rebateu, girando os olhos. - Só acho que seja melhor pararmos um pouco pra comer, já são quase 8:00.

Peeta limitou-se em concordar com a cabeça, enquanto Cato retirava uma garrafa térmica, sanduíches naturais, duas maças e uma vasilha de castanhas da mochila.

- Por isso que você falou que eu não precisava pegar comida. - Peeta disse risonho. - Você já assaltou a dispensa da sua casa o suficiente.

- Isso é só o café da manhã, Mellark. - Cato disse entregando um dos sanduíche a Peeta. - Não é porque estamos no meio do mato que precisamos passar fome.

Os dois comeram rapidamente e caminharam por mais meia hora. Vez ou outra, Cato dizia "cuidado onde pisa" ou até dava a mão para Peeta, para que ele não tropeçasse em alguma falha no chão, ou alguma raiz de árvore mais próxima do lago. Peeta já estava sem paciência para aquele tratamento de donzela indefesa quando eles finalmente chegaram ao paredão. Só que, para choque do menor, não era um paredão, e sim uma cachoeira.

Peeta estava maravilhado pela visão e nem se deu conta de que Cato já estava retirando o equipamento da mochila. Quando ele enfim se virou foi para constatar que Cato estava sem camisa, agachado, olhando-o com um sorriso no rosto.

-Potato-

Cato insistiu para que Peeta subisse com ele, mas o menor fora irredutível e acabara sentando-se para desenhar. Então ele aproveitou a oportunidade para demonstrar o seu conhecimento e agilidade, fato que sabia que iria aumentar a atração do outro. Ele podia ver, enquanto se balançava de um lado para o outro, que Peeta estava quase babando enquanto tentava fingir que desenhava a paisagem.

- Tem certeza que não quer tentar? - Ele perguntou, quando enfim se juntou ao menor.

- Quebrar o pescoço não é algo que esteja nos meus planos para hoje, definitivamente.

Peeta agarrou as bordas do seu caderno de desenho, tentando não pensar na proximidade do outro, notando que algumas gotas de água pingavam em suas mãos sempre que Cato se movia.

- Eu prometo que não vai te acontecer nada, Mellark. - Cato disse, colocando a mão no ombro do menor. - Eu te seguro, se você estiver com medo.

Peeta corou, desviando o olhar do mais velho.

- Eu prefiro ficar desenhando. - Peeta disse, apertando com mais força as bordas do seu caderno.

- Ok. - Cato deu de ombros e sentando-se a frente do garoto. - Posso ver?

- O quê? - Peeta piscou, confuso.

- Seus desenhos. - O maior disse risonho, apontando para o caderno.

- Eu não gosto de mostrá-los pra ninguém. - Peeta disse, corando novamente. - Nunca acho que eles estão bons o suficiente.

- Eu não vou zombar dos seus desenhos, Peeta.

Peeta levantou os olhos, surpreso com o uso do seu primeiro nome. Cato o olhava de uma forma diferente, era como se aqueles olhos pudessem queimá-lo.

- Além do que você já mostrou os seus desenhos para minha mãe. - Cato continuou, fazendo bico.

- É diferente. - Peeta disse, tentando não se deixar levar pelo charme do outro. - Ela é uma artista, sabe me dizer o que tenho que melhorar.

- Ok, então. Vamos comer algo e voltar.

-Potato-

Cato não sabia exatamente onde seu plano havia falhado. Ele havia feito tudo o que planejara. Ele levou Peeta para um lugar deserto, longe das outras pessoas, jogou seu charme, ficou sem camisa quase o tempo todo, mas no final não conseguira fazer aquilo que não saia da sua cabeça na última semana.

Por isso eles estavam jantando na mansão, como todos os outros dias. Sua mãe não parava de tagarelar com Peeta e seu pai estava dando plantão no hospital, o que tornava fácil ficar calado.

- Cato, você poderia ficar, ao invés de viajar. - Cato ouviu alguém dizer, do que parecia ser, a outra extremidade de um campo de futebol.

Por um momento, ele achou que fosse Peeta quem dissera aquilo, mas ao levantar a cabeça, constatou que fora sua mãe. Peeta encarava o prato, como se aquilo não fizesse a mínima diferença para ele.

- Não tenho motivos para ficar aqui. - Cato disse de forma entediada. - Se vocês não tivessem me obrigado a ficar aqui por causa do pirralho, eu já estaria na praia.

- Cato! - A Sra. Hadley chamou, arregalando os olhos.

- Está tudo bem, Sra. Hadley. - Peeta disse. - Eu não quero atrapalhar as férias dele. Bem...de qualquer forma, eu tenho que ir embora.

Dizendo isso, Peeta se levantou, saindo do aposento.

- Peeta. - A Sra. Hadley chamou pelo garoto, saindo atrás dele.

"O que deu em você, seu idiota? Se você quer levá-lo pra cama, agir como um babaca não irá ajudar." Cato se recriminou mentalmente antes de sair atrás dos dois.

-Potato-

Mesmo depois de pedir desculpas, foi difícil convencer Peeta a deixar que Cato o levasse até em casa, mas a Sra. Hadley acabou por persuadi-lo. O caminho até a casa de Haymitch foi silencioso, mas os dois garotos já haviam se acostumado com aquele clima constrangedor. Quando enfim pararam em frente à casa, foi Peeta o primeiro a falar.

- Eu não pedi por isso. - Cato foi pego de surpresa pelas palavras do outro, mas o que mais o surpreendeu, foram as lágrimas que rolavam pelo rosto do garoto ao seu lado. - Eu não pedi para mudar para essa cidade, não pedi para vir morar com meu padrinho, não pedi pra você me fazer companhia e, definitivamente, não pedi pra me tratar bem e logo depois começar a agir como um imbecil de novo. Então...por favor, só vai pra sua viagem logo e para de reclamar de ter que fazer isso.

Cato não soube dizer exatamente o que levou a fazer aquilo, se foram as lágrimas ou o olhar raivoso no rosto do outro, mas quando se deu conta do que estava fazendo, já estava puxando o outro pela nuca e se inclinando para poder beijá-lo. Peeta tentou se desvencilhar, mas Cato era visivelmente mais forte e forçou o beijo, mesmo contra a vontade do outro.

Não demorou muito para que Peeta cedesse ao beijo, agarrando a nuca do maior. Cato deixou sua mão deslizar pelas costas de Peeta, apertando sua cintura com força, arrancando um gemido de protesto da boca do menor.

Todo o autocontrole que Cato havia utilizado até ali, foi-se pelo ralo, pois tudo que ele conseguia pensar era em ver o rosto do outro contorcido de prazer, gemendo seu nome. Ele passou então a beijar o pescoço de Peeta e enfiou as mãos por baixo da camiseta do outro, arrancando mais gemidos.

Em questão de segundos, Cato se afastou e arrancou sua camisa antes de se aproximar e continuar a devorar a boca e o pescoço de Peeta de uma forma animalesca que certamente deixaria marcas.

Cato puxou o corpo de Peeta sobre o seu, fazendo com que o menor ficasse parcialmente em cima de si. Aproveitando-se da posição, Cato deslizou as mãos pelas costas de Peeta, até chegar ao seu quadril e apertou sem pudor a bunda do garoto.

Peeta empurrou com força o garoto, se afastando. Logo ele abrira a porta do carro e saíra correndo em direção a casa de Haymitch, deixando Cato sozinho no carro, desnorteado com o que havia acontecido.